Papa aos jovens de Buenos Aires: Olhai para Jesus, olhai para Maria e segui em frente

Aos rapazes, o Papa ilustrou sua mensagem com os exemplos dos apostólos e de jovens do Evangelho. Falou às moças pedindo-lhes que seguissem Maria, aquela que “obedeceu sem compreender”, “a mulher da fidelidade” Começa assim a videomensagem através da qual o Papa Francisco exprimiu a sua proximidade a jovens de Buenos Aires, reunidos, sábado 26 na capital argentina, para a Jornada Regional da Juventude. O objetivo foi recuperar a força necessária para levar fé pelas ruas. Neste interrogar-se sobre algo de novo para lhes dizer, o Papa recorreu então à figura de alguns jovens do Evangelho. Os Apóstolos, diz o Papa, eram quase todos jovens. Para além deles pensou também no jovem rico, mas triste, porque não conseguiu deixar os seus bens para seguir Jesus; no jovem que procurou uma nova vida com a herança do pai, ainda vivo, esbanjou tudo e voltou cheio de fome, mas como Deus é misericordioso, encontrou o Pai ansioso pelo seu retorno; no jovem morto que, devido à fé da mãe, foi ressuscitado por Jesus; no Apóstolo João que era “um muchachito”. O Papa chamou a atenção dos “chicos e chicas” reunidos em Buenos Aires, para o entusiasmo, o estupor que causou inicialmente, nos jovens do Evangelho, o encontro com Jesus, ao ponto de correrem para dizer aos amigos “Encontramos o Messias! Encontramos Aquele de que falam os profetas!”. Mas depois os Apóstolos esmoreceram, não se comportaram muito bem – fez ainda notar o Papa: Pedro renegou Jesus, Judas traiu-o, outros fugiram, ou seja – frisou – “depois veio a luta por ser féis a esse encontro com Jesus”. E aqui o Papa lançou uma pergunta aos jovens. “Quando te encontraste com Jesus?, Como foi o encontro com Ele, tiveste um encontro com Jesus, ou estás a tê-lo agora? Os jovens Apóstolos! Pensem em Pedro, Tiago, João, Natanael, como é que se foram encontrando com Jesus?!” Ainda no seu estilo interrogativo e interativo, depois de ilustrar esses jovens todos, os apóstolos e a seu comportamento, o Papa pôs os jovens do Encontro Regional da Juventude de Buenos Aires, perante uma outra série de interrogação. “Vós quem sois? O entusiasta como os Apóstolos inicialmente, antes de iniciar o caminho? Aquele que quer seguir Jesus, mas está cercado de tantas coisas que o atam e não O pode seguir, como o jovem rico à mundanidade, a tantas coisas? Como aquele que gastou toda a herança do seu pai, mas que teve a coragem de voltar e está sentindo neste momento o abraço da misericórdia? Ou estás morto? Se estás morto, saiba que a Mãe Igreja está chorando por ti e Jesus é capaz de ressuscitar-te. Digam-me: quem sois vós, Dizei-lo a vós mesmos e isso te dará força”. E antecipando aquilo que poderiam estar a pensar as meninas, o Papa frisou… “As meninas me vão dizer, mas Padre, você é injusto, porque os exemplos que deu é só para os rapazes”. A elas, então, o Papa Francisco indicou como único modelo Maria, Aquela que “obedeceu sem compreender”, “a mulher da fidelidade”. Pondo em evidência a capacidade de dar vida e de dar ternura, capacidade que os homens não têm, o Papa recordou às meninas que se diz “A Igreja, não o Igreja”. “A Igreja é feminina, é como Maria. Esse é o lugar para vós. Ser Igreja, conformar-se com a Igreja, estar junto a Jesus, dar ternura, acompanhar, deixar crescer.” E o Papa conclui pedindo a todos que “Não tenham medo, que olhem para Jesus e para Maria e que sigam em frente”. Esse encontro Regional da Juventude que teve lugar, dizíamos no sábado, 26, reuniu jovens de 11 Dioceses da Arquidiocese de Buenes Aires. Em jeito de jornada de reconciliação e também de agradecimento pela canonização dos dois Papas, o encontro contou com a presença de centenas de sacerdotes que confessaram os jovens e presidiram a momentos de oração comunitária. Não se previa a celebração da Missa. Fonte: Rádio Vaticana  

O Papa demonstrou verdadeira compaixão: com – paixão

Nesta semana, o Senhor nos surpreendeu através do encontro com o Santo Padre, o Papa Francisco. Chovia bastante na quarta-feira, contradizendo a previsão do tempo que era de sol com temperatura amena. Pedíamos ao Senhor que parasse a chuva, mas nos seus desígnios de Amor, quando Ele diz não, é para dar um SIM mais profundo. Deus é sempre AMEM! Pediram-nos para ir à Sala Paulo VI, pois o Santo Padre, que pensa sempre nos pobres e doentes, não queria que os doentes pegassem chuva. Chegando à sala, esperamos um pouco e, de repente, veio o Papa! Ficou 45 minutos na sala saudando cada doente antes de ir para a Praça de São Pedro. Quanta atenção, cuidado, desejo de ir primeiro as periferias antes de tudo! O Papa estabelece a mentalidade do Evangelho: para Deus, a periferia é que é o centro! Assim, Jesus não nasceu no centro do Império Romano, mas em Belém…e assim por diante, ao longo de dois mil anos de história da Igreja. Percebemos que Francisco é um homem que vive o que prega, sempre cuidando das ovelhas mais feridas, mais fragilizadas pela doença, pelo sofrimento! Não era um peso, não era um esforço, era Amor em ação, Amor pela pessoa, que se sentia única e amada por Deus. Quando o Papa parou diante de nós, disse-nos: “Ah, os brasileiros do Shalom!”. Apresentamo-nos e ele perguntou onde morávamos. Dissemos que éramos missionários na França, e depois começamos a partilhar sobre a doença da minha esposa, Luciane, que tem um tumor no cérebro. Ele a olhou com muito amor, sentia a sua dor, era a verdadeira compaixão: com – paixão, sofrer a mesma paixão. Colocou sua mão na cabeça dela e orou em silêncio, em seguida disse que rezaria por nós, por duas vezes. Depois nos propôs uma bênção especial para este tempo de provação. Luciane partilhou do papel de João Paulo II neste tempo, consolando-nos e, sobretudo, gerando as virtudes no meio da dor, ensinando-lhe de novo a andar fisicamente, mas, sobretudo, a viver de Amor neste tempo. O Papa olhou com muito carinho para a foto de João Paulo II, como se conversasse com ele. Depois nos saudou e nos deixou. Obrigado, Senhor, porque pelas mãos de Pedro, Tu nos confirmas na nossa oferta de vida e nos faz profundamente felizes de sofrermos por amor a Ti!  Daniel e Luciane Ramos

Francisco sobre José de Anchieta: sua santidade foi e é não ter medo da alegria

O Papa Francisco presidiu Missa nesta quinta-feira (24), às 18h (horário de Roma) em ação de graças pela canonização de São José de Anchieta. A celebração aconteceu na Igreja de Santo Inácio de Loyola. Durante a homilia, ele ressaltou a juventude e a intrepidez do santo jesuíta, um dos maiores responsáveis pela consolidação da doutrina católica em terra brasileira. Tendo chegado aos 19 anos ao Brasil, Anchieta não tinha muitos estudos, mas portava o que era necessário para a missão: a alegria de quem tinha recebido o olhar de Jesus Cristo. Diante da imagem  de um Anchieta jovem, a escrever na areia de uma praia brasileira o nome “Maria”, Francisco afirmou que o jesuíta soube comunicar Cristo porque não teve medo da alegria: “Ele, junto a Nóbrega, é o primeiro jesuíta que Inácio envia a América. Um menino de 19 anos… Era tal a alegria que tinha, tal era o gozo, que fundou uma nação, pôs o fundamento cultural de uma nação em Jesus Cristo. Não tinha estudado teologia, não tinha estudado filosofia, era um menino, mas que tinha sentido o olhar de Jesus Cristo, e se deixou alegrar, e optou pela luz. Esta foi e é sua santidade: Não teve medo da alegria”, afirmou. Para Francisco, o santo soube comunicar o que ele havia experimentado com o Senhor, o que havia visto e o que havia ouvido dele. Na celebração, estavam presentes representantes políticos, como os senadores Renan Calheiros e Michel Temmer, representantes religiosos, de movimentos da Igreja e de novas comunidades. Membros da Comunidade Católica Shalom reunidos em Roma para participar da canonização de João Paulo II e João XXIII no próximo domingo (27) participaram da Missa. Alguns missionários do Shalom leram preces, cantaram e acolitaram. Os padres da Comunidade de Vida Silvio Scopel, Aristóteles Alencar e Francisco Almeida concelebraram. O rito foi rezado em português, mas o Papa fez a homilia em espanhol, que também era a língua materna de São José de Anchieta. Ao final, o bispo de Aparecida e presidente da CNBB, cardeal dom Raymundo Damasceno agradeceu ao pontífice. O Papa rezou diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida. Mais uma vez, Francisco centra o discurso na “alegria”, tema que lhe rendeu também o título de sua primeira exortação apostólica “Evangelii Gaudium” (Alegria do Evangelho). “É mais fácil ir a um cartomante, que te adivinha o futuro, do que confiar na esperança de um Cristo triunfante, de um Cristo que venceu a morte. É mais fácil uma ideia, uma imaginação, do que a docilidade a esse Senhor que ressurge da morte. Esse processo de relativizar tanto a fé termina nos distanciando do encontro, da carícia de Deus. É como se destilássemos a realidade do encontro com Jesus Cristo no alambique do medo, no alambique da excessiva segurança, de querer controlar nós mesmos o encontro. Os discípulos tinham medo da alegria. E nós também”, afirmou na Missa de hoje. Para o Papa, a alegria do encontro com Jesus Cristo, essa que dá tanto medo de assumir, é contagiosa, e grita o anúncio: “A Igreja não cresce por proselitismo, mas pela atração testemunhal deste gozo que anuncia Jesus Cristo. Este testemunho que nasce da alegria assumida, logo transformada em anúncio, é a alegria fundante. Sem este gozo, sem esta alegria, não se pode fundar uma Igreja, não se pode fundar uma comunidade cristã”. Clique aqui e confira a homilia na íntegra. Emanuele Sales

Peregrinação Shalom 2014 – 1º dia

Refugiados sírios na Jordânia vivem Semana Santa com a esperança de ver o Papa em breve

O diretor da Cáritas na Jordânia, Wael Suleiman, explica as dificuldades e os desafios que vivem diariamente os 20 mil refugiados cristãos da Síria que que estão sob seus cuidados e como viverão a Semana Santa longe de seus lares. Em declarações à agência vaticana Fides, Suleiman explica que os refugiados “seguem aumentando e se preparam para viver uma Páscoa marcada pelo desânimo e o cansaço espiritual”. “Tínhamos pensado celebrar liturgias para os refugiados sírios de fé católica”, explicou, “mas nos demos conta que não tinham o estado de ânimo apropriado. Eles preferem participar das celebrações nas paróquias da Jordânia, em meio aos fiéis daqui”.   “Estão cansados, resignados, e não estão interessados em liturgias e celebrações reservadas para eles, que lhes recordem sua condição de deslocados e o sofrimento que experimentaram. Esperam com esperança, isto sim, a chegada do Papa Francisco à Jordânia”.   No programa da visita está previsto que o Papa se reúna com alguns deles em Betânia, nas proximidades do Rio Jordão, perto do lugar do batismo do Jesus. O diretor da Cáritas Jordânia confirmou a Fides o aumento progressivo dos cristãos na multidão de refugiados sírios presentes no Reino: “Não é como no princípio, quando entre as primeiras ondas de refugiados não havia cristãos”. Agora, disse Suleiman, “são mais de 20.000”. “Um número pequeno em comparação à massa de um 1.300.000 refugiados sírios que segundo dados do governo estão alojados em Amã, na Jordânia”.   Suleiman assinalou que “dificilmente se possa esperar que os cristãos que fugiram da Síria retornem no fim da guerra. Isto significa que em algumas cidades, como Homs e Aleppo, muitos bairros cristãos permanecerão vazios de seus habitantes por um longo tempo”. Enquanto isso, espera-se para final de abril, a abertura de novas áreas no campo de refugiados de Al-Azraq, que terão capacidade para 130.000 refugiados, convertendo-se no campo maior realizado até o momento em toda a região para comportar crianças, mulheres e homens que fogem do conflito em Síria.    O primeiro grande campo de Zaatari se transformou com o tempo em uma “cidade provisória” com centros de saúde, escolas e um campo de futebol. “Esta transformação dos campos em lugares menos precários”, assinala o diretor do Caritas para a Jordânia, “é um sinal eloquente: ninguém pode predizer quanto tempo os refugiados sírios permanecerão fora de sua pátria”.   Fonte: ACI Digital

Papa recebe ofertório de família da Comunidade Shalom

Uma grande graça             Somos uma família missionária, brasileiros, membros da Comunidade Católica Shalom, fundada por Moysés Azevedo após, quando muito jovem, ofertar em 1980 a sua vida aos pés de São João Paulo II. Que grande alegria é para nós, depois de quase 35 anos deste gesto, podermos neste ofertório repeti-lo, renovando assim o nosso ‘dar-se’ por inteiro a Deus e à Sua Igreja. Foi assim que começamos a carta que entregamos para o Santo Padre no dia 13 de abril de 2014, durante a celebração da missa do Domingo de Ramos na praça de São Pedro em Roma. Já tínhamos tido uma grande graça no Pentecostes de 2013 quando o Papa pegou em seus braços a nossa filha mais nova, Giulia. Este tinha sido um momento de grande alegria e emoção. Nunca imaginaríamos o que Deus estava reservando para nós.    Depois de tantos anos colaborando na evangelização do povo europeu, a Comunidade nos convida a retornarmos à nossa pátria e continuarmos a nossa vida missionária na cidade de Fortaleza. Acolhemos a Vontade de Deus com um misto de alegria e dor, com uma clara consciência de que Ele sabe o que é melhor para nós. Sentimos a partir de então um grande desejo de vivermos esta nova etapa da nossa vida vocacional e missionária com uma forte experiência espiritual, com algo que fosse um sinal concreto da nossa oferta ao Senhor. O que veio em nosso coração foi ter algum encontro com o Papa Francisco, pensamos em levar a nossa filha mais velha, Clara, para ser entregue nas mãos dele no momento da audiência da quarta feira ou, quem sabe, conseguir algum ingresso para saudar o Papa ao final da audiência e por fim: por que não tentarmos ir com toda a família para uma missa matutina com o Papa em Santa Marta? Foi neste momento então que escrevemos uma carta ao secretário particular do Santo Padre. Dentro do coração crescia uma certeza forte de que isto daria certo, que Deus abriria as portas. Todos os dias, verificávamos o correio na esperança de ter alguma resposta. Neste tempo, a Giulia ficou doente e chegou a ser hospitalizada. Quando ela ainda estava no hospital, chegou uma carta da casa pontifícia. Ao abrir a correspondência, a grande decepção: não seria possível participarmos da missa em Santa Marta, pois não tinham mais vagas.             Os dias foram passando e, quando menos esperávamos, uma pessoa próxima a nós perguntou se estaríamos em Roma na época da missa de Ramos, pois tinha uma possibilidade de podermos participar do ofertório. Que grande graça! Deus sempre reserva o melhor para nós! Ele sempre renova a nossa esperança! Nunca pensamos que poderíamos reviver tantos anos em poucos passos, o caminho até o Papa Francisco foi uma verdadeira peregrinação, cada passo, cada instante, nos fazia retornar a muitos momentos de nossas vidas, da nossa história, do nosso caminho vocacional até chegarmos àquele momento tão profundo de oferta diante do Pastor da Igreja.   No momento do ofertório, as palavras do Papa foram simples, muito simples e humanas. Primeiro, antes mesmo de falarmos, ele se antecipou e falou em nossa língua com um grande sorriso nos lábios: ‘Bom dia!’ Falamos para ele que éramos uma família missionária da Comunidade Shalom e que depois de vivermos em missão na França e na Itália estávamos retornando ao nosso País. Agradecemos de todo o coração por sua vida e missão, e por fim, apresentamos as nossas filhas, dizendo que a Clara tinha feito um desenho para ele. Prontamente o Santo Padre disse: ‘Obrigado!’ E depois repetiu: ‘grazie!’ Em seguida, ofertamos no altar do Senhor o pão, sinal de sacrifício, da oferta de vida, do abandono. Levamos em nosso coração tantos irmãos queridos, tantas vidas ofertadas, tantos projetos de evangelização, levamos toda a Comunidade conosco.                 Como não se alegrar com o OBRIGADO que o Santo Padre nos disse. OBRIGADO pela carta escrita, OBRIGADO  pela vida ofertada, OBRIGADO… E de nossa parte também exaltamos ao Senhor neste OBRIGADO por nos ter escolhido e por querer se fazer precisar de nós vasos de argila, tão frágeis e pecadores.    Pedro Júnior e Kaline  Confira o vídeo:

Papa Francisco faz selfie com jovens do Brasil

Fato aconteceu no Vaticano, onde o pontífice furou o protocolo e se encontrou com brasileiros que entregaram os símbolos da JMJ Jovens de várias expressões eclesiais do Brasil participaram nesse domingo (13), da solenidade de Ramos e Jornada Mundial da Juventude Diocesana, na Praça de São Pedro, onde jovens brasileiros passaram a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora aos poloneses, anfitriões da próxima JMJ, em Cracóvia 2016. Após a celebração, atendendo aos chamados dos 24 jovens brasileiros que participaram da entrega dos símbolos da JMJ, o papa desceu do carro e se aproximou para cumprimentar o grupo. Ao se encontrar com eles, nem o pontífice escapou da onda do selfie (quando o fotógrafo também é personagem da própria foto). Maristela Ciarrochi, membro da equipe de redes sociais da Equipe Jovem de Comunicação, da Comissão para a Juventude, conta que se emocionou, tanto que não sabia se tirava foto, filmava, ou abraçava Francisco, que diante da situação brincou dizendo “não me morde, não me morde”. O assessor nacional da Comissão Episcopal para a Juventude, padre Sávio Ribeiro, contou que Francisco agradeceu a dedicação na preparação da JMJ no Rio de Janeiro, e, simpático, o argentino declaradamente fã de futebol, perguntou sobre outro grande evento que acontecerá no país. “O papa veio nos perguntar quem venceria a Copa do Mundo e respondemos que seria o Brasil, ele somente riu e disse que não”, conta. Por: Maria Amélia Saad   Fonte: Jovens Conectados

Membro da Comunidade de Aliança Shalom recebe carta do Papa

Apresentamos a partilha do nosso irmão Sérgio Galhardo, da Comunidade de Aliança, sobre carta recebida do Santo Padre,  Papa Francisco. Desde o início de minha caminhada eclesial sempre tive a consciência, por ação da graça, de que não sou “da” Igreja e sim eu “sou” Igreja. Isto gerou em mim um profundo amor por ela, como é próprio do Carisma Shalom. Sabia que havia uma proximidade se, entre todos os que comigo são Igreja, também, com o Sucessor de Pedro; ainda que não haja uma proximidade física, há incontestavelmente uma proximidade espiritual, digamos que, mais concreta até do que a física, como disse Bento XVI no encontro de catequese com crianças em 2005: “existem tantas coisas que não vemos e que existem e são essenciais (…), as coisas mais profundas, que sustentam realmente a vida e o mundo, não as vemos, mas podemos ver, sentir os efeitos.(…) Como disse, precisamente as coisas invisíveis são as mais profundas e importantes.” Resolvi então arriscar: rezei e escrevi a carta acolhendo-o, garantindo-lhe minha oração e partilhando um pouco de mim, que sou consagrado na Comunidade Shalom, como Comunidade de Aliança, e também sobre uma situação particular que estou vivendo. Dias antes da vinda do Santo Padre à Aparecida, fui vistar o Carmelo de Santa Teresinha, próximo à minha casa, onde tenho um a madrinha de oração e, sabendo que elas o encontrariam pessoalmente, pedi-lhe para entregar a carta, junto com as que as demais irmãs entregariam. O tempo passou. Já havia esquecido do fato, apesar de naqueles dias ter vislumbrado como seria se o Santo Padre respondesse. Então, no dia 31 de março, ao conferir a correspondência do prédio onde moro encontro uma carta “diferente” endereçada à mim. Remetente: Nunciatura Apostólica do Brasil! Ao abrir, que grande surpresa! Estava lá, Monsenhor Peter B. Wells, assessor de Sua Santidade escreve: “Com atenciosos cumprimentos, me desempenho do encargo de expressar (…)”, e seguia a mensagem do Santo Padre. Mas ainda pensei que fosse algo relacionado à JMJ do Rio de Janeiro. Telefonei à uma irmã de Comunidade, que fora comigo ao Rio, para saber se ela também recebera algo. Mas não! Era realmente a resposta à minha carta! Era precisa na resposta à situação partilhada! Não havia dúvidas: era a minha resposta. Como a mulher do Evangelho que, ao reencontrar a moeda perdida, chama os demais para compartilharem da sua alegria, comecei a enviar mensagens com a notícia aos irmãos. Recordava da frase que sempre se ouve nas audiência gerais às quartas-feiras “O Santo Padre concederá a Benção Apostólica à vós e extensiva aos vossos familiares”. Ou seja, não é só para mim tal graça. É para todos os que me são caros, para minha família natural, para minha família Shalom, para meus amigos e irmãos. Por isso partilhei na célula comunitária e partilho agora com todos vocês que lêem esta notícia. Shalom.” Sérgio Galhardo

Jornada Diocesana da Juventude 2014 acontecerá no próximo domingo

A Jornada Diocesana da Juventude (JDJ) deste ano, que é a Jornada Mundial da Juventude realizada em âmbito diocesano, será celebrada no dia 13 de abril, Domingo de Ramos, com o tema “Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu” (Mt 5,3), escolhido pelo Papa Francisco. Esta é a primeira Bem-Aventurança e marca o sentido de todas as demais. Em sua mensagem para esta Jornada, o Santo Padre afirma: “As Bem-aventuranças de Jesus são portadoras duma novidade revolucionária, dum modelo de felicidade oposto àquele que habitualmente é transmitido pela mídia, pelo pensamento dominante. Para a mentalidade do mundo, é um escândalo que Deus tenha vindo para Se fazer um de nós, que tenha morrido numa cruz. Na lógica deste mundo, aqueles que Jesus proclama felizes são considerados ‘perdedores’, fracos. Ao invés, exalta-se o sucesso a todo o custo, o bem-estar, a arrogância do poder, a afirmação própria em detrimento dos outros. Queridos jovens, Jesus interpela-nos para que respondamos à sua proposta de vida, para que decidamos qual estrada queremos seguir a fim de chegar à verdadeira alegria”. Com a realização da JMJ Rio2013, os jovens estão cada vez mais próximos da Igreja. E neste ano são convidados a celebrar a JDJ em seu grupo jovem, paróquia ou nas mais diferentes expressões juvenis em sintonia com a Diocese e com o Papa. Outra proposta acompanha o convite à celebração da JDJ. Neste ano, a Igreja do Brasil escolheu como tema de reflexão da Campanha da Fraternidade a grave questão do Tráfico Humano. O Dia Nacional da Juventude, a ser celebrado em outubro de 2014, traz também como reflexão a problemática da CF. A Jornada Diocesana da Juventude de 2014 é o início de um processo de reflexão e ação que deverá culminar, em outubro, no convite aos grupos juvenis a olharem para esta dolorosa realidade durante a celebração do DNJ. Saiba mais sobre as Jornadas Diocesanas da Juventude A Igreja tem muitas atividades que envolvem a juventude, mas algumas dúvidas sempre surgem no dia a dia da missão jovem. A Jornada Mundial da Juventude (JMJ), a Jornada Diocesana da Juventude (JDJ) e o Dia Nacional da Juventude (DNJ). Por isso, os Jovens Conectados a partir da cartilha da Pastoral Juvenil Nacional (PJ) esclarece algumas dúvidas (lembrando que a cartilha será publicada ainda esta semana, aqui no site JConectados): O que são as Jornadas Diocesanas da Juventude? A Jornada Diocesana da Juventude (JDJ) é a organização das Jornadas Mundiais da Juventude em nível diocesano e é celebrada nas Igrejas Locais no Domingo de Ramos (ou em um dia próximo) com o objetivo de “fazer a pessoa de Jesus o centro da fé e da vida de cada jovem para que Ele possa ser seu ponto de referência constante e também a inspiração para cada iniciativa e compromisso para a educação das novas gerações.” (Carta de João Paulo II ao Cardeal Eduardo Francisco Pironio na ocasião do Seminário sobre as Jornadas Mundiais da Juventude, organizado em Czestochowa, Polônia). Quem convoca e qual o tema das JDJs? A convocação é feita pelo Santo padre o Papa, que sempre propõe uma temática específica aos jovens e encaminha uma carta para que meditem e aprofundem seu encontro com Jesus Cristo e o comprometimento com seu Evangelho. No Brasil, ela acontece no período em que a Igreja celebra a Campanha da Fraternidade, e, quando possível, deve ser realizada em consonância com as reflexões levantadas pelo Episcopado Brasileiro para a quaresma de cada ano. Quando surgiram as JDJs? Elas são uma atividade mundial e são a JMJ acontecendo nas Igrejas Locais, portanto, sua história é a mesma da Jornada Mundial da Juventude. O ano de 1985 foi proclamado pela ONU como Ano internacional da Juventude. Aproveitando a ocasião, o Papa João Paulo II conclamou para o Domingo de Ramos um encontro com os jovens de Roma. 300 mil jovens reuniram-se com o Santo Padre. Esta primeira Jornada Diocesana inspirou as JDJs e propagou-se nos anos seguintes por diversas Igrejas locais. Quando pode ser celebrada a JDJ? A data tradicional da celebração da Jornada Diocesana da Juventude é o Domingo de Ramos. Nela, os jovens são convidados a acolher Jesus e sua mensagem assim como o povo de Jerusalém o acolheu com ramos nas mãos, montado em um jumentinho. O ideal é que seja realizada neste dia, desde que não fira a participação dos jovens nas celebrações da Semana Santa em suas comunidades paroquiais. Se isto ocorrer, pode-se celebrar na tarde do dia anterior, ou em outra data apropriada, a fim de que a maioria dos jovens possa participar. O que é o Dia Nacional da Juventude? O Dia Nacional da Juventude (DNJ) surgiu em 1985, durante o Ano Internacional da Juventude, promovido pela Organização das Nações Unidas. Estava evidente que a juventude precisava mobilizar-se e construir espaços de participação, para pensar e repensar uma nova sociedade. Todos os anos organiza-se um dia de festa da juventude, sempre com um tema importante a ser debatido e trabalhado com grupos. O DNJ acontece em todo o país, em todos os estados. A realização do DNJ acontece todos os anos no último domingo do mês de outubro, exceto em ano eleitoral.   Leia a Mensagem do Papa para a Jornada Diocesana da Juventude  Fonte: Jovens Conectados

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