As lições de São Tomé
Não, eu não sou feliz por pecar. Eu sou feliz porque Deus se utiliza do meu pecado para chegar até mim.
Não, eu não sou feliz por pecar. Eu sou feliz porque Deus se utiliza do meu pecado para chegar até mim.
O Senhor os conduz pelos caminhos da entrega, da cura e da confiança A alegria de uma vida toda nova na liberdade de filhos! Foi assim que os participantes do Reviver tocaram na graça e no poder transformadores de Jesus. Com o tema “Cristo é a nossa Paz” (Ef 2, 14), jovens, adultos e crianças experimentaram pela primeira vez ou renovaram a entrega de suas vidas ao amor misericordioso de Deus. E nada melhor do que ver a fé e o amor transbordarem em tantos que se doam no serviço por meio da comunidade ou que simplesmente vivem o retiro. Os fiéis testemunharam o nascer de um novo tempo. “Participei de vários retiros, mas nunca em tempo de carnaval. Vim com o desejo de me deixar ser surpreendido. O que me marcou muito foi a simplicidade de Deus agir e falar seja por meio de uma adoração, de um momento de oração ou na acolhida dos irmãos”, conta Sidnei Lima, 17. Já para Natália Cardoso a renovação da sua experiência com Deus foi de uma profunda alegria. A jovem de 27 anos relata o seu momento com o Espírito Santo. “Na Efusão (uma nova experiência de oração com o Espírito Santo) eu revivi algo que aconteceu num retiro do grupo de jovens do qual eu participo. Repousei e senti uma paz e alegria muito grande. A cada dia é uma experiência nova que temos com Deus. E, da mesma forma que eu vivi essa experiência anterior e tive essa renovação, muito mais eu quero receber do que Deus tem pra dar”, explica. Outra prova viva de que a misericórdia de Deus é sempre nova vem de Marise Clélia Alves Nascimento Machini, 44, que há 16 anos conhece a Comunidade Shalom. De Santo Amaro a Santo André, o Reviver tem auxiliado a sua caminhada cristã. “Espero ansiosamente pelo Reviver todos os anos e não tem um que seja igual ao outro. Todos me trazem uma experiência nova com Deus, um novo aprendizado. Deus me ama tanto que fico até sem graça. Mas o que Ele quer é nos ter por inteiro. Sinto que, para essa quaresma, Jesus quer nos dar esse novo fôlego, essa garra de continuar, essa paz, essa fé de que, mesmo quando o mundo está caindo, ainda cremos que Ele nos segura pela mão. Eu gosto muito do Reviver, indico para todas as pessoas e elas percebem a minha felicidade de vir a esse evento. Nem ligo pro cansaço porque compensa. É uma preparação pra esse tempo difícil de Quaresma porque, para um verdadeiro cristão, esse é um tempo de luta. É experiência de vida pra depois vir a vitória. O que me tocou mais aqui foi a intimidade com Deus. É um Amor pra sempre, na alegria, na tristeza, em toda a minha vida”, relata. Bondade e Paternidade Divinas – E a beleza deste Reviver também passou pelo abandono aos braços do Pai. Juliana Cavalcanti, consagrada da Comunidade de Vida e Responsável Local da Missão de Santo André, fala sobre a sua percepção acerca dos feitos de Deus. “Boa parte das pessoas viveu a experiência dos três dias e isso é muito bom porque foi construindo um caminho. Uma grande marca desse Reviver foi essa experiência de Deus que é Pai, vem em nosso auxílio e vai nos libertando da desconfiança. Ele falou muito sobre isso na adoração, na pregação de Efusão. Por isso foi nos reconstruindo nessa graça de confiar na sua paternidade. E, confiando, vamos aderindo a essa vida nova. Todos estavam muito sedentos. O Senhor também falava da cura de muitas feridas por meio da confiança”, comentou. Da evangelização à intercessão, não houve quem não tenha sentido o movimento misericordioso de Deus. Ana Liria, consagrada da Comunidade de Aliança, fala de como viveu e observou a ação divina. “Nesses dias pude tocar na misericórdia, na vida dos irmãos através da intercessão. Algo que Deus fez em nós com a sua bondade foram as curas e as libertações em nosso meio. Isso ficava muito evidente na intercessão no momento de Efusão. Para que a graça de Deus aconteça precisamos crer que Ele pode realizar todas as coisas. E temos clamado que Ele venha realizar o impossível porque só Ele pode transformar tudo em nós”, conclui. Evangelização com Stands Shalom No Reviver, muitos foram alcançados pelas pregações, missas, adorações, esquetes, shows com a Banda Arroios e com os ministros de música da comunidade e até mesmo pelo Reviver Kids, que ofereceu oração, brincadeiras e oficinas para os pequenos. Sem dúvida, há belos exemplos de evangelização criativa, concreta, ousada e feliz. Por isso, também os stands apresentaram trabalhos dos ministérios, sendo possível tocar na vida de pessoas reais que são curadas e transformadas por Deus. Estiveram em exposição a Promoção Humana, Livraria, Vocacional, Benfeitor da Paz e os Jovens, falando sobre o CJS 2019 – Edição Internacional, além dos 30 de PJJ. Também a Milícia da Imaculada evangelizou com as suas Revistas Jovem Mílite, O Mílite e o Pequeno Mílite e suas formações catequéticas. Veja abaixo algumas oportunidades Top que você também pode experimentar! Promoção Humana Nesse carnaval, o ministério apresentou uma chance única de se por a serviço com a própria profissão. É o caso da Expedição Missionária. Fernanda Rocha, consagrada da Comunidade de Aliança, deu mais detalhes de como funciona esta ação. “É um programa de voluntariado. Irmãos de fora e de dentro do Brasil podem participar, e não precisam ser da comunidade. Precisamos de profissionais da saúde porque são muitas regiões de vulnerabilidade social… Abrimos inscrições principalmente para o profissional que quer viver um trabalho de voluntariado. Temos expedições em Cabo Verde, Madagascar e Chaves (PA). Para quem se interessar, é preciso entrar no site do Voluntariado Shalom para obter informações das datas, locais e outros detalhes. As expedições duram de 15 a 20 dias, cada uma com sua particularidade”, disse. Além da Expedição, há as visitas à Fundação Casa de São Bernardo, na qual irmãos levam luz e esperança de uma vida nova. São realizadas atividades
A JMJ tá chegando! Que tal entrar no clima rezando o Santo Terço em línguas diferentes.
Minha experiência com Santa Teresa de Jesus foi muito real, a ponto de tocar em momento certos e concretos da minha vida. Muitas pessoas acham que a amizade com os santos é algo mais imaginário e sentimental, mas não, eles podem nos tocar, podem nos falar, nos educar e apontar o caminho. Foi assim comigo. Um dia um amigo me disse, de forma bem aleatória (eu achava) “vai ler caminho de perfeição” – mas naquele momento, ele só estava sendo instrumento de Deus. Comprei o livro. De cara entendi bem pouco … me parecia confuso. Foi quando levei uma grande rasteira da vida e quem estava bem perto era Sta. Teresa de Jesus e o seu caminho de perfeição. Dei outra chance pro livro, mas principalmente para a companhia, que eu tanto precisava naquele momento e foi alí que a amizade começou verdadeiramente. Teresa me dizia, nos momentos mais difíceis e dolorosos que “tudo passa, Deus não muda, só Deus basta”. E como fui aprendendo a me bastar com Ele. Na época que eu mais me sentia fraca, ela me levantou do chão e me disse que as minhas falhas eram por falta de decisão mas que Deus iria se valer dos meus erros. Ela me ensinou que eu deveria ficar nos pés da cruz, junto com Maria e Maria Madalena, que Jesus queria a minha companhia naquele momento de solidão e humilhação… e de repente, o meu sentimento de humilhação foi embora, porque passei a amar o Cristo Crucificado e Ele me amou profundamente. Tocou a ferida. Doeu. Revivi. Foi para Teresa que eu disse, pela primeira vez “sabe, eu acho que seria feliz com esse povo…”, o momento que assumi que talvez eu tivesse sim uma vocação (já que eu me achava a esquecida por Deus no quesito vocacional). E foi assim que assumi para a minha amiga que a vocação Shalom mexia comigo. E Deus se utilizou da sua serva fiel para entregar nas minhas mãos esse tesouro. E todos os dias ela me forma, me educa e me endireita. “Espere um pouco, filha e verás grandes coisas”. Foi assim que ela me disse que 2018 seria um ano diferente, que novas e boas coisas viriam. E foi também com ela que caminhei pacientemente até o início da minha vida profissional. Sim, ela me acompanha. Ela vibra comigo. Ela me pede para esperar no banquinho da paciência junto dela até o momento de viver aquilo que Deus me pede, nos pede. Eu sou muito grata à Teresa, porque ela se faz real todos os dias da minha vida. Quando tudo parece pesado ela vem me lembrar que com uma determinada determinação, a paciência tudo alcança. Obrigada, Teresa, porque por tuas mãos, junto de Maria, Deus me escolheu! Sarah Maria Vocacionada Shalom em Belém do Pará
Interpretar a Amata, no espetáculo Metamorfismo ( musical do Shalom São Paulo, baseado na obra Castelo Interior, de Santa Teresa D’Avila) foi um grande desafio pessoal. Uma personagem que me colocou de frente, muitas vezes, com meus próprios conflitos internos e tocou naquilo tudo que estava escondido no mais íntimo do meu coração e que eu jamais deixaria ninguém ver (até ter que mostrar para dezenas de pessoas em cima de um palco, rs). É indescritível a sensação de nudez que essa experiência me proporcionou, uma nudez espiritual, psicológica, social, enfim, em todos os âmbitos que se possa imaginar. Assim eu estive, enquanto Amata, atrás de uma personagem que por tantas vezes deixava escapar as minhas próprias fraquezas, medos, preocupações e dores. Foi como tirar a casca grossa de uma ferida que eu teimava em deixar ali do jeito que estava. Durante a produção do musical, desde o meu primeiro contato com o roteiro e os primeiros ensaios, fiquei muito assustada com o quanto aquela personagem me confrontava, cheguei a me questionar se eu realmente teria estômago para “interpretar” algo que, em parte, eu estava vivenciando de verdade (e uma parte bem significante, diga-se de passagem). A forma como essa personagem precisou amadurecer repentinamente, deixar a menina imatura para trás e arcar com grandes responsabilidades, o laço dela com a figura paterna, a sensação de escuro e abandono, o medo das dores de podas e mudanças, a resistência ao novo… MEU DEUS! Como isso cutucou as minhas feridas! Mas, ao mesmo tempo em que esse turbilhão se passava dentro da Brenda enquanto pessoa, a coragem, pureza e docilidade da Amata e seu amadurecimento ao longo da história parece que deu sentido ao que eu estava vivendo. É como se essa personagem tivesse me ensinado a andar, a enfrentar meus desafios e aceitar as podas a que o amor nos submete. Viver a Amata fez com que eu me reconhecesse como essa alma amada, que minha história é única, que todos os dias eu enfrento os desafios do meu castelo interior e que assim será a minha vida: um processo de descobertas, lutas, alegrias e dores para que eu chegue até o meu Amado e perceba que o tempo todo era o amor dEle a me sondar e conduzir. Brenda Diniz
A esperança de um dia alcançar a vida eterna, junto de Deus, nos dá forças para vencer as lutas da vida, carregando a cruz até o fim. Na manhã desta quarta-feira (23), dia de Santa Rosa de Lima, fomos surpreendidos pela notícia da páscoa de nosso querido irmão Gustavo de Oliveira Medeiros. Como família Shalom, nos unimos neste momento de dor e tristeza à sua esposa e filhas, em oração e louvor por uma vida tão fecunda n’Ele. A saudade deve dar espaço à gratidão pelos momentos compartilhados com nosso irmão, que sempre transpareceu paz, a verdadeira paz que ele mesmo, como vocacionado Shalom, encontrou no Ressuscitado. Bendito seja Deus pela serenidade e carisma de Gustavo, que a muitos conquistou. Bendito seja Deus por tantas vezes se ofertar no serviço pela evangelização, trabalhando junto ao setor de fotografia, que com seu olhar regido por Deus, captava a ação d’Ele na vida de tantos. Bendito seja o Senhor pelo seu matrimônio e paternidade, que gerará frutos eternos! Hoje nos unimos à família, com a dor latente pela perda do nosso irmão, mas com o coração jubiloso por saber que pela Misericórdia de Deus, hoje, Gustavo é escolhido para adentrar no lugar onde nós também queremos fazer parte. Os anjos celebram, em festa, a chegada do nosso irmão! Que o testemunho e a docilidade de Gustavo estejam sempre presentes em nossa memória, lembrando-nos de que vale a pena trabalhar e sofrer na terra para um dia, alcançarmos o Céu! Que possamos contemplar a glória de Deus, na eleição de Gustavo, tendo a certeza que o nosso lugar não é aqui. Somos estrangeiros neste mundo. Nosso irmão hoje parte para preceder nosso lugar junto ao Pai, onde iremos com ele habitar. Que Deus seja o consolo daqueles que hoje sentem sua partida. E que a Virgem Santíssima, a Porta do Céu, vestida de sol e esplendor, vá à sua frente abrindo as portas por onde todos passaremos um dia, contemplando a glória de Deus!
Estou cada vez mais convencida de que a felicidade plena está no esquecer-se de si e na coragem de dar-se. Talvez seja esse o aprendizado mais importante dessa jornada em busca de autoconhecimento e intimidade com Deus, ao lançar-me numa experiência missionária, durante as férias, na Comunidade Católica Shalom em Mossoró-RN. Morei com pessoas que deixaram tudo por um propósito: fazer a Vontade de Deus. Tem aquela moça linda que finalizou até o doutorado e trocou a bolsa nos Estados Unidos pela vocação missionária. Tem aquela outra que saiu de casa muito jovem, não chegou a conhecer o mundo, mas ofertou o bem mais valioso que tinha: sua família. É como naquele Evangelho que diz que quando alguém encontra um tesouro, vende tudo que tem e o compra. Conheci também os outros 20, tão diferentes, tão iguais, e tão amáveis. Eles encontraram o tesouro e, através deles, encontrei também. É, a vivência comunitária foi o que verdadeiramente rasgou meu coração. Cada um desses missionários quer crescer em humanidade – o que os torna autenticamente bem humanos. Essa busca diária por tentar ser alguém melhor, para Deus e para os homens, bem como as formações diversas que privilegiam o autoconhecimento, os livros de santos, as orações profundas e muito trabalho, sim, muito trabalho, gera as mudanças de posturas e comportamentos. Falo de liberdade de escolha de atitudes: Não vi impulso agressivo ou competitividade, nem desejo de ser beneficiado em algo. No lugar disso, encontrei mansidão, humildade, tolerância, caridade. Até um querer “prejudicar-se”. Dar ao outro o pouco que se tem. Tenho para mim que, mesmo em situações nas quais poderiam existir conflitos, o que garante a paz absoluta talvez não seja exatamente o olhar para o outro com misericórdia, mas, antes, olhar para si mesmo e aprender a gerir sua própria humanidade difícil. Isso quer dizer que até posso me sentir contrariada, mas, ao escolher não me perturbar, eu me torno mais dona de mim a cada dia. Afinal, a guerra mais difícil de vencer é essa: Controlar a vontade própria, que está sempre ali querendo se impor. Dar de si mesmo. E assim batalham os santos! A renúncia dispõe as almas para o amor. E fui percebendo que nem sempre Deus nos pede para deixar família, cidade, país, riquezas ou planos. Às vezes, o que Deus quer é “só” nosso temperamento mesmo. Às vezes, o grande sacrifício não é partir, é deixar-se. Deixar-se ser transformado. Pelo Espírito Santo, que é quem nos capacita e nos conduz ao Perfeito Amor, é Aquele que nos ensina a amar a Deus e a todos a quem Deus ama. Na missão Mossoró, estive envolvida em ações sociais como eu desejava, visitei doentes, idosos, trabalhei pela promoção humana e pela experiência de oração dos jovens, mas foi a vivência na casa comunitária que fez de mim cada dia mais dócil, afetuosa e ofertada. Foi onde descobri, em mim, a potencialidade de amar a humanidade inteira – com amor divino. Foi como encontrar na alma todas as dimensões desse mesmo Carisma, sendo aquela que vai e também a que fica. Até me tornar essa mulher que aprendeu a se deixar ser amada por Deus, todos os dias, para transbordar a quem Ele mesmo me enviar. Marília Saveri (São Paulo).
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O primeiro dia do Ressuscitou atraiu milhares de pessoas ao estacionamento do Centro de Convenções de Sobral. Foram jovens, adultos, crianças, famílias inteiras vestiram a camisa e foram para um dos maiores eventos de música católica da região norte do estado. São vários espaços temáticos para todos, entre eles o ‘Espaço Adventure’, um lugar com diversão e muita energia. “A proposta do Adventure é reunir um público que se sente mais atraído por esportes radicais do que por uma missa, por exemplo”, disse Rafael Fernandes, um dor coordenadores do espaço. O Adventure inicia logo após a Santa Missa de abertura do RSCT. Quem passou pelo local da pista de skate foi o Henrique Moreira (19), “eu vinha só pra participar da competição que fiquei sabendo, mas a missa também me chamou atenção quando fui convidado a ir”. No Adventure existe competições entre os participantes. As inscrições são feitas no mesmo local. “A gente preparou provas de skate, bike e basquete de rua. Quem vier pra cá vai poder provar de uma alegria de uma forma diferente”, ressaltou Bené dos Reis, consagrado na Comunidade Shalom e que coordena o Adventure. O Espaço Adventure está localizado ao lados dos stands, também muito próximo ao Ressuscitou Kids. A pista de skate tem uma grande extensão e foi usada no Festival Halleluya, de Fortaleza. “A gente percebe que os jovens têm uma sede muito grande de Deus e é esse Deus que queremos levar a eles, de forma sadia, ousada”, disse Bené. Neste sábado (05), ainda haverá adoração ao santíssimo no Espaço Adventure e a premiação das competições que iniciaram na sexta-feira. Convide mais uma pessoa para o espaço e aproveite essa festa que foi feita para você!