A graça de ser pastor(a): um ministério que salva
Foram mais de 15 anos à frente de diversos Grupos de Oração em locais diferentes e, a partir, de experiências carismáticas diferentes. Até que fui alcançado de modo irresistível pelo Carisma Shalom, e começamos (eu e minha esposa, Anne Beatriz) a darmos passos vocacionais na comunidade. Uma das graças dessa redescoberta foi o ministério de pastoreio. Deus nos chamava a, mesmo sendo uma família com pouco mais de 3 anos de vida matrimonial, ser um auxílio para outros casais. A graça do pastoreio começa inicialmente dentro de nós. Somos ovelhas do Bom pastor, Aquele que dá a vida por suas ovelhas! E a experiência de permanecer em seu rebanho, sermos cuidados e amparados por Ele, nos move em direção ao outro. Em especial neste tempo de pandemia, foi ver as ovelhas partirem ou se dispersarem, e ser muitas vezes, como “a voz que chama no deserto”. Ser casa de acolhida para os que chegassem sofridos e com medo para anunciá-los a PAZ. Sinto como se Ele fosse – através de nós – em busca da ovelha perdida. Ele nos envia para esses “resgates impossíveis”. Assim encontro nesse ministério 3 graças de salvação para mim: 1 – Me liberta do egoísmo e da autorreferencialidade Ao chegar no fim de um dia cansativo de trabalho, rotina familiar, desafios com os filhos e etc sou chamado a vencer o olhar de autopiedade e me lança para fora de mim, para o outro. Quantas vezes no acompanhamento pessoal com cada ovelha, ouvir os desafios delas, e perceber a semelhança dos desafios com os de minha vida, me deu direção e foi um motivo intenso de louvor. Ao mesmo tempo, é perceber que não sou eu mesmo a referência, seja de dor ou de vitórias, mas a graça de Deus. Eu sou apenas um instrumento insuficiente em suas mãos, como disse Santa Teresa de Calcutá, apenas um lápis nas mãos de Deus, Ele escreve como lhe aprouver. 2- Evangeliza em primeiro lugar minha família Minha alegria é ver os meus pequenos – tenho 2 filhos, o Davi José e o Gabriel José, de 2 anos e, o outro de 11 meses, respectivamente – cantar, louvar e serem acolhido pelos irmãos do grupo de oração ou do ministério. Saber que eles veem os pais saindo de casa para evangelizar outras famílias é, certamente, um meio de educá-los para o essencial. Sermos pais pastores é sinalizar para as crianças que há algo além dos nossos problemas ou graças familiares, há a dor da humanidade que sofre por não conhecer a Deus. Me aproxima do Carisma a partir do tripé da Vocação Estar à frente de um povo, como canal da espiritualidade Shalom me exige uma profunda comunhão com o carisma. É abastecer-me continuamente nas fontes espirituais, formativas e comunitárias. Portanto, é estar aos pés do Amado na contemplação; ir ao encontro do Amado na unidade com os irmãos e minhas autoridades; e anunciar o Amado pela evangelização. O Pastoreio me salva a cada vez que me leva ao carisma, para apresentar o carisma para os que sou enviado. Heraldo Luís de A. B. Lima, Postulante da Comunidade Shalom.