Cheguei a ignorar Seu chamado, mas agora quero dizer: Eis-me aqui

Experiência com Deus… Evangelização… Namoro cristão… Algum pedido que você fez a Deus e Ele te atendeu… Vocação… Experiência com os santos, com a Igreja… O comshalom.org quer saber qual é a sua história com Deus. Todos os dias, publicamos um testemunho novo na home. O de hoje é de Amanda Pereira. Quer ter a sua história publicada aqui? Envie texto e foto para  redacao@comshalom.org e evangelize conosco. Confira: Eu me chamo Amanda, tenho 20 anos e faço parte da Obra Shalom em São Paulo (SP). Comecei a participar efetivamente da Comunidade em agosto de 2015; mesmo tendo participado do encontro vocacional aberto no começo do mesmo ano. Participo da Igreja desde os 15 anos, quando comecei a frequentar os encontros para receber o sacramento do Crisma. Desde então, o amor por Cristo arde dentro de mim. É um amor avassalador, impulsionador, cativante, que queima e não cabe dentro de mim. Mesmo com pouca idade, pude sentir o quanto é difícil carregar a Cruz para seguir Jesus. Em um determinado momento da minha vida, quando parecia estar tudo perfeito, vivi um período de deserto espiritual. Um deserto profundo. Mas como dizem, não há lugar melhor para se encontrar com Deus que não seja no deserto. O próprio Jesus precisou enfrentar dias no deserto em que foi tentado a todo momento. Mas foi o momento edificante na minha história, no qual eu pude perceber que a minha força vem do alto, que sozinha eu nada consigo. Nesse período, reapareceram os primeiros amigos de caminhada. Devo muito a eles, e tive a certeza de que não há nada mais valioso do que a amizade edificada em Cristo. Retornei a servir no Grupo de Oração para Jovens da Paróquia. E aquele primeiro amor foi ressurgindo novamente. Estar ali me preenchia, mas dentro de mim sempre foi vivo o desejo por uma vida comunitária. Viver em Paróquia é, sim, viver comunitariamente, mas faltava algo. Foi com esse intuito que, por um convite de uma amiga, resolvi me permitir ter uma experiência vocacional no retiro aberto da Comunidade Shalom. Não sabia muita coisa sobre a Comunidade, e nunca tinha participado de nada. Conhecia apenas a banda Missionário Shalom e alguns outros ministérios. Durante aquele dia, sentia que ali não era o meu lugar, e durante a adoração, eu me questionava: “O que estou fazendo aqui?”. Em meio a lágrimas, no momento de adoração, Deus prometeu que todos os meus sentimentos seriam explicados por Ele (Filipenses 3,15). Fui para casa mais confusa do que naturalmente eu sou. Mas confiva nas Suas promessas. Ele também tinha deixado explícito que esse deveria ser, para mim, o ano da ousadia, da decisão, da coragem. O encontro foi em março (se não me engano), e depois disso não continuei no vocacional e nunca mais “dei as caras” no Centro de Evangelização Shalom. Até que, naquelas reviravoltas da vida, a coordenação do grupo no qual eu servia mudou, e alguns conflitos internos começaram. Fui convidada por um amigo vocacionado da Comunidade a participar de uma evangelização que normalmente é feita na Avenida Paulista. Eu me encantei! Eu sempre ansiei por isso, evangelizar fora das quatro paredes de uma Igreja. No sábado seguinte, houve um evento para arrecadar verba para o vocacional, lá estava eu! No outro fim de semana, fui conhecer o grupo de oração. Aí me apaixonei pela simplicidade dos que estavam conduzindo, pelo cuidado, pela acolhida, pela entrega, pela vitalidade, pela ousadia. Em menos de um mês, fui convidada por esse amigo a fazer parte de um novo ministério do projeto Juventude para Jesus (PJJ) da Comunidade Shalom. Fiquei insegura pois, mesmo com os conflitos internos sobre a Paróquia, eu ainda estava envolvida. Mas aceitei, depois de muita oração e partilha com a coordenadora do meu grupo no Shalom. “Deus é uma eterna novidade”, foi simplesmente essa frase que ela me disse e me encorajou a estar aberta a esse novo que Deus tem para cada um. Mesmo com as minhas dúvidas constantes, Deus vem se mostrando grandioso na minha vida. E, nesse ano em que se celebra o jubileu, espero contar cada vez mais com a sua Misericórdia. Não é fácil, somos humanos e inconstantes. Queremos e não queremos. Andamos e recuamos. Mas quando é vontade de Deus… Ah! Meu filho, a coisa acontece! Eu pude experimentar e estou experimentando as revelações de Deus a cada momento. Eu posso sentir as suas mãos em todas as minhas aflições e decisões. Esqueci de contar que uma das primeiras promessas que Deus me fez está em Jeremias 33,3 que diz o seguinte: “Invoca-me e eu te responderei revelando-te grandes coisas misteriosas que ignoras” Durante muito tempo, eu pude ignorar, mas agora, como a Virgem Maria, eu quero dizer: Eis-me aqui. Mais do que dizer, eu quero agir.

Aquilo ecoava em mim: viver a pobreza

Olá! Eu me chamo Charliany Lucena e faço parte de grupo de oração da Comunidade Católica Shalom há um ano e sete meses. Vim partilhar um pouco dos desafios e também das graças de devolver a comunhão de bens. Quando entrei no Shalom eu não entendia muito sobre o que era CB, sobre sua importância… Mas eu ia vendo uns irmãos partilhando disso e achava o máximo e queria também fazer. Até que um dia a formação do meu grupo foi sobre comunhão de bens e eu fiquei extremamente feliz a cada palavra sobre o que era, não porque agora eu sabia para onde o dinheiro ia, mas porque agora eu compreendia o verdadeiro e real sentido da coisa, compreendia que era muito mais que dinheiro e que na verdade não era nem sinônimo dele. Me recordo muito das palavras do pregador que dizia que a CB era uma forma de viver a pobreza, esta que é uma graça de Deus. Aquilo ecoava em mim, “viver a pobreza” e eu pensava como ia fazer pra viver isso, aí Deus vinha falar que era uma pobreza radical, uma pobreza de total abandono nas mãos Dele. E ai no mês seguinte dessa formação eu comecei a devolver a comunhão de bens, eu lembro que fui toda sem jeito porque não era muita coisa mas era o que eu tinha. E foi muito forte pra mim, muito mesmo. Eu via como que Deus ocupando um lugar que de fato era/é Dele. Desde então venho experimentando muito da providencia de Deus, uma providência fruto desse abandono. Uma providência que ultrapassa os meus limites quando Deus chega para me pedir não o que sobra, mas o tudo. E acredito que isso é o que há de mais concreto em mim: essa obra de abandono e confiança. Já faz oito meses que vivo isso, é muito desafiante mas é muito alegre ser fiel. É desafiante achar que não vai conseguir ajudar a missão a suprir suas necessidades, mas é muito alegre saber que a cada mês o próprio Deus vai nos ajudando na fidelidade. É muito alegre ser testemunha disso, de quando alguém perguntar você ter concretamente o que falar sobre essa grande graça que é a CB. E não só quando perguntarem sobre, mas quando você deseja que outras pessoas também vivam isso, também experimentem de Deus através da CB. “Há mais alegria em dar do que receber”. Que Deus nos faça experimentar dessa alegria que é dar o tudo. Que o próprio Deus nos faça ver, como diz nos Escritos, que o novo que Ele quer realizar em nós é um novo baseado na pobreza. Shalom!!

Meu objetivo é servir a Deus

Oi, meu nome é Carollina Uchôa, tenho 15 anos, sou de Recife-PE, e vim partilhar com vocês um pouco das maravilhas de Deus na minha história. Assim como alguns jovens, não me perdi completamente no mundo; nunca bebi, saí para festas ou coisas desse tipo. Mas cada um se perde em seu próprio mundo, um mundo onde achamos que ter os bens materiais é ter tudo, e foi assim que eu me perdi dentro do meu. Não costumava ser um bom exemplo de filha. Minha relação com minha mãe era extremamente complicada: eu desobedecia, mentia, matava aula para ir à casa do namorado e outras coisas mais. Até que um dia recebi um convite de minha prima para ir ao Acampamento de Jovens Shalom (Acamp’s) 2015. Foi assim, no Acamp’s, que conheci a melhor e mais verdadeira experiência de amor que alguém pode ter. O momento mais forte, sem dúvida, foi o da efusão. No começo eu achei estranho porque não entendia muito bem o que estava acontecendo. Mas, depois que vieram orar por mim e falaram sobre o que aconteceu em minha vida, soube naquele instante que quem estava ali era Deus; Ele estava usando aquelas pessoas como instrumento Dele. Depois do acampamento, resolvi ficar. Então, do Acamp’s, formou-se o grupo de oração “Obra Nova”. Com o passar do tempo fui aprendendo cada vez mais e mais coisas, mas, acima de tudo, aprendi a rezar e a ser amiga de Deus. Esse ano fui convidada a fazer o vocacional aberto e, confesso, a princípio, eu neguei. rsrsrs Mas Deus sempre tem um plano maior que o nosso, maior que nós, maior que tudo! Era um domingo e eu estava indo participar da missa, quando Deus olhou e fez “é agora, vou agir”. Então, o padre simplesmente soltou a seguinte frase: “Deus chama a muitos jovens que estão aqui hoje a terem uma vocação, a serem jovens santos”. Fiquei parada, na hora, só ouvindo e pensando: “Ok Pai, já entendi o recado”. Como se não bastasse isso, Ele olhou pra mim e fez: “Filha, vou te chamar a segunda vez”. Durante uma oração, abri a Bíblia em uma folha sorteada e caiu na passagem de Isaías 62:  “E tu serás uma esplêndida coroa na mão do Senhor, um diadema real entre as mãos do teu Deus; não mais serás chamada a desamparada, nem tua terra, a abandonada; serás chamada: minha preferida, e tua terra: a desposada, porque o Senhor se comprazerá em ti e tua terra terá um esposo; assim como um jovem desposa uma jovem, aquele que te tiver construído te desposará; e como a recém-casada faz a alegria de seu marido, tu farás a alegria de teu Deus.” Foi nesse momento que eu tive certeza de ser chamada a ter uma aliança com Deus, a me doar inteiramente a Ele. Então fui ao vocacional aberto e Ele me deu mais uma prova, não poderia entrar por causa da idade, mas ele deu o jeitinho Dele. Saindo do encontro, tive uma discussão com meus pais porque eles não queriam me deixar ir ao plantão, por acharem que aquilo não daria certo, que eu iria me arrepender e tudo mais. Além disso, ainda teria meus primos de fora em nossa casa. Passei do domingo até a quarta-feira rezando, foi quando minha mãe me disse que meus primos não vinham mais, pensei na mesma hora: “Pai, obrigada por passar na frente e providenciar tudo para mim, porque assim como escolhestes teus discípulos, o Senhor escolhe a mim”. Hoje, para mim, não importa se eu vá para a Comunidade de Vida ou Aliança. Meu objetivo nas duas será o mesmo: servir a Deus!

O teu amor me sustenta, me sustentou e me sustentará!

Olá, meu nome é Bruno Vinicius, tenho 20 anos, recifense, estudante de biologia, faço parte de um grupo de oração na Comunidade Católica Shalom – Missão Recife e essa é a minha história. Quando pequeno, fui batizado na Igreja Católica, mas até meus 17 anos não frequentava igreja alguma.  Recebi o convite de um amigo da escola, hoje meu padrinho da crisma, fui à missa e tive o primeiro contato com a palavra de Deus. Com o passar do primeiro ano na Igreja, disse sim a Deus e, depois disso, vieram muitas tribulações: minha vó teve um tumor cerebral, o apartamento em que eu morava tive de desocupar por causa de falhas na estrutura do prédio, e os cursinhos para o vestibular que eu fazia faliram. Nesse momento da minha vida, comecei a questionar se realmente Deus se encontrava comigo. Por ação do Senhor, na minha igreja teve um retiro de jovens chamado “Encontro com Deus”, no qual, de fato, vi o quanto Deus agia na minha vida e principalmente nos momentos de tribulações. Percebi que Ele, durante a doença de minha vó, sustentou a minha família e protegeu a vida de todos que moravam no prédio que estava há um bom tempo em situação de risco e ninguém sabia. Depois desse retiro, nada era igual. Com isso, resolvi confirmar minha fé no sacramento do crisma. Na caminhada de preparação para o crisma, Deus foi me dando presentes maravilhosos como a graça de passar no vestibular, minha mãe ser promovida no emprego, entrar no grupo jovem da minha Paróquia e, a mais marcante e mais difícil, a graça de minha vó, depois de tanto lutar, descansar. Depois da minha crisma, eu realmente sentia Deus em tudo. Contudo, me sentia limitado. Sabia que havia mais Dele para eu sentir, mas algo em mim não se deixava entregar ao amor do Senhor.  De fato, sabia que Me amava, mas não tinha noção do tamanho desse amor. No fim do ano de 2014, mesmo ano da minha crisma, eu escutei duas músicas muito lindas e marcantes: “O teu amor me sustentará” e “Serei teu”. Logo me interessei pela banda que cantava, Missionário Shalom. Passei a segui-los nas redes sociais para que, se houvesse algum show no Recife, pudesse ir. Curiosamente, viajei para Natal-RN e lá vi nas redes que a banda faria um show num evento chamado “Halleluya”. Fui ao evento com um amigo de lá, mas infelizmente não vi o Missionário Shalom. Porém, me marcou a alegria e a espiritualidade daquele evento. Só depois descobri que era de uma Comunidade Católica chamada Shalom. Aquilo tudo me marcou bastante, mas com eu não sabia o que era uma comunidade Católica e deixei pra lá. Entretanto, a ação de Deus me levou a eventos de outras comunidades durante o ano de 2015, o que me fez relembrar a Comunidade Shalom novamente. E, no final do ano de 2015, mesmo me faltando coragem, Deus me mostrava que eu precisava reencontrar o Shalom. Foram várias as situações que me levavam à Comunidade:  a presença da palavra Shalom em vários lugares, pessoas que eu ajudava me falando Shalom — ao invés de obrigado —, a presença de pessoas que faziam parte da Comunidade durante o meu dia  a dia. Então, já nos últimos dias de 2015, coloquei como meta para 2016, conhecer a Comunidade Shalom. No dia 2 de janeiro desse ano, fui na Missão Recife e lá recebi o convite para participar do Acamp’s. No acampamento, me entreguei a Deus e tive uma experiência com o amor Dele por inteiro, quebrando aquele limite que antes eu sentia. Depois fui pro reencontro do Acamp’s, entrei no grupo de oração que se formou (o São João Paulo II) e servi no Renascer. Senti uma mudança radical na minha vida e me sinto cada vez mais envolvido por esse amor de Deus. Tenho sede de levar isso para outras pessoas! E pensar que eu não sabia, e pensar que eu fugia, deste amor imenso, tão intenso como o sol que me ilumina e guia! (Missionário Shalom) Diga sim a Deus e tudo ele fará!

O Amor que me tirou da morte e me fez um homem novo

Experiência com Deus… Evangelização… Namoro cristão… Algum pedido que você fez a Deus e Ele te atendeu… Vocação… Experiência com os santos, com a Igreja… O comshalom.org quer saber qual é a sua história com Deus? Todos os dias, publicamos um testemunho novo na home. O de hoje é de Wenderson Santos. Quer ter a sua história publicada aqui? Envie texto e foto para  redacao@comshalom.org e evangelize conosco. Meu nome é Wenderson, tenho 21 anos de idade. Aos 15 anos fiz uma consagração ao demônio, onde eu buscava a “felicidade” servindo ao inimigo de Deus.  Tive uma infância conturbada, marcada por um pai alcoólatra que se transformava quando estava bêbado. Eu não via Deus em minha vida devido tanto sofrimento que eu vivia, então comecei a desconfiar da existência de Deus. Sempre gostei de ler e estudar qualquer assunto sobre o demônio, então quando deixei de acreditar em Deus dei um “passe livre” a satanás em minha vida. Fiz um ritual onde ia queimando minha pele, e com ferro em brasa fiz em meu braço duas letras S.D, que significavam SATANÁS DEMÔNIO. Esse era meu sinal de consagração ao inferno. Nesse ato de consagração, eu me comprometia a destruir a vida dos que acreditavam em Deus, principalmente os jovens e famílias. Ao completar 20 anos eu iria me matar enforcado, e se findaria minha vida de serviço ao demônio. Já consagrado a satanás pensei: “Como cumprir essa missão?” Então ardilosamente me veio uma voz interior que dizia: “Utiliza os meios que já uso para destruir vidas, como drogas, sexo, traições e etc.” Então comecei um mar de destruição, me envolvi com drogas, mais especificamente com a cocaína. Junto com a cocaína comecei a viver uma sexualidade desregrada e manipulei outros a fazerem o mesmo. Incentivei orgias com pessoas do mesmo sexo e traições, excitei filhos ficarem contra os pais e eu próprio cheguei a brigar com meu pai no braço e encostei a mão em minha mãe, no tempo que estive entregue ao demônio. Naquela época eu não sentia meu coração bater, era como se não existisse vida em mim. Porém, por insistência de minha mãe, fui fazer crisma, mas só para ela parar de encher o saco. Nesse período minha mãe começou a participar de um grupo da obra Shalom, ela muito me falava desse Shalom e eu nunca queria escutar, perguntava logo se esse negócio de Shalom era algo de comer, tirando onda. Certo dia ela tornou a falar, mas com um ar de tristeza, ela relatou “Meu filho, o Shalom onde estou indo vai acabar porque não está indo ninguém. Vamos para o Shalom…” Naquele pedido de minha mãe tive minha primeira experiência com Deus. Quando escutei ela falar Shalom meu coração pulsou fortemente, e ali pude ter certeza que ainda tinha vida em mim. Impulsionado por Deus fui para o grupo da difusão que ela ia, comecei a participar e com cinco meses Deus me chamou a um ministério, eu logo pensei: “como vou servir a dois senhores? Sou consagrado ao demônio, não dar para ser de Deus”. Nesse período se aproximava o Renascer e os irmãos do meu ministério iriam servir fora, eu também iria, até me organizei para ir, porém meu coordenador me chamou e disse: “Wenderson, eu rezei por ti e Deus pediu para você ficar e viver o Renascer de Fortaleza, pois lá você vai receber uma graça.” Obedeci e fui ao Renascer de Fortaleza, atrás dessa tal graça. Ao chegar lá, estava tendo um momento de Adoração, comecei a sentir um mal-estar, mesmo assim decidi ficar e ver que graça era essa. O Moysés estava conduzindo a oração e ele falou que Deus ia libertar alguns jovens ali pelo dom das lágrimas. Eu logo petrifiquei meu coração, e passei a oração toda dizendo para mim mesmo “não vou chorar “. Terminou a oração e eu saí do evento com orgulho de não ter chorado. Peguei um ônibus e fui para casa, porém perto de descer, entrei em prantos de choro, pois passou um filme em minha mente e fui correndo para casa afim de pedir desculpas a minha mãe por tudo que eu tinha feito a ela. Ela me abraçou e me perdoou com seu amor de mãe. Nesse momento de reconciliação eu falei pela primeira vez para uma pessoa sobre a consagração que eu tinha feito ao demônio, minha mãe se assustou, porém, simplesmente me amou e disse: “Filho, amanhã vá para o Renascer e fale isso para o pe. Antônio”, eu disse que iria para o Renascer, mas não ia falar aquilo para ninguém. No dia seguinte fui para o Renascer e vivi o evento do meu jeito. No final, fui até ao palco ver o povo bater foto com o Moysés, olhei, achei legal e logo me virei para ir para casa. Porém quando eu estava indo embora, bati de frente com o pe. Antônio, e logo me veio a ordem de minha mãe. Então mesmo com uma luta interior eu falei: “Padre preciso falar com o senhor, posso?”, ele disse que sim e eu contei toda a história do que tinha acontecido comigo, então ele perguntou se poderia rezar por mim. Eu queria deixar, mas algo em mim, não queria sequer ficar perto dele, contudo respondi que sim. Ele pediu meu braço onde estava a marca, eu não conseguia sentir meu braço, era como se estivesse anestesiado. Com muito esforço, lhe mostrei meu sinal de consagração ao demônio, ele impôs as mãos sobre a marca e pediu para eu olhar para ele, porém eu não conseguia. Então ele começou a orar em línguas com as mãos impostas sobre meu braço, e falou novamente olhe para mim, eu tornei a dizer que não olharia, e virei o rosto para o outro lado. Enquanto o padre rezava eu sentia muita dor sobre o meu braço, uma dor semelhante ao dia que eu tinha queimado minha pele com ferro em brasa. Eu não tinha posse de meu braço, mas

Maior que meus erros, é o meu Deus

Meu nome é Dyego Martins de Oliveira, tenho 23 anos e sou residente de Novo Gama, entorno de Brasília (DF). No ano de 2008, tive o meu primeiro encontro com Deus em um Seminário de Vida que participei, em um retiro organizado pela Escola de Evangelização Santo André. Neste primeiro encontro, eu abandonei as brigas de gangue (estava ameaçado de morte pelo pessoal da minha própria gangue), as bebedeiras desregradas e os diversos tipos de drogas que eu utilizava. Comecei a caminhar e ofertei a minha vida a Jesus Eucarístico, O qual teve misericórdia de mim e quanto mais eu caminhava mais eu queria ser de Deus. Ainda assim, nada era tão perfeito como muitos imaginam e tive momentos de fraqueza, nos quais a minha fé vinha oscilando, mas não havia mais me rendido à vida das drogas e assim fui seguindo. Quando  me afastei um pouco da Igreja, continuava a conversar com Deus com frequência. Por fim, voltei a ser participativo na Igreja e comecei a me apegar mais ainda a Deus, pois sabia que Ele tinha um chamado pra ser cumprido em mim. Foi quando participei do retiro “SEGUE-ME”, Ele veio, inquietou o meu coração e o de alguns amigos que deveríamos criar um grupo de jovens. Começamos o grupo e, a cada dia que eu me rendia, Ele falava mais ao meu coração e ia me moldando segundo a vontade dEle. Foi quando eu comecei a passar por diversas complicações em minha saúde. Por um momento, eu agia como Jó e acreditava que Deus passaria a frente, mas, aos poucos, eu fui perdendo essa fé. Pedia para morrer e, mesmo assim, continuava seguindo e acreditando, ainda que pouco, eu acreditava nas benfeitorias de Deus em minha vida. Um certo tempo se passou e o grupo já não tinha mais a mesma dimensão. Então, no final de 2014, ele teve fim, e aí comecei a questionar Deus. Não aceitava estar doente, perder o grupo que Ele tinha gerado e nisso as coisas iam piorando. Nessa mesma época, meu pai passou por uma grande dificuldade na saúde e daí comecei a não acreditar em Deus, nem em Jesus, menos ainda em Maria. Comecei a questionar o motivo de ser servo e de passar por tantas coisas, se quando eu era do mundo tudo era perfeito não doía nem se quer uma unha, e as coisas foram tomando uma dimensão maior a cada dia. Eu comecei a me sentir com o poder, o poder de dominar minha vida de menosprezar as pessoas e junto com o poder veio a grande vontade de ter cada vez mais bens materiais, coisas que eu achava que me preenchia. Comecei a consumir pequenas porções de drogas, mas eu sabia que estava errado, pois eu já tinha sido tirado do abismo uma vez. No entanto, fui me deixando seduzir pelas drogas, pela mentira e pelo luxo. Este período durou cerca de 14 meses. Foi quando eu voltei a falar com uma amiga, que havia magoado a um certo tempo, e esta amiga se mostrou misericordiosa comigo. Ela me transmitia Deus e eu comecei a achar bem interessante. Uma centelha foi se acendendo no meu coração novamente e essa amiga foi com palavras de encorajamento me fazendo ir à Igreja, coisa que eu já não fazia mais. Foi me ajudando a orar, instruindo-me a buscar a confissão, e isto foi o mais difícil a se buscar. De férias marcadas para Parnaiba (PI), Deus começa a agir em minha vida. Ele fez com que eu me deslocasse 2200 Km só para ter um encontro maravilhoso com Ele. Fiquei sabendo do ACAMP’s por meio do Instagram, e o evento iria coincidir com minhas férias em janeiro. Ainda muito indeciso, deixei para preencher a ficha faltando um dia para o Retiro. Chegando lá, Deus já começava a arrumar a bagunça na qual se encontrava a minha cabeça e o meu coração. Como já dizia Abraham Lincoln, “Uma casa dividida contra si mesma não pode ficar de pé”. Durante estes dias, nos quais sacrifiquei as minhas férias para estar na presença de Deus, Ele veio e se fez misericórdia novamente em minha vida. Inflamou meu coração de forma que, a única coisa que eu fiz no momento foi entregar com toda intensidade a minha vida e devoção a este Deus de milagre. E, como a casa que é o meu coração estava vazia, ela se preencheu com tanto, mas com tanto amor, que até transborda. Hoje vejo que não posso encarar os meus erros, as minhas falhas como se elas fossem maiores do que o Senhor, meu Deus.

Eu sentia que estava no caminho certo, caminho que me levava a Deus

“Deus abriu meu coração, me fazendo livre”   Pra começar, eu era um jovem que não ligava muito para as coisas de Deus, mas mesmo assim, meu pensamento se voltava para as coisas de Deus. Entrei para o grupo de oração da Gruta de São Francisco, da Missão de Quixadá, chamado Filhos de Davi. Esse grupo mudou a minha vida, pois conheci pessoas que com a ajuda de Deus me transformaram em uma pessoa melhor e com mais vontade de crescer espiritualmente. Minha primeira experiência aconteceu no próprio grupo de oração, quando em um momento, dois irmãos me pediram para rezar por eles, eu não sabia o que falar nem o que fazer, pois aquilo era novo pra mim, então fechei os olhos e repente começaram a sair palavras dos meus lábios. Ao terminar a oração, fiquei surpreso, pois sei que foi Deus quem colocou aquelas palavras nos meus lábios e me usou para orar nos irmãos. No ano de 2015 consegui participar do Halleluya de Fortaleza. Ao chegar lá, vi uma multidão de jovens cantando e dançando. Ver a alegria daqueles jovens adorando a Deus de uma maneira inexplicável me fez querer ainda mais buscar ao Shalom e estar sempre mais envolvido na Igreja. Cada vez mais eu sentia que estava no caminho certo que me levava a Deus. Fiz o Seminário de Vida no Espírito Santo realizado no meu grupo, onde Deus abriu meu coração, me fazendo livre para viver tudo o que estava por vir. Comecei meu estudo bíblico, o Enchei-vos e foi ali que Deus tocou profundamente o meu coração, onde comecei a orar em línguas. Foi uma experiência pra vida toda. Muitos que estavam ali sentiram muito forte a presença de Deus e eu também senti. Hoje sou um jovem bastante diferente e mais aberto para as coisas de Deus e sei que Ele tem algo muito maior para a minha vida, pois eu quero ser de Deus e ter uma vida de Graça e Vitória. Então, você que é jovem, não perca seu tempo com coisas que não valem a pena, mas ganhe com o que vale, que é estar em Deus e não ter vergonha de expressar seu amor por ele. Shalom!

Aprendi o que é amar e ser amada

Experiência com Deus… Evangelização… Namoro cristão… Algum pedido que você fez a Deus e Ele te atendeu… Vocação… Experiência com os santos, com a Igreja… O comshalom.org quer saber qual é a sua história com Deus. Todos os dias, publicamos um testemunho novo na home. O de hoje é de Vitória Muniz. Quer ter a sua história publicada aqui? Envie texto e foto para  redacao@comshalom.org e evangelize conosco. Confira: Confio em Ti, Senhor! Eu me chamo Vitória, tenho 15 anos, sou da Comunidade Shalom de Guarulhos, e neste ano de 2016 tive a graça de ir ao Reviver como serva do Reviver Kids! Conheci a Comunidade através do Acamp’s de Julho de 2015, onde tive minha primeira experiência com a face de Deus, que hoje posso resumir em amor e misericórdia. Tive a graça de permanecer na Comunidade fortalecendo minha fé com o Caminho da Paz. Servi no Acamp’s de Janeiro de 2016, onde transbordei fé, a fé que aprendi e pratiquei em minha caminhada ‘shalomita’. Fazer parte da Obra Shalom sempre foi incrível, pois aprendi o que é amar e ser amada. Nunca tinha participado de Reviver e fui como serva do Kids. Foi sensacional! Mesmo servindo, experimentei Deus de forma intensa. Ele dizia a cada dia algo novo sobre Seu amor e misericórdia e até me fez uma promessa incrível. Sempre me cobrei muito em relação aos estudos, Ele disse que vê meu esforço e que não será em vão, mas para eu ir com calma e seguir o que Ele me pede. Deus me ensinou a ter misericórdia comigo mesma. Não possuía costume de evangelizar, hoje não me vejo sem a evangelização e Deus afirmou que eu estou crescendo e caminhando com Ele e tudo tem seu tempo, basta eu descansar nos braços do meu Bom Pastor. Não me considero mais inteligente, é claro, estudar sempre, mas considero-me sábia pela graça de Deus. No Reviver portas se abriram, uma delas é não guardar para mim, mas transbordar para o mundo que chora, pois não conhece a face de Deus e eu devo apresenta-la com alegria e orgulho. Sou um instrumento de Deus e estar no mundo é diferente de ser dele, faço ações que na hora não percebo, mas depois de tempos eu noto que são frutos do espirito, porque eu sozinha jamais saberia, diria ou faria tal ato. No momento estou vivendo uma história de amizade com Deus, sei que Deus anseia pela minha vida.

Cristo se fez vivo

Meus olhos procuraram, meu coração espera tão belo reencontro Mas eu não O vejo imóvel ali à frente, no impecável e silencioso altar O vejo mais ao fundo, mais sujo, sem muita notoriedade ali no chão, meio escondido Diante de tantos olhares atentos para uma imagem sem vida Um Jesus vivo ali atrás, esperava apenas um olhar, para falar e ouvir tantas coisas Os olhares desatentos não perceberam a grandeza daquele homem que todos os dias nos implorava um olhar que desejasse ver além do aparente, do visível, da sujeira das nossas faltas impregnadas em seu corpo Decidi me render a este chamado e cheia de pretensão fui surpreendida em perceber que EU não tinha nada a lhe oferecer, mas Ele sim Em minutos de mergulho naquele profundo olhar, que me dizia tantas coisas, pude desvendar que ali estava o Meu Deus, o meu Rei, contraditoriamente ali humilhado e afastado de seu filhos pelo odor de seu corpo Não nos deixando experimentar de tão suave perfume que emanava de seu coração Assim como as lanças transpassadas a milhares de anos atrás,  ele também trazia em suas pernas hastes de metal envelhecidas pelo  pecado do egoísmo e ausência de tão amados filhos Dos olhos verdes- claro escorrem lágrimas de dor que ao tocar meu corpo dissolve à dureza do meu ser racional e me faz  entender que aquele abraço vinha de um lugar além do chão de uma catedral Dou-lhe um alimento, faminto ele sente-se constrangido, porém diante da necessidade física, a necessidade do coração se mais mostra ainda mais essencial E mais uma vez é ele quem me oferece uma experiência de generosidade e fraternidade para com seu companheiro de rua Ao partir do pão mostra-me que sua fome de amar é muito mair que a de seu corpo Ensina-me que mais essencial que apenas viver, é amar. Se não eu apenas sobrevivo Nesta Páscoa o meu amado Jesus se vestiu de tão pobre , tão simples para que eu pudesse vê-lo, tocá-lo e senti-lo tão pertinho Não ali no conforto do meu assento Mas no chão frio e duro em que me chamava à ir para fora, fora de mim para encontra-lo  Foi deixando de procura-lo no alto que eu pude ver um Deus pequeno e tão real  Não o da alteza, mas o da pobreza Ao abaixar-me , me fiz pequena assim como meu Jesus de fato o é Bendito seja Deus que foi além da minha soberba e distração e me presenteou com uma autêntica experiência Pascal e encheu-me do Shalom do Pai.   Carolina Tude – Postulante da Comunidade de Aliança, missão de Salvador

Projeto Promoção Humana

Projeto Promoção Humana leva o amor de Cristo aos esquecidos da sociedade Nessa terça (9) se encerra o retiro de carnaval da Comunidade Católica Shalom, o Renascer 2016. O evento conta com diversos stands de divulgação das atividades da Comunidade, um deles é coordenado por Daniele Gomes, 29 anos, missionária de Vida no Shalom. Ela é responsável pela Promoção Humana, apostolado de evangelização dos mais pobres e daqueles que estão nas periferias sociais e existenciais. Confira a entrevista de Daniele sobre o Promoção Humana: Portal Shalom Brasília: Como funciona o trabalho de evangelização? Daniele: “A nossa missão é promover a dignidade do homem. Muitas vezes, esse homem esqueceu-se dessa dignidade: a de ser filho de Deus. A Promoção Humana se resume em três projetos: o trabalho de evangelização de rua, presídios e hospitais, e também em grupos de oração em casas de recuperação, como unidades terapêuticas”. Qualquer pessoa pode entrar para a equipe? “Qualquer pessoa pode nos ajudar. Nosso desejo é justamente, como católicos cristãos, sermos aquilo que é o apelo da nossa Igreja hoje: uma Igreja em saída, ao alcance dos pobres, que é o que o Papa Francisco tanto nos fala”. Quais são os projetos para 2016? “Nós temos um grande projeto para esse ano que é a abertura de um semi-internato para dependentes químicos. Além disso, queremos dar continuidade ao que nós já fazemos: o trabalho em casas de recuperação, evangelização de rua; engajarmos a Comunidade à Obra”. Quantas pessoas o projeto atende? “A nossa média varia muito de acordo com a evangelização. Por temos trabalhos em diversos lugares, depende muito da média de quem está ali à nossa disposição de evangelização. Infelizmente hoje nós somos poucos e, muitas vezes, não conseguimos atingir toda a demanda de pessoas que nós encontramos. Por exemplo, na evangelização de rua, o nosso número de pessoas nunca é o suficiente para a quantidade de moradores de rua, pessoas que estão ali em uma situação de prostituição e tráfico. Logo, não temos um número exato de pessoas, mas em média, nós atendemos 200 pessoas por mês”. Na entrevista, Daniele também dá testemunho do que vivenciou enquanto evangelizava um grupo de jovens de rua. Leia abaixo. “Nós entramos em uma boca de fumo no Setor Comercial Sul. Ali havia jovens que estavam se drogando e eu escolhi sentar ao lado de um deles. Me apresentei e ele se apresentou também, e a primeira coisa que veio no meu coração foi o desejo de rezar por ele. Ao começar a rezar, entreguei a vida dele a Deus, pedi a Ele para que viesse ao encontro daquele jovem e que desse forças a ele. E então, ele começou a chorar como uma criança. Terminei a oração e perguntei o porquê de estar chorando e não obtive resposta, mas os demais jovens que estavam ali me pediram para levá-lo embora do local. Ele me contou que tinha uma namorada onde morava. Ele era um jovem de classe média, trabalhador que estava ali, mas não pertencia aquele lugar. Eu olhei para ele e me perguntei: ‘o que esse jovem está fazendo aqui?’. Naquele momento me veio um sentimento do qual uma mãe tem por um filho. Olhei nos olhos dele e disse: ‘Se eu fosse sua mãe, lhe levaria embora daqui hoje, o levaria para casa. Mas eu não sou, e por ser apenas uma missionária, estou aqui para falar de Deus’. Comecei a dizer para ele que Deus é a nossa força, o nosso sustento. ‘É Ele que deseja tirá-lo dessa vida’. E eu acredito que a semente foi lançada nesse jovem, pois fui um canal de Deus na vida dele. Talvez ele nunca saia dessa vida, mas o sentimento que eu tive foi uma experiência de paz; de saber que ali ele tem uma alternativa, uma possibilidade, basta que ele queira Deus e Ele vai estar ali pronto para dar forças para o jovem sair daquela vida de vício”.   Se interessou pelo projeto? Logo após o Renascer um grupo de oração da Promoção Humana será aberto para as pessoas que vivem situações de vício e dependência química. Participe como um apóstolo da misericórdia! Para mais informações compareça no próximo sábado, 13 de fevereiro, em um dos dois Centros de Evangelização Shalom, onde haverá o reencontro do Renascer a partir das 15h. Você também pode entrar em contato pelo telefone (61) 8170-1628 ou pelo e-mail sh.phbrasilia@gmail.com. Por Mayara Oliveira ← Voltar para Shalom Brasília

Doar