09 de Julho: O que a minha vida tem a ver com esta data?

Neste dia tão especial em que se é comemorado os 34 anos da Comunidade Católica Shalom, rendemos graças e louvores a Deus por tamanho amor, por esta vocação de Paz que nos faz plenamente felizes. Confira este testemunho: “9 de Julho. O que minha vida tem a ver com esta data? Em 9 de Julho Deus fez nascer uma magnífica vocação, que traria muitos para perto Dele, salvaria a muitos. E eu faço parte desses muitos, onde um dia Deus me encontrou, através desse chamado de Paz e Amor. Um dia sai de uma vida sem sentido para experimentar do belo tesouro que Ele criou para mim. Um Amor irresistível que gerou um desejo de amar a humanidade; um Amor irresistível que fez e faz uma nova criatura; um Amor irresistível que me fez e faz acreditar no Amor que pode transformar o mundo; um Amor irresistível que faz irresistível a oferta de Amor. Bendito 9 de Julho, Bendita vocação, Bendito Deus que ama infinitamente! Te louvo e bendigo Senhor por este dia, por esta vocação de Paz. E digo, obrigado Senhor por me teres escolhido! Parabéns para nós. Que neste dia o Amor pela fidelidade seja renovado; que o amor pela Igreja, pela vocação, pela humanidade sejam renovados. Shalom.” Juninho Ferreira – Comunidade de Aliança (Promessas Definitivas).

Deus precisou se tornar minha última opção para se tornar prioridade em minha vida

Olá, meu nome é Mirella, tenho 18 anos de idade e contarei a seguir como foi minha incrível experiência no Acamp’s de janeiro (2016). Conheci a Comunidade Católica Shalom em dezembro de 2015 através de uma amiga que já fazia parte da comunidade, logo fiquei sabendo do acampamento de jovens.     Até passar por esta experiência inigualável com o amor de Deus deixei que tudo me dominasse por inteiro. Deixei até mesmo as minhas emoções e sentimentos definirem o que eu era, cheguei até a não me reconhecer no espelho. Cheguei a pensar que eu não merecia a vida a qual foi me dada, e que não era digna de mim mesma. A solidão era minha maior tristeza e minha companhia;  não queria ninguém por perto mas precisava de alguém quando estava sozinha, o ser humano pra mim era tão inútil e ao mesmo tempo tão necessário. Eu não pude nem ao menos suportar minhas dores, e optei por seguir o pior caminho. Dos erros fiz minha falsa felicidade, e das pessoas o motivo de ferir minha afetividade. Eu me perdi,  me afastei do único amor que era verdadeiro, mas que por só ouvir falar me esqueci de sentir. E então eu me reencontrei, em meio ao caos que eu estava, tão suja e tão sofrida, tão fraca, tão sozinha  me reencontrei no amor do qual eu me afastei mas que nunca  quis se afastar de mim. Eu me fechei e deixei tudo do mundo me guiar, eu procurei a minha felicidade em muitos lugares e corações, até que me deixei ser guiada por uma luz que me tirou das trevas, da escuridão que tomou conta do meu coração  por talvez, uma vida toda. Encontrei o meu maior amor, alguém que me salvou de mim mesma! De minhas vontades, de minhas atitudes, dos meus obscuros pensamentos. Eu passei por tudo, e cheguei aqui. No meu caso Deus precisou se tornar minha última opção para se tornar prioridade em minha vida .Ele me chamou e eu ouvi, eu não queria andar e ele me levou no colo, eu não sabia qual caminho seguir e ele me conduziu, eu era dor e ele foi amor. Eu desconhecia  verdadeira felicidade, e ele me mostrou. Eu só ouvia, ele me fez sentir. Tive uma juventude muito ilusória, conheci o mundo muito cedo e junto as coisas que ele oferece. Acho que de todas as dependências que já tive, entre pessoas e “coisas”, a melhor que conheci foi esta. Conhecer esse amor foi a melhor conquista. Conhecer uma palavra tão verdadeira, um consolo tão desinteressado, e o melhor de tudo: ser modificada de corpo e alma por este amor. Eu simplesmente não me canso de relembrar do abismo que Deus me tirou, do vazio imenso que eu tinha, a sensação de tudo me esvaziar e nada me preencher. Hoje simplesmente não me canso de depender desse amor, presença e graça. Olho para os jovens e desejo que eles sintam o mesmo que senti, que vivam a mesma experiência de amor que vivi.      Gostaria muito que muitos dilatassem seus corações assim como abri o meu, o que tenho a dizer a pessoas que perguntam de onde vieram as mudanças em minha vida é; eu conheci o amor. Quando nos permitimos SENTIR Deus, quando conhecemos a verdadeira liberdade, o verdadeiro amor, a verdadeira alegria, não somos mais capazes de nos contentar com as coisas terrenas, pois estas já não nos saciam completamente, nem ocupam o lugar que só Deus pode tomar em nossas vidas. E ninguém me disse que seria fácil, as vezes as mudanças parecem bagunçar nossa vida, mas no final é só Deus colocando tudo no lugar. Eu me dei a chance de no lugar das feridas, das mágoas, experimentar o amor de Deus, amor misericordioso que não nos condena, nem tampouco nos abandona. E pra você jovem, tenho a dizer permita-se! Entregar minha juventude a Deus foi a melhor alegria da qual pude provar em 18 anos.        

“Dentro estavas e fora eu Te procurava.”

 “Sou Andressa, tenho 17 anos, faço Ensino Médio e desde pequena participei da Igreja, por causa dos meus pais que são Católicos. Fiz minha primeira comunhão. E quando eu estava perto de me crismar recebi um convite de uma amiga, muito cara para mim, para participar do 180 graus, um evento para jovens realizado pela Comunidade Católica Shalom. Convite esse que foi reforçado por um missionário da Comunidade quando eu estava no encontro semanal da crisma. De início não dei muita importância, e disse que ia falar com os meus pais e que ia tentar conseguir o dinheiro, só para minha amiga me deixar em paz. Mas ela quase todos os dias ficava me perguntando sobre minha ida e falando que seria muito bom, que teria muitos jovens. Até que eu resolvi ir: já estava curiosa para saber o que tinha de tão bom nesse evento; consegui o dinheiro e fiz minha inscrição. Era eu uma jovem que buscava em muitas coisas a felicidade: no amor dos meus pais, nas pessoas, nas minhas amizades, nos meus bens, nas redes sociais… Isso me trazia alguma felicidade sim, mas o meu coração tinha sede por mais, apesar de não perceber isso. E mesmo acreditando em Deus, eu o via como um Deus longe, distante. Que tinha dado sua vida por mim, mas que tudo tinha acontecido no passado e que isso não influenciaria em minha vida no presente. Quanto mais eu procurava ser feliz, mais e mais eu me frustrava ao ver que nada disso me preenchia, que nada disso me deixava plenamente feliz. Vivia sem sentido de vida, onde a morte parecia uma boa forma de me livrar de todas as chatices, de todas as responsabilidades e provações da vida. E diante disso meu coração só ia se machucando cada vez mais. Foi assim que o Senhor me encontrou: fui para o 180 graus nos dias 15 à 17 de agosto de 2014; e lá tive minha experiência com Deus, descobri que Ele estava perto de mim e que me amava; me acolhia do jeito que eu estava. “Dentro estavas e fora eu te procurava”, como diz Santo Agostinho. Descobri que Deus me amava, com um amor constante, eterno, que era exatamente do tamanho do vazio que existia dentro de mim, amor esse que me libertou de todos os vícios, das carências. Deus que tinha me criado por amor e que ansiava por me encontrar e mostrar que vale a pena viver! Porque Ele veio ao mundo para me dar a vida e me tirar da morte. Um Deus que desejava ser meu amigo. Tudo me encantava naquele retiro: as missas, os cantos, o jeito que os jovens sorriam, dançavam, cantavam, louvavam; jovens que eram plenamente felizes, pois estavam ofertando sua vida por nós – os participantes. E cada vez mais eu ia reconhecendo o Senhorio de Cristo na minha vida. Quando o 180 graus acabou parecia que eu estava vendo o mundo de um jeito diferente, não mais uma visão mergulhada no pessimismo, mas agora uma visão cheia de esperança. O meu coração desde então arde de gratidão e de vontade de mostrar para todo o mundo esse amor que tudo perdoa e que nos aceita como somos e que a partir da nossa abertura de coração pode muito fazer em nosso favor. Hoje estou há quase dois anos na obra do Shalom de Parnaíba e participo do grupo de oração Abba Pai. Durante todo esse tempo muitas vezes eu caí, errei, mas em todas as quedas lá estava o fiel Senhor. Uma das minhas maiores alegrias hoje é ter meus pais também na obra, após terem feito um Seminário de Vida para casais no ano passado. Só queria partilhar o que Deus fez na minha vida, e na minha família. SHALOM!”

Eu conheci o Amor no Acamps

Ele vencerá! Olá, eu sou Vitória Muniz, tenho 15 anos e vivi minha primeira experiência com Deus no Acamp’s Guarulhos em julho de 2015. Nunca passou pela minha cabeça participar de um acampamento, não tinha a ver comigo, no meu ponto de vista, até na quarta-feira a tarde, na véspera do acampamento de jovens Shalom, quando um irmão da Comunidade de Aliança me convidou, falou como seria e eu fui, pois estava à toa em casa! Hoje posso falar que nunca fui tão amada como naqueles dias de Acamp’s, povo vivo em Cristo foi o que eu vi, além de gincanas animadíssimas, formações fantásticas e além de tudo, conheci um Amor imenso! Meu primeiro acampame nto foi cheio de vida, de jovens e bagunça, foi ali, naquele lugar que Jesus mudou minha vida. Antes o sentido era estudar e querer ser alguém, hoje é comunhão com Cristo, graças aquele simples convite e aquelas pessoas que se ofertaram por mim. #AcampsVivi e #recomendo Vitória Muniz, jovem da Obra Shalom Guarulhos.

Acamp’s de Oração – Natal

A Tua misericórdia nos alcançou

Neste Ano da Misericórdia, em especial, provamos o quanto somos amados pelo Senhor, escolhidos, sua bondade nos faz sentirmos amigos dEle. Assim começou nossa história na Comunidade Católica Shalom, tocamos o lado aberto de Cristo, onde como Tomé, acreditamos, gerou em nós um grande desejo de conversão, de dar mais ao Senhor, de perceber que pouco ou nada tínhamos feito ainda. Deus foi dando forma, sentido, ordenando toda nossa vida a vontade Dele, nossos planos, nossos pensamentos, sonhos. Fomos entendendo que a nossa vida está nas mãos do Senhor, reconhecendo o nosso lugar que é aos pés Dele, lá, encontramos por excelência nosso lugar, sabemos quem é o Senhor e quem somos nós. Somos casados há 4 anos, temos um filho chamado Aslan Pietro de 2 anos e três meses, chamados a viver a vocação de forma plena, onde a  misericórdia de Deus transborde em nós para alcançar a todos, mas em especial as famílias que estão desestruturadas, que perderam o sentido da vida, desacreditaram que são Igrejas Domésticas. Entendemos que a partir  do carisma Shalom, por ser a nossa vocação, alcançaremos aqueles que pela misericórdia de Deus também precisam experimentar do seu amor. Somos discípulos de primeiro ano, chamados a configurar nossa vida a vida de Cristo Jesus. Vamos percebendo que a misericórdia de Deus vai nos alcançando também por meio da vivência diária do carisma com todas as renúncias, alegrias, sacrifícios. Tentamos a cada dia ir além dos nossos compromissos como Comunidade  de Aliança, que nos faz priorizar a vida de contemplação, unidade e evangelização, zelando pela vivência em família, levando nossos filhos a experimentar desta misericórdia. Dialogamos e nos questionamos se estamos sendo sal e luz um para com outro, para com os irmãos, temos que fazer a diferença onde somos chamados a lançar as redes. Grande desafio ser família, sermos discípulos no mundo de hoje, mas por ser desafiante é que nós acreditamos que vale a pena, precisamos violentar o coração, dar mais qualidade aquilo que somos chamados a viver: como a oração, o estudo bíblico, a eucaristia diária, a confissão, o terço, os compromissos da Comunidade e o sair de si para o outro. Somos gratos porque enquanto estamos sendo loucura para os homens, nosso coração se enche de parresia para sermos resposta a estes que mais precisam. Somos felizes por este caminho de salvação, livres nas mãos de Deus, dependentes Dele, da sua providência que nos dá a cada dia o necessário, uma família não diferente das demais, que apresenta dificuldades, medos, inseguranças, que é pecadora, porém, com uma simples diferença, decidimos deixar Deus ser o centro da nossa família e o resto vem por acréscimo, quando menos esperamos, Deus nos surpreende e a cada dia nos confirma como Shalom, como resposta ao mundo de hoje, mais misericordiosos, humanos, sensíveis aos homens, as famílias que no silêncio pedem socorro. Trilhamos este caminho de felicidade porque temos Deus, temos Tudo, não é fácil, mas Ele nos dá a sua força para venceremos as batalhas diárias. Queremos dar mais, porque pouco ou quase nada fizemos até aqui! Shalom!!!!! Alexandra C. Ribeiro Almeida e Aslan Almeida Filho

Ela encontrou o Céu

Raphaella Vieira já havia conhecido o Amor, mas agora pode olhá-Lo nos olhos e testemunhar que verdadeiramente O encontrou. A estudante tinha 18 anos e participava da Obra Shalom no Projeto Juventude para Jesus, em Fortaleza. Ela, a mãe e uma vizinha faleceram na noite do último sábado (07/05), vítimas de acidente automobilístico em uma perseguição policial, durante a qual o carro em que estavam acabou sendo envolvido. O testemunho de Raphaella surpreende pela maturidade, presença de Deus e firmeza de quem, de fato, fez a escolha certa: a santidade. Foi esse o caminho que a fez feliz. O texto foi publicado na fanpage do Projeto Juventude do Centro de Evangelização Shalom da Paz, com um convite ao Seminário de vida no Espírito Santo (http://tinyurl.com/euencontrei), sobre o qual a jovem fala, narrando a experiência que mudou a sua vida. Confira: “Eu não queria crer que a grande maioria aqui vai rolar o feed depois do primeiro ‘Deus’ que eu disser. Seria só mais uma história, se não tivesse tocado a minha alma. Mas você se pergunta: quem é esse Deus? Esse Deus ama você com um amor sobrenatural. Você não pode ganhá-lo sendo simpático. Você não pode perdê-lo sendo um perdedor. Mas você pode ser cego o suficiente para resistir a esse amor. Eu fui tão cega. Eu tive todas as oportunidades, os maiores exemplos dentro da minha família, mas eu sempre quis me esconder, não procurar ou fingir não escutar essa verdade. Eu era hipócrita ao dizer que conhecia a Deus e que era feliz. Pura insanidade. E pior, eu gritava isso para os quatro ventos, para todas as redes sociais, como muitos o fazem, porque realmente acreditava que era feliz. Mas só Ele sabe o quanto eu me escondia naquele sorriso. […] Uma coisa é certa: o caminho de Deus não é o mais fácil, mas é o mais feliz. O propósito dEle é demasiado ao nosso entendimento. Cheguei no meu Seminário com carinha de ‘já podemos voltar pra casa?’ até me deparar com o primeiro servo, com aquele sorriso. Não um sorriso comum, não um sorriso que esconde. Um sorriso que demonstra e transborda amor. Eu me questionava, ‘de onde emana esse amor?’. No segundo dia as minhas irmãs de barraca fizeram uma espécie de partilha e perguntaram como Deus havia se revelado naquele dia. Uma espécie de nó na garganta por não conseguir responder, porque pensava que Deus estava realmente distante de mim. E na segunda adoração eu realmente tive uma experiência de abertura de coração, pude ver que Deus nunca se afastou de mim, nunca deixou de cuidar de mim, pude ouvir dEle, não dos meus amigos, da minha família, não. Eu pude escutá-lO de verdade. Um Deus belo. Um Deus cuja beleza aumenta à medida que nos aproximamos dEle. E mesmo diante da minha pequenez, de uma alma ferida pelos pecados, Ele revelou o Senhorio na minha vida. E essa é a felicidade verdadeira, a que eu procurei em tantos lugares, tantas pessoas, tantas emoções, mas que eu só encontro nEle. E a partir dessa experiência eu pude ter um novo olhar, um novo sorriso, uma nova maneira, uma nova esperança, uma nova EU. Eu chorei como um recém-nascido. Aliás, eu realmente nasci de novo. Foi como um primeiro choro, de liberdade, de felicidade, de uma imensidão de sentimentos bons. Deus torna saudável o que estava enfermo, torna certo o que estava errado, direito o que estava torto… Real sentido do inexplicável na minha vida. Real sentido da felicidade. Eu vi que não precisava da aceitação de ninguém além da dEle, que nos aceita do jeito que somos, com as marcas e pecados que carregamos. Hoje posso dizer que sou verdadeiramente feliz! E sigo com sorrisos aos céus, risadas aos ventos, pensamentos bons e mesmo sem saber como, nunca deixo de agradecer. Deus não quer que você apenas acredite na Sua existência. Deus deseja que você ande com Ele! Não importa a distância, Deus vai te alcançar. ‪#‎EuEncontrei o amor. O amor que transborda e me impede de guardá-lo pra mim, que me faz aspirar cada vez mais que cada um tenha a mesma experiência que eu.” Raphaella Vieira

Amizade: caminho seguro de um namoro santo

A amizade como caminho seguro e santo para um bom relacionamento ainda é a melhor escolha. Somos discípulos da Comunidade Católica Shalom, como comunidade de Aliança, da missão de João Pessoa, temos 4 meses de namoro e 3 anos de amizade, nos chamamos Joceane e Elivelton, estudamos, trabalhamos e vivemos a vocação na qual Deus nos chama. Fomos cultivando, nesse caminho de 3 anos, uma amizade saudável, fraterna e sincera que nos levou em julho de 2015 a percebermos um sentimento diferente entre nós, diante a uma condução de Deus para nossas vidas. Nisso, fomos obedientes a voz de Deus de vivermos o silêncio e a espera, que são próprios desse tempo de descoberta. Fizemos o caminho orientado pela comunidade, através dos nossos formadores pessoais, que é de escuta da voz de Deus para que a amizade não fosse perdida. Após esse tempo de silêncio, de escuta e de orientação dos nossos formadores percebemos que era momento de iniciarmos nossa caminhada para o namoro. Então, no dia 10 de dezembro de 2015, foi discernido o início da nossa caminhada. Durante a caminhada nos aproximamos ainda mais, rezamos juntos e íamos tendo a certeza que Deus nos conduzia e nos chamava a viver um relacionamento santo, voltado para a Vontade de Deus e para os outros. Então, no dia 30 de dezembro de 2015 a Comunidade, a partir da nossa decisão de abraçarmos o novo de Deus para nossas vidas, liberou nosso namoro. Hoje vamos vivendo esse tempo feliz de namoro, de sair, de ir ao cinema, de dançar forró, de assistir filme com a família, de rezarmos juntos, de organizarmos nossos horários, tendo Deus como centro nos conduzindo a viver a castidade, a pobreza e a obediência, gerando em nós a consciência que “só haverá famílias novas se houver casais novos. Só haverá casais novos se houver relacionamentos, namoros, noivados baseados em um novo caminho, novo que Deus quer realizar no meio de nós.” ( Escritos Estado de Vida)   Elivelton e Joceane

Decisões que me levaram à vontade de Deus

Por muito tempo, muitos disseram-me que a receita para uma vida feliz era simplesmente: “seguir os dez mandamentos”. Eu julgava esta receita já obsoleta, mas cansado de tentar outras formas, DECIDI tentar. Assim, no início dessa jornada pude ler os dez mandamentos e buscar segui-lo retamente. Não foi e não é fácil! Tampouco me disseram que seria. Em novembro de 2013 tive uma experiência inusitada dada pela abertura do meu coração, ao permitir Jesus Cristo entrar na minha vida. Foi tudo tão intenso e profundo, que me sustentou até maio de 2014. Nesta época, ainda com Jesus no coração e buscando viver os dez mandamentos, viajei para Toronto/CA, afim de aperfeiçoar a língua inglesa. Porém, longe de tudo e de todos, sentia também que teria mais uma experiência com Cristo. Sabia que seria meu “deserto”, onde Jesus poderia falar mais ainda ao meu coração. Mesmo já vivido isso uma vez, a sede de querer renovar esta experiência de amor, e contemplar a paz que permanecia no peito era insaciável! Lá, ao me ver recitando o terço do Glorioso São José, uma jovem brasileira me abordou e convidou para participar do grupo de oração no Shalom em Toronto. Naturalmente fiquei surpreso, pois nunca fui engajado em grupos de paróquias e muito menos sabia da existência de uma comunidade católica de nome Shalom! Entretanto, eu permanecia atento aos sinais que Deus foi deixando no meu caminho, DECIDI participar dos planos Dele. E que decisão certeira!! Lá encontrei pessoas que estavam com os mesmos interesses que os meus! Me senti totalmente em casa! Me emocionei de alegria, pois todos não se cansavam de falar e ouvir falar de Deus! Buscavam com retidão de coração a vida de santidade, e mais, tinham intimidade com Nosso Senhor! Nunca imaginei que haveriam pessoas que O colocassem verdadeiramente em primeiro lugar! E ao me deparar com uma radicalidade tão bela na vivência da pobreza, da obediência e da castidade, me senti mais ainda atraído por Deus! Um desejo de dar mais para Ele, de viver por Ele e com Ele, pois estava compreendendo que tudo Ele me deu, e comigo sempre esteve. Ainda no Canadá, descobri também que havia uma missão Shalom em Araraquara/SP (cidade vizinha de onde morava). Ironia do destino ou magnífica providencia divina? É claro que é providência! Como não observar o dedo de Deus nisso tudo? Por fim, ao voltar para o Brasil, DECIDI entrar no vocacional em 2015 da comunidade em Araraquara, para trilhar um caminho de escuta da vontade de Deus para minha vida. E com muito amor, a vontade de Deus se cumpre todos os dias, hoje como missionário postulante da Comunidade de Vida, da missão de Natal/RN. Meu nome é Tito Godoy, e hoje sou um missionário que anseia diariamente pelo novo de Deus, por amor aos pobres, aos jovens e à Igreja! Deus nunca foi incoerente … Ele me proporcionou tudo e esperou minhas decisões. Shalom!

Padre Rufus: Como um santo deve ser

Nesta segunda-feira (02) faz quatro anos que o padre Rufus Pereira partiu para o céu. Ele era exorcista, escrito e palestrante. Padre Rufus percorreu várias cidades do mundo exercendo o seu ministério e reconduzindo os filhos de Deus ao amor desse Pai misericordioso. Confira testemunho da missionária da Comunidade Shalom, Emanuela Cardoso “Deus amou tanto o mundo que enviou seu Filho único, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna” (Jo 3, 16). Este era um trecho bíblico que não podia faltar as pregações do sacerdote. Não havia uma pregação do padre Rufus em que ele não citasse esta passagem que lhe era tão cara. Segundo ele, se todas as Bíblias se perdessem e só restasse este versículo, tudo estava salvo e a Boa Nova estava preservada. Conheci o padre  Rufus no I Misericórdia Brasil em Fortaleza, em 2009. A convite das irmãs do Instituto Hesed, organizadoras do evento e minhas amigas espirituais, fui chamada a prestar assistência nas traduções junto ao padre durante sua primeira visita a Fortaleza. Confesso que não tinha muito conhecimento sobre quem ele era e só depois percebi que se tratava de uma sumidade internacional em matéria de libertação, cura e exorcismo. Descobri isso não por causa das multidões que ele atraia, ou por causa do elevado posto que exercia na Associação Internacional de Exorcistas e na Associação Internacional do Ministério de Libertação, mas através do grande poder que vinha de sua pregação e do ódio que o demônio tinha dele. Sendo também doutor em Teologia Bíblica, padre Rufus trazia em seus lábios e no cotidiano de sua vida a Palavra de Deus sempre viva e eficaz. Foi isso o que mais me inquietou e edificou em nosso primeiro contato. Ele tinha um ar tímido, sua pregação era simples, sem muita complexidade teológica, por vezes repetitiva e sem novidade aparente. Mas tinha poder! Não cansava. Parecia ser a primeira vez que se estava ouvindo o que ele tinha a dizer. Todos os que já o ouviram podem dar este testemunho. Foi o poder do Espírito Santo contido nas palavras do padre Rufus que geraram uma nova conversão em meu coração. Quando ele dizia “Deus amou tanto o mundo que enviou seu Filho único…” era como se ouvíssemos o próprio Jesus a falar. É verdade que os amigos, depois de tanto conviverem, começam a se parecer um com o outro. É inegável as semelhanças entre o padre Rufus e seu amigo Jesus. Era assim que ele mesmo dizia “eu só tenho um amigo: Jesus”. Às vezes fico pensando como os santos dos dias de hoje se comportariam diante das situações mais absurdas que lemos todos os dias nos jornais e que vemos nas ruas. Diante do escândalo do aborto, das apelações sexuais na TV e meios de comunicação, da busca desenfreada pelo ocultismo e seitas, diante do sofrimento das pessoas… Vendo a vida do padre Rufus, hoje tenho uma boa imagem de como um santo deve ser: alegre, servidor, anunciador da verdade, denunciador da mentira, zeloso pelas coisas de Deus, piedoso, uma pessoa que pauta sua vida inteiramente no Evangelho, amigo de Jesus. Vejo que a via da santidade não é uma via inalcançável, mas é possível, está logo ali. Recordo quando certa vez, com muita liberdade, perguntei ao padre por que ele acabava sempre falando as mesmas coisas em suas pregações. Ao que ele, já com um sorriso no rosto, retrucou “e sobre o que é que eu falo?”. Respondi “sobre o amor de Deus”. Ele abriu ainda mais o sorriso, levantou os ombros, abriu as mãos e disse “e tem outra coisa para falar além disso?”. Essa era a sua simplicidade. Seus exemplos, seus testemunhos, sua pregação sempre o remetia à Palavra de Deus. “Está tudo lá!”, dizia o padre se referindo às Escrituras e ao fato de que a resposta para todas as situações da nossa vida estão lá. Conheci também a face do pastor zeloso, de Jesus quando expulsa os vendilhões do Templo. Descobri que os santos também não se alegram com a injustiça (I Cor 12,6), mas ao contrário, se irritam com o descaso com as ovelhas. Só havia um momento em que víamos o padre irritado: quando ele via o sofrimento das pessoas e as via “como ovelhas sem pastor”. Ele perguntava “onde estão os ministérios de libertação e cura? Onde está o pároco desta pessoa? Onde estão os padres desta cidade? Há quanto tempo esta pessoa está sofrendo assim e sem ninguém para ajudá-la?”. Ele dizia que quando se tornou padre e, especialmente depois que o Senhor confiou a ele este ministério, comprometeu-se de servir 24 horas, 365 dias por ano sem parar. Ele atendia confissões 24 horas por dia. Recebia pessoas de outros países em sua paróquia a qualquer hora e dizia que havia colocado cadeiras para as pessoas se sentarem próximo à porta de seu quarto. Orientava seus irmãos no sacerdócio a se colocarem sempre disponíveis aos fiéis, pois dizia que as pessoas estão sofrendo e que só eles poderiam lhes dar o consolo da reconciliação. Essa é a face de um bom pastor. Após os inúmeros casos de exorcismo e libertação ministrados por ele, o grande sinal de que a pessoa estava liberta, segundo ele, era o sorriso e o abraço que davam no padre. De fato, a ovelha conhece a voz do pastor. Eu poderia citar inúmeros outros casos e situações que tive a graça de presenciar ao lado do padre Rufus. Resta apenas dizer que meu relacionamento com a Palavra de Deus, com os Sacramentos, com a Oração Pessoal e com o próprio Jesus não é mais o mesmo desde que o conheci. Nosso querido padre teve sua páscoa no dia 2 de maio de 2012. Agora treme o inferno pelo poder e a força de intercessão de mais um santo no Céu. Agora sim, recorramos mais ainda a ele, agora face a face com Jesus, e peçamos por milagres de libertação! Se algum dia nos depararmos com uma

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