Comecei a trilhar um caminho novo, aberto por Deus

Experiência com Deus… Evangelização… Namoro cristão… Algum pedido que você fez a Deus e Ele te atendeu… Vocação… Experiência com os santos, com a Igreja… O comshalom.org quer saber qual é a sua história com Deus? Todos os dias, publicamos um testemunho novo na home. O de hoje é de Duarte Júnior. Quer ter a sua história publicada aqui? Envie texto e foto para  redacao@comshalom.org e evangelize conosco. Confira: Sou o Duarte Júnior, natural de Mossoró (RN). Sempre frequentei a Igreja acompanhado dos meus pais. Fui batizado quando criança, na idade certa ingressei na turma de preparação para a Primeira Eucaristia. Aos 19 anos, comecei a me preparar para o sacramento do Crisma. Em 2008, ainda na época da catequese do Crisma, ingressei no grupo de oração da RCC, a convite de meus catequistas. Este foi o meu primeiro grupo de oração, lugar onde experimentei primeiramente do amor e da misericórdia de Deus. Depois de dois anos participando da RCC, percebi em mim certo desejo de ter uma vida comunitária. Foi quando, em 2010, tive contato com a Comunidade Obra de Maria. Ali trilhei um caminho vocacional em busca da vontade de Deus para a minha vida. Cheguei a ingressar na comunidade, porém fui percebendo, ao longo da caminhada, que não era ainda o lugar que Deus havia escolhido para eu ser plenamente feliz. Então, em um processo de oração e discernimento, foi discernido pelo meu desligamento. Porém, o desejo de viver uma vida comunitária e de estar na vontade de Deus foi crescendo. É o que São João Paulo II chama de “santa inquietação”. Pois bem, em janeiro de 2012, mais especificamente nos dias 14 e 15 de janeiro, participei de um Seminário de Vida no Espírito Santo promovido pela Comunidade Católica Shalom, que encerrava o “Dê suas férias para Jesus”. Durante estes dois dias de louvor, oração, adoração, fraternidade, a minha experiência com Deus foi renovada, senti-me verdadeiramente encontrado por Deus. Fui alvo da graça e da misericórdia de Deus de uma maneira potente. Como costumo dizer, usando as palavras do Moysés Azevedo, os meus “sentidos e pensamentos foram como que anestesiados nesta experiência”. A partir de então, comecei a trilhar um caminho novo, aberto por Deus, em um grupo de oração da Comunidade Shalom, o grupo Hesed. A cada acompanhamento, a cada encontro, meu coração se alegrava cada vez mais por estar trilhando com Deus um caminho de e para a felicidade. Neste mesmo ano, com o desejo de caminhar mais firmemente, tentei ingressar no grupo vocacional, porém ainda não era o tempo de Deus, mas como Nele toda resposta é sim, Ele me deu um sim para crescer no conhecimento da comunidade por meio do serviço, do engajamento em um ministério. Deus sabia que a minha necessidade, no tempo inicial, era conhecer aquilo para o qual a comunidade foi gerada em Seu coração: para ofertar, gastar, a vida, transbordar no serviço a experiência diária com o Amado, pela via da contemplação. Bendito tempo, tempo santo, tempo de graça que foi me firmando naquilo que Deus me pediria para viver a partir do meu “sim” de cada dia. Em 2013, após participar do encontro vocacional aberto, recebi a resposta positiva de ingresso no vocacional. Nesse ano, eu já estava nos últimos períodos da faculdade. Eu cursava Direito, um curso que, como todos sabem, é bastante exigente. Apesar de toda a realidade com a faculdade, em meu coração havia a certeza de que eu não podia dar a Deus um “não”. Então, sustentado por Sua imensa graça, decidi trilhar o ano vocacional na Comunidade.  Nesse ano, provei imensamente da misericórdia de Deus. Um ano em que eu tive a certeza de que cada exigência cumprida por amor tem menos peso. Foi um tempo em que descobri que não há felicidade maior do que a de descobrir e encarnar a vontade de Deus na minha vida. Em outubro de 2013, concluí o curso de Direito e, no final do ano, enviei carta pedindo para partir em missão como “Jovem em Missão“. Ao fazer este pedido à Comunidade, eu tinha a certeza de que a chama viva de amor que brota do coração do Amado tudo havia consumido e de que Ele havia me seduzido de uma maneira que eu não era mais capaz de resistir. Neste pedido, eu via o tempo de construir paredes sobre alicerces invisíveis; o tempo de confiar na voz que na “sua totalidade vence toda e qualquer suspeita e permite confiar-se plenamente a Cristo”; o tempo de “construir a própria segurança sobre a Sua Palavra”; o tempo de “compreender o agir de Deus, que é fiel à sua aliança e às suas promessas”, através do submeter-se, do arriscar, do apostar, do acreditar, do viver. Hoje, pela graça de Deus, sou jovem em missão em João Pessoa (PB). Como diz o Papa Francisco na Evangelii Gaudium, “quem arrisca, o Senhor não o desilude”. Sou imensamente feliz por ter a certeza de que Deus me permitiu conhecer o mundo e suas ilusões e falsas felicidades, na medida suficientemente capaz de me fazer perceber que somente Ele é capaz de saciar o desejo mais profundo do meu coração. Cada dia mais convencido eu sou de que o amor de Deus por mim é imensamente maior que toda a minha fraqueza, que toda a minha inconstância, que todo o meu medo. Isso não é mérito. Isso é graça e misericórdia de um Deus que só sabe amar. Isso me impulsiona a continuar ofertando a minha vida, pois tenho certeza de que um povo espera ansiosamente pelo meu “sim”. De maneira particular, aos jovens, eu garanto: não me arrependo de ter deixado planos, sonhos, pai, mãe, família, amigos(as), filhos(as) espirituais, para seguir e fazer a vontade Daquele que TUDO me concedeu: o meu Senhor, meu Rei, meu Dono. Deixei não porque não amo tudo que Ele me deu, mas sim porque passa por este deixar a salvação dos meus, da minha família, de um povo, a minha. É caminho

Por mais que eu estivesse longe, Ele nunca me deixou sozinha

Experiência com Deus… Evangelização… Namoro cristão… Algum pedido que você fez a Deus e Ele te atendeu… Vocação… Experiência com os santos, com a Igreja… O comshalom.org quer saber qual é a sua história com Deus? Todos os dias, publicamos um testemunho novo na home. O de hoje é de Amanda Oliveira. Quer ter a sua história publicada aqui? Envie texto e foto para  redacao@comshalom.org e evangelize conosco. Confira: Meu nome é Amanda, tenho 27 anos. Hoje sou católica, mas cresci dentro da igreja protestante, por causa dos meus pais. Eu era “levada” a igreja protestante, mas, no começo da adolescência, parei de frequentá-la, pois não concordava com o modo como eles tratavam a mãe de Jesus. Muita coisa naquele lugar me incomodava, eu sentia um vazio, uma falta que não sabia explicar. Tive muitas experiências na adolescência que me fizeram ir para longe de Deus, e até questionar se Ele existia e olhava por mim. Aos 13 anos, sofri uma violência sexual, um estupro, que me fez buscar o álcool e as drogas para esquecer meu sofrimento e as lembranças daquele acontecimento. Perdi a vontade de comer e comecei a me mutilar, punindo meu corpo porque achava que a culpa disso tudo era minha. Tive anorexia seguida de bulimia e de uma depressão. Procurei ajuda aos 21 anos. Os remédios me ajudavam, mas eu não conseguia sair da depressão porque ainda existia aquele vazio, nada me preenchia. Em 2012, fui levada por minha irmã e meu cunhado ao Halleluya, pela primeira vez. Durante o show do Adoração e Vida, ouvi o testemunho do Walmir Alencar que, em seguida, cantou a música “Abraço de pai”. Eu senti que Deus estava naquele lugar, meu coração se encheu de uma paz e conforto inexplicável, eu me senti amada por Deus. Por mais que eu estivesse longe, Ele nunca me deixou sozinha, nunca desistiu de mim, por isso Dele nunca abro mão. Repousei no Espírito pela primeira vez. Quando retornei, não entendia o que era aquilo, mas eu sentia paz e amor no meu coração, que havia sido preenchido por Deus. Eu queria mais, queria sentir Deus em minha vida. Eu não havia me batizado ainda, e, aos  25 anos, fui batizada na Igreja Católica, onde também fiz o Crisma e entrei para o movimento da Legião de Maria. Faço parte do Shalom de Pacajus (CE). Sempre fui tímida, tenho minhas fraquezas nesse aspecto, mais nem por isso desisti de evangelizar porque  “Deus não escolhe os capacitados, mas capacita seus escolhidos”. Se eu passei por tudo isso para chegar a Deus e Ele nunca desistiu de mim, eu nunca vou desistir Dele.

Sejamos o evangelho vivo que as pessoas irão ler

Experiência com Deus… Evangelização… Namoro cristão… Algum pedido que você fez a Deus e Ele te atendeu… Vocação… Experiência com os santos, com a Igreja… O comshalom.org quer saber qual é a sua história com Deus? Todos os dias, publicamos um testemunho novo na home. O de hoje é de Josirene Souza. Quer ter a sua história publicada aqui? Envie texto e foto para  redacao@comshalom.org e evangelize conosco. Confira: Meu nome é Josirene Souza, sou casada, caminho com meu esposo no postulantado da Comunidade de Aliança Shalom e faço parte da Missão de Londres, Reino Unido, onde moro há cinco anos. Ao longo desse tempo em que moro em Londres, muitos foram os desafios vividos, pricipalmente nos primeiros anos. Tudo era muito diferente: o clima, a comida, e o que mais me incomodava era perceber que em Londres, mesmo sendo uma cidade inglesa, havia enorme variedade cultural nas ruas e era difícil encontrar pessoas puramente inglesas. Essa diversidade me assustava um pouco, mas, ao mesmo tempo, gerava em mim uma curiosidade de me aproximar e saber de onde cada um vinha, a língua que falavam, seus costumes, religião, culinária e outros interesses. Tendo apenas o nível básico de inglês, tive que ir para a escola estudar a língua. Percebo nisso a grande providência de Deus, pois como estudante eu iria encontrar muitas pessoas de diferentes nacionalidades e idades. A escola era a melhor hora do dia para mim, uma vez que eu não trabalhava. Como meu esposo passava o dia trabalhando e só chegava em casa à noite, eu me sentia muito só nestes primeiros anos. Sentia a necessidade de conversar, de ter amigos por perto, de passear, de conhecer lugares diferentes, de estar com as pessoas. Sempre depois da aula, eu convidava os colegas da escola para tomar um café, comer algo, na intenção de praticar o inglês. Entre uma xícara e outra, eles sempre tinham a curiosidade de saber mais sobre o Brasil, nosso futebol, carnaval, feijoada e outras coisas. Eu procurava responder a todas as perguntas, sempre aproveitando para dizer que o Brasil tinha todas essas coisas, mas que, acima de tudo, era um país cristão, que éramos um povo muito religioso. A partir de então, surgiam as perguntas: “Como assim ‘religioso’? Você vai sempre à Igreja?” Isso rendia horas e horas de conversa, onde procurávamos sempre respeitar a fé de cada um. Eu percebia que eles acolhiam as minhas respostas e, ao mesmo tempo, aqueles que também se consideravam cristãos, mas que não praticavam a fé, tinham o desejo de voltar e retomar a vida espiritual. O tempo foi passando. Fiz novos amigos de países e culturas dos quais nunca tinha sequer ouvido falar, em particular pessoas vindas do Oriente Médio. Pessoas de religião, cultura e costumes tão diferentes que em um primeiro momento me causavam medo, mas o Senhor foi gerando em meu coração um grande amor por esse povo. Lembro-me de que a primeira vez que entrei em uma loja e me deparei com uma mulher vestida com um manto todo preto, somente com os olhos à mostra, fui tomada pelo medo e tive vontade de sair logo dali, mas o Senhor foi preparando o meu coração para aceitar e acolher o que é diferente. Ele foi tirando de mim os preconceitos acerca desse povo, em particular, e foi gerando em meu coração a compaixão, principalmente para com as mulheres. Na escola, toda semana chegavam mais mulheres muçulmanas e eu fui me aproximando, tornando-me amiga, querendo saber mais sobre sua cultura, seus costumes, em especial sua culinária, pois gosto muito de cozinhar e experimentar diferentes pratos. Quando eu dizia que era casada, percebia nelas um interesse ainda maior em saber como era minha vida familiar. Eu partilhava minha história, dizia que foi Deus quem tinha me dado o meu esposo, falava da importância do homem e da mulher na família e que quando a gente pede a Deus, Ele nos dá um bom marido. Falava que uma vez por semana nós nos reuníamos como família para rezar juntos e que todas as sextas-feiras eu preparava um jantar especial para meu esposo, pois era o nosso dia de lazer. À medida que eu falava das coisas ordinárias do dia a dia da nossa família, aquilo tudo fazia grande diferença na vida delas. Elas passaram a me ver como uma mulher diferente e que em alguns aspectos elas se identificavam comigo, mas o que mais chamava a atenção delas era a amizade e respeito que existia entre mim e meu esposo. Elas me perguntavam como eu, sendo mulher, fazia para ter essa amizade familiar. E eu sempre respondia que a Sagrada Família de Nazaré nos ensinava a cada dia a sermos cônjuges amigos. Era a oportunidade que eu tinha para falar da família de Nazaré. Fui percebendo que eu ganhava o respeito, o carinho e o coração delas através da amizade e do meu estado de vida, na simplicidade do meu dia a dia, sendo eu mesma: filha de Deus, Shalom, casada, sem muitas estratégias de evangelização, mas usando unicamente a linguagem que o Evangelho nos ensina que é a de amar e acolher o outro, o pobre que sofre por não conhecer a verdade que é Deus. Um dia eu conversava com uma jovem mulçumana da escola e, sendo ela amante do futebol, perguntou-me o que era aquele gesto que muitos jogadores faziam ao entrar em campo, referindo-se ao sinal da cruz. Expliquei que o sinal da cruz é o sinal dos cristãos, que faz referência às três pessoas em um só Deus e continuei explicando sobre nossa fé. Ela olhou para mim e disse: “Josi, você é a primeira cristã com quem tenho contato. A partir de hoje, todas as vezes que eu ouvir a palavra ‘cristão’, eu saberei que estão se referindo ao povo por quem Jesus Cristo morreu na Cruz”. Eu disse, então, para ela, que Jesus não tinha morrido na Cruz somente pelos cristãos, mas por toda a humanidade. Ela

Entramos em acordo para entregar tudo nas mãos de Deus

Experiência com Deus… Evangelização… Namoro cristão… Algum pedido que você fez a Deus e Ele te atendeu… Vocação… Experiência com os santos, com a Igreja… O comshalom.org quer saber qual é a sua história com Deus? Todos os dias, publicamos um testemunho novo na home. O de hoje é de Alexsander Oliveira. Quer ter a sua história publicada aqui? Envie texto e foto para  redacao@comshalom.org e evangelize conosco. Confira: Meu nome é Alexsander Oliveira, tenho 17 anos e faço parte da Missão do Shalom em Guarulhos (SP). Vou contar um pouco sobre o meu namoro santo. Tudo começou em 21/06/2014, no grupo de oração de iniciantes da missão aqui de Guarulhos.  Foi a primeira vez que eu fui ao grupo. Ao chegar lá, encontrei alguns amigos que já estavam no grupo há algum tempo. Minutos após minha chegada à sala, chegaram uma garota sorridente e muito simpática e um amigo meu.  Ela passou por mim e foi se sentar, não me cumprimentou. Como qualquer garoto que se encanta à primeira vista, durante os momentos em que era para abaixar a cabeça e fechar os olhos, eu tentava disfarçar e fitava o olhar nela. Algumas vezes, era uma tentativa meio “falha”, pois logo ela percebeu. Ao acabar o grupo, fomos para um evento que sempre acontece em nossa paróquia de origem. Lá eu tentei, sem segundas intenções, aproximar-me. Foi nesse momento que descobri o nome dela: Aline, um nome que eu já sabia que poderia mudar minha vida. Cheguei em casa e fui logo procurar o Facebook dela, dar aquela olhadinha nas fotos, e mandei a solicitação de amizade. Um dia depois, ela aceitou a solicitação, porém ainda ficamos sem manter contato contínuo por uma semana. Ao chegar a sexta-feira do dia antecedente ao grupo, eu perguntei se ela iria no sábado, e ela, meio tímida, disse “sim”. Passou-se cerca de dois meses, já tínhamos uma amizade firme, parecia até que eu a conhecia havia uns quatro anos ou mais. Mesmo tendo um vínculo de amizade maior e mais forte, eu nunca cheguei a conversar sobre relacionamento com ela, pois estava deixando nas mãos de Deus, para que fizesse a obra segundo a vontade Dele. Eu sempre pedia um sinal para saber se aquele sentimento era puro e verdadeiro. Passou-se mais um tempo e, no dia nove de setembro, teve início o nosso Seminário de Vida no Espírito Santo “Melhor Vida Não Há”. Foi durante esse Seminário que Deus me mostrou que sim, aquele nome que eu ouvi e disse que mudaria minha vida realmente havia chegado para transformá-la. Comecei a conhecê-la mais nas partilhas sobre as pregações do Seminário. Alguns dias após o seminário, conversei seriamente com ela sobre o que eu estava sentindo, e ela se surpreendeu. Passamos algumas horas falando sobre como surgiu esse meu sentimento e, por fim, entramos em acordo para entregar nas mãos de Deus e O deixar fazer tudo segundo a Sua vontade. Por fim, decidimos levar tudo isso aos nossos acompanhadores, nós devemos muito a eles por conselhos e muitas orientações que nos deram.  Nossos acompanhadores nos contaram sobre o caminho que teríamos que trilhar até chegar ao namoro. Após sabermos tudo sobre o caminho, conversamos e decidimos aceitar essa ideia e ficamos um mês rezando sem cessar dia após dia, clamando a intercessão da Santíssima Virgem Maria, querendo ouvir a voz de Deus para saber enfim qual seria a Sua vontade. Durante esse mês de caminho, saímos juntos diversas vezes para conversar e conhecer mais um sobre o outro. Como todos sabem ou irão saber um dia, durante o caminho devemos apenas conversar, nada de ficar (ou seja, nada de dar um beijo a cada encontro), e creio que esse foi um dos pontos mais bacanas do nosso caminho. Isso me ajudou a conversar mais e a conhecer muito sobre a Aline. Para ela, foi um pouco mais complicado, pois tinha diversos medos e teve que enfrentá-los à base de muita oração e confiança nas obras de Deus, para vencer alguns obstáculos que a impediam de se imaginar namorando. Após um mês de oração, em 11 de setembro de 2014, marcamos de ir conversar com nossos acompanhadores. Pedimos um sinal a Deus e Ele nos enviou a passagem de Lucas 11,27-28. Deus dizia que tínhamos de sair de nós mesmos para fazer o outro feliz e não nos fazer feliz. Depois de alguns dias de mais oração e conversa entre mim e a Aline, ouvimos em nossas orações a voz de Deus mais uma vez, e decidimos assumir o nosso namoro santo no dia 14 de setembro 2014. Desde então, assumimos a missão de um fazer o outro feliz, e também de ser um exemplo de namoro santo entre nossos amigos.  

Fui alcançado, resgatado, por quem me amou primeiro

Experiência com Deus… Evangelização… Namoro cristão… Algum pedido que você fez a Deus e Ele te atendeu… Vocação… Experiência com os santos, com a Igreja… O comshalom.org quer saber qual é a sua história com Deus? Todos os dias, publicamos um testemunho novo na home. O de hoje é de Salomão Jonas. Quer ter a sua história publicada aqui? Envie texto e foto para  redacao@comshalom.org e evangelize conosco. Confira: Meu nome é Salomão Jonas, tenho 21 anos. Pela graça de Deus, cresci numa família católica, que desde minha infância me levava aos caminhos de Deus. Fiz minha primeira comunhão, crisma, participava do grupo de jovens numa pequena igreja próxima de minha casa. Estava tudo indo em um caminho excelente, mas muita coisa mudou durante minha adolescência. Essa foi a fase da rebeldia, fase de pensar que posso fazer tudo e que nunca machucarei ninguém. Começaram, então, as brigas e desentendimentos com minha família e com amigos que me queriam tão bem. Comecei, então, “cair no mundo”, a experimentar de falsas alegrias, de felicidades passageiras. Estava tão seduzido pelo mundo, que pensava que quem estava certo era quem mais me queria mal e os que queriam meu bem eu os tratava como “caretas”. Eis que em uma dessas “alegrias passageiras”, fui alcançado, resgatado, por quem me amou primeiro. Naquela hora comecei a me perguntar: “o que estou fazendo aqui?”, “Por que essas pessoas se machucam tanto e acabam ferindo há quem os ama de verdade?” “Quero sair daqui, mudar a minha vida e as dessas pessoas.” Comecei a me lembrar da época em que minha família me levava à igreja, me incentivava a fazer a primeira comunhão, a crisma, a participar das missas e me lembrei de que eu estava afastando quem realmente me amava. Conheci a Comunidade Católica Shalom através de uma página numa rede social. Decidi ir para as reuniões, mesmo não conhecendo ninguém lá, mesmo sem saber horário algum. Pela graça de Deus, fui muito bem recebido. Participei do grupo de iniciantes, do Halleluya, Seminário de Vida no Espírito Santo e hoje estou trilhando o Caminho da Paz, buscando minha consagração de vida, minha vocação, minha total entrega para Deus e para igreja e pelas pessoas. O que ganhei com isso ? Poder retornar à casa do Pai; saber que a felicidades verdadeira só se encontra nEle e nas coisas que provém dEle; a alegria e o amor de minha família; uma namorada incrível; amigos verdadeiros. Se eu pudesse dar um conselho agora, diria para aqueles que acham que não existe salvação para eles: Deus no ama muito antes de nascermos, até a eternidade. Deus é amor, Deus é paz, Deus é MISERICÓRDIA e é Ele mesmo quem nos dá uma nova chance a todo momento, não importa o tamanho de nossos pecados ou falhas.

“Entre um sanduíche e outro, Deus me permitiu tocar na dor do coração do homem”

Meu nome é José Carlos Júnior, sou consagrado da Comunidade Aliança da Comunidade Católica Shalom na missão de Natal. Sempre me senti atraído pela missionariedade da vocação. Lembro-me, claramente, do meu coração inflamar-se ao ouvir a voz do fundador convocando-nos à Missão, gritando para nós acerca dos flagelos da humanidade e do coração ferido do homem. Ainda postulante, descobrindo a vocação, o meu coração se abrasava, sobretudo, ao ouvir os testemunhos das missões internacionais e dos irmãos que se aventuravam a dar os primeiros passos na evangelização fora do Brasil, o que gerava em mim um movimento de saída, de ir ao encontro do outro, do pobre, do que não conhece a Deus. Movido por tal propósito, após um tempo de oração e escuta de Deus, submeti o desejo do meu interior às autoridades da comunidade, que, confirmando tratar-se de um chamado de Deus, me enviaram em missão. Em março de 2011, parti, então, para Santiago do Chile, para viver uma das melhores experiências da minha vida, sobre a qual quero partilhar um pouco. Logo de início, me dei conta de que Deus me levava a experimentar a graça de participar de uma comunidade ainda em fundação – éramos sete irmãos na casa comunitária, dos quais quatro participaram da fundação, e uma família da comunidade de aliança. Essa realidade, mesmo sendo uma graça, não deixou de ser um choque para mim, que, saindo de Natal, uma missão às portas da Alma da Cidade, passei a viver os desafios de uma missão da fase Grão de Trigo I, cujo principal convite ao missionário é morrer para gerar vida e frutos para o Reino. Os meus primeiros apostolados foram o economato, a evangelização e as artes. Pouco tempo depois, porém, fui discernido para coordenar a lanchonete e pastorear o primeiro grupo de oração fundado na Missã o, chamado Totus Tuus. O serviço na lanchonete me levou a uma profunda experiência com o Carisma, sobretudo do ponto de vista do retorno às origens e à evangelização ousada, com parresia. Entre um sanduíche e outro, Deus me permitiu tocar na dor do coração do homem que sofre por desconhecer o Seu amor. Recordo-me de um estudante do curso de medicina, declaradamente ateu, que sempre ia ao Shalom para almoçar. Lembro-me da tristeza do seu olhar, em uma das nossas primeiras conversas, ao dizer: “eu queria ter a fé de vocês; eu vejo que vocês são felizes”. Lembro-me, ainda mais, do seu sorriso, meses depois, na missa em que fiz minhas primeiras promessas no carisma. Após anos sem entrar em uma Igreja, ele aceitou o meu convite e participou atentamente da eucaristia, encantado com a beleza dos cânticos e com o nosso zelo pela liturgia, conforme partilhou comigo depois. No pastoreio, pude sentir, de maneira mais forte, a potência do carisma que vai além das distâncias, das fronteiras geográficas, dos nossos limites e medos, das dificuldades com o idioma, do contraste cultural… Ensinar as músicas, acompanhar, proclamar, conviver, tudo se torna novo, diferente! Como graça especial deste tempo, pude vivenciar a implantação do Caminho da Paz na missão, com a chegada da versão em espanhol do nosso “Enchei-vos”; pude ver que a nossa formação ultrapassa barreiras e que, de fato, alcança os jovens do mundo inteiro. Não posso deixar de citar, ainda que brevemente, outras grandes graças recebidas na missão: a alegria da vida comunitária; a vivência das manhãs de silêncio e oração, que tanto me ajudaram a construir uma vida interior, focada em Deus e na Sua palavra; as experiências concretas com a pobreza e a providência de Deus; as amizades construídas e eternizadas… Louvo, portanto, a Deus, que, em seu infinito amor, me proporcionou este grande momento vocacional em minha história, levando-me a amar um novo povo, desconhecido, diferente, que me fez entender que somos um só corpo, uma só Igreja. Aproveito para convidar e animar os irmãos a abrirem-se, cada dia mais, a esta experiência de amor a Deus e à humanidade, na certeza de que somos nós que recebemos os melhores frutos. Shalom!

A Pobreza no Carisma Shalom

“Ser pobre é, em primeiro lugar, estar nas mãos de Deus” Bendito seja Deus pela fundação da Comunidade Católica Shalom! Durante esse tempo, somos testemunhas de quantas graças o Senhor vem derramando sobre sua Igreja, através desta “vocação de Paz”. Uma Obra sobrenatural, magnífica, “um caminho de felicidade” (RVSh), um caminho de união, de amizade com o Autor do nosso chamado. Que o Criador de tudo receba a nossa gratidão por, desde toda a eternidade, ter gerado o nosso lugar, a nossa vocação, a nossa vida. Desfrutando desta preciosa data, aproveitemos para mergulhar em uma grande bênção que o Senhor nos convida a viver como batizados e, de maneira mais intensa, aos consagrados que se sentem chamados a vivê-la como vocação específica: o conselho evangélico da Pobreza. “Ser pobre é, em primeiro lugar, estar nas mãos de Deus” (RVSh). A grande maioria das pessoas, quando verdadeiramente começam a descobrir o Senhor e, de diversas formas, experimentar o Amor de Deus (através de Seminários de Vida no Espírito Santo, orações, Celebrações Eucarísticas etc.) logo sentem a necessidade de se desprenderem daquilo que pode vir a dificultar o relacionamento mais íntimo com Ele. E mesmo aqueles que já possuem um longo tempo de caminhada, sentem o quanto é fundamental estar livres para fazer a vontade de Deus. A Pobreza nada mais é do que essa liberdade diante do materialismo pregado pelo mundo. Somos pobres na medida em que nos despojamos da falsa mentalidade de que “É preciso ter muitos bens”, quando partilhamos o que temos e somos, quando confiantemente cremos que Deus nos dará o essencial para nossa vida e felicidade. Na Comunidade Shalom o Senhor nos convida a, alegremente, vivermos este belo chamado de fé, tanto na Comunidade de Vida como na Comunidade de Aliança. “Os irmãos da Comunidade de Vida são chamados a viver a experiência de total abandono de suas vidas nas mãos de Deus” (ECCSh). Na Comunidade de Vida os irmãos vivem diretamente a total “dependência” do querer divino. Em tudo! Desde o seu sustento básico, estes irmãos são mantidos pela Providência do Senhor, que se manifesta das mais diversas formas (doações, dízimo, comunhão de bens por parte da Obra etc). “A Economia do Reino de Deus é a Divina Providência. Assim, todos os irmãos da Comunidade de Vida nada possuam como propriedade pessoal” (ECCSh). O caminho de pobreza destes irmãos é o de não possuir nada, sendo livres para partilharem suas vidas uns com os outros, com a Igreja, com o mundo. Desde a administração daquilo que Deus lhes confia pessoalmente (um número limite de roupas e utensílios em geral, que variam dependendo da região, cultura ou função desempenhada), como comunitariamente (residência da comunidade, alimentação, vestuário, centros de evangelização e outras necessidades da Obra). Devem buscar a sobriedade no vestir, no falar e em suas atitudes, agir com moderação e buscar, seja qual for o ambiente no qual Deus os chame ao anúncio do Evangelho (dos locais mais simples aos mais suntuosos), ser reflexo do Cristo Pobre, que despojou-se de tudo para perfeitamente servir. “Os irmãos da Comunidade de Aliança, mesmo não renunciando à posse dos bens materiais, são chamados por Deus a viverem o espírito evangélico da pobreza, expresso em: Buscai primeiro o Reino de Deus e tudo mais vos será dado por acréscimo (Lc 12,13)” (ECCSh). A Comunidade de Aliança é chamada, num profundo espírito de humildade, a dispor daquilo que o próprio Deus lhe concedeu: profissão, tempo, bens etc. Vivendo num mundo extremamente consumista, estes irmãos são luz e testemunho da liberdade de quem necessita em primeiro lugar, abandonando a “idolatria do possuir”, ser livre para o serviço. “Os irmãos da Comunidade de Aliança tenham em mente que tudo o que possuem é dom de Deus”. Assim, tendo a consciência de que Deus é o verdadeiro dono de tudo, os membros da Comunidade de Aliança vivem o abandono, adminstrando os “dons” do Senhor; sejam eles ricos materialmente ou não. Com isso, juntamente aos outros Conselhos (Castidade e Obediência), Deus nos concede este seguro caminho de santidade, para que, livres de quaisquer empecilhos, sirvamos uns aos outros, partilhemos o que temos e somos, buscando nos assemelhar a Jesus Pobre e Despojado.

O que vivi na JMJ? Ele jamais nos deixa sozinhos

Vou partilhar um pouco do que vivi durante a JMJ Rio 2013, todas as incertezas, ansiedade e, principalmente, algo que sempre deve nos mover, que é a confiança em Deus. Para dar meu testemunho sobre essa JMJ, volto ao mês de outubro de 2012, quando recebi o e-mail me avisando que havia sido selecionado para voluntariar. A alegria foi imensa, apesar da incerteza. Estava (e ainda estou) desempregado, eu me perguntava como iria fazer, afinal, o voluntário tinha que dar uma contribuição de R$300 além de arcar com as passagens de ida e volta e a alimentação. Antes de a JMJ chegar, foram meses de muita oração e espera. Havia um prazo para o pagamento dessa contribuição, era até maio. Sem ainda conseguir o dinheiro, coloquei tudo nas mãos do Senhor, e pedi que a vontade Dele acontecesse. Sentia-me muito confiante, mas o prazo havia terminado e eu não havia conseguido o dinheiro, fiquei um pouco triste, mas segui em frente. Foi então que Deus começou a me surpreender. No dia 15 de junho, recebi um novo e-mail da organização da JMJ, estendendo o prazo até o dia 25 do mesmo mês. Foi uma mistura de alegria, esperança e, principalmente, confiança no melhor. Ao passar o meu aniversário, dia 23 de junho, eu havia conseguido somente metade da contribuição. Com as esperanças prestes a acabar, mais uma vez entreguei os meus caminhos a Deus, e pedi a intercessão da Virgem Maria. Assim, na noite do dia 24 de junho, consegui o restante da contribuição e a passagem de ida para o Rio. Que alegria! No dia 25, fui ao banco e paguei minha contribuição e comprei a passagem de ida, estava “explodindo” de tanta alegria e muito agradecido a Deus. Não restava a dúvida de que a vontade de Deus era que eu fosse voluntariar naquele imenso encontro da juventude mundial com o Papa e com Jesus. Foram dias de ansiedade até a partida para a JMJ. Durante esses dias, eu continuei tentando conseguir a passagem de volta, sem sucesso. E, finalmente, chegou o dia tão esperado. Fui com total confiança na providência divina, porque só estava com a passagem de ida, loucura para muitos, mas a confiança era maior que tudo. Na manhã de 15 de julho, eu chegava ao Rio de Janeiro, cheio de alegria, ansiedade e na certeza de que Deus agiria muito em todos nós. Era lindo ver tantos voluntários chegando tão alegres, pessoas de tantas partes do mundo. Eu sem saber inglês, ou espanhol, constatava a força que o sorriso tem, o amor é a língua universal! Uma das experiências que tive foi a de ser sal e luz no mundo através de gestos simples, como sorrir. Estava entrando em um ônibus quando sorri para o motorista e disse “Bom dia!”. Fiquei surpreso com a reação dele. Ele ficou muito feliz, sorriu e me agradeceu pelo que fiz, e pediu que eu repetisse. Percebi que, muitas vezes, todos andam tão apressados que nunca dão importância a atos simples. No mesmo dia, ao ir ao museu, eu e outros peregrinos encontramos uma senhora. Ela observou nossas mochilas, chegou bem perto de nós e perguntou se éramos os meninos da Jornada. Dissemos que sim, ela chorou, abraçou-nos mais de uma vez a cada e um, e disse que Deus estava para fazer uma grande obra a partir da JMJ. As experiências com Deus foram muito intensas. Para mim, sem sombra de dúvida, o momento mais marcante foi o dia em que o Papa desembarcou no Rio. Lembro direitinho daquele dia, eu estava no cordão de isolamento ao lado de um mexicano e de um peruano, a expectativa era enorme. A hora em que o Papa Francisco passou perto de mim foi o momento mais que emocionante. Imaginem o Papa ali pertinho, diante da minha história e de tudo o que passei para chegar até ali… Naquele momento, pude entender uma parte de uma música que nós, aqui de Ipatinga, tanto cantamos em encontros: “Onde estaria eu, se não fosse o Teu amor Senhor?” Em um dos dias da JMJ, fui ao Halleluya na Lapa com um amigo voluntário. Ao chegar lá, perdi-me dele e, como sou muito medroso, tentei procurar os amigos que estavam alojados na mesma comunidade que eu. Chovia muito e a Lapa estava lotada. Eu falei assim: “Meu Deus, e agora? Estou sozinho”. Então, Deus me surpreendeu. Um grupo de cearenses, que estava à minha frente, perguntou: “Ei amigo, tudo bem? Está sozinho?” Quer uma manifestação maior de Deus do que esta? Ficamos conversando e como lá estava cheio, perdi-me deles. Novamente meus medos falaram mais alto, e eu disse: “Poxa, tô sozinho de novo!” De novo, Deus se manifestou. Chegaram perto de mim um equatoriano e um peruano, ao sorrir, perguntaram-me: “bien amigo?” Quanta alegria, ao me sentir cuidado por Deus, Ele jamais nos deixa sozinhos! Na mesma noite, depois de perder o ônibus, um casal, que morava na comunidade onde estava hospedado, ofereceu carona no taxi com eles. Falei para eles que estava sem dinheiro, eles disseram que não havia nenhum problema, eles estavam oferecendo e pagariam o taxi. Era a prova de que a bondade ainda existe. A JMJ acontecia e eu andava tranquilo mesmo sem ter certeza quanto à passagem de volta para Minas. No dia 27 de julho, olhei minha conta poupança e, para minha surpresa, o abono salarial do PIS havia entrado. No dia 28, fui comprar minha passagem e depois fui correndo ao encontro dos voluntários com o Papa. Mais uma vez, outra experiência fantástica, cada palavra que o Papa falava vinha ao encontro e impactava o meu coração. Uma fala dele que ficou marcada foi: “Tenham a coragem de ‘ir contra a corrente’. E tenham também a coragem de ser felizes!”, com toda essa cultura de morte que vemos por aí. Naquela noite, havia no nosso alojamento o clima de saudades de todos os amigos feitos ali, que o Senhor já havia preparado há muito

Missão: “O bom Deus não poderia inspirar sonhos irrealizáveis “

Meu nome é Isabelle Pinheiro de Macedo, sou consagrada na Comunidade de Aliança da Comunidade Católica Shalom há quatro anos. Quando estava cursando o mestrado em enfermagem, no início de 2010, me senti inquieta com o desejo de partir em missão. Então me coloquei em oração e discernimento com a comunidade, afim de bem corresponder ao apelo de Deus. Lembro fortemente da passagem que me marcou neste tempo, onde Abel ofereceu as primícias daquilo que ele tinha, e assim seu sacrifício foi agradável ao Senhor. Sentia que também eu era convidada a dar as primícias da minha vida a Deus: meus melhores anos de vida (estava com 24 anos na época), na minha profissão (mestre em enfermagem), na minha vida apostólica (era núcleo do projeto juventude e pastora de grupo de oração) e na minha família. Também sentia que, como Comunidade de Aliança, Deus pedia que colocasse realmente a minha vida em Suas mãos, e este seria um gesto concreto de confiança e abandono. Assim, escrevi a carta oficializando o pedido à comunidade e em maio de 2011 recebi a resposta: fui enviada para a fundação da missão Shalom na diocese de Setubal, em Portugal. Neste momento, experimentei da frase tão cara de Santa Teresinha: “O bom Deus não poderia inspirar sonhos irrealizáveis”. Sempre desejei fazer parte de uma fundação, ver a obra nascente, os primeiros a experimentarem do carisma, enfim, Deus me surpreendeu! E no dia 23 de setembro embarcamos no avião: eu e mais quatro irmãos, rumo à desconhecida, mas já tão amada terra prometida. Tudo na nova terra gerava admiração e encanto: as construções milenárias, as estações do ano tão definidas, a mesma e ao mesmo tempo tão diferente língua portuguesa, a culinária, o modo de pensar, agir e viver do povo. Passamos os primeiros meses desbravando a terra, nos fazendo presentes em alguns eventos da Diocese e da paroquia próxima a nossa casa. Além de buscarmos nos adaptar a realidade de trabalho que Deus nos confiou no Santuário de Cristo Rei: acolhimento aos peregrinos, atendimento nas lojas, visitas guiadas, etc. Em março do ano seguinte iniciamos o nosso primeiro grupo de oração na paroquia do Seixal, já com doze pessoas. E uma vez ao mês, realizávamos uma missa de cura nesta mesma paroquia. Assim, nossa obra foi tomando rosto, e ao final destes três anos tínhamos sete membros trilhando o caminho vocacional. Em setembro de 2013, fui transferida para a missão de Braga, no norte de Portugal. Lá, pude auxiliar nos cuidados de saúde do bispo emérito da Diocese, fazendo a experiência de colocar minha profissão a serviço da Igreja e da Comunidade. Também desempenhei atividades apostólicas que nunca me imaginei realizando, como os trabalhos desenvolvidos no economato. Durante o tempo de missão, me apaixonei por um irmão da Comunidade de Aliança pertencente à missão de Setubal, e mais uma vez me coloquei em oração e discernimento junto à Comunidade. E, ao final de alguns meses, no dia 08 de dezembro – dia da Imaculada Conceição – a Comunidade liberou o nosso namoro. Diante dos mistérios insondáveis de Deus, ao final do meu tempo de missão, em 2014, recebo a feliz notícia de que fui convocada no concurso público do Estado do Rio Grande do Norte, meu estado de origem, para o cargo de enfermeira. Concurso este que havia feito em 2010, antes de partir em missão. Realmente, experimentei e experimento a cada dia que a minha vida está nas mãos de Deus e não há melhor lugar melhor do que este!  

“Partirei novamente para onde Ele quiser”

Dando continuidade a nossa serie de testemunho, hoje missionário de comunidade de Aliança David Henrique dos Santos Barbosa, conta como foi sua experiência de missão em São Paulo. “Olá, meu nome é David, sou Consagrado da Comunidade de Aliança da Comunidade Católica Shalom na missão de Natal/RN. Dentro de mim sempre houve o desejo de partir em missão, de deixar tudo para abraçar a maior riqueza que eu havia experimentado. Sempre partilhava deste desejo com meu formador comunitário e, certo dia, sendo consultado por ele para ir em missão, pude dizer SIM . No período de espera para saber o local onde eu iria ser enviado, estando em uma reciclagem (retiro de 10 dias da comunidade), uma irmã se aproximou em uma oração comunitária e proclamou uma visualização que Deus tinha colocado para mim: um jovem nadando no oceano, que se encontrava cansado e fraco pelo tempo. Mas Deus colocava em meio ao oceano uma ilha para que lá ele pudesse descansar e fortalecer-se para, em seguida, voltar a nadar com mais força e vigor. E assim, terminando minha reciclagem, recebi a noticia que iria morar na Casa Contemplativa em Santo Amaro/SP. Meus pais ficaram surpresos e até com certo medo, pois sou o filho mais velho e tinha meu emprego e meus estudos, mas Deus já tinha também preparado o coração deles. Meu coração inquieto por ver a reação deles se acalmou quando Deus me recordava durante uma oração de uma homilia feita pelo Padre Dalmário, capelão da comunidade Shalom em Natal: Quando nós saímos das nossas casas para cumprir a vontade de Deus, é Ele mesmo que ocupa o nosso lugar. Durante a missão, experimentei da alegria de viver em comunidade, da beleza que há em ter irmãos, da grande riqueza de ser instrumento escondido de Deus. Lá tinha como apostolado primeiro a adoração ao Santíssimo Sacramento e a intercessão, e coordenava a limpeza da casa de retiro. Experimentei da misericórdia de Deus e de sua providência que sempre se manifestava e me surpreendia com tamanha bondade e generosidade, Deus é sempre fiel. Hoje também experimento da graça de uma família renovada pela misericórdia e pelo amor de Deus, que alcançou a vida de cada um. Atualmente, minha irmã também já trilha um caminho vocacional e meus pais buscam a intimidade com Deus por meio da vida de oração. Ainda em missão, também tive a graça de realizar a minha consagração na Comunidade Aliança, no dia 8 de maio. Sou muito feliz pelo chamado que Deus me fez, e partirei novamente para onde Ele quiser.”

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