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Testemunho: “Nós não conseguíamos ver, mas Deus cuidava de nós nos pequenos detalhes”
Quando nos conhecemos, meu desejo era falar de Deus para Helena, de um Deus vivo e real, pois já enxergava nela uma serva de nosso Senhor. Enfrentando grandes tribulações, o Senhor foi nos unindo, naturalmente, de forma soberana, mostrando sempre que Ele estava no controle. Vivemos durante sete anos numa situação irregular diante de Deus e da Igreja. Essa situação nos incomodava muito, mais a mim do que a ela, pois eu já havia casado na Igreja e estava vivendo um novo relacionamento, e isso para a Igreja é uma situação de pecado gravíssimo, ou seja, adultério, pois diante de Deus eu ainda era casado. Apesar dessa dor, da angústia que vinha com um vazio e solidão, queríamos servir melhor a Deus. O processo de nulidade do matrimônio já estava em andamento no Tribunal Eclesial em São Luís, e foi um grande motivo de Louvor a Deus quando nos chegou uma resposta favorável a meu pedido de nulidade; mas tínhamos vencido apenas uma etapa, agora o processo seguiria para Teresina, onde seria novamente julgado e homologado com uma sentença favorável ou desfavorável, se necessário abrindo para recurso. Precisava continuar rezando, vivia um drama constante. Nesse ínterim, estávamos passando por grandes tribulações de cunho financeiro, pois nós tínhamos uma pequena empresa e perdemos tudo o que construímos por dois anos. Tivemos que doar alguns móveis de nossa casa, pois não tínhamos para onde levar, sofremos muitas ameaças de morte, fomos à delegacia várias vezes dar queixas, perdemos tudo de uma vez só; tivemos que sair da casa que morávamos devendo os aluguéis para a imobiliária, não tinha mais crédito em nenhum banco, perdemos os “amigos” e os familiares se afastaram, mas essa grande dor nos fez voltar definitivamente para Deus e decidimos mergulhar Nele, pois só aí encontraríamos respostas. Colocávamos os filhos para dormir e íamos rezar o Rosário e clamar pela misericórdia de Deus todos os dias. O processo de nulidade tramitava normalmente, eu ligava toda semana para Teresina para acompanhar, pois sabia da importância do Sacramento do Matrimônio para nós, ou seja, tudo seria novo após o sacramento e isso era confirmado pelos irmãos que nos encorajavam na fé. Deus em seu infinito amor nos seduziu e nos deixamos seduzir. Uma frase de São João Bosco que ouvi de um irmão que não sabia do que nós vivíamos, dizia: “se você quer poucas graças visite poucas vezes o Santíssimo Sacramento, agora se você quer muitas graças visite muitas vezes o Santíssimo Sacramento”; e foi o que aconteceu nesse tempo onde andava pelas ruas com muito medo. Os meus filhos perderam um ano de escola por causa das ameaças e a situação financeira e aí decidi enfrentar e fui ao encontro de Deus todos os dias no Santíssimo Sacramento na capela da Igreja de Santa Ana. Nesse tempo de adoração constante a Deus, o Senhor em sua infinita misericórdia foi nos formando e nos fazendo experimentar do Seu Amor Misericordioso. Claro que não posso deixar de ressaltar que a presença dos irmãos do grupo de casais e da Comunidade Shalom foi substancial para nós suportarmos a dor e o sofrimento que eram constantes e que pareciam que nunca passariam. Nesse tempo foram surgindo contendas, muitas discussões entre nós, atritos fortes que atingiam os filhos e gerava muito sofrimentos. Quando perdemos a empresa, Deus nos falou muito enquanto rezávamos juntos, e foram essas palavras que nos sustentaram. Nós não conseguíamos ver, mas Deus cuidava de nós nos pequenos detalhes. Nunca deixou faltar o essencial e mesmo quando faltava, experimentávamos da Providência Divina. Poderíamos aqui relatar vários mimos de Deus, mas iremos retratar a principal Epifania do Senhor Jesus em nossa vida: a grande graça do nosso matrimônio. Nesse tempo de espera pela sentença do processo, resolvemos ofertar a Deus nossa vida e fazer abstinência sexual com a orientação do sacerdote, padre Heitor Morais, um pai para nós, que nos acompanhava desde o início, pois nos causava grande dor a falta da Eucaristia e confissão. Com essa nossa atitude, o desejo de libertação e salvação se tornou ainda mais real e palpável quando recebemos a notícia da nulidade. A grande notícia chega para nossa alegria! Lembro-me que tinha ligado para o Tribunal em Teresina e falando com a notária, ela me disse com estas palavras: “meu filho, você está livre”. Deus é fiel e era a voz do Senhor para mim, chorei muito. Outra grande graça de Deus para nós era que parecia impossível realizar um casamento sem nenhum recurso financeiro. Muitas vezes minha esposa chorava e dizia: “como iremos casar sem se quer ter os trajes dos noivos?” Foi aqui que nossos pastores interviram e nos motivaram, assim como a todos os irmãos do grupo de casais, a realizar este sonho de Deus em nossa vida. Aos poucos, fomos sendo presenteados pelos irmãos com o essencial para o casamento. Ganhamos até a lua de mel. A celebração foi simples, cheia do Espírito Santo e da presença de Nossa Senhora. Foram tantos mimos de Deus que muitas vezes ficamos constrangidos com tanto Amor. O constrangimento vinha porque nunca fomos amados desta forma, sem nos pedir algo em troca. Era de fato uma oferta de amor. Helena, minha melhor parte, muitas vezes me falou que sua decisão por Deus aconteceria quando ela se apaixonasse por Jesus, pois muitas vezes eu cobrava dela essa decisão. Pelos desígnios de Deus, conhecemos a Comunidade Católica Shalom e a convivência com os irmãos da Comunidade de Vida e o serviço na lanchonete, fizeram com que Helena fosse seduzida pelo Senhor Jesus e juntos decidimos trilhar o caminho vocacional. Após um ano e meio sem trabalhar e sem poder sustentar minha família, surge uma oportunidade de trabalho e não pensei duas vezes: abracei. Começava um tempo novo com realidades novas. Agora trabalhando, a meta seria buscar o nosso canto para morar, pois morávamos na casa da minha sogra e havia de fato a necessidade de encontrarmos nosso lar. Tínhamos que sair, mas não podíamos fazer nenhum contrato
No Facebook, mais do que mensagens, dar o nosso testemunho
A questão da comunicação entrará plenamente no sínodo da família, será de grande importância, e a vemos na mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, publicado nessa segunda-feira, disse o presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, o arcebispo Claudio Maria Celli. Disse também que as redes sociais não são apenas um instrumento, mas também um ambiente onde as pessoas moram e trabalham. Recordou que o papa Francisco convidou os católicos a estarem nelas e que é preciso, mais do que mensagens religiosas, colocar o próprio testemunho. Isso pode aproximar muita gente da Igreja, embora seja necessário, depois, aproximar estas pessoas fisicamente da comunidade cristã onde se recebe os sacramentos. ZENIT: Excelência, acabam de ser realizados dois congressos sobre comunicação com bispos. Por quê? – Mons. Celli: Estes seminários fazem parte do diálogo colaborativo que há entre o Pontifício Conselho das Comunicações e o CELAM. Esta iniciativa de realizar seminários para bispos começou há algum tempo. Já fizemos dois no Brasil no ano passado, e um na Argentina para os Bispos do Cone Sul; outro em Cuba. Este ano, no entanto, fizemos um na Bolívia, Cochabamba, para os bispos do Peru e Bolívia. O segundo segunda foi em Bogotá para os bispos da Colômbia, Equador e Venezuela. Em Novembro vamos fazer um no México com toda a Conferência Episcopal. E também em novembro estaremos em Manágua, com todos os bispos da América Central e do Caribe. ZENIT: Qual é o problema de fundo? – Mons. Celli: É ajudar os bispos a entender o que está acontecendo no mundo da comunicação, e entender que as tecnologias de comunicação atuais não são apenas instrumentos, mas oportunidades que criam um novo ambiente existencial. E esta é a grande descoberta. Não um instrumento a mais na mão, mas que essas tecnologias são um ambiente de vida onde os homens trabalham e vivem. Por exemplo, hoje em dia um jovenzinho europeu passa de 3 a 5 horas no computador. E este ambiente de vida é uma rede, e também as redes sociais. Então, o nosso problema é ajudar os bispos a entender que a comunicação hoje em dia não é mais apenas uma ferramenta, como ter um rádio, uma TV ou um jornal. Mas ver como as novas tecnologias criam desafios e oportunidades para a Igreja anunciar o Evangelho. ZENIT: E, como os católicos devem relacionar-se com as redes sociais? – Mons. Celli: O Papa Francisco diz claramente: não tenha medo de entrar nas redes sociais. É verdade, não é um convite ingênuo, embora o Papa conheça perfeitamente os limites e perigos das redes sociais. Mas, diz: estejam presentes e deem testemunho. E de forma muito simpática fala que não se trata de bombardear as redes sociais de mensagens religiosas. Não fazer proselitismo, mas dar testemunho. Por isso, as pessoas têm que dar testemunho dos valores em que acreditam, com a própria presença, com os próprios juízos, com os próprios valores, com a sua avaliação das coisas. É verdade que muitas pessoas conhecerão Jesus Cristo nas redes sociais. Porque muitos homens e mulheres de hoje nunca colocaram o pé em uma igreja, mas poderão encontrar o Senhor nas redes sociais. Isso é um desafio. ZENIT: Então, dar testemunho, não é mesmo? – Mons. Celli: Um leigo, por exemplo, pode expressar o seu juízo, avaliações sobre a vida de hoje, sobre um evento, uma notícia, sobre como ele reage diante da vida. Porque já Paulo VI dizia: “O mundo de hoje acredita mais nas testemunhas do que no s mestres. E se acredita no Mestre é porque Jesus é testemunho. Há uma frase muito bela que usava o papa Bento XVI e que Francisco retomou: ‘A Igreja cresce por atração, não por proselitismo’ e, por exemplo, é necessário fazer presente o próprio testemunho, os próprios sentimentos. O Papa pede para ser autênticos e dar valor aos valores. ZENIT: E os sítios que fazem o anúncio formal? – Mons. Celli: Sim, também estão as que fazem um anúncio formal ZENIT: É suficiente o ambiente digital?. Conheci pessoas, por exemplo, em um congresso que tinha conhecido o Senhor visitando um sítio web monástico, e disse em público que ‘se hoje recuperei a fé foi graças a esse sítio’. Mas, não temos que virar pregadores ambulantes, não devemos bombardear com as mensagens religiosas. Contrariamente seria suficiente ter um computador e enviar uma frase do evangelho de tempo em tempo. Não é isso, mas o testemunho dado com o próprio exemplo e estilo de vida. – Mons. Celli: Segunda coisa importante: não posso me tornar um discípulo do Senhor só na internet. Devo ter uma comunidade específica que me acolha. Não posso imaginar que minha vida cristã só esteja ligada à Internet. Posso começar a conhecer, a entender, posso abrir cenários em minha mente e coração, mas depois preciso encontrar uma comunidade concreta com a qual caminhar. Basta pensar nos sacramentos, não posso obtê-los pela internet. ZENIT: Então, como ir do digital para uma comunidade real? – Mons. Celli: E aqui é necessário encontrar pessoas que me ajudem a fazer esta passagem da internet para a comunidade real. Por exemplo convidar aos próprios encontros na comunidade. Este é o grande desafio. ZENIT: No sínodo da família, seu dicastério vai dizer algo sobre a família e comunicação? – Mons. Celli: Não podemos ter uma visão reducionista do sínodo, que também tocará o tema do evangelho da família. E posso antecipar-lhe que o próximo tema das Jornadas Mundiais da Comunicação Social será comunicação e família. O papa quer que o tema da comunicação entre no tema da família. Tendo dois sínodos pela frente, o de outubro e o de 2015, é inegável que o tema da família será fundamental. Já verá o tema, que será publicado na próxima segunda-feira. O tema da mensagem será publicado no do dia da festa dos Arcanjos. (Entrevista original em Espanhol, 27-09-2014) Fonte: Zenit
Dor, lugar onde me encontro com Aquele que me ama
Desde que me encontrei com Jesus, naquela experiência fundamental, a Palavra da Escritura sempre me acompanhou. Comecei a ler o Novo Testamento de ponta à ponta. Umas coisas eu entendia, outras não, mas ainda assim algo me atraía, puxava-me. Lembro-me que quando li os Atos dos Apóstolos até perdia o fôlego, pois a imaginação ia longe, como sói a um apaixonado pela leitura como eu. Mais tarde descobri a Liturgia da Palavra diária. E que belo era ver a própria Palavra explicando a Palavra, eu a descobria viva! Certa vez, em Ap 12, Deus me fez compreender o papel de Maria no Seu plano de Salvação e na minha própria história. Obviamente, este entendimento foi se aprofundando ao longo dos anos. Depois vieram os estudos bíblicos da Comunidade: um descobrimento da Palava de Deus à luz de meu Carisma, daquilo que eu trazia em mim e parecia ir se “encaixando” e me moldando a partir de dentro. Para mim, a Palavra sempre é Luz. Ela de tempos em tempos, se incide sobre certas áreas de minha vida, com uma concretude que só Deus pode fazer, e as transforma, as cura com potência e suavidade. Nos dias atuais, duas foram as experiências mais marcantes, a primeira é que, sempre que possível, rezo as Laudes, ainda que sozinho em meu quarto, diante de meu altar doméstico. Por estar sozinho, vou simplesmente “falando” aquelas palavras diante do Senhor, de maneira muito livre e pessoal. Às vezes até arrisco cantá-las. E qual não foi a surpresa quando o Espírito Santo me fez perceber que eu falava, pelos salmos, ao Pai com as palavras do Filho. O Filho falava ao Pai por meus lábios, por assim dizer, por aquelas palavras! De repente me vi olhado pelo Pai como um filho. Ele olha para mim do mesmo modo que olha para O Filho. Descobri de novo, de forma mais viva, a graça de meu Batismo vivido em minha consagração: sou filho n’O Filho. A partir daqui fui me descobrindo livre de novo. O Amor me fez livre, me faz livre. E isto me lançava de cheio no restante da oração e da vida, e aqui está a segunda experiência, de modo a me esforçar para não emergir da oração, mas estando diante dos homens, manter o coração diante de Deus e, exatamente por isso, “ser para” o homem, usando um termo de meu querido Bento XVI. Percebi então uma abertura nova. Uma liberdade nova. Tão livre me faz que vi que podia dar passos em situações que antes não sabia como fazer, o que fazer. Tão livre me descobri e fui feito que podia, livremente, ofertar minha enfermidade física com Jesus na Cruz e compreender minhas dores físicas e interiores como o lugar onde me encontro com Aquele que me ama, o lugar em que Ele me espera. E pela oração, me submeto à Ele livremente, por me perceber amado. Os frutos que percebo, a princípio, é a retomada dos apostolados, ainda que gradativamente. A retomada da vida fraterna. E a própria vida de oração renovada. Em tudo isso, uma nova doação de vida, pois além de minha humanidade tocamos aqui em um mistério e, como tal, sempre pode ser aprofundado. Verdadeiramente uma Obra Nova. Não mais um “fazer” externo, mas agora um “ser” que transborda, que se concretiza mas a partir de dentro, lá de onde a Palavra encontra no homem a Sua morada, onde, no homem, arma a Sua tenda, onde verdadeiramente habita em nós. Sou Sérgio Augusto Galhardo, membro da Comunidade de Aliança, na Missão de Aparecida. E quando passar aos pés da Virgem, em seu santuário, falarei de você que me lê para Ela. Shalom.
Um “não” que só gera “sim”
Eu sou Rebecca, tenho 19 anos e sou vocacionada à Comunidade Católica Shalom. Plenamente feliz. Passei toda a minha vida em um grupo de oração da RCC e sou grata a Deus por quanto Ele foi zeloso comigo em todo esse tempo, apesar da minha infidelidade. Só que, aos 17 anos, o Senhor resolveu realizar na minha vida uma verdadeira revolução, quando, em Sua Providência, fez-me vir morar em São Luís e conhecer a Comunidade Shalom. A primeira vez que fui pro Shalom, fui pensando que seria apenas uma visita, para conhecer, mas só foi preciso isso para que Deus viesse me seduzir. Me senti tão bem e tão cheia de paz que decidi continuar indo, e Deus colocava em meu coração um desejo tão intenso que antes mesmo de fazer meu seminário de vida dentro da Comunidade, eu já me preocupava em conhecer a forma de vida da Vocação e tudo o que vinha junto dela. Após uns 6 meses, ingressei no Vocacional, e era incrível como quando eu tentei fugir desse novo, o Senhor me chamou a AVANÇAR, ir para a profundidade, sair das margens. Então, mesmo cheia de medo, eu fui! Como dizer um não quando Deus nos seduz? Não tinha como resistir! Nas minhas fragilidades, fui caminhando dentro desse caminho, mas sempre olhando para mim, para minhas comodidades, minhas vontades, enfim… Eu construí dentro de mim uma vocação que era feita para me satisfazer. No início de 2014, quando encerrei meu primeiro ano no vocacional, enviei minha carta pedindo ingresso na Comunidade de Aliança. A resposta veio. E foi com um “não” que Deus resolveu me despertar. Lembro bem que quando a secretária vocacional ia me falando o discernimento da Comunidade para mim, em meu coração se misturava alegria e uma certa “decepção”. Só sei que, no fim, Ele mesmo veio ser meu consolo e mostrar que muito mais faria em minha vida nesse novo ano vocacional. E hoje, mesmo nas minhas quedas e fraquezas, posso afirmar com plena certeza, que o que Deus me falou no dia em que recebi o parecer da Comunidade se concretiza em minha vida. Aquele era um “não” que só geraria “sim”. Como sou grata a Deus por todo o zelo que Ele demonstrou a mim através dessa resposta! Como sou grata a Deus porque, em Seu infinito Amor, me deseja inteiramente e decididamente para Ele. Como sou grata a Deus pelo Carisma Shalom, que arde em meu coração e que, através da Vocação, caminha junto a mim, para que eu seja santa! “Os objetivos magníficos do Senhor, como em um divino quebra-cabeça, vão se montando e, muitas vezes sem o nosso conhecimento, se manifestando como um plano maravilhoso do Pai.” (Histórico da CCSh, 1992)
Ser jovem e ser Shalom é uma bênção
Eu me chamo Renan Kintopp, tenho 18 anos e sou estudante de psicologia. Conheci o Shalom em 2012 no Congresso de Jovens Shalom (CJS) que aconteceu no Rio de Janeiro. Embarquei em um ônibus com mais dois amigos e nossa catequista, só ela sabia o que era o Shalom e o que realmente íamos fazer lá. E que experiência incrível, logo ao entrar no ônibus encontrar tantos jovens animados e entoando músicas que falavam de Deus, do Seu amor, de louvor. Fomos contagiados e toda a vivência que tivemos só firmou e solidificou essa alegria, essa chama que havíamos recebido. Ao voltar, perseverei na Obra por quase um ano, acabei me distanciando por motivos pessoais e por um desânimo que me acompanhava, mas não me distanciei de Deus. Busquei abrigo no grupo de jovens da minha paróquia, o que só fortaleceu e confirmou ainda mais minha vontade, minha vocação. O chamado ao Carisma Shalom me assolava, até que neste ano, eu voltei, convicto de que é aqui o meu lugar e de que o resto é com Ele. Hoje percebo que tudo o que passei apenas me preparou para tudo isso. Estou vocacionado e muito feliz. Durante esse meu percurso, abdiquei de muita coisa, e de todas elas eu tenho certeza de que fiz o certo. Nenhuma batalha é vencida sem sacrifícios e sem esforços, nada que é fácil demais vale a pena. Ser jovem e ser Shalom é uma benção. As mudanças começam pequenas e de repente estão completamente visíveis a qualquer um que passe por você, que conviva com você. Mudar, e mudar sem medo, ver jovens que mudaram suas vidas e servem de exemplo. É possível viver a santidade, é possível ser feliz em Deus, em Jesus. É possível ser santo, por que não? Não tenhamos medo de demonstrar a nossa fé, a nossa felicidade, seja cantando, seja dançando, seja orando… Não importa: Deus não acha um mais bonito que o outro. O mais bonito é o sincero, aquele que vem carregado de suas verdadeiras intenções para entregar e confiar Nele. Por isso, jovem, ore, reze, dance, pule, faça o que for, mas não se esqueça de agradecer a Deus pela vida que tem e de confiar o seu futuro Àquele que tudo sabe.
Minha vida mudou, Deus agiu rapidamente
Meu nome é Diego, tenho 29 anos. Sou vocacionado e estou caminhando na Comunidade Católica Shalom há apenas dez meses. Nesse pouco tempo de vivência no Carisma, já posso dizer com grande alegria que ser Shalom é ser feliz. Na minha adolescência, sempre participei ativamente de grupo de jovens e das obras da Igreja. Mas, as atrações do mundo, a busca por ter independência e por querer ter sucesso na vida, fizeram com que me afastasse durante nove anos. Meu propósito de vida era apenas trabalhar, ter uma base sólida para viver e crescer rápido, sem paciência. Aliás, o fato de não ter paciência me levou a acumular dívidas e a gastar exageradamente. Achava que esse era o caminho da felicidade, mas um dia tudo acabou e não sabia mais o que era ser feliz. Partilho com sinceridade a grande misericórdia de Deus. Em apenas duas semanas, eu prestes a cair no mundo atormentado, fui resgatado por um anjo, um amigo, um “paizão”. Ele, que me viu crescer no bairro, foi enviado por Deus para me socorrer em um dia em que nenhum de nós sabíamos o que se passaria. Nesse dia, um sábado, em uma “noite jovem”, ele me disse: Hoje você vai conhecer o Shalom. Minha vida mudou. Deus agiu na minha vida rapidamente. Deu-me vida nova. Amigos, muitos amigos. Fez-me enxergar um novo caminho. Um caminho onde experimentei a providência divina, onde o peso da cruz que carrego se torna leve, pois Deus vai me curando e me mostrando o caminho de oração, paciência e obediência. Não é fácil. Mas confirmo que viver pra Deus, ofertando minha vida, é viver feliz pra sempre. Não encontro palavras, gestos ou algo para dar em troca a Deus por tão agradecido que estou, por ter enviado um anjo, por ter me dado uma nova vida. Diego Adilson Vieira Missão de Florianópolis
Deixei tudo porque fui conquistada pelo verdadeiro Tudo
Faz sete anos da minha primeira experiência com o amor de Deus. Faz sete anos que a minha vida mudou completamente. Eu tinha 22 anos e tudo o que alguém nessa idade poderia desejar. Recém-formada, trabalhava na área que amava e fazia um curso de especialização, tinha um namorado maravilhoso, companheiro e tudo mais… tinha bens materiais, viagens, amigos. Fui fazer um encontro chamado Nova Vida apenas por curiosidade e, desde então, fui começando a dar nomes a alguns vazios que trazia dentro de mim. Sim, eu tinha tudo o que alguém na minha idade poderia querer, mas faltava algo que eu não entendia o que era. Havia um “buraco” dentro de mim que nada nem ninguém conseguia preencher. Foi então que neste dia, Deus se apresentou a mim. Sim, eu já ouvia falar Dele. Eu ia às Missas todos os domingos, participava de algumas atividades na igreja, mas ainda não O conhecia. Foi neste encontro que O vi pela primeira vez. Toquei-O. Senti-O. Deixei-me ser tocada por Ele. Ardi de amor. Faz sete anos da primeira vez que tive a experiência mais maravilhosa da minha vida. Uma experiência que se renova a cada dia, e por mais que tenha se passado tanto tempo, é sempre nova. Hoje sou missionária da Comunidade Católica Shalom, como Comunidade de Vida. Poderia cair na tentação de dizer que não tenho mais nada e sou mais feliz do que jamais fui. De fato, hoje eu não atuo na minha profissão e administro poucos bens materiais. Mas eu estaria sendo hipócrita se dissesse que não tenho nada. Eu tenho Aquele que dá sentido a tudo. Eu tenho Deus, e isso basta. Posso dizer que sou aquele personagem de Mt 13,44, que descobriu um tesouro muito precioso, e então vendeu todos os seus bens para ir atrás do que era mais valioso. Sim, eu deixei tudo porque fui conquistada pelo verdadeiro Tudo, por Aquele que tem o tamanho exato do meu vazio. E gostaria de te pedir uma coisa: deixe-se conquistar por Ele também! Você vai ter a experiência mais incrível da sua vida. Caroline Silveira, postulante da Comunidade de Vida em Mossoró
“Como gosto de dizer: Jesus me roubou”
“Cristo não nos tira nada, Ele nos dá tudo” Papa emérito Bento XVI Shalom! Eu me chamo José Whellinton Garcêz, tenho 20 anos, sou da cidade de Aquiraz (CE), e estou em missão em Curitiba como postulante da Comunidade de Vida. Venho partilhar por meio deste breve testemunho a grande alegria de ser amado ao ponto de não saber que ponto é esse. Conheci a Comunidade Católica Shalom em 2011, por convite de amigos da escola (que por sinal insistiram muito). Comecei participando de um grupo de oração que se chama Mirian e, então, tive meu encontro pessoal com Jesus Cristo. E como gosto de dizer: Jesus me roubou… Sentia cada vez mais o desejo de amá-lo de forma única e incondicional. A partir de então, fiz o vocacional durante dois anos. No primeiro ano, como um amigo, Ele me falava de um lugar fantástico. No outro ano, Ele me levou a este lugar… Posso dizer que ao ingressar na comunidade de vida, todas as ofertas e renúncias ganharam sentido único. Sempre desejei viver um amor radical, incondicional, real e provado. No postulantado, a alegria de servir gera em meu ser o Amor Esponsal, que provado pelos desafios e exigências do carisma, me torna pleno e muito feliz por ter encontrado o que eu sempre busquei, o que nasci para fazer: viver, ser Shalom! Este tempo me faz ver que cada novo dia é uma oportunidade nova de amar, de ser grato. Verdadeiramente grato por ter sido escolhido!
Por que sair à rua e falar de Deus para uma pessoa que nunca vi antes?
Olá, sou Marcele Vasconcelos, tenho 21 anos, sou vocacionada da Comunidade Católica Shalom e faço parte da melhor missão do mundo: a Missão de Maceió (risos). Há quase dois anos, fazendo parte da Obra Shalom, comecei a servir nos eventos promovidos pela Comunidade: Renascer, Acamps, Arraiá da Paz, Caia na Real. Eu já havia tido outras experiências muito boas em paróquias. Posso dizer que o meu serviço no Shalom começou quando ingressei no ministério ao qual Deus me chamou: o Ministério de Evangelização. No princípio, achei uma loucura, um verdadeiro “sair de mim”, e confesso que durante muito tempo me fazia perguntas do tipo: “Eu? Mas como assim?!” Logo eu, que não me sinto a vontade para falar com quem não conheço, que prefiro colocar um fone de ouvido a conversar com alguém!? Logo eu, que não tenho hábito de falar em público, que não faço uma leitura na missa! Logo eu, que não, que não e que não…”, mas mesmo assim, graças a Deus, eu disse “sim” e aceitei o que Ele me confiou. Aos poucos, mas aos poucos mesmo, fui me deixando moldar. Ainda sim, tinha aquele receio, “Por que sair à rua e começar a falar de Deus para uma pessoa que nunca vi antes?”, “Meu Deus, vou levar um fora”, “serei ignorada”, “é melhor deixar para uma próxima vez, quando estiver mais preparada”. Porém, para todas as perguntas que fazia, Deus me dava sempre a mesma, breve e simples resposta: “Por amor”. Foi por amor, que Deus enviou Seu filho ao mundo, para nos salvar. Foi esse amor misericordioso que eu conheci! É esse amor que me move e que eu desejo levar ao mundo, porque a misericórdia, verdadeiramente, muda o mundo. Aos poucos pude perceber, que em mim crescia a sede de doar-me sempre mais, a cada evangelização, principalmente com os jovens, quando por exemplo, saímos para “pescar no mar salgado” durante nossos “arrastões da evangelização” onde passamos a conhecer todos aqueles que não conhecem o amor que um dia eu conheci, e que se entrega a cada comunhão. Posso dizer que a experiência de sair e de evangelizar é um misto de sentimentos: compaixão, alegria, dor, esperança. Tudo isso me fez parar e perceber que nada eu poderia fazer com minhas próprias mãos. O mundo clama com emergência pelo amor de Deus. É nítido que o mundo grita por nós, jovens que tivemos uma experiência com esse amor, para levá-lo ao mundo! Mas, isto não é só para mim, porque para cada um de nós é dada essa missão. Somos cristãos, somos igreja, e não podemos permitir que o nosso irmão padeça diante de nossos olhos, omitindo-nos e nos escondendo por medo e extremo egoísmo. Para mim, toda essa experiência foi e continua sendo um “despertar”, porque por mais que eu visse tudo aquilo durante minha adolescência, o comodismo me cegava. Mas agora além de ver, eu ainda posso agir, e foi aí que decidi me comprometer ainda mais com o meu serviço a Deus, seja em minhas orações, no meu ministério, e na minha vida. É tempo de ser testemunha, e esse tempo é agora! Durante o último Seminário de Vida no Espírito Santo, o “Caia na Real”, que aconteceu em 19 e 20 de julho, pude, mais uma vez, beber do Carisma e experimentar a graça de poder estar em união com toda a comunidade, em unidade, dispostos a dar tudo de nós para todos aqueles jovens que lá se encontravam. O nosso serviço, por mais que tenha sido e seja, aparentemente, simples a nossos olhos, é uma grande oferta a Deus, é um serviço de gratidão. Ofertar o meu serviço a Deus é sempre uma grande graça, é a felicidade de ser eleita para servir a Ele. Poder contemplar o mistério do amor de Deus na minha vida e na vida dos jovens que foram alcançados naqueles dias faz-me ser grata, e para isso, recorro à Virgem Maria, aquela que é exemplo de servidão e de humildade, a “Cheia de Graça”. Reconheço que não podemos permitir que nosso serviço se torne vazio. Pelo contrário, peguemos a nossa cruz e saiamos para anunciar ao mundo que Jesus, o Ressuscitado que passou pela cruz, é Aquele que nos faz felizes plenamente.