Ao Consagrado, meu irmão

Ei Consagrado, tudo bem? Faz tempo que queremos te dizer algumas coisas, e como a Páscoa sempre nos enche de coragem, lá vai: nós sempre te admiramos. Víamos você de longe, nem éramos da família ainda, mas já pensávamos se esse era nosso caminho, se algum dia chegaríamos lá.  Seu sorriso, sua alegria em ser de Deus, sua leveza e maturidade nos encantavam e nos levavam para mais perto de Deus. Nosso sonho era fazer parte dessa família e poder te chamar de irmão. Se bem que você já nos acolhia assim, desde que chegamos naquele centro de evangelização, naquela reunião do google meet.   Te observamos e copiamos muitas vezes, e ainda fazemos. Algumas vezes, neste caminho, nos decepcionamos. Mas acho que foram as nossas expectativas, as responsáveis por isso… ver em você tantas qualidades, nos fez por alguns instantes, esquecer que você caminha para santidade como nós, alguns passos a frente, mas com a gente. Depois que gravamos isso em meu coração e superamos as decepções, nossa admiração só aumentou. Acredite: ver você sempre lutando e recomeçando, nos faz tomar este caminho como nosso, e não desistir.   É bem verdade que quando você diz que estamos fazendo drama e que nem começaram os sofrimentos, quando nos corrige, “ah” queremos te bater! Mas, isso é coisa de irmão mais velho mesmo, né? No fundo nós sabemos que você só está cuidando de nós e da nossa vocação.   A grande verdade é que quando a gente crescer, Consagrado, queremos ser como você. Por isso hoje queremos louvar e bendizer a Deus pela sua vida que é uma semente que morreu na nossa terra, e onde podemos colher os frutos diariamente.    Obrigado por não desistir e lutar dia após dia por nossa vida de contemplação, unidade e evangelização. Por ser esse rosto do carisma para nós, por dizer seu sim a Deus através da cruz e da ressurreição.   Obrigado por sua oferta, irmão Consagrado.   Te amamos e queremos alcançar o céu contigo.     De: seus irmãos mais novos, Postulantes e Discípulos Missão Curitiba/PR

Ele vive! Eu O vi!

  Maria Madalena chorou a ausência de Jesus. Ela O amava. Deu para Ele tudo o que tinha… Seus melhores perfumes! Em meio a sua dor, a grande angústia que sentia naquele momento, Maria Madalena não conseguia enxergar, não podia ver a presença do seu Senhor.   Quantas vezes eu também, em meio as minhas dores, fraquezas e limitações, não me deixo cegar? Me paraliso em minhas angústias, deixando que elas tomem conta de meus pensamentos, dos meus afetos, memória, inteligência, do meu coração, enfim, todo o meu ser se encontra na amargura e sofrimento, não deixando espaço para que Ele, meu Senhor, ilumine toda essa escuridão.   Dou-me conta nesse momento de como meu bom Jesus é PACIENTE! Quantas e quantas vezes me deixo encobrir por trevas, chorando minhas mortes, enquanto Ele está bem aqui, ao meu lado, só esperando que eu silencie por um instante para então dizer-me: “Mulher, por que choras?” E ainda sem reconhecê-Lo, diante tamanha escuridão em meu olhar, Ele insiste… Chama pelo NOME, me despertando e recordando quem sou EU e quem é ELE! Me recordando de onde VIM e para onde VOU! Me despertando que mesmo em meio a toda a minha dor, Ele permanece aqui, de pé, a me consolar e me dar toda a GRAÇA necessária. Afinal, sou pequena, miserável, vaso de argila. Ele é Deus, o Cristo Ressuscitado, que venceu toda a morte, que me libertou da escravidão do pecado! Eu vim do barro, meu lugar é aos Seus pés! Ele me mostra SEMPRE O CAMINHO, para onde vou… Meu lugar é o CÉU!    “Vi o Senhor!” É o grito do meu coração nesse dia! Porque eu chorava a dor da morte, mas Ele devolveu-me a dignidade de filha e, de hoje em diante, posso anunciar aos confins da terra: ELE VIVE! O meu Senhor vive, eu O vi! E posso parafrasear o próprio Cristo: Ele está com meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus!   Danielle Araújo Consagrada, CCSh

SE EU NÃO TE LAVAR, NÃO TERÁS PARTE COMIGO

“…levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido.”(Jo 13, 4-5)   A liturgia nos fala hoje da humildade e do serviço. Jesus já havia dito aos discípulos sobre a via da pequenez, quando eles discutiam entre si quem deles seriam o maior. Porém, agora, Jesus não apenas diz, mas mostra-lhes o que fazer. Ele sendo Mestre se colocou como escravo, como servo, para lavar os pés de seus amigos. Ele sendo Deus, se fez homem, tomou sobre si nossas dores e se entregou até a morte de Cruz para nos purificar dos nossos pecados e nos livrar da condenação eterna. Diante da resistência de Pedro em deixar que o Mestre lhe lavasse os pés, Jesus lhe diz: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo”. No Evangelho das Bem-Aventuranças, Jesus disse: “Felizes os puros de coração porque verão a Deus”. E o salmista também diz que entrarão no Santuário os que têm um coração puro.   Muitas vezes, como Pedro, nós resistimos às purificações que Deus quer realizar em nossa vida. Mas, essas purificações são exatamente para termos parte com Ele e participar da Sua Glória Eterna. E o que nos faz resistir tanto a ação dessa Graça Salvífica? O orgulho.   Neste dia, peçamos a Deus para trocar o nosso coração orgulhoso e ferido pelo Seu coração manso e humilde. Deixemos que Ele nos purifique de todo orgulho e não resistamos a ação da sua Graça. Assim, morrendo com Cristo, ressuscitaremos com Ele e participaremos da Sua Glória Eterna.   Que a Virgem Maria nos ajude a trilhar essa via da simplicidade, humildade e serviço. Que Ela interceda para que o nosso coração seja puro, manso e humilde como é o seu coração e o coração de Seu Amado Filho, nosso Senhor Jesus Cristo. Angélica Moura de Oliveira Consagrada e Celibatária da Comunidade de Aliança

Tu és nosso consolo, Senhor. O nosso refúgio e segurança, o nosso Shalom

O Domingo de Ramos dá início a semana mais importante para os católicos, a Semana Santa. Para contemplarmos as graças desse período, segue o testemunho da Juliane, discípula da Comunidade de Aliança. ‘’Me chamo Juliane, sou discípula da Comunidade de Aliança e mamãe do Vicente, e hoje quero partilhar com vocês sobre a nossa experiência neste Domingo de Ramos. É chegada mais uma vez a Semana Santa, o momento mais especial da nossa fé cristã. Onde fazemos a experiência de com Cristo entrar em Jerusalém, viver os últimos momentos da Sua vida. Com Ele fazermos o caminho da cruz, morrer e ressuscitar na graça de sua paixão. Sentir a força deste amor verdadeiro, que decidiu nos amar e nos salvar de todo pecado naquela Cruz. Ainda vivemos o caos da pandemia, e infelizmente as leis do nosso município nos impediram de viver de forma presencial a celebração do Domingo de Ramos. Como dói nosso coração por ser assim. Nosso desejo era estarmos todos juntos, como irmãos, em nossas comunidades ou paróquias: queríamos estar juntos! Mas isso não nos abalou. Decidimos que nosso domingo seria especial. Logo que acordamos, eu e o Vicente fomos com alegria atrás de alguns ramos para arrumar nossa casa e nos preparar para a Celebração que seria ali mesmo, na sala de casa, pela televisão. Corremos todo o quintal, demos uma olhada pelo muro da vizinha que sempre nos socorre com os ramos, mas que dessa vez estava tomado pelo mato e não tínhamos como ir até lá. Então decidimos escolher um ramo diferente este ano, tirado do nosso quintal mesmo, o Vicente que escolheu quando me disse: “Mamãe, olha aquele ramo ali, ele é bem bonito”. E foi esse que pegamos. Ele lembrou que no ano anterior fizemos do mesmo jeito, arrumando alguns ramos no portão, para saudar Nosso Senhor!  E quando chegou o horário da Missa estava tudo pronto! TV conectada no @comShalom, lamparina acesa, bíblia, sala arrumada, mamãe e Vicente prontos com seus ramos nas mãos, só esperando o início da Santa Missa. E foi uma grande experiência! Como é bom se abrir a ação de Deus, mesmo de forma virtual. Deus se faz presente em todo momento, não importa o lugar, não importa a condição. Ele sempre está presente!  Participamos da Missa como se estivéssemos na igreja, na presença do padre, de Cristo no sacramento. Cantamos, saudamos a Cristo com nossos ramos, rezamos, ouvimos a Palavra, respondemos quando era devido, nos ajoelhamos, e na hora da comunhão rezamos juntos a oração para comunhão espiritual. E Deus nos visitou, na nossa simplicidade de filhos, meio sem jeito no sofá de casa, mas estávamos com o coração inteiro voltado para aquele momento. Grande graça! Obrigada Senhor, por em meio ao caos ser a nossa paz. Nos encontrar onde estivermos, no meio do caminho com nossos ramos, e se fazer presença, e nos dar a graça da esperança. Tu és nosso consolo, Senhor. O nosso refúgio e segurança, o nosso Shalom’’.  –  Juliane Monteiro

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