Num tempo em que tem crescido cada vez mais o número de apostadores, temos uma sociedade cada vez mais lançada à sorte. Só se fala nisso, em todo canto: nas empresas, na academia, nas rodas de amigos, na família… Mas, afinal, católico brinca com a sorte?
Alguns, em tom de brincadeira, dizem: “Rapaz, sorte não existe, mas azar existe!” E nós podemos ver, no Evangelho, que o próprio Jesus foi vítima da sorte. É bem curioso que, nas quatro narrações do Evangelho, esse acontecimento esteja descrito: os soldados sortearam entre si a túnica de Jesus.
Aquela veste sagrada, marcada com o sangue mais precioso, foi sorteada! Também nosso sangue está sendo lançado à sorte, pois o dinheiro, fruto da Providência Divina, também carrega, metaforicamente, nosso suor e nosso sangue.
De onde vem, então, o dinheiro que eu recebo após ganhar uma aposta? De pessoas ricas, que têm dinheiro sobrando, ou de homens e mulheres, muitas vezes pais e mães de família, que estão afundados no vício de apostar, e que retiram da própria subsistência para alimentar esse vício?
Apostar não é pecado, que fique claro! O próprio Catecismo, no parágrafo 2413, nos diz: “Os jogos de azar ou as apostas em si não são contrários à justiça”, mas nos chama a atenção para a desordem e para o vício.
O Filho de Deus, ofertado na cruz, mudou a nossa sorte! A sorte não tem a última palavra! Não dependemos mais da desnecessária tensão aventureira de depender dos resultados!
Por fim, tenho, então, uma simples sugestão, de um multiplicador certo que aumentará exponencialmente os teus ganhos: se você aposta aquilo que te sobra, então aposte na caridade. Ajude alguém que precisa e multiplicarás o teu tesouro no céu.
Shalom!
Chico Martins
Missionário da Comunidade de Vida
