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Jesus, o grande servidor

Dom José Alberto Moura Atendência humana de se sentir importante tem levado muitos a secolocarem em tipo de vitrine para serem vistos como tais. A propagandade si tem feito não poucos a quererem derrubar os concorrentes até demodo violento. Há quem pense ser grande por divulgar mais suasrealizações. A luta pelo poder não raro tem provocado intrigas,desrespeito à verdade e prejuízo ao bem comum. Pensa-se o maior comosendo o que mais manda e é superior aos demais. Jesusnos ensina a grande lição de humildade e serviço. Ele próprio, filho deDeus, não se fixou no pedestal divino e veio até nós na simplicidade deservo e amigo, não tirando vantagem de sua condição superior.Ensinou-nos a sermos grandes justamente no fato e na ...

O Espírito move a Igreja a rezar

Frei Raniero Cantalamessa, OFM Os textos conciliares do Vaticano II falam com insistência da importância da oração, especialmente da oração litúrgica, na vida dos presbíteros e dos Bispos. Mas gosto de lembrar sobretudo o texto de Atos 6,4, no qual Pedro, na primeira repartição dos ministérios feita na Igreja, reserva a si e aos outros apóstolos a oração e o anúncio da Palavra: Nós, ao contrário, nos dedicaremos à oração e ao ministério da Palavra. Pedro, ou melhor, o Espírito Santo por sua boca, naquela ocasião afirmou um princípio fundamental para a Igreja: que um pastor pode delegar quase tudo a outros na sua vida, mas não pode delegar a oração! Esta passagem dos Atos, relativa à instituição dos diáconos, ...

O desapego dos bens materiais

A grande lição que o episódio do jovem rico oferece é o desapegototal que se deve ter dos bens materiais (Mc 10,17-30). Jesusdiagnosticou perfeitamente o quanto aquele rapaz, que por sinalobservava os mandamentos e desejava a salvação eterna, endeusava osbens que possuía. Tudo que Deus concede a cada um deve ser sempre uminstrumento para se realizar uma missão nesta terra, ajudando o próximo. A Igreja ensina que o supérfluo dos ricos pertence aos pobres, dadoque esbanjar o que se tem, ignorando as necessidades alheias fere, defato, a sensibilidade cristã. É de se notar que a previdência comrelação ao futuro não fere a providência divina, nem a desambiçãoevangélica, pois o Criador deu inteligência ao ser pensante para bemgerir os bens que ...

Nossas origens confirmam a Fidelidade de Deus

As Sagradas Escrituras estão repletas de orações e hinos que cantam os feitos amorosos do Senhor, as maravilhas de um Deus sempre fiel às suas promessas, os favores divinos concedidos a mulheres e homens fracos como nós. Moisés e os filhos de Israel, acompanhados da profetiza Míriam, proclamam a libertação da escravidão vivida pelo povo eleito no Egito (cf. Ex 15,1-21); Ana canta o fim de sua esterilidade (cf. 1Sam 2,1-10); Raquel confessa a misericórdia de Deus para com sua filha Sara (cf. Tb 8,15-17) e muitos outros reconhecem e professam a ternura e a benevolência do coração do nosso Deus além, é claro, dos 150 salmos que, sobretudo quando suplicam ou imploram o perdão das faltas cometidas, centram-se na ...

O pincel mágico, um conto sobre o servir

Dom Pedro José Conti Muitosanos atrás, viveu na China um jovem artista de nome So Liang. Era purode coração e de simples aspirações. A sua pintura era tão prodigiosa,que ia além de qualquer desejo ou imaginação. O pincel de So Liang eramágico. Cada desenho dele, flor, fruto ou animal, pegava forma e vidaquando enxugavam as últimas gotas de tinta. So Liang gostava muito dassuas pinturas e se divertia bastante com tudo isso. A fama dele, porém,começava a espalhar-se. De fato ele podia desenhar um pássaro e fazê-lovoar, podia fazer correr um rio onde antes só tinha terra seca. Quandoo Imperador soube do talento do jovem artista o mandou chamar paraobrigá-lo a desenhar para ele. So Liang detestava o Imperador, porquemaltratava ...

Busca da cura

Dom José Alberto Moura Com frequência, vemos pessoas em busca de cura dos males físicos emateriais. Religiões se movem nessa direção. Promessas por várioslíderes são feitas, em nome da fé e mesmo com interesses de vantagensmateriais para si, usando da carência e da boa fé das pessoas. Muitascuras acontecem pela motivação psicológica. Outras, por verdadeiraconfiança em Deus. Milagres acontecem. Deus os pode fazer e faz commuita frequência. No entanto, a cura física, psíquica e de efeito ouvantagem material não significa necessariamente a solução dos maioresmales. Um deles é justamente a fixação nos interesses pessoais e napouca realização do projeto de Deus. Jesus realizou inúmeros milagres para ajudar as pessoas necessitadasa confiar nele e seguir o seu caminho. Nem sempre o ...

Mártires: não temais aqueles que matam o corpo

1. "Louvo-te, meu Deus Salvador, glorificando o teu nome porque… foste o meu apoio e me libertaste" (Eclo 51, 1-2). Tu, Senhor, foste o meu apoio! Sinto ressoar no coração estas palavras do Livro de Ben Sirá, enquanto contemplo os prodígios que Deus realizou na existência destes irmãos e irmãs na fé, que conquistaram a palma do martírio. Hoje tenho a alegria de os elevar à honra dos altares, apresentando-os à Igreja e ao mundo como um luminoso testemunho do poder de Deus na fragilidade da pessoa humana. Tu, Deus, libertaste-me! Assim proclamam André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro e 28 Companheiros, Sacerdotes diocesanos, leigos e leigas; Nicolau Bunkerd Kitbamrung, Sacerdote diocesano; Maria Stella Adelaide Mardosewicz e 10 coirmãs, Religiosas ...

Primeiros mártires brasileiros

História Em 16 de junho de 1645, o Pe. André de Soveral e outros 70 fiéis foram cruelmente mortos por 200 soldados holandeses e índios potiguares. Os fiéis estavam participando da missa dominical, na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho Cunhaú – no município de Canguaretama (RN). O que motivou a chacina? A intolerância calvinista dos invasores que não admitiam a prática da religião católica: isso custou-lhes a própria vida. A chacina de Cunhaú O movimento de insurreição contra o domínio holandês já começara em Pernambuco, mas, na capitania do Rio Grande do Norte, tudo parecia normal. Bastou, porém, a presença de uma só pessoa para que o clima se tornasse tenso: Jacó Rabe, um alemão a serviço ...

Lançar-se com paixão na missão…

Dom Nelson Westrupp Anualmente,por ocasião do mês missionário, somos interpelados a reavivar a nossaconsciência missionária, reassumindo o mandato do próprio Cristo de irfazer discípulos entre todas as nações (cf. Mt 28,19). OPapa Bento XVI, em sua Mensagem para o Dia Mundial das Missões desteano, enfatiza o objetivo da missão da Igreja: “iluminar com a luz doEvangelho todos os povos em seu caminhar na história rumo a Deus, poisNele encontramos a sua plena realização”. Não há atividade mais nobre eserviço mais elevado a ser prestado à humanidade do que proclamar oEvangelho. Evangelizaré isso: levar as pessoas a Jesus, “Caminho, Verdade e Vida” (Jo 14,6).Preocupa-me, sobremaneira, o número crescente daqueles que levam umestilo de vida longe de Cristo e de seu Evangelho. ...

Na Igreja, com a Igreja e pela Igreja

O Senhor nosso Deus, em sua infinita misericórdia, nos concedeu a Graça de, como vocação, termos nascido no interior da Igreja, contando com sua bênção e visando unicamente o seu serviço. Desde o início, aprendemos a chamá-la de Mãe, confiar em suas palavras e em seu cuidado, e amá-la, a ponto de desejar servi-la com todas as nossas forças. Acreditamos, como Comunidade, que estar nas mãos da Igreja é estar nas mãos de Deus. Os nossos Estatutos afirmam que "como portadora de um carisma particular na Igreja, a Comunidade cultiva sua profunda comunhão com Ela, expressa por meio de um especial amor, submissão e serviço ao Santo Padre e aos Senhores Bispos, colocando-se, de acordo com o carisma que lhe ...
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