Evangelização na Praça Roosevelt
Com oração e apostolado, a missão de Perdizes, em São Paulo, realizou nessa sexta-feira uma vigília de evangelização. Cerca de 30 jovens se reuniram em frente à igreja Nossa Senhora da Consolação para um momento de preces e louvores, seguindo para a Praça Franklin Roosevelt, onde realizaram anúncios corajosos sobre a pessoa de Jesus Cristo. Mais do que oferecer diversos cursos de formação e retiros espirituais àqueles que buscam crescer no autoconhecimento e na espiritualidade, enquanto pescadores de homens, é necessário ir ao encontro de homens e mulheres afastados de Deus e repescar aqueles que se perderam no caminho. Por esse motivo, o anúncio de Jesus é uma das prioridades da missão. Mas não é uma tarefa fácil. Localizada entre as populares ruas Consolação e Augusta, a praça Roosevelt é geralmente frequentada por jovens skatistas, grupos de amigos que visitam os bares do entorno, pessoas que não querem ser “incomodadas”. Para quem se lança à evangelização pela primeira vez, há o medo do ridículo, do fracasso, receio de não ser compreendido e estar perdendo tempo. Onde encontrar forças para não desanimar? Justamente na oração! Para que o Espírito Santo nos conduza. Não somos nós quem escolhemos com quem dialogar e falar da infinita misericórdia de Deus. É nessa profunda intimidade com o Senhor que vamos dando passos mais ousados. E não foi também assim com nossos santos e profetas? Caminhando atentamente pela história e pelos percalços de São Francisco de Assis, por exemplo, encontraremos resistências à evangelização. Dizia ele que o maior obstáculo para fazer a vontade de Deus era a própria humanidade, o medo de se expor ao ridículo, mas ressaltava também: Não fomos chamados para salvar a nós mesmos. Por isso, esforçava-se em ser fiel a cada dia: Meus filhos, amanhã sairemos pelo mundo, seguindo nosso capitão Cristo, que também vai descalço. Lá fora não vamos encontrar rosas nem aplausos. Nossas espadas de combate não são a ciência nem o preparo intelectual, mas a humildade, o bom exemplo e a firmeza na fé. Não tenhais medo. O próprio Senhor colocará em vossa boca as palavras adequadas a cada momento. (Livro: O Irmão de Assis) A oração comunitária nos leva ao entusiasmo. Passa a ser motivo de festa a oportunidade de estarmos juntos para proclamar aos outros que encontramos um tesouro valioso. E talvez por isso mesmo os resultados da evangelização desta sexta-feira renderam frutos. Há tantas sementes que caíram em terra boa! Basta caminhar atento à voz divina para perceber a quantidade de adolescentes que ali estavam sozinhos com seus conflitos. Uma aproximação, uma palavra amiga, um abraço. Há momentos em que a delicadeza é mais do que suficiente para evangelizar. Ali conhecemos a Bianca, 17 anos, que estava indo para uma balada com amigos. Conhecemos a Tamires e o Gabriel que vendem pizza na praça. A Luiza e a Gabriela, de apenas 15 anos. E tantos outros! Jovens esses que se alegraram ao se sentirem acolhidos também por outros jovens: do Shalom. Que se alegraram com a nossa felicidade. E tiveram sede. “Eu estava com saudades de Deus”, disse Bianca. “Não sei em qual momento eu o perdi, porque eu era uma menina muito de igreja. Meus amigos continuaram lá, e eu vim para outro caminho. Essa lembrança dói. Obrigada por me recordar de como é isso, de como é sentir o amor de Deus”. Desde essa noite, há jovens procurando nossas aulas de dança, de música, de teatro. Das ruas para as artes. Do banco da praça para o centro de evangelização. E que contentamento! Conhecemos o valor de cada alma. Ser enviado para evangelizar significa ser amado por Deus, a tal ponto que a verdade nos preenche e nos transborda. Neste sábado, nossa casa esteve mais cheia. E nossas vidas também.