Missão de Setúbal atrai pessoas para rezar pelo Sínodo das Famílias e pela Paz no Mundo

O Cerco de Jericó  promovido pela missão  Portuguesa de Setúbal, foi iniciado dia 14 de outubro às 21h30, no Santuário do Cristo Rei em Almada com a celebração da Eucaristia Presidida pelo reitor do santuário Padre Sezinando Luis. Durante uma semana estará o Santíssimo exposto 24h por dia na Capela do Divino coração no Santuário de Cristo Rei, sendo somente recolhido no dia 21, às 21h30, também com a celebração da santa Eucaristia. Rezar pelo Sínodo das Famílias e pela Paz no Mundo são as intenções gerais do cerco, reza-se ainda  pelas intenções recebidas através das redes sociais e também  pelas intenções da comunidade. Aqueles que desejarem também podem trazer sua intenção e unir-se a nós em oração, pois como disse Nossa Senhora de Medjugorje: “Através do jejum e da oração se pode parar uma guerra e se pode suspender as leis da natureza”.   Maiores informações : 916 179 215 -Ediane Carvalho 916 179 517 -Aelson Junior 918 578 324 – Rosália Capucho email: setubal@comshalom.org www.facebook.com/shalomsetubal

Como transmitir a fé aos meus filhos de acordo com sua idade?

Os pais de família, antes de qualquer outra pessoa, são os verdadeiros protagonistas da educação cristã dos seus filhos. Portanto, é preciso que as primeiras práticas religiosas que se ensinam aos pequenos reúnam duas condições: que sejam fruto de uma piedade sincera por parte dos pais e que estejam adequadas à capacidade e idade do filho. Uma das primeiras atitudes que é preciso despertar na criança é a confiança em Deus. Isso se consegue quando os pais refletem nos filhos sua confiança no Todo-Poderoso diante dos pequenos e grandes acontecimentos da vida cotidiana. Pode ser útil repetir verbalmente pequenas orações, como esta: “Meu Deus, você é bom, você nos ama, nós confiamos em você”. E fazer orações assim não somente nos momentos de angústia, mas na vida cotidiana do lar. Isso ajudará a despertar o que é o verdadeiro fundamento espiritual da vida cristã: reconhecer-nos sobretudo filhos de Deus. Para ajudar os pais a educarem os filhos na fé, os autores Pedro de la Herrán e Fernando Corominas sugerem uma série de metas segundo a idade dos filhos: De 0 a 3 anos Desde que a criança nasce, precisa sentir Deus na vida dos seus pais. Os autores citam uma criança de 2 anos que ao se levantar, dizia esta oração aprendida da sua mãe: “Bom dia Jesus, bom dia, Maria, eu vos dou o coração e a alma minha”. Nesta etapa, a vivência religiosa precisa ser transmitida dentro da máxima clareza e com atos concretos, em um clima de intensa afetividade. Convém, portanto, que a criança veja, do seu berço ou cama, uma imagem de Jesus e de Nossa Senhora; que lhe ensinem a beijar alguma imagem ou medalha com a mesma naturalidade com que beija seus pais. É bom aproveitar o Natal e outras ocasiões cristãs durante o ano para narrar histórias simples sobre a vida de Jesus e de Maria. Dos 3 aos 6 anos Mais importante que ensinar orações vocais é desenvolver nos filhos a capacidade de diálogo simples e espontâneo com seu Pai Deus, com Jesus e com Maria. É muito importante incentivá-los a rezar todos os dias, ao acordar e antes de dormir. Há orações simples que podem ser ensinadas, como a do anjo da guarda. Este é também o momento de ensinar a criança a expressar os sentimentos religiosos, como ajoelhar-se para rezar diante de uma imagem, fazer o sinal da cruz ou beijar o crucifixo. Nesta etapa, a criança começa a compreender o valor da santa Missa e, portanto, é bom levá-la, quando possíveis, a missas dominicais especiais para crianças. Isso ajudará a ver a Eucaristia não como um compromisso obrigatório, mas como um diálogo com Deus por meio da cerimônia. Dos 6 aos 10 anos Esta é a etapa na qual os pais precisam ser os primeiros catequistas dos seus filhos. É chamada “idade de ouro”, pois indica o momento em que os pais podem ganhar em boa parte a batalha da adolescência. É também a idade do raciocínio e, portanto, convém levar em consideração o seguinte: – Escolher um bom colégio – Continuar dando bom exemplo – Consolidar sua formação religiosa – Preparar para a primeira confissão (junto ao colégio ou paróquia) – Preparar para a primeira comunhão (idem) – Ajudar a formar sua consciência – Continuar com as virtudes humanas e sociais Dos 10 aos 12 anos Nesta etapa, os conselhos são uma continuação da etapa anterior, mas com uma clara orientação a preparar para a etapa forte de crise da adolescência. Por isso, convém cuidar, entre outras coisas, dos seguintes aspectos: – Continuar orientando a vida de piedade – Dar critérios claros e garantir que foram bem entendidos – Ajudar a intensificar a vivência das virtudes, especialmente a caridade (virtude principal), a sinceridade, a laboriosidade e a retidão. – Oferecer uma informação sexual adequada à sua idade e às circunstâncias do ambiente – Ajudar a usar responsavelmente a liberdade – Ressaltar a necessidade e o valor de ajudar os outros – Ensinar-lhes a descobrir o valor de uma boa amizade – Manter com os filhos um clima de amizade, confiança e alegria.   Fonte: Aleteia

Estamos casados há 55 anos e foram maravilhosos, diz casal australiano no Sínodo

O Sínodo extraordinário dos Bispos dedicado ao tema dos desafios pastorais da família que se celebra no Vaticano, conta com a participação de vários casais, entre eles se encontra um da Austrália que compartilhou que depois de mais de meio século de casamento continuam tão apaixonados como no primeiro dia. Os diretores do Conselho Católico Australiano para o Matrimônio e Família, Romano e Mavis Pirola, explicaram que “estamos casados há 55 anos e foram maravilhosos. Também tivemos que superar as dificuldades, mas estamos ainda no amor”. Conforme informa o jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano, com estas palavras abriram na segunda-feira pela tarde a segunda Congregação Geral do Sínodo. O casal explicou como a fé tem um lugar importante em suas vidas e que é importante estar atentos ao ensinamento do Magistério “apesar dos documentos da Igreja que às vezes parecem de outro planeta por sua linguagem difícil”, disseram. O casal relatou que ao longo dos anos aprofundaram em diversos aspectos da vida do casal como a sexualidade no matrimônio e afirmaram que a Igreja deve encontrar “uma linguagem capaz de tocar os corações das pessoas”. A família “tem muito para oferecer à Igreja no campo da evangelização para facilitar a mediação entre a vida e os ensinamentos”, concluíram. Por sua parte, George e Cynthia Campos, casal das Filipinas, compartilharam a sua experiência familiar e contaram como superaram uma gravidez de alto risco. O casal interveio no dia 7 de outubro pela manhã, no início da terceira congregação geral, onde explicaram que há anos estão comprometidos com a Associação de Casais para Cristo nas Filipinas. Além disso, compartilharam com a assembleia uma experiência familiar difícil: uma gravidez de alto risco para a vida de Cynthia. A Associação de Casais para Cristo “foi crucial para superar uma encruzilhada difícil em suas vidas: uma gravidez que foi até o final apesar do alto risco para a sobrevivência da mãe e apesar de uma doença que em 1998 parecia reservar para a mãe poucos meses de vida”. O Sínodo Extraordinário começou em 5 de outubro com a celebração de uma Missa Solene na Basílica de São Pedro e terminará em 19 de outubro com a cerimônia de beatificação do Papa Paulo VI, o pontífice que instituiu o Sínodo dos Bispos.   Fonte: ACI Digital

Shalom lança pacote de viagem aos EUA para Encontro Mundial das Famílias

A Comunidade Católica Shalom oferecerá pacotes de viagem à Filadélfia, por ocasião do VIII Encontro Mundial das Famílias, que acontecerá de 22 a 27 de setembro de 2015. O Papa Francisco já confirmou presença no evento, organizado pelo Pontifício Conselho para a Família, órgão da Santa Sé responsável pela promoção e acompanhamento das famílias, favorecendo seus direitos e sua dignidade na Igreja e na sociedade civil. Segundo o Papa Francisco, “a família é realmente o motor da história e da humanidade”. O Pontifício Conselho cuida também do aprofundamento da doutrina e favorece os estudos sobre a espiritualidade do matrimônio e da família. Foi instituído por São João Paulo II em 1981. Se você deseja saber mais sobre os pacotes de viagem da Comunidade Shalom para o Encontro Mundial das Famílias, clique aqui e cadastre-se para receber as informações.   Emanuele Sales

Mensagem do Sínodo às famílias vítimas das guerras

Grande proximidade e solidariedade por todas as famílias que sofrem por causa dos muitos conflitos em andamento: este, o cerne do conteúdo da Mensagem difundida nesta sexta-feira pelo Sínodo extraordinário sobre a família, em andamento no Vaticano. No documento, se lança também um apelo em prol da paz no Iraque, Síria e todo o Oriente Médio. “Partilhamos a solicitude paterna do Santo Padre, expressando grande proximidade a todas as famílias que sofrem devido aos numerosos conflitos em andamento”, lê-se na Mensagem que em seguida eleva uma “súplica pelas famílias iraquianas e sírias, obrigadas, por causa da fé cristã que professam ou da pertença a outras comunidades étnicas ou religiosas, a abandonar tudo e a fugir rumo a um futuro desprovido de toda e qualquer certeza”. O Sínodo reitera, junto ao Papa, que “ninguém pode usar o nome de Deus para praticar violência” e que “matar em nome de Deus é um grande sacrilégio!”. Na Mensagem agradece-se a Organizações internacionais e a países pela solidariedade demonstrada, e convida-se “as pessoas de boa vontade” a oferecerem “assistência e ajuda às vítimas inocentes da barbárie em andamento”. Ao mesmo tempo, pede-se à comunidade internacional “que atue para restabelecer a convivência pacífica no Iraque, Síria e em todo o Oriente Médio”. O pensamento do Sínodo dirige-se também “às famílias dilaceradas e sofredoras em outras partes do mundo, que padecem persistentes violências”: a todas elas é assegurada uma oração “constante” a fim de que “o Senhor misericordioso converta os corações e doe paz e estabilidade àqueles que se encontram na provação”. Por fim, o olhar dirige-se à Sagrada Família de Nazaré, que sofreu o exílio, a fim de que transforme toda família numa “comunidade de amor e de reconciliação”, numa “fonte de esperança para o mundo inteiro”. Proposta pelos Padres sinodais desde a segunda Congregação-Geral, realizada na tarde de segunda-feira, 6 de outubro, a Mensagem foi elaborada nos dias sucessivos. Recorda-se que na segunda-feira, 20 do corrente, o Consistório ordinário convocado pelo Papa Francisco será dedicado também ao tema do Oriente Médio. Fonte: Rádio Vaticano

Qual é a proposta da Igreja para a sua família?

 Muitos acham que a Igreja é contra o preservativo e a pílula apenas e só porque é antiquada. E se lhe disséssemos que há razões fundamentadas para esta posição, e alternativas bem mais eficazes que o velho método do calendário? Se está a levantar o sobrolho neste momento, abanou a cabeça ou fez um esgar de espanto e incredulidade, continue a ler que vai valer a pena. Desde o início da história da Igreja que se fala da importância da família e do número grande de filhos. Fosse por necessidades económicas, fosse por não haver métodos de planeamento familiar eficazes, as famílias ao longo da história apresentavam sempre um grande número de filhos. Não se conhecendo bem a realidade, considerava-se que o homem era o portador da vida e a mulher o terreno fértil onde a sua “semente” era plantada. Isto reforçou as teorias que apontavam como errado certos atos sexuais, como a masturbação, ou algumas posições nas relações sexuais que levavam ao desperdício dessa “semente”. O crescimento da sociedade e a evolução da ciência permitiu que no final do séc. XIX se descobrisse que a mulher tinha um período fértil e que ela também participava no processo de geração de vida, não apenas o homem. Baseado nesta descoberta, foi pedido às mulheres que procurassem fazer um calendário dos seus períodos férteis e os definissem a partir daí. «A técnica foi útil para muitos casais, mas o ciclo da mulher é variável e influenciado por fatores externos, pelo que o método mostrou-se muito falível», diz-nos Mary Anne d’Avillez, enfermeira que se dedica ao trabalho na área do planeamento familiar. É dentro de uma sociedade que começa a pensar nas questões do planeamento familiar e da necessidade de planear o futuro da família, fosse porque vivam em zonas urbanas, em casas mais pequenas, ou porque a mulher começava a ganhar uma maior independência, ou porque havia uma mentalidade mais individualista que começou a ganhar forma com o maio de 68 em França, que surge um dos documentos mais polémicos e incompreendidos da Igreja nas últimas décadas: a Encíclica Humanae vitae. «Quando as questões à volta do planeamento familiar se colocaram, no âmbito de buscar uma paternidade responsável, o Papa Paulo VI propôs uma comissão de estudo inovadora naqueles tempos, porque incluía o testemunho de casais de leigos», conta o Pe. José Manuel Pereira de Almeida, coordenador da Comissão Nacional da Pastoral da Saúde. Pe. José Manuel Pereira de Almeida Coordenador Nacional da Pastoral da Saúde Esta encíclica pretendia regular todas as questões relacionadas com o matrimônio e o planeamento familiar, mas as suas ideias e propostas nunca foram plenamente conhecidas, mesmo nos dias de hoje. Criaram-se muitos mitos à volta desta encíclica e do entendimento da Igreja sobre o planeamento familiar. Que as relações sexuais depois do casamento são apenas para procriar é logo o primeiro. O ponto 12 da encíclica fala no duplo significado da relação sexual do casal, o «significado unitivo e o significado procriador». «Na verdade, pela sua estrutura íntima, o ato conjugal, ao mesmo tempo que une profundamente os esposos, torna-os aptos para a geração de novas vidas, segundo leis inscritas no próprio ser do homem e da mulher», pode ler-se no documento. Aliás, a noção de que o ato sexual serve apenas para o prazer do casal, seguros de que não estarão a procriar, aparece mais à frente, no ponto 16. «A Igreja é a primeira a elogiar e a recomendar a intervenção da inteligência, numa obra que tão de perto associa a criatura racional com o seu Criador. […] Se, portanto, existem motivos sérios para distanciar os nascimentos, que derivem ou das condições físicas ou psicológicas dos cônjuges, ou de circunstâncias exteriores, a Igreja ensina que então é lícito ter em conta os ritmos naturais imanentes às funções geradoras, para usar do matrimónio só nos períodos infecundos e, deste modo, regular a natalidade.» Apesar de estar clara a posição da Igreja, as pessoas não a conhecem. Mas o que significa então ter em conta «os ritmos naturais» do ser humano para o casal poder expressar o seu amor um pelo outro através da relação sexual sem correr o risco de engravidar? Na altura, a única proposta existente era o chamado método do calendário, ou das contas, já referido acima, e isso não foi muito bom. O Pe. José Manuel considera que ainda hoje se faz sentir o peso de uma encíclica que teve «má publicidade», por culpa própria. «Quando a Humanae vitae é aprovada, a proposta que a Igreja tinha era a abstinência periódica regulada por um ciclo com contas feitas aos 28 dias. Essa proposta, que não era nada eficaz, temo que tenha sido uma proposta tão fora das expectativas das pessoas, e com resultados falíveis, que as pessoas disseram “bem, isto é um peso que nos colocam a nós em que eles não estão a ajudar nem com um dedo”, e isso criou resistência ao documento por parte dos casais na altura», considera o sacerdote Ciente de que a proposta da Igreja tinha falhas nesta área, Paulo VI pediu a médicos e cientistas católicos que procurassem respostas, sem saber que a solução já estava a ser pesquisada na Austrália. John Billings e a esposa eram um casal de médicos a quem o seu pároco pediu que auxiliassem as mulheres da paróquia a utilizarem o método do calendário, na sequência da Encíclica Humanae vitae. Ao verem os resultados tão fracos que obtinham com aquele método, John Billings fez uma investigação profunda e percebeu que a mulher produzia um muco que se revelava em determinadas alturas do mês. Nesse sentido, pediu a 100 mulheres que se disponibilizassem para registarem diariamente a observação desse muco e recolherem urina, a fim de se fazerem análises hormonais. «Ao fim de seis meses, compararam as observações das mulheres com o resultado das análises e viram que havia uma correlação entre o aparecimento do muco fértil e o seu desaparecimento e os períodos de fertilidade. Isso era um sinal

Conheça o casal brasileiro que participará do Sínodo

O Papa Francisco convidou 14 casais para participarem da III Assembleia Geral Extraordinária do sínodo dos bispos que começa nesse próximo domingo, 5 de Outubro. Dentre eles, também um casal brasileiro. Trata-se do casal responsável, no Brasil, pelo movimento Equipes de Nossa Senhora, recém eleitos para esse cargo no dia 1º de setembro passado: Hermelinda e Arturo Zamperlini, de São José dos Campos – SP. Algumas perguntas surgem ao ver tantos casais reunidos com os bispos e o Santo Padre, em Roma, para aprofundar o tema da família. Conheciam o Papa Francisco de antes? Como foram escolhidos para essa missão? Qual será a sua função durante a Assembleia? Com muita bondade, essas e outras perguntas, Hermelinda e Arturo responderam para os nossos leitores de ZENIT. Acompanhe a entrevista abaixo, em preparação dessa importante assembleia que está para começar: *** ZENIT: Por que vocês foram escolhidos pelo Papa Francisco para participar da Terceira Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos? Já conheciam o Papa Francisco de antes? – Não, não conhecíamos o Papa Francisco. Fomos convidados pela Santa Sé através da Nunciatura Apostólica no Brasil, que nos perguntou, ainda em junho passado, se aceitaríamos de participar como Auditores. Aceitamos de pronto! Acreditamos que a escolha foi para o Movimento das Equipes de Nossa Senhora, que trabalha na evangelização de casais, auxiliando na busca da santidade na vida matrimonial. Como atualmente somos os dirigentes do Movimento no Brasil, nossa crença é que fomos escolhidos pelo trabalho das Equipes de Nossa Senhora com casais. ZENIT: Qual será o papel de vocês durante a Assembleia? – Fomos convidados para sermos Auditores, e como tal seremos ouvintes atentos e obedientes durante todo o Sínodo. Em data e hora a ser determinada, poderemos ter uma fala de quatro (4) exatos minutos, para nos expressarmos sobre “A abertura dos cônjuges à vida”, texto que consta da 3ª Parte do Instrumentum Laboris, capitulo I. Lembraremos na posição de leigos casados, que a nenhum casal é permitido guardar para si as graças e os frutos maravilhosos da vida matrimonial. ZENIT: A relação “Equipes de Nossa Senhora – Matrimônio” é boa? Ou seja, os casais das equipes se encontram em melhores condições para viver a vocação matrimonial? – Graças a Deus somos muito bem preparados para tal missão. O Movimento das Equipes de nossa Senhora tem como Carisma a Espiritualidade Conjugal, viver a conjugalidade em função da santificação dos cônjuges. Nesse aspecto entendemos que estamos muito bem preparados para viver a vocação matrimonial, graças ao instrumental de formação e espiritualidade que o movimento nos proporciona. ZENIT: A grande maioria dos católicos, em geral, não participam de nenhum movimento eclesial. Os movimentos, em princípio, propiciam uma melhor formação. É possível acabar com esse catolicismo tão superficial, como o que se vive hoje em muitos lugares? O documento preparatório do sínodo frisa a importância de uma “formação mais constante e minuciosa: bíblica, teológica, espiritual, mas também humana e existencial”. O que o Brasil poderia oferecer nesse sentido? Qual proposta a Igreja no Brasil pode propor para a Igreja Universal? – Essa realidade não é só do Brasil, é mundial. O Brasil estará muito bem representado no Sínodo pelos Senhores Cardeais e Bispo. São padres altamente competentes, lúcidos e conhecedores da realidade brasileira. Temos certeza que a Igreja do Brasil ajudará muito a Igreja universal. Vamos aguardar os resultados do Sínodo. ZENIT: Qual é o segredo para ser vitorioso na vida matrimonial e familiar? Participar de algum movimento eclesial? – Viver o dia a dia do casal e da família não é uma tarefa fácil nesse nosso mundo secularizado. Temos nossos espinhos e dificuldades a serem vencidas a cada dia. A oração em família e em casal e a prática de conversar, de dialogar, francamente sobre todos os assuntos da família favorecem a construção de um lar sólido e fecundo. E no nosso caso particular, participar de um Movimento eclesial nos ajudou bastante, portanto acreditamos que ajude à grande maioria dos casais. ZENIT: É um fato que os povos que prestam mais atenção à família progridem mais? Por quê? – A família é o berço de tudo. Como regra geral, cultivar a boa família, onde se vive relações honestas e maduras, fortalece muito o ser humano. Famílias desestruturadas tendem a gerar filhos desestruturados. E os bem-formados tendem a ser os vencedores no mundo, em todas as áreas de atuação. ZENIT: Quais as linhas pastorais que o Brasil poderia oferecer ao mundo, com relação aos problemas do matrimônio hoje: uniões de fato, divorciados recasados, a situação dos filhos, das mães solteiras, o acesso aos sacramentos, etc? Acha que a Igreja deveria ter uma mudança radical de rumo na sua pastoral? – Existe a expectativa de que este Sínodo Extraordinário, convocado pelo Santo Padre, discuta todos esses assuntos, tão necessários de serem debatidos e solucionados nos dias de hoje e que as propostas sejam apresentadas para intensificação dos debates e para conclusão, no Sínodo Ordinário do próximo ano. O Brasil, como participante do Sínodo terá, com certeza muito a contribuir, graças à vivência do dia a dia da realidade brasileira, que os senhores Cardeais conhecem tão bem! E poderíamos sim, oferecer nossa vivência e experiência sobre o tema. Fonte: ZENIT

Por que Deus pede um casamento para sempre e com a mesma pessoa?

Quando se perde a noção de Deus, dissolve-se a concepção do amor Existem ensinamentos de Jesus que provocam desconforto, porque seriam limitadores da liberdade e do desejo de construir a felicidade. “Não lestes que o Criador, no começo, fez o homem e a mulher e disse: Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne?” (Mateus 19,4-6). Esta frase pronunciada com autoridade por Jesus, contradizendo também a lei mosaica, suscitou debates, divisões, cismas no interior da Igreja. E também dor por parte de muitos que, tendo fracassado no próprio casamento, buscaram refazer-se na vida afetiva e hoje se sentem excluídos ou rejeitados pela Igreja porque não podem comungar. Trata-se de um dos ensinamentos que não é facilmente compreendido. Como pode Deus reivindicar que uma união conjugal seja para sempre, se nós somos vulneráveis, tão inclinados ao mal, frágeis, sentimo-nos frequentemente incapazes de ser fiéis aos nossos compromissos perenes? Pode existir uma união para sempre? E se errarmos? Por outro lado, muitos defendem a possibilidade de dissolver o matrimônio levando em consideração o fato de que o amor seria inconstante, ou que não exista um afeto que possa ser duradouro por causa da contingência do homem. Por que Deus pede união matrimonial para sempre e com apenas uma pessoa? Talvez não nos conheça, ou não sabe do que somos feitos? A defesa da indissolubilidade está na argumentação da sua negação. Deus sabe do que somos feitos e por isso acredita em nós. Ele conhece perfeitamente tudo o que somos capazes, nós, porém, por causa do nosso pecado, pouco a pouco nos esquecemos. Somos pecadores, Ele sabe muito bem, mas somos também seres redentores, e esta redenção é o que permite fazer de nós novas criaturas. Somos feitos para o amor, que não é somente uma possibilidade humana, mas também um dever metafísico. Quem não ama perdeu a sua humanidade e o sentido daquilo que é. Para acreditar na indissolubilidade matrimonial é necessário acreditar na fidelidade, e para acreditar na fidelidade é necessário acreditar no amor. Mas para acreditar no amor é fundamental acreditar em Deus. Não se pode acreditar no amor verdadeiro se não acreditarmos em Deus. Para que o amor seja eterno e perene depende do fato de acreditar que existe um Deus que é amor. Isso porque as definições “para sempre” (caráter infinito), “desde sempre” (eternidade), perfeição e transcendência, são ligadas ao Criador. Quando se perde a noção de Deus, dissolve-se a concepção do amor. Ninguém crê tanto no amor humano como Deus, que sabendo como somos, permitiu nos dar sempre através de todas as gerações a oportunidade de aprender Dele que é o nosso melhor Mestre. E nos propõe um modelo de trindade terrena na qual a experiência amorosa possa ser vivida nesta vida. Negar Deus é negar a eternidade, e com isso sucumbe a ressurreição e seremos condenados ao nada. Se deixarmos o amor como puro mecanismo fisiológico, estaremos expondo-o à sensibilidade da pele que quer sempre dar prazer a si mesma. Somente quando compreendemos que Deus existe, que “é amor” e que nos amou com amor eterno, podemos viver a experiência da doação, do “sim” para sempre sem medo de errar. Mas sobretudo sem deixar aquele “sim” à mercê dos instintos viscerais que pedem cada dia mais como uma enorme serpente que devora a si mesma pela cauda. O amor humano está ligado a Deus. A incredulidade, o ateísmo, são a morte do “amor para sempre”; e se não existe este amor para sempre, estamos condenados a viver desejando o que não é possível. Aquilo que nos espera é a ausência de sentido.   Fonte: Aleteia

Família será tema da Jornada Mundial das Comunicações Sociais

  “Comunicar a família. Ambiente privilegiado do encontro, na gratuidade do amor”, é o tema da Jornada Mundial das Comunicações Sociais 2015, divulgado nesta segunda-feira pelo Pontifício Conselho das Comunicações Sociais.   A nota explica que o tema se insere no contexto do tema central dos próximos dois Sínodos: a família. O Dia Mundial das Comunicações se celebra no domingo anterior à festa de Pentecostes e a Mensagem do Papa é tradicionalmente publicada por ocasião da festa de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas, em 24 de janeiro. O Pontifício Conselho assinala em sua nota que “os fatos diários nos dizem também sobre as dificuldades que a família atravessa atualmente. As mudanças culturais muitas vezes não ajudam a entender o grande bem que é a família”. “As relações entre os membros da comunidade familiar são inspiradas e guiadas pela lei da ‘gratuidade’ que, respeitando e favorecendo em todos e em cada um a dignidade pessoal como único título de valor, se torna acolhimento cordial, encontro e diálogo, disponibilidade desinteressada, serviço generoso, solidariedade profunda”. “Como ainda dizer em nossos dias, ao homem ferido e desiludido, que o amor entre um homem e uma mulher é uma coisa boa? Como fazer com que os filhos experimentem que são um dom precioso? Como aquecer o coração da sociedade ferida e provada por tantas desilusões de amor e dizer a ela: força, recomecemos? Como dizer que a família é o primeiro e significativo ambiente no qual se experimenta a beleza da vida, a alegria do amor, a gratuidade do dom, a consolação do perdão oferecido e recebido, e onde se inicia a encontrar-se com o outro”. “A Igreja hoje –conclui o texto– deve novamente aprender a dizer o quanto a família é um grande dom, bom e belo. É chamada a encontrar o modo para expressar que a gratuidade do amor, que se oferece aos esposos, aproxima todos os homens a Deus e esta é uma tarefa magnífica. Por que? Porque direciona o olhar à verdadeira realidade do homem e abre as portas para o futuro, a vida”.   Fonte: ACI

Viver para Deus: possível, sim, para um casal, uma família!

Eu me chamo Ana Carolina. Meu esposo, Diógenes, e eu somos postulantes de primeiro ano da Comunidade de Aliança na missão de Curitiba. Temos um filho, chamado Mateus. Diógenes e eu conhecemos o Shalom quando tínhamos cinco meses de casados. Aos olhos do mundo, tínhamos uma vida perfeita, amávamo-nos muito, tínhamos nosso canto, saíamos, bebíamos, vivíamos para nosso prazer. Mas o Senhor, em Sua infinita misericórdia, escolheu nos chamar juntos, como um casal, em maio de 2011, a viver uma experiência transformadora em nossas vidas. A partir daí, caminhando no grupo de oração, fomos nos apaixonando perdidamente por Cristo e deixando-O adentrar nossas vidas. Abrimo-nos à vida, ao serviço, à vida comunitária, à vocação. E a cada dia que caminhávamos, sentíamo-nos atraídos por este Carisma. Ingressamos no vocacional em 2012. Ali descobrimos um tesouro, uma vida consagrada, possível, sim, para um casal, uma família! Descobrimos uma vida feliz, uma vida não mais voltada para nós, para nossos egoísmos e prazeres, mas uma vida cheia de doação, de entrega. De renúncias, sim, mas de alegria que não passa, de uma profunda Paz! Não conseguimos mais imaginar nossas vidas sem essa vocação que nos salva. Hoje, já com o Mateus, vemos como somos privilegiados por viver este chamado e poder proporcionar ao nosso filho viver, também, esta vida ofertada a Deus e à humanidade. Pois tenho a certeza de que não há tesouro maior, herança maior que podemos dar aos nossos filhos do que esta: Jesus Cristo. Bendito seja Deus por nos amar assim. Shalom!  

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