Começa a peregrinação Shalom em Roma

  A peregrinação Shalom por ocasião da canonização dos Papas João Paulo II e João XXIII já começou. Cerca de 300 peregrinos, membros da comunidade de Vida e de Aliança, da obra Shalom e amigos provenientes de diversos países participam do encontro em Roma.     Nesta quarta-feira, o dia começou com a tradicional Audiência Geral com o Santo Padre, na Praça de São Pedro. O clima frio não assustou ninguém. Os peregrinos Shalom conseguiram chegar cedo e encontrar lugar bem perto do espaço onde o Papa realiza a catequese, caminho certo do ‘papamóvel’, o que facilitou a conversa entre Francisco e uma das peregrinas.     Para Milena Ribeiro, que viajou de Fortaleza para participar deste grande encontro, ficaram marcadas as palavras do Papa durante a catequese. “Ele pediu para escolhermos sempre a vida, porque muitas vezes, procuramos o que está morto”. Outro ponto forte foram as palavras de Francisco aos desempregados. “O Papa pediu para que eles não se preocupassem. As pessoas que estavam na praça se comoveram, pois a situação econômica da Europa está muito complicada”, destaca Milena. O grupo espera ansiosamente a missa em ação de graças pela canonização de José de Anchieta que, conforme informações locais, será presidida pelo Papa Francisco nesta quinta-feira, 24 de abril, na Igreja dos Jesuítas, localizada no centro histórico de Roma.  

Festa da Misericórdia celebra Canonização de João Paulo II

  A Páscoa é tempo de festa para a Igreja e um momento especial na vida da Comunidade Católica Shalom. A instituição realizará pelo 7º ano consecutivo a Festa da Divina Misericórdia no domingo, 27 de abril, a partir de 15h, no Condomínio Espiritual Uirapuru (CEU), em Fortaleza, com entrada franca. A Festa que acontece todo Segundo Domingo da Páscoa foi criada pelo Papa João Paulo II e a edição deste ano celebrará sua canonização e a de João XXIII em Roma. A expectativa é de que pelo menos 30 mil pessoas compareçam ao evento. A programação consta da recitação do Terço da Divina Misericórdia, às 15h, participações musicais dos cantores Paulo José e Naldo José. Suely Façanha, indicada ao Troféu Louvemos o Senhor, maior premiação da música católica no país, também participará. A programação será encerrada com a tradicional missa em favor dos enfermos presidida pelo padre Antonio Furtado. Relíquias do futuro santo João Paulo II e de santa Faustina Kowalska serão expostas durante a Festa. “Para nós, é uma alegria celebrar a misericórdia de Jesus ainda mais neste tempo especial para a Igreja, onde o Papa Francisco tem constantemente falado sobre esse dom que é a Misericórdia, que alcança a todos os filhos de Deus, e também celebrar a beatificação de João Paulo II, este homem de Deus tão caro à história da Igreja e da Comunidade Católica Shalom”, explica padre Antonio Furtado, organizador da Festa e um dos maiores difusores da devoção à Divina Misericórdia no Ceará. História da Festa da Divina Misericórdia A Festa da Divina Misericórdia acontece sempre no segundo domingo da Páscoa e foi um pedido de Jesus à santa Faustina Kowalska em uma revelação, conforme ensina a devoção à divina misericórdia, que rapidamente se espalhou pelo Brasil. O papa João Paulo II instituiu a festa no ano 2000, por ocasião do jubileu da encarnação de Jesus, onde afirmou que o homem pós-moderno seria evangelizado pela misericórdia. Em 2011, João Paulo II foi beatificado pelo papa emérito Bento XVI justamente no Domingo da Misericórdia João Paulo II e o Shalom Em 9 de julho de 1980, Moysés Azevedo foi escolhido pela Arquidiocese de Fortaleza para representar os jovens e oferecer um presente ao Papa João Paulo II, no estádio Castelão. Moysés escreveu uma carta onde oferecia sua vida pela evangelização dos jovens. Dois anos depois foi fundada, pelos jovens, uma lanchonete para evangelizar, uma forma de atrair o jovem mais distante da Igreja. Pelos desígnios divinos, a partir da lanchonete surgiu a Comunidade Católica Shalom, hoje presente em 67 cidades no Brasil e com missões em mais de 20 países. Neste ano, abrirá uma casa em Cracóvia, cidade onde nasceu João Paulo II, na Polônia. Shalom na canonização de João Paulo II em Roma     Uma representação da Comunidade Católica Shalom de diversas partes do mundo, incluindo o fundador Moysés Azevedo, estará presente na celebração de canonização dos beatos João XXIII e João Paulo II em Roma. Mais informações: 3261.4444 Assessoria de imprensa     

Retiro: “O que ficou mais forte foi a providência de Deus”

Nos dias 4, 5 e 6 de abril ocorreu o retiro de mudança de fase do Grupo de Oração Israel, da Missão Itapipoca, que tem como pastores a consagrada da Comunidade de Vida, Queila Rosa, a vocacionada Tatiely Chagas e o postulante da Comunidade de Aliança, Ernande Sousa. O mesmo foi realizado na localidade de Bruziguim, que fica cerca de 20 a 30 minutos do centro de Itapipoca. Dezoito ovelhas participaram do retiro que proporcionou a passagem da fase Filoteia para a fase Metanoia, na qual todos são convidados a viver uma segunda conversão, uma experiência com o Cristo ressuscitado. Marcaram presença ainda, a consagrada na Comunidade de Aliança, Eliane Cavalcante e seu filho Jeylson Cavalcante e também Wescley Oliveira, ambos servindo com a intenção de contribuir com esse novo tempo. O pregador foi o consagrado da Comunidade de Vida, Tiago Amâncio,  da Diaconia Geral, em Fortaleza. “Para mim, o que ficou mais forte foi a providência de Deus. O retiro foi uma grande graça, pois Cristo falava muito a respeito deste tempo de conversão e me chamava a atenção a respeito de confiar mais na providência divina, de “lançar-me de olhos fechados”, da obediência e da piedade”, testemunha Victor Farias, membro do grupo Israel. Ainda segundo ele, foram três dias maravilhosos, onde também foi possível provar do amor de Deus por meio do convívio com os irmãos de grupo e de comunidade.”  

Moysés Azevedo: Ele venceu todo o mal, e vivo diz: “A paz!”

Antes da missa de Páscoa celebrada na Catedral de Fortaleza, presidida pelo arcebispo Dom José Antonio, Moysés Azevedo, fundador da Comunidade Católica Shalom, concluiu o retiro de Semana Santa refletindo sobre o mistério da ressurreição de Cristo. Apresentamos a íntegra das palavras de Moysés, mantido tom coloquial. Cristo Ressuscitou! Aleluia! Sim, verdadeiramente Ressuscitou! Aleluia! Mas podemos proclamar essa verdade de uma maneira mais forte, mais incisiva, de uma maneira mais jubilosa, que este dia nos concede, o dia da Ressurreição do Senhor! O dia em que a morte foi vencida definitivamente pela vida, o dia em que a tristeza mergulhou no oceano profundo para nunca mais ressurgir, porque impera a alegria. Cristo Ressuscitou! Aleluia! Sim, verdadeiramente Ressuscitou! Aleluia! Mas queremos que nosso coração exulte com esta proclamação! Esta proclamação encheu o coração dos santos. Esta proclamação hoje, em toda a Igreja, do norte ao sul, do leste ao oeste, encheu os lábios dos cristãos, inclusive daqueles que estão na perseguição. Esta proclamação é a alegria da nossa vida, é a razão da nossa fé. Então não podemos dizê-la de qualquer forma. Queremos dizê-la cheios de jubilo: Cristo Ressuscitou! Aleluia! Sim, verdadeiramente Ressuscitou! Aleluia! Não foi suficiente, porque não podemos só com as nossas forças trazer a força e o vigor que esta proclamação tem. Jesus Cristo está aqui vivo. Ele está no meio de nós. A morte não pôde detê-lo. Ele está aqui. Ele está aqui. Ele, vivo, está aqui. Mas os nossos olhos humanos não podem alcança-lo, apesar de Ele nos alcançar. Por isso este jubilo. Imaginem se nós todos estivéssemos aqui e nossos olhos vissem o que só a fé pode nos mostrar, Ele glorioso, ressuscitado, cheio de vida, da vida divina aqui no meio de nós. Quão forte seria o nosso jubilo, quão forte seria a nossa proclamação! Enlouqueceríamos de alegria! Por isso, pela fé proclamemos mais forte ainda: Cristo Ressuscitou! Aleluia! Sim, verdadeiramente Ressuscitou! Aleluia! Ainda não podemos proclamar com toda intensidade a alegria desta verdade. Precisamos pedir o auxílio de quem pode nos fazer ver o que não conseguimos ver com nossos olhos puramente naturais. E quem é aquele que nos revela que Jesus está vivo aqui no meio de nós? O Espírito Santo. Vamos pedir que o Espírito Santo incendeie o nosso coração, abra a nossa mente, abra os nossos olhos para ver o que os olhos humanos não conseguem revelar, mas que é verdade, é realidade: Jesus Cristo está vivo aqui no meio de nós. Peça isso. Não vamos fazer aqui mais um momentinho de oração senta e levanta para chamar a atenção, não! Sinceramente peça essa graça, que o Espírito Santo descortine diante do seu olhar, pelo dom da fé, a presença de Jesus vivo no meio de nós. Supliquemos. “Ó ó ó vem Espírito Santo, manda do céu um raio de tua luz. Ó ó ó vem Pai dos pobres, vem doador de graça divina e de luz!” Faça um Sinal da Cruz na sua testa, nos seus olhos, no seu coração, nos seus lábios. Oh Divino Espírito Santo, Tu que estás presente no meio de nós, grande dom do Ressuscitado, abre a minha inteligência. Pelo dom da fé me faz ver o invisível. Abre o meu coração para que eu possa contemplar, experimentar e proclamar a presença viva de Jesus aqui, no meio de nós. Por isso nós te pedimos: “Ó ó ó vem Espírito Santo, manda do céu um raio de tua luz. Ó ó ó vem Pai dos pobres, vem doador de graça divina e de luz! Com mais vigor! Quanto mais incapaz, quanto mais árido, quanto mais vazio, frio ou indiferente, peça o Espírito Santo.  “Na tarde desse mesmo dia, que era o primeiro da semana, estando as portas da casa em que se achavam os discípulos trancadas, por medo dos judeus, Jesus veio e, pôs-se no meio deles, e lhes disse: ‘A paz esteja convosco! Shalom! A paz esteja convosco!’. Enquanto ele falava, ele lhes mostrou as mãos e o lado. Vendo o Senhor, os discípulos ficaram tomados de intensa alegria. Então Jesus lhes disse de novo: ‘A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio’. Tendo assim falado,  soprou sobre eles e lhes disse: ‘Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos’” (João 20,19-23)  Meus queridos irmãos este solene dia que a Igreja celebra, que nós celebramos, este dia em que pela fé renovamos esta consciência de que Jesus está vivo no meio de nós. Este dia da Ressurreição do Senhor, o dia em que Ele vivo venceu a morte, venceu o pecado, é também o grande dia da reconciliação e da paz. Jesus, quando apareceu aos discípulos, disse: “A paz esteja convosco! Shalom. Recebam o Espírito Santo, e a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados”. Neste dia, com a Sua Ressurreição, com o Mistério Pascal, com a Sua morte na cruz que celebramos, e com a Sua Ressurreição, vitória sobre a morte e sobre o pecado, Jesus hoje, vivo, diz: “Não há mais nenhum impedimento, os teus pecados não são mais impedimento para que tu possas entrar na plena comunhão com o Pai, para que tu possas entrar na plena comunhão com Deus”, porque este é o dia que o Senhor fez para nós! este é um dia de alegria! Este é um dia onde todos, todos, todos os teus pecados foram perdoados! Hoje é o dia aonde a Misericórdia Divina se derrama sobre toda a humanidade, sobre mim, sobre você. Hoje é o dia aonde somos reconciliados, ou seja, qualquer impedimento, qualquer coisa que se levanta na nossa humanidade em relação a Deus, em relação a nós mesmos, e em relação aos outros foi destruída pela força da Ressurreição de Cristo! A pedra rolou, o sepulcro abriu e Ele venceu todo o mal, e vivo diz: “A paz!”, e nos dá o dom da reconciliação. Meu querido irmão é preciso que tenhamos essa consciência no nosso coração e

Shalom apresenta hoje o espetáculo “A Paixão de Cristo – O sentido da vida”

Como forma de rememorar o acontecimento que dividiu a história, a Comunidade Católica Shalom traz para Fortaleza, pela terceira vez, o espetáculo A Paixão de Cristo – o Sentido da Vida, uma superprodução com mais de 130 atores em cena, figurinos e composições autorais. Haverá uma única apresentação do espetáculo hoje, dia 21 de abril, no ginásio Paulo Sarasate,às 19h, com entrada franca e preenchimento dos lugares por ordem de chegada do público.  A Paixão de Cristo – O sentido da vida  iniciou na missão da Comunidade em Natal (RN) onde já teve 10 edições. O espetáculo tem como prelúdio a apresentação o Canto das Írias. Nos demais atos é apresentada a vida pública de Jesus até o envio do Espírito Santo no Pentecostes passando pela Crucificação e Ressurreição.  Segundo o diretor do espetáculo Wilde Fábio Alencar, o roteiro foi “desenvolvido a partir da visão do apóstolo e evangelista são João. A diferença em relação aos Evangelhos de Mateus e Marcos, a narrativa de João se detém muito mais na pessoa de Cristo e no seu amor pela vida do que em sua paixão e sofrimento”, esclarece.      O Espetáculo A Paixão de Cristo: o sentido da vida será apresentado nesta segunda-feira (21), no Ginásio Paulo Sarasate (Rua Idelfonso Albano, 2050, Centro) às 19h.  Entrada: Franca   Mais informações: 8172.3283  comshalom.org /fortaleza Assessoria de Imprensa

Retiro da Semana Santa – Santo André

Eucaristia: consagração, comunhão, contemplação e imitação

“Boa tarde! É uma imensa alegria poder partilhar um pouco com vocês daquilo que significa na nossa vida e na vida da Igreja, e como não dizer também na vida de um sacerdote, a Quinta-Feira Santa”. Assim iniciou Padre karlian, membro da Comunidade de Vida, a pregação da Quinta-Feira Santa no Retiro de Semana Santa em Fortaleza. Apresentamos o texto na íntegra: O dia da instituição da Eucaristia, o dia da instituição do Sacerdócio, o dia em que o Senhor reunindo os seus discípulos deixa o mandamento do amor e não o deixa como uma teoria, mas saindo da Última Ceia, vai decididamente para aquela que era a vontade do Pai para a sua vida. Vai decididamente para a cruz onde vai ofertar a Sua vida naquele que é sem dúvida alguma e sempre será o maior gesto de amor já visto e já cumprido sobre a terra. Na Quinta-Feira Santa celebramos um prenúncio da oferta de Jesus na Cruz porque é o dia em que Ele se oferta por nós na Eucaristia. É o dia em que Ele, num gesto simbólico, se põe a lavar os pés dos seus discípulos, os pés dos apóstolos, e faz aquilo não como uma ação teatral ou para chamar a atenção de alguém, mas o faz como um gesto que na verdade diz aquilo que foi a vida Dele, e que foi o sentido da Sua encarnação. Ele que veio ao mundo para lavar os nossos pés. Ele que veio ao mundo para se baixar, para se colocar a nosso serviço, e para nos salvar de toda imundície, de todo o pecado, de todo erro, para nos libertar das trevas. Gostaria de começar essa nossa reflexão abrindo a bíblia na Carta aos Hebreus 12, 18. O autor da Carta aos Hebreus falando da graça de Cristo, da ação de Deus sobre a humanidade, e falando sobre a sacralidade da salvação e da redenção, nos diz o seguinte:  “Vós não vos aproximastes de uma realidade palpável: ‘fogo que se consumiu, escuridão, trevas, furacão, som da trombeta e ruído de voz’, os que o escutaram recusaram-se a continuar ouvindo a palavra, pois não podiam suportar esta admoestação. Quem tocar na montanha, mesmo um animal, será lapidado. E este espetáculo era tão horripilante que Moysés disse: eu estou horrorizado e trêmulo, mas vós vos aproximastes da montanha de Sião e da cidade de Deus vivo, a Jerusalém celeste, e das miríades de anjos em reunião festiva; e da assembleia dos primogênitos, cujos nomes estão escritos nos céus; e de Deus, o juiz de todos; e dos espíritos dos justos, que chegaram à perfeição; e de Jesus, mediador de uma aliança nova, e do sangue da aspersão que fala mais forte do que o sangue de Abel”.   Fiquei pensando que passagem da Escritura escolher para dar início a essa nossa reflexão sobre a Eucaristia e sobre a Última Ceia. Claro que poderíamos ter escolhido uma passagem que falasse mais explicitamente da Eucaristia. Poderíamos ter escolhido uma passagem da Última Ceia ou um trecho da Carta de São Paulo aos Coríntios, onde também se fala da Ceia do Senhor. Mas me veio ao coração essa passagem, como uma passagem que se nós a aplicarmos à Eucaristia, ela vai nos dizer muito. Meus irmãos estas palavras da Carta aos Hebreus que se a lermos pensando no grande mistério da Eucaristia, vamos ficar de fato extasiados diante desse mistério de Deus, diante desse mistério grandioso, dessa realidade tão sublime que a mente humana se pode pouco explicar. Que por mais que vejamos com nossos olhos, como vemos o pão e o vinho, é uma realidade invisível e que ultrapassa muito os nossos olhos, que ultrapassa muito a capacidade dos nossos sentidos. Na verdade a Eucaristia é algo de tão grande e tão sublime que Deus resolveu escondê-la num pedaço de pão e num pouco de vinho, porque senão não suportaríamos contemplar e receber algo de tão grandioso. Se Deus nos revelasse em um instante a glória da Eucaristia, nós não suportaríamos. É por isso que Ele se escondeu nos sinais do pão e do vinho. Sabemos que Deus governa a humanidade e que conduz a história do homem através da história da Salvação, como nós a chamamos. O Padre Raniero Cantalamessa[1] nos pergunta: “Que lugar ocupa a Eucaristia na história da Salvação, na história dos feitos de Deus, na história das maravilhas de Deus na humanidade? Que lugar ocupa a Eucaristia?”, e ele mesmo se responde dizendo que a Eucaristia ocupa o lugar inteiro, ocupa a história da Salvação inteira, porque o mistério da Eucaristia era já presente no Antigo Testamento como uma figura nos inúmeros sinais do AT. Na oferta do rei Melquisedec que oferta vinho e pão, no sacrifício de Isaac, no Maná do deserto e, sobretudo, na celebração da Páscoa no AT, em tantos sinais era presente a Eucaristia como uma figura. Depois, na plenitude dos tempos, na Encarnação do Verbo, tivemos a manifestação do acontecimento eucarístico que é aquilo que celebramos no dia de hoje, o dia da instituição da Eucaristia. Aquele fato, aquele acontecimento real, concreto de Jesus que reparte o pão, distribui aos seus discípulos e diz: “Isto é o meu corpo”, que passa aquele vinho e diz: “Isto é o meu sangue, tomai e bebei”. A Eucaristia presente no AT como uma figura e presente na história, na plenitude dos tempos, na Encarnação do Verbo pelo acontecimento, ela permanece presente para todo o sempre, até a volta do Senhor, até o retorno glorioso de Jesus, ela permanece presente pelo Sacramento. Podemos dizer que a Eucaristia contém toda a história da salvação e também em toda a história da Salvação está presente a Eucaristia. Padre Raniero Cantalamessa, falando sobre a força do Sacramento da Eucaristia, diz que: “Graças à Eucaristia nós nos tornamos misteriosamente contemporâneos do acontecimento. O acontecimento se faz presente a nós e nós a ele”. Pela graça do Sacramento da Eucaristia, aquele acontecimento de 2.000 anos atrás, o sacrifício

Papa recebe ofertório de família da Comunidade Shalom

Uma grande graça             Somos uma família missionária, brasileiros, membros da Comunidade Católica Shalom, fundada por Moysés Azevedo após, quando muito jovem, ofertar em 1980 a sua vida aos pés de São João Paulo II. Que grande alegria é para nós, depois de quase 35 anos deste gesto, podermos neste ofertório repeti-lo, renovando assim o nosso ‘dar-se’ por inteiro a Deus e à Sua Igreja. Foi assim que começamos a carta que entregamos para o Santo Padre no dia 13 de abril de 2014, durante a celebração da missa do Domingo de Ramos na praça de São Pedro em Roma. Já tínhamos tido uma grande graça no Pentecostes de 2013 quando o Papa pegou em seus braços a nossa filha mais nova, Giulia. Este tinha sido um momento de grande alegria e emoção. Nunca imaginaríamos o que Deus estava reservando para nós.    Depois de tantos anos colaborando na evangelização do povo europeu, a Comunidade nos convida a retornarmos à nossa pátria e continuarmos a nossa vida missionária na cidade de Fortaleza. Acolhemos a Vontade de Deus com um misto de alegria e dor, com uma clara consciência de que Ele sabe o que é melhor para nós. Sentimos a partir de então um grande desejo de vivermos esta nova etapa da nossa vida vocacional e missionária com uma forte experiência espiritual, com algo que fosse um sinal concreto da nossa oferta ao Senhor. O que veio em nosso coração foi ter algum encontro com o Papa Francisco, pensamos em levar a nossa filha mais velha, Clara, para ser entregue nas mãos dele no momento da audiência da quarta feira ou, quem sabe, conseguir algum ingresso para saudar o Papa ao final da audiência e por fim: por que não tentarmos ir com toda a família para uma missa matutina com o Papa em Santa Marta? Foi neste momento então que escrevemos uma carta ao secretário particular do Santo Padre. Dentro do coração crescia uma certeza forte de que isto daria certo, que Deus abriria as portas. Todos os dias, verificávamos o correio na esperança de ter alguma resposta. Neste tempo, a Giulia ficou doente e chegou a ser hospitalizada. Quando ela ainda estava no hospital, chegou uma carta da casa pontifícia. Ao abrir a correspondência, a grande decepção: não seria possível participarmos da missa em Santa Marta, pois não tinham mais vagas.             Os dias foram passando e, quando menos esperávamos, uma pessoa próxima a nós perguntou se estaríamos em Roma na época da missa de Ramos, pois tinha uma possibilidade de podermos participar do ofertório. Que grande graça! Deus sempre reserva o melhor para nós! Ele sempre renova a nossa esperança! Nunca pensamos que poderíamos reviver tantos anos em poucos passos, o caminho até o Papa Francisco foi uma verdadeira peregrinação, cada passo, cada instante, nos fazia retornar a muitos momentos de nossas vidas, da nossa história, do nosso caminho vocacional até chegarmos àquele momento tão profundo de oferta diante do Pastor da Igreja.   No momento do ofertório, as palavras do Papa foram simples, muito simples e humanas. Primeiro, antes mesmo de falarmos, ele se antecipou e falou em nossa língua com um grande sorriso nos lábios: ‘Bom dia!’ Falamos para ele que éramos uma família missionária da Comunidade Shalom e que depois de vivermos em missão na França e na Itália estávamos retornando ao nosso País. Agradecemos de todo o coração por sua vida e missão, e por fim, apresentamos as nossas filhas, dizendo que a Clara tinha feito um desenho para ele. Prontamente o Santo Padre disse: ‘Obrigado!’ E depois repetiu: ‘grazie!’ Em seguida, ofertamos no altar do Senhor o pão, sinal de sacrifício, da oferta de vida, do abandono. Levamos em nosso coração tantos irmãos queridos, tantas vidas ofertadas, tantos projetos de evangelização, levamos toda a Comunidade conosco.                 Como não se alegrar com o OBRIGADO que o Santo Padre nos disse. OBRIGADO pela carta escrita, OBRIGADO  pela vida ofertada, OBRIGADO… E de nossa parte também exaltamos ao Senhor neste OBRIGADO por nos ter escolhido e por querer se fazer precisar de nós vasos de argila, tão frágeis e pecadores.    Pedro Júnior e Kaline  Confira o vídeo:

Espetáculo A Paixão de Cristo será exibido na TV

A TV Jangadeiro, canal 12, afiliada da TV Bandeirantes no Ceará,  exibirá em sua programação especial de Semana Santa o espetáculo “A Paixão de Cristo – O sentido da vida”, próximo sábado, dia 19, às 12h30 (meio dia e trinta). O espetáculo é uma produção da Comunidade Católica Shalom que neste ano chega à terceira edição em Fortaleza com única apresentação no dia 21 de abril, às 19h, no ginásio Paulo Sarasate, com entrada gratuita. Mais informações: 85 3295.4583 comshalom.org/fortaleza Assessoria de Imprensa https://www.youtube.com/watch?v=OKv0bE01SwQ

Frutos da evangelização em Santa Cruz: vocacionados ingressam na CV

A missão Shalom em Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro, vê com clareza os primeiros frutos da evangelização. Após a difusão do Carisma na Cidade Maravilhosa atingir aquela região e completar um ano de missão, dois jovens dispostos a fazer a vontade de Deus receberam no dia 1º de abril, a resposta de ingresso na Comunidade de Vida. Ana Carolina Oliveira e Pedro Rufino vivem esse momento de grande alegria junto a Comunidade. Em um transbordamento do carisma, percebem-se necessitados de anunciar ao mundo a certeza da Ressurreição de Cristo e do Amor de Deus pela humanidade. Eles fazem parte do grupo de 56 missionários que a missão do Rio envia para outras cidades do Brasil e do mundo. Pedro Rufino conta sobre sua experiência com Deus, e a descoberta de sua vocação em sua juventude. “Aos 16 anos de idade, tive minha primeira experiência com Deus no momento de efusão do Espírito Santo, em um retiro. Com o passar do tempo, fui conhecendo a Deus, a Santa Igreja, a história dos santos, e descobri que cada um tinha uma vocação específica. Isso me inquietou, pois queria saber qual era o meu lugar na Igreja. Certa vez em uma adoração, olhei para a imagem de São Francisco de Assis, que estava ao lado do altar, e lembrei de sua pergunta á Deus: Senhor, o que queres que eu faça?”. Saí dali com a grande certeza de que minha vida estava sendo conduzida por Deus. Na semana seguinte, por providência de Deus, toda minha família viajou, e eu fui para Fortaleza, com o intuito de aproveitar as férias. Mas ao chegar, conheci o Hallelluya, onde tive minha experiencia com o carisma. Quando voltei para o Rio não quis outra coisa, a não ser estar no Shalom. Nesse mesmo ano de 2012, aconteceu o CJS (Congresso de Jovens Shalom) aqui no Rio, no momento de adoração tive uma profunda experiência em que Deus me pedia para olhar para algo que era meu, quando ouvi aquela voz, escutei, e obedeci. Ao olhar em uma certa direção, consegui enxergar um grupo de consagrados da Comunidade. Naquele momento tive a graça de sentir o chamado, à vida consagrada e pude reconhecer meu lugar. Agora aos 18 anos, ingressei na Comunidade de Vida e estou indo morar na missão de Araraquara, em São Paulo”. Com 17 anos de idade, a estudante e bailarina Ana Carolina partilha sobre sua descoberta vocacional e sua oferta. “Aqui deixo minha família, amigos e o meu ensino médio, que irei terminar dentro da Comunidade”, conta. “Deus já me inquietava desde a minha primeira experiência com o Amor dEle no final de 2010 para servi-lo, comecei a buscar mais, me aprofundar nesta experiência com Ele, e foi então que no final de 2011 eu já sabia que eu tinha uma vocação, descobri isso em um retiro de jovens da minha paróquia de origem e sabia que Ele queria mais de mim, fui fazendo outros retiros, e passei um tempo participando da Fraternidade O Caminho, cresci muito espiritualmente, mas faltava algo. Foi então quando por um bendito convite de um amigo meu, Pedro Rufino, eu fui para o Acamp’s Rio 2013. Quando eu coloquei os meus pés naquele lugar, vi ali tudo que eu procurei em qualquer outro lugar, e aí Deus só veio me confirmando que eu já tinha me encontrado e que eu era Comunidade de Vida, pois quando eu quis ser religiosa o que me atraía era a vida de oração parada e o silêncio para a escuta da Voz de Deus de algumas congregações e a radicalidade, o ir em missão, a vida fraterna em outras. Mas quando eu me deparei com os dois estilos de vida da Comunidade, parecia que eu me encaixava como numa “forminha” da Comunidade de Vida. No mesmo ano, comecei a trilhar um caminho vocacional. Quando eu perguntei a Deus porque Ele tinha me chamado aos 14 anos e me feito me descobrir com 16, Ele simplesmente me disse que Ele tinha pressa de mim, como a humanidade tem pressa de ser feliz. Minha mãe, Eliane Oliveira, sempre me ajudou muito a trilhar este caminho me dizendo a todo tempo que valia a pena dar tudo para Deus. Ela que já ofertou meu irmão, que é seminarista, e agora me oferta para Deus também. Vale a pena deixar tudo por Deus, tudo devolver a Ele e nos devolver a Ele a serviço da humanidade em forma de gratidão”.

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