Entreguei minha vida a Deus porque Seu amor vale mais que qualquer coisa

Olá! Meu nome é Barbara, tenho 14 anos e essa é a primeira vez que vou para o Acamp’s. Fiquei sabendo do evento por uma amiga da Igreja que participo, a Comunidade São José. Quando ela me disse que seria no mês de julho fiquei um pouco desanimada, porque pensei que iria passar frio lá. Mas mesmo pensando isso resolvi ir. Quando cheguei lá, tudo foi totalmente ao contrário do que eu esperava. O lugar onde ficamos era ótimo… e o melhor: não estava frio! A parte mais divertida foram as gincanas. Nos divertimos muito, principalmente na parte da caça ao tesouro: aquele brigadeiro com alho estava horrível! Mas a melhor parte foi a minha primeira experiência com o Espírito Santo. É algo totalmente… inexplicável! Senti uma paz muito grande dentro de mim que me acalmou e me fez sentir o quão poderoso é o amor de Deus. Naquele momento, o Espírito Santo desceu sobre mim e eu entreguei toda minha vida nas mãos de Deus e senti que seu amor é mais valioso do que qualquer coisa. Era como se o Espírito Santo falasse comigo, mas não em palavras, mas sim por meio daquela paz que Ele me proporcionava. Foi uma experiência maravilhosa e agradeço muito a Deus por receber esta bênção. Da próxima vez que eu for para o Acamp’s, não pensarei no frio não! Pensarei no quanto Deus me ama e nas incríveis  experiências que passarei por lá. Bom, é isso. Se eu for contar todas as coisas lindas que aconteceram por lá, ficaria um dia inteirinho falando! E fica a dica: nunca desista de Deus, pois Ele te ama e nunca irá desistir de você! Um grande abraço! Shalom!  

Deus me deu um carisma de presente

Experiência com Deus… Evangelização… Namoro cristão… Algum pedido que você fez a Deus e Ele te atendeu… Vocação… Experiência com os santos, com a Igreja… O comshalom.org quer saber qual é a sua história com Deus. Todos os dias, publicamos um testemunho novo na home. O de hoje é de Alexsander Oliveira. Quer ter a sua história publicada aqui? Envie texto e foto para  redacao@comshalom.org e evangelize conosco. Confira: Meu nome é Alexsander Oliveira, tenho 18 anos. Sou vocacionado e membro da Obra Shalom na Missão de Guarulhos (SP). Esses meses são os mais felizes para mim dentro da Comunidade. No dia 21/06, completei um ano na Obra, no dia 09/07, foi o aniversário da Vocação e 14 anos da Missão Shalom de Guarulhos. Lembro-me, como se fosse ontem, da primeira vez que fui a um grupo de oração na Comunidade em junho de 2014. Até então só tinha ido ao Reviver. Nesse mesmo ano, participei do Seminário de Vida no Espírito Santo no Reviver e fui evangelizado por uma pessoa que eu nem imaginava que quando eu realmente fosse ao Shalom ela teria ido embora, teria deixado tudo para trás para seguir a vontade de Deus. Hoje ela é discípula da Comunidade de Vida, e mora no Discipulado na cidade de Eusébio (CE). Na primeira vez que fui ao grupo de iniciantes, achei meio estranho por ser separado jovens de adultos, pois eu vinha de uma caminhada de quatro anos como membro de um grupo da RCC e, no grupo de que eu participava, ficavam todos juntos. Aos poucos, fui criando laços de amizade maior com as pessoas e vendo que Deus tinha algo para mim naquele lugar. Com o passar do tempo, fui descobrindo novidades dentro da Comunidade Shalom e do meu grupo. Aos poucos, fui descobrindo no meu íntimo coisas minhas das quais eu nem tinham ideia, nem sabia onde estavam guardadas. Dois meses após eu estar no grupo, começou o Seminário de Vida no Espírito Santo para dar início ao grupo de oração fechado. Em cada pregação, eu me entregava cada vez mais ao que Deus queria falar e ia me deixando levar mais e mais. Com o tempo, Deus tocou meu coração, dizendo que ali era o meu lugar, que era ali onde eu deveria ficar para sempre. Passado o Seminário, comecei a trilhar o Caminho da Paz e Deus ia falando cada vez mais em cada dia de grupo e também nas missas de que eu ia participando. Ele suscitou em meu coração o desejo de fazer o Vocacional Shalom. Fui partilhar esse desejo com meu pastor de grupo de oração, que hoje é postulante da Comunidade de Vida, na Missão do Catete (RJ). Ele disse para eu rezar e ver se era vontade de Deus. Quando eu fui rezar e dar meu “sim” a Deus para trilhar esse caminho vocacional, Ele me deu como resposta a passagem de Mateus 19,1-30, a parábola do jovem rico. A cada dia, estou descobrindo o meu chamado a esse belíssimo Carisma. Todos os dias, agradeço a Deus por me fazer conhecer a Comunidade, mesmo que eu tenha resistido por dois anos antes de ir ao Shalom. Deus me pegou em Seus braços e me levou até lá de uma maneira simples, em um momento que eu queria desistir de tudo que já tinha vivido dentro da Igreja. A todo o momento só quero dizer duas frases para Deus: “Pai não é fácil, mas eu desejo, eu quero, eu vou”. “Ser todo teu, minha alegria, minha paz”. Sou muito grato a Comunidade Católica Shalom nesses 33 anos que a vocação está completando, grato porque por meio dessa história, Deus me deu um carisma de presente, para transformar inteiramente a minha vida, fazer uma revolução em meu ser. Shalom!  

Santa Teresinha e CJS: Tenho uma intercessora no céu!

Experiência com Deus… Evangelização… Namoro cristão… Algum pedido que você fez a Deus e Ele te atendeu… Vocação… Experiência com os santos, com a Igreja… O comshalom.org quer saber qual é a sua história com Deus. Todos os dias, publicamos um testemunho novo na home. O de hoje é de Larissa Brito. Quer ter a sua história publicada aqui? Envie texto e foto para  redacao@comshalom.org e evangelize conosco. Confira: Minha experiência com Santa Teresinha deu-se início em 15 de setembro de 2014. Naquele dia, decidi iniciar a famosa novena das rosas. Mas ao invés de pedir um milagre, pedi como sinal (confirmação), que ela me desse uma rosa de uma determinada cor para indicar o caminho que eu deveria seguir. As cores das rosas eram vermelha, amarela e branca, e cada uma delas representava um modo de vida. Terminei a novena e não recebi a rosa. Mas para mim, estava tudo bem. Afinal, não estava colocando muita fé nessa “história”. No dia 25 de setembro de 2014, viajei para o estado do Ceará a fim de participar do Congresso de Jovens Shalom (CJS). No último dia do congresso, 28 de setembro, uma imagem gigantesca de Santa Teresinha me chamou muito a atenção. Eu olhava para aquela imagem e tinha a certeza de que a tão querida santinha estava intercedendo a Deus por mim. Fiquei um tanto encabulada com esse sentimento, pois apesar da minha caminhada na Igreja, eu não tinha grande devoção por nenhum santo e agora sentia que tinha uma intercessora SANTA? Que loucura! Sim, eu gostava de saber sobre a vida dos santos, mas não era devota de nenhum. E ter uma Santa Intercessora no céu era coisa que nunca havia passado por minha cabeça. Então, eu disse a Deus: “Deus, se de fato Santa Teresinha é minha intercessora no Céu, que eu ganhe um presente dela.” Voltei para São Paulo e nada de receber o tal presente… No dia 30, quando retornei à minha rotina profissional, recebi em minha mesa um envelope do Apostolado do Sagrado Coração de Jesus. Abri o envelope e, para minha surpresa, havia uma coroinha de Santa Teresinha. Quando “bati o olho” naquela coroinha, lembrei-me imediatamente do meu pedido. Mais do que isso, a coroinha era de cor vermelha, uma das cores de rosas que eu tinha pedido como resposta durante a novena. Fui tomada de grande emoção e foi impossível conter as lágrimas. Ainda assim, entrei no site desse Apostolado para saber qual o motivo de eles terem enviado. Quando acessei a página, tive mais duas grandes surpresas. A primeira delas é que havia uma informação que para receber a tal coroinha, tinha que ser feita uma doação de R$ 30. Eu não fiz essa doação. A segunda surpresa foi olhar que só havia coroinhas brancas e que não tinha a opção de escolher a cor. Isso me intrigou… Se as coroinhas eram brancas, por que a minha era vermelha? A inquietação em mim era grande demais. Por isso, eu ainda liguei lá para ter certeza. Quando uma moça me atendeu, já fui logo perguntando se eles fabricavam a coroinha de Santa Teresinha. A moça respondeu que sim. A minha maior surpresa foi quando eu perguntei se eles tinham a coroinha na cor vermelha e a moça me disse que não. Foi então que meu coração quase parou… Se eles não fabricavam na cor vermelha, por que a minha era vermelha? Quando afirmei à atendente que eu havia recebido uma coroinha vermelha, ela respondeu que de fato não tinha ideia e iria perguntar se alguém sabia algo. Quando ela retornou, deu-me a seguinte informação: “Olha, senhora, realmente fabricamos poucas unidades na cor vermelha, mas eu não estava sabendo. Fizemos uma campanha e enviamos para algumas pessoas, mas essa campanha não vai acontecer mais”. Minhas duas grandes respostas contida numa Coroinha Vermelha. Hoje posso seguir ainda mais feliz, afinal, tenho uma intercessora no Céu. Larissa Brito

O Amor me encontrou nesta magnífica vocação

“O Senhor nosso Deus, que merece todo amor do mundo, realiza uma obra no meio de nós: uma obra nova, um caminho novo. Este caminho é real e cada dia que passa eu sinto concretizar-se mais fortemente em meu coração. É algo novo, é algo maravilhoso. Sinto como Deus querendo presentear ao mundo mais uma manifestação de Seu poder criador” (Escrito Obra Nova, da Comunidade Católica Shalom) Nos 33 anos da Comunidade Católica Shalom, comemorados no dia 9 de julho, muito o Senhor fez, e o testemunho de vida é fruto concreto de quem foi alcançado por esta magnífica vocação! “A vocação surgiu na minha vida em 2010, por meio de um Acampamento de Jovens Shalom, o Acamp’s. Nesse evento, fui alcançado na minha área espiritual, já que não tinha dimensão de algo vocacional, pois pouco sabia e conhecia sobre isso. A vocação Shalom me chamou muito atenção desde esse acampamento, pois lá eu tive uma forte experiência com o amor de Deus e também com a vocação. De forma simples mas desejosa, fui vivenciando a experiência e conhecendo mais a Deus, a mim mesmo e a vocação ao qual Ele me atraía sempre mais e mais. O desejo era bem mais forte que eu e, pouco tempo após a minha experiência no Acamp’s, fui convidado para participar do vocacional aberto. Fui inserido no grupo vocacional, retirando e esclarecendo as possíveis dúvidas em relação à vocação à Comunidade, fui me inserindo ao carisma, ao corpo comunitário. Mesmo não sendo apenas um jovem vocacionado da Obra, sentia fortemente a vocação em mim. Eu precisava apenas cultivar a semente lançada por Deus e me deixar ser conduzido por Ele e por Sua vontade, pois o meu desejo era ser um com o corpo comunitário. Ardia em mim o desejo de ser diferente, de não ser mais um, então de forma radical fui deixando-me ser conduzido por Deus e os planos e projetos pessoais passaram a ter Deus como centro. A minha vida foi ganhando sentido, uma direção. Hoje sou postulante de segundo ano da Comunidade de Aliança Shalom e Deus me dá por meio dessa vocação “cem vezes mais” aquilo que eu merecia. Sou feliz por essa eleição de Deus, por essa via de resgate, não só para mim, pois a vocação não é para mim, e sim pra Deus, para  a Comunidade e para os outros. Sou feliz por viver esse amor que vai além das minhas forças, mas ao qual Ele me chamou e me concederá a graça de vivê-lo a cada dia. Outro sentimento não tenho a não ser GRATIDÃO por essa experiência que há cinco anos mudou minha vida. O desejo é de sempre testemunhar e dar de graça aquilo que de graça recebi, com muito amor. Sou muito feliz e grato a Deus e com o coração cheio de desejo, digo: “Obrigado, Senhor por me haveres escolhido! Amém!” Anderson Vinycius, postulante de segundo ano da Comunidade de Aliança Shalom “Durante essa semana, pude fazer memória da condução de Deus na minha história, e perceber que não havia outra forma de Deus se manifestar a mim, se não fosse através da Comunidade. Foi com o contato primeiro com o Carisma, com a oração que pude perceber que aquela forma de rezar, de viver o Evangelho me chamou a atenção e aqui eu encontrei Deus, assim se deu a minha atração à vocação, nessa identificação. Percebendo a condução de Deus no meu ano vocacional, louvo pelo sustento da Sua graça. Olho pra trás e vejo a força de Deus, que tem me feito apaixonada pela vocação. Ele tem feito todas as coisas; a obra tem sido Dele. Vejo a fidelidade de Deus em meio às minhas fraquezas. Olhando pro meu chamado à Comunidade de Vida, vejo que é o melhor para mim, é a certeza de que aqui é o meu lugar. Diante de Deus, com os Estatutos nas mãos, lendo o que sou chamada a viver na vocação, tenho certeza de que é o lugar pra minha conversão ao Evangelho, onde Deus quer me fazer santa. Por isso, a minha gratidão à vocação, ao “sim” dos primeiros, ao “sim” do Moysés, da Emmir, ao “sim” de todos os irmãos da Comunidade de Vida e da Comunidade de Aliança; a minha gratidão pelas ofertas, pelas renúncias vividas. Louvo por aqui Deus ter me plantado e onde Ele me colherá também. Vale a pena!” Carolina Machado, discípula de segundo ano da Comunidade de Vida Shalom “Como o sepulcro que Ele deixou vazio, assim também esvaziou meu coração um dia, de toda morte, de todo aparente fracasso e, assim, tornou-o capaz de se encher de alegria, de ressurreição, de misericórdia. Esta última graça eu provo todos os dias e por ela sou convocado pelo Senhor a levar também a experiência misericordiosa Dele a todos os que me rodeiam. Eu sempre digo: “O Senhor que trata minhas feridas, Ele me quer ver tratando a dos outros também!” No Shalom, experimentei pela primeira vez o tão grande Amor de Deus. É neste Carisma também onde conheço e amo mais a Santa Igreja e descubro a riqueza da evangelização, da vida de intimidade com Deus e da unidade. Aqui vivo a alegria da radicalidade, de optar por ser todo de Deus, mesmo sendo algo desafiante, mas sempre confiando que essa vivência é caminho de Santidade, não por presunção, mas por vocação, como diz nosso fundador. É tão verdade que a Vocação faz parte da nossa história, da nossa mais profunda identidade, que me recordo que ainda criança eu tinha uma devoção muito filial por Nossa Senhora Rainha da Paz, título mariano que tanto invocamos na Comunidade Shalom. Vejo também a importância da mãe do Senhor que zelava por mim e me encaminhou, de certa forma, a conhecer tão belo Carisma.” Lucas Ayres, 19 anos, Vocacionado à Comunidade Católica Shalom

O grande testemunho de santidade e radicalidade foi me atraindo a cada dia

Experiência com Deus… Evangelização… Namoro cristão… Algum pedido que você fez a Deus e Ele te atendeu… Vocação… Experiência com os santos, com a Igreja… O comshalom.org quer saber qual é a sua história com Deus. Todos os dias, publicamos um testemunho novo na home. O de hoje é de Diogo. Quer ter a sua história publicada aqui? Envie texto e foto para  redacao@comshalom.org e evangelize conosco. Confira: Sou Diogo, discípulo da Comunidade de Aliança Shalom, tenho 30 anos, turismólogo, e há aproximadamente 10 anos o Senhor, em Seu infinito plano de amor e salvação me presenteou ao conhecer o carisma Shalom, eu que já havia tido uma experiência da Efusão do Espírito!!! Muito me alegra perceber a condução de Deus durante esses dez anos! Ao conhecer a comunidade, ou melhor, ao ser apresentado por Nosso Senhor, me senti muito acolhido e logo percebi uma grande beleza na vida dos irmãos da Comunidade de Vida, em especial os cinco primeiros, que com gratidão e louvor lembro de cada um: Robervânia, Rose, Fausto, Márcio José e Valéria. O grande testemunho de santidade e radicalidade foi me atraindo a cada dia para viver aquilo que o próprio Senhor havia planejado com tanto amor para que eu vivesse, e aí desse frutos para Ele e para a Igreja. Em um caminho constante de Cruz e Ressurreição, misto de lutas, dores, decepções, alegrias, consolo e vitórias, encontro no carisma, a graça de permanecer a cada dia olhando para Àquele que me elegeu por pura misericórdia, e nEle, com Ele e por Ele viver e ter um sentido! Nos irmãos, força e coragem para prosseguir! Na comunidade contemplo a grandeza do nosso Deus que em vasos de argila molda e configura-nos a Sua beleza, nos fazendo Obra Nova, vaso novo. Acreditando ser uma constância, sempre temos, como corpo, algo que se necessita ser podado e lapidado para que os frutos perdurem à eternidade!!! Enfim, gratidão eterna Àquele que tanto nos ama e que por amor nos escolheu! Alegria, júbilo, por ser Shalom! OBRIGADO SENHOR POR ME TERDES ESCOLHIDO!

Eucaristia: fonte de conversão em minha vida

Shalom, irmãos! Para que minha partilha fique mais compreensível, vou lhes contar um pouco a respeito da minha vida em Deus. Há quatro anos, fui enviado como ministro extraordinário da comunhão eucarística.  Ao final da missa de envio, meu amigo Thiago se aproximou de mim e disse: “Posso te fazer um pedido sobre como proceder com Jesus?” Eu permiti. Ele me pediu: “Tenha muito respeito e cuidado, Jesus se faz muito pequeno, simples e frágil na Eucaristia. A Hóstia se fragmenta com facilidade, o que faz com que partículas fiquem em suas mãos. Portanto, cuide para comungar até os fragmentos, pois eles são Jesus por completo, e purifique bem as mãos após distribuir a Eucaristia, para que os fragmentos não caiam no chão ou sejam esfregados na roupa.” Eu agradeci o pedido e busquei cumpri-lo enquanto exerci meu ministério. Sempre me mantive atento aos fragmentos e no cuidado de recolher os que ficavam no chão com um sanguíneo (pequena toalha destinada a recolher os fragmentos). Passados dois anos, comecei uma nova fase em minha vida: a preparação para o vestibular de medicina. Durante esse período, consagrei-me a Nossa Senhora por meio do Tratado da Verdadeira Consagração, escrita por São Luís de Montfort. Entretanto, foi um tempo de luta nos estudos, emocional e espiritual. Uma das cicatrizes desse tempo foi um coração frio e angustiado, que não conseguia mais amar. Contudo, sempre pedi a Maria que me desse o Coração Dela durante a Comunhão, para que pudesse amar Jesus como Ela O ama. Ainda assim, meus erros, pecados e frieza contínuos, apesar das confissões e orações, convenceram-me de que eu era indigno e, portanto, deveria me afastar da Comunhão, e assim fiz. Logo perdi o gosto por viver, preferia morrer. Entretanto, há um mês (dois anos desde o início daquela fase), ingressei no grupo de oração do Shalom, a convite de amigos que fazem parte da Comunidade. Orando e partilhando com os irmãos, eles me aconselharam a me confessar e retornar a comungar. Para tanto, aproveitei o encontro de carnaval da Renovação Carismática da minha cidade ─ Ipatinga/MG, o “Anunciai”, para procurar um padre e me confessar. Tendo me confessado e retornado à comunhão, fui à fila de comunhão no terceiro dia de encontro. Após receber a Eucaristia, fui retornar ao meu lugar, mas me deparei com uma outra ministra, que ao tentar segurar uma hóstia, deixou-a cair no chão, à minha frente. Quando a hóstia caiu no chão, bateu algo dentro de mim como uma explosão e fiquei extasiado olhando a hóstia no chão do hall do estádio onde estávamos. A ministra pegou a hóstia e se retirou sem ter coletado os fragmentos com o sanguíneo. Vendo o acontecido, meu corpo foi movido a prostrar-se e pôr a mão sobre o local da queda. Com isso, moveu-se uma oração dentro de mim: “Senhor, permita que pisem em minha mão, mas não no Senhor. O Senhor nos ama e se sacrificou por nós, não merece ficar aqui caído nesse chão sujo. Sou eu, Senhor, que estive na lama, na sujeira do pecado, perdido no vale sombrio e, ainda assim, o Senhor me levantou, fez respirar teus ares, quem já estava morto.” Com isso, do fundo do meu coração senti uma onda vir de dentro para fora até minha cabeça e ao chegar a meus olhos fizeram jorrarem lágrimas de paz, de onde só estavam saindo lágrimas de angústia. O Senhor tocava-me. “Sinto que me tocas onde doí no meu coração. E dizes à minha porta fechada ‘Efatá’ (Abra-te), como disseste ao surdo-mudo, me restauras e me inundas com Tua Paz. Senhor, agora Te adoro, Te louvo e Te amo, com o amor primordial.” As palavras de Thiago me vieram à memória. Esse é o meu amor primordial, amar a Deus como quem cuida e respeita. O Senhor fez-me Seu sanguíneo. Então, toquei o chão com as mãos, a fim de tentar coletar os fragmentos no chão. Em meio à sujeira, vi um, o qual guardei em minhas mãos. Na impossibilidade de poder purificar minhas mãos, pedi a Deus que permitisse adorá-lo. Enquanto adorava-o, o fragmento se desfez. Irmãos, Deus tocou-me e pude ter essa experiência pessoal. Portanto, estou me curando e buscando manter-me no caminho Dele. Que o Senhor nos permita experimentar intimamente o Amor e curar as feridas e a rigidez que trazemos nos nossos corações. Fiquem com Deus. Carlos Vinícius Maria Difusão da Obra Shalom em Betim/MG

Tudo segundo o amor e a sabedoria de Deus

Meu nome é Ana Carolina Oliveira S. Melazzo, tenho 27 anos, sou casada, faço parte da Obra Shalom há três anos e meio. A primeira vez que tive contato com a Comunidade Shalom foi através da música. O Senhor, que conhece exatamente como sou, que me formou, já sabia o que ia me tocar profundamente. Tenho contato e amo a arte desde pequena. Minha madrinha, que era professora, ensinou-me a amar os livros e o arranjo das palavras. Dizia que estes eram como forma de expressão do que sentimos, do que decidimos, do desabafo, do clamor, da felicidade… que eram formas de expressão da vida. Por outro lado, meu pai, um apaixonado pela música, me ensinou que os arranjos, o som e tudo que compõe uma melodia, pode tocar nosso coração profundamente e que também são formas de demonstrar a vivência de um ser humano. Assim, tendo essas experiências, quando eu tinha 18 anos escutei uma música da Comunidade e foi como sentir Deus de uma forma diferente. Eu, que já tinha caminhada na igreja desde os 16, e cantava todos os domingos em uma paróquia perto de casa, quando escutei e vivenciei a arte do Shalom foi como se uma porta tivesse sido aberta. Aquilo foi o primeiro convite de Deus para mim. Tempo depois, minha irmã (hoje falecida), pagou um retiro para mim e, quando vi, era um retiro da Comunidade Católica Shalom. Era o segundo retiro aqui em Belém, cujo título era “Lançai as redes”. Pronto. E a vontade de Deus começava a se fazer presente em meu coração. Lá tive minha primeira efusão do Espírito Santo, o meu primeiro abandono no Amor de Deus, o meu primeiro encontro com o Amado de minha vida. Naquele dia, eu me perguntei: “Como pude ficar tanto tempo sem Ele?” Entretanto, não me engajei de cara na Comunidade, ainda continuei servindo por algum tempo na paróquia. E os anos passaram. Tudo conforme o amor e sabedoria de Deus. Casei com 21 anos. Durante o namoro, vivi e preservei a castidade. Não me arrependo de nada, de nenhuma renúncia, pois os dois anos de namoro que tive até a data do casamento foi como uma preservação e entrega de mim e do meu noivo ao Senhor. Com dois anos de casada, percebi que meu marido ainda não tinha um encontro com Deus, como eu tive um dia. Então, resolvi apresentá-lo ao Shalom. Levei ele e uma amiga, fomos para o Virada Radical de 2012. Nossa! Como Deus foi bom e misericordioso novamente! Desde novembro daquele ano até hoje continuo aprendendo, servindo e vivendo na Comunidade como Obra Shalom, e meu marido hoje é postulante da Comunidade de Aliança. Mesmo cheia de imperfeições, imaturidades, limitações, dores, o Senhor me acolhe com o Seu Amor e Misericórdia através da Comunidade e me convida a ser uma Alma Esposa. E como posso ser? Não sei. Tão miserável, tão pequena, tão dependente do Amor do Pai, a única coisa que sei é que a minha resposta é e sempre será gratidão e doação ao Senhor de minha vida. Que resposta poderemos dar ao Santo dos santos senão nossa santidade? Assim, não mais podendo conter tamanha gratidão ao Senhor, resolvi escrever singelos poemas a Ele! É pouco, mas é o que tenho para dar hoje: “E Ele Ressuscita! E a alegria reina no peito. E o Amor vai tomando lugar da dor. Sim, Ele me põe para fora. Apaga de vez o que insisto em ver. Substitui o hoje pelo eterno. E volta para ficar comigo todos os dias, pois sabe que eu, sozinha, insisto – inutilmente – nas minhas ilusões. Ele volta para que eu veja no fim do abismo a esperança, que ao final do martírio eu veja o céu. Transforma a minha pouca fé na grande desculpa para estar comigo. Mostra-me as Suas chagas como se fosse o último suspiro de insistência para que eu, ao menos, note Sua presença… Ah Senhor! O que seria de mim sem Tua simplicidade de amor que transpassa e dilacera meu coração? Certamente de morte e viveria… O que me resta hoje é entregar-Te todo o meu ser como resposta de clamor e gratidão ao SEU eterno Amor.” Poema de autoria de Carolina Oliveira Deus nos abençoe. Que Nossa Senhora nossa mãe nos guie. Shalom.

É possível viver um namoro santo

Neste Dia dos Namorados, trazemos o testemunho do casal Jônatan Ramos, postulante da Comunidade de Aliança, e Luisa Fernandes, vocacionada Shalom da Missão de Patos. Os dois começaram a namorar a menos de um mês, depois de trilharem um caminho de amizade e de oração. Eles falam como foi o discernimento e escuta de Deus para iniciarem o namoro, a descoberta do sentimento, o pedido e os frutos que já colhem na vivência de um namoro segundo a vontade divina.                                                                   Ela “As coisas começaram em mim quando eu comecei a olhar Jônatan e ver nele algo diferente. Em meio a tantos outros, ele tinha algo que me chamava a atenção e o tornava diferente, eu conseguia ver nele Deus! Contemplava nele o desejo de santidade, a adesão ao chamado de Deus, a coerência de vida… Isso me impactou e me atraiu. O tempo foi passando, eu fui me aprofundando na vida de intimidade com Deus, me decidindo por Deus e deixando que Ele fosse o centro, sendo assim, já não mais queria alguém que me tirasse de Deus, que não compreendesse o que eu vivia neste tempo, então, decidi deixar o tempo  ir passando e viver o que Ele tinha para mim. Estava disposta a não namorar nem tão cedo, até que… Na divulgação do Renascer (retiro de carnaval realizado pelo Shalom), eu acabei de dupla com Jônatan pra realizar algumas ações do PJJ. E em meio a isso, fomos criando um vínculo de amizade, partilhando sobre o que Deus fazia no tempo, ou alguma piadinha sem graça (leia-se: totalmente sem graça, rs.) Fomos nos aproximando mais, e com isso, algo me deixava inquieta. Decidi levar pra oração e, ouvindo de Deus, levei pra minha acompanhadora, que pediu que eu continuasse a rezar e a me perceber e a ele também. Continuava a rezar e conhecer Jônatan, e Deus em meio a oração pedia paciência. Paciência essa que me fazia olhar pra Jônatan como filho de Deus, fazia-me contemplar ainda mais o desejo de Deus. Quando, enfim, a caminhada foi liberada, saiu também minha resposta de ingresso no vocacional. Em oração, certo dia algo que me consolou: “É tempo de plantar, cuidar e regar à base da oração, lançar as sementes e esperar.” Era a obra nova de que Deus tanto falava. Era o tempo que Deus tanto queria para mim. Era tempo de amadurecer na decisão por Ele! “Vocacional+caminhada= e aí?” Assim começava muitas vezes minha oração pessoal, com toda minha verdade me colocava diante de Deus e pedia que Ele me desse respostas, pedia que fosse sempre Ele o centro de nossas vidas, que Deus fosse sempre Deus e nós fôssemos fiéis ao que Ele nos pedisse. No meu acompanhamento, Deus confirmava minha oração. Por meio da minha acompanhadora, Ele falou “é tempo de colher! Colher os frutos que já estão dando.” E eu fiquei mais uma vez boquiaberta, pois eu não tinha partilhado com minha nova acompanhadora sobre o que Deus falava no início da caminhada. Antes Ele me pedia pra plantar e regar, ali Ele pediu para colher os frutos! Deus confirmava a caminhada, confirmava que era caminho trilhado em busca da santidade, onde Deus fazia na minha vida através da dele e vice-versa, ser dois em Deus. Ah, como me alegrou o coração ter a certeza de que era vontade de Deus. Partilhei com Jônatan sobre isso e nos enchia o coração de alegria e louvor. Passou pouco tempo e saiu o discernimento: sim, é vontade de Deus o namoro! Quando ele me pediu em namoro, saíram algumas vezes “é sério?!” é, demorou um tempinho pra ficha cair. E hoje vivendo este novo tempo, digo com toda certeza de que vale a pena viver tudo isso, vale a pena optar por Deus, vale a pena um namoro onde Deus é o centro e não nossas vontades ou desejos que possam nos ferir e ferir ao outro. Quando paro pra pensar percebo que foi um tempo de grande graça, porque aquilo que poderia me tirar de Deus, me arrastou para Ele. A espera que pra muitos é aquele desespero, aquele morrer lentamente, nada mais é que um ótimo tempo pra rever quem é o centro de sua vida, tempo de confiar na vontade de Deus, tempo de deixar Deus tocar nas feridas para curar, tempo de olhar pra o outro não como objeto para me fazer feliz, olhar pra o outro e sair de si para amar. Olhar pra Jônatan me impulsiona a amar, me impulsiona a buscar a Deus, me leva a rezar. No meu coração o louvor Àquele que tudo sabe e assim não deixa nossa oração sem resposta!” Ele “Conheci Luisa em 2013, quando um amigo meu a levou pela primeira vez no Shalom. Nesse tempo, não passava pela minha cabeça que eu pudesse um dia vir a namorá-la. Nessa época, eu trilhava um caminho vocacional. Um caminho de saber a vontade de Deus para a minha vida. Já ela, começava a participar do grupo de oração. Tendo ingressado no postulantado da Comunidade de Aliança no ano passado, e ela ainda mais engajada no seu grupo, por providência de Deus, a Comunidade nos deu o mesmo ministério: o Projeto Juventude para Jesus. Foi quando fomos nos aproximando mais um do outro; de sermos amigos, e estarmos servindo a Deus. Diante disso, fui enxergando nela cada vez mais uma jovem decidida por Deus. E isso foi despertando em mim um sentimento de ter para com ela, algo que ia além da amizade. Foi então que levei isso para meus formadores, e os mesmos me direcionaram a rezar e viver este tempo buscando fortalecer os laços de amizade. Pois bem, foi isso que eu fiz! Fomos vivendo um tempo de poder conhecer cada vez mais um a o outro. Além de

Maria esteve comigo nos momentos mais angustiantes da minha vida

Maria esteve comigo nos momentos mais angustiantes da minha vida. Em abril de 2013, sofri uma fratura no joelho, tive hemorragia interna e precisei fazer uma cirurgia. Antes de ir ao bloco cirúrgico, eu tive um ataque de nervos e acabei indo sem soro. O momento em que deixei minha mãe e fui levada, sozinha, foi de doer o coração. Em meio àquele ar gelado, àquele barulho dos aparelhos, eis que não sinto mais frio nenhum e um forte perfume de rosas eu passo a sentir, era um cheiro que me trazia paz, me acalmou e até hoje acalma. Quando o médico chegou, a olhar para mim, disse: “Podemos começar?”. Era como se fosse acontecer algo muito comum para mim. Naquela ocasião, Maria veio ao meu encontro, seu manto me aqueceu e seu perfume trouxe a paz ao meu coração. O Amado não teria outra forma mais especial para dizer que estava comigo, Ele enviou Sua mãe. Eis que Maria surge naquela sala, era uma mulher linda e com um brilho exuberante, mas bendita anestesia que não me deixou apreciar aquela Mulher. Lembro-me de que ela se fez presente mais uma vez, no Congresso de Jovens Shalom em 2014, quando Moysés Azevedo, em sua pregação, disse: “Maria foi escolhida aos 15 anos. Quem aqui tem 15 anos?” No meio da multidão que estava ao meu redor, apenas eu levantei a mão. O perfume de rosas veio de novo ao meu encontro. Ali eu estava sendo escolhida como ela foi. Deus, no mesmo dia, algumas horas antes, havia me falado que o meu sim salvaria almas. Eu fiquei tomada de uma alegria sem fim. E é no meu sim diário que a vontade de Deus vai se cumprindo. É sendo escrava do Espírito Santo e serva da Rainha que eu resgato almas para o Amado. Israelly Soares Jovem da Obra Shalom em Garanhuns

O que Deus nos dá e reserva para nós supera tudo

Experiência com Deus… Evangelização… Namoro cristão… Algum pedido que você fez a Deus e Ele te atendeu… Vocação… Experiência com os santos, com a Igreja… O comshalom.org quer saber qual é a sua história com Deus. Todos os dias, publicamos um testemunho novo na home. O de hoje é de Larissa Alves. Quer ter a sua história publicada aqui? Envie texto e foto para  redacao@comshalom.org e evangelize conosco. Confira: Eu me chamo Larissa Alves, tenho 20 anos e há quase um ano tive minha primeira experiência com o amor de Deus, no primeiro Seminário de Vida no Espírito Santo na minha paróquia, realizado por um grupo que dava seus primeiros passos na carisma da Comunidade Shalom. Eu tinha acabado de sair de um relacionamento complicado e meu coração estava despedaçado, estava frustrada, muito magoada ainda, foi quando recebi um convite que mudaria eternamente a minha vida: participar do SVES. Recusei-me a ir no início, resolvi ir no último dia. No momento da Efusão do Espírito Santo, Deus falou muito ao meu coração, e eu soube, então, que aquele dia havia sido preparado para mim. O Senhor o havia preparado. Chorei muito, entreguei-me a Deus, senti que Ele me puxava, que me chamava, meu coração ardia demais. Feridas estavam sendo curadas. Foi então que decidi viver para Deus, por Deus, para Seu reino. Comecei a participar do grupo de oração, pouco depois comecei a servir no Ministério de Música, mas ainda sentia que o Senhor queria mais de mim. Em setembro, fui ao CJS e foi lá onde Deus me pediu a minha juventude, minha vida, tudo. Em oração, entreguei tudo ao Senhor. Nesse ano muitas coisas aconteceram em minha família, eu a vi se desfazer bem diante de meus olhos. Meus pais saíram de casa e foram para outra cidade com meus irmãos. Tinha tudo para minha caminhada no grupo de oração parar por ali. Eu nunca havia me separado deles, mas pelo apelo de Deus, por Seu amor infinito, decidi ficar e viver para Ele, servi-Lo. Como poderia deixá-Lo, se hoje, sim, sou uma livre escrava do amor Dele? Vale a pena esperar, renunciar. Dói muito, mas o que Deus nos dá e reserva para nós, supera tudo.  

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