‘Um coração inflamado por este amor tudo realiza, a tudo se dispõe’

“Um coração inflamado por este amor tudo realiza, a tudo se dispõe’, Escritos-Amor Esponsal 11. Acredito que esta frase transmite tudo o que agora vivo, não por orgulho de fazer esforço para estar e realizar, mas sim por ter sido alcançado por este amor. Quando me vi diante daquele Aberto Coração, que me chamava à unidade não podia mais hesitar em abandonar-me dentro dele. Desde meu primeiro contato com o Shalom, me foi relevado algo que confirma-se hoje dentro do chamado de Deus a mim, algo que nunca havia sonhado (e se tivesse nunca seria tão belo quanto é hoje a minha realidade), a revelação de ser Shalom. Ao longo do tempo, foi se tornando concreto. Participei do Acamp’s e lá foi avisado que haveria no outro mês o encontro vocacional; alegrei-me profundamente embora com muitas resistências. A cada encontro e a cada acompanhamento, crescia em mim um sentimento de pertença, algo inexplicável que germinava em mim e me trazia uma imensa alegria. Mas também o medo, pois tinha e tenho compreensão da dimensão deste chamado e me via incapaz, pecador demais, infantil demais para assumir este chamado, para ofertar minha vida. Isto me fazia pensar em desistir, abandonar, tentar outro ano. Um medo mascarado se criava em mim. Mesmo em meio a um turbilhão de sentimentos, nada me impedia de ir ao Shalom porque, embora eu tentasse fugir, dentro de mim gritava a necessidade de estar, de adorar, louvar junto com aqueles que eram tão semelhantes a mim e tão diferentes. Minhas idas a Belo Horizonte são um tanto demoradas pois moro a 12 horas de distância da capital, em uma cidade pequena chamada Espinosa (MG). Nas minhas idas ao vocacional, passava horas acordado na poltrona ouvindo as canções da Comunidade. Isso fazia crescer ainda mais meu amor e a ânsia de estar, pertencer e Ser Shalom! Na minha penúltima ida, enquanto ouvia a canção que dizia de fato tudo o que refletia naquele momento, fui relembrando tudo o que Deus me levou a viver, a “distância que os ventos levaram meu coração” e chorava, chorava muito de alegria e cantava a canção, tendo a certeza de que o Shalom era e sempre foi o meu lugar. Deus, com Seu imenso amor, veio a mim, que sou tão pecador, um frágil vaso de argila, e mostrou o meu lugar no Seu aberto coração, que pude tocar e sentir a Paz. Ele me atraiu, muito antes que eu percebesse, moldou-me e nunca percebi, trouxe-me para o Seu lugar. Retirou meus excessos, podou meus ramos para que eu desse mais frutos, regou minha esperança para que eu não voltasse atrás. E mesmo com passos lentos e bastante curtos, o Senhor me trouxe para perto Dele. Doze horas de viagem podem ser um impacto para o corpo hesitar a não estar, permanecer, mas o coração já estava ancorado ali. Doze horas não é uma dificuldade para mim, dificuldade para mim é estar distante, é não poder ir, é não estar no lugar onde sou plenamente feliz. Doze horas não podem separar um coração que encontrou o seu lugar, seu lar, as marcas gloriosas da Cruz, o aberto coração. Valdeir Silva

Ser amada, escolhida e apreciada por Deus é o maior milagre que eu poderia viver

Olá, meu nome é Adriana Ramos, tenho 23 anos, sou postulante da Comunidade de Aliança da Comunidade Católica Shalom de Recife. Vou partilhar um pouco sobre a condução de Deus na minha vida até hoje. Primeiramente, gostaria de dizer que admiro muito aquelas pessoas que lembram da data do seu Seminário de Vida, ou de como foi exatamente aquele primeiro momento com Jesus. Bem, eu não sou uma dessas pessoas. Sei que cresci numa família católica que sempre me levou para a Igreja, fiz primeira comunhão e crisma. Quando era ainda bem nova, fiz um acampamento evangélico onde lembro que gostava muito das músicas e de louvar a Deus. Depois passei 8 anos em um grupo de paróquia chamado Ágape, onde vivi experiências muito fortes em Deus. Hoje em dia, por muitas vezes, quando paro para rezar, lembro de vários fatos da minha infância. Já lembrei da imagem de um anjo da guarda pendurado em cima da minha cama; lembro de uma época em que mesmo tão pequena gostava de ler os Salmos da Bíblia e ia até o quarto da minha mãe para explicar o que tinha entendido; recordo-me de ver uma pessoa colocando pregos numa cruz e começar a chorar; e muitas outras coisas que Deus foi me trazendo à memória. A verdade é que Deus sempre esteve comigo! Sua presença silenciosa, mas real, nunca me deixou. Aos poucos, com muita paciência, meu Amado foi me atraindo, me seduzindo, me chamando. Sempre olhei para as pessoas ao me redor e me achava diferente delas, e isso me incomodava muito. Por que não podia ser igual a todo mundo? Bem, hoje eu sei, simplesmente porque eu sou única para Deus! Ele me formou e me criou de forma única, pessoal, irrepetível e irrevogável. Já tive tantos sonhos na vida, mas eles pareciam sempre tão distantes, tão fantasiosos… Hoje continuo tendo um sonho, o melhor que poderia ter, o mais real, concreto, seguro e verdadeiro do mundo: a santa vontade de Deus. Nele, e com Ele, encontrei o que meu coração sempre procurou! Ser amada, escolhida e apreciada por Deus é o maior milagre que meus olhos poderiam ver. Eu, que só o traio, firo, deixo-o de lado, e Ele, que em cada uma dessas circunstâncias me atrai novamente. Eu, realmente, sou perfeitamente amada por Deus! E, para corresponder a esse imenso amor, o que posso eu fazer, a não ser dá todo meu coração? É tudo Dele: meu passado, presente, futuro; meus planos, sonhos, aqueles que eu amo! Posso hoje dizer com toda certeza ao Meu Amado: “Sim é teu meu coração, sim é essa minha decisão. Seja, Senhor, o meu único amor, meu tudo!” Não sou igual a ninguém, pois sou única para Deus. Não sei o que será da minha vida amanhã, mas caminho vivendo o hoje na certeza que, seja lá o que acontecer, serei e já sou imensamente feliz, pois escolhi Aquele que — sofrendo numa cruz — morreu e morre todos os dias por mim em cada e em todas as missas ao redor do mundo. “Só te peço Espírito Santo de Deus que sustentes minha decisão, meu coração, meu olhar, pois não tenho medo de sofrer por Ti, mas temo guardar a minha vontade. Salva-me de mim mesma!”

Eu quero essa alegria eterna

Em março de 2014, fui convidada para participar do Renascer, retiro de Carnaval realizado pela Comunidade Católica Shalom. Já fazia algumas semanas que eu frequentava a Comunidade Shalom, porém ainda não tinha tido uma experiência com o amor de Deus, aquela experiência tão forte a ponto de você querer mudar tudo, inclusive o mundo e você mesmo. Nasci e cresci dentro da Igreja e sempre estava presente nos encontros, nas reuniões, etc. À medida que fui crescendo, o mundo foi me apresentando coisas, que eu julgava bem melhores do que ficar sentada dentro de uma sala quente com pessoas falando de Deus. Com tudo isso acontecendo, meus pais resolveram se mudar. Óbvio que eu não queria ir, não queria deixar tudo aquilo que o “mundo tinha me dado” e não entendia o motivo de sairmos de uma cidade grande, onde moram todos que amamos, para morar em uma cidade pequena. Minha mãe dizia que Deus tinha planos para todos nós lá. E com o tempo passando, fui descobrindo um vazio muito grande dentro de mim, um vazio que eu não conseguia preencher sozinha. Comecei a buscar aquela “felicidade”, que o mundo já havia me mostrado uma vez. Conheci alguns amigos, que me apresentaram as drogas e comecei a usá-las, sempre tendo consciência do que estava fazendo, pois meus pais já tinham me falado muito sobre isso. Depois, conheci alguns meninos, e me fizeram acreditar que eu só seria feliz se eu tivesse alguém comigo. Desse modo, eu ia fazendo de tudo para preencher aquele vazio, mas nada resolvia, e ele só crescia cada vez mais. Foi aí que comecei a me cortar. Aquela dor me fazia bem, ver o sangue escorrer dos meus braços, sentir aquela fraqueza era legal, pelo menos era o que eu achava. Me revoltei contra tudo e todos, vivia para agradar a mim mesma. Convidaram minha família para uma quadrilha no Colégio Diocesano, que é ao lado do Shalom, e só tinha uma vaga na rua, exatamente na frente do Centro de Evangelização.  Meu pai já conhecia o Shalom e começou a querer que todos nós conhecêssemos também. Fomos a uma Missa na quarta. Como foi belo tudo aquilo. Convidaram-me para ir sábado, no grupo de jovens, e eu não pensei duas vezes. Lá era meu esconderijo. Eu ia para o Shalom com a finalidade de fugir do mundo e de mim mesma. Então, me chamaram para o Renascer. Participei do Flash Mob e até servi no acolhimento. Deus sempre teve pressa comigo. Começamos com a animação e com o louvor, logo em seguida veio a adoração e lá Ele mudou minha vida. Em cada pregação, cada testemunho, cada sorriso eu ia falando pra mim mesma: “É isso que eu quero, eu quero essa alegria eterna”. Nesse momento, eu deixei Deus entrar e tomar o lugar Dele, que é no centro da minha vida. Na hora da Efusão do Espírito Santo, um momento muito especial que acontece no Seminário de Vida no Espírito Santo, o Senhor deixou bem claro o chamado Dele para mim e a pressa que Ele tinha comigo. Eu me questionava como era possível Ele me amar tanto, se eu não sou digna nem de olhar para Ele. E começaram a falar que Deus era Misericórdia e que nos amava da forma que estávamos, ainda que sujos, pecadores, pequenos. Depois da minha experiência, entreguei minha vida e planos para Ele. Houve muitas quedas, é verdade, “mas sempre me levantou o Senhor, algumas vezes Ele me arrastava, com vícios e tudo, e quando se esgotaram minhas forças, Ele me levou nos braços”. Hoje, sou engajada no grupo de oração e meus pais são postulantes da Comunidade de Aliança. Deus não me tirou nada, Ele me deu tudo. “E hoje não vivo sem Ti, meu Senhor, Tu és o sentido e a razão do meu louvor.” Ana Gabrielly

Ser Shalom amando as crianças

Chamo-me Luan, tenho 20 anos e sou vocacionado à Comunidade Católica Shalom na missão de Parnaíba (PI). Durante minha experiência vocacional na Comunidade de Vida, em Sobral (CE), meu apostolado era a Promoção Humana. Por isso, servi na Casa São Francisco, abrigo de crianças em situação de risco social, no grupo dos menores infratores e na Fazenda da Esperança. Gostaria de partilhar um pouco sobre o que ouvimos na formação com o Moysés Azevedo, na qual ele falava sobre a necessidade de adentrarmos a lama da humanidade. Isso me tocou muito, pois percebi que evangelizar não é gritar de fora para o homem imerso na lama, mas sim, entrar na lama para falar com este homem. Eu rezava sobre “ser Shalom” no meu serviço, pedia ao Senhor esta graça e eu tive uma lembrança do meu primeiro dia de apostolado no abrigo. Naquele dia, uma das crianças que estava lanchando, deu-me o seu lanche para eu segurar e me abraçou. Nesse momento, o Senhor me disse que eu “seria Shalom” amando as crianças no meu apostolado. Leia também: .: “Adoção, ato de amor”: conheça o abrigo de crianças em Sobral Luan Figueiredo

A alegria de ser consagrada

A jovem missionária da Comunidade de Vida Shalom Leila Amaral dá testemunho de como é viver um chamado radical para seguir Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela tem 26 anos e há pouco tempo fez suas promessas definitivas no Carisma Shalom. Atualmente, Leila está em missão na cidade de João Pessoa PB), onde trabalha na evangelização e formação de jovens, adultos e crianças. “Sou feliz por ser consagrada”, garante ela. Confira: Sou filha única, deixei a casa dos meus pais, em Fortaleza, aos dezoito anos, no ano de 2007. Posso dizer que em meio às ofertas, sempre prevaleceu a alegria de fazer a vontade de Deus. Decorrentes oito anos deste primeiro chamado de Deus a mim, relato hoje o que sempre moveu e continua a mover o meu coração: expressar com minha juventude a alegria de ser de Deus; de que vale a pena deixar tudo por Ele. Aliás, carrego comigo uma frase do Santo Padre Bento XVI, na qual é, também, sustento em minha caminhada, que diz: “Deixar tudo, para ganhar o Tudo que é Deus.” Eis a frase que expressa certamente o que se passa no meu coração. Gera impulso em mim! Gera coragem! Mediante as ofertas? Expresso com certeza que sim, mas com elas dando ainda mais fecundidade no meu “sim” a Deus. Que minha vida consagrada seja expressão do meu Amor a Deus, à humanidade e à Santa Igreja Católica. Shalom para sempre!

O Vento sopra onde quer!

Prazer! Meu nome é Michael Yuri Alves Kimura, tenho 23 anos, sou natural de Naviraí (MS), e, atualmente, me encontro em Curitiba (PR). Venho hoje com o coração escancarado para partilhar um pouquinho das experiências, que, pela graça de Deus, pude vivenciar até este tempo. Durante 12 anos da minha vida, tive a oportunidade de viver no Japão (dos 5 aos 17 anos), juntamente com meus pais e minha irmã caçula. Mesmo inserido em uma realidade onde o Catolicismo é representado por apenas 0,5% da população japonesa, pela graça e zelo de Deus, consegui me preparar e receber os Sacramentos da Primeira Eucaristia e da Crisma (fui catequizado por minha mãe, com autorização do padre) ainda no Japão. Toda a vida fui fiel às missas dominicais e ao grupo de oração da RCC, em que minha mãe servia no ministério de pregação, sempre impulsionado pelas referências que tive dentro de casa, porém, ainda não havia experimentado, com intensidade o amor único, individual, gratuito e misericordioso de Deus para comigo. Um certo dia, e literalmente “CERTO”, “certeiro”, durante o momento de ação de Graças na Santa Missa, tive uma experiência tão profunda e  tão intensa com o Amor de Deus através do ministério de música, quem ao imprimir seu testemunho de amor em cada melodia e harmonia daquela canção, pôde me alcançar, e, ao me constranger, tirou de mim a capacidade de não me render a essa nova experiência do Amor de Deus, que não somente me preenchia, mas que chegava a transbordar dentro em mim, me incapacitando de contê-lo apenas para mim mesmo a partir daquele momento! Desde então, minha vida mudou de ponta cabeça e tive a certeza de que Deus me chamava a algo novo, movido pelo Amor que há tão pouco tempo havia provado e me rendido. Aos 17 anos, quando voltei para o Brasil, confesso que cheguei meio desnorteado, numa terra tão minha e, ao mesmo tempo, tão estranha e diferente. Mesmo um pouco revoltado com tudo isso, sempre estive ciente de que isso já fazia parte do “novo” preparado por Deus. Já se passaram seis anos desde que voltei do Japão. Em 2012, participei do Encontro Mundial de Jovens da RCC, com o tema “Em Jesus, as nações porão sua esperança”. Durante cinco dias, vivenciei experiências muito intensas e edificantes, e, então, percebi que aflorava e fluía dentro em mim o desejo incessante pela missão, pelo “anunciar até os confins da terra”, se necessário fosse. Esse encontro foi realmente um divisor de águas na minha vida, foi onde verdadeiramente me decidi pela Evangelização, onde decidi sair dos meus “círculos de segurança”, que ao longo do tempo fui criando, e ir ao encontro dos que realmente necessitem de “Jesus para, assim, poder depositar sua esperança” e, assim, poder esperar caminhando. Lembro que, logo quando cheguei em casa, partilhei com minha mãe o desejo pela Missão. Num tom lacrimejante, disse a ela: “ Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?” (Romanos 10:14) E, então, feliz, ela me disse: “Você pertence mais a Deus do que a nós (minha família), eu te criei pra ser águia, se Deus te chama a voar, vai e voa..” Como sempre, minha mãe me surpreendendo com tamanha docilidade à vontade de Deus. E, então, guiado pela mão de Deus vim para o Paraná, para poder estudar música e, assim, poder proporcionar um dia, na vida do próximo, aquela mesma experiência, que, láaaaaa no Japão, foi tão profunda e intensa, a ponto de mudar o rumo de uma vida inteira, apenas por um testemunho impresso em uma canção! Logo depois do Encontro Mundial, tive a oportunidade de fazer a Escola Nacional de Formação para Líderes e Missionários da RCC e tantas outras formações e experiências, que me ensinaram ao longo do caminho a ser mais configurado à imagem de Deus, gerando também, o desejo pela Vida Comunitária, de viver somente pela missão e evangelização, e foi onde me deparei com a Comunidade Católica Shalom. No dia 22 de janeiro deste ano, eu me encontrava um pouco angustiado e questionava a Deus, o que seria a vontade dEle em relação a mim para aquele tempo, e, como não conseguia me concentrar na oração, resolvi orar de uma forma diferente aquele dia, peguei meu roller (patins) e resolvi andar pela cidade e simplesmente contemplar tudo que o Senhor me permitisse. Lembro que, em pensamento, eu disse para Deus: “Preciso de algo novo!” Após andar mais ou menos 6 km de patins, parei na frente do Centro de Evangelização do Shalom em Curitiba, e meu coração ardia de curiosidade e vontade de entrar e conhecer melhor, mas como estava de patins pensei que chamaria muita atenção. Neste dia, todos estavam se preparando para ir ao Acamp´s, lembro que todos estavam de malas, colchões, enfim…  E, então, após 10 minutos parado na frente do Shalom, resolvi ir embora e voltar outro dia, mas a providencia de Deus foi maior e não me deixou voltar desamparado aquele dia, aliás, eu nem voltei. Ali mesmo, dois jovens da Comunidade de Vida (Thiago Bonfim e Tatiane Maia) me avistaram e convidaram para ir junto com eles ao Acamp´s, e eu fui! Lá me senti contagiado pelo novo que tanto desejei ao sair de casa, e decidi, então, me deixar ser surpreendido por Deus. E como fui! Ou melhor, ainda estou sendo a cada instante. Hoje faço o caminho vocacional do Shalom, olho como Deus tem conduzido a minha história e não consigo deixar de corresponder, com gratidão a esse Amor que, de forma gratuita e zelosa, me alcançou e me faz pleno! Para finalizar, quero deixar uma música que, de forma pessoal, resume a minha história, e que assim como em vários momentos me fez permanecer, também pode causar o mesmo impacto dentro do coração de outras pessoas: “Vejam só onde eu fui chegar, não imaginei ir tão distante assim Teu olhar por certo me atraiu e a tua voz ainda ressoa

Testemunho: O 180 Graus foi único na minha vida

Tenho 20 anos e tenho uma vivência de Igreja desde criança. Já fiz alguns encontros desses, porém, este realmente foi uma virada 180 graus na minha vida e foi o melhor que já participei, foi único. Durante vários momentos senti a presença viva e real de Deus e escutei Dele que Sua Misericórdia é imensa. O momento que mais gostei foi o da Santa Missa, bem cantada pelos jovens, e o da adoração, o ápice deste seminário. O Peterson, em sua pregação sobre o Amor de Deus, nos disse que o Senhor ia se revelar neste seminário nas pequenas coisas e, realmente, Deus se revelou a nós, com Seu Amor, na simplicidade. Foi lindo o momento em que ficamos todos ao redor do altar e Deus começou a realizar Suas curas no meio de nós. Foi incrível o 180 Graus: os momentos de convivência, os cuidados que todos tinham comigo, o show que foi muito bom. Posso dizer que foi uma experiência nova e madura na minha vida. Aprendi que o amor de Deus, além de pessoal, gratuito e misericordioso, também corrige nossos atos. Bruno Monteiro, participante do 180 graus de 2014.

Deus me chamou para Ele e mostrou que o meu lugar era o Seu coração

Olá, meu nome é Ana Carolina, tenho 19 anos, sou estudante de Direito, consagrada a Nossa Senhora e vocacionada da Comunidade Católica Shalom. Conheço o Shalom há uns três anos e, por incrível que pareça, sempre tive pavor. Conhecia algumas pessoas e elas, sempre que me encontravam, falavam-me algo marcante, já era Deus me chamando e eu, surda, nunca ouvi. Mesmo em meio a esses ‘sinais’, nunca quis proximidade com a Comunidade. Sempre levei uma vida normal e feliz. Porém, com o passar dos anos, essa felicidade foi se desgastando, como se minha felicidade não estivesse nas coisas que eu via e vivia, e realmente não estava. Minha vida era bem comum: ir à escola, ao meu grupo na paróquia todos os sábados, missa aos domingos e fim. Daí, comecei a perceber que isso já não mais me bastava, eu me via tão cheia de tudo e sempre tão vazia de tudo! Parece até contraditório para quem tinha uma semana cheia de compromissos. Comecei a me perguntar o que estava faltando para que eu fosse feliz de verdade se eu sempre tive “tudo” o que eu queria. Eu estava perguntando a pessoa errada, estava olhando só para mim, e isso me angustiava cada dia mais, porque a cada dia que passava eu me sentia mais infeliz. O tempo foi passando e uma amiga minha, hoje é membro da Comunidade, convidou-me a fazer o encontro vocacional aberto, com a promessa de que seria um dia para ouvir a voz de Deus. Depois de muito relutar, chamei umas amigas e fui. Naquele domingo, Deus me falava o dia todo, em todos os detalhes. O encontro tinha como tema “Sim, Eu Desejo, Eu Quero, Eu Vou!” — o que me chamou mais atenção, mas só percebi isso bem depois. Não fazia ideia de o quanto minha vida mudaria dali em diante. Senti algo diferente mas não sabia o quê. Então, resolvi deixar para lá e, na minha covardia e miséria, não continuei porque tinha um medo que não sabia de onde vinha, só sabia que ele estava lá. No entanto, a semente já havia sido plantada, só faltava que eu deixasse ela frutificar. Com a certeza de que Ele me ama muito e sempre fez de tudo para me atrair, mais uma vez estava eu onde todo o incômodo começou. Deus, em sua infinita bondade, me mandou um anjo que me chamou para participar de um tal de Acamp’s. Eu falei que ia ver se dava certo, porque meus pais não me deixavam dormir fora de casa e, sendo algo que eles não conhecem, seria muito mais difícil. O que eu não sabia era que Ele já estava preparando aquele acampamento para mim. Falei com meus pais e, surpreendentemente, eles me deixaram ir sem muito hesitar. Então, fiz as malas e fui! Eu não sei nem descrever o quanto aquele acampamento foi demais, era lindo ver a alegria das pessoas em acordar às 6h da manhã por amor ao Amor. Eu ainda não entendia o motivo de tanta felicidade, só sabia que queria ser feliz do jeito que eles eram! Pela primeira vez me senti em casa em meio a desconhecidos. Me senti amada por pessoas que eu nunca pensei que ia conhecer algum dia! Dali em diante, Jesus finalmente me venceu e ganhou meu coração para si. Depois do Acamp’s, fiz novamente o vocacional aberto, exatamente um ano depois do primeiro, e dessa vez fui adiante. Mais uma vez, para minha surpresa, Deus me chamou para Ele e mostrou que o meu lugar era no seu coração. Dentro de 8 meses, me vi: consagrada a Nossa Senhora, completamente apaixonada por Jesus e chamada à uma vocação, com a certeza de que finalmente encontrei o meu lugar. Deus foi muito bom comigo. Ele fez do meu nada tudo, me deu tudo! A minha vontade de corresponder só aumentava, mas eu ainda não sabia como. Então, resolvi que, por amor, todos os dias lhe entregaria a minha vida, porque Ele me ensinou que vale a pena tudo dar! Meus planos, sonhos, alegrias, angústias, Ele me ensinou a não mais reter o que há em mim! Tudo passa, mas Ele é fiel e fica! Hoje, o que eu mais anseio é perder-me Nele para só assim me encontrar. Eu costumo dizer que Deus teve pressa, que Ele realmente me quis. Hoje eu paro, analiso os últimos meses da minha vida e digo com alegria: “COMO TUDO MUDOU!”.

Shalom: eu faço parte dessa história

É incrível como apenas uma pequena palavra pode mudar tudo em nossas vidas. “Sim”  foi o que Maria disse a Deus e dela nasceu o Salvador de toda a humanidade. “Sim” foi o que Moysés respondeu ao chamado em seu coração e, por essa pequena palavra, já somam-se 33 anos de testemunhos para serem contados, 33 anos de vidas transformadas pelo amor de Deus e pelo “sim” de um homem. Posso, inclusive, incluir o meu próprio testemunho nesta conta, não que eu ache que a minha história seja digna de ser contada. Na verdade, acredito que toda história com algo de extraordinário em sua trajetória deve ser compartilhada, eu conheci Jesus e não há nada mais extraordinário que isso. Aos 14 anos, tive minha primeira experiência com o amor de Deus. Aconteceu no vocacional aberto de 2014, eu nem sabia o que era o vocacional, mas desde o Renascer (retiro de carnaval realizado pela Comunidade Shalom em várias cidades do Brasil) daquele mesmo ano, havia algo diferente em mim, algo que me abriu ao novo, algo que me fez acordar cedo em um domingo. Lembro-me muito bem do momento de adoração, a música era “Único Amor”. Eu só conseguia pedir para sentir aquele amor do qual eu ouvira falar durante as pregações no Renascer, eu não queria mais duvidar, eu não queria mais me sentir tão angustiada, como um navegador sem bússola. Nunca havia participado de uma adoração antes, mas estava de joelhos, a exemplo dos outros, suplicando a graça de Deus. Naquele momento, todo o meu conceito sobre Deus e a Igreja foi destruído. Aquela Igreja em que eu acreditava, essa que “rouba” os fiéis, foi apagada da minha mente. Esse Deus que condena, castiga e ignora deixou de existir para mim no momento em que provei de Seu amor. Jesus nunca precisou de mim para nada, nunca precisou que eu acreditasse no sacrifício d’Ele, mas me amou tanto que me permitiu tocar, como Tomé tocou, para que eu pudesse ser feliz. Não precisei viver muitas coisas mundanas para hoje compreender que Deus é a felicidade. Eu vivia para os estudos, para os meus amigos e para a minha família e eu não era feliz. Hoje vivo para Deus e sei que não preciso experimentar nada fora d’Ele, tenho a plena certeza de que nada fora da Sua vontade me fará feliz. Sou vocacionada, tenho 15 anos, sou Shalom, sou feliz. E posso lhes garantir que mesmo jovem posso dar o meu pequeno “sim” a Deus, mesmo jovem não preciso esperar para daqui a alguns anos, quando eu for mais madura. Posso dar o meu sim hoje, eu quero dá-lo hoje, não quero adiar a minha felicidade para amanhã. Bendito seja Deus por essa vocação que me salva e que sustenta o meu pequeno “sim” todos os dias. Bendito seja Ele por todo o amor dedicado a nós, vasos de argila.   Maria Mont’Serrat Bomfim Mariano Comunidade Shalom – Crateús (CE)  

Testemunho: o Retlazer restaurou a minha vida

Restauração era o que eu sempre pedia nas missas que freqüentava, eu queria ter um novo coração e ser uma nova pessoa. Por diversas vezes, fui à missa simplesmente por ir, achava meramente uma obrigação do cristão. Mas sempre após o término da mesma, voltava para casa com um vazio que não era preenchido. Participando das atividades de grupo de jovens, não me sentia satisfeito, parecia que faltava mais para me tornar feliz. Ao receber o convite para o Retlazer 2015, animei-me e nesse momento minha vida começou a mudar. Foram dias de ansiedade até a hora de entrada no ônibus,  em direção ao retiro. Seguia ouvindo a música “Restauração”, do cantor Dunga, e pedia em meu peito para que o Senhor pudesse restaurar-me, e pela minha família. Chegando ao destino, diante daquele frio e diante daquela juventude animada que, mesmo sedenta e faminta, cantava glórias a Deus, desabei. Percebi que tudo o que eu precisava era repousar e conversar pessoalmente com o meu Deus. Ao longo das pregações, dos louvores, cada vez mais me sentia saciado do amor de Deus. É que tudo o que eu procurava tinha encontrado no Retlazer. Diante daquele momento de adoração, sentia dentro de mim uma chama se iniciando e cada vez mais ficando mais forte e, quando vi, já estava nos braços do Senhor. Tive revelações e visões surpreendentes e que somente quem é agraciado do Espírito Santo poderia ter, quando foi neste momento que percebi que a tão sonhada restauração havia ocorrido em minha vida. Ao ver tantos jovens sedentos serem saciados das graças de Deus, não hesitei e me entreguei em lágrimas, buscando aliviar-me, foi então que senti quão maravilhoso é o nosso Deus. Conversando com alguns participantes e membros da missão de BH, da Comunidade Católica Shalom, pude entender e perceber que um novo homem nasceu, um novo dom Deus havia me dado, uma nova pessoa Deus havia me tornado. Lembram-se da música que eu havia citado? Pois bem, ela teve todo um papel nesse retiro para mim. Pois não só eu, mas muitos outros foram restaurados pelo poder do Espírito Santo de Deus. Deixo a vocês uma mensagem: sustentem o fogo do Espírito Santo, e lembrem-se de que vocês não estão só. “Eu, o teu Deus, estarei contigo até os confins da terra”. Joaquim Donizete Gonçalves da Rocha, participante do Retlazer 2015.

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