Testemunho: O que nos unia na terra ganhou mais força

Olá! Sou a Maria Auxiliadora,tenho 26 anos. Sou missionária da Comunidade Shalom, como Comunidade de Vida. Muitos me conhecem como Lia. Morava com minha familia em Santa Teresinha (PB) e conheci a Comunidade em Patos (PB). Vou partilhar com vocês algo que tem me marcado muito nesses seis anos na Comunidade: a grande diferença que faz a presença e o incentivo de minha mãe na minha vocação. Tive minha primeira experiência com Deus em 25 de agosto de 2005 e minha vida tomou um novo sentido, mudou completamente. Em 2006 conheci a RCC e fiz meu Seminário de Vida no Espírito Santo. No inicio de 2007, iniciei um processo vocacional com a Canção Nova. Durou apenas quatro meses, mas foi de grande importância para mim. Nesse mesmo ano, conheci o Shalom através de um curso de violão. Me chamou atenção aquele lugar, as pessoas, as músicas, a forma como se vivia… Era um clima diferente! Bem, com toda cautela de minha parte e toda poderosa ação da providência de Deus, fui conhecendo mais a Comunidade e meu coração se inquietou. No fundo, era exatamente aquilo que eu desejava viver. No início de 2008, recebi um convite para partir como jovem em missão. Fui rezar e Deus foi muito claro. A Palavra que Ele me mostrou foi em Gn 12,1-3. Logo no início, Deus disse: “Deixa tua terra, teus parentes e a casa de teu pai, para ir a terra que vou te mostrar.” Mais clareza que isso, impossível. Com calma, partilhei com minha mãe o convite e o que Deus já estava me dizendo.  Detalhe importante: sou filha única da minha mãe, e morávamos apenas ela, minha avó e eu. A princípio, ela não gostou muito dessa história, mas a cada vez que partilhava com ela o que Deus me falava, percebia que aos poucos ela ia tendo um novo olhar e ia também acolhendo. Nunca impus minha vontade ou briguei com ela por causa disso. Quando rezava, pedia que se fosse da vontade de Deus a minha ida em missão, que Ele a firmasse também no coração da minha mãe. Com uns dois meses, parti como Jovem em missão para Mossoró (RN), com a bênção e o apoio da minha mãe. Ali trilhei o caminho vocacional e ingressei na Comunidade, indo para São Luí (MA). Lembro que com dois meses que estava em Mossoró, minha avó faleceu e fui para o velório. Fiquei uma semana com minha mãe. Ao rezar, perguntava a Deus o que Ele queria, porque eu poderia voltar e ficar com ela, não seria errado, mas ao mesmo tempo, eu sabia que Deus havia me escolhido. Rezei, rezei, rezei e Deus não me dizia nada. Então, disse para o Senhor que conversaria com minha mãe e o que ela dissesse acolheria como Sua Vontade para mim. Meu coração estava angustiado com a ideia de  voltar e deixar a missão. No início da conversa, quis saber como ela estava e o que ela havia pensado a respeito da nossa vida a partir dali. Para minha surpresa, ela olhou fixamente para mim e perguntou: “Você está querendo saber se quero que volte para casa?” Eu disse: “É !” E ela com toda convicção respondeu: “Não! Não quero que volte para casa, porque sei que esta é a vontade de Deus para sua vida!” A paz reinou em meu coração. Ali percebi que Deus havia firmado no coração da minha mãe Sua vontade a meu respeito. Os anos foram passando e ela permaneceu muito próxima, feliz comigo e rezando sempre por mim e pela Comunidade. Nunca usou como pretexto o fato de estar sozinha em casa e por isso me pedir para voltar. Em 2013, ela foi submetida a um cateterismo e pela providência de Deus pude estar com ela. Após alguns dias em casa, precisou ser hospitalizada, pois teve complicações e chegou a um grau de infecção muito alto. No nono dia de internação, tudo já estava bem estabilizado, tudo corria bem e só esperávamos sua liberação para irmos para casa. Na madrugada, ela passou mal, teve uma embolia pulmonar e veio a falecer. Eu estava ao seu lado, e naquele momento, Deus me disse: “Sua mãe deu a vida por você, por sua vocação, para que você não volte atrás!” Aquele momento foi muito profundo. Me vi sustentada pela graça de Deus de uma maneira tão forte que apesar de toda dor que vivia pela perda da minha mãe, a paz reinava em meu coração. Hoje, tendo passado um ano da sua páscoa, testemunho a sua intercessão, o seu zelo por mim e pela Comunidade. Não me sinto só! Vejo que o que nos unia na terra ganhou mais força e hoje me arrasta para o céu. Sou grata a Deus por minha mãe, seu testemunho, seu amor, sua simplicidade e seu apoio à minha vocação. Tudo isso me impulsionou para ofertar minha vida a Deus e sempre me manteve muito segura de que não havia feito a escolha errada. Lia Gomes

Comemoração dos 32 anos da Vocação Shalom na missão de Chaves/PA

Vocacional de Belém promove noite temática “Shalom Para o Mundo”

No sábado (5), o Centro de Evangelização Shalom em Belém foi palco para as nações. Na primeira das ações celebrativas do aniversário da vocação Shalom, que em 9 de julho completa 32 anos, a Missão de Belém (PA) promoveu, por meio da Secretaria Vocacional, a noite temática “Shalom para o Mundo”. Dando início à noite, Ednalva Vitória, missionária da Comunidade de Vida, partilhou sobre sua experiência na missão da Comunidade Shalom em Madagascar. Vitória destacou sobretudo o sentido missionário da vocação Shalom, relatando o momento em que, morando em Palmas (TO), foi convocada a ir em missão para o continente africano: “Toda vez que você renova seus votos [na comunidade] você promete ir em missão onde a Igreja e a humanidade precisarem de você, então quando a responsável pela missão em que eu estava me disse ‘Vitória, estão precisando de você lá em Madagascar, você tem até hoje a noite pra me dar a sua reposta, se é sim ou não’… eu respondi ‘não precisa esperar até a noite não, é sim, eu prometi ir aonde a Igreja e a comunidade precisarem de mim, então não tem porque eu ficar até a noite pensando, então, conte comigo, eu vou”. A internacionalização do Carisma Shalom foi apresentada também através de canções. O ministério de música apresentou um show acústico interpretando versões de canções da Comunidade em espanhol, francês, italiano e inglês. Canções em malgache (língua falada em Madagascar) e em Criolo (língua falada em Guiné-Bissau, país de naturalidade de uma das missionárias postulantes do Shalom) também foram apresentadas. A noite “Shalom para as Nações” é a primeira de quatro noites temáticas a serem realizadas pelo Vocacional durante esse mês em celebração aos 32 anos de fundação da Comunidade. Confira a galeria de imagens da noite vocacional clicando aqui.  

Noite Vocacional: Shalom para o Mundo

Escolhi amar a Deus com todo o meu corpo

 Aos 15 anos, tive minha primeira experiência com Deus e, de fato, experimentei um amor diferente de todos os outros amores, um amor autêntico, simples, generoso e misericordioso. Tendo sido conquistada por este Amor, aos 18 anos ingressei na Comunidade Católica Shalom, como postulante da Comunidade de Vida em Palmas (TO), um lugar onde eu nunca pensei em morar. Depois fui morar no Discipulado de Pacajus (CE), em seguida vim para Maceió, missão que estava crescendo, bem jovem, com missionários com promessas definitivas no Carisma. Maceió foi a melhor missão que Deus poderia ter me dado no meu segundo ano de discipulado (D2). Na Comunidade, o D2 é um tempo favorável para discernir o estado de vida, e eu estava muito disposta a descobrir se eu tinha sido criada por Deus para o celibato ou para o matrimônio. Iniciei esse processo de discernimento e o meu grande desejo era aderir à vontade de Deus, independente de qual fosse. Não posso negar que sempre, desde que tive a minha experiência com Deus, senti-me atraída ao celibato. Sentia-me amada de uma forma diferente, especial. Sabia que Deus era apaixonado por mim e isso me fazia querer ser apaixonada por Ele também. E eu era…e sou! Nesse tempo de descoberta da vontade de Deus, muitos questionamentos foram surgindo dentro de mim: Será que eu vou ser capaz de abraçar o celibato por toda a minha vida? Será que é isso mesmo? Eu não estava ficando louca? Dentre outros questionamentos, a resposta para todos era sempre o amor de Deus que me conquistava cada vez mais e ia me dando a certeza de que confiar na voz e na vontade de Deus era sempre o melhor. O celibato, que sempre me atraiu, agora não só me atraía, mas completava a minha vida, dizia respeito à minha essência. Era isso! Foi para isso que eu nasci! Não foi apenas para ser Comunidade de Vida que Deus criou, mas também para ser celibatária pelo Reino dos Céus. Hoje, aos 22 anos, sou uma jovem encontrada, realizada, completa e plenamente feliz por escolher o que Deus quer para mim. Reconheço que a minha vida é um grito para o mundo de hoje, especialmente para os jovens que se perdem no prazer pelo prazer. Hoje, a minha vida testemunha que é possível amar a Deus com todo o ser, com todo o corpo. Isso se dá pela graça de Deus e pela minha escolha de amá-lo a cada dia da minha vida. Ah! E como o Belíssimo Esposo me ama muito, neste ano de 2014 fui enviada para a missão de Israel, para a terra por onde Ele mesmo passou. Não seria loucura ser missionária da Comunidade de Vida, ser celibatária e ainda ir morar em Israel? É o amor de Deus; o sentido, o motivo, a razão da minha alegria, da minha loucura. “Pela Igreja, pelos jovens, pelos homens me consumirei”         Natasha Ferreira de Castro

Deus supera todas as nossas expectativas

“Aquele, cujo poder, agindo em nós, é capaz de fazer muito além, infinitamente além de tudo o que nós podemos pedir ou conceber.” (Ef 3,20) Realmente, Deus supera todas as nossas expectativas. Eu me chamo Marcela Leitão, sou membro da Comunidade Católica Shalom, como Comunidade de Aliança. Sou natural de Recife (PE). Hoje estou em missão em Braga, Portugal. Há 1 ano e 9 meses, embarquei em uma viagem rumo a um lugar desconhecido. Saí da cidade em que nasci, da convivência com o povo que tinha a mesma cultura que eu, da minha casa, família, da minha missão. Parti para uma terra distante, sem conhecer os costumes, a cultura, as pessoas. Parti para o “novo”! O novo que me assustava, o novo que fazia com que muitas resistências se levantassem dentro de mim, um novo que me amedrontava. Mas, diante de todas essas realidades, existia dentro de mim um impulso que era mais forte que tudo isso, uma voz que gritava me dando a certeza que essa era, sem dúvida, a minha via de salvação, caminho seguro de felicidade. Hoje, depois desse tempo, eu olho para tudo que tenho vivido e contemplo o novo que vai tomando forma, que vai além de cultura, de adaptações, de formas de evangelizar: o novo que Deus vai realizando na minha alma, na minha vida. Como estou feliz por tocar nas promessas de Deus, por poder dizer com toda a certeza do meu coração que vale a pena estar nesta via. Realmente é uma via de sacrifícios, de grandes lutas e batalhas. Uma via de Kenosis, de muitas vezes precisar ceder em vista da caridade, da vivência fraterna. Uma via de alguns momentos derramar lágrimas de dor, de saudade, de cansaço… Mas com certeza, uma via de graças, da alegria de estar no lugar certo, vivendo no desejo de tudo fazer por amor a Deus, de sempre colocar o amor acima da razão, de realmente ir descobrindo a felicidade no grande mistério do “perder para ganhar”. Bendito seja Deus que nos impulsiona a dar de graça o que de graça recebemos. Marcela Leitão

Fora te procurei e foi dentro de mim que te encontrei

“Fora te procurei, e foi dentro de mim que te encontrei…” Sou Rhaynna, vocacionada da Comunidade Católica Shalom, tenho 18 anos. Quando eu tive a minha primeira experiência com o amor de Deus, que foi no Renascer de 2013, pude dizer com toda certeza: encontrei o meu lugar! Logo que completei 15 anos, comecei a frequentar uma igreja evangélica com minha tia e minha avó. Nesse tempo, havia começado um namoro que foi o marco da  minha vida. Nesse namoro, encontrei decepções que, no entanto, foram edificantes, mesmo sem entendê-las. Estava tudo perfeito, era quase um sonho tudo o que eu estava vivendo. Sentimentos foram brotando no meu coração pois eu “amava”  meu namorado, e me sentia “amada” também. Em uma noite, após o culto, fui rezar para dormir, mesmo sem saber fui conversando com Deus, nessas palavras: “Senhor, gosto muito do meu namorado, mas eu quero um sinal para saber se é com ele mesmo que eu devo passar o resto da minha vida”. Com o passar do tempo, para a minha surpresa, tive uma decepção. Meu namorado me traiu. Foi um choque, mas, ao mesmo tempo um sorriso, uma alegria brotavam no meu coração, porque mesmo com a dor da decepção, percebi que Deus escutava minhas orações. Eu tinha três amigos que estudavam na mesma escola onde eu estudava e que pertenciam ao Shalom. Sempre os ouvia falar com bastante euforia do Acamp’s, Halleluya, Renascer… Sempre amei teatro, e gostava de participar de peças na escola, e um dia esses meus amigos me convidaram para participar da via-sacra. Eu fui, e no dia da apresentação, eles estavam conduzindo um momento de oração. Foi quando eu senti um negócio estranho acontecendo comigo, eu não conseguia parar de chorar. Foi quando rezaram por mim, mas eu não queria aceitar, pois era protestante e aquilo, pra mim, não passava de algo confuso. Fui convidada a visitar a Comunidade e, ao chegar lá, aquele clima diferente me agradou completamente. A alegria da Obra Shalom me contagiou e fui, aos poucos, sendo evangelizada pelo próprio Espírito de Deus. Depois do Renascer, me engajei no grupo de oração. Confesso que já senti vontade de largar tudo e sair correndo, mas hoje tenho a certeza de que a Graça que me sustenta vem de Deus. Hoje posso dizer com plena certeza e sem medo de ser feliz: Sou Shalom e amo a minha vocação! Rhaynna Hevilla

Culpava a Igreja por minha frieza

“Em Sua casa há sempre um lugar pra quando eu voltar” Foi esse verso, de uma canção do padre Fábio de Melo, o gatilho necessário para retornar Àquele que sempre esteve comigo o tempo todo, mas que eu não notava e até mesmo rejeitava. Quando criança, era engajado na minha paróquia no interior de Alagoas, no município de Teotônio Vilela. Cheguei a participar e coordenar grupo de oração, mas já no início da adolescência, depois de mudarmos para o município vizinho, afastei-me drasticamente da vida com Deus. Apesar de residir ao lado da Igreja, mal ia às Missas. Iniciei o Crisma, mas desisti no meio do caminho, pois minha mente, já aspirando à vida adulta, não conseguia aceitar tamanha simplicidade nas coisas pregadas, pareciam “anedotas infantis”. Minha razão já não dava espaço para os ensinamentos de Deus. Isso perdurou por praticamente dez anos. Na vida escolar e universitária, tinha uma necessidade absurda de ser aceito, fazer parte de um grupo. Minha mentalidade ingênua precisava ser modificada, precisava seguir a corrente da maioria, precisava ir matando em mim muitas coisas que eu julgava “intocadas” para ser feliz, para ser realizado, afinal, essa é a meta de todo ser humano. A vida com Deus nesse tempo não passava de uma ilusão para mim mesmo, talvez tivesse chegado a uma mera convenção social. Intitulava-me católico, mas conforme meus julgamentos e vontades, meus conceitos e certezas. Respeitava as diversas crenças, mas não me sentia atraído por outra fé. Nesse tempo todo de ‘ausência’, não conseguia  me ver em outro lugar. Culpava a Igreja pela minha frieza e a de muitos fiéis, pela forma não atrativa de alcançar as pessoas. Entretanto, uma hora era necessário cair em mim e verificar que o problema não estava fora, mas aqui dentro. Entre junho e julho de 2012, fui tomado por sintomas estranhos: taquicardia, insônia, falta de ar. Preocupado, investiguei o que se passava, quando foi diagnosticado o início de uma depressão. Ali me senti no fundo do poço, eu tinha descido ao lugar mais baixo. Já tinha chorado diversas vezes até a culminância disso tudo, uma frustração profissional tinha tomado proporções que eu não entendia, pois me achava autossuficiente o bastante para contornar isso. Ledo engano! Queria resolver esse problema, mas sabia que medicação não era a solução. Não no meu caso. Eu tinha o pensamento de voltar a me engajar na Igreja quando me estabilizasse, tivesse tempo. Porém, diante da dor que me assolava, não podia esperar mais. Aceitei o convite de minha irmã mais nova para ir a um grupo de oração que ela freqüentava havia pouco tempo. Sabendo que me ajudaria, insistiu no convite e eu aceitei. No primeiro encontro, o verso que intitula esse testemunho me chamou a atenção e o guardei comigo. Foi maravilhoso, notava que era isso mesmo que eu precisava. Nascia o desejo de continuar a ir mais fundo. Como o grupo tinha a proposta de reflexão e meditação, parti em busca de algo que era importantíssimo para mim: a ação e a interação entre os participantes. Confessei esse desejo a dois grandes amigos. Cada um me indicou um lugar. Na mesma semana, conheci os dois. O Shalom, que eu nunca tinha ouvido falar na minha vida, conheci por último e me encantou de uma forma definitiva. Conheci a oração carismática e ao mesmo tempo em que me amedrontei, estiva radiante de alegria, pois o que estava buscando, eu sabia que tinha encontrado. A cada encontro, uma pacificação, um novo olhar sobre mim, sobre meus planos, sobre a minha vida. Deus olhava para mim e não me condenava por tamanha ausência, ao contrário, me amava cada vez mais. Mas eu precisava dar passos, via aquelas moções, proclamações e achava isso muito distante. Diziam que Deus falava aos seus corações, nas suas mentes. Minha razão mais uma vez era incapaz de acreditar. Até que passei a rezar, diariamente, e exatamente como um exercício, mas um exercício de amor. Notei, enfim, a Sua Voz. Hoje, cada encontro meu com Ele é especial. Como pude estar distante tanto tempo? Por que tão tarde? Hoje sou imensamente grato a Deus por ter me esperado e por continuar a me esperar, por deixar reservado meu lugar em Sua casa. A vida de oração trouxe respostas a muitos porquês que eu tinha sobre a Igreja, reavivando a minha fé e modificando por completo o meu olhar imaturo sobre o maior sacrifício vivido em cada Missa. Descobri a beleza da liturgia, a vida dos santos, carismas, vocação. Encontrei uma Igreja viva, dinâmica, atuante. Ela resgatou em mim aquele moleque do passado, que está reavivando vários conceitos que estavam mortos e que tem se alegrado por não se ver mais só. Uma Voz clara que me impulsiona, que fez com que eu e meus irmãos de grupo de oração crescêssemos na Fé. Experimento concretamente a misericórdia do Senhor em minha vida pois, por providência, fui ovelha de um grupo e hoje sou núcleo de outro, ambos levam a misericórdia em seus nomes (Rahamim e Hesed, respectivamente). Fui percebendo que é neste espaço da vinha que Deus me convida a estar, nessa maneira nova de anunciá-Lo, criativa, ousada, feliz, extremamente feliz. Estava em busca da solução de um problema e Deus me deu muito mais que isso, me mostrou a alegria de ser Dele. Obrigado, Senhor!                  Euclides Lira       Vocacionado da Comunidade Shalom

Missão do Shalom em Propriá recebe novos postulantes

No sábado,  17 de maio, na Catedral Diocesana de Propriá, aconteceu a Missa de ingresso dos novos postulantes das comunidades de Vida e de Aliança.  Eles receberam os Estatutos da Comunidade como sinal de pertencimento à Vocação e ao novo caminho no qual Deus os inseriu, de aprofundamento no Carisma. O Postulantado é tempo de profundo conhecimento de Deus, do Carisma, de si mesmo e da Igreja. É marcado pela escuta de Deus, pela força da ação do Espírito Santo, gerando assim, homens e mulheres firmados no Carisma Shalom e dispostos a consumir suas vidas em vista do anúncio da Boa-Nova, da grande alegria do Evangelho. Mergulhando em todo conteúdo formativo da Comunidade, no estudo dos Estatutos, eles passarão por um período de experiência, firmando os passos no chamado que Deus fez para cada um. O Senhor, que em Seu infinito amor escolheu estas almas esposas, desposa-as para a humanidade sedenta de Seu amor. A felicidade gerada em seus corações é grande testemunho de que o Carisma Shalom está vivo, que a família está crescendo e que mais santos haverão na Comunidade, pois a outro chamado seus membros não querem responder, se não for este da santidade, o de ser santos. Rezemos pelos nossos irmãos postulantes, para que vivam este grande novo em suas vidas, para que sejam fiéis até o fim.  

O Senhor realiza maravilhas em minha vida em qualquer lugar que Ele me enviar

Sou Ítalo Anderson, tenho 19 anos  e sou vocacionado da Comunidade  Shalom na missão de Braga, em Portugal. Sou natural de Fortaleza, onde conheci a Comunidade. Em setembro de 2013, o Senhor me concedeu a graça de uma bolsa de estudos na Europa, e desde então estou morando em Porto, estudando Matemática. Em julho de 2012, eu estava ensaiando para o Festival Halleluya e prestei vestibular para a UECE (Universidade Estadual do Ceará). Foi nesse momento que Deus mais me surpreendeu. Em meio à intensa rotina de ensaio nas várias tardes, noites e finais de semana com bandas, com o corpo de baile próprio do Festival, com as ações de divulgação, era vontade do Senhor a minha vaga na universidade. O que ficou mais forte pra mim nesse tempo de processo seletivo foi o fato de Deus ir me pedindo, pedindo, pedindo. Na véspera da segunda fase do vestibular, como eu tinha decidido viver aquilo que Ele queria pra mim, fui dando aquilo que Ele me pedia e vivendo “a vontade de Deus que é o meu paraíso”. Como Ele é fiel, fui aprovado em Matemática e cursei um ano no Brasil, até que surgiu a oportunidade de uma bolsa para estudar fora. Falei com meu acompanhador e ele me disse que eu deveria tentar, pois não custaria nada, e pediu para que eu entregasse nas mãos de Deus, pois Ele sempre quer o melhor pra mim. Dois meses se passaram e viajei para Portugal. A primeira semana foi super difícil, era a semana do meu aniversário. Entrei em contato com a missão de Braga, que fica perto da cidade onde moro hoje, e uma das missionárias me falou: “Meu filho, pode vir até nós, nós somos sua família! Conte conosco!”. Demorei um pouco para ir por conta da novidade que era a faculdade, das coisas que eu precisava resolver, documentação, etc. Na primeira oportunidade, fui para “casa” e foi justamente o que aconteceu: senti-me em casa! Fui vendo que Deus já tinha pressa em me colocar a serviço. Pouco tempo depois que cheguei a Arquidiocese de Braga, foi realizado um evento que era voltado para os jovens e ele terminaria com um show do Shalom. Foi aí onde tudo começou! Aceitei o convite e ali eu tive uma experiência incrível com o Carisma, com a parresia, com a juventude. Era incrível ver como Deus se utilizou de cada um de nós que estávamos naquela noite para dar o novo, o diferente que aqueles jovens tanto buscavam e que os inquietava. Durante o show com as coreografias simples, com as improvisações, com o chamar jovens para dançarem conosco, com a simplicidade, Deus foi manisfestando Sua graça e dando uma alegria que alguns daqueles jovens desconheciam. Foi uma experiência muito diferente pra mim, mas que me fez perceber que Deus é simples e que o louvor sincero e verdadeiro agrada o Seu coração e renova nossa alma. Mas não parou por aí. Um padre pediu à Comunidade um workshop de dança para os jovens que estavam desmotivados, que estavam desistindo da Crisma. Como era um pedido da Igreja, a Comunidade aceitou e me lançou o convite. Na mesma hora eu aceitei. Só depois que cheguei em casa me dei conta do que eu tinha aceitado. Mas, como Deus se utiliza de tudo, fui até o fim.  Na hora que parei para pensar, várias coisas se levantaram, pensamentos de incapacidade, vontade de desistir, etc. Mas é justamente nessas horas que devemos ouvir aquilo que Deus nos pede. Assim fiz e pedi de todo coração que Ele me concedesse a graça, pois era um novo muito grande pra mim. E como Deus é Deus, assim Ele o fez. Assim que chegamos, encontramos o local fechado, esperamos na rua, no frio, mas como ser Shalom é ser criativo, começamos a cantar, dançar no meio da rua e quando apareceram para abrir o local, já éramos mais ou menos 20 pessoas entre portugueses e brasileiros cantando e dançando. Assim que entramos no local onde seria o workshop, minhas pernas tremeram, minha vista embaçou. Fui rezar e disse: “Senhor, agora é a tua vez. Vamos lá!” Subi ao palco e o Senhor fez o resto. O que ficou mais forte pra mim desse dia foi a abertura de coração daqueles jovens por algo que preeencha o vazio que eles sentem, que responda às perguntas que eles tem, que os ame de forma simples e concreta. Resume-se em uma coisa: O Amor de Deus! E, assim, Deus foi fazendo naquela noite, na qual tivemos por volta de 30 jovens louvando a Deus ao som de “Estrangeiro Aqui”. O Senhor realiza maravilhas em minha vida através da arte, da missão, seja no Brasil,em Portugal, em qualquer lugar que Ele enviar! Sou plenamente feliz por ter descoberto e viver esse amor infinito que me leva além de tudo o que um dia sonhei pra mim e que me faz alçar o livre voo dos filhos de Deus. “Não é tarefa fácil, mas se Deus nos chama, é a nossa alegria e felicidade. Com nossos corações cheios de desejo, devemos responder dizendo: ‘Sim, Pai, não é fácil, mas eu desejo, eu quero eu vou. Amém!’”

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