Retiro de Semana Santa RJ – Sexta

Semana Santa: Cruz de Cristo cura ferida do pecado

Feridos pelo pecado, precisamos nos deixar curar pela cruz de Cristo. O mistério da Paixão e morte de Cristo nos leva a atualizar em nossas vidas a Salvação, de acordo com o padre Jean Fernandes, missionário da Comunidade Shalom. Ele pregou sobre o tema da Paixão nesta sexta-feira, 18 de abril, durante o retiro de Semana Santa da Comunidade Shalom. “Eis o remédio: a cruz de Cristo. Na cruz encontramos a redenção; o Cristo Redentor que cura nossas feridas”, ressaltou. A sexta-feira Santa é ocasião especial para meditar e aprofundar a graça do Senhor que vem nos curar de todas as feridas e indignidades, de acordo com ele. Padre Jean destacou que o Senhor assumiu na cruz todas as nossas dores. O Senhor se desfigurou diante das nossas dores, nossos pecados. Veja vídeo. Intimidade com Deus O Senhor nos criou para a intimidade com Ele, relembrou o sacerdote. No entanto, o pecado nos afasta dessa intimidade. “O pecado desfigura a nossa realidade de filhos de Deus.” O sacerdote ressaltou a importância do sacramento da confissão para essa reconciliação com Deus. “Não há pecado que não possa ser perdoado por Cristo. Não há ferida que não possa ser curada por Cristo”, disse. “Que possamos  entrar no mistério da cruz, que é uma passagem”, ressaltou. Ele acrescentou que não devemos ter medo de estar também aos pés da cruz, como Maria Santíssima e o apóstolo João. O Senhor Cordeiro imolado: sangue que jorra da cruz vem ao nosso encontro a cada dia pela eucaristia. “Eis o mistério da cruz: o Senhor que se ofertou por nós na cruz.” Com base na passagem de João 18, 1-19,42, padre Jean destacou que o mistério da Paixão de Cristo vai do jardim da agonia para o jardim do sepultamento. No início, o homem pecou no jardim do Éden. Jesus se ofertou no jardim para restaurar em nós a intimidade que tínhamos com Deus. “Nós carisma Shalom somos um carisma pascal: devemos passar do deserto para o jardim, do combate para intimidade com Deus”, disse o padre. Precisamos passar do jardim do afastamento de Deus para o jardim da oferta, de acordo com Ele.  “Esse jardim com Cristo é o jardim da obra nova. Ele não te condena. Ele te ama.” Por Teresa Fernandes

Lavar os pés sujos

  Os apóstolos, assim como todo o povo de Israel, viviam com seus pés sempre sujos de areia, daquela poeira advinda da vida ordinária no deserto. Aqueles eram outros tempos. Hoje nossos pés se sujam de outras tantas coisas… Mas, quando, naquele tempo passado, Jesus se baixou para lavar os pés dos apóstolos, o que Ele retirava, que ele queria lavar, retirar daqueles corações? Podemos citar, dentre tantas coisas, a poeira, a areia do farisaísmo, do querer prevalecer sobre Deus ao colocar a Lei acima da caridade, de resistir a não submeter a Lei ao Amor, de não render-se e permitir que o Cristo elevasse a Lei à sua perfeição por meio da vivência dela no Amor. Enfim, o poder supremo de Deus era a maior e a mais transformadora revolução, a de amar sem limites ao poder se ofertar sem limites, se abaixando, se esvaziando, se permitindo amar. Enfim, a caridade na verdade encarnada ali se encontrava em Jesus e no ato de lavar aqueles pés cheios da areia do deserto, cheios de pecados, enganos, distanciamentos da verdadeira perfeição da Lei, mas pés, à exceção do traidor, de futuros e grandes santos da Igreja Católica. Que outras sujeiras traz a humanidade neste tempo? O que mais Jesus deseja lavar ao abaixar-se? Jesus lava hoje também os enganos de uma geração que pensa poder se relacionar virtualmente com máscaras, que mostra de si apenas o que deseja. Hoje, Jesus vem lavar os pés dos homens modernos. Pés sujos da poeira do concreto. Concreto que não se restringe ao chão porque agora o homem erigiu muros, montanhas de concreto para impedir o contato entre o Deus Vivo e sua própria existência. Entretanto, o Lava pés se faz novo pois celebramos de forma atual, a vinda do Cristo Sacerdote que se abaixa e vem convidar toda a humanidade contemporânea a permitir que o mais poderoso dos homens lave seus pés. Infelizmente, são estes mesmos que procuram, iludidos, concretar a religião e obrigá-la a ficar imóvel, morta, gélida assim como é o relacionamento o Divino e o ser humano moderno, indiferente e frio ao fogo do Amor. Mergulhada no engano, vive tentando se convencer de que não precisa se encontrar e servir o outro com verdade, com caridade, sem máscaras, ao vivo, com suas fraquezas e virtudes expostas. Construindo um enorme prédio de indiferença e falta de tempo para viver na própria carne toda a concretização do plano de felicidade e a razão do próprio viver. É isto que Jesus hoje quer lavar: o distanciamento concreto entre Deus e este homem moderno, tão determinado a manter-se afastado de sua realidade ontológica pessoal. Fugindo de Deus, buscando encobrir seus pecados por meio de ideologias e discursos vazios não sabe que foge de si mesmo, que se perde, porque antes, não permite que Jesus lhe surpreenda e com humildade aniquilante lave todas as imundícies dos seus pés e, por isso, o faça enxergar a beleza esquecida que estes mesmos pés machucados mas escolhidos possuem. O que Jesus Cristo hoje, agora, nesta semana Santa nos oferece é um glorioso encontro capaz de transformar poderosamente toda a nossa existência através do Amor. Um encontro com Ele e, por isso, conosco mesmos. Um lavar de pés que gera uma inversão total de valores, que nos faz abrir mão da busca pelo sucesso, prestígio e conforto que a propaganda mundana tanto nos exige para um acolher e abraçar o verdadeiro sentido de toda vida humana. É um olhar-se no espelho e encontrar-se com o grande Amor, motivo e razão do nosso nascimento, da nossa vida ordinária e do nosso futuro não mais mortal, mas, imortal, para aqueles que se deixarem lavar por inteiro. Futuro de glória verdadeira, de final feliz não de um conto de fadas ou fábulas imaginárias, mas de uma vida concreta, real e divina. Boa, feliz e santa semana! Por Hannele Boel

Frutos da evangelização em Santa Cruz: vocacionados ingressam na CV

A missão Shalom em Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro, vê com clareza os primeiros frutos da evangelização. Após a difusão do Carisma na Cidade Maravilhosa atingir aquela região e completar um ano de missão, dois jovens dispostos a fazer a vontade de Deus receberam no dia 1º de abril, a resposta de ingresso na Comunidade de Vida. Ana Carolina Oliveira e Pedro Rufino vivem esse momento de grande alegria junto a Comunidade. Em um transbordamento do carisma, percebem-se necessitados de anunciar ao mundo a certeza da Ressurreição de Cristo e do Amor de Deus pela humanidade. Eles fazem parte do grupo de 56 missionários que a missão do Rio envia para outras cidades do Brasil e do mundo. Pedro Rufino conta sobre sua experiência com Deus, e a descoberta de sua vocação em sua juventude. “Aos 16 anos de idade, tive minha primeira experiência com Deus no momento de efusão do Espírito Santo, em um retiro. Com o passar do tempo, fui conhecendo a Deus, a Santa Igreja, a história dos santos, e descobri que cada um tinha uma vocação específica. Isso me inquietou, pois queria saber qual era o meu lugar na Igreja. Certa vez em uma adoração, olhei para a imagem de São Francisco de Assis, que estava ao lado do altar, e lembrei de sua pergunta á Deus: Senhor, o que queres que eu faça?”. Saí dali com a grande certeza de que minha vida estava sendo conduzida por Deus. Na semana seguinte, por providência de Deus, toda minha família viajou, e eu fui para Fortaleza, com o intuito de aproveitar as férias. Mas ao chegar, conheci o Hallelluya, onde tive minha experiencia com o carisma. Quando voltei para o Rio não quis outra coisa, a não ser estar no Shalom. Nesse mesmo ano de 2012, aconteceu o CJS (Congresso de Jovens Shalom) aqui no Rio, no momento de adoração tive uma profunda experiência em que Deus me pedia para olhar para algo que era meu, quando ouvi aquela voz, escutei, e obedeci. Ao olhar em uma certa direção, consegui enxergar um grupo de consagrados da Comunidade. Naquele momento tive a graça de sentir o chamado, à vida consagrada e pude reconhecer meu lugar. Agora aos 18 anos, ingressei na Comunidade de Vida e estou indo morar na missão de Araraquara, em São Paulo”. Com 17 anos de idade, a estudante e bailarina Ana Carolina partilha sobre sua descoberta vocacional e sua oferta. “Aqui deixo minha família, amigos e o meu ensino médio, que irei terminar dentro da Comunidade”, conta. “Deus já me inquietava desde a minha primeira experiência com o Amor dEle no final de 2010 para servi-lo, comecei a buscar mais, me aprofundar nesta experiência com Ele, e foi então que no final de 2011 eu já sabia que eu tinha uma vocação, descobri isso em um retiro de jovens da minha paróquia de origem e sabia que Ele queria mais de mim, fui fazendo outros retiros, e passei um tempo participando da Fraternidade O Caminho, cresci muito espiritualmente, mas faltava algo. Foi então quando por um bendito convite de um amigo meu, Pedro Rufino, eu fui para o Acamp’s Rio 2013. Quando eu coloquei os meus pés naquele lugar, vi ali tudo que eu procurei em qualquer outro lugar, e aí Deus só veio me confirmando que eu já tinha me encontrado e que eu era Comunidade de Vida, pois quando eu quis ser religiosa o que me atraía era a vida de oração parada e o silêncio para a escuta da Voz de Deus de algumas congregações e a radicalidade, o ir em missão, a vida fraterna em outras. Mas quando eu me deparei com os dois estilos de vida da Comunidade, parecia que eu me encaixava como numa “forminha” da Comunidade de Vida. No mesmo ano, comecei a trilhar um caminho vocacional. Quando eu perguntei a Deus porque Ele tinha me chamado aos 14 anos e me feito me descobrir com 16, Ele simplesmente me disse que Ele tinha pressa de mim, como a humanidade tem pressa de ser feliz. Minha mãe, Eliane Oliveira, sempre me ajudou muito a trilhar este caminho me dizendo a todo tempo que valia a pena dar tudo para Deus. Ela que já ofertou meu irmão, que é seminarista, e agora me oferta para Deus também. Vale a pena deixar tudo por Deus, tudo devolver a Ele e nos devolver a Ele a serviço da humanidade em forma de gratidão”.

Como ajudar um dependente químico?

Oito missionários da Comunidade Shalom em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro, administram a casa do Volta Israel, que presta atendimento de recuperação de dependentes químicos. São cinco internos que vivem rotinas de oração, jardinagem, pintura, missa e acompanhamento espiritual. A espiritualidade é o diferencial em relação a clínicas de recuperação de adictos. “Deus entra nas feridas, gera auto-conhecimento”, explica missionária Adriana Leitão, que está na missão desde 2011. “É uma experiência com Deus e consigo mesmo”. Para ela, a missão básica e primordial é mostrar Deus aos internos. “No dia a dia, a espiritualidade vai recuperando”, ensina Adriana. “Eles tocam a ferida de Cristo crucificado”. Para ser atendido, o interno deve passar por uma triagem. Se admitido, deve ficar oito meses na casa, sendo que até os três primeiros meses não recebe visitas, e com seis meses pode sair para visitar a família em um fim de semana. De acordo com a missionária, a raiz para esta chaga humana, a dependência química, é a falta de sentido da vida. “Perdas, muitos superam, com ou sem família, pobre ou não. Mas o dependente químico busca a Deus”, avalia. “Aqui, eles recuperam a dignidade e encontram o sentido de vida. Em poucos meses, vemos um novo semblante”. Se você quer ajudar esta obra, seja um Benfeitor da Paz. Cadastre-se aqui. Ou faça sua doação pela conta: Associação Shalom Caixa Econômica Federal Ag 1343 Conta Poupança: 12837-6 Operação 013 CNPJ 07.044.456 / 0056-76   CONTATO PARA TRIAGEM: Volta Israel em Bangu – (21) 2402.1310. Rua do Guandu do Sena, 3844 – Bangu, Rio de Janeiro.   Para mais informações sobre o Shalom no Rio: site: comshalom.org/rio face: www.facebook.com/shalomrio fone: (21)98110.7575 Agendão Conheça as Casas da Comunidade no Shalom Rio Últimas notícias do Shalom Rio Reviver: Mais de 2.600 pessoas colorem o evento Reviver: Histórias de transformação de vidas Reviver: Segundo dia : testemunho ousado Reviver: Centenas iniciam retiro  Reviver Missa inicial:   amar incondicionalmente PJJ Rio prepara pacote para JMJ na Polônia Pregação do Cardeal: conduzir-nos pelo Espírito Igreja do Rio oferece  Reviver: carnaval diferente Um pouco do que foi Acamps Rio 2015  Como ajudar um dependente químico Grupo de oração para dependentes químicos Reformulação da Lanchonete Shalom Catete Missa celebra aquisição do imóvel Sede  (2014) Missão ganha diácono da Aliança (2014) 45 mil pessoas no  Halleluya Rio (2014) Multidão de jovens no Radicalidade (2014) Fundada a nova casa Shalom no Recreio   (2014) Rio comemora com eventos 1 ano de JMJ (2014) Aniversário da Vocação com missa no Rio (2014) 18 anos de Shalom no Rio de Janeiro (2014) Shalom e os desafios em seus 18 anos (2014) Flashvoice Rio sobe o Corcovado  (2014) Lapa recebe vigília de Pentecostes (2014) —-

Shalom Rio envia 56 missionários para cidades do Brasil e exterior

A Comunidade Shalom no Rio de Janeiro envia neste ano 56 missionários da Comunidade de Vida e de Aliança e da Obra Shalom para vários lugares do Brasil e do mundo. A missa de envio foi realizada neste domingo, 13 de abril, na quadra do colégio Nossa Senhora de Lourdes, em Botafogo. A celebração foi presidida pelo padre Emmanuel Araújo e concelebrada pelo padre Carlos Alberto Azevedo. Veja fotos aqui. Ao final da celebração eucarística, a responsável local da missão do Rio de Janeiro, Roneide Santos chamou os membros da Comunidade de Vida e de Aliança e da obra que irão em missão. “A missão do Rio de Janeiro ganha muito com a oferta generosa de vocês”, disse aos nove irmãos da Aliança que serão enviados neste ano. Serão ainda sete novos discípulos enviados e 16 transferências da Comunidade de Vida. O Rio de Janeiro envia também dois jovens em missão e 24 postulantes da Comunidade de Vida. A responsável local falou aos pais dos postulantes. Ela lembrou que o Papa João Paulo II escreveu uma carta aos pais dos consagrados. O texto ressalta que o maior fruto de um casal é um filho consagrado a Deus. O amor de Deus repousa sobre a sua casa. “Que Deus dê a vocês a graça de compreender que a dor da ida e a aparente perda é uma benção porque o olhar de Deus pousa sobre vocês”, disse Roneide. Aos novos postulantes, Roneide pediu que Deus os sustente. “O caminho que eles trilham é o mesmo que Jesus trilhou. Este é o caminho do discípulo de Jesus. Peço a Deus que os sustente neste caminho de e para a felicidade.” A oferta de vida dos missionários alcança o mundo que precisa encontrar a verdadeira paz. “A vida de vocês refuta o pensamento de uma cultura que diz que podemos viver o amor como um sentimento doce e sem cruz. Quem entende isso por nada no mundo troca essa experiência porque ela traz plenitude”, destacou o padre Emanuel durante a homilia. Padre Emanuel também agradeceu aos familiares pela oferta de seus filhos para o bem da Igreja. “O Cristo entra em Jerusalém e caminha para cruz por amor. Ele nos chama a configurar a nossa vida à Dele. Somos discípulos missionários.” A oferta de vida nos faz padecer com Cristo pela Igreja, de acordo com o sacerdote. Ele disse ainda que a paixão de Cristo mostra que a única coisa que cura o mundo é um amor que se doa. “Estamos diante de um Deus que se doa por inteiro.” Mundo inteiro O desejo de alcançar todos os homens e evangelizar é o chamado para todos os que possuem a vocação Shalom. Michele Magalhães, missionária da Comunidade de Vida Shalom, será enviada para a Cracóvia, na Polônia, cidade que sediará a próxima Jornada Mundial da Juventude. De acordo com ela, é uma alegria ir a uma missão do exterior e ver que a vocação que nasceu no Brasil alcança a tantos no mundo inteiro. Michelle disse considerar-se escolhida por João Paulo II. “É uma experiência devolver minha gratidão pelo carisma em minha vida evangelizando os filhos da terra de João Paulo II e ali o mundo inteiro porque a Cracóvia será palco de todo o mundo na Jornada de 2016.” A missionária da Comunidade de Aliança Shalom Martha Félix experimenta uma mistura de sentimentos neste tempo em que se prepara para ir em missão para São Paulo. “Estou muito feliz com esse novo de Deus e desejo de fato me abrir à vontade de Deus”, destacou. Um dos 24 novos postulantes cariocas que ingressaram na Comunidade de Vida neste ano, Alessandro Santos disse estar com o coração ansioso para chegar à missão em Santo Amaro (SP). “Deus vem me sinalizando que se Ele me chama, Ele vai me dar a graça para superar os desafios”, conta. João Paulo II Durante o dia, foi realizado o primeiro encontro vocacional fechado da Comunidade Shalom do Rio de Janeiro. Ao final da tarde, Dom Roberto Lopes, vigário episcopal para a vida consagrada e delegado para a causa dos santos, trouxe uma relíquia de João Paulo II. Dom Roberto destacou que o Papa João Paulo II soube reconhecer o potencial da juventude e suas vocações. “Deus é amor e ele chama. Não precisa ter medo. Tenho mais de 33 anos de vida consagrada e quantas alegrias eu já experimentei”, disse aos jovens vocacionados. “Temos que nos abandonar e nos colocar à disposição de Deus”, completou.   Por Teresa Fernandes  

Missa de envio de 56 missionários

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