Há sempre um lugar!
A estrela é a voz de Deus dentro de mim. Para mim o musical foi uma escuta do que Deus quer de mim, de qual é a minha vocação.
A estrela é a voz de Deus dentro de mim. Para mim o musical foi uma escuta do que Deus quer de mim, de qual é a minha vocação.
A 2a edição do Churras Shalom teve início domingo (30) com a missa, às 10h, celebrada pelo pároco da São Judas Tadeu – mesmo local do evento – Padre Glauco. Na programação do evento, foi iniciado com um momento de oração, logo após deu-se início ao churrasco juntamente com música ao vivo e também foi feita uma sala de jogos para entretenimento. Ao longo do evento, a Comunidade estava convidando os casais presentes para o SVES para Casais que se realizará em breve e também os jovens para o próximo SVES “DNA: a verdade que os likes não mostram”, bem como para o grupo de oração de iniciantes, o “Onda Shalom”, todos realizados no Centro de Evangelização da Comunidade. Mais de 40 famílias marcaram presença no evento. Uma delas é a família da Renata Azevedo que foi ganhadora do ingresso sorteado através da página Shalom Ponta Grossa. Ao ganhar o ingresso, levou também seu esposo e seus filhos para prestigiarem juntos o evento. A ganhadora conta que é seguidora e leitora assídua da página há mais ou menos 1 ano e nunca entrou em contato com a Comunidade, mas sempre teve interesse. Essa oportunidade de conhecer mais sobre a Comunidade Shalom veio com o sorteio do ingresso e conta ainda que seus filhos, durante o evento, insistiam para conhecerem o Centro de Evangelização da Comunidade por também gostarem da convivência com o público infantil presente no evento. Outra família que marcou presença no Churras Shalom foi a da dona Lindamir, participante da Paróquia desde 1979, ouviu o aviso na missa e levou toda sua família para sair da rotina de domingo em casa. Com o propósito de reunir os velhos amigos, estava presente também a Rosa dos Santos, que conheceu a Comunidade através de sua colega de trabalho, Juliane Kuhn, que foi como Jovem em Missão para Salvador, na Bahia, em 2017, mas ainda não tinha participado de nenhum evento da Comunidade e afirma que vai marcar presença nos próximos eventos. “Achei o pessoal muito acolhedor, bem prontos, querendo agradar porque tem um objetivo maior que é sempre ajudar os outros”, conta Rosa sobre sua impressão sobre a Comunidade durante o evento. Essas foram algumas das pessoas que prestigiaram o evento e também conheceram mais sobre a Comunidade em Ponta Grossa.
Deixar Deus agir e dar passos em direção a Ele foram e são as coisas mais difíceis, pois viver a vontade de Deus é permitir que dia após dia Cristo ressuscite em mim. E isto, acabou se tornando algo muito concreto para mim.
Meu nome é Juliane. Tenho 32 anos, sou postulante da Comunidade de Aliança na Missão de Ponta Grossa, e também sou mãe do Vicente. Começo dizendo que me tornar mãe foi o inicio da grande experiência com Deus que eu tive, pois foi a maternidade que me levou à vocação. Por muitos anos vivi mergulhada nas coisas do mundo, infeliz, buscando respostas pro vazio do meu coração que ninguém e nada preenchia. Quando me vi grávida, não tinha mais pra onde fugir, eu só tinha os braços do Senhor para correr. E foi para Ele que corri. Conheci a Comunidade Shalom em novembro de 2015, na vontade de ser amada e de ser feliz. Nela encontrei tudo isso e muito mais. O Cristo não estava morto, não era só Cruz, não era só dor. Ele tinha Ressuscitado! E na alegria do Ressuscitado experimentava Deus em cada gesto, em cada olhar, em cada cuidado comigo e com meu filho. “Este, definitivamente, era o meu lugar.” O Senhor inflamava cada vez mais em meu coração a decisão de entregar tudo, consumir minha vida por Eterna Gratidão a Ele. E eu fui dando passos, respondendo a Deus com confiança e coragem. Quando o Vicente tinha um ano de idade eu ingressei no Vocacional da Comunidade. Pela Graça, o Senhor ia me fazendo permanecer firme na resposta ao Chamado que Ele me fazia: dar tudo pelo Tudo. Foi um ano de muita Graça, muitas renúncias: meu filho, os passeios, a família, meu sono, meus amigos… Mas olhar diretamente para o Cristo e só para Ele, recordar de onde Ele me tirou, me fazia sentir o quanto vale a pena. Vale a vida! Hoje sou Postulante de primeiro ano. Amo minha Comunidade e sou muito feliz em ser mãe, em ver que o meu sim alcança o meu filho e o faz amar as coisas de Deus profundamente, mesmo com seus 2 anos de idade. Isso me faz completa, é o Senhor que me completa com Seu Amor. A minha vida hoje é repleta de vários ‘Sim’s, porque o que é eterno é construído no hoje, no sim de cada dia. Minha maternidade é um Sim a Deus. Educar meu filho na fé é um Sim a Deus. Ofertar muitas horas do meu dia ao lado do meu filho para servir aos jovens, aos homens que o Senhor me envia, é um Sim a Deus. Mas hoje não me canso de dar esse Sim! Por Gratidão, por Amor. Juliane Moneiro
Conheci o Shalom em 2014, através de um convite para um retiro. Naquela época, porém, fazia parte da coordenação de um grupo de jovens da paróquia que eu participava. Por esse e por outros motivos não pude continuar frequentando. Continuei na coordenação desse grupo até dezembro de 2016, onde resolvi me desligar. Desde então, estava perdida procurando o meu lugar. Não me achava útil pra servir na igreja, me achava desprovida de dons. Enfim, estava passando por um deserto espiritual. Até que em maio desse ano recebi um convite de um amigo muito próximo, e eu me senti muito chamada a aceitar. Participei do Seminário de Vida “Tudo que preciso pra ser Feliz”, e também comecei a frequentar o grupo de oração. Desde a primeira vez que fui ao grupo que Deus veio falando comigo através dos irmãos, dando sempre visualizações que coincidiam com coração (coração machucado, despedaçado, parando de bater, remendado, etc) e aquilo foi mexendo muito comigo… Como poderia meu coração estar em tal estado, se eu sempre estava na igreja servindo? Se eu nunca me afastei da igreja, nasci e cresci frequentando? Como? O que estava acontecendo? Todas as palavras e visualizações mexiam muito comigo. Aos poucos fui compreendendo que meu coração estava com sede de Deus, e que, apesar de eu estar sempre servindo, não estava conseguindo encontrar Deus dentro de mim. Só Ele traria vida ao meu coração machucado, ao meu coração que estava morto. Forte não? Tive a firme decisão de mudar isso, e a partir desse momento, eu comecei a me sentir muito abraçada pelos irmãos que conheci na Comunidade. Os convites que fui recebendo e aos ministérios pelos quais eu fui me sentindo chamada. Com isso, fui deixando de pensar que era desprovida de dons e “uma zero à esquerda”. Fui vendo quantas coisas eu poderia fazer e em quanto eu poderia servir. Descobri que não sou inútil para Deus. Ninguém é! Fui buscando servir-Lo e ter intimidade com Ele, e isso foi curando as minhas feridas. Ele me deu um novo coração, e era isso que Deus queria de mim. Assim, pude viver novamente aquele “Primeiro Amor” que há tanto tempo eu não mais sentia! Em agosto eu passei por momentos muito difíceis no âmbito profissional, familiar e financeiro, tudo junto. Se isso fosse em outra época eu seria sim capaz de me desestruturar, de perder o chão. Mas creio que Deus já estava me preparando para aquilo que haveria de acontecer. Permaneci confiante, estável, tudo estava nas mãos de Deus, e através do cuidado dos irmãos e suas orações me sentia abraçada por Ele. Se o Shalom mudou minha vida nesse ano? Com certeza! 2017 foi um ano muito difícil, porém começar a participar do Shalom foi o que tive de melhor! Meu melhor presente de Deus! Como é bom fazer parte desta família! Hoje tenho o desejo mais sincero que outras pessoas possam viver essa experiência que eu vivi, pois de uma coisa eu não tenho dúvidas: Ser Shalom é ser Feliz!! “Senhor, que a minha vida seja uma canção de gratidão a Ti” Aline Francielly Cunha
Dezembro é mês de festa! Tempo em que todos enfeitam suas casas e compram presentes. Novas roupas e sapatos para viver em grande estilo o momento. Toda a cidade gira em torno do grande dia do Natal! Reúnem-se todos os familiares, inclusive aqueles mais distantes e desconhecidos, para viver o tão importante evento da casa! Confraternização entre os amigos, fotos batidas de todos os possíveis ângulos e momentos para não deixar de registrar nada. Comida e bebida a vontade ao longo da noite. Brincadeiras e piadas de todo tipo… Mas quando acaba o natal, que sentido damos ao que vivemos depois? Após o dia 25, o foco de tudo o que vivemos não necessariamente precisa ser o ano novo. Na verdade, a riqueza que o natal oferece vai para muito além de um dia, e poucos são os que aproveitam isso. Liturgicamente falando, a solenidade do Natal prolonga sua celebração por 08 dias contínuos, que são indicados como Oitavas de Natal. O que quer dizer que o que buscamos viver por um dia na verdade pode ser bem aproveitados ao longo de mais uma semana pela frente. Logo, em vez de pularmos em nível de importância do dia 25 para o dia 31, podemos viver de maneira diferente todos os outros dias do Natal. Esses dias são favoráveis para renovar a esperança e fazer novos propósitos diante do que foi vivido. Estes devem ecoar ao longo de todo o ano posterior, para que o período do Natal dê de fato novo sentido a vida. O Natal acabou, e o que vem depois é uma nova vida, caso esse período de 8 dias seja bem vivido!
“Uma Igreja pobre e dos pobres”, é como começa o discurso do Papa Francisco acerca do novo dia instituído por ele: O Dia Mundial dos Pobres. A fim de estimular um novo e digno olhar sobre os pobres, Francisco incentivou a todos os fiéis da Igreja a se dedicarem a uma obra junto aos pobres e em favor destes. Buscando estar em unidade com aquilo que é proposto pelo Santo Padre, a Comunidade Católica Shalom realiza em todas as suas missões espalhadas pelo mundo uma obra caritativa em vista de unir-se a esses irmãos, que também fazem parte do corpo da Igreja. Em Ponta Grossa, foi realizado pelos membros da Comunidade Shalom, contando com o auxílio da Comunidade Deus Pai, o “Jantar dos Pobres”. Cerca de 25 moradores de rua foram prestigiados com um jantar no Centro de Evangelização Shalom. Durante o evento foi realizado um momento de animação e louvor, no qual os moradores de rua tiveram a oportunidade de receber oração, sentindo-se amparados por Deus e pelos irmãos. Ao final do evento, um deles, buscando expressar a sua alegria pelo jantar, foi até o ministério de música, e, pegando o violão, começou a cantar para todos os presentes no salão. Os membros da Comunidade, aceitando o convite do Papa de ter os pobres à mesa como convidados de honra, foram os mais beneficiados, experimentando de forma concreta o valor que a pobreza encerra em si.
Pela primeira vez, na missão de Ponta Grossa, será realizado o Musical “Em busca de um lugar”, promovido pela Comunidade Católica Shalom. O espetáculo, de uma maneira nova e impactante, vem contar a história do nascimento de Jesus, mas sob um novo olhar. “Num tempo onde as coisas não estavam fáceis, a população da época, sem saber para onde ir e nem o que fazer, ficava a espera da vinda do Rei dos profetas, aquele que iria salvar a todos. Dentre estes, estavam Yosseph e Myriam, um jovem casal prometido em casamento. Sem esperar e muito menos imaginar, Myriam foi a escolhida para ser a mãe deste Rei, e todas as coisas mudaram. Do outro lado do Oriente, alguns sábios observavam uma estrela muito bonita e diferente no céu estrelado, e decidiram segui-la. Mal podiam imaginar o que os esperava… uma aventura em busca de um lugar.” Este espetáculo é uma forte experiência com o cuidado de Deus, e traz ao coração do homem um novo sentido e uma nova esperança. A esperança de algo novo. A esperança de encontrar um sentido de vida. A esperança de poder encontrar o seu lugar. “Os artistas que compõe esse espetáculo, alguns amadores e alguns profissionais, sairão todos surpresos com a beleza do que fizeram e com o coração repleto da alegria que vem de servir a Deus.” – Nataly Lima, uma das responsáveis pela direção do musical Uma das grandes frentes de evangelização da Comunidade Shalom é a evangelização através da arte. A arte é capaz de transformar pessoas, onde nem mesmo o coração mais resistente consegue reagir, e ela, segundo Nataly, “chega onde outras formas de evangelizar não chegam. (…) Por isso eu escolho a arte, ela vai onde nada mais vai e é lá que Deus me quer”. Assim, impulsionados pelas palavras do fundador da Comunidade Shalom, Moysés Azevedo, é preciso dar um novo passo na evangelização, acreditando que o palco também é terra de missão.
Meu nome é Louise, sou postulante da comunidade de Aliança de Ponta Grossa (PR), e alcançada pela Divina Providência gerada pelos 35 anos da Comunidade Shalom. A peregrinação à Roma foi e ainda esta sendo fonte de abandono e confiança em Deus, que me envolve em um obra de pobreza e esvaziamento das minhas seguranças materiais e espirituais. Materialmente de forma mais concreta, por eu não ter condições financeiras. E certamente um dos momentos mais marcantes foi a Audiência com o Papa Francisco, que de forma muito simples e extremamente feliz nos acolhe, e também o fato de renovar a minha oferta de vida no coração da igreja aos pés do “Jovem” Papa. Apesar de ainda não ser consagrada, Deus foi me dando esta graça espiritual por provar e vivenciar na carne as alegrias, as dificuldades próprias de uma peregrinação e os frutos que são gerados por estas experiências de mais uma vez confirmar o meu chamado, meu ser Shalom, reavivando este desejo do Para Sempre em meu coração. Vivi muitas experiências com a providência, a misericórdia, a fraternidade e a evangelização, que me fizeram ter a certeza de que em todo o lugar, seja no Brasil ou em Roma, sou chamada a levar o Shalom do Pai, até os confins desta Terra.