Acamp’s: não se descreve, se sente
Uma viagem para o coração de Deus que não se descreve, se sente!
Uma viagem para o coração de Deus que não se descreve, se sente!
O Programa de Voluntariado Jovem Universitário, proporciona o contato dos jovens com os pobres e a evangelização dos mais pobres faz com que eles tenham contato com o próprio Cristo.
Meu nome é Ana Luiza, tenho 20 anos e sou estudante de Direito. Hoje, venho dizer para cada um de vocês como o Acamp’s tornou-se, para sempre, o melhor verão da minha vida. Eu sempre fui uma menina cristã, era engajada em grupos da paróquia, contudo com o decorrer dos anos, eu fui colocando desejos, sonhos, no lugar de Deus. Com essa minha atitude acabei pondo Deus num lugar cada vez mais distante de mim e, sem perceber, acabei entrando num mundo de pura dor, no mundo que procura a felicidade momentânea, em relacionamentos vazios, em uma vida idealizada, desregrada e totalmente relativista. Cheguei ao ponto de por a minha felicidade em uma vaga numa universidade, acabei tendo a infeliz ilusão que somente ela iria me fazer feliz, somente ela iria mudar a minha vida completamente. Com esse anseio veio a frustração em não conseguir a vaga tão desejada. A infelicidade bateu em meu coração e com ela a falta de sentido na minha vida foi forte, ao ponto de não querer mais viver, ao ponto de tentar o suicídio. Aquela frustração era demais pra mim, me vi sem chão, sem ter para onde ir, tudo isso porque a minha vida era dependente de uma vaga. Com a dor veio a necessidade de ir para Deus e saber o que ele queria para mim, qual era o seu desejo para minha vida. No dia 15 de janeiro de 2017, num domingo, conversei com uma amiga que faz parte da comunidade e ela tentou entender o que estava acontecendo comigo. Contei para ela e, assim que terminei, ela me falou que havia uma solução para mim: o Acamps, o acampamento de jovens Shalom. Meu coração bateu forte, porém contei que não havia como ir, porque faltavam 3 dias para o acampamento acontecer e não tinha como conseguir 160 reais nesse tempo. Ela pediu pra eu não desistir, porque Deus desejava que eu fosse. Tentei pedir, mas de fato não havia como. A ação de Deus já estava acontecendo antes mesmo de estar no Acamp’s. Isso porque a minha amiga tinha me colocado num sorteio para ir ao acampamento, em que havia 4 vagas para 20 jovens, e eu fui a terceira jovem sorteada entre as 4 vagas! Foi emocionante vê o quanto Deus me queria naquele acampamento, porque eu não fiz quase esforço algum pra ir, Ele providenciou tudo! O desejo de encontrar as respostas para as minhas inúmeras perguntas estava mais perto que nunca. No dia 20 de janeiro de 2017, eu considero a minha data de nascimento, pois foi o dia em que o Senhor nasceu em mim de novo, e me mudou completamente. Ele me fez entender que não há felicidade longe d’Ele, que só n’Ele serei feliz inteiramente. O Acamp’s tornou-se o melhor verão da minha vida porque foi nele que tive uma experiência concreta com o amor de Deus, que me mudou por inteira, que transformou minha vida, não de maneira imposta, mas puramente espontânea. Esse amor que mudou os meus planos, que me fez querer cada vez mais os planos de Deus, mesmo que muitas vezes sem entender o porquê. Hoje digo com toda verdade em meu coração, que Deus não me tirou nada, nem amigos, nem a vaga dos meus sonhos, nem namorado, pelo contrário, Ele me deu TUDO, porque hoje o seu amor é tudo para mim.
No coração do jovem, deve arder ainda mais a verdade de Cristo para que ele não se deixe entregar às más inclinações de seu coração e às cadeias de pecado que o mundo lhe oferta de maneira insistente e incisiva.
Meu nome é Samara Cerf, eu tenho 13 anos de idade e no último final de semana participei do Teens Camp’s, da missão São Paulo. Eu levei minhas amigas, minha prima, todo mundo, e a gente estava com uma ansiedade sem fim. Havia muito entusiasmo pelos momentos de lazer, as gincanas, mas também porque sabíamos que teríamos a oportunidade de viver uma experiência com Deus. E essa foi uma experiência inesquecível. Agora mesmo, enquanto me lembro, é difícil segurar o coração. Nesse acampamento, eu percebi o quanto Deus me ama. Aliás, o quanto Deus nos ama. E muito antes de descobrir o quanto o amamos, Ele já nos amava. Ele já cuidava da gente. Foi Ele quem, primeiro, quis que estivéssemos ali. É um amor que nunca acaba, é um amor infinito. Um amor que nos preenche. E essa felicidade, esses três dias, eu vou levar para sempre comigo. Marcou minha história, Deus entrou na minha história de maneira definitiva. Essa é a verdadeira felicidade, e é por onde Deus quer quer a gente caminhe. Não seria exagero dizer que essa foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida! E, claro, todos os lazeres propostos foram também muito legais, complementares. As gincanas me divertiram muito. Era lindo ver que não estávamos em uma disputa competitiva, mas, ao contrário, tinha o objetivo de fortalecer ainda mais nossos laços de amizade, conhecermos pessoas novas. Também destaco a atenção especial dos servos, as pessoas que trabalharam durante esses dias no acampamento. Eu me senti tão acolhida, tão amada! Essas pessoas se preocupavam com a gente, ficavam com a gente, e davam altas risadas com a gente. Todo esse ambiente de amor e cuidado me tocaram profundamente. Nunca vou esquecer esses detalhes, essas sutilezas. Mas, mais do que qualquer coisa, jamais vou esquecer a experiência única, singular, e indescritível com o amor de Deus. Obrigada. Shalom!
“Chorar com os que choram, sofrer com os que sofrem”
Mais um mês de outubro se inicia e, com ele, o mês das missões. Mas você pode estar se perguntando… Quem são esses tais missionários que partem em missão? Engana-se quem pensa que a missionariedade só é característica dos religiosos e consagrados. Pelo contrário, a Igreja nos exorta sobre o nosso dever como cristãos de sermos anunciadores da Boa Nova de Cristo, ou seja, nos constitui missionários! O Catecismo da Igreja Católica, no artigo 900, vai dizer que “como todos os fiéis, os leigos são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, eles têm a obrigação e gozam do direito, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente por meio deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo”. Ou seja, nós, católicos, pessoas que tiveram uma experiência com a pessoa de Jesus, somos diretamente responsáveis por levar este amor àqueles que estão distantes ou que ainda não conhecem a Cristo, através da nossa ousada evangelização e testemunho de vida. Mas é verdade que há alguns a quem Deus chama a uma vocação específica, e impelidos à voz de Deus, literalmente deixam tudo para investir o que são e têm em vista desta grande missão. Hoje, de forma especial, a Igreja acolhe em seu seio as mais diversas comunidades novas, que por meio dos fieis leigos consagrados, contribuem com a vasta tarefa de evangelização da Igreja. Como é o nosso caso, Comunidade Shalom, que temos o espírito missionário como constitutivo do nosso Carisma. Nossos estatutos pedem que “cada membro da Comunidade esteja pronto a ser enviado em missão e a estabelecer comunidades missionárias onde o Senhor nos enviar e o apelo da Igreja nos confirmar” (ECCSh 7). Também não podemos esquecer que em outubro celebramos a memória de grandes santos como São Francisco de Assis, Santa Teresa D´Ávila, Santa Faustina e Santa Teresinha do Menino Jesus, esta última que, mesmo sem sair do Carmelo, é reconhecida pela Igreja como padroeira das missões. Cada um deles, como tantos outros e à sua própria maneira, souberam encarnar a missionariedade em suas vidas. Que este possa também ser o nosso maior desejo, amar a Deus e, por isso, partir em missão, pois como diz São Paulo, “ai de mim se eu não evangelizar” (1Cor 9,16). Afinal, missionários somos eu e você! Victoria Arruda
Aqui, onde tudo o que era idealizado de mundo perfeito, cai por terra. Aqui, onde eu vejo os sonhos de uma juventude majoritariamente pobre, que nada tem, mas tudo ainda pode dar. Aqui, lugar que toco na humanidade, nas feridas, no grito de uma juventude que não tem nada mais além de sonhos. Aqui, onde eu vejo, também, uma juventude sem limites. Limites esses que se perderam na educação precária, na desigualdade, na família desestruturada, nas dificuldades com as quais muitos desses jovens (senão a maioria) tiveram que aprender a conviver desde quando nasceram… Aqui, onde eu vejo os olhos de cada um brilhar ao dizer que era feliz jogando bola e empinando pipa na rua e que nem se lembra mais quando, onde e por que se perdeu nessa vida. Lugar onde vejo tantos querendo ganhar o mundo, mas que perdem a si mesmos, na ilusão de que TER é a felicidade, quando na verdade, não é, e NUNCA será. Ilusão do TER que tantas e tantas vezes me deixei seduzir também, assim como aqueles meninos segregados. Segregados pelo mundo e não por Deus, segregados pela dor, pela escuridão, e não pela luz e amor. Sinto-me constrangido sempre que visito a Fundação Casa, por meio do ministério Promoção Humana, mas não um constrangimento de me sentir intocável, mas de me sentir exatamente igual a eles, com apenas uma diferença: Eu encontrei o verdadeiro e único sentido da minha vida, que é Deus, e isso me faz, obrigado, por amor, a querer ajudá-los, também, encontrar sentido em suas vidas. No último final de semana, ouvi de um menino: “Cara, eu vou sair, eu vou mudar, eu não quero mais essa vida de ilusão, me espelho em você”. Juramento em vão, no calor do momento? Pode ser! Mas a certeza de que através da minha vida, aquele menino, mesmo que por um momento, sentiu a necessidade de conhecer aquilo que um dia eu também conheci, faz-me ter esperanças, acreditar que essa juventude não está perdida. A juventude não está perdida, a juventude tem desejo pela FELICIDADE, mas por aquela felicidade que nunca acaba, desejo de algo que dure para sempre. E, enquanto cristãos, antes de tudo, nós somos os responsáveis por mostrar o caminho que é DE e PARA a felicidade e mais do que isso, somos chamados a estar com eles durante todo o percurso. Não há tempo para descansar. O tempo é de luta pelos jovens e por toda a humanidade que chora. Vinde, vede e anunciai. * Caio Rodrigues (postulante na Comunidade de Aliança – missão São Paulo)
A comunidade católica Shalom realiza toda quarta-feira, a partir das 19:30h, na capela, do shopping da Bahia, um momento de louvor conduzido pelos próprios membros da comunidade, onde os jovens se unem para juntos viver momentos de louvor, oração e intercessão. Muitos dos participantes são convidados pelos missionários da comunidade, outros pelos componentes assíduos desse momento de louvor, e os demais são os clientes do centro comercial que passam, ouvem o “barulho”, entram e acabam vivendo um momento especial de amor, gratidão e experiência com o Santíssimo Sacramento. O coordenador da noite de louvor, Valber Neri, fala sobre as “loucuras” que Deus proporciona a ele e a todos que participam do momento de adoração dentro de um grande shopping: “O louvor a Deus que manifesta a sua vontade de ir ao coração de todos os homens, aos confins da terra, em todos os lugares. O louvor por sua graça que nos torna filhos, pois esta filiação é manifestada nos seus cuidados de ir ao encontro. Muitos foram os que já experimentaram desse abaixar de Deus na Noite de Louvor, muitos, os que dão testemunho do quanto que Deus realizou em suas vidas.” E concluiu: “Todos estão convidados a participar e beber dessa graça conosco.” Texto: Vinicius Lima