No ecumenismo, superar preconceitos para dar espaço “à cultura do encontro”, afirma o Papa

O Papa Francisco recebeu esta manhã, no Vaticano, a autoridade máxima da Igreja Ortodoxa Sírio-Malankar, o Catholicos Moran Baselios Marthoma Paulose II. Em seu discurso, o Papa recordou o percurso que as duas Igrejas empreenderam em especial nos últimos trinta anos – percurso que produziu frutos preciosos sobre temas como o uso comum de locais de culto, a mútua concessão de recursos espirituais e até mesmo litúrgicos. “No caminho ecumênico, é importante olhar para os passos realizados, superando preconceitos e isolamento, que fazem parte daquela ‘cultura de colisão’, que é fonte de divisão, e deixando espaço para a ‘cultura do encontro’, que nos educa à compreensão recíproca e a atuar pela unidade.” Todavia, advertiu o Pontífice, é impossível fazer isso sozinhos; nossas fraquezas e pobrezas tornam o caminho mais lento. “Por isso, é importante intensificar a oração, porque somente o Espírito Santo com a sua graça, com a sua luz, com o seu calor pode degelar nossa insensibilidade e guiar os nossos passos rumo a uma fraternidade sempre maior.” A Igreja Ortodoxa Sírio-Malankar nasceu da pregação do Apóstolo Tomé na Ásia. Radicada na Índia, conta cerca 2 milhões e 500 mil membros espalhados em 30 dioceses. Fonte: Rádio Vaticano

Audiência Geral: Papa renova convite ao dia de jejum e oração pela Síria. E fala da “saudade” do Brasil

Em sua primeira Audiência Geral passados mais de dois meses, o Papa Francisco dedicou sua catequese desta quarta-feira à viagem que fez ao Brasil, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude. “Passou mais de um mês”, recordou o Papa, “mas considero importante falar deste evento para entender melhor o seu significado”. Antes de tudo, o Pontífice agradeceu a Deus o “presente” de poder voltar ao continente americano e a Nossa Senhora Aparecida, “importante para a história da Igreja no Brasil e na América Latina”, por tê-lo acompanhado durante toda a viagem. Mais uma vez, agradeceu aos organizadores e às autoridades civis e eclesiásticas e a todos os brasileiros pela acolhida. “Brava gente” esses brasileiros, disse, afirmando ser o acolhimento a primeira palavra que emerge da viagem ao Brasil. Para Francisco, a generosidade das famílias e das paróquias brasileiras que acolheram fraternalmente os peregrinos, superando as dificuldades e inconvenientes, criou uma verdadeira rede de amizade. A segunda palavra é festa. Ver jovens do mundo inteiro, saudando-se e abraçando-se é um testemunho para todos. Contudo, a JMJ é acima de tudo uma festa da fé: todos unidos para louvar e adorar o Senhor. O terceiro elemento é a missão. “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” foi o tema da Jornada do Rio. O mandato de Cristo aos seus discípulos foi acompanhado da certeza de que estaria com eles todos os dias. “Isso é fundamental”, disse o Papa, pois somente com Ele nós podemos levar o Evangelho, sem Cristo nada podemos fazer. Com Ele, ao invés, podemos fazer tantas coisas. Mesmo um jovem, que aos olhos do mundo conta pouco ou nada, aos olhos de Deus é um apóstolo do Reino, é uma esperança para Deus! Francisco então se dirigiu diretamente à juventude: “Saiam de vocês mesmos, de todo fechamento para levar a luz e o amor do Evangelho a todos, até as extremas periferias da existência! Este foi precisamente o mandato de Jesus que confiei aos jovens que lotavam a perder de vista a praia de Copacabana. Um lugar simbólico, a margem do oceano, que lembrava a margem do lago da Galileia.” Os jovens que estavam no Rio, prosseguiu o Pontífice, não são notícia porque não fazem escândalos e atos violentos. Mas se permanecerem unidos a Jesus, eles constroem o seu Reino, constroem fraternidade e são uma força potente para tornar o mundo mais justo e mais belo para transformá-lo. E Francisco pediu coragem à juventude mundial para assumir o desafio de ser esta força de amor e de misericórdia para mudar a realidade. E concluiu: “Queridos amigos, a experiência da JMJ nos recorda a verdadeira grande notícia da história, a Boa Nova, mesmo que não apareça nos jornais e na televisão. Acolhimento, festa, missão: que essas não sejam mera lembrança do que aconteceu no Rio, mas sejam ânimo da nossa vida e a de nossas comunidades.” Na saudação aos peregrinos, aos de língua portuguesa saudou de modo especial os brasileiros, dizendo estar com saudade de sua visita a Aparecida e ao Rio. Aos poloneses, recordou que a próxima JMJ será em Cracóvia. No final da Audiência, o Papa recordou que sábado próximo será dedicado ao jejum e à oração pela paz na Síria, no Oriente Médio e no mundo inteiro. “Renovo o convite a toda a Igreja e viver intensamente este dia e, desde já, expresso reconhecimento aos outros irmãos cristãos, irmãos de outras religiões e aos homens e mulheres de boa vontade que quiserem se unir a este momento. Exorto em especial os fiéis romanos e os peregrinos a participarem da vigília de oração, aqui na Praça S. Pedro, às 19h, para invocar do Senhor o grande dom da paz. Que se eleve forte em toda a terra o grito da paz!” Fonte: news.va  

Patriarcas e líderes cristãos no Oriente Médio unidos em oração ao Santo Padre

Os líderes cristãos das Igrejas Orientais acolhem e relançam o veemente apelo pela paz na Síria, lançado pelo Papa Francisco no Angelus do último domingo. Como ressaltam à Agência Fides diversos líderes cristãos no Oriente Médio, o apelo “tocou profundamente o coração de todos, dos Bispos e dos simples fiéis. A comunidade cristã na Síria, no Oriente Médio e na diáspora estão felizes e preparam-se para se unir ao jejum e à oração”. O Patriarca Maronita no Líbano, Cardeal Bechara Rai, visitou neste domingo o Patriarca Greco-ortodoxo Youhanna Yazigi. Os dois líderes disseram estar “profundamente confortados pelo apelo do Papa” e estão empenhados em sensibilizar as respectivas comunidades pela oração em comum. Numa declaração conjunta após o encontro, os dois líderes religiosos pedem “a todos os países estrangeiros, na região ou mais distantes, para fazerem todo o esforço possível para resolver o conflito por meios pacíficos e diplomáticos. Julgando como “inaceitável que alguém destrua a vida dos sírios”, os dois líderes manifestam-se “contrários a qualquer intervenção militar estrangeira na Síria”, reiterando que a guerra “não leva a lugar nenhum, senão à destruição e à ruína”. “Queremos sempre falar a língua do diálogo e da paz”, afirma a nota. “Nós cristãos no mundo árabe – recordam – contribuímos para construir a nossa cultura e a nossa sociedade, uma civilização de convivência e moderação. Os cristãos – conclui o texto – não serão nunca um instrumento de guerra e do tráfico de armas, mas confirmam o empenho em construir uma sociedade baseada no respeito, no amor e na cooperação com o próximo”.   Por: news.va

José, homem de fé e de vida interior.

No decorrer da caminhada quaresmal, a Igreja celebra a Solenidade de São José. No silencio do homem justo de Nazaré encontramos o perfil de um “contemplativo na ação”. Enquanto trabalhava estendia o clima de silencio e de profunda contemplação do mistério “escondido” com o qual mantinha contato todos os dias. É no seu intimo que José faz o sacrifício de sua vida inteira às exigências da vinda do Messias até sua casa. É dela que provem as decisões de se colocar integralmente a dispor dos desígnios divinos, oferecendo sua própria liberdade, sua legitima vocação humana, aceitando viver num incomparável amor virginal e renunciando ao natural amor conjugal que constitui e alimenta a mesma família. José é um homem comum mas senhor de sua vontade pois a coloca em prontidão para o serviço de Deus. Na noite da fé ecoa dele um “Fiat” silencioso que encontra o de Maria e o de Jesus na sua oferta total na cruz. O que precisamente une José a Maria e a seu Filho é o Amor verdadeiro e as exigências do mesmo amor. Um ama o outro e se dá ao outro e pelo outro. José faz a experiência desse amor porque contempla a humanidade de Cristo e presta serviço de caridade para o desenvolvimento desta mesma humanidade. No evangelho José é destacado como justo (Mt 1,19); sua justiça não se caracteriza por uma mera observância das leis, mas por uma profunda escuta da vontade de Deus. Na vida da Igreja, houve sempre um lugar distinto para a sua veneração: há relatos do século VII nos quais a Igreja já pedia sua intercessão e sua festa litúrgica foi instituída no século XII e durante os séculos foram dadas a seu nome as mais variadas distinções. O papa Pio IX em 08 de dezembro de 1870 o declarou Patrono da Igreja Universal. O esposo de Maria e pai nutrício de Jesus é recordado duas vezes no calendário litúrgico: pela “solenidade de São José, esposo da Virgem Maria”, no dia 19 de março, e pela “memória facultativa de são José operário”, no dia 1° de maio. Na solenidade do dia 19 de março é recordado que são José é o homem justo e fiel que Deus pôs como guarda de sua casa; é ele quem liga Jesus a descendência de Davi (Mt 1,1-16). Os textos eucológicos citam  José como aquele que se consagrou ao serviço do Filho de Deus, nascido da Virgem Maria e chefe da Sagrada Família. Note-se que esta celebração recorda o mistério da Encarnação, do qual José é participante. Os textos bíblicos exaltam a figura de José a quem foi confiada a guarda de Jesus e de Maria.  Diferente da  solenidade, a memória de são José operário foi instituída por Pio XII em 1955 no contexto da festa dos trabalhadores celebrada no mundo todo no dia 1° de maio. Santo Irineu afirma que “assim como José cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo místico, a Igreja, da qual a Virgem Santíssima é figura e modelo“, supliquemos sua intercessão para que as portas da divina providência se abram e a graça de Deus seja derramada a fim de que no intimo de nossas vidas imolemos a Deus um sacrifício santo para gerar vidas novas para Deus e para a Igreja.   Vinicius Ribeiro (Missionário da Comunidade Shalom – Fortaleza) Assessoria Litúrgico-sacramental  

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