Dar testemunho da Verdade

“Os discípulos de Cristo ‘revestiram-se do homem novo, criado segundo Deus, na justiça e santidade da verdade’. ‘Livres da mentira’, devem rejeitar toda maldade, toda mentira, todas as formas de hipocrisia, inveja e maledicência” (Cat, 2475). Jesus se apresenta a nós como a Verdade: “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Deus é a fonte de toda verdade, por meio de sua Palavra encontramos a verdade acerca dele e de nós mesmos, cumprindo-se assim o que Jesus afirma: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8,32). Nele encontramos a Verdade plena de Deus manifestada ao homem e crendo na Verdade não permaneceremos nas trevas. Como membros de Cristo, somos chamados a viver e testemunhar a verdade: “Uma vez que Deus é ‘veraz’ (Rm 3,4), os membros do seu povo são chamados a viver na verdade” (Cat, 2465). Aquele que é discípulo de Jesus aprende dele o amor incondicional à verdade: “Seja o vosso ‘sim’, sim, e o vosso ‘não’, não” (Mt 5,37). Jesus abertamente condena a hipocrisia dos fariseus e escribas: “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Sois semelhantes aos sepulcros caiados: por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos, cadáveres e de toda espécie de podridão. Assim também vós: por fora parecem justos aos olhos dos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade” (Mt 23,27-28). A verdade torna o homem cada vez mais semelhante a Deus, fonte de toda verdade. Seria impossível os homens viverem juntos sem a confiança recíproca, ou seja, sem a manifestação da verdade uns para com os outros. Muitos chegaram ao martírio pelo supremo testemunho prestado às verdades de fé. “O mártir dá testemunho de Cristo, morto e ressuscitado, ao qual está unido pela caridade. Dá testemunho da verdade da fé e da doutrina cristã, enfrenta a morte num ato de fortaleza” (Cat, 2473). Por exemplo, Santo Inácio de Antioquia manifestou com suas palavras esta fortaleza e fidelidade à verdade, quando foi interpelado a negar a sua fé em Jesus Cristo. Por não negar a sua fé foi dado às feras e desta forma se tornou mártir. Com ousadia afirmava: “Deixai-me ser comida das feras. É por elas que me será concedido chegar até Deus. “A consciência é o núcleo secretíssimo e o sacrário do homem, onde ele está sozinho com Deus e onde ressoa a Sua voz” (GS, 16). Nela se encontra uma lei inscrita pelo próprio Deus, mostrando como melhor agir, amar, fazer o bem e evitar o mal. Com o passar do tempo, a mentalidade vai adquirindo conceitos dos mais variados níveis, podendo distorcer a consciência do homem. “A relação que existe entre a liberdade do homem e a lei de Deus tem a sua sede viva no ‘coração’ da pessoa, ou seja, na sua consciência moral: no fundo da própria consciência – escreve o Concílio Vaticano II – o homem descobre uma lei que não se impôs a si mesmo, mas à qual deve obedecer; essa voz, que sempre o está chamando ao amor do bem e fuga do mal, soa no momento oportuno, na intimidade do seu coração: faze isto, evita aquilo. O homem tem no coração uma lei escrita pelo próprio Deus: a sua dignidade está em obedecer-lhe, e por ela é que será julgado” (VS, 54). De qualquer forma, a nossa consciência só se torna reta graças à verdade. É necessário escutarmos a Deus por meio da nossa consciência, meditando os mandamentos que Ele mesmo incutiu no nosso coração e fazermos a sua vontade, escutando dele a verdade. Essa tarefa, por mais difícil que pareça, torna-se possível, pois “o homem tende naturalmente para a verdade. É obrigado a honrá-la e testemunhá-la (…) a aderir à verdade conhecida e a ordenar toda vida segundo as exigências da verdade” (Cat, 2467). Infelizmente, a nossa consciência nem sempre absorve coisas boas, colhe também conceitos e exemplos errados que agridem a consciência reta, o nosso inconsciente recebe conceitos negativos. Por isso, é necessário utilizar meios que formem positivamente a nossa consciência. O uso dos meios de comunicação social também deve ser bem discernido, pois nem tudo convém a um cristão. “A gravidade da mentira se mede segundo a natureza da verdade que ela deforma, de acordo com as circunstâncias, as intenções daquele que a comete, os prejuízos sofridos por aqueles que são suas vítimas. Embora a mentira, em si, não constitua senão um pecado venial, torna-se mortal quando fere gravemente as virtudes da justiça e da caridade” (Cat, 2484). Inclusive nos meios de comunicação, a sociedade tem direito a uma informação fundada na verdade, na liberdade e na justiça. É conveniente que se imponha moderação e disciplina no uso dos meios de comunicação social. Devemos tomar o devido cuidado do que vai formando a nossa consciência para não chegarmos ao ponto de defender uma mentira ou aquilo que vai contra a verdade incutida por Deus em nosso coração. O homem sempre está em busca da verdade, mas somente em Deus encontrará a verdade plena de quem é Deus e quem ele é. Deve dar testemunho da verdade em nossos atos, palavras e ações, mostrando claramente com nossas atitudes que somos filhos da luz e não das trevas. Elisângela Alves

A Promoção Humana é um novo de Deus na minha vida

João Paulo Carneiro Marques Missionário da Comunidade Shalom e está na Promoção Humana desde 2014 É algo novo, Deus despertou em mim esse desejo enorme de participar do ministério de promoção humana. Ele agiu na minha vida através de meu amigo Ricardo, missionário da Comunidade de Vida Shalom. Posteriormente, por intermédio de Deus, surgiu a oportunidade de participar de visitas semanais feitas aos menores infratores. Senti mais um novo que estava acontecendo. Um de meus amigos, no instante em que íamos em missão, pediu para eu rezar durante a semana e, buscar uma palavra que Deus daria a mim. De fato isso aconteceu, num momento de uma oração que fazia ao longo dessa semana, pedi a Deus para Ele me dar uma palavra que fosse providencial naquela situação, ou seja, uma palavra que aqueles jovens infratores precisassem escutar e, consequentemente se sentissem tocados por Ele. Deparei-me com Mt 9, 9-13: “Jesus disse: ‘não são as pessoas com saúde que precisam de médico, mas as doentes. Ide, pois, aprender o que significa: ‘misericórdia eu quero, não sacrifícios. De fato, não é a justos que vim chamar, mas a pecadores’”. Estas palavras ficaram fortes dentro de mim e, daquela semana em diante, passei a saber o que Jesus queria dessa nova missão e o que Ele queria daqueles jovens que estavam presos. Passei então, toda semana, a anunciar essa boa nova a eles e, como diz São Paulo: “De fato, viva é a palavra de Deus, eficaz e mais incisiva do que qualquer espada de dois gumes”. (Hebreus 4, 12), percebi esta afirmação na prática quando vi os jovens detentos mudarem de fisionomia a cada semana que a misericórdia de Deus era anunciada. Hoje continuo a missão que Deus me deu, procurando ser obediente a Ele, pois, pela fé, tenho certeza que ser obediente, assim como Jesus era e é, é o caminho que nos conduz à verdadeira felicidade.

Como Fio de Ouro mudou minha Vida! Por Karla Adryana

O amor de Deus supera tudo! Trilhar um caminho de autoconhecimento, onde Deus é o guia para curar as feridas da autoimagem e ordenar todas as áreas do ser humano para o Amor é a proposta do curso Tecendo o Fio de Ouro, oferecido pela Escola de Formação da Comunidade Católica Shalom.   Karla Adryana Leitão Azevedo mora em Palmas – TO, e conta como foi viver a experiência de rever toda sua história pessoal e perceber que Deus sempre esteve a seu lado, mesmo no sofrimento, a preparando para viver o Amor de forma profunda. Quando fui atraída pelo Amor e entrei no Shalom em 2007, me deparei com as formações. Achei fantásticas! Meu coração enchia-se de alegria, já que gostava muito de estudar. Observar as coisas de Deus, fazia com que minhas verdades enraizadas se abalassem. Alguns meses no grupo de oração e fui agraciada com o Fio de Ouro. “Meu Deus, um curso de autoconhecimento! Tudo que uma pessoa precisa para se entender melhor”, eu pensava, mas não imaginava o tamanho da graça que estava reservada para mim. Fiquei surpresa ao descobrir que não era apenas o que eu iria conhecer sobre mim, mas o que Deus pensa a meu respeito. Descer a fundo nas feridas com Deus faz toda diferença. Como sou agradecida a Deus por ter me presenteado com este curso, mais que um curso, um tratamento, cura interior. Foi um divisor de águas em minha vida. Em 1996, com 25 anos de idade, saudável, alegre e cheia de vida, próprio da juventude, tive um derrame cerebral (AVCI). Mãe de dois filhos e grávida de dois meses do terceiro, meu mundo caiu! Fiquei em coma por outros dois meses, gestando o bebê. Os médicos queriam abortá-lo. “O bebê não tem chance de sobreviver”, diziam. Minha mãe, dona Ada, católica viva, não deixou que o fizessem. Por pura graça de Deus sobrevivemos, o bebê e eu. Depois, fiquei muda e tetraplégica por dois anos. Com muita fisioterapia e fonoaudiologia consegui recuperar alguns movimentos, poucos mas o suficiente para acariciar meu bebê. A minha barriga crescia a cada dia e limitava ainda mais os movimentos, mas não sentia que me atrapalhava, já que essa era a única felicidade que me acompanhava dia e noite. Quando o bebê nasceu, minha mãe o segurava em meu colo para que eu conseguisse amamentar. Depois de muito tempo e esforço consegui me recuperar parcialmente, andava arrastando uma perna e com um andador, mas isso era motivo de comemoração para as pessoas que estavam me ajudando. Para mim ainda não. Eu queria minha vida de volta. Como o ouro tem que passar no fogo para ser purificado, a minha saga ainda não tinha terminado. Fui novamente “contemplada” com um problema na coluna, segundo os médicos “cirúrgico”. Espondilolistese na L3. Doenças sempre tem nomes bonitos. Deve ser para amenizar a dor. Já que eu tinha que fazer a cirurgia, que a fizessem logo. Fiquei mais um ano engessada do tórax ao joelho, em cima de uma cama. Com tudo isso, estava destroçada, farrapo humano, como diz Emmir Nogueira. Entrei eu um processo de depressão muito sério. Com isso veio o divórcio, estávamos cansados de lutar sozinhos contra a doença pois não conhecíamos a Deus. E o que não é construído na Rocha não resiste a tempestades. Meu mundo literalmente desabava sobre minha cabeça, estava em um poço sem fim. Sabia que algo muito grande tinha me acontecido. Sentia em meu coração mas não conseguia olhar para a grande graça, apenas para as desgraças de minha vida. Uma tristeza imensurável tomava conta de minha alma. Sentia tudo guardado em meu coração. Deus falara comigo, me tocou com Seu amor de alguma forma, mas eu não conseguia me expressar, sair do túmulo que eu tinha me colocado. Não conseguia dar passos, falar do acontecido. Foi quando mais uma vez a Sua misericórdia veio ao meu encontro. Me apresentou o Fio de Ouro. Como psicopedagoga, engolia os ensinamentos que me fortaleciam a cada dia, entendia que eu não precisava ser refém de mim mesma. Contemplava o grande milagre que Deus tinha realizado em minha vida. Deus me dava todas as respostas que eu tanto procurava, e a resposta era Ele mesmo, a verdadeira resiliência. Com o Fio de Ouro fui entendendo todos os processos que estava vivendo, fui observando a grande obra que Deus estava fazendo em minha vida. “Porque eis que vou fazer obra nova, a qual já surge: não a vedes? ” (Is 43,19). Deus me tirou dos meus túmulos, me fez sair da prisão, quebrou as correntes, derrubou as muralhas e me devolveu a dignidade de filha de Deus. E como em um “click” tudo foi ficando muito claro. Fui me sentido amada por Deus recuperando minha autoestima, naquele momento não apenas sabia mas tinha consciência do que tinha acontecido. Entendi que o segredo não é lutar contra a doença, mas unir se a ela, e pouco a pouco Deus dará um novo sentido para sua vida. O sentimento de responsabilidade aumentava diante o ocorrido. Para saciar o desejo de transbordar as maravilhas de Deus, escrevi um livro, Silêncio Revelador, contando toda a história. Foi no silêncio que Deus falou comigo. Dou o testemunho em escolas, presídios, para professores etc, por todo o Tocantins. Sei que quando Deus toca a nossa vida com Seu olhar misericordioso, a história não é apenas nossa e sim da humanidade ferida, machucada, sem esperança. Hoje sei que não é apenas minha história mas sim o que Deus fez nessa história, Precisamos levar às pessoas palavras de amor e esperança. Tenho certeza que o mundo precisa de testemunhos, precisa tocar nas maravilhas de Deus, precisa saber que o amor de Deus é real. O mundo precisa viver a liberdade em Deus. Com carinho, Karla.   Vem navegar no nosso portal! Acesse nossas redes sociais para mais fotos, vídeos e matérias.      

Sou feliz por ser celibatário

“Felizes são aqueles que esperam no Senhor!” Salmo 146/7 Certamente o Senhor, nosso Deus, que merece todo amor do mundo, é o maior interessado em nos ver felizes, uma vez que fomos criados à imagem e semelhança do seu Filho, o Bem-aventurado, e em seu Infinito Amor nos escolheu para sermos almas esposas. Para isso não nos deixa só, envia o seu Santo Espírito no batismo e, a partir daí, nos mergulha na visão beatíssima da sua santidade, alegre e muito feliz, que contemplaremos em plenitude no céu. Em minha vida, este interesse do Pai foi e é sempre insistente. Insistente quando tive uma experiência com o seu amor, durante uma Adoração ao seu Corpo Eucarístico, puro e santo, num domingo de 2000; insistente quando desde então me fez desejar saber qual era a sua Vontade para mim; insistente quando me fez querer viver só para Ele; insistente, em meio às minhas resistências e dureza de coração, ao me consagrar na Comunidade de Aliança, 9 de agosto de 2013, depois de alguns anos ouvindo o meu não!… Ou seja, o Pai esperou muito mais por mim do que eu por Ele, pois desde toda a eternidade me criou para o celibato pelo Reino dos Céus na Comunidade de Aliança. Como ser só de Deus e não viver numa casa comunitária, que preserva tempo e espaço para o sagrado? Como ser só dEle vivendo no ambiente familiar e profissional? Como ser só de Deus e estar em contato com as propostas do mundo e da carne que querem a todo custo e momento, com suas facilidades e prazeres, não ver brilhar em mim o “renuncie a si mesmo”, o “perder para ganhar”, a alegria que não passa? Sendo “sal da terra e luz do mundo”, correspondendo à graça do chamado, testemunhando que vale a pena obedecer, partilhar e dar o corpo, mente e coração só a Cristo. O que comporta coragem, renúncia e disposição, mas não diminui a felicidade, pelo contrário, só a aumenta, porque não estarei vivendo só para o meu ego e juntando tesouros que podem ser corroídos e roubados e que nesta terra vão ficar. No céu, as minhas mãos estarão vazias e o que Jesus, o Esposo das nossas almas, dirá: – Tu amaste, a festa está mais cheia. São estes os filhos que viverão contigo e comigo aqui para sempre! – Todos estes, Senhor? – Sim, o milagre da multiplicação em teu corpo, quando davas o teu sim inteiro, realizei! Aquelas eram questões que fazia a Deus e, uma a uma, o Espírito Santo as dissipou, como poeira que acaba com as primeiras gotas de uma chuva. Primeiro, ingressei na Comunidade em 2008, quando a reciclagem propunha o tema “Belo é o Amor humano” e tratava de discernimento do estado de vida e, durante a celebração, a minh’alma disse aos mesmas palavras da esposa do Cântico dos cânticos, ao abrir a bíblia, “Meu amado é meu e eu dele”. Depois me fazendo enxergar, no retiro para candidatos ao celibato em 2014, que nunca estarei sozinho, que no coração de um celibatário estão todos – os santos, os pecadores, os distantes, os feridos, os desgarrados, os Padres do deserto, os monges, as carmelitas, os franciscanos… os shalomitas, a Obra, os jovens e os pobres, famílias inteiras – e que a minha carne não é somente o lugar da luta e das tentações contra a castidade, mas principalmente é o da oferta, onde resplandece o brilho de Cristo e aponta profética e escatologicamente para o céu. Por fim, no retiro pessoal para pedir o voto de castidade, começando com o terço mariano, quando, por quase meia-hora, não conseguia sair do fim do Credo. Deus me paralisou nas palavras “creio na ressurreição da carne… creio na ressurreição da carne… creio na ressurreição da carne…” Sem acreditar nessa verdade e tentar vivê-la, Ele não me deixaria dar este passo. E isso depois de esperar mais de 2 anos, pois os formadores me conduziram a trilhar uma vida de espera. Foi e é um tempo de muita cura interior, autoconhecimento e reencontro com minha história – só é pai, mesmo espiritual, quem é homem e se encontra com este ser homem, filho e irmão – e surgiram reais possibilidades de relacionamentos, além de poder revisitar meus curtos namoros e apaixonamentos humanos; e também valorizar o matrimônio e o sacerdócio, que são também um autêntico e feliz caminho de santidade para quem for a estes chamados. Acabei me consagrando no celibato no dia 27 de maio de 2016, uma sexta-feira logo depois da Solenidade de Corpus Christi, entreguei meu corpo a Cristo, à Comunidade, à Igreja e quando penso em fugir das feras e feridas do mundo, expostas na vida das pessoas ao meu redor, aí me lembro que foi para elas que o Senhor me criou celibatário, para os que apoiam o aborto, o relativismo e querem uma vida cômoda, poderosa e pomposa, para os que já estão na quarta ou quinta união e não conseguem se preencher nem se realizar afetivamente, para os que estão dependentes de drogas para dormir, para os que perderam a esperança, para os que com Ela nunca se encontraram, para os que não tem nenhum brilho nos olhos… Meus desafios não muitos, trabalho numa universidade, rodeado de pessoas que vivem para gastar e consumir dinheiro e ciência, coisas e conhecimento e, sem saber, não são felizes porque nisso não encontrarão a Felicidade. Minhas ofertas também são muitas, entre elas não terei um filho pequeno oriundo do meu sangue para meus pais chamar de neto. Porém, minhas alegrias são muito mais: vivo para Deus, pertenço a Ele, junto um tesouro que não passará, gozo de uma alegria que não é momentânea ao abraçar quem se desgarrou, acolher o que chegou, chorar com o triste, e sorrir com os que cantam, sejam eles irmãos, amigos ou desconhecidos, pois todos são meus filhos. E um dia, no céu, viveremos para sempre louvando felizes: – Acreditamos no Pai! Esperamos

“Ele me criou, me deu uma vocação e hoje me envia.”

Jesus, assim, é o próprio Shalom do Pai. Ele vem nos dar a perfeita felicidade a salvação (Escritos Shalom, 03). Eu me chamo Jaiane Barbosa, tenho 21 anos, faço parte da Obra Shalom na Diocese de Serrinha-Ba há 3 anos e no de 2016 ingressei no Grupo Vocacional Shalom em Salvador/BA, que tinha como tema “Sim, Vou Te seguir! Tua voz me conquistou!”. Quando vi o lançamento da campanha vocacional, meu coração gritava lá no mais profundo: “esse é o meu tema”, sim,  Deus já sabia de tudo e me preparou para isso. No ano de 2015-2016 fui sendo conquistada cada vez mais por esse AMOR, e a forma que o encontrava era no serviço, foram os anos mais decisivos para mim, onde eu fui percebendo que Deus desde toda a eternidade me criou por sua imensa misericórdia Shalom, passei a me engajar na obra e percebi que quanto me doava meu coração desejava o TUDO. Foi assim que a frase dos Escritos fez todo sentido “Jesus, assim, é o proprio Shalom do Pai. Ele vem nos dar a perfeita felicidade a salvação (Escritos Shalom, 03)”. A verdadeira felicidade que eu buscava era Jesus o Shalom do Pai. Deus com seu amor me apresentou uma vida feliz,  e no decorrer da caminhada foi me apresentando a minha vocação, onde fui descobrindo a vontade de Deus para minha vida, e percebi que a mais alegria em dar do que receber, através da vida de oração fui percebendo que os planos de Deus são insondáveis aos meus olhos, bem maiores e  mais preciosos que os meus. Isso tudo parecia loucura mas ao tocar na história de vida de um irmão muito especial para mim de forma particular e para  a Comunidade, que hoje está no Shalom do céu o Ronaldo Pereira, percebi que sim vale a pena, escolher a santidade, lutar por ela e gastar tudo que tenho por amor a Deus, essa é a minha vida, minha história. Só posso ter gratidão, por esse Amor que me salvou e salva todos dias através desse carisma, e dizer obrigada Senhor por me teres escolhido. E hoje uma frase do Papa Franscisco faz bastante sentido para mim: “caminhar segundo as loucuras do nosso Deus”, Ele me criou, me deu uma vocação e hoje me envia para a missão de Sobral-CE como postulante da Comunidade de Vida. Deus tem bastante pressa, meu coração pulsa em gratidão por tamanha graça, com Ele vou a lugares que nunca imaginei, posso assim dizer “Sim, Vou Te Seguir! Tua voz me conquistou!” Vale a pena fazer a vontade de Deus, conto com suas orações.

Felizes os que Trilham o Vocacional Shalom

Uma alegria muito grande nesta vida é encontrar o nosso lugar, descobrir aquela parte da nossa identidade que estava escondida, descansar o coração naquilo que é eterno. Alegria ainda maior é, depois dessa descoberta, se entregar sem medo a Ele, deixando-se conduzir sem amarras. Elayne Alves de Araújo, consagrada de vida da Comunidade Católica Shalom, deixou tudo em 2008 para viver essa alegria cheia de sentido. Natural de Fortaleza (CE), ela conheceu a Comunidade ainda criança em um Seminário de Vida no Espírito Santo para crianças, no Renascerzinho. Lá teve o primeiro encontro com Deus. Caminhando no Shalom, Elayne aderiu à vontade de Deus e deu o sim que hoje frutifica na missão de Brasília. “Três aspectos para mim foram essenciais na descoberta do chamado: identificação com o Carisma na forma de rezar, radicalidade evangélica e o ser missionária”, lembra. Em 2016, como secretária vocacional da Comunidade em Brasília, Elayne pode contemplar a Obra que Deus fez na vida de 157 vocacionados que, assim como ela, trilharam um caminho de discernimento e escuta da doce voz do Amado. Muitos deles aderiram ao Carisma Shalom na feliz coincidência do Ano Jubilar da Misericórdia. “Foi uma experiência muito boa de tocar no chamado, na eleição de Deus na vida dos irmãos. Isso também foi renovando o meu chamado, a minha vocação: poder acompanhar cada descoberta, cada pessoa que foi se encontrando com o Carisma”, conta Elayne. O selo da Obra Nova Maria Rocha Lima tem 19 anos. Em 2016, ela participou do ano de vocacional pela segunda vez e foi enviada como jovem em missão para Teresina (PI). Numa cidade com jovens sedentos por Deus, Maria espera a resposta da carta enviada pedindo admissão no Shalom, mas praticamente vive como Comunidade de Vida. “Um irmão da Comunidade de Aliança daqui me falou uma vez: ‘A pessoa já sabe quando vai ingressar’. E é verdade. Estou bem tranquila, porque sei que estou na vontade de Deus”. O primeiro ano de vocacional de Maria foi repleto de confirmações – ela já não se sentia mais confortável em viver como Obra. Mas uma crise vocacional fez com que a jovem não quisesse mais seguir a vontade de Deus por um tempo. Nesse período difícil, quem a ajudou foi a acompanhadora. “Minha acompanhadora foi a voz de Deus pra mim. Ela disse para fazer mais um ano de vocacional. No segundo ano eu tinha plena certeza da vontade de Deus, nada me fez desistir”. Durante os dois anos de discernimento, Maria recebeu a graça de amadurecer humana e espiritualmente. Ficou na dúvida em saber se era da Comunidade de Vida ou Aliança, mas ao olhar para a própria história e se aprofundar no Carisma, percebeu que o Shalom fazia mesmo parte da identidade dela. O fazer memória de Maria permitiu que ela encontrasse sinais da vocação Shalom desde a infância: um missionário da Comunidade Canção Nova profetizou que ela entregaria a vida a Deus e seria missionária – à época a mãe de Maria pensou que a filha seria freira. Em 2011, a convite do padrinho sacerdote, Maria e a mãe conheceram a Diaconia, sede do Shalom no Ceará, em uma viagem de férias. Era o mês de janeiro e o lugar estava com poucos missionários. Durante a visita, um consagrado se aproximou e apresentou a Diaconia a eles. Maria se perdeu do grupo e, perambulando sozinha pelo lugar, viu um ícone que chamou bastante atenção dela, o Obra Nova. Em 2014, depois de ter o encontro pessoal com Deus no Acamp’s, a jovem resolveu conhecer o Shalom da Asa Sul. Logo que entrou viu o mesmo ícone da Diaconia. Deus estava falando algo a ela. “Deus despertou minha vocação. A semente começou a crescer. Sentia alguma coisa forte no meu coração”. Hoje, em Teresina, com o apostolado na lanchonete e o ministério do pastoreio jovem, Maria segue o caminho da paz: perder tudo para ganhar tudo.   Distancia não é impedimento Ronildo Garcia da Silva tem 24 anos. Nascido em Várzea Grande, cidade vizinha a Cuiabá (MT), o jovem conheceu o Shalom em 2015 e sentiu algo diferente. No mesmo ano passou a caminhar na Obra Shalom e, ao se aprofundar na espiritualidade da Comunidade, começou a perceber o chamado de Deus: “A Obra Shalom de Cuiabá ia apresentar um flash mob e me convidou para participar. Até então eu não fazia parte da Obra. Eu aceitei ir porque foi convite de uma amiga – mas com muito medo porque sou bastante tímido. Após a apresentação, na qual eu não senti vergonha alguma, senti uma paz muito grande e uma alegria imensa. Pensei: ‘Senhor, que alegria é essa que invade meu coração?’.   Era a alegria de estar em casa, de encontrar o meu lugar”. Caminhando no grupo de oração, Ronildo foi percebendo que Deus queria algo a mais. Por enquanto a missão de Cuiabá não tem consagrados, que acompanham todo o percurso vocacional dos aspirantes à Comunidade. Por isso, Ronildo, com a boa inquietação de saber qual a vontade de Deus, mandou um e-mail para a Diaconia e em 2016 começou a ser acompanhado pelos consagrados de lá.   “Fomos acompanhados por ligação ou via Skype. Rezamos normalmente como os vocacionados presenciais. A nossa formação foi mandada por e-mail. Fazemos a nossa comunhão de bens e também o retiro pessoal”, explica Ronildo, que ganhou a companhia de mais duas jovens de Cuiabá no vocacional à distância. Em meio às atividades do ministério de dança, às tarefas cotidianas e à oração diária, o rapaz foi reconhecendo a voz de Deus. Os retiros – de aprofundamento e final –, feitos em Brasília, proporcionaram a grande identificação com a Comunidade de Vida. “O caminho vocacional foi bem difícil. Tive que aprender a silenciar, a esperar, a entender que nada é como eu quero, mas sim como Deus quer. Caí muitas vezes e, com a ajuda de Deus, me levantei, continuei a caminhar. Foi difícil olhar para as minhas misérias e ainda é difícil saber que Deus me

Qual a sua experiência com a misericórdia?

Dentro da programação do Festival Halleluya que aconteceu em Natal de 02 a 04 de dezembro, existe, tradicionalmente, o Espaço da Misericórdia, onde os visitantes podem rezar na capela com adoração ao Santíssimo, receber oração, aconselhamento ou confissão. Mas a temática da misericórdia vai além do espaço ou do Ano Jubilar da Misericórdia que vivemos em 2016: ela é uma experiência pessoal. Pensando nisso, fomos ao encontro de pessoas que circulam pelo Festival Halleluya, de diferentes grupos e histórias, e lhes propomos a mesma pergunta: Qual a sua experiência com a misericórdia? Mercinho Dantas, 33, músico e pintor “Eu tocava em uma banda de Hardcore, me envolvi com drogas, consumi, cheguei a um ponto de saturar a minha vida tentando preencher o vazio que sentia dentro de mim. Nos shows mesmo, eu ia tocar, e depois ficava aquele vazio. Então passei a sentir uma força que falava comigo e houve um tempo que Deus disse em meu coração: sou Eu, sou Eu quem falta na sua vida. Daí depois disso, pouco a pouco, como eu bebia muito, fumava muito, consegui sair da dependência. Na minha casa hoje, só eu e minha mãe somos cristãos, pois tenho também um irmão que se envolveu no mundo das drogas. Mas é daí que vem a misericórdia para com o próximo, Cristo foi tão misericordioso, né? Devemos nos espelhar Nele”. Irmã Betânea Maria da Santíssima Trindade, 35, Franciscana Para mim, como nós temos um carisma para os pobres, isso permite que a gente cada vez mais perceba que o pobre não necessita somente de uma roupa, de um alimento, mas de experimentar da misericórdia de Deus. E ao ajudá-lo nós também experimentamos da misericórdia do Senhor.  Um caso que me marcou muito foi ver uma irmã doente, precisar ir para o hospital, porque sempre estamos acostumados com o pobre, mas ver que alguém de casa precisou desta ajuda, de estar ali e dar para ela a nossa atenção, de fazer comida e ter todo um cuidado, experimentamos que nós também somos a misericórdia na vida dela”. Elisangela da Silva e Jéssica Tavares, 14 anos, estudantes (Elisangela) Uma vez a Jessica estava interessada em um menino. Daí eu, como amiga, fui tentar ajudá-la, mas só acabei atrapalhando. Contei ao menino que ela gostava dele, mas ele disse que era mais velho e que não estava interessado nela e, ela, que nunca levou um fora na vida, levou justo por minha causa. E ela ficou com raiva de mim por isso e pensei que nunca mais ia falar comigo. (Jéssica) Quando ela faz raiva eu fico chateada e brigo com ela, mas faz muito tempo que a gente se conhece, uma “arenga” com a outra, bate, xinga, mas eu já a conheço e ela já me conhece, então sempre a perdoo, ela me perdoa, e nunca deixamos de ser amigas. Rawlinson de Medeiros, 42, bombeiro “Eu estava trabalhando com meu pai e ele tinha uma fábrica de gelo. De repente eu estava sozinho lá, ele saiu para resolver algumas coisas, e eu era um adolescente de 14 anos. Em um dado momento eu estava em cima da maca tentando tirar uma barra de gelo de dentro da forma, escorreguei e fui caindo para cima do motor da máquina, que estava aberto. E eu segurei em uma serpentina que leva o gás para refrigerar a máquina e me desloquei para o outro lado do motor. Depois, fiquei pensando: eu acho que aquela serpentina foi a mão de Deus que me segurou para me livrar naquele momento do perigo. Eu fiquei muito emocionado depois. Ser bombeiro é uma profissão muito nobre né, você lida com pessoas em perigo, salvando vidas, então me identifiquei muito com essa profissão neste momento e também retribuí. Tento, sendo um profissional bombeiro, ajudar ao máximo que puder as pessoas no momento crítico que elas estiverem, seja ele qual for”. Larissa Moura

O segredo para transmitir a fé aos jovens

Nos últimos tempos a vossa atenção concentrou-se principalmente sobre a família, para consolidar com a verdade do Evangelho esta realidade humana fundamental, hoje infelizmente muito insidiada e ameaçada, e para ajudá-la a cumprir a sua missão insubstituível na Igreja e na sociedade. Pondo agora em primeiro plano a educação na fé das novas gerações, certamente não abandonamos o compromisso pela família, à qual pertence a responsabilidade educativa primária. Antes, vamos ao encontro de uma preocupação difundida em muitas famílias, que no contexto social e cultural de hoje receiam não conseguir transmitir a herança preciosa da fé aos próprios filhos. A alegria da fé é, portanto uma alegria que deve ser partilhada: como afirma o Apóstolo João “o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também vós tenhais comunhão conosco… Escrevemos-vos estas coisas para que a vossa alegria seja completa” (1 Jo 1,3-4). Por isso, educar as novas gerações na fé é uma tarefa grande e fundamental que envolve toda a comunidade cristã. Queridos irmãos e irmãs, vós dais-vos pessoalmente conta de como esta tarefa se tornou hoje em vários aspectos bastante difícil, mas precisamente por isso é ainda mais importante e urgente do que nunca. Com efeito, é possível detectar duas linhas de fundo da atual cultura secularizada, entre si claramente interdependentes que estimulam em direção contrária ao anúncio cristão e não podem deixar de ter uma incidência sobre aqueles que estão maturando as próprias orientações e opções de vida. Uma delas é aquele agnosticismo que é originado pela redução da inteligência humana a simples razão calculadora e funcional e que tende a sufocar o sentido religioso inscrito no fundo da nossa natureza. A outra é aquele processo de relativização e de desenraizamento que corrói os vínculos mais sagrados e os afetos mais dignos do homem, com o resultado de fragilizar as pessoas e tornar precários e instáveis os nossos relacionamentos recíprocos. Precisamente nesta situação todos nós temos necessidade, e sobretudo as nossas crianças, adolescentes e jovens têm necessidade, de viver a fé como alegria, de saborear aquela serenidade profunda que nasce do encontro com o Senhor. A fonte da alegria cristã é esta certeza de sermos amados por Deus, amados pessoalmente pelo nosso Criador, por Aquele que tem nas suas mãos o universo inteiro e que ama cada um de nós e toda a grande família humana com um amor apaixonado e fiel, um amor maior que as nossas infidelidades e pecados, um amor que perdoa. Este amor “é tão grande que chega a virar Deus contra Si mesmo”, como se vê de maneira definitiva no mistério da Cruz: “Deus ama tanto o homem que, tendo-Se feito Ele próprio homem, segue-o até à morte e, deste modo, reconcilia justiça e amor” (Deus caritas est, 10). Queridos irmãos e irmãs, esta certeza e esta alegria de ser amados por Deus deve tornar-se de qualquer forma palpável e concreta para cada um de nós, e, sobretudo para as jovens gerações que estão a entrar no mundo da fé. Por outras palavras: Jesus disse que era o “caminho” que conduz ao Pai, além de ser a”verdade” e a “vida” (cf. Jo 14,5-7). Portanto, a pergunta é: como podem as nossas crianças e os nossos jovens encontrar n’Ele, na prática e na existência, este caminho de salvação e de alegria? É precisamente esta a grande missão para a qual a Igreja existe, como família de Deus e companhia de amigos na qual somos inseridos com o Batismo já desde pequeninos e na qual deve crescer a nossa fé e a alegria e a certeza de sermos amados pelo Senhor. Por conseguinte, é indispensável e é a tarefa confiada às famílias cristãs, aos sacerdotes, aos catequistas, aos educadores, aos próprios jovens em relação aos seus contemporâneos, às nossas paróquias, associações e movimentos, finalmente a toda a comunidade diocesana que as novas gerações possam fazer a experiência da Igreja como de uma companhia de amigos na qual podem deveras confiar, próxima em todos os momentos e circunstâncias da vida, quer sejam alegres e gratificantes quer difíceis e obscuras, uma companhia que nunca nos abandonará nem sequer na hora da morte, porque tem em si a promessa da eternidade. A vós, queridas crianças e jovens, gostaria de pedir que confieis por vossa vez na Igreja, que a ameis e que tenhais confiança nela, porque nela está presente o Senhor e porque ela mais não procura do que o vosso verdadeiro bem.  Aquele que sabe que é amado sente-se por sua vez solicitado a amar. Precisamente assim o Senhor, que nos amou primeiro, nos pede para pôr por nossa vez no centro da nossa vida o amor por Ele e pelos homens que Ele amou. Especialmente os adolescentes e os jovens, que sentem impelente a chamada do amor dentro de si, têm necessidade de ser libertados do preconceito difundido de que o cristianismo, com os seus mandamentos e as suas proibições, coloca demasiados obstáculos à alegria do amor, sobretudo que impede apreciar plenamente aquela felicidade que o homem e a mulher encontram no seu amor recíproco. Ao contrário, a fé e a ética cristãs não querem sufocar o amor, mas torná-lo sadio, forte e verdadeiramente livre: é precisamente este o sentido dos dez Mandamentos, que não são uma série de “nãos”, mas um grande “sim” ao amor e à vida. De fato, o amor humano tem necessidade de ser purificado, de amadurecer e também de se superar a si mesmo, para poder tornar-se plenamente humano, para ser princípio de uma alegria verdadeira e duradoura,para responder, portanto àquele pedido de eternidade que traz dentro de si e ao qual não pode renunciar, se se trair a si mesmo. É este o motivo substancial pelo qual o amor entre o homem e a mulher se só realiza plenamente no matrimônio.  Em toda a obra educativa, na formação do homem e do cristão, não devemos, portanto, por receio ou por embaraço, deixar de lado a grande questão do amor: se o fizéssemos apresentaríamos um cristianismo desencarnado, que

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