Eu sou em Ti, tenha os olhos fixos em Mim e não temas Recentemente,a missão de Santo André realizou uma edição aberta do curso Tecendo o Fio de Ouro, ao longo de nove semanas e a administradora de empresa, Jacqueline Golin de 29 anos, participou dessa última edição e nos conta um pouco sobre como foi a sua experiência. “Dar esse testemunho hoje é ir ao encontro com uma das minhas milhares limitações e ao mesmo tempo tentar viver o que Deus tem sussurrado em meu ouvido com todo carinho e paciência: Eu sou em Ti, tenha os olhos fixos em Mim e não temas. Então, lá vou eu, com uma coragem que daqui para frente creio não ser só minha. Talvez você tenha interpretado que sofro de timidez, mas não, eu bem que gostaria de fazer parte desse time, mas o time que faço parte tem como bandeira um limite miserável. Eu sou do grupo dos Soberbos. Triste não é? Pois é, mas é ai que começa o que Deus tem feito EM mim, mas principalmente POR mim. Há praticamente um ano, Deus olhava para mim com a tristeza de um pai que vê uma filha destroçada e com fraturas expostas depois de despencar de um balanço, que há muito tempo passava de uma altura segura a uma criança. Sim, é como vejo o olhar de Deus sobre mim e é exatamente como me sinto hoje ao fazer memória de tudo que me aconteceu. Eu sempre fui audaciosa, tomada por uma coragem destemida e já no parquinho era possível ter uma ideia do que me tornaria quando chegasse a fase adulta. Lembro-me que quando criança eu sempre queria brincar nos brinquedos dos mais velhos, sempre pedia para meu pai me empurrar mais forte e, quando ele negava, eu ia brincar em um balanço distante de seus olhos só para ver o impulso que ele mesmo havia me ensinado a fazer com moderação, podia ganhar muito mais força e velocidade. E lá estava eu nas alturas, vendo coisas que do chão não via, sentindo o frio na barriga que o chão não me arrancava, sentindo superior às demais crianças, coisas que o chão não me oferecia. Sim, meus pezinhos costumavam ficam bem distantes do chão, afinal o chão me fazia sentir igual, e ser igual não tinha graça, não me garantiria o reconhecimento, o olhar de admiração. Eu queria levar minha irmã mais nova, os coleguinhas que se sentiam excluídos, e a grande verdade é que sempre tive certa paixão por quem não tinha o que eu entendia ser coragem e força, a qual eu nem questionava em mim, pois em mim transbordava. Fui crescendo e o cenário só mudou do parque, para a escola, faculdade, empresas, família e relacionamentos. Sempre busquei estar aonde poucos tinham coragem ou dedicação para estar, sempre ia falar com a professora que todos tinham medo, defendia quem ia apanhar na saída da escola, entrava na sala do chefe mandão e dizia que daquele jeito não ia dar certo, falava com a equipe da produção e maquinava uma forma para convencer os chefes a cederem, fazia as coisas fora das regras se isso fosse favorecer quem estava menos favorecido (ferrado). Nunca tive problema em ajudar quem estava, a meu ver, pior que eu. O meu problema era quando eu encontrava alguém tão ou mais forte e audacioso do que eu. Havia uma briga pelo poder, não o material/financeiro, mas sim sentimental, o amoroso. Como tem alguém mais querido do que eu? Como fulano merece o mesmo amor do que eu? Como o outro tem a mesma prioridade ou tem mais prioridade do que eu e não faz o que faço? Ridículo? Sim, muito! – Vergonhoso? Sim, demais! E esse é somente um dos meus muitos limites. Onde entra o Fio de Ouro? Entra quando eu finalmente caio do balanço e não só meus pés tocam o chão de forma violenta e desastrosa, mas sim toda a minha essência bondosa, toda a minha força, toda a minha coragem e vontade de viver. Entra quando Deus, por mão de alguns, coloca o osso exposto no lugar e mesmo com meu grito agudo de dor e de desespero, escolhe cuidar da perna machucada ao invés de atender meu insistente pedido de amputá-la. Entra quando já não corro o perigo de ficar sem andar, pois até nisso Ele se preocupou. Seduziu-me ao Seu coração, me concedeu Suas pernas enquanto as minhas estavam engessadas, cicatrizou meus ossos enquanto me suportava com paciência na minha murmuração injusta de colher o resultado do meu plantio, me mostrou a liberdade de confiar em Sua vontade ao me deixar fazer todo tipo de chantagem e birra sem mudar sequer uma vírgula das etapas do processo de cura que Ele já tinha preparado para mim. Agora, me vejo aqui diante de um livro de 580 páginas, como se tivesse diante de 580 sessões de fisioterapia intensiva, sabendo que Deus já restabeleceu meus tendões, eu só preciso ter a Coragem e a Força para largar minhas muletas de vez e praticar a verdade Dele em mim. A você que chegou até aqui, saiba que é muito bom te encontrar e poder te falar com toda a leveza do meu coração que somos todos iguais perante o Pai e que esse cuidado de Deus não é só privilégio meu… É teu também. Seja bem-vindo à Fisioterapia Intensiva #TAMOJUNTO” E então, se interessou e deseja embarcar nessa jornada também? Não tenha medo, pois Ele está contigo! Para se inscrever para a próxima edição do curso e obter mais informações, envie um e-mail para cursossantoandre@comshalom.org ou visite a nossa missão que está localizada na Rua Dom João VI, 102, Bairro Casa Branca, Santo André – SP. Entre os dias 6 e 10 de setembro, a missão de Santo André irá realizar na Associação Vicentina, em São Paulo, mais uma edição do curso Tecendo o Fio de Ouro – Itinerário para o autoconhecimento e a liberdade interior. O curso,