O meu coração tinha encontrado a forma de corresponder a este desejo de crescer no Amor de Deus

Em Junho de 2010, no âmbito de um evento organizado para jovens (A3 jovem), conheci e acolhi em nossa casa, alguns jovens missionários Shalom e pude ouvir o testemunho, absolutamente, inspirador do fundador desta comunidade, Moyzés Azevedo. Foram dias em que a casa esteve mais agitada, algo desarrumada e alvoroçada, mas com muita alegria, música e oração. Eu achei que era um presente, pois de repente, eu não tinha apenas os meus dois filhos, mas tinha ganho mais quatro, de quem tinha que cuidar e mimar. No meu coração, que havia sido desinstalado à pouquíssimo tempo, nasceu o desejo de ter como aqueles jovens, que testemunhavam Jesus, esse desassombro e essa capacidade de usar as palavras, para o louvor a Deus. Um ano depois, em Setembro de 2011, pela mão do Pe. Sezinando (Reitor do Santuário do Cristo Rei) e do Pe. Marco Luís (Pároco de Almada) chegaram os primeiros cinco missionários que instalaram-se na Quinta do Álamo (Seixal), provisoriamente, até as instalações do Santuário do Cristo Rei ficarem prontas. Mas só no dia 13 de março de 2012 iniciamos o grupo de oração . Foram apresentados os objectivos e foi proposto que depois de uma primeira fase inicial que durou poucos meses, deveríamos iniciar o “Caminho da Paz”. Tudo me atraia e muito. A alegria e a dedicação da jovem missionária que me era dada como responsável deste grupo, a simplicidade e humildade dos seus gestos e o cuidado que dedicava a cada retiro/ encontro, os cânticos que nos ensinavam e nos introduziam na oração, o louvor a Deus que brotava do mais intimo dos seus corações, a docilidade ao Espírito Santo, o amor a N. Senhora, os testemunhos, a partilha do que em oração nos interpelava, a formação adicional que muitas vezes complementava ou acrescentava tudo o que se passava no grupo, os momentos de lazer e as missas com oração de cura e libertação seguidas da Adoração Eucarística …enfim…tudo me fascinava e saciava o desejo de Deus em mim. O meu coração tinha encontrado a forma de corresponder a este desejo de crescer no Amor de Deus. A estes jovens missionários foram-se seguindo outros, e cada um traz com eles as suas historias e expectativas, mas carregam o mesmo amor a Deus e à Igreja, e o desejo de aqui em “terras de Santa Cruz” deixarem realizar a vontade de Deus nas suas vidas, doando-se e gastando-se por amor à evangelização. Revejo neles o testemunho do fundador que em Junho de 2010 dizia com um pé em cada cadeira. “Jovens é preciso decidir…não se pode querer estar nos dois barcos…é urgente escolher e escolher bem o barco que nos conduz à vida de santidade(…)”. A minha caminhada vai-se fazendo, em grupo, conduzidos e apoiados pelos livros de suporte à caminhada, somos convidados a esvaziar-nos das nossas certezas e seguranças para assim deixar crescer Deus em nós. Tento corresponder procurando a fidelidade na oração diária, a participação em mais do que a missa dominical, maior assiduidade ao sacramento da reconciliação, de ter mais momentos em adoração Eucarística, enfim…. não é fácil com os ritmos e as rotinas da vida, mas, com a Sua ajuda e amparo do grupo ….eu vou fazendo a experiencia de como Sua filha, ama-Lo e ser amada. Hoje, louvo em todas as minhas orações, o dom destas vidas doadas que se entregam e se consomem “pela igreja, pelos jovens e pelos Homens”. Shalom! Por: Sandra Matias – Grupo de oração Shalom

O meu maior medo era de me afastar do coração de Deus

Eu me chamo Luana, tenho 24 anos moro em Fortaleza e trilho o caminho vocacional na Comunidade Católica Shalom. A minha experiência com o fantástico, maravilhoso, esplêndido ( e todos os bons adjetivos que se usa para defini-lo e ainda assim insuficientes) amor de Deus não foi no Renascer, Halleluya ou em qualquer outro evento que a comunidade promove, foi na oração pessoal. Deus sempre me manteve perto dEle, desde menina tive consciência de que deveria estar na igreja porque Deus tinha um propósito para mim. Quando criança ia para o Reviver no Rio de Janeiro com a minha mãe e o Senhor foi aos poucos me mostrando o lugar aonde Ele me queria e me quer. Vim morar no Ceará em 2004 e sempre ouvia falar da comunidade mas passava despercebido. Uma amiga que sempre falava na comunidade e eu nem dava confiança. Em 2012, resolvi ir atrás de conhecer a comunidade católica que muitos me falavam, procurei na internet o endereço. O centro mais próximo era o do bairro Parquelândia e então fui. Chegando lá vi um rapaz e perguntei como fazia para participar e ele me deu todo o direcionamento. Fiz o seminário de vida no Espírito Santo, o Halleluya quero mais e em seguida me engajei no grupo de oração. Nos dois primeiros anos de grupo vivi aquela inconstância na vida de oração, como dizem, um pé no mundo e o outro no shalom. Vivia bem com isso mas com o tempo percebi que Deus me pedia mais, me pedia uma decisão. Foi quando em novembro de 2014 um irmão de grupo de oração, que a propósito hoje é postulante da comunidade de vida, me chamou para ir a uma vigília de evangelização e eu prontamente disse que não ia. Ele , pasmo, disse que eu deveria ir, que eu era chamada a evangelizar, a resgatar almas para Deus, ser sal e luz para o mundo. Novamente, disse que não ia e ele perguntou o porquê. Eu disse que era porque eu não saberia o que falar para as pessoas. Ele disse que eu deveria falar sobre o amor de Deus, e que o Espírito me conduziria. E eu repliquei, pois como iria falar de algo que eu nunca senti? Então ele propôs que assim que eu fosse fazer minha oração pessoal eu ligasse para ele e enquanto eu rezasse, ele iria interceder por mim para que Deus me mostrasse o Seu amor. A noite, resolvi fazer minha oração pessoal e liguei para ele. Clamei o Espírito sobre mim e comecei a rezar. Assim que abri a bíblia na passagem de João 21, onde Jesus pergunta a Pedro se ele O amava e Pedro responde Senhor tu sabes que eu te amo, ao ler essa passagem comecei a chorar e meu coração se inflamou de um amor que até hoje não consigo expressar com palavras, apenas sinto que esse amor vem crescendo. Percebi o quanto minha vida mudou desde então, o quanto Deus me faz querer ser uma pessoa melhor para mim mesma e para os outros. O meu maior medo desde aquela noite era de me afastar dos átrios de Deus,  mas o Senhor na sua infinita misericórdia me diz todos os dias que Ele não deixará isso acontecer e é nesse encontro diário que consigo pedir a Deus que me dê a graça de amá-lO acima de todas as coisas e de poder estar em Sua presença para sempre.   Luana Morais

Adoração ao Santíssimo: “Jesus, para ti realmente nada é impossível”

Ao final do sábado o Capital da Paz foi agraciado com a adoração ao Santíssimo Sacramento, conduzida por Eudes Rodrigues, consagrado de Aliança da Comunidade Shalom, e Joyce Suely, consagrada da Comunidade de Vida e responsável local pela Missão. A adoração é um dos momentos mais importantes do Capital da Paz e teve como principal súplica o querer ser mudado por Deus, a vivência da Misericórdia do Senhor e a nossa busca constante pelo perdão dado a Ele por nós. Com a Palavra de Isaías, Ele nos preparou para viver um momento de graças e a renovar nossa experiência com o Amado. No primeiro momento, Eudes falou sobre a necessidade de buscar sempre o perdão do Pai. “Nós sabemos que não merecemos o perdão de Deus, mas como posso me cansar de ser perdoado se Deus não se cansa de me perdoar? ”, questionou, levando todos à reflexão. Inúmeras pessoas foram tocadas pelo momento forte de oração e contemplação. Deus se mostrou presente em meio aos que estavam no estacionamento do Parque Ana Lídia, e também estendeu Sua Graça aos que nos acompanhavam através da transmissão via web. Em especial, Ele convidou aqueles que exaltaram os prazeres do mundo a conhecerem Sua imensa Misericórdia e estar diante de Sua presença. Corações angustiados foram alcançados, clamores foram ouvidos, e o Amor foi derramado em abundância. Dentre os alcançados pela graça do Pai estava Sabrina Alves de 27 anos, missionária da Comunidade Gratidão de Taguatinga. Ela havia participado em 2015 do Capital da Paz e partilhou seu momento com o Amado durante a Adoração deste ano. “Essa noite eu pedi a Jesus a graça de ser filha, e vendo Joyce conduzindo e todas as proclamações eu dizia ‘Jesus, para Ti realmente nada é impossível! Tu mexes em quem está aqui, em quem está em casa’. E diante disso eu pedi a graça de aumentar a minha fé pra que eu pudesse levar esse testemunho onde eu for”, disse a jovem com alegria no olhar. Carolina Lima  ← Voltar para Shalom Brasília

Deus realizou o impossível

Experiência com Deus… Evangelização… Namoro cristão… Algum pedido que você fez a Deus e Ele te atendeu… Vocação… Experiência com os santos, com a Igreja… O comshalom.org quer saber qual é a sua história com Deus. Tem sempre um testemunho novo na home. O de hoje é de Arlen Pierre. Quer ter a sua história publicada aqui? Envie texto e foto para redacao@comshalom.org e evangelize conosco. Confira: Quando eu tinha 15 anos comecei a acender cigarros para os amigos adultos, foi assim que tudo começou. Comecei a comprar, só para me mostrar e por influência dos amigos. O tempo foi passando e fiquei viciado, passei a comprar de carteira fechada, minha dependência aumentou tanto, que quando acordava pela manhã, a primeira coisa que fazia era fumar. No restante do dia fumava direto, chegava a fumar 30 cigarros por dia, pois quando chegava o fim de semana, bebendo, fumava três vezes mais que o comum. Depois de algum tempo, quando não tinha dinheiro e nem onde comprar, juntava a “cuchia” de cigarro do chão e também pedia às pessoas. Eu me humilhava pelo cigarro, chegava a colocar cocaína no filtro. Passava a noite tossindo, escarrando o bolo preto de nicotina e, por muitas vezes, sangue também. Meus pais pediam para que eu deixasse de fumar, senão eu morreria, mas mesmo doente eu não deixava o cigarro. Ficava com falta de ar, sentia dores nas costas, já estava perdendo os dentes devido à nicotina. Comecei a pensar em parar, mas não conseguia passar mais de uma hora sem fumar. Queria parar por medo das doenças, mas o vício era maior do que a preocupação com as consequências de tudo aquilo. Eu tentava passar meio dia sem fumar, mas suava frio e mais uma vez não conseguia. Aos 30 anos, fui convidado a fazer um Seminário de Vida no Espírito Santo para Casais, junto com minha esposa. Aceitei e fui decidido a não levar o cigarro. Eu passava o dia todo doido para fumar, não conseguia dormir à noite com a falta do cigarro. No entanto, lá no Seminário estava o médico dos médicos, que é Deus, e no momento da adoração foi pedido que se fizesse um pedido “impossível”. De joelhos, sem nem mesmo saber o que era o Santíssimo Sacramento, pedi para parar de fumar. Eu saí daquele seminário curado, para a glória de Deus. Nunca mais fumei. Engordei 17 quilos, mas hoje já estou perdendo todo esse peso. Hoje depois de três anos, dou esse testemunho e digo que para Deus nada é impossível. Sem Deus, nada conseguimos. Arlen Pierre Marques Projeto Família Shalom – Fortaleza (CE)

Deus e outros papos

Parando pra pensar em como entrei pra Igreja, é totalmente místico, arrebatador, transcendente – ou qualquer outra palavra que você não entende totalmente o significado -, perceber que eu só entrei pra Igreja por causa de mulher. Que outro motivo seria na época, se na Igreja não vende cerveja? Eu resolvi aceitar o convite de uma menina de quem eu estava a fim, para ir participar de algo que chamam de “retiro”, uma proposta muito louca de passar o final de semana com pessoas que você não conhece. E tem coisa pior do que chegar em um lugar que você não conhece ninguém? É igual a festa de aniversário do tio da namorada nova, todo mundo se conhece, você não conhece ninguém, parece que todos estão falando ou rindo de você. Resolvi chamar meu primo pra não ir sozinho. Eu fui por conta da menina, ele foi porque ela deveria ter amigas. Assim daria certo pros dois. Lá, fui jogado em um turbilhão de informações, de músicas novas, dancinhas… Que parecia que todos conheciam, menos eu e meu primo. Mas como a gente era meio “vida louca”, eu achava que tínhamos perdido alguma parte. Entrei pela porta que estava aberta, do jeito que deu, e fui surpreendido com o que encontrei ao entrar. Antes a única coisa que me atraía na Igreja era o livro do Apocalipse. O fim do mundo, alguns cavaleiros destruidores, uma mulher fugindo pro deserto e um Anjo com uma espada, gritando umas palavras e lutando contra um dragão – parecido com o Tiamat do Caverna do Dragão – com várias cabeças e cuspindo fogo. MO-LE-QUE surreal! Eu já imaginava a cena em uma tatuagem nas minhas costas. Antes eu tinha a sensação de que conhecia a Igreja: o marasmo de sentar, ajoelhar e levantar durante a Missa. Tive que entrar pra perceber que o mundo dentro da Igreja era maior do que fora daquelas portas. Eu tive a sensação de estar fora de casa por muito tempo, e finalmente, depois de muito caminhar, ter chegado. Era a experiência de chegar e poder, enfim, sentar e colocar os pés para cima do sofá, usar meu vaso sanitário mais uma vez. Aquela intimidade que se ganha com o tempo, sabe? Eu estava em casa, me sentia amado e estava muito feliz. Eu descobri que eu era amado por Deus. Tudo bem que Ele ama todo mundo – até você que tá lendo o texto agora -, mas eu descobri que Ele ME amava. Tu não tá entendendo, saber que o Deus que criou a parada toda, o mundo e tudo mais, ME ama! Essa experiência mudou minha vida. Percebi que com Deus nós precisamos fazer uma experiência, porque Ele não é uma ideia filosófica ou uma historinha bem contada. Ele é uma pessoa. É preciso que exista esse trato de pessoa, de amigo; de olhar nos olhos, de contar segredos. Coisa que eu achava impossível. Fui atrás de um amor humano, e graças a Deus, por isso, acabei encontrando a Deus, e fui encontrado por Ele e por Seu Amor muito maior, infinito. Marcos Nunes

Partilha Mãe das Dores

Partilho com vocês os frutos de santidade e de perfeita alegria em servir no Projeto Mãe as Dores na Promoção Humana Shalom, como diz São Francisco: “Chorar com os que choram e sofrer com os que sofrem” Esta é a Perfeita Alegria, pois Jesus é o Pobre que se apresenta a nós nos hospitais e presídios. A dor dEle é a nossa. O fruto de comunhão de coração me faz encarnar o amor esponsal. Amar a Deus e amar os irmãos. Tudo se torna uma graça só. Deus me alcançou por meio do pobre jovem encarcerado quando pude enxergar em seus olhos o desejo de ser amado, alcançado pela misericórdia. Muito me marca a cena de corredores enormes e os jovens estenderem as suas mãos e encostarem as cabeças nas celas pedindo oração. Eles sabem que o Shalom traz para eles a oração e paz que vem de Jesus. Eles nos esperam todos os sábados para olhar o rosto de misericórdia de Deus por meio de nós. Amar os jovens encarcerados, cantar com eles, louvar, rezar e exortar com amor é a nossa missão. Assim apresentamos o Deus de misericórdia para eles e nos tornamos intercessores, seus pais e mães de misericórdia. Na visita ao Hospital do Guará tive a experiência da consolação de Deus por meio de oração pelos enfermos. Na fragilidade da doença Deus se apresenta como médico das almas. Somos instrumentos de consolo, pois não podemos restituir-lhes a saúde, mas sim amenizar sua dor com a oração, partilha e escuta de seu coração. Deus nos renova em especial o dom de cura das almas quando servimos no Projeto Mãe das Dores. Ele nos alcança também em nossas dores, toca nossas feridas, nossos medos e nos abre a sua misericórdia. O Projeto Mãe das Dores me inseriu profundamente no sentido de eternidade ao tocar a Páscoa da minha mãe em 26.05.2016. Eu a acompanhei durante 15 dias no hospital para tratamento de disfunção renal e hepática. Foram duas semanas de retorno para Deus. O tempo de misericórdia! Nesse tempo rezamos todos os dias o terço da misericórdia, tive a graça de partilhar com elas suas dores e alegria. A partilha também cura nossa alma além da oração. Não podia restituir-lhe a saúde, mas sei que Deus lhe concedeu a saúde da alma: A Salvação. Quando percebi essa obra de salvação pude consolar mamãe. E ser consolada. Deus me fez entender o sentido sacrificial, de não reter minha oferta. Deus alcançou a mamãe também com a minha oferta e consagração de vida. Ela faleceu no dia Corpus Christi um dia após receber a unção dos enfermos. Deus me deu a certeza do seu céu. Essa foi a graça que mais experimentei durante o serviço de promoção humana. O sentido do céu, a salvação que vem de Deus em nossa fragilidade humana. Amém. Aline Ascenção Veras Consagrada da Comunidade de Aliança Missão Shalom Brasília   ← Voltar para Shalom Brasília

Pisoteado pelas coisas do mundo, resolvi voltar. E o Amor me acolheu de braços abertos

Experiência com Deus… Evangelização… Namoro cristão… Algum pedido que você fez a Deus e Ele te atendeu… Vocação… Experiência com os santos, com a Igreja… O comshalom.org quer saber qual é a sua história com Deus. Todos os dias, publicamos um testemunho novo na home. O de hoje é de Jacksom Barbosa. Quer ter a sua história publicada aqui? Envie texto e foto para  redacao@comshalom.org e evangelize conosco. Confira: Meu nome é Jacksom, tenho 22 anos, e faço parte da Obra Shalom em Natal (RN), desde 2013. Antes de entrar na Comunidade, eu já era de caminhada, fazia parte da paróquia do meu bairro, era do grupo dos acólitos, e na mesma fiz o Segue-me. E mesmo com toda essa ocupação, ainda não me sentia completo. Sempre gostei de servir a Deus, seja dançando, seja cantando, mas, mesmo assim, ainda me sentia vazio. Era como se eu estivesse servindo sem entender o que estava fazendo. Deus, com seu imenso Amor, que me constrange, fez-me compreender que eu precisava de mais, doar mais, servir mais, e mergulhar mais no seu Amor. Em dezembro de 2012, fui ao tão falado Festival Halleluya em Natal, evento realizado pela Comunidade Católica Shalom. Foi então que Deus começou a me moldar. Eu me encantava com as pessoas que sorriam facilmente e que passavam uma Paz imensa, e comecei a pensar: “Nossa, deve ser muito bom ser do Shalom, queria fazer parte também para sorrir assim”. Os shows eram todos muito bem aplaudidos pela galera que estava lá, nos traziam Deus facilmente. O jingle, as apresentações, enfim… Tudo falava de Deus. Mas, o momento que mais me fez brilhar os olhos, foi a adoração. Ali, Deus com certeza já reservava o meu lugar ao seu lado. Fui evangelizado por um jovem que me convenceu a ir para o Acamp’s Shalom. Vendi rifas faltando pouquíssimos dias para o Acamp’s, consegui o dinheiro e fui. Então, em janeiro de 2013, tive minha primeira experiência com o Amor, que me desconcertou todo, me modelou e me fez um novo homem. Foram seis dias de muitas libertações, muitos choros, muitas alegrias e louvor. Conheci pessoas incríveis que me falavam muito de Deus, que me contagiavam com belos sorrisos que só poderiam vir Dele. Foram dias no Céu, e eu não estava alucinado, não, tudo aquilo era real, “eu vi o Senhor!” Com o passar do tempo, ainda cheguei a me afastar do Shalom, naquele mesmo ano. Eu estava meio indeciso se encararia o tão real mar de Amor ou se queria viver no meu mundo mesmo. Mas, de fato, Deus me queria lá, mergulhando com tudo de cabeça neste Mar de Misericórdia. Não sei se digo felizmente ou infelizmente – porque então resolvi voltar na dor, meio “pisoteado” pelas coisas do mundo –, quem estava lá para me acolher de volta? Deus. Isso mesmo, Ele estava de braços abertos e me amando sem nem me perguntar por onde eu andava. E então, em janeiro de 2014, mais uma vez no Acamp’s, tive outra experiência com o Amor, experiência essa que renovou todas as minhas forças e fez-me perceber novamente que sem Ele nada faço, nada sou. Desde então, não saí mais, só apenas me deixei ser conduzido por Aquele que tudo sabe realizar, pois se Ele me escolheu sabendo quem eu sou, é porque era para ser ali mesmo a minha conversão diária. Confesso que não foram e não são dias fáceis. Manter uma vida de oração requer uma renúncia forte vinda de nós mesmos, e disposição para enfrentar as armadilhas do inimigo, que em tantos momentos tenta nos destruir, fazendo com que tenhamos vergonhas de nós mesmos por sermos miseráveis. O inimigo, muitas vezes, tenta “fazer a nossa cabeça” contra Deus. Por isso, precisamos enfrentar tudo de cabeça erguida, com coragem, porque sabemos que é dessa forma que vamos vencer. Não me vejo em outro lugar a não ser perto Daquele que me livrou do abismo, que quebrou o vaso velho e fez um novo com Suas próprias mãos. Hoje posso dizer com certeza: Sou feliz, Sou de Deus completamente. Quem bem souber quão grande e real é este amor, não perderá mais seu tempo. Deus não invade seu coração, Ele espera que você O deixe entrar. E então, tá esperando o que? Eu, Jackson, sou filho de Deus, amado e eleito, sou Shalom. “Vem com Teu amor, vem com Teu poder, vem em mim vencer, pois não quero mais lutar contra Ti. Quero perder, perder para ganhar, pobre me entregar, pois só preso a Ti eu serei livre para amar” (trecho da canção ‘Livre para Amar’. Álbum Viver pela Fé, de Suely Façanha).

Durante pesquisa para a monografia, experimentei o amor de Deus e parti em missão

Sou Débora Cristina, tenho 22 anos e sou da Comunidade Católica Shalom de Recife. Falarei para vocês como se deu minha experiência com o Amor de Deus. Tudo começou há dois anos atrás, no dia 24 de julho de 2014, em um dia normal, quando fui participar do maior festival de artes integradas do país, em Fortaleza, a fim de fazer algumas entrevistas para a minha monografia. O nome do festival é “Halleluya“, e o slogan é “A festa que nunca acaba”. Hoje posso compreender o real significado desse slogan e afirmar que em minha vida, até hoje, esta festa ainda não acabou. E ainda ouso dizer que a cada dia que passa aumenta mais e mais! Não posso dizer que fui evangelizada naquele dia, pois meus pais desde cedo me ensinaram de onde vem a verdadeira felicidade e Quem é o Amor. Porém, foi naquele dia que tive a minha primeira experiência pessoal com o Amor de Deus, quando um consagrado da Comunidade Católica Shalom (que conheci na JMJ Rio 2013 no meu primeiro contato com a Comunidade) rezou por mim no momento da adoração. Por meio dele, Deus me deu a palavra “eleição” e a passagem de Is 43, que diz: “Nada temas, pois eu te resgato, eu te chamo pelo nome, és meu. Se tiveres de atravessar a água, estarei contigo. E os rios não te submergirão; se caminhares pelo fogo, não te queimarás, e a chama não te consumirá. Pois eu sou o Senhor, teu Deus, o Santo de Israel, teu salvador. Dou o Egito por teu resgate, a Etiópia e Sabá em compensação. Porque és precioso a meus olhos, porque eu te aprecio e te amo, permuto reinos por ti, entrego nações em troca de ti. Fica, tranquilo, pois estou contigo…”. Como Tomé, fui incrédula e pensei ter sido uma passagem decorada ou até mesmo escolhida para me fazer pensar que eu deveria ser missionária da Comunidade de Vida, assim como ele, afinal ele era meu amigo e sabia muito de minha história. Assim que terminou a adoração fui ao Cine Halleluya, um dos espaços do evento, em busca do coordenador para realizar uma entrevista com ele para a minha monografia. Ele disse que iria começar um momento de oração e que poderia me conceder a entrevista logo após, se eu aceitasse o convite de participar da oração. Aceitei! Afinal, seria uma oração como as outras, não é?! Não! Dessa vez, uma jovem que eu não conhecia rezou por mim e lhe veio a mesma passagem (Is 43), além de enfatizar mais uma vez a palavra “eleição”.  A partir daquele momento, vi que era Deus quem estava me falando aquelas palavras. Minha vida já não foi mais a mesma, voltei para Recife, mas à medida que os dias iam passando eu ia me questionando sobre aquelas palavras e o que eu deveria fazer… Fui ao Shalom e, ao chegar lá, fui convidada para o Seminário de Vida no Espírito Santo (SVES), que aconteceria no próximo fim de semana. Aceitei o convite, afinal Deus poderia me falar lá o que eu deveria fazer. No primeiro dia do SVES, uma jovem rezou por mim e a passagem proclamada foi Isaías 43. “Nada temas, pois eu te resgato, eu te chamo pelo nome, és meu. Se tiveres de atravessar a água, estarei contigo. E os rios não te submergirão; […] és precioso a meus olhos, porque eu te aprecio e te amo, permuto reinos por ti…”. Mais uma vez, Deus me falava o mesmo, porém desta vez acrescentava: “Dê apenas o seu sim”. Sem saber o que fazer, nem o que pensar, apenas esperei pelo momento da efusão do Espírito Santo, por que todos os testemunhos que eu já tinha ouvido era deste momento, então se o ‘Ser Shalom’ realmente fosse vontade de Deus para mim, Ele me confirmaria. Chegou a hora da efusão e a ansiedade tomava conta de mim… Quando o jovem rezou por mim, adivinha só qual foi a passagem?! Não, não foi Isaías 43 dessa vez. Para a minha (nossa) surpresa foi Mt 26, 69ss, a passagem da negação de Pedro, e ele ainda dizia: “Por que me negas três vezes?”. Nesse instante, eu ia fazendo memória das três vezes que ele me falou (Isaías 43) e eu não fazia nada, tive a plena convicção que era a voz d’Ele por todo este tempo, entretanto quando acabou a efusão todos estavam felizes e eu destruída, por que me comparava a Pedro, negando-O. Graças a Deus, existem os momentos de partilha no Shalom e foi na última partilha do SVES que escutei a voz de Deus através de uma jovem, ao dizer: “Por exemplo, Pedro, negou Jesus três vezes, mas depois de pouco tempo ele estava no meio de uma praça pregando para 10.000 pessoas”. Não precisa falar mais nada! Você já deve imaginar como fiquei, não é?! Como se não bastasse tanta confirmação de Deus, alguns meses depois, durante o Congresso de Jovens Shalom em Fortaleza, fui chamada para fazer uma leitura na Santa Missa. Lá, pude viver outra experiência com a insistência e a paciência do amor de Deus para comigo, quando me deparei lendo a sagrada escritura não para 10.000 pessoas (como a jovem falou de Pedro) mas para 7.000 jovens presentes no ginásio Paulo Sarasate. Hoje sou vocacionada da Comunidade Católica Shalom, dei meu ‘sim’ assim como nosso fundador Moysés Azevedo “pela Igreja, pelos jovens e pelos homens”. Vivo uma vida de contemplação, unidade e evangelização como jovem em Missão em Brasília (DF) e sou eternamente grata a Deus por tudo o que Ele me proporcionou, proporciona e proporcionará viver. Agradeço pela oferta de vida de todos que fizeram e fazem parte desta história, em especial Vitor Aragão que conheci na JMJ e me convidou para o Halleluya. E finalizo dizendo: VALE A PENA!  Deus abençoe a cada um. Shalom! Ps.: Espero vocês no CJS aqui em Brasília, que está sendo preparado com muito carinho para que, assim como eu, muitos outros jovens possam viver esta

Como explicar a renúncia a um amor humano terno, feliz e capaz de gerar vida?

‘Lanço a semente do meu corpo no Eterno, de lá virá minha posteridade’ “De fato, há eunucos* que o são desde o ventre de suas mães, há eunucos tornados tais pelas mãos dos homens e há eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos céus. Quem puder compreender, compreenda”. Mateus 19,12. (*Entendia-se por “eunuco” a pessoa que era impotente desde o nascimento e aqueles que se tornaram como resultado da castração.) “A hipótese mais provável é que Jesus tenha permanecido “celibatário” por motivos religiosos … Se o celibato de Jesus é, um ponto de interrogação para nós, com toda certeza também foi para os seus contemporâneos. O Celibato era uma parábola em ação, a encarnação de uma mensagem enigmática com a intenção de mexer com as pessoas e provocá-las a pensar, seja sobre Jesus seja sobre elas mesmas. O argumento é controverso e delicado. Envolve as escolhas de cada um de nós e é impossível examiná-lo de um modo totalmente convincente. Quem puder entender, entenda.” (Meier, il hebreo) Como explicar o Celibato pelo Reino dos Céus? Como explicar a renúncia a um amor humano de doação, parceria, cumplicidade, carinho e entrega generosa capaz de gerar vida? Segundo Santa Teresinha do Menino Jesus, “só o Amor explica a missão”. Eu a parafrasearia dizendo que só um chamado do Amor de Deus explica o Celibato pelo Reino dos Céus. Assim como o Carisma Shalom, o Celibato nasce de uma experiência com Deus de amizade, de intimidade e de apaixonamento. Meu caminho para o Celibato pelo Reino dos Céus, dentro da Comunidade Shalom, foi sendo formado à medida que eu ia sendo tocada e curada pelo Amor de Deus. A partir desse amor, fui fazendo a experiência de me conhecer segundo o olhar de Deus. O conhecimento de mim mesma era muito limitado, pois era feito apenas a partir de mim e dos outros: pais, irmãos e amigos. O olhar de Deus foi completando o que minha limitada visão era capaz de ver sobre mim mesma. Então, pude entender e escolher muitas realidades que não estavam dentro das minhas expectativas e projetos. Realidades que tocam a eternidade. O Celibato pelo Reino de Deus, segundo os Estatutos da Comunidade Shalom, é “um sinal escatológico”, sinaliza “a supremacia das realidades eternas sobre as transitórias” (ECCSh99). Durante toda a minha vida, fiz planos e, claro, o matrimônio e os filhos estavam incluídos nesses projetos. Quando Deus entrou de verdade na minha vida, eu estava ainda na adolescência, mas fui sendo conduzida por Ele a novos lugares e conhecimentos. Fui aprendendo sobre Deus, sobre a Igreja, sobre o mundo e sobre quem é o homem e a mulher, a partir da oração. Foi na oração que me encontrei com Deus e comigo mesma. Foi na oração que fui convidada a trilhar um caminho interior de libertação, autoconhecimento e cura. Fui fazendo a experiência da verdadeira liberdade, a interior, e com isso o chamado de Deus foi se tornando cada dia mais claro e forte. Entendi que Deus me chamava à vida consagrada. Percebi que a vida consagrada que Deus queria para mim era na Comunidade Shalom como Comunidade de Vida. E no aprofundamento da relação com Deus, compreendi que o meu chamado, dentro da Comunidade de Vida, era ao Celibato pelo Reino dos Céus. “Quem puder entender, entenda”. Porém, dentro de mim travou-se uma grande luta. Eu entendia, mas precisava aderir à vontade de Deus em sua totalidade, não pela metade. Compreendi que Deus não iria me forçar a nada, até porque não existe “Celibato forçado pelo Reino dos Céus”. Eu não havia nascido com nenhuma impossibilidade fisica para o matrimônio. As mãos dos homens também não me haviam feito inapta ou estéril. Só minha livre escolha me faria celibatária pelo Reino dos Céus, era necessário “fazer-me sim” com todo o meu corpo, consagrando tudo a Deus. Deus me escolhera sem mérito ou justificativa alguma. Percebi que não precisava ter medo da solidão porque o Celibato supõe uma escolha mútua, assim como Jesus foi escolhendo seus discípulos, seus amigos e seus apóstolos. Compreendi que o Celibato pelo Reino dos Céus não depende só da minha decisão, pois a iniciativa não foi minha. É uma resposta a uma proposta de amor. Amor capaz de gerar vida nova, capaz de gerar filhos espirituais, capaz de gerar plenitude. Quando tudo isso aconteceu e finalmente decidi pelo Celibato pelo Reinos dos Céus, estava em missão em Nazaré, na Galiléia, cidade do mistério da encarnação e da vida escondida de Cristo. Lá na casa de Nazaré, encontrei na Sagrada Família modelo ideal para que a Vontade de Deus pudesse se manifestar e prevalecer na minha carne e no meu coração. Com muita alegria, na festa de Nossa Senhora de Guadalupe, no dia 12 de dezembro de 2010, fiz meus primeiros votos, e minha vida nunca mais foi a mesma. A cada ano, a Vontade de Deus vai se solidificando no meu coração, porque a cada dia eu escolho e digo sim Àquele que me escolheu. Vou confiando no plano que Ele traçou, apoiada em Seu infinito Amor. Lanço a semente do meu corpo no Eterno, de lá virá minha posteridade. “Toda glória pertence assim Aquele que nelas tudo realizou” (Escrito amor Esponsal). Raquel Reis Missionária da Comunidade Católica Shalom

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