“Deixai vir a mim as crianças, porque delas é o Reino dos Céus”

Eu me chamo Kamila, tenho 21 anos e faço parte da Obra Shalom, onde tenho como apostolado o Pastoreio Infantil, que se dá através do Projeto Criança. É com grande alegria que partilho com vocês a experiência de evangelizar as crianças segundo o Carisma Shalom. Trabalhar com as crianças na Comunidade é ter outra, ou melhor, tantas outras experiências com o próprio Deus, pois, através da simplicidade e pureza estampadas em cada rostinho posso contemplar a face de Cristo. Ao servir pela primeira vez em um Seminário de Vida no Espírito Santo para crianças, pude contemplar o perfeito louvor a Deus. No momento da adoração, aqueles pequeninos iam falando palavras simples ao Senhor, mas aquelas simples palavras saíam do mais íntimo lugar dos corações deles. Naquele momento, pude compreender que não era preciso ter as palavras mais belas para melhor louvar a Deus. É necessário, simplesmente, ter um coração puro e dócil como o daqueles pequeninos que, ao encontrar Deus, voltam-se todos e inteiramente para Ele. Sim, é preciso evangelizar as crianças, é preciso levá-las a Deus. Pois, a própria palavra de Deus diz: “Ensina à criança o caminho que ela deve trilhar e ela nunca se esquecerá dele” (Pv 22, 6). As crianças são dóceis à voz e, principalmente, ao amor de Deus. Kamila Ellen

E a vocação? Calma, vou chegar lá

Desde pequena eu percebia que eu não era uma criança comum. Calma! Este não é um testemunho de uma pessoa com uma grave doença, é um testemunho vocacional. Mas é necessário essa pequena introdução sobre minha história. Como dizia, eu era uma criança diferente, com uma imaginação fértil, que gostava de se apresentar, dançar, interpretar, ou seja, uma criança versada para as artes. De tanto ouvir: arte não enche barriga, os artista são todos uns desocupados e diversos outros esteriótipos, resolvi que não queria mais ter esse lado artístico. Ledo engano. A arte sempre me acompanhou, mesmo quando eu não queria. Hoje eu percebo que grandes coisas na minha história são reveladas através das artes. E a vocação? Calma, vou chegar lá. Em 2003, eu participava de uma comunidade no meu bairro. Eu era do ministério de música. Até que um dia, um pregador do Shalom foi falar sobre o amor de Deus. Já era a décima vez que eu escutava aquela pregação, mas resolvi escutar. Foi quando uma frase mudou a minha vida. No meio do seu discurso a pessoa diz: “você só será plenamente feliz no local que Deus quer que você esteja”. Aquela palavra criou uma raiz que até hoje dá frutos. Mas como sou lenta para entender a voz  de Deus, continuei na minha vida cômoda. Foi então que num dia de domingo, fui para o meu grupo de oração como era de costume. Ao colocar o primeiro pé porta adentro, me dá um sentimento de vazio, de saudade, de incompletude, não sei explicar, uma ausência de algo que eu não sabia o que era. Acho que estou ficando louca, pensei. As coisas pioraram quando me veio uma crise de choro. Sentei à porta da sala e me derramei em lágrimas. Sem entender, eu me lembrava da palavra: “você só será feliz onde Deus quer que você esteja”. O povo passava, olhava e continuava o seu percurso. Até que uma amiga minha senta ao meu lado e sem perguntar nada, me entrega um panfleto que dizia: vocacional shalom , aberto, e uma foto de um tau. Eu não sabia o que era vocacional, muito menos o aberto. Mas o tau me chamou muita atenção. Resolvi ir para esse vocacional aberto, mas com o coração fechado, pois eu pensava: porque mudar de comunidade? eu já sou da Igreja, já sirvo a Deus… Mas eu tinha uma concepção errada de doação de vida, eu achava  que eu tinha muitas coisas para dar na comunidade, e achava que ela iria perder, caso eu saísse. Mas naquele momento era Deus quem queria me dar, gratuitamente, uma vocação. O local onde  se deu o vocacional é bem sugestivo, foi em um teatro, aqui em Fortaleza. E mais uma vez a arte na minha história. Quando eu cheguei lá, achei tudo muito diferente: o povo diferente, as músicas diferentes, as palmas e até o jeito de rezar eram diferentes. E quando acabou eu disse: não volto mais aqui! Que nada! Eu contava os dias para o próximo vocacional e assim estou até hoje. Faz 10 anos que faço parte da comunidade shalom, sou do projeto artes e muito feliz, servindo a Deus no que Ele me chamou a ser. Hoje não me vejo em outro lugar. Todos os dias eu tenho a experiência de que não sou eu que posso dar grandes coisas a Deus, mas é Ele, que em sua grande generosidade, se dá a mim diariamente e me deu essa belíssima vocação.   Shalom Maria Neide

“Eis-me aqui para dar a Deus os meus melhores perfumes”

“Conservemo-nos firmemente apegados à nossa esperança, porque é fiel Aquele cuja promessa aguardamos.” (Hb 10, 23)  Foi a partir do desejo, da necessidade de viver a radicalidade evangélica que havia em meu coração, que conheci a Comunidade Católica Shalom, e nela, descobri que vida melhor não há, pois é neste Carisma de Paz que encontro a via perfeita para buscar a santidade. No Renascer – evento que a Comunidade promove no Carnaval – de 2011, a convite de um padre amigo/confessor, conheci esta magnífica vocação e fui permitindo, a partir daí, que o Senhor me seduzisse a cada dia, me levando ao centro de Sua vontade. Comecei, então, a participar do grupo de oração, a mergulhar no Carisma. Neste mesmo ano, tive a graça de viver a JMJ em Madrid, e uma das intenções que havia em meu coração para esta Jornada, era justamente que o Senhor confirmasse em mim se esta era, de fato, a minha vocação. E superando as minhas expectativas, a cada palavra do nosso amado Bento XVI, esta certeza foi sendo fincada em mim, culminando no dia em que, visitando a Catedral de Ávila, surpreendentemente encontrei o Moysés – nosso fundador – e pudemos conversar rapidamente, ali foi o meu batismo no carisma. Ao voltar ao Brasil, busquei engajar-me e participar de maneira mais efetiva dos eventos no Centro de Evangelização, estar mais com os irmãos da Comunidade de Vida, de Aliança, da Obra, conhecer mais a missão da Comunidade. No ano seguinte (janeiro de 2012), fui para o Acamp’s em Fortaleza, desejosa por beber da fonte do carisma, e lá o Senhor confirmou por inúmeras vezes que eu era sim chamada por Ele à esta vocação, não por merecimento, mas apenas e unicamente por Sua imensurável misericórdia. No referente ano, ingressei no Vocacional, e o desejo por ofertar minha vida – que já ardia dentro de mim – e dar de graça o que de graça eu havia recebido cresciam mais a cada dia, visto que enquanto batizada, sou missionária e enquanto Shalom, sou ainda mais chamada a partir em missão, já que o Carisma é missionário. Na evangelização, a minha vontade se une a vontade de Deus, tornando-se uma só… aqui, o meu coração está unido ao Seu coração, tornando-me um com Ele, então encontro a minha felicidade que, por graça do Senhor, não passa. Antes de começar o meu segundo ano no Vocacional, já em 2013, discernimos que era tempo de partir como jovem em missão para que a glória do Pai se manifestasse. Tive medo sim, e pela minha humanidade e fragilidade até me esquivei para responder o questionário, mas o amor de Deus, que supera tudo, superou também as minhas misérias e me fez compreender que Ele não era incoerente, que o Seu interesse pela minha vida em plenitude era muito maior que o meu. Então, em junho deste ano, enviei a carta e cinco meses depois, minha resposta chegou, sendo a missão de Salvador-BA voz de Deus para mim neste tempo. Com muita surpresa e alegria acolhi este novo e pude, mais uma vez, confirmar a fidelidade do Pai em minha vida, pois até cheguei a pensar que esta resposta não chegaria mais ou que o Senhor tivesse até outro plano para mim, mas Ele sempre completa a obra começada, é fiel até o fim. Glória a Deus por isso! Eis um tempo de preparação para o novo que hei de viver, contudo, sei que será um tempo de respostas, de discernimento, de experiência mais viva e intensa com o Carisma, cujo qual anseio por viver. Visto que o meu perfume não se espalhará se não se derramar, eis-me aqui para dar a Deus os meus melhores perfumes, em busca de corresponder ao Seu grande e eterno amor, e assim confirmar o meu SIM que é eterno, a minha OFERTA total, a minha RESPOSTA que dou como jovem em missão, de maneira grata e feliz por estar fazendo a vontade do Senhor, nosso Deus.   Samara Rodrigues Vocacionada da Comunidade Católica Shalom – Missão Garanhuns

Vale a pena dar a vida por amor a Cristo

Deus, em sua infinita misericórdia, mesmo que levemos uma vida quase sem tempo e espaço para Ele, se utiliza das pequenas brechas que abrimos para nos dar uma experiência com aquilo que de mais sublime pode ser concedido ao homem, o Seu amor. Comigo não foi diferente. Aos dezesseis anos, tendo uma vida aparentemente boa e uma fé individual, alimentava o desejo de fazer Crisma. Não por entender a importância e poder desse sacramento na vida do cristão, longe disso. Mas, como alguém que queria viver sempre o que era correto, achava que como havia sido batizada e feito Primeira Eucaristia, necessitava ser crismada para encerrar um ‘ciclo’. A minha motivação não foi das melhores, no entanto Deus se utilizou dela para mudar para sempre a minha vida. Como eu quase não tinha amigos que participavam da Igreja, a Crisma parecia um desejo um pouco distante. Afinal, eu nunca iria para a Igreja só. Foi aí que surgiu o convite de um amigo do colégio que participava do Shalom, pois lá abriria uma nova turma de Crisma. E o melhor, uma amiga da classe iria, era a minha chance. Na primeira semana, fomos nós duas; na segunda, minha irmã e outra amiga também; um mês depois, éramos seis colegas de classe fazendo Seminário de Vida no Espírito Santo. Logo depois, continuei na Crisma e comecei a participar de um grupo de oração, o qual pensava em deixar assim que me crismasse, pois achava tudo muito radical na Comunidade e distante do meu ponto de vista. Nesse período, por muita insistência dos amigos, fui para o retiro geral do Projeto Juventude para Jesus – PJJ e lá, da maneira mais simples possível, Deus se utilizou de algumas pessoas para me conquistar. Lembro que, na adoração do domingo, o sorriso de uma irmã ao olhar para Jesus Eucarístico me convenceu de onde estaria a verdadeira felicidade. A partir de então, minha vida, aos poucos, foi mudando radicalmente. Apesar de parecer exteriormente bem, desde os doze anos eu vivia muito ansiosa, achando que tinha todas as doenças do mundo. Eu era hipocondríaca – pessoa que apresenta medos e preocupações fortes com a idéia de ter uma doença grave –, além de ter várias manias. Tudo isso me deixava profundamente angustiada, com medo da morte, a ponto de, algumas vezes, nem conseguir respirar direito. Contudo, ninguém sabia bem, a não ser quando falava algo para minha mãe ou irmã, mas de forma muito superficial, sem contar o que se passava mesmo dentro de mim. Chegou um momento no qual eu não conseguia mais nem ler nem ouvir sobre doenças, para não aparecer mais uma para minha lista. Certa vez, quando achava padecer de uma enfermidade, emagreci de dois a três quilos por nem conseguir comer direito de tanta preocupação. No entanto, depois desse retiro do PJJ, Deus me atraiu de tal forma que passei a ficar bem mais tempo no Shalom e me enagajar no serviço à Obra. Com o passar do meses, percebi que quanto mais eu gastava meu dias e me doava a Deus e aos outros, menos eu tinha tempo para mim e para pensar em coisas que me assombravam a mente. Dessa forma, Deus foi me fazendo livre de tudo o que me aprisionava e me curando dessa que era a única doença que eu tinha, na verdade. Dois anos depois, como resposta de gratidão e desejo de viver a vontade de Deus, ingressei no Vocacional Shalom, e, em 2011, aos vinte anos, na Comunidade de Aliança. Hoje, tenho vinte e dois anos e sou discípula da Comunidade Shalom em Natal (RN). O que dizer senão que vale a pena dar a vida por Cristo, Àquele que nos faz plenamente feliz, que me faz plenamente feliz! Termino com uma parte de um discurso de Bento XVI aos jovens que resume bem o que eu gostaria de expressar aqui: “Queridos jovens, não tenhais medo de Cristo. Ele não tira nada, Ele dá tudo. Quem se doa por Ele, recebe o cêntuplo. Sim, abri de par em par as portas a Cristo e encontrareis a vida verdadeira” Shalom, Ana Luísa Lourenço

Deus nunca esteve longe de mim!

Nascida numa família de católicos “não-praticantes”,  tive uma vida muito sedenta de felicidade como é próprio do ser humano. Mesmo longe da Igreja, eu posso dizer: Deus nunca esteve longe de mim! E me deu Sua Mãe para ser minha Mãe! Estudei em um colégio público no estado de MG, onde todas as segundas-feiras cantávamos a consagração a Nossa Senhora. Garanto que eu cantava sem saber o que estava cantando, mas Maria me ouvia, e sabia do que eu precisava, acolheu minha vida. Cuidou de mim durante toda a minha infância atribulada, me amparava diante a falta de estrutura na minha família que aos poucos ia se perdendo em meio ao vício do álcool. Me protegeu do mal do coração do homem como um leão, pois é assim que uma Mãe defende um filho. Aos 11 anos, o Senhor em sua imensa providência, me trouxe para morar no estado da PB, foi aqui que Ele me plantou, foi aqui que ele me encontrou. Pude no mesmo ano recebê-lo pela primeira vez na Eucaristia, porém, somente passados seis anos disso, eu chegaria a ter a minha experiência pessoal e transformadora com Ele. Foi em um retiro de aprofundamento para crismandos onde eu caí de paraquedas, que Deus me amou e eu dei um mergulho em Sua misericórdia.  Agradeço à Élica – hoje consagrada da C.V – por ter sido para mim como “os ouvidos de Deus”, que me fez sentir confiança Nele e  enxergar sua presença durante toda a minha vida. Deus me ouviu, me amou e a Paz habitou em meu coração! Resgatada pela misericórdia de Deus! Bendita misericórdia! Bendito dia 13 de setembro de 2008! Bendito encontro com Aquele que saciou toda sede de felicidade que existia em mim. Senti-me como a “dracma” perdida, onde a mulher não descansou até encontrá-la, porque Deus não desistiu de mim. Entrar para um grupo de oração era pouco para o amor que queria “explodir” dentro do meu coração, me senti chamada a dar mais, e no ano seguinte vivi o ano vocacional que me apaixonou pela vontade de Deus, pela Vocação Shalom. Aos 18 anos, no dia 8 de Abril de 2010 ingressei na Comunidade de Aliança, onde Deus confirmava meu chamado  a ser Sal e Luz no mundo,  a ser  Sinal de Paz na minha família, no meu trabalho, nos meus estudos, e em tudo fazer brilhar a alegria da Sua Ressurreição! Hoje aos 22 anos, no discipulado, o meu amor pelo Senhor só aumentou.  Não tem limites, não cabe no coração e se transforma em oferta. Pela Igreja! Pelos jovens! Pelos homens! Sou toda feliz! Sou toda SHALOM! Chrissie Brito, Patos-PB

Ele venceu, Ele vence, Ele sempre vencerá!

“Não há condição humana que não possa ser restaurada pelo amor” (O Canto das Írias – Com Shalom), e não tenho como dizer olhando para a minha história que essa restauração seja apenas memórias de algo que passou, não! É tão concreto quanto aos primeiros tempos em que meu coração pulsava radiante por ter encontrado com este Deus de amor e misericórdia infinita, talvez hoje o coração não pulse tão radiante quanto, mas é um amor autenticado pelas duras provas que o tempo trás, o caminho hoje é mais estreito, enquanto o mundo oferece tanto mais largo e que por vezes me faz ficar diante da minha humanidade fraca e limitada a um passo de colocar abaixo tudo que até aqui o Senhor construiu, mas ali está sempre Ele a me levantar por pura graça e me dar nova chance de retomar o caminho e recomeçar. Mistério Pascal, dinâmica de cruz e ressurreição, de morte e vida, de dor e alegria que perdurará enquanto não contemplá-Lo face a face, assim todas as vezes que não sabendo lidar com minhas misérias penso em desistir e não me sinto digna de tão imenso amor, sou então humilhada na misericórdia deste Deus que não sabe fazer outra coisa a não ser se dar inteiramente em amor àqueles que abrem nem que seja uma brecha do seu coração para que Ele possa habitar, sou então eu,  Mayara, sua Filha, Shalom,  pecadora aos seus pés, mas vocacionada a santidade, mesmo que ventos tortuosos venham, o amor de Deus por nós, por você, por mim nunca mudará, porque  Ele venceu, Ele vence, Ele sempre vencerá! Hoje, Discípula de primeiro ano na Comunidade de Aliança da Comunidade Católica Shalom, encontro aqui o meu lugar, o meu Esposo e com Ele, por Ele e nEle prossigo este caminho de e para felicidade, submissa a Sua voz vou compreendendo que também não há realização maior fora do Seu amor, não há Paz que possa existir no coração do homem que não venha do coração traspassado e ressuscitado de Jesus Cristo, o Ressuscitado que Passou pela Cruz! Shalom!   Mayara – CAL Curitiba

Sou grato a Deus por me permitir experimentar deste Amor

O ser humano tende a seguir sempre o caminho mais fácil. Cruzar obstáculos, superar desafios, vencer barreiras, tudo é evitado. Tendemos a abandonar as nossas cruzes, acreditando que não a merecemos ou que não temos força para carregá-la. É mais fácil fugir de um problema do que o enfrentar. Porém, li uma vez que um problema que não é enfrentado tende a se tornar uma doença. Isso é muito sério e ao mesmo tempo muito frequente hoje em dia. A mais boba das dificuldades, se não resolvida, pode se tornar a causa de uma depressão, de um desentendimento familiar, de uma infelicidade. Basta olharmos ao nosso redor que encontraremos pessoas estragando suas vidas e as vidas dos mais próximos por causa de motivos muitas vezes ridículos, porque fogem das cruzes que lhes são dadas. Deus veio me falar na trilha que participei no domingo (29 de setembro de 2013) com o Shalom que se não fugirmos das dificuldades, se enfrentarmos as barreiras que nos aparecem, se carregarmos a nossa cruz, chegaremos a um lugar especial, chegaremos à salvação! Alguns momentos na trilha exigiram um tanto de atenção e cuidado dos participantes. Alguns seguiram pela água, molhando seus tênis, outros seguiram na trilha das formigas, mas ninguém deixou de trilhar. Isso me mostrou que Deus conhece nossas dificuldades e nos dá uma cruz que podemos carregar, dificuldades que podemos vencer. Por fim, ao superar os obstáculos, pudemos alcançar um local de descanso, de confraternização, de oração, de partilha. Um lugar que nos proporcionou maior intimidade com Deus. Preencheu-me bastante toda a trilha, uma experiência maravilhosa de compaixão de Deus por nós. Foi muito bom conhecer pessoas tão interessantes, que me acolheram todo o tempo. Sou grato a Deus por me permitir experimentar deste amor d’Ele por mim.  

“Cantar é deixar que o Senhor toque primeiro o meu coração e me faça anunciar o Seu Amor”

“Ser ministro de música é, em primeiro lugar, ministrar o louvor ao Senhor.” A música tem uma capacidade enorme de alcançar os corações e é por isso que ser ministro de música exige de nós uma postura de abandono, de pequenez, de humildade e, sobretudo, uma postura de louvor e amor ao Senhor. Faço parte do ministério de música há 4 anos e, para mim, é sempre um gratificante desafio expressar e transbordar, através da música, a minha experiência pessoal com o Amor de Deus. Em primeiro lugar, é deixar que o próprio Deus imprima em mim a Sua Bondade, que me dê a graça de poder administrar um dom que Ele mesmo me dá; é encontrar o Senhor dentro do meu ministério e, a partir daí, amá-Lo com a oferta dos meus dons, reconhecendo que o Senhor me presenteia o serviço do ministério de música como via de salvação para a minha vida. Cantar é permitir que o Senhor abra os meus lábios e minha boca anuncie o Seu louvor. Cantar é deixar que o Senhor toque primeiro o meu coração e me faça anunciar o Seu Amor. Cantar para Deus é evangelizar e, assim, ser um meio eficaz para que Sua vontade possa chegar aos corações mais distantes, levando-os a descobrir um amor verdadeiro, fazendo-os perceber a beleza de uma harmonia nova, cheia de unção, que penetre em suas vidas, que lhes dê uma nova alegria, uma nova Paz e que lhes encha de Deus. Ser ministro de música não é fácil. Nós só conseguiremos cumprir com a missão que Deus nos dá, se estivermos unidos ao coração de Jesus. Só conseguiremos se nós reconhecermos que nada somos, que nada fazemos sem o auxílio do Espírito Santo. Só conseguimos se tivermos a consciência que somos apenas instrumentos de Deus e que a Sua misericórdia nos alcançou primeiro e nos deu a graça de sermos, por Ele, escolhidos. Por isso, neste mês que celebramos o dia de Santa Cecília, mártir e padroeira dos músicos, que incansavelmente entoava cantos de louvores ao Senhor e que se entregou ao Esposo de nossas almas neste ato singelo de amor, peçamos a sua intercessão para que o Senhor alimente em nós um desejo de oferta e serviço dos nossos dons, “pela igreja, pelos jovens, pelos homens”.                                                                                         Ana Maria Vanderlei Silva                         (Vocacionada e Coordenadora do Ministério de Música – Missão Garanhuns) Confira a  Melodia do Salmo desta sexta-feira (22/11) – Dia de Santa Cecília cantado pela Ana Maria Vanderlei

“Deus me deu uma nova família, um Carisma”

“Meu nome é Germana, sou da Obra Shalom, na cidade de Sobral. É com grande alegria que posso partilhar a minha experiência com Cristo Ressuscitado que passou pela Cruz com o Carisma Shalom. Bem, tinha uma menina que sempre me chamava pra ir aos grupos, e eu sempre falava que ia, mas só pra não fazer desfeita com ela. E acabava nem indo, nem lembrava, era tão insignificante para mim! Minha mãe também sempre pedia muito, mas eu dizia que não, que não gostava disso. Mas vejo que na verdade eu gostava, só tinha medo do que Deus poderia querer da minha vida, e com isso já me sentia satisfeita só em ir à missa no Domingo e pronto, isso me bastava! Eu gostava de está na bagunça, essa de oração não me agradava… Chegou um dia que eu já não agüentava mais aquela bagunça, que eu precisava de algo mais, eu precisava sair de toda a tristeza em que eu já começava a viver, porque sei que se continuasse ali, talvez aqui eu não estivesse hoje. Com isso eu disse pra minha mãe que queria ir pro Acamp’s! Pronto, eu fui, mas cheguei com muita raiva porque não conhecia ninguém ali, era um povo estranho (cheguei a ligar pra Sobral e dizer que queria voltar). Mas ai algo foi acalmando meu coração (Deus mesmo) e eu resolvi ficar! Fui vendo aquele pessoal todo feliz, com olhares e sorrisos diferentes e cheguei a dizer pra mim mesma que eu queria ser como eles, eu queria ser feliz daquele jeito. E decidi ficar de vez e viver intensamente cada momento daquele Acamp’s. Mas enfim… Tive uma experiência muito forte durante a Efusão, com seu amor, com a felicidade de se entregar e em especial, com sua misericórdia, onde Deus falava muito que nada de ruim tinha acontecido comigo até aquele momento pra eu que eu estivesse ali, naquele dia, porque Ele tinha me escolhido. E isso ficou muito forte porque eu pensava assim: “Eu não queria saber de nada e Ele ainda me guardou pra estar aqui hoje e me amar.” Fechou! Daí em diante eu mergulhei de cabeça na comunidade, respondendo assim ao chamado que Deus tinha me feito! Comecei a participar do grupo de oração fruto do Acamp’s. E continuei sem me esquivar de nada, sempre querendo seguir esse caminho de e para felicidade. “Perdi” muitos amigos, mas isso não importa (Deus me deu o dobro), não tinha e não tem quem me tire dessa vida! Passou um tempo e eu comecei a ter uma vida de oração, no começo com muitas atribulações, eu até não conseguia muitas vezes, mas dizia pra Deus que queria ser fiel e perseverante nessa vida. E Ele realmente me deu essa graça… Deus a cada dia veio e vem firmando em meu coração o desejo da oração e missa diária, e eu correspondo a isso! E sou plenamente feliz por isso, hoje vejo que sou ainda mais feliz, pois vejo, cada vez mais, que assim eu tô crescendo e amadurecendo na fé, passando a esperar muito nas vontades de Deus para minha vida e isso é uma dos pontos que me firma n’Ele.  E realmente sou muito grata a Deus por ter me escolhido, puxado pela mão e ter dito “Tu és minha” cedo, por ter me privado de tudo que o mundo poderia me oferecer, e eu, mesmo com toda dificuldade, que passava, ter aceitado e correspondido a esse chamado! E correspondendo assim, quero viver intensamente. Doando-me por inteiro ao serviço do Reino. Porque hoje eu sei que minha vida é, para ser ofertada a Cristo! E eu quero dar tudo a Deus, viver o carisma sem nada a temer, simplesmente entregue nas mãos e vontade de d’Ele, fazendo-me assim como vaso de argila sendo moldada a mão do Oleiro! Porque eu tenho a plena certeza que minha felicidade está fundada nisso, porque eu vejo que eu sou, vim ser feliz depois que comecei a me entregar aos desejos de Deus a minha vida! E eu quero essa felicidade, sempre! Deus me concedeu tudo que eu sempre precisei e que Ele sabia que iria me fazer feliz e me saciaria. Deus me deu uma nova família, um Carisma, me deu novos olhares quanto ao mundo, enfim… Deus me concedeu a felicidade que no mundo eu jamais iria encontrar! Não consigo expressar o quanto Deus tem sido misericordioso comigo. Hoje vejo as vontades d’Ele se cumprindo na minha vida a cada dia. E sou eternamente grata por isso… Obrigada por teres me escolhido e me chamado a andar ao teu lado. “Eu te amo Jesus e não tenho outro desejo se não te amar até o último instante da minha vida”! Sou Shalom, sou feliz! Germana Osterno

Um sim eterno, uma oferta total, uma resposta de gratidão

Ser missionário, experiência de felicidade e plenitude, fruto da irrevogável eleição e misericórdia do Senhor. Em toda a minha vida, o Senhor não apenas me deu muito mas me deu tudo. O chamado Dele em minha vida porém, partiu de deixar este tudo, para ganhar cem vezes mais como missionário. Me impressiono o quanto o “tudo ofertado” nem se compara com o “cem vezes mais” recebido. E tudo isso é fruto da pura misericórdia do Senhor, pois existem muitas pessoas mais sábias e mais santas que poderiam estar no meu lugar. Como Pedro que, mesmo após negar o Senhor três vezes, ainda foi eleito líder de Sua Igreja, me sinto humilhado pela misericórdia de Deus. E quem se encontra em tal estado, não consegue reter a vida, pelo contrário, se alegra em tudo ofertar. É feliz!! Sou feliz por cada dia ofertar a minha vida pela missão, em vista da evangelização de jovens, homens e mulheres que, como eu, possuem um grande plano de amor vindo do Senhor que nem se compara com a vida superficial em que podem estar vivendo hoje. Esta felicidade supera todas as dificuldades e desafios que não me paralisam, mas me fazem ir ainda mais além e descobrir o grande e incalculável tesouro que é a vontade de Deus. Ser Shalom, um sim eterno, uma oferta total, uma resposta de gratidão!!   Jean Brás – Postulante da Comunidade de Vida Shalom Saiba mais sobre o discrenimento vocacional na Somunidade Shalom clicando aqui

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