Meu chamado ao sacerdócio aconteceu no Renascer

Meu nome é Francisco Cavalcante, sou missionário Shalom da Comunidade de Vida e seminarista. Venho partilhar meu chamado ao sacerdócio com você que visita nosso portal. Em 2010 fiz o Seminário de vida no Espírito Santo no Renascer em Fortaleza-Ce. Durante a efusão Deus me chamou ao sacerdócio com estas palavras: “Meu filho, você que estava longe da minha Igreja e agora retornou, quero que abrace esta graça pelo Meu Sacerdócio.” Essa palavra de profecia mudou tudo o que trazia em mente acerca do meu futuro, pois namorava e cogitava noivar e casar, também estava me firmando na vida profissional como fotógrafo. Antes dessa intervenção divina vinha de muitas realidades de pecado e de afastamento da Santa Igreja. Após o Renascer ingressei em um grupo de oração e comecei a trilhar o caminho da santidade. No início de 2011 terminei o namoro e ingressei no vocacional Shalom, sentindo forte atração pela Comunidade de Vida. Em março de 2012 ingressei no Postulantado da Comunidade de Vida partindo em missão para Maceió-Al. Desde lá cresci no Carisma que Deus me deu para alicerçar meu chamado sacerdotal. Ao longo do caminho de consagração Deus confirmou várias vezes o sacerdócio em minha vida. Hoje, já consagrado, enxergo que o Carisma Shalom é a rocha que Jesus diz no Evangelho onde devemos edificar nossa casa, nisso faço essa relação com o sacerdócio. O Carisma Shalom é a rocha onde meu sacerdócio será bem edificado. Meu estado de vida será vivido plenamente dentro do Carisma Shalom. Por isso foi grande minha alegria quando a Comunidade confirmou minha vocação e pude iniciar os estudos de Filosofia no ano de 2015. Outro fato importante em minha caminhada foi e tem sido a presença da Virgem Maria, afinal não tem como existir sacerdote santo sem a maternidade dela! Seu olhar foi fundamental para que eu perseverasse no caminho de conversão e ainda me sustentou para que eu desse o sim a Vontade do seu Filho, selando comigo uma aliança eterna. Atualmente sou consagrado a ela, pelo método de São Luís Maria Grignon de Montfort, sob o título do Imaculado Coração de Maria, onde seu coração vem sobre o meu, retirando as machas do pecado e configurando ao de Jesus. Contem sempre com minhas orações e oferta de vida. Shalom!   Francisco de Assis M. Cavalcante  

Papa fala dos desafios que dificultam a fidelidade à vocação

O Santo Padre concluiu suas atividades, na manhã deste sábado (28/01), no Vaticano, recebendo na Sala Clementina, cerca de 100 participantes na Plenária da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. Em seu pronunciamento, o Papa expressou sua satisfação em receber os membros da Congregação que, nestes dias, em sua plenária, refletiram sobre o tema da “fidelidade e dos abandonos”: “O tema que escolheram é importante. Podemos dizer que, neste momento, a fidelidade é colocada à prova: é o que demonstram as estatísticas que examinaram. Encontramo-nos diante de certa “hemorragia” que enfraquece a vida consagrada e a própria vida da Igreja. Os abandonos na vida consagrada nos preocupam muito. É verdade que alguns a deixam por um gesto de coerência, porque reconhecem, depois de um sério discernimento, que nunca teve vocação; outros, com o passar do tempo, faltam de fidelidade, muitas vezes a apenas alguns anos da sua profissão perpétua”. Aqui, o Papa perguntou: o que aconteceu? Como vocês destacaram no seu encontro, são muitos os fatores que condicionam a fidelidade nesse tempo de mudança de época em que se torna difícil assumir compromissos sérios e definitivos. Neste sentido, Francisco destacou alguns desses fatores: “O primeiro fator que não ajuda a manter a fidelidade é o contexto social e cultural em que vivemos. De fato, vivemos imersos na chamada “cultura do fragmento”, do  “provisório”, que pode levar a viver “à la carte” e ser escravo da moda. Esta cultura leva à necessidade de se manter sempre abertas as “portas laterais” para outras possibilidades, alimenta o consumismo e esquece a beleza de uma vida simples e austera, provocando muitas vezes um grande vazio existencial”. Vivemos em uma sociedade onde as regras econômicas substituem as leis morais, ditam e impõem seus próprios sistemas de referência em detrimento dos valores da vida; uma sociedade onde a ditadura do dinheiro e do lucro defende sua visão de existência. Em tal situação, disse o Pontífice, é preciso primeiro deixar-se evangelizar e, depois, comprometer-se com a evangelização. Assim, apresentou outros fatores ao contexto sócio-cultural: “Um deles é o mundo da juventude, um mundo complexo, rico e desafiador. Não faltam jovens generosos, solidários e comprometidos em nível religioso e social; jovens que buscam uma vida espiritual, que têm fome de algo diferente do que o mundo oferece. Mas, mesmo entre esses jovens, há muitas vítimas da lógica do mundanismo, como a busca do sucesso a qualquer preço, o dinheiro e o prazer fáceis”. Essa lógica, advertiu o Papa, atrai muitos jovens, mas nosso compromisso é estar ao lado deles para contagiá-los com a alegria do Evangelho e de pertença a Cristo. Essa cultura deve ser evangelizada. Aqui, indicou um terceiro fator condicionante, que vem da própria vida consagrada, onde, além de uma grande santidade não faltam situações de contra testemunho que tornam difícil a fidelidade: “Tais situações, entre outras, são: a rotina, o cansaço, o peso de gestão das estruturas, as divisões internas, a sede de poder… Se a vida consagrada quiser manter a sua missão profética e o seu encanto, continuando a ser escola de lealdade para os próximos e os distantes, deverá manter o frescor e a novidade da centralidade de Jesus, a atração pela espiritualidade e da força da missão, mostrar a beleza do seguimento de Cristo e irradiar esperança e alegria”. Outro aspecto ao qual a vida consagrada deverá prestar especial atenção é a “vida fraterna comunitária”, que deve ser alimentada pela oração comum, a leitura da palavra, a participação ativa nos sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação, o diálogo fraterno, a comunicação sincera entre os seus membros, a correção fraterna, a misericórdia para com o irmão ou a irmã que peca, a partilha das responsabilidades. A seguir, o Santo Padre recordou a importância da vocação: “A vocação, como a própria fé, é um tesouro que trazemos em vasos de barro, que nunca deve ser roubado ou perder a sua beleza. A vocação é um dom que recebemos do Senhor, que fixou seu olhar sobre nós e nos amou, chamando-nos a segui-lo mediante a vida consagrada, como também uma responsabilidade para quem a recebeu”. Falando de lealdade e de abandono, disse ainda Francisco, “devemos dar muita importância ao acompanhamento. A vida consagrada deve investir na preparação de assistentes qualificados para este ministério. E concluiu dizendo que “muitas vocações se perdem por falta de bons líderes. Todas as pessoas consagradas precisam ser acompanhados em nível humano, espiritual e profissional. Aqui entra o discernimento que exige muita sensibilidade espiritual. Fonte: Rádio Vaticano

Jovens missionárias fazem votos no celibato

Na última segunda-feira (23/01), em Celebração Eucarística as jovens, Jéssica (Projeto Juventude do Shalom da Paz) e Isnayde (Vocacional), professaram seus votos no Celibato pelo Reino dos Céus com a presença de toda a Comunidade. As jovens Jéssica Rodrigues e Isnayde Barreto, da Comunidade de Vida, fizeram suas primeiras promessas na vivência do Celibato em Santa Missa realizada na Paróquia São João do Tauape, no bairro Joaquim Távora, na última segunda-feira, 23. A celebração, presidida por padre Karlian Vale, contou com a presença dos membros da Comunidade Católica Shalom de Fortaleza. Na ocasião, Moysés Azevedo, fundador da Comunidade, dirigiu uma mensagem especial para as missionárias. Em sua partilha, Moysés, que também é celibatário, comentou que, ao ouvir a voz de Deus, os homens e as mulheres não devem ter medo de ofertar tudo. Ele advertiu ainda que “quando nós vamos dando não a Deus o nosso coração vai se endurecendo”. Por isso, pediu às jovens que firmassem os passos na oração, na oferta e na consolidação do chamado de Deus em suas vidas. “Não deixem que outras vozes abafem o que Jesus disse a vocês”. Com essas palavras, padre Karlian animou as missionárias à não deixarem que possíveis planos e projetos humanos desviassem o coração delas da voz de Deus. “Tenham coragem de se decidirem por Jesus todos os dias, pois vocês receberam a herança eterna, como vimos na primeira leitura de hoje”, ressaltou. Ao comentar que o sacrifício de Cristo é a fonte de toda oferta de vida, o sacerdote explicou que, por meio da consagração no Celibato, as duas jovens se sacrificavam, renunciando a possibilidade de constituir uma família, para a nossa salvação. Elas dão, com a consagração, os primeiros passos rumo à união perfeita com Jesus, segundo o padre. Jéssica serve no Projeto Juventude para Jesus no Shalom da Paz e Isnayde serve na equipe do Vocacional. Para esta a consagração no Celibato foi a rendição mais feliz de sua vida. O Celibato e a Vocação Shalom “O celibato consagrado encontra sentido no fato de ser abraçado ‘pelo Reino’. Assim, ele não é de forma alguma algo negativo. O celibatário não é alguém que simplesmente renuncia ao amor conjugal, mas é antes alguém que se propõe a amar mais a Deus e aos seus irmãos, abrindo mão de um amor exclusivo por uma pessoa. Dessa forma, o celibato não é a negação da afetividade e da sexualidade, antes, ele constitui um redirecionamento dos mesmos.” (Formação Shalom disponível em https://comshalom.org/o-celibato-na-vocacao-shalom-3/) Confira [Aqui] a galeria de fotos.   Por Jonas Viana Fotos: Wallace Freitas

Vaticano apresentará documento preparatório do próximo Sínodo

O Vaticano anunciou nesta terça-feira, 10, que apresentará próxima sexta-feira, o documento preparatório da 15ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, programada para outubro de 2018. De acordo com a Sala de Imprensa da Santa Sé, haverá uma coletiva para apresentar o documento aos jornalistas. Estarão presentes o secretário-geral do Sínodo dos Bispos, Cardeal Lorenzo Baldisseri, o sub-secretário do Sínodo dos Bispos, monsenhor Fabio Fabene, e dois jovens, Elvis Do Ceu Nicolaia Do Rosario e Federica Ceci. O tema do próximo Sínodo é “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Em outubro do ano passado, o Vaticano divulgou a finalidade desse próximo Sínodo: “acompanhar os jovens em seu caminho existencial rumo à maturidade, para que, através de um processo de discernimento, possam descobrir seu projeto de vida e realizá-lo com alegria, abrindo-se ao encontro com Deus e com os homens, participando ativamente da edificação da Igreja e da sociedade”. Último Sínodo O último Sínodo ocorreu em 2015. Foi a 14ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, entre 5 e 19 de outubro, e teve por tema “Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização”. Em abril de 2016, o Vaticano apresentou a Exortação Apostólica Pós-Sinodal Amoris laetitia, do Papa Francisco, escrito com base nos relatórios do Sínodo da Família, documentos de Papas predecessores e as catequeses sobre família. Além disso, recorreu à contribuição de diversas conferências episcopais e citações de personalidades de relevo, como Martin Luther King. Fonte: Canção Nova

Papa: levar às comunidades cristãs uma nova cultura vocacional

O Papa Francisco recebeu, nesta quinta-feira (05/01), na Sala Paulo VI, no Vaticano, cerca de oitocentos participantes do encontro nacional promovido pela Pastoral Vocacional da Conferência Episcopal Italiana (CEI) sobre o tema “Levanta-te, vá e não tenhas medo”. O Pontífice entregou o discurso preparado e falou espontaneamente, convidando os jovens a não terem medo de se levantar e aceitar o convite de Jesus que diz: Segui-me. Francisco convidou os sacerdotes, consagrados e religiosas a abrirem as portas de seus institutos aos jovens. “As portas se abrem com a oração, a boa vontade e o risco. Arriscar-se com os jovens”, disse o Santo Padre. “Jesus nos disse que o primeiro método para obter vocações é a oração, e nem todos são convencidos disso. Rezar pelas vocações. Com as portas fechadas ninguém pode entrar para encontrar o Senhor. É preciso abrir as portas para que eles possam entrar nas igrejas. Os bispos devem procurar uma maneira de acompanhar a oração da comunidade”, sublinhou Francisco. O Papa chamou a atenção para o anúncio do Evangelho. Falou também sobre a importância do acolhimento. “Para ter vocações é preciso acolher os jovens.” “Se queremos vocações devemos abrir as portas, rezar e nos sentar para ouvir os jovens. Fazer o apostolado do ouvido. Ter paciência, ouvir, fazer com que se sintam em casa, acolhidos. Muitas vezes eles fazem molecagem: Graças a Deus! Porque não são velhos. É importante perder tempo com os jovens.” Segundo Francisco, o testemunho é outro elemento importante para a Pastoral Vocacional. “É verdade que o jovem sente o chamado do Senhor, mas o chamado é concreto, e na maioria das vezes é: Quero me tornar como ele ou ela. Existem testemunhos que atraem os jovens. Os testemunhos dos bons sacerdotes e das boas religiosas.” A seguir, o resumo do discurso entregue pelo Papa aos participantes do encontro. No discurso entregue aos participantes, o pontífice se congratula pela realização desse encontro anual “onde se partilha a alegria da fraternidade e a beleza de várias vocações”. No texto, Francisco recorda a Assembleia sinodal de 2018 sobre o tema ‘Jovens, fé e discernimento vocacional’. “O sim total e generoso de uma vida que se doa é semelhante a uma fonte de água, escondida por muito tempo nas profundezas da terra, que espera para jorrar e escorrer num fluxo de pureza e frescor. Os jovens hoje precisam de uma fonte de água fresca para saciar a sede e prosseguir o seu caminho de descoberta. Os jovens têm o desejo de uma grande vida. O encontro com Cristo, o deixar-se atrair e guiar pelo seu amor amplia o horizonte da existência e doa uma esperança sólida que não decepciona”. Segundo o Papa, o serviço de anúncio e acompanhamento vocacional “requer paixão e gratuidade”. “A paixão do envolvimento pessoal, do saber cuidar das vidas que lhes são entregues como um baú que possui um tesouro precioso a ser preservado. A gratuidade de um serviço e ministério na Igreja que exige respeito por aqueles que são seus companheiros de caminhada. É o compromisso de buscar sua felicidade, e isso vai além de suas preferências e expectativas.” Confiança e esperança Francisco cita as palavras do Papa Bento XVI: “Sejam semeadores de confiança e esperança. É profundo o sentido de confusão em que muitas vezes vive a juventude contemporânea. Não raro, as palavras humanas são desprovidas de futuro e de perspectiva, despojadas também de sentido e de sabedoria. […] E no entanto, esta pode ser a hora de Deus”. “Para ser críveis e entrar em sintonia com os jovens é preciso privilegiar o caminho da escuta, do saber perder tempo em acolher as suas perguntas e seus desejos.” “A prioridade do anúncio vocacional não é a eficiência do que fazemos, mas atenção privilegiada à vigilância e ao discernimento. É ter um olhar capaz de ver o lado positivo nos eventos humanos e espirituais que encontramos”, sublinha o Francisco. Cultura vocacional Segundo o Papa, “hoje é necessária uma Pastoral Vocacional de horizontes amplos e com o espírito de comunhão, capaz de ler com coragem a realidade assim como ela é, com suas fadigas e resistências, reconhecendo os sinais de generosidade e beleza do coração humano. É preciso levar novamente para dentro das comunidades cristãs uma nova cultura vocacional”. “Não se cansem de repetir: ‘eu sou uma missão’ e não simplesmente ‘tenho uma missão’. Estar em estado permanente de missão requer coragem, audácia, criatividade e desejo de ir além.” “Sintamo-nos impelidos pelo Espírito Santo a encontrar, com coragem, novos caminhos de anúncio do Evangelho da vocação, para ser homens e mulheres que, como sentinelas, sabem capturar os raios de luz de um novo amanhecer, numa experiência renovada de fé e paixão pela Igreja e pelo Reino de Deus.” Fonte: Radio Vaticano

Como a singela luz de Deus derrubou as bases sólidas do meu ateísmo

Bom, entre meus dias, nada mais me surpreendia; estava fechada em mim mesma de tal forma que o mundo não andava por aqui, minha rotina parecia ter parado em único dia e desde então esse dia se repetia, se repetia… nada de novo eu me deixava acontecer. E a maioria dos âmbitos da minha vida permaneciam como frutas estragadas que em um dia eu já conseguira saborear; família, amigos, namorado… eram sempre os mesmos fatos, as mesmas coisas, o mesmo mundo que eu não deixava entrar. Mas a podridão e o desgosto desses âmbitos, dessas frutas, não estavam propriamente nelas, mas na forma que eu as enxergava, que meus olhos enxergavam o mundo. Vivendo dessa maneira, houve um dia em que me decidi ir embora (por apenas uns dias), e comecei a procurar na internet algum lugar para onde pudesse viajar, no fundo, nem eu mesma acreditava que acharia, mas só o ato de ir em busca, procurar, já me aliviaria. Abri o computador e logo depois de entrar no Facebook, encontrei a propagando do Acamps compartilhada por uma amiga antiga minha, dos tempos do fundamental. Fui logo conversando com ela no chat e perguntando se poderia ir mesmo sendo ateia pois na minha cabeça só haveria diversão, brincadeiras, etc. Ao que ela logo me respondeu dizendo que não haveria problema algum pois outros ateus também iriam. Só faltavam dois dias pro acampamento, se não um e eu já estava arrumando minha mala… Hoje eu vejo que talvez não fora coincidência ter a quantia de dinheiro exata que precisava pagar guardada nas minhas economias. Eu já estava decidida a ir, finalmente passar uns dias longe… Engraçado que foi justamente nesse ato de fugir de tudo e de mim mesma que eu me encontrei, entrando em contato com um eu que pra mim não existia mais pois eu já havia esquecido. Fui perceber, muito tempo depois, que Deus já cuidava de mim ali, com toda a sua primazia, pois bem grande foram as preocupações da minha mãe, ao saber que iria para esse acampamento, sem conhecer praticamente ninguém, mas grande era o ímpeto que Deus colocava em meu coração, antes mesmo de entrar no ônibus lembro que ela me perguntou pela enésima vez se eu queria mesmo fazer aquilo, e eu estava determinada… Porém, quando embarcamos no ônibus e me percebi ali, sentada sem ter ninguém com quem conversar, me veio a primeira onda de pensamento fria: será que eu devia estar fazendo mesmo aquilo? Será que não era melhor ter ficado em casa? Afinal… o que eu estava fazendo? Então ainda perdida nesses pensamentos, vi se aproximar uma menina, que tinha mais ou menos a minha idade, ela mal me apresentou seu nome e já estávamos conversando, e fomos conversando até chegar no local, descobrindo o tanto que tínhamos de comum. Dani. Vi aí a primeira pessoa que o Senhor me quis colocar, na tentativa de não me fazer desistir, de não me deixar ir embora. E tudo ocorreu muito bem, até o dia seguinte. Tamanha era minha estranheza diante daquelas atividades! Diante daquela alegria, todo mundo pulando, sorrindo, dançando, que coisa mais esquisita, eu pensava… Tivemos várias atividades de manhã as quais eu não saberia denominar, eu desconhecia essas coisas, essa alegria de agir, de louvar. Eu não entendia… Pra quê? Que Deus não existia… Logo comecei a me sentir como um peixe fora d’água e minha primeira vontade foi querer ir embora. Tudo era muito absurdo e diferente de mim. Peguei logo o telefone e liguei para minha mãe, avisando que se ela pudesse me pegar naquela hora mesmo eu iria, até que conversando com ela, percebi não saber o endereço do local e fui perguntar a primeira pessoa que vi a minha frente: o Kleber, que estava animando o evento. Ele me disse que para ir embora precisaria avisar antes a coordenadora dos meus dormitórios, a Manu. E lá foi eu, com minha mãe esperando na ligação… Agora percebo como todas as obras do Senhor são grandiosas, como Ele se faz presente em todos os detalhes, em cada pessoa que me colocava perto… Como sussurravas Teu nome pra mim e eu, plenamente surda, não Te ouvia! Manu logo me perguntou porque tamanho era meu desejo de ir embora, e fomos conversando… Até que nem reparei ter desligado o telefone e ela me propôs um desafio: ficar ali mais um dia, que qualquer coisa que me incomodasse eu poderia falar com ela, que me deixaria mais livre… E se ainda quisesse ir no outro dia, eu iria. Eu aceitei, e até nisso Meu Amado acertou… Pois sabia que minha alma não seria capaz de recusar um único desafio. Vocês já devem imaginar o que me aconteceu no outro dia…tive minha primeira experiência com Deus depois de muitos anos longe da Igreja Católica. Através dela, Deus se apresentou a mim, em minha plena pequenez e fragilidade humanas, retomou o laço que tínhamos quando eu ainda era uma criança e ia pra Igreja… Ele me conhecia! E eu também O conhecia, mas já havia esquecido de sua infinita presença e existência tão dócil! Pelo meu grande e tolo ateísmo. Através dela, Deus não só se fez presente mas teve a caridade de me explicar meus principais motivos ateístas, os quais eu mesma desconhecia. Ele me explicou a minha própria história e naquele instante já me fez ser mais livre… Porém meu medo de algo sobrenatural assim era tão grande e o baque na minha inquebrantável base ateísta foi tão grande… que eu logo duvidei, só que não era capaz de explicar o que tinha me ocorrido… E eu continuei lá, durante os últimos dias, participando meio bamba das atividades e sem conseguir acreditar com o que acabara de me acontecer… Mas não foi só isso, houve mais. “Eu quero sair das minhas prisões”, já dizia o Padre Tarso numa das missas em que eu me recusava a ir; acho que não por coincidência, essa foi a única frase que

Vida Ofertada – Mãe das Dores

O CESAMI – Centro Sócio Educativo Amigoniano, é uma instituição comandada pelo Governo e pela Pastoral Amigoniana de Ação Social destinada à internação de menores infratores que aguardam julgamento, onde o foco é a ressocialização dos jovens com a presença dos pais. A família recebe orientações para entenderem como funciona o projeto de internação provisória, que conta com oficinas, prática de esportes e orientação psicológica para estimular o diálogo e fortalecer os laços familiares. A intenção é valorizar os jovens e suscitar neles a vontade de mudança de comportamento para serem reintegrados à sociedade. Vany Ribeiro é vocacionada Shalom em Brasília e integra o Projeto Mãe das Dores, ministério que tem como essência o sofrer com o outro e ter compaixão pelos irmãos. Acolher o outro como Maria acolhe, prestar assistência humana e espiritual a pessoas em situação de enfermidade, privação de liberdade e de abandono institucional é a missão dos servos do Projeto. Vany atua no CESAMI e nos conta um pouco da sua experiência com o Projeto dentro da instituição. O Projeto Mãe das Dores na Promoção Humana Shalom, me dá o sentido da maternidade ofertada, encarnada. Especialmente nesta semana, Nossa Senhora me fez compreender seu desejo de que eu, em silêncio e oração, acolha tudo no coração e creia! “Feliz Aquela que creu, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido!” (Lucas 1, 45) Quando meus pés tocaram o chão do CESAMI, Deus me fez compreender o sentido que meu coração buscava para a minha vida e até aquele momento ainda não havia encontrado! O que mais me comoveu naquele lugar, de início, foi o cheiro. Pensar que ali eles faziam suas refeições e passavam até 45 dias era doloroso demais e eu chorava. Mas não era um choro de pena, eram lágrimas de gratidão a Deus por me atrair para ser o consolo dEle ali. Com o tempo de oferta naquele lugar, Jesus e Sua Mãe me deram a graça de sentir ali um perfume de rosas. A experiência do olfato me confirmava à maternidade divina naquele lugar, especialmente no Módulo Disciplinar. A partir dessa graça vou aos poucos compreendendo e tomando posse da maternidade espiritual dos filhos da misericórdia que tanto a Aline me exortava e eu não acolhia. No CESAMI, Deus me dá também a graça de entender o significado do que é o perder para ganhar. Perco provisoriamente muitas coisas e até pessoas para compreender onde Deus me quer. “A minha oferta no Cesami é uma oferta de salvação”, conforme diz o Moysés, a minha salvação principalmente! ← Voltar para Shalom Brasília

Emmir Nogueira responde: como saber se tenho o carisma Shalom?

O que caracteriza o chamado à vocação Shalom? Como identificar se tenho o carisma? A cofundadora da Comunidade Católica Shalom, Emmir Nogueira, responde a essas perguntas e descreve três principais características de quem é chamado a viver essa vocação.   Confira:  

Shalom comemora 17 anos de evangelização em Sobral

A Comunidade Católica Shalom promove em Sobral, entre os dias 16 e 21 de agosto, a Semana da Gratidão, em comemoração pelos 17 anos de evangelização na cidade. Atividades que movimentarão o centro de evangelização (Campo dos Velhos) compõem a programação da semana comemorativa. A Semana da Gratidão também celebra, em unidade com toda a Igreja, a vocação familiar, no mês dedicado a todas as vocações. Na terça-feira (16), será realizada uma adoração com as famílias e também em intercessão por elas. Na quarta-feira (17), haverá uma pregação com o tema ‘As graças do matrimônio’, que contará com o discípulo da Comunidade de Aliança e coordenador do Projeto Família, Civaldo Duarte. As celebrações eucarísticas também estão na programação. Na quinta-feira (18), acontece a missa pelos enfermos, iniciando com louvor às 19h. No sábado, será celebrada a missa das famílias, às 18h, e no domingo (21) a missa em ação de graças pelos 17 anos da vocação Shalom em Sobral. Show com Higor Fernandes Para encerrar a semana comemorativa, será realizado ainda um Jantar Show com o cantor Higor Fernandes, de Fortaleza. O discípulo da Comunidade de Aliança se apresenta após a missa do domingo. Na oportunidade, a Lanchonete Shalom estará oferecendo um jantar com cardápio especial. Shalom Sobral  A Missão da Comunidade Católica Shalom na cidade foi fundada em 21 de agosto de 1999, a pedido de Dom Aldo Pagotto, que era bispo de Sobral à época, para realizar um trabalho junto aos universitários. Hoje a Comunidade conta com grupos de oração em universidades, evangeliza através de Projetos como o Projeto Juventude para Jesus, Projeto Família e Setor Criança, com grupos para jovens, casais e crianças, respectivamente. O Shalom em Sobral conta ainda com ações de Promoção Humana, desenvolvendo trabalhos como o Volta Israel, Mãe das Dores e Jesus Meu Abrigo, além de administrar a Casa São Francisco, que acolhe crianças de 0 a 6 anos em situação de risco social. Também desenvolve atividades de evangelização em mais onze localidades circunvizinhas, as chamadas irradiações: Cariré, Forquilha, Massapê, Alcântaras, Santo Antônio dos Fernandes, Coreaú, Morrinhos, Santana, Hidrolândia, Carmolândia e Varjota. Atualmente, é formada por mais de 150 membros na Comunidade de Aliança, 28 na Comunidade de Vida, mais de 200 vocacionados e cerca de 1,5 mil pessoas na obra. Zaíra Almeida

Doar