“A minha vida mudou depois do Acamp’s”

  “A minha vida mudou depois do Acamp’s porque ali passei a compreender a ‘tal felicidade que vem de Deus’. Antes disso, eu não achava que ser de Deus e ser jovem eram coisas compatíveis, não entendia como era possível viver dentro da Igreja e ser jovem. A partir do acampamento, tudo mudou! Não o exterior, não as pessoas ou coisas radicais, mas, dentro de mim, no meu coração, passei a descobrir o desejo de ser feliz plenamente. Depois do Acamp’s o que mudou na minha vida foi a felicidade, não mais passageira, mas a felicidade eterna, a felicidade DE SER DE DEUS!” – Thamilly Picanço, díscipula da Comunidade de Aliança, Comunidade Shalom.  

Missa de primeiras promessas no Carisma Shalom é marcada pela gratidão

Na noite da última terça-feira, 18, membros da Comunidade Católica Shalom que viveram, pelo menos, dois anos de discipulado fizeram as suas primeiras promessas a Deus, no Carisma Shalom, como Comunidade de Aliança e como Comunidade de Vida. A celebração eucarística foi realizada na Catedral Metropolitana de Fortaleza e contou com a presença de Moysés Azevedo, fundador da Comunidade, e de Emmir Nogueira, co-fundadora. A gratidão foi o sentimento que marcou a noite dos 181 novos consagrados. A santa missa, presidida por padre Silvio Scopel, responsável pela missão da Comunidade em Fortaleza, teve os testemunhos de Pedro e de Maria Madalena como tema principal. O sacerdote destacou que Jesus Ressuscitado manifesta sempre a sua misericórdia sobre os seus eleitos. Ainda que Pedro, depois de ter caminhado com Jesus em sua vida, tenha buscado voltar a pescar, seu ofício antes de ser chamado por Deus, o Senhor confia a ele a conversão de muitos com sua pregação. Ainda, também, que Maria Madalena, depois de ter escutado sobre a ressurreição, tenha buscado Jesus no sepulcro, entre os mortos, o Senhor confia a ela o anúncio aos apóstolos de que vivo Ele está. Segundo Moysés Azevedo, ao fazer as primeiras promessas, os membros são oficialmente incorporados na Comunidade Shalom, tornando-se testemunhas públicas de que Cristo ressuscitou. Eles carregam uma cruz em forma de Tau, sinal visível da Vocação Shalom, com um cordão branco, os que são chamados à Comunidade de Aliança, ou marrom, os que são chamados à Comunidade de Vida. Eles também iniciam um caminho formativo, com duração de cinco anos, que os levará à oferta definitiva de suas vidas a Deus, segundo o Carisma Shalom. “Eu fui salvo e, a cada dia, me sinto salvo, encontrado, enxergado por Deus”, partilha Luís Lacerda, membro da Comunidade de Aliança, sobre a experiência de fazer suas primeiras promessas. Para ele, a palavra “gratidão” descreve o momento vivenciado na celebração. “Eu sou um cara feliz. Feliz porque encontrei o meu lugar neste mundo”, testemunha. Jonas Viana

Entrevista: a história de um chamado

“Estou partindo para que o Espírito Santo venha com mais força e poder sobre vocês. E vou com alegria, para dar aquilo que Deus me deu: a verdadeira felicidade”. “Sou fã desse homem”. Ou: “Lenda viva”. Parece que esses costumam ser mesmo os primeiros comentários de qualquer pessoa que tenha tido a oportunidade de conhecer Messias Melo. Um homem cuja decisão por Deus e pelo caminho de santidade continua a influenciar e inspirar centenas de pessoas. Ele, que é um marco na evangelização e no crescimento da Comunidade Católica Shalom em São Paulo, deixa a cidade depois de 16 anos e parte em missão para Lisboa, em Portugal. Messias conversou com a gente sobre sua vocação, seus 33 anos na Comunidade Shalom, sobre o tempo vivido em São Paulo, e também suas descobertas sobre Deus, seus desafios e superações. Essa entrevista é a história de um chamado. Acompanhe. – Messias, você contou outro dia que costumava subir a uma montanha para rezar, muito antes de conhecer o Shalom. A pergunta é: Você sempre foi um jovem de oração? Quando começou a sua relação com a Igreja? Sempre tive o desejo de ter uma vida diferente. Minha família é muito católica. Eu morava no Ceará, então eu saía pelas praias, pelas dunas, e ficava me questionando: meu Deus, que imensidão, que oceano tão grande, por que você criou tudo isso? Então eu acho que, já ali, seria o começo de uma vida de oração. Um questionamento meu, das belezas de Deus. Aquilo me deixava em paz. E mais tarde eu fui descobrir melhor esse caminho, esse caminho de diálogo, esse estar com Deus. Mas tudo começou concretamente mesmo quando eu fiz o Seminário de Vida no Espírito Santo, e eu tive ali uma verdadeira experiência. Foi em 1979. O sacerdote rezou por todos que estavam lá, menos por mim, até que em certo momento me olhou profundamente nos olhos e perguntou se eu queria receber uma oração, eu fiquei em silêncio e ele orou por mim. A partir daquele dia, eu fiquei dois dias inteiros chorando. Chorava mesmo. No terceiro dia, senti um desejo profundo de orar. Eu levantava cedo, às 5h da manhã, caminhava até a praia, e ali, vendo o sol nascer, eu começava a conversar com Deus. Eu não sabia o que fazer, mas as palavras saíam de dentro de mim. Então acredito que naquele dia eu recebi um dom.  Foi reavivado dentro de mim uma vida profunda de oração. Eu comparo muito a vida de oração com o sol. Tem de nascer todos os dias, para iluminar a escuridão. Eu vejo a oração como essa grande luz, que vem sobre mim, que me ilumina nos momentos mais difíceis e me dá essa graça de caminhar sempre fiel na vontade de Deus. Desde aquela data, em 1979, eu nunca mais deixei de rezar um só dia.  Todos os dias, às 5h da manhã, eu estou ali com Deus para o nosso encontro. E como você chegou à Comunidade Shalom? Eu tinha um amigo, o Magno, e ele convidou muitas pessoas para irem na inauguração de uma lanchonete em Fortaleza. Essa inauguração, era a inauguração do Shalom. Estava todo mundo reunido, a gente morava próximo à praia, e ele nos convidou também, eu e minha namorada.  Nós fomos. Interessante que de todos que foram, apenas eu fiquei. Lá, naquela noite, o bispo deu a benção pela inauguração, e nós fomos informados que, ainda naquela noite, ali, começaria um grupo de oração, e eu fui para o grupo de oração. Eu fui a primeira ovelha do Shalom. Fazendo memória da sua história, houve um momento em sua vida que você teve uma experiência mais profunda de fé? Como aconteceu? O maior passo de fé que eu já dei na minha vida foi ter permanecido naquela lanchonete. Aquela noite foi muito impactante. De ver a vida de pessoas sendo transformadas e de ver que eu poderia viver do mesmo jeito. Eu não as conhecia, eu não sabia de nada sobre aquela realidade, e algo me impulsionou a me lançar. Eu abracei. Dei um passo no escuro, sem saber como seria. Esse foi o momento que me fez fiel até os dias de hoje. Deus te mandou algum sinal? Alguma confirmação? Não tenho explicação. Foi algo dentro de mim. Até hoje eu paro e penso: Por que foi que eu fiz isso? (risos). Porque tinha, sim, paróquia do meu lado, outros grupos de oração, eu era amigo de padre, era tão jovem, e de repente eu me decidi por algo que estava dentro de mim. Foi espiritual, eu me sentia chamado. E como aconteceu o seu chamado à Comunidade de Vida? Esse momento em que você decidiu deixar tudo, abandonar tudo, para viver inteiramente a sua vocação. Você comentou há pouco que tinha uma namorada… Foi dificílimo, porque, na verdade, quando dei esse passo, eu não sabia o que seria a Comunidade de Vida. Para falar a verdade, naquele início de tudo, eu nem cheguei a ser acompanhado, não existia, como hoje, encontros vocacionais específicos. Eu sabia que algumas pessoas eram acompanhadas pelo Moysés (fundador) e no final do ano mandavam carta pedindo ingresso. Eu me engajei no Shalom e o Moysés às vezes me perguntava: Quer mandar uma carta? E eu dizia: Não, eu já sou super engajado, me sinto bem. Mas no final eu mandei a carta, sem nem saber ao certo o que estava fazendo (risos). Eu fui um dos poucos que entrou naquele ano, o que me fez pensar, também, que certamente era a vontade de Deus. Eu acho isso tão legal. Porque, se eu parar para pensar, 33 anos de Shalom, e tudo nasceu como uma decisão de coração. Eu não planejei entrar, não planejei fazer esse caminho, eu só tinha o coração, eu disse: Senhor, eu vou. Seja o que o Deus quiser. E a gente, hoje em dia, pede tantas confirmações, não é mesmo? Na sua visão, o que é vocação? Como a gente

Encontro Vocacional Aberto atrai 80 pessoas ao Shalom em Curitiba

Oitenta pessoas de Curitiba e Região participaram, neste domingo (12), do Encontro Vocacional Aberto da Comunidade Católica Shalom, evento realizado em mais de 40 cidades brasileiras neste mês de março. Como batizado, todo homem é chamado por Deus à santidade. E a cada um é dada uma via específica para isso. Nascida em Fortaleza, em 1982, e reconhecida pelo Vaticano, a Comunidade Shalom é uma dessas vias inspiradas pelo Espírito de Deus como resposta ao homem deste tempo. Formado por famílias, solteiros, celibatários e sacerdotes que, em sadia convivência, refletem o modelo e a beleza da Trindade, o Shalom tem missionários espalhados pelo Brasil e por todo o mundo, vivendo como Comunidade de Vida e Aliança *. O objetivo do Encontro Vocacional Aberto realizado neste fim de semana foi apresentar a Comunidade a pessoas que sentem o desejo de descobrir seu lugar na Igreja, ofertando suas vidas por Jesus Cristo e o Evangelho. “Sempre quis fazer algo dentro a Igreja, ouvi falar em várias comunidades, mas nunca havia pensado ser uma leiga consagrada”, conta a estudante Mariana Lima Ferreira, 16 anos. Tudo mudou quando a jovem participou de um acampamento de jovens do Shalom, o Acamp’s, no mês de janeiro. A experiência despertou nela o desejo de se aprofundar mais. “O vocacional aberto foi uma experiência super legal, porque você não precisa se comprometer logo de início, mas primeiro conhece a Comunidade. Conheci bastante a Comunidade de Vida e Aliança e, a princípio, me encantei mais pela Comunidade de Vida, mas acho as duas bonitas. Também achei interessante poder fazer o vocacional como Jovem em Missão, que é um jeito de descobrir a vontade de Deus e perder o medo de deixar tudo”, reforça Mariana. Neste ano, o tema vocacional da Comunidade Shalom – fruto de um processo de escuta de Deus feito pela assessoria vocacional – é “Teu chamado, Tua vontade; minha entrega, minha felicidade”. “O Senhor nos lembrava do jovem rico, que perguntou a Jesus o que deveria fazer para ser feliz. E é essa pergunta que será respondida neste ano vocacional. É um tempo de adesão e resposta à vontade de Deus”, explica Victor Cysne Frota, assessor vocacional da Comunidade Católica Shalom. “Em nossa oração de escuta, Deus falava do Seu desejo de reconstruir esse povo pela misericórdia. Também nos dava o entendimento de que os convida a abandonar fontes impuras e beber da única e verdadeira fonte, que é a vontade de Deus. Será um tempo de profunda cura de afetividade e sexualidade, tempo de edificar a casa sobre a rocha”, revela Frota. Qualquer pessoa com 16 anos ou mais pode trilhar o caminho vocacional dentro do Shalom. Quem não participou do encontro vocacional aberto ainda tem a oportunidade de, ao longo desta semana, ser acompanhado por um membro da Comunidade, nos chamados plantões vocacionais. Para isso, basta ligar e agendar um horário, pelos telefones (41) 3527 6670 (a partir das 14 horas) ou 9.9738-9364 e 9.9741-4591. Os plantões vocacionais serão realizados até sábado (18). Depois disso, os pedidos de ingresso no vocacional passam por um processo de discernimento e o candidato recebe uma resposta sobre seu ingresso ou não no grupo vocacional 2017 – em caso negativo, a pessoa é convidada a participar de um grupo de oração no Shalom, para se aprofundar mais no Carisma e, no ano seguinte, fazer o vocacional. Formado o grupo vocacional de 2017, os encontros são mensais, sempre aos domingos. O primeiro será no dia 9 de abril, a partir das 8 horas. *Vida e Aliança Os membros da Comunidade de Aliança Shalom são chamados a seguir Jesus Cristo em meio à vivência familiar e às atividades profissionais, assumindo o compromisso de vivê-las segundo a vocação Shalom. Devem ser “luz do mundo e sal da terra” nos meios seculares, como indica o Evangelho. Reúnem-se duas vezes por semana em células comunitárias onde rezam, cultivam a vida fraterna e recebem formação segundo a Palavra de Deus, o Magistério da Igreja e o Carisma Shalom. Recebem o apelo de Deus de viver a pobreza, partilhando seus dons e talentos. Já a Comunidade de Vida é o núcleo central da Comunidade Shalom. Seu estilo de vida reproduz o modelo das primeiras comunidades cristãs, pondo tudo em comum e renunciando à posse de bens materiais, projetos e planos pessoais. Seus membros são missionários de ambos os sexos e de formas de vida diversas chamados, por amor a Deus, a seguir Jesus Cristo através de uma dedicação particular à oração, vida fraterna e serviço na Obra. Vivem em Casas Comunitárias e são enviados em missão segundo o apelo da Igreja e o discernimento da Comunidade. Bruna Komarchesqui colaborou Emanuele Sales    

É tempo de ouvir, descobrir, entregar-se e ser feliz na vontade de Deus!

Há uma certeza que ultrapassa todas as convicções humanas: não estamos nessa terra de passagem, há uma missão, um chamado, uma predestinação vinda de Deus. Como dito ao profeta Jeremias, “antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado, e te havia designado profeta das nações” (Jr 1,5). O coração do homem continuamente está mergulhado em uma busca incessante pela felicidade, pelo sentido de vida, pela paz que só encontrará quando descobrir, realizar, e se abandonar na vontade de Deus. Santo Agostinho já dizia que “inquieto está o nosso coração enquanto não repousa em ti”. Inquieto, inseguro, vazio. Então por que não se decidir a dedicar um tempo para ouvir a voz de Deus e descobrir a vontade Dele para a sua vida? Isso é o que se propõe no vocacional da Comunidade Católica Shalom. Um tempo de discernimento da vontade de Deus para aqueles que sentem um chamado, um desejo a algo mais do que praticar os deveres comuns de um cristão católico. O Vocacional Shalom é um percurso de um ano em que o vocacionado é acompanhado, ensinado a ter uma vida de profunda oração, vida sacramental, de escuta de Deus. É também um período composto por formação humana, um estímulo ao autoconhecimento e descoberta mais profunda da história pessoal (porque, ao final, você só conseguirá ofertar aquilo que possui). Além disso, será aprofundado sobre o carisma, as características especificas da vocação, para que no momento oportuno tenha liberdade e segurança para responder ao chamado de Deus, seja à vocação Shalom ou onde Ele o chamar. A cada ano um tema é apresentado como norte para todo o caminho. Em 2017, os vocacionados serão acompanhados pela frase: “Teu chamado, tua vontade; minha entrega, minha felicidade!” em referência a passagem do jovem rico (Mc 10, 17-22). Na missão São Paulo, o encontro vocacional aberto acontecerá no dia 05 de março, às 8h30, no Centro de Evangelização localizado na Rua Diana, 353 em Perdizes. Esse primeiro encontro de 2017 é o dia em que você pode participar e conhecer o vocacional Shalom, sem compromisso de trilhar o resto do ano. “Se arde em teu coração o Carisma Shalom, este é o teu caminho para Deus e para a santidade. Não tenha medo de oferecer tua vida a Cristo, pela Igreja, pelos pobres, pelos jovens e por todos os homens.” (Moysés Azevedo) Amanda Pereira e Sumaia Veronez Comunicação Shalom São Paulo

Missão: não é desejo, é necessidade

  “Ir em missão, continuar em missão, morrer em missão, não é vontade minha é, antes de tudo, vontade de Deus.” Olá, meu nome é Igor Carvalho, tenho 24 anos e sou missionário há quatro anos. Vim partilhar sobre a experiência de viver em missão. Melhor, de ter a vida como uma missão. Antes de tudo, gostaria de começar partilhando o motivo de crer que ser missionário é algo que vem da vontade de Deus e não de um simples sentimento pessoal. Eu sempre tive medo de sair em missão. Lembro que quando saiamos como irmãos de grupo de oração e o tema missão era tocado, sentia um calafrio, uma repulsa, talvez até uma reação bem visível de que sair da minha terra não era a forma que eu acreditava como vontade de Deus para mim. No entanto, lembro bem de uma pessoa que certa vez disse uma frase (acho que nesse dia ela emprestou sua língua para Deus): “ei, a missão não vai aparecer para você como um desejo, vai aparecer como uma necessidade”. Aquilo me impactou muito. Não passei de pronto a aceitar que poderia partir um dia, mas ao menos naquele instante algo no meu coração se abriu para isso. Passado algum tempo, aprofundando a experiência da vida de oração, de serviço, de abandono, de mais oração, mais oração, mais oração… Deus começou a trabalhar no meu coração. Certo dia me chamaram para ajudar em um festival de música e artes da Comunidade Shalom, o Halleluya. Passei uma semana inteira trabalhando dia e noite sem parar com a intenção de dar o melhor para Deus. Aquela experiência de serviço foi tão grande, tão forte, que eu não pude mais negar a mim mesmo o que passava dentro de mim. “É, eu tenho necessidade de ir em missão. Eu acho que Deus talvez queira que eu vá em missão”. A partir daí comecei um processo de discernimento com o meu pastor do grupo de oração. Cinco meses depois, saía minha resposta: eu iria como jovem em missão e vocacionado para a missão de Montevidéu, no Uruguai. Ali vivi momentos intensos de saída para os irmãos, quando na maioria das vezes eu não queria. Momentos fortes de oração, quando muitas vezes eu só sabia pedir perdão a Deus por meio do autoconhecimento, quando percebia como eu era infiel diante daquele que sempre era fiel comigo. Momentos de forte identidade vocacional que serviram para que, depois de um ano, eu pudesse declarar: ir em missão, continuar em missão, morrer em missão, não é vontade minha é, antes de tudo, vontade de Deus. Por isso eu afirmo e reafirmo se é da vontade de Deus, não tenha medo, pelo contrário, creia, o melhor está por vir! Shalom.

Louvado seja Deus que em mim, um vaso frágil de argila, confiou tão grande tesouro

Chamo-me Fernando, vivo há oito anos em Portugal. Com grande alegria posso dizer-vos que encontrei o verdadeiro caminho de e para a minha felicidade eterna na Comunidade Católica Shalom.  Tive o meu primeiro encontro pessoal com Jesus Cristo quando ainda estava a morar no Brasil, em 1997; a partir de então, o meu coração desejava conhecê-Lo mais e mais. Tinha sede e fome de Deus! Tinha necessidade de uma vida de maior intimidade com Deus. Os anos foram passando e eu continuava a não encontrar uma maneira, por assim dizer, de viver verdadeiramente o meu chamado enquanto filho de Deus na igreja. Após alguns anos em Portugal, soube que a Comunidade Católica Shalom estava estabelecida no Santuário de Cristo Rei. Participei num curso sobre a Lectio Divina, ministrado pela Comunidade. Durante a formação fui dando conta de que o meu coração se sentia feliz por estar ali… Os olhares fraternos, os sorrisos felizes de quem vivia verdadeiramente uma vida em Cristo iam, semana a semana, fazendo-me sentir encontrado.  O sentimento que eu tinha era o de uma pessoa que, após uma longa viagem, regressa ao lar. Fui aos poucos, através de cursos, momentos de convívio e do Grupo de Oração, identificando-me com a forma de ser Igreja, de servir a Deus e ao próximo. Ao ler os Escritos Shalom, fui profundamente tocado pelo testemunho do fundador, em cada parágrafo… em cada frase. Com alegria, o meu coração pode enfim exclamar: Encontrei o meu lugar de ser e servir a Deus na Igreja! Fiz, então, um ano de caminho vocacional para maior conhecimento do Carisma Shalom e da sua vivência, do ser igreja no Shalom. Foi um ano de descobertas, sobretudo da minha própria pessoa. Quanto mais eu conhecia o Carisma da comunidade, mais me ia conhecendo, e reconhecia-me criado desde sempre por Deus para o amar e servir. Hoje, sou Postulante da Comunidade Shalom e luto, diariamente, para viver a santa vontade de Deus na minha vida. Ao Senhor pertenço.  Hoje sou um homem que, mediante os desafios, de e para a felicidade, vive diariamente a renúncia de si mesmo. Hoje sou um homem que se reconhece pequeno e limitado pelo pecado, mas muito mais. Hoje, sou um homem que, pela vivência do Carisma, sabe que as imperfeições não são empecilhos para, dia após dia, poder alçar o livre voo dos filhos de Deus. Hoje, sou um homem que, com o coração inflamado do Amor Esponsal, se deixa consumir na busca de viver uma radicalidade evangélica. Hoje, sou o Fernando, filho de Deus, Shalom! “E pelos jovens, pelos homens, pela igreja… cada dia hei de viver !!!” Louvado seja Deus que em mim, um vaso frágil de argila, confiou tão grande tesouro: O de Ser, e viver o Carisma Shalom! Deus nos abençoe sempre mais em seu infinito amor e misericórdia! Shalom!  

Emmir Nogueira responde: como saber se tenho o carisma Shalom?

O que caracteriza o chamado à vocação Shalom? Como identificar se tenho o carisma? A cofundadora da Comunidade Católica Shalom, Emmir Nogueira, responde a essas perguntas e descreve três principais características de quem é chamado a viver essa vocação.   Confira:  

Pisoteado pelas coisas do mundo, resolvi voltar. E o Amor me acolheu de braços abertos

Experiência com Deus… Evangelização… Namoro cristão… Algum pedido que você fez a Deus e Ele te atendeu… Vocação… Experiência com os santos, com a Igreja… O comshalom.org quer saber qual é a sua história com Deus. Todos os dias, publicamos um testemunho novo na home. O de hoje é de Jacksom Barbosa. Quer ter a sua história publicada aqui? Envie texto e foto para  redacao@comshalom.org e evangelize conosco. Confira: Meu nome é Jacksom, tenho 22 anos, e faço parte da Obra Shalom em Natal (RN), desde 2013. Antes de entrar na Comunidade, eu já era de caminhada, fazia parte da paróquia do meu bairro, era do grupo dos acólitos, e na mesma fiz o Segue-me. E mesmo com toda essa ocupação, ainda não me sentia completo. Sempre gostei de servir a Deus, seja dançando, seja cantando, mas, mesmo assim, ainda me sentia vazio. Era como se eu estivesse servindo sem entender o que estava fazendo. Deus, com seu imenso Amor, que me constrange, fez-me compreender que eu precisava de mais, doar mais, servir mais, e mergulhar mais no seu Amor. Em dezembro de 2012, fui ao tão falado Festival Halleluya em Natal, evento realizado pela Comunidade Católica Shalom. Foi então que Deus começou a me moldar. Eu me encantava com as pessoas que sorriam facilmente e que passavam uma Paz imensa, e comecei a pensar: “Nossa, deve ser muito bom ser do Shalom, queria fazer parte também para sorrir assim”. Os shows eram todos muito bem aplaudidos pela galera que estava lá, nos traziam Deus facilmente. O jingle, as apresentações, enfim… Tudo falava de Deus. Mas, o momento que mais me fez brilhar os olhos, foi a adoração. Ali, Deus com certeza já reservava o meu lugar ao seu lado. Fui evangelizado por um jovem que me convenceu a ir para o Acamp’s Shalom. Vendi rifas faltando pouquíssimos dias para o Acamp’s, consegui o dinheiro e fui. Então, em janeiro de 2013, tive minha primeira experiência com o Amor, que me desconcertou todo, me modelou e me fez um novo homem. Foram seis dias de muitas libertações, muitos choros, muitas alegrias e louvor. Conheci pessoas incríveis que me falavam muito de Deus, que me contagiavam com belos sorrisos que só poderiam vir Dele. Foram dias no Céu, e eu não estava alucinado, não, tudo aquilo era real, “eu vi o Senhor!” Com o passar do tempo, ainda cheguei a me afastar do Shalom, naquele mesmo ano. Eu estava meio indeciso se encararia o tão real mar de Amor ou se queria viver no meu mundo mesmo. Mas, de fato, Deus me queria lá, mergulhando com tudo de cabeça neste Mar de Misericórdia. Não sei se digo felizmente ou infelizmente – porque então resolvi voltar na dor, meio “pisoteado” pelas coisas do mundo –, quem estava lá para me acolher de volta? Deus. Isso mesmo, Ele estava de braços abertos e me amando sem nem me perguntar por onde eu andava. E então, em janeiro de 2014, mais uma vez no Acamp’s, tive outra experiência com o Amor, experiência essa que renovou todas as minhas forças e fez-me perceber novamente que sem Ele nada faço, nada sou. Desde então, não saí mais, só apenas me deixei ser conduzido por Aquele que tudo sabe realizar, pois se Ele me escolheu sabendo quem eu sou, é porque era para ser ali mesmo a minha conversão diária. Confesso que não foram e não são dias fáceis. Manter uma vida de oração requer uma renúncia forte vinda de nós mesmos, e disposição para enfrentar as armadilhas do inimigo, que em tantos momentos tenta nos destruir, fazendo com que tenhamos vergonhas de nós mesmos por sermos miseráveis. O inimigo, muitas vezes, tenta “fazer a nossa cabeça” contra Deus. Por isso, precisamos enfrentar tudo de cabeça erguida, com coragem, porque sabemos que é dessa forma que vamos vencer. Não me vejo em outro lugar a não ser perto Daquele que me livrou do abismo, que quebrou o vaso velho e fez um novo com Suas próprias mãos. Hoje posso dizer com certeza: Sou feliz, Sou de Deus completamente. Quem bem souber quão grande e real é este amor, não perderá mais seu tempo. Deus não invade seu coração, Ele espera que você O deixe entrar. E então, tá esperando o que? Eu, Jackson, sou filho de Deus, amado e eleito, sou Shalom. “Vem com Teu amor, vem com Teu poder, vem em mim vencer, pois não quero mais lutar contra Ti. Quero perder, perder para ganhar, pobre me entregar, pois só preso a Ti eu serei livre para amar” (trecho da canção ‘Livre para Amar’. Álbum Viver pela Fé, de Suely Façanha).

O homem é um ser vocacionado

Ser vocacionado faz parte da essência do ser humano. Todo homem e toda mulher foram, por Deus, chamados a realizar algo que somente aquela pessoa pode fazer. No entanto, a vocação não se restringe a fazer algo, mas a exercer com eficácia uma missão. Esta pode dar-se em uma vida profissional, religiosa, no matrimônio, em qualquer dimensão que Deus assim tenha escolhido, chamado – pois a palavra vocação vem do latim: “Vocare” (chamado). Deus chama e o homem, em sua liberdade, responde como deseja. Um vocacionado, no ambiente em que está inserido, será alguém que ali faz a diferença. Aquele que não tem vocação para realizar a atividade ou ser expressão daquele carisma que lhe foi confiado, por mais que o faça bem, não alcança sua definição plena ou não é, de fato, realizado quanto é o vocacionado. Falando diretamente de uma vocação a um carisma específico no interior da Igreja, é possível constatar esta realidade, ou mesmo em uma profissão, como a medicina por exemplo. Não basta ter desejo ou interesse. Se a pessoa não foi por Deus chamada a isso, sempre vai estar a procura de algo que lhe complete. Vocação é estar inserido, identificado, completamente encaixado naquilo que faz. É possível alguém ser vocacionado a uma profissão, que também é um chamado de Deus, e mesmo assim ter um carisma particular na Igreja. É preciso fazer uma real experiência com a pessoa de Jesus Cristo para, então, compreender, acolher e, enfim, responder à vocação a qual Ele chama cada pessoa. Somente em uma busca sincera, isso será alcançado. O coração de cada homem busca conhecer a que foi chamado, ou seja, qual é a sua vocação. É possível  realizar-se definitivamente.   Maianna Marques Secretária Vocacional – Missão Garanhuns

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