Acamp’s 2018.1 – Deus nos alcança com seu amor

Jovens do Distrito Federal e do Goiás participaram do Acampamento de Jovens Shalom (Acamp’s 2018.1), no Ecoparque Barra do dia, em Padre Bernardo, de 23 a 28 de janeiro, para viver uma experiência única com o amor de Deus. O acampamento teve início com o momento mais importante do dia, a santa missa, presidida pelo padre Célio Lourenço. O primeiro dia de curso começou com o tema radicalidade evangélica, apresentado pela Adriana Segovia, consagrada da comunidade de aliança. Para ela, nós devemos viver uma vida nova com o Senhor. “É preciso ter uma postura de mudança de vida, um movimento de gratidão e clamar o Espírito Santo que impulsiona nossas vidas”, explicou. Um coração é radical quando é desejoso de Deus, alcançado com a vida de oração, a intimidade com Deus e a experiência de pobreza. Um exemplo é São Francisco de Assis, que levou uma vida simples na obediência, pobreza e castidade. “Devemos tomar uma decisão e ir de encontro com Deus. Esse é o caminho da graça”, conclui. José Cosme de Oliveira, mais conhecido como Cosme, é cantor católico e foi convidado para contar seu testemunho aos jovens presentes e emocionou a todos. Com uma infância marcada por abusos, ele cresceu e se envolveu com as drogas. Em uma ação policial na favela, ele ficou escondido em um poço por horas e se viu abandonado por todos. Nesse momento teve sua grande experiência com Jesus. “Eu senti como se o próprio Jesus olhasse para mim e dissesse ‘meu filho eu permiti que você passasse por isso para te dar uma vida nova’. É algo milagroso”, explicou ele.  Após esse momento ele foi até uma igreja, recebeu o abraço de um jovem e se sentiu acolhido pela Igreja Católica. “Apesar de todo o mal que eu fiz, da minha própria fraqueza, Deus faz um bem. Ele me escolheu do seio do comando vermelho para estar vivo e anunciar que Ele é a salvação e a libertação”, contou. Os participantes fizeram uma fila para tocar a cruz de Cristo. À noite, o Cosme cantou e levou todos os jovens a dançarem suas músicas como “homenzinho torto” e “pipoca”. No segundo dia de curso, Maria Wilkyanne, consagrada da comunidade de vida, conversou com os participantes sobre a vida fraterna que leva a Deus. Ela citou a passagem de Eclesiástico 6, 5-17 que fala sobre a amizade. A bíblia conta com vários exemplos que podem nos inspirar. Em I Samuel, 18 e 19, o texto bíblico apresenta a amizade de Jônatas e Davi e a forma como ele age para interceder pelo amigo. Na passagem de Rute 1, 16 e 17, a nora afirma que não abandonará sua sogra, Noemi. Maria apressadamente vai ao encontro de Isabel em Lucas 1, 39. Jesus mostra o amor que sente por seu amigo Lázaro em João 11. “Jesus se faz um só com seu amigo”, afirmou Maria Wilkyanne. Devemos partilhar a vida com os irmãos que confiamos e também saber guardar o que nos confiam como algo precioso. “Para isso é preciso ter um coração disponível, saber escutar e estar próximo”, explicou. Temos ainda exemplos dos santos, como Santa Clara e São Francisco; Santa Teresa D’ávila e São João da Cruz. Miguel Amaro, discípulo da comunidade de aliança, testemunhou em seguida sobre como as amizades foram importantes para o seu crescimento espiritual. Para ele, devemos partilhar a nossa vida com os irmãos. “Essas experiências geram liberdade. Seja um lugar seguro para cuidar e ser cuidado”, afirmou. No terceiro dia de palestras, Luiz Fernando Cipriano, da comunidade de aliança, falou sobre a experiência com Cristo Ressuscitado. Segundo ele, as feridas não determinam a nossa história, mas nos marcam. Quando não perdoamos nós vivemos ao redor da ferida e da dor. “Devemos nos expor ao Cristo Ressuscitado e deixar que Ele toque as nossas feridas”, explicou. Com isso, podemos curar nossas feridas. Para falar sobre vocação, a convidada foi Débora Pires, consagrada da comunidade de vida e vocalista do Missionário Shalom. Ela perguntou aos participantes quem já tinha se questionado sobre a sua missão e o por quê de estarmos aqui na terra. “A nossa vocação é fruto da primeira experiência com Deus”, explicou. Para Débora, é normal ter medo, só não podemos ser covardes ou omissos. “Deus nos dá coragem, destemor e o Espírito de fortaleza para sermos resposta Dele na vida de alguém. Ele tem um propósito”, afirmou. A partir do olhar de Deus encontramos nossa vida e o desejo de liberdade do nosso coração. É aqui na terra que aprendemos a construir o nosso céu. “A resposta vocacional é o testemunho de Jesus Cristo. Nosso último sentido é Deus e devemos viver sob o olhar Dele para ser quem realmente somos”, afirmou. A felicidade não está no mundo, por isso é preciso deixar a palavra do Senhor entrar no coração. Segundo ela, é Ele quem nos sustenta, podemos ser sinal de que é possível viver com Deus e ter coragem de ser o que o Pai quer que sejamos. Ela ressaltou que não há nada de errado em ser o fraco, o vaso de argila. “Ser feliz é questão de ser, de existência e não de bens. Estar na vontade de Deus é receber graças e alegrias que o dinheiro não compra”, disse ela. Para sermos plenamente felizes temos que descobrir e viver a vontade de Deus. “Devemos conhecer, nos relacionarmos e investirmos na amizade com o Pai. Também temos que aprender a desejar estar com Ele e a vida que tem para nós, errar menos, escolher bem e deixar Deus nos transformar”, completou. O Missionário Shalom encerrou a noite cantando suas músicas de sucesso e levaram os jovens a um forte momento de oração e louvor. No sábado, dia 27, chegou o momento mais aguardado: a Efusão do Espírito Santo. “Esse foi o momento que realmente consegui me abrir e depois que acabou, senti uma alegria enorme, tanto que nem me preocupei quando minha prima me deixou sozinha lá na frente. Eu cantei e dancei muito, coisa que eu não tinha feito em nenhum dia”, contou a participante Fernanda Lima. Para ela, 

“Pisar na Praça de São Pedro gerou em nossos corações um grande júbilo”

Há um mês a Comunidade Católica Shalom celebrava, em Roma, 35 anos de missão. Aos pés do Papa Francisco, missionários de diversas partes do mundo puderam renovar a oferta de vida. Um destes foi Sergio Guerra. Consagrado de aliança da missão Brasília, ele viajou com a esposa e os dois filhos para a Cidade Eterna. No percurso de preparação para a viagem e chegada na cidade, Sergio e a família puderam tocar na Providência Divina, que cuidou de tudo e proporcionou grandes e inesquecíveis graças. “Não consigo ter dimensão do que o Senhor quer realizar em mim neste tempo de discernimento para as promessas definitivas no carisma, nem muito menos a partir de sua concretização, mas sei que é algo muito grande e belo. Percebo que passo por uma obra intensa de conversão. No Congresso de Jovens Shalom aqui em Brasília em setembro de 2016, fui enxergando contornos da Vontade de Deus para este tempo. Naquela ocasião, o Moysés nos motivava a ir para a convenção Shalom em Roma, para renovarmos aos pés de Pedro a nossa oferta de vida. Eu nunca estive presencialmente aos pés do Santo Padre e sempre ansiei por este momento. Por isso, aquele apelo do nosso fundador a partirmos para Roma gerou um grande desejo em meu coração em correspondê-lo. Mas, ao mesmo tempo, a minha humanidade, a minha incredulidade e a confiança em mim mesmo foram minando este ímpeto. Sim, eu fui planejando partir para Roma confiando em minhas forças e capacidades, me organizando da forma que o mundo, que as pessoas do mundo se organizam para fazerem viagens internacionais. Queria achar a maneira mais cômoda e economicamente adequada. Me perdi nas minhas contas e fui arrefecendo neste projeto. Foi então que recebemos na missão a visita de nossa co-fundadora Emmir e do ecônomo-geral Leandro para o lançamento e a divulgação do livro “O Segredo da Providência Divina”. Nas palavras da Emmir fui voltando a escutar a voz de Deus, sobretudo no que se refere ao meu relacionamento com o dinheiro. A Emmir dizia firmemente que o mundo colocou Mámon, o deus do dinheiro no centro, de tal modo que tudo gira em torno dele, as pessoas passaram a viver para servi-lo, de forma que nunca estão saciadas, sempre querem mais, na ânsia de preencherem o vazio de seus corações. Mas este vazio só pode ser preenchido pelo Deus verdadeiro. Sou chamado a viver a economia do Reino dos Céus! Sim, aquela na qual é preciso perder para ganhar, dar sem esperar receber, e com a qual se alimentou um multidão com cinco pães e dois peixes! É essa a autêntica economia que não permite que haja necessitados no meio de nós. Assim, sem perceber, a Emmir e o Leandro foram descortinando a forma sistêmica e mundana que eu ia me relacionando com o dinheiro e ali, na noite daquela terça-feira, eu fui reencontrando a alegria na aventura que é estar abandonado nas mãos de Deus. A partir de então, Deus foi me revelando que era necessário romper com os falsos ídolos e olhar somente para Ele. Nas semanas seguintes isto foi ficando cristalino através das palavras do profeta Daniel, com a passagem da estátua de ouro que evidencia a fidelidade daqueles três jovens e a intervenção divina em favor deles, e na passagem do livro do Êxodo, do bezerro de metal fundido, que o povo de Israel construiu para adorá-lo, traindo a Deus e causando a sua fúria e posteriormente (após a intervenção de Moisés), a sua misericórdia. Em pouco tempo, após essa minha rendição a Deus e submissão a Sua Divina Providência, o Senhor foi abrindo as portas para que a nossa peregrinação à Roma se concretizasse. Passamos (eu, minha esposa e nossos dois filhos) a rezarmos juntos com maior frequência e a sermos fiéis a oração semanal do Beraká. Em todas essas orações Deus revelava algo novo acerca da viagem para Roma. A bondade e o cuidado de Deus nos constrangeram a cada dia da Convenção Shalom 35 anos. Pisar na Praça de São Pedro, tocar o berço da Igreja gerou em nossos corações um grande júbilo por ser Igreja, pela condução de Deus a frente do seu povo durante todos esses séculos. Ainda “anestesiados” diante te tantas graças que tocamos nas visitas a Capela Sistina, Museu do Vaticano e nas Basílicas de São Pedro e São João Latrão, partimos no dia 4 de setembro para a Aula Paulo VI, para o tão esperado encontro com o Santo Padre Francisco – sem sombra de dúvidas o momento mais marcante da nossa peregrinação. Lembro-me que os minutos que antecederam a chegada do Papa foram de muita ação de graças por parte de toda assembleia ali reunida. Com cânticos e louvores expressávamos a nossa gratidão ao Senhor pelo Carisma e pela graça de renovarmos nossa oferta ali, aos pés de Pedro. Foi nesse clima então que as portas se abriram e o Papa Francisco adentrou a Aula Paulo VI com um sorriso largo no rosto e um semblante muito afetuoso. Para nossa surpresa ele parou por um instante bem perto de nós, abençoou os nossos filhos e pude ver no brilho dos seus olhos o quanto aquele momento de contato com o Carisma Shalom o agradou e o cativou. Em seguida, nossos irmãos Juan, Justine e Mateus, testemunharam a intervenção de Deus em suas vidas. E então o Papa foi, a partir das palavras daqueles três jovens, conversando conosco de forma muito livre – ele estava de fato muito à vontade no meio de nós. Ele foi discorrendo, diante do testemunho do Juan acerca do tripé da nossa vocação: contemplação, unidade e evangelização. Em atenção à partilha da Justine, nos disse que é necessário quebrar os espelhos que nos fazem olhar para nós mesmos e lançar o nosso olhar no outro. Por fim em alusão ao relato do Mateus, alertou-nos que é preciso tomarmos consciência da capacidade criativa que temos e da potência de evangelização que somos quando tomamos esta consciência. É impressionante como a partir do instante

Movimentos da Arquidiocese realizam Peregrinação pelos 300 anos de Nª Srª Aparecida

Em honra aos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida, a Arquidiocese de Brasília promoveu uma peregrinação com quatro movimentos da Igreja local. Cerca de 200 integrantes do Focolare, Comunhão e Libertação e Comunidade Católica Shalom percorrem um caminho de 5,6 quilômetros na manhã deste domingo, 1º de outubro. Os peregrinos se concentraram na Catedral Militar Rainha da Paz, na Esplanada dos Ministérios, e seguiram até a Catedral Nossa Senhora Aparecida recitando o terço e cantando músicas marianas. No museu da República, a procissão ganhou a participação dos jovens do Movimento Escalada, que completa 42 anos de fundação em outubro. Juntas, as quatro expressões eclesiais da Arquidiocese celebraram a missa das 10h30, na Catedral Metropolitana, presidida por dom Marcony Vinícius Ferreira, bispo auxiliar de Brasília. Ao partilhar o Evangelho do dia (cf. Mat 21,28-32) na homilia, o epíscopo aproveitou a ocasião do início do mês missionário para frisar a necessidade de se fazer a vontade do Pai gerando uma Igreja em saída. “Para fazer a vontade do Pai é preciso ter os menos sentimentos de Cristo Jesus, servindo os nossos irmãos – se preciso for, até a morte e morte de cruz (…) A vinha de Deus não é dentro da Igreja, mas fora. A Igreja é para aqueles que ainda não conhece Jesus. Uma Igreja em saída, uma Igreja missionária, que não fica presa”. Indulgência do Ano Mariano Para alcançar a indulgência plenária, o fiel tem que estar com a confissão em dia, comungar e rezar em intenção do Santo Padre, o Papa. Desta forma, e de coração verdadeiramente contrito e penitente, para receber a indulgência a pessoa deve também visitar na forma de peregrinação a basílica do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), ou qualquer igreja paroquial do Brasil dedicada à padroeira do país. Para os fiéis impedidos pela velhice ou por grave doença, e por isso não podem visitar algum templo dedicado a Nossa Senhora Aparecida, o documento Penitenciária Apostólica Nº 1015/16/1, estabelece, que também poderão igualmente alcançar a indulgência plenária. Para isso, é preciso “a rejeição de todo pecado, e com a intenção de cumprir onde em primeiro lugar for possível as três costumeiras condições: rezar, comungar e rezar em intenção do Papa; e espiritualmente se dedicarem diante de alguma pequena imagem da Virgem Aparecida, a funções ou peregrinações jubilares, ofertando suas preces e dores ao Deus misericordioso por Maria”. Confira clicando aqui a íntegra do texto enviado pela Penitenciária Apostólica. Segundo a Doutrina da Igreja, “indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida aos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos”. (Norma 1 do Manual das Indulgências).

Só um religioso pode ser missionário?

Mais um mês de outubro se inicia e, com ele, o mês das missões. Mas você pode estar se perguntando… Quem são esses tais missionários que partem em missão? Engana-se quem pensa que a missionariedade só é característica dos religiosos e consagrados. Pelo contrário, a Igreja nos exorta sobre o nosso dever como cristãos de sermos anunciadores da Boa Nova de Cristo, ou seja, nos constitui missionários! O Catecismo da Igreja Católica, no artigo 900, vai dizer que “como todos os fiéis, os leigos são encarregados por Deus do apostolado em virtude do Batismo e da Confirmação, eles têm a obrigação e gozam do direito, individualmente ou agrupados em associações, de trabalhar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e recebida por todos os homens e por toda a terra; esta obrigação é ainda mais presente se levarmos em conta que é somente por meio deles que os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo”. Ou seja, nós, católicos, pessoas que tiveram uma experiência com a pessoa de Jesus, somos diretamente responsáveis por levar este amor àqueles que estão distantes ou que ainda não conhecem a Cristo, através da nossa ousada evangelização e testemunho de vida. Mas é verdade que há alguns a quem Deus chama a uma vocação específica, e impelidos à voz de Deus, literalmente deixam tudo para investir o que são e têm em vista desta grande missão. Hoje, de forma especial, a Igreja acolhe em seu seio as mais diversas comunidades novas, que por meio dos fieis leigos consagrados, contribuem com a vasta tarefa de evangelização da Igreja. Como é o nosso caso, Comunidade Shalom, que temos o espírito missionário como constitutivo do nosso Carisma. Nossos estatutos pedem que “cada membro da Comunidade esteja pronto a ser enviado em missão e a estabelecer comunidades missionárias onde o Senhor nos enviar e o apelo da Igreja nos confirmar” (ECCSh 7). Também não podemos esquecer que em outubro celebramos a memória de grandes santos como São Francisco de Assis, Santa Teresa D´Ávila, Santa Faustina e Santa Teresinha do Menino Jesus, esta última que, mesmo sem sair do Carmelo, é reconhecida pela Igreja como padroeira das missões. Cada um deles, como tantos outros e à sua própria maneira, souberam encarnar a missionariedade em suas vidas. Que este possa também ser o nosso maior desejo, amar a Deus e, por isso, partir em missão, pois como diz São Paulo, “ai de mim se eu não evangelizar” (1Cor 9,16). Afinal, missionários somos eu e você! Victoria Arruda

Florirá!

O Amor transfigura tudo é da um toque de infinito às coisas mais banais! Que Amor é esse? Ele se encontra comigo dia a dia com tamanha Misericórdia em meio às minhas misérias, vai no profundo do meu coração e preenche um lugar ao qual desconhecia, me molda como um vaso de argila nas mãos do Oleiro e faz-me diariamente uma Obra Nova que eu jamais pensei em ser. Sim! Eu tive uma experiência com o Ressuscitado, que ressuscita dentro de mim uma esperança extraordinária ao passar pela cruz diária, que me faz crer no invisível e no impossível na vivência de uma radicalidade ao qual mata o meu egoísmo por inteiro, para me ensinar que os meus planos e sonhos nunca me darão a felicidade que não passa, esperando o tempo para que tudo se cumpra debaixo do céu e experimentando de um Amor que me fere ao contemplar Sua Divindade, que toca na minha humanidade pequena, fraca, miserável e, mesmo assim, INSISTE em mim. É leve, livre, puro, simples, feliz, espontâneo, esplêndido, perfeito, extraordinário, não faltaria adjetivos para expressar o que esse Amor causou em mim, mas o Amor me explicou tudo… “Ele é, e basta”! Porque tão simples e complico tanto? Porque a minha humanidade ferida pela falta de amor no mundo, acha que sou “vítima” de um amor desvantajoso e, no entanto, é o meu egoísmo gritando e querendo me iludir que esse Amor me aprisiona do que eu sou, do que eu quero ser e do que tenho. E isso me faz quebrar a cara milhões de vezes, pois não importa aonde quer que eu me encontre, sempre me sentirei injustiçada e lutando por um vazio que nunca vai me preencher. Mas na verdade, esse Amor não me rouba nada, ao invés disso: Ele me apresente quem sou eu, me liberta de mim, descobrindo a liberdade interior. Tudo que sou e tenho é desse Amor. Eis a fonte e o fiador da minha liberdade, que ninguém pode usurpar. Me sinto como a jovem judia Etty Hillesum que foi morta pela perseguição nazista e deixou o relato: “Em mim há céus que se alastram tão vastos quanto o firmamento. Creio em Deus e creio no homem, sou uma mulher feliz e canto os louvores desta vida.” Este Amor não se aprisiona, muito menos se compra, na verdade me ensina o amor verdadeiro e, portanto, feliz: quando pessoas se dispõem livremente delas mesmas para dar-se uma a outra. Sim, é isso! DAR-SE, DOAR-SE, foi exatamente isso que o Amor fez por mim LIVREMENTE! Agora sim compreendi Santa Faustina em seu diário, “o Amor é um mistério que transfigura tudo o que toca, em coisas belas e agradáveis a Deus. O amor de Deus faz a alma livre. Ela é como uma rainha que não conhece o peso da escravidão”. Eu lutarei insistentemente, declararei guerra se preciso for, para no final poder dizer que O AMOR VENCEU sobre todas as minhas limitações, fraquezas, pecados. Vou gritar que o Amor me amou! Elaynne Marques Ribeiro, filha de Deus, vocacionada da Comunidade Católica Shalom e tudo o que Deus quiser! “Eu não posso me esquecer, que foi Você que me Amou, me olhou nos olhos e deu aquilo que me faltava: a esperança, Senhor! Cumprir a Tua Vontade e quando Você quiser … meu jardim florirá! “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a Tua Vontade” (Lc 1, 38), afinal não podia deixar de citar minha Mãe Maria, que tem grande participação na minha descoberta por este Amor, aquela que é Cheia de Graça, Bem Aventurada, exemplo de entrega e confiança, pura, serena, humilde, sacrário vivo do Filho. Em seu doce amor cuida tão bem de mim, me fazendo dócil à vontade de Deus mesmo na minha ingratidão de filha. Tudo para me ensinar a ser persistente à voz do Filho, me dizendo constantemente: “Fazei o que Ele vos disser”. (Lc 2, 5) Eis a consequência extraordinária desse Amor de Deus que florirá… Teu chamado, Tua vontade, minha entrega, minha felicidade! Shalom!                                                                                                               Elaynne Marques, vocacionada da missão Brasília

Brasília Retiro Geral do Projeto Família

Se você é ou foi ovelha de grupo de oração no Shalom Asa Sul. Se você é ou foi ovelha nos grupos de oração em Taguatinga. Se você é casado e participa de algum grupo misto. Temos um convite pra você e toda a sua família!! ”Só haverá um mundo novo, se houver famílias novas” Retiro Geral do Projeto Família ? 14 de outubro ? em breve aqui o local – provavelmente no Shalom da Asa Sul ? Valor: Gratuíto ? Inscrições: https://comshalom.org/brasilia-retiro-geral-do-projeto-familia/ ℹ Mais informações: (61) 99250-0250   (clique para mandar um zap)  

O dia em que fui visitar um presídio…

Me chamo Abigail, tenho 21 anos e sou vocacionada da Comunidade Católica Shalom em Brasília. E hoje venho contar uma experiência que tive através do meu ministério que é a Promoção Humana. Lembro-me de uma vez que falei para Deus que eu tinha muita vontade de conhecer um presídio, então eu esqueci que tinha falado e isso me mostrou como ELE vê e percebe tudo que há dentro de nós, no nosso íntimo, Ele nos conhece melhor do que nós mesmos, então foi quando eu menos esperava tive a oportunidade de ir e de mergulhar no amor Dele. E foi nesse momento que desejei fazer muito além do que somente existir, eu queria me sentir viva e o que me dava essa sensação de estar viva era servir ao outro. A promoção humana me salva e vejo como Deus me ama nesse ministério me fazendo experimentar do Cristo pobre, esquecido, marginalizado, aquele Cristo que ninguém se importa, mas Ele me deu essa graça de experimentar desse verdadeiro Amor que é dar e não receber e nem esperar nada em troca. Dia 05/08/2017 foi a primeira vez que eu fui a um presídio e não sei explicar ao certo o que aconteceu, mas só sei dizer que Deus estava lá, o Deus todo poderoso desceu do seu trono para vir ao encontro dos seus pequeninos, ELE que ao mesmo tempo é tão grande, tão poderoso se faz tão pequeno para nos amar. Quantas vidas tão novas, estão vivendo muitas vezes, sozinhos, sem amparo, e a carência deles é muito grande por um afago humano. Eu cheguei lá completamente insegura e nervosa e ficava perguntando para Deus como seria, o que aconteceria e no meu coração eu apenas sentia, confia e venha descobrir junto comigo, e eu não precisei fazer nada, somente me dispor a está lá com eles e para eles, cheguei cheia de preconceitos e Deus me desestruturou, nesse momento eu pude experimentar da minha miséria do quanto eu julgo sem perceber e quando reconheci isso pedi perdão e foi nesse momento que eu percebi para o que eu nasci! Minha vida teve um sentido naquele momento e o sentido estava em amar sem reservas. Tenho certeza que eu ganhei muito e como fui alcançada e moldada e foi como se as escamas tivessem caído dos meus olhos e pudesse sentir e olhar para o ressuscitado. Eu experimentei daquela sensação de sair de si mesmo para que Deus aja, sou grata á ELE pela Promoção Humana e grata pelos meus irmãos de ministério que se dispõe a dar seus corações por essas vidas, esse dia foi diferente, eu senti algo diferente e pude experimentar desse Amor puro, mesmo não merecendo. Se você tem a oportunidade de ajudar alguém, de rezar por alguém, faça, não esperando ser reconhecido, mas para experimentar da misericórdia de Deus.                                                                                                                                                                 Victoria Arruda

“Descobri que vale a pena tudo deixar por Jesus”

Terminando o mês de agosto, o mês das vocações, conheça a história de uma jovem que resolveu deixar tudo em Recife para passar um ano em missão na capital do país. “Meu nome é Victoria, tenho 23 anos, sou natural de Recife (PE) e formada em jornalismo. Nasci em uma família católica, mas por grande parte da minha vida via Deus com certa distância; eu tinha uma vida “normal”: família, amigos, carro, faculdade, muitos sonhos e planos pro futuro, mas sabia que no fundo, no fundo, existia um vazio em mim, que não podia ser preenchido por nada nem ninguém.Até que em agosto de 2013, depois de ter ido para a Jornada Mundial da Juventude no Rio (por insistência de uma amiga que estava morando lá na época), voltei para casa inquieta por ver tantos jovens como eu que não apenas faziam parte da Igreja, mas que eram Igreja! Decidi me engajar em algo, descobrindo que haveria um encontro de jovens promovido pela Comunidade Católica Porta Fidei perto de onde morava, e foi lá onde tive uma experiência com a pessoa de Jesus Cristo. Esse encontro mudou a minha forma de me relacionar com Deus: antes longe, agora O via como um amigo, alguém que está vivo e está sempre comigo. Caminhei no Porta Fidei por dois anos e sou grata por terem sido verdadeira “porta da fé” para mim. Mas em agosto de 2015 senti em meu coração o desejo de encontrar o meu lugar na Igreja e comecei a procurar outras comunidades. Após ter ido ao Halleluya em Fortaleza, decidi conhecer mais o Carisma Shalom ao voltar para casa.Logo que cheguei ao Shalom comecei a experimentar do Carisma através do serviço, e logo depois, em novembro, fiz o Seminário de Vida no Espírito Santo e entrei em um grupo de oração. Depois disso, tudo aconteceu rápido demais. Ingressei no Vocacional e vivi um ano de muitas bênçãos, pois tudo ainda era muito novo e eu ainda estava experimentando do Carisma. Também vivi as dificuldades, os desafios e as renúncias, frutos da nossa decisão por Deus e por Sua vontade.Durante todo o ano passado, em oração, Deus me falou muito sobre ir em missão, me dando várias passagens e moções. Mas eu sempre achava que era uma coisa a longo prazo, ou queria conciliar com os meus planos pessoais de sair de Recife para estudar. No final do ano, após o retiro vocacional final, decidi mandar carta para a Comunidade de Aliança. Uma semana antes de sair a resposta, a secretária vocacional me ligou, dizendo que a Assessoria Vocacional estava querendo me enviar como jovem em missão, e perguntou se eu estaria disposta. A essa altura, eu já havia me formado e estava há cerca de oito meses sem conseguir emprego. Dois dias antes da secretária me ligar, eu tinha recebido uma possível proposta de emprego em um grande jornal, além de também ter conseguido um trabalho freelance. Claro que tudo isso pesou e a ideia caiu como uma bomba. Afinal, minha vida parecia finalmente estar entrando nos trilhos. Mas depois de processar tudo isso, fui rezar para saber qual era a vontade de Deus e Ele falou de forma tão clara que mesmo com o medo e a insegurança que gritavam dentro de mim, eu sabia que Ele me chamava a ir. Uma coisa que um amigo me falou ficou muito forte e foi o 1% que faltava para eu aderir à vontade de Deus; ele disse: “Vic, Deus te dá a oportunidade de ser feliz como você quer, com esse emprego e tal, mas Ele quer te fazer feliz como você nunca imaginou”. E realmente, hoje, vivendo este tempo de missão em Brasília, experimento a cada dia da cruz e ressurreição, entendendo que tudo que vivo é em vista de algo maior. Nem sempre é fácil, mas é um caminho de felicidade. Me sinto muito feliz podendo ofertar a minha vida, com tudo o que tenho e sou para que outras pessoas possam também experimentar deste Amor que, sem mérito algum, encontrei. Em missão, descobri que vale a pena tudo deixar por Jesus, vale a vida”. Victoria Arruda

“Jesus, acho que enfim encontrei o meu lugar”

Me chamo Wanessa Portugal, tenho 23 anos e sou formada em Tecnólogo em Radiologia. Conheci a Comunidade Católica Shalom há alguns anos através da Ana Paula (hoje consagrada da Comunidade de Vida), mas nunca tive interesse em participar de algo da Comunidade. Alguns anos depois, um jovem da obra me chamou pra participar do Pegando a Estrada, que seria o primeiro acampamento pra universitários na missão de Brasília. Mesmo participando de grupo de oração na paróquia, algo dentro de mim ainda não tinha sido saciado, eu ansiava mais do que eu conseguia ter e, por isso, aceitei o convite. Vivia um carisma totalmente oposto ao que o Shalom oferecia, porém, de alguma forma Deus me conduzia até ali e, assim, no dia 31 de outubro de 2014 fui pro acampamento. Não precisei de muito: assim que cheguei na Barra do Dia, onde aconteceu o acampamento, olhava pra todos os lados e via jovens, não somente jovens, mas jovens FELIZES em se ofertarem em vista de outros jovens que também ansiavam ter aquela mesma experiência que eles tiveram com Deus. Confesso, me senti um pouco descolada por já ter tido uma experiência com Deus e por não ver graça em todas aquelas coisas animadas, mas enquanto eu estava parada, ficava observando que não existia somente a forma “contemplativa e silenciosa” de amar a Deus: eu também poderia ama-Lo dançando, cantando, batendo palmas … e tudo aquilo foi me envolvendo, gerando em mim o desejo de ser também como aqueles jovens, onde a alegria deles me levavam a contemplar a face do próprio Deus. Na tarde do segundo dia eu pedi pra uma jovem me acompanhar, a Pabline Coimbra (após o acampamento se tornou pastora do grupo, o Kadosh). O olhar daquela jovem me constrangia, porque eu pensava: “Como ela consegue ser tão feliz por estar pagando pra servir em um acampamento, em uma lanchonete, consumida e com um sorriso de canto a canto se fazendo disponível pra me ouvir e rezar por mim?” Os meus santos de devoção sempre foram Santa Teresa de Calcutá e São João Paulo II. Pra mim, a grande marca deles sempre foi o olhar e o sorriso e, poder ver isso naqueles jovens me fazia pensar: “Jesus, acho que enfim encontrei o meu lugar”. E, de fato, encontrei. O desejo daqueles jovens que serviam no acampamento, se tornou o meu. E, por esse anseio de que tantos outros jovens pudessem ter essa mesma experiência que eu tive com o amor de Deus, pedi para a Comunidade me enviar em missão. Hoje sou jovem em missão em Teresina (PI) e também vocacionada da Comunidade, onde trilho um caminho de discernimento pra me consagrar no carisma. Trago desse acampamento a certeza de que não existe uma experiência com Deus que não possa ser renovada, e renovada de tal forma que em nós não existirá mais nada além do desejo de nos ofertarmos inteiramente para que outros jovens também experimentem desse mesmo Amor. Wanessa Portugal Vocacionada enviada como Jovem em Missão para Teresina (PI)

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