Cristo: a expressão de amor e perdão na subida ao Calvário

Cristo: a expressão de amor e perdão na subida ao Calvário No segundo dia de retiro de Semana Santa da comunidade Shalom o frei Claudiano de Aragão ministrou a palestra para os participantes. Como toda a Igreja está vivendo o Tríduo Pascal nesses últimos dias, a Semana Santa é o momento mais importante do tempo litúrgico.  O frei Aragão motivou a plateia a ter um novo olhar sobre a Sexta–feira Santa. Ele iniciou a pregação refletindo no sofrimento de Cristo no calvário, onde ele sentiu-se desamparado pelos apóstolos e até mesmo pelo próprio Deus. “Jesus em pleno sofrimento e abandono, disse ao pai para perdoar aqueles que o faziam sofrer. O Senhor é um grande advogado, o mediador entre o céu e a terra”, afirmou. A postura de Cristo no momento de grande sofrimento sempre foi o amor. O Senhor poderia pedir a Deus justiça aos que o condenaram, mas escolheu a misericórdia. “Ele recebeu todo tipo de calúnia, ultrajes e deu a benevolência. Recebemos tanta bondade do Altíssimo e damos males aos outros”, refletiu. Apesar disso, durante a trajetória da vida corre-se o risco de abandonar Deus, mas ele não desiste de nós. O consagrado também apontou o segredo para o verdadeiro perdão e convidou a comunidade a refletir sobre a profundidade do pedido de perdão de Jesus. Ao interceder ao Pai sobre aqueles que zombavam e o açoitavam, não exigiu nenhum castigo sobre eles. “Passamos a vida inteira remoendo o passado e não perdoamos e na última hora podemos não ter tempo de pedir perdão”, acrescentou. O frei ensina que o primeiro passo para quem deseja perdoar é rezar pela pessoa. “Se o próprio Jesus nos perdoou que direito temos de condenar o irmão”, questionou. Outro momento da paixão que foi muito significativo foi o encontro de Jesus com o bom ladrão. Ao lado do crucificado pediu insistentemente o perdão das suas faltas e desejava o céu. Por outro lado, Jesus poderia lembrá-lo de todos os erros dele, mas ofereceu a salvação e a gratidão em atendê-lo. Já no alto da cruz o Filho do Homem nos dá Maria por mãe, um verdadeiro presente para a humanidade. “Se você está fraquejando na fé chama por Nossa Senhora. O próprio Cristo não se importou de ter nós como irmãos, logo nós que somos fracos e pecadores”, afirmou. Ao chegar a última hora do Divino Mestre ele pronunciou a frase “Meu Deus, Meu Deus, porque me abandonastes?” (Mt 27:46). Ao mergulhar mais profundamente nessas palavras de Jesus, percebe-se que naquele momento experimentava a distância de Deus, pois não o chamou de pai. “Durante toda a sua vida sobre a terra ao se relacionar com Deus Pai, sempre o chamava de Pai, mas naquele momento o tratou por Deus”, disse. No ponto de vista do frei, a marca do pecado original é muito forte em cada um de nós, consequência disso é que podemos tratar o Senhor como Deus ou Pai. Porém, para Jesus fazia toda a diferença em chamá-lo de pai. Os últimos suspiros, cada gesto e cada fala têm um ensinamento profundo. Quando o Cristo disse que “Tudo está consumado” (Jo.19,30), significava que cumpriu toda a vontade de Deus. “O herói divino vê concluída toda a sua obra na terra. Ali fechou os olhos e morreu o autor da vida”. Ao passar por situações delicadas, por vezes muito difíceis, caímos na tentação da falta da esperança. “Por mais que você passe por sofrimento, una a sua dor a dor d’Ele e você nunca irá se desesperar. A cruz sem amor é dor, é loucura. Abrace a cruz com amor”, finalizou.   Por Jéssica Costa

Via Sacra apresenta a vitória do amor na Cruz

Nesta sexta-feira, dia 30, foi realizada na Paróquia Nossa Senhora de Fátima a encenação da Paixão de Cristo. Uma tradição que atravessa séculos e nos faz recordar a caminhada de Jesus desde o Tribunal de Pilatos até o Monte Calvário, momento em que podemos meditar seu sofrimento e compartilhar sua dor. Este caminho compreende quatorze estações ou etapas, cada uma das quais apresenta uma cena da Paixão a ser meditada. A real causa da morte de Jesus: ele foi considerado o maior blasfemador da face da terra porque se identificava com Deus. À medida que nós como filhos frágeis vivenciamos esse momento de morte e sofrimento, choramos a dor de Cristo, mas aguardamos esperançosos pela experiência da ressurreição. Então, Deus nos acolhe como seus filhos, mesmo sendo falhos e pequenos. E como forma de amor e sacrifício de vida eterna, entrega seu Filho Único que assume nas suas chagas as nossas chagas, em suas feridas as nossas feridas, para nos ensinar o caminho da cruz. É um momento em que nós como irmãos, podemos assumir as dores da humanidade, daqueles que mais sofrem, que são esquecidos e humilhados. Assim como Jesus também nós devemos nos compadecer de toda situação de injúria, desigualdade, guerra e dor. Dessa forma, veremos a cruz como sinal de paz e felicidade, já que a cruz sem amor é dor e loucura, mas se unirmos a nossa dor com a de Cristo, o sofrimento não dominará a nossa vida. A mensagem da cruz é o amor! Experiência jovem Yan Araújo acha que atualizar esse mistério de dor e sacrifício o faz pensar que ele é um dos responsáveis por isso, mas também o faz relembrar de sua história, de onde Jesus o tirou e de que Ele é capaz de ir muito além. “Deus é capaz de mais do que ter feito o que fez naqueles tempos, fazer isso hoje, indo até nossas profundezas, naquilo que mais me dói, e ali resgatarmo-nos. Não é um dia de luto, é um dia de esperança e a esperança da ressurreição é o que me faz querer acordar todos os dias e viver minha vocação, querer rezar e querer estar com Ele.”   Bárbara Maria Mendes, relata que particularmente foi uma experiência muito forte. “Todos os anos nós renovamos como comunidade o nosso compromisso de realmente contemplar o Cristo que é crucificado e que morreu pelos nossos pecados e aprender todos os dias a valorizar os sacrifícios de Cristo, dando a nossa vida por amor a Ele da mesma maneira que Ele deu a vida por amor à nós.” Bastidores   Luís Silva representou Jesus Cristo na Via Sacra e diz fazer esse papel desde 2008, mas a cada ano é uma nova experiência. “Acredito que Deus tenha que fazer muito em mim para que eu possa transparecer para o público no momento da apresentação” afirma o ator. Ele relata que essa é a época que mais consegue rezar, se colocando diante de Deus e apresentando suas fraquezas como pecador.   Por Bruna Fernandes    

Comunidade Católica Shalom promove retiro de Semana Santa em Brasília

  A semana santa é o tempo em que nos unimos a Jesus e com Ele entramos em Jerusalém para vivenciarmos sua paixão. Esse período cria em nosso coração a expectativa e a alegria da ressurreição. Para mergulharmos profundamente na paixão de Cristo a missão de Brasília da Comunidade Católica Shalom realizará o retiro de Semana Santa que vai acontecer de 29 de março a 1 de abril, no Santuário Nossa Senhora de Fátima (706 sul).   O retiro terá início na quinta-feira às 14h30 com pregação e adoração e a celebração de lava-pés será às 20h na Catedral Metropolitana de Brasília. Na sexta-feira teremos a apresentação da via sacra e às 15h a celebração da paixão do Senhor na Catedral; no sábado a partir das 14h30 teremos pregação e às 20h a solene Vigília Pascal na Catedral. No domingo todos são chamados a refletir sobre a ressurreição de Jesus Cristo, finalizando o retiro com a celebração eucarística às 18h no local do evento. “O retiro é um momento de grande proveito espiritual para quem é da comunidade, mas também para todos os cristãos que querem estar voltados para Deus em oração nesse momento de quaresma”, diz padre Célio Lourenço, sacerdote responsável pela missão de Brasília.  Ele enfatizou a importância da vivência do retiro já que é uma experiência com a espiritualidade do tríduo pascal, que se inicia com a celebração do lava-pés. “Temos a oportunidade de nos unirmos a Jesus desde o momento que ele é entregue e vivenciarmos a sua paixão na sexta-feira. No sábado é o dia do grande silêncio e expectativa, de refletirmos unidos à Virgem Maria sobre a morte do Senhor e a espera da sua ressurreição e no domingo é o dia de nos alegrarmos com a ressurreição do Senhor”, afirma padre Célio. Tempo de conversão A quaresma é um período de quarenta dias contados a partir da quarta-feira de Cinzas e que tem seu término no Domingo de Ramos. É um momento em que os cristãos se dedicam à penitência em preparação para o mistério pascal. A duração da quaresma está baseada no símbolo do número quarenta na Bíblia. Alguns fatos podem ser citados como os quarenta dias do dilúvio, os quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, os quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, os quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública e os 40 anos que duraram o exílio dos judeus no Egito. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. Esse é um tempo litúrgico de conversão, revisão e reflexão espiritual, no qual Cristo nos convida a mudar de vida, e assim revermos nossas atitudes para que possamos mudar, almejando melhorar para vivermos mais próximos dEle. A Igreja também nos chama a viver esse tempo de escutar a Palavra de Deus, orar, compartilhar com o próximo e praticar boas obras. Em resumo, é o melhor momento para viver uma série de atitudes cristãs que nos ajudam a nos aproximarmos de Cristo. Por isso, a quaresma é o tempo do perdão e da reconciliação fraterna. Cada dia, durante a vida, devemos retirar de nossos corações o ódio, o rancor e a inveja que se opõem ao nosso amor a Deus e aos irmãos. Nesse tempo aprendemos a conhecer e apreciar a Cruz de Jesus. Com isto, aprendemos também a tomar nossa cruz com alegria para alcançar a glória da ressurreição.     Por Bruna Fernandes    Informações Vem navegar no nosso portal! Acesse nossas redes sociais para mais fotos, vídeos e matérias.  

Participantes contam suas experiências com o Renascer

O Renascer é um evento proporcionado pela Comunidade Católica Shalom nos dias de carnaval para levar a alegria que não passa. Muitos dos participantes tiveram seu reencontro com o amor de Deus e outros se surpreenderam pela primeira vez. Confira alguns testemunhos dos participantes: Hellen Fonteles “Moro em Águas Lindas e estou aqui a convite de uma amiga. Estou conhecendo a comunidade pela primeira vez e sinto uma alegria que transborda dentro de mim. Eu não acreditava mais em Deus, passei por situações difíceis e alguns conflitos na minha família. Por esses motivos cheguei a perder o sentido da vida, fugi de casa, andava com más amizades, me envolvi com bebidas alcoólicas, cheguei até mesmo a tomar 82 comprimidos para acabar com minha vida e nada me aconteceu. A única coisa que fazia era ficar dentro de um quarto sozinha e chorando. Não conseguia mais sentir a presença de Deus em mim, parecia que ele estava distante. Quando cheguei aqui já tinha escutado falar da comunidade Shalom, mas ainda não tinha encontrado Deus de uma forma tão profunda. No decorrer do encontro fui até um grupo de pessoas do ‘aconselhamento e oração’ e lá Deus falou muito comigo. Percebi que estava com sede de Deus, mas estava procurando em outros lugares o que somente o Senhor poderia me proporcionar. Outro momento forte foi durante o espetáculo ‘O Canto da Írias’ onde pude sentir que a minha vida se passava durante a apresentação. A partir de agora quero uma vida nova, fazer amizades em Deus e quero caminhar na comunidade para fazer parte dessa família.” Ana Clara Cumpertino “Desde o primeiro dia Deus tem se mostrado de uma forma muito simples e impactante na minha vida. Percebi a grande misericórdia do Senhor comigo, compreendi que para Deus não importa as minhas quedas e fracassos Ele me aceita da forma que sou. Como o próprio nome do encontro diz ‘Para Deus nada é impossível’ estou vivendo essa verdade aqui. Deus está realizando o impossível na minha vida e me fez entender muitos questionamentos que trazia comigo, experimentei seu grande amor, ternura e paciência.” Francisca Farias “Pra mim foi um renascimento. No Renascer o Senhor me deu uma nova oportunidade para recomeçar a minha vida. Nesses dias senti como se o próprio Cristo me abraçasse. Nos momentos de adoração sentia Deus vindo ao meu encontro. Cheguei triste porque estava passando por uma situação difícil na minha vida e me sentia sozinha. Aqui Deus me deu uma folha em branco que significa a minha vida e Ele vai reescrever a minha história. Quero dar continuidade no que experimentei aqui e vou me engajar no grupo de oração da comunidade.” Manoel Júnior “O Renascer foi uma das experiências mais fortes que tive com o amor de Deus. No momento da efusão do Espírito Santo senti que Deus me amava e não importava o que tinha feito no passado, pois Ele me aceita do jeito que sou. O curso sobre a castidade foi muito forte, pois aprendi a olhar a vida sobre uma nova perspectiva. Em um desses dias de curso ouvi o testemunho de um casal bem jovem e comecei a entender o valor da espera em Deus. O Senhor me mostrou que é possível ser de Deus sem deixar de ser jovem. É viver nesse mundo sem ser do mundo.” Por Jéssica Costa

Renascer reúne mais de 2 mil pessoas em Brasília

No último dia do Renascer os participantes tiveram um momento especial: a Efusão no Espírito Santo. Com o coração inflamado e renovado pelo Espírito Santo eles participaram do último dia de formação. À tarde participaram do curso de espiritualidade com Joyce Sueli, consagrada da comunidade de vida, que partilhou com os participantes a sua história de vida. No início da palestra, ela revelou que os sofrimentos não são maiores que nós porque o Senhor nos dá a graça de superá-los. “Deus não criou o sofrimento e nem a dor”, afirmou. Ao decorrer do curso ela falou que somente pela oração pessoal Deus a reergueu da grande dor de perder o pai. Explicou que ao passar por essa situação se questionava muito e o primeiro culpado que encontrou foi Deus. Ao longo desse caminho do luto percebeu que se preocupava muito consigo mesma e somente pensava na ausência que o pai iria deixar. “Deus se revelou muito nesse tempo, Ele deixou bem claro que eu estava muito centrada em mim, mas, Ele estava pensando no todo, na salvação do meu pai”, disse. Depois desse momento difícil com o falta do pai, revelou também que passou pela dor de perder o irmão e contraiu uma grande enfermidade. “Às vezes no hospital eu estava numa depressão profunda e minha oração era ‘Senhor porque me abandonaste?’ Isso me unia mais a Jesus, pois era a mesma oração que Ele fez na cruz”, acrescentou. Para a consagrada, esse foi um tempo de viver na própria carne a verdade em que pregava: a vida eterna que passa pela cruz. Portanto, o Senhor permite o sofrimento para um bem muito maior. Contou aos participantes que há um segredo para encarar o sofrimento com a força necessária. “É preciso aceitar que somos fracos e enquanto estivermos aqui na terra vamos passar por momentos difíceis. Porém, que isso possa nos unir mais a Cristo e sermos felizes para sempre no céu”, concluiu. Namoro santo Os jovens enviaram perguntas relacionadas ao tema da castidade que foram direcionadas para os membros da Comunidade Católica Shalom. A mesa-redonda foi formada pela Clésia Silva, celibatária e formadora comunitária e consagrada da comunidade de vida; Maria Wilkyanne, coordenadora do Projeto Juventude para Jesus (PJJ) de Taguatinga e consagrada da comunidade de vida; Cíntia Castro, consagrada da comunidade de aliança; Matheus Tonhá, discípulo da comunidade de aliança e Jonathan Rodrigues, postulante da comunidade de aliança. Questionados sobre como viver um namoro santo, Cíntia respondeu que é preciso ser santo no dia a dia, incluindo o namoro também, e entender nosso valor como pessoa. “Ser chamado a viver a santidade no namoro é conhecer suas fraquezas e limites”, afirmou. Os participantes perguntaram sobre a caminhada para o namoro na Comunidade. Maria Wilkyane explicou que o início da caminhada se dá com a amizade. Com isso, se deve partilhar com o acompanhador e trilhar um caminho de oração. “É preciso pedir a condução de Deus e viver o tempo de espera para perceber se aquele sentimento permanece e cresce”, explicou. É um tempo de discernimento para os dois até que saia a resposta se o namoro é permitido ou se não é o momento.  A respeito da caminhada no celibato, Clésia partilhou com os jovens que sentia que Deus a chamava para algo diferente. “Deus reserva algo para nós e Ele revela no lugar certo na hora certa”, frisou. Quatro passos para fazer seu filho rezar Padre Douglimar Estevão, consagrado da Comunidade Católica Shalom, conduziu o último dia de formação no curso das famílias no Renascer. Com o tema Oração em família: os filhos aprendem a rezar com os pais, o sacerdote aprofundou a segunda carta de São Paulo a Timóteo (cf. II Tim 1,1). Pelo exemplo do apóstolo, Douglimar projetou a relação de fé que os pais devem passar aos filhos. “As famílias cristãs precisam transmitir uma fé sincera. O testemunho arrasta quem está em volta. É uma responsabilidade do pai e da mãe educar na fé. Não espere a catequese. Sejam os primeiros a querer que os filhos andem no caminho do Senhor”, sublinhou o padre, que mostrou um pequeno itinerário, com quatro passos, para levar a fé ao seio familiar: Simplicidade – “É mais do que transmitir, é testemunhar. O pai e a mãe que rezam fazem os filhos rezarem. São coisas simples que fazem a diferença”. Atração – “Sou chamada a transmitir a fé de forma atraente, não como um peso. Se eu rezo com meus filhos, eles vão dizer que somos diferentes e, depois, também vão rezar”. Gestos pequenos – “A missão da família é ser Igreja doméstica. O simples fato de abençoar os alimentos, já faz diferença; o fato de pegar a Bíblia e rezar chama a atenção dos filhos”. Oração – “Como os filhos aprendem a rezar com os pais? Levando a família a rezar e fazer com que eles entendam que isso é prazeroso, que dá sentido à vida. Precisamos resgatar a dimensão da família. Como a reconstruir? Pela via da oração. Não se constrói a família sem vida de oração”. Além dos passos citados por Douglimar, a Comunidade Católica Shalom ainda convida as famílias rezarem o Beraká, que, na língua hebraica significa “de joelhos” ou “inclinado”. O Beraká é um roteiro prático de como celebrar a presença do Senhor. Para isso, a família separa um dia da semana para ouvir a Deus em oração e, na Sua vontade, construir o crescimento espiritual e humano da Igreja doméstica. Atividades do Projeto Família em 2018 Organizador do curso para as famílias durante o Renascer, o Projeto Família já tem atividades agendadas para este ano. O primeiro deles é o Seminário de Vida para Casais, que acontece nos dias 3 e 4 de março, no Centro de Evangelização de Taguatinga, próximo à Praça do Relógio. Durante o evento, os filhos dos casais também poderão fazer um seminário com linguagem adaptada. Já entre os dias 4 e 6 de maio haverá o primeiro Retiro para Homens do Shalom Brasília. Carmadélio Souza, casado e consagrado de aliança do Shalom, ministrará o encontro que terá vagas limitadas.

Conheça as atividades do Shalom

Durante o Renascer a Comunidade Católica Shalom preparou 10 stands para apresentar à comunidade externa os trabalhos e projetos desenvolvidos. Conheça um pouco das nossas atividades:   Benfeitor da Paz: Os benfeitores da paz na Comunidade Católica Shalom são aqueles que acreditam na missão e na evangelização dos jovens e famílias. Assim tornam-se colaboradores mensais com o valor que se sentem chamados a ofertar. Essa doação é canal da providência de Deus e colabora com o sustento de mais de 800 missionários espalhados pelo Brasil e pelo mundo, além de manter os eventos e grupos de oração formados por crianças, jovens e casais. Também colabora na assistência humana e espiritual das pessoas em situações de enfermidade, privação de liberdade e abandono institucional; acolhe e evangeliza crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social; presta assistência a moradores de rua em albergues e abrigos, possibilitando condições de resgate de sua dignidade e lhes dando a possibilidade de conhecer o amor de Deus.   Renart: É o espaço cultural na Comunidade que engloba o projeto responsável por todos os espetáculos da missão, o ministérios relacionados e a escola de arte, que oferece sete modalidades de aulas para as pessoas de todas as idades. São elas: dança contemporânea, coral infantil, violão, baixo, hip-hop, canto e teatro. As inscrições estão abertas até o início de março e o link para inscrição se encontra na página oficial do instagram @renartshalom.   Shalom na JMJ: Funciona para a divulgação dos pacotes para que a comunidade participe da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que acontecerá em 2019, no Panamá, entre os dias 21 a 27 de janeiro. Os pacotes saem no meio do ano e o diferencial é a inclusão da pré-jornada na Costa Rica ( 16 a 21 de janeiro), além do Encontro Geral dos Jovens Shalom que será no dia 28 de janeiro.   Vocacional: O stand serve como divulgação do caminho vocacional na comunidade, que tem duração mínima de um ano, tendo início com o Vocacional Aberto – primeiro encontro vocacional do ano, que acontece no mês de março. É voltado para todos se que sentem chamados a uma vida de intimidade com Deus, que é vivido através do itinerário espiritual e formativo da Comunidade, o Caminho da Paz. Ana Luíza, de 18, anos atualmente postulante da comunidade de vida, diz “no ano vocacional devemos estar atentos, confiantes e abandonados na vontade de Deus.” Nesse ano de muitas experiências profundas, é um tempo de discernir se realmente somos chamado à vocação Shalom, se há amadurecimento necessário, e se sim, imgressar da Comunidade de Vida, Comunidade  de Aliança ou Obra.   Projeto Família: O projeto família teve início com a necessidade que a comunidade viu de acolher os casais que começaram a participar dos grupos de oração. A comunidade se preocupou em acolher, formar e aprofundá-los na experiência com Deus. Com o tempo, o desejo pela evangelização abriu espaço para seminários e atividades como retiros para homens, retiro para casais, seminários de vida no espírito santo, missa para as crianças e acampamento para as famílias. Todos como comunidade rezando, formando e sendo sustento uns para os outros.   Renascer para as crianças O Renacer Kids é uma extensão do Projeto Kids no qual crianças de 0 a 12 anos são convidadas a viver o caminho da paz. As crianças são divididas em 4 grupos por faixas etárias: de 0 a 3 anos, acompanhados pelos pais, de 4 a 6 anos, de 7 a 9 anos e de 10 a 12 anos, para que assim o acompanhamento seja melhor. O projeto kids é um itinerário para crianças, promovendo uma formação humana para os pequenos e incentivando uma vida de oração desde o início. Maria Luíza, de 10 anos, veio com os pais e os três irmãos, disse que “o evento está mais legal do que o ano passado e que está aprendendo bastante”.   Dessa maneira, as crianças são acompanhadas nos eventos dentro da comunidade e nos grupos de oração que acontecem às terças e aos sábados, nos centros de evangelização da Asa Sul e Taguatinga. A proposta no Renascer Kids é acolher crianças de 4 a 12 anos, divididas em 2 grupos: de 4 a 7 e o outro de 8 a 12. Os que já fizeram o seminário de vida do espírito santo participam de pregações de aprofundamento e os que não fizeram, tem a possibilidade de fazer. A programação acontece de forma dinâmica com direito a ministério de música, missa, adoração, efusão, formação, atividades de fixação e brincadeiras. A diversão nos dias de Renascer ficaram por conta do Dj Abílio que animou a garotada com muita música e com o bailinho da saudade para finalizar o evento. As crianças parecem gostar bastante, como a Kiara de 9 anos que já está no seu terceiro Renascer. Ela disse que gosta muito da música, das danças, das brincadeiras e do lanche. “A pregação que eu mais gostei foi a do Espírito Santo e sobre as línguas de fogo”. Por Bruna Fernandes

Padre Douglimar prega aos participantes do Renascer

Na manhã desta segunda feira, dia 12 de fevereiro, aconteceu no colégio Dom Bosco o segundo dia do Renascer. A pregação ficou por conta do padre Douglimar, de Fortaleza, sobre o tema: “Se posso? Tudo é possível para aquele que crê.” Para ele, nós devemos acreditar que Deus é o senhor de nossas vidas e não trocarmos essa certeza por nada.   “A paz e a felicidade são consequências dessa confiança”, afirmou. Nós como cristãos precisamos lutar para que os valores do evangelho sempre prevaleçam em nossas vidas e assim vamos conviver em comunhão, ao perdoar e compreender o irmão. Com isso, deixamos de lado todo ódio, rancor e ambição.   Dessa forma, o mal não será capaz de viver entre aqueles que tiveram ou desejam ter uma experiência com Jesus Cristo ressuscitado, já que Ele é um Deus que não nos oprime, mas nos resgata e nos segura pela mão. “Conhecendo esse amor, conheceremos a verdade e seremos livres para viver a real experiência de felicidade e confiança”, finalizou. O período da tarde foi voltado para o momento de formação. O curso dos jovens sobre Castidade foi apresentado por Pabline Coimbra, discípula da comunidade de aliança. Segundo ela, o coração tem uma inclinação natural para o que é puro. “Quando se tem uma vida casta é possível organizar a vida afetiva”, explicou ela. Os cristãos devem seguir a castidade como um estilo de vida. Pabline explicou aos jovens como alcançá-la. Ela fez uma comparação com o tripé, que representa o amor, pois sustenta e mantém firme a castidade. A base do tripé é constituída por três dimensões: corporeidade, afetividade e decisão. A corporeidade representa o físico como a presença, o carinho e o afeto. A afetividade é demonstrada no emocional com a confiança, alegria e o respeito. A decisão significa renúncia, sacrifício e espera. “É um tempo que purifica”, ressaltou ela. Se retirar uma dessas dimensões o tripé não se sustenta e cai.  O curso voltado para as famílias com o tema “relacionamento conjugal” foi ministrado pelo casal Tavito e Patrícia, casados há 25 anos e consagrados da Comunidade de Aliança. O relacionamento dos dois se iniciou com um movimento de aproximação e em seguida uma percepção dos interesses em comum. “Ela foi o grande socorro de Deus na minha vida”, afirmou Tavito. Patrícia ressaltou que junto com o amor foi crescendo o perdão porque a raiva não pode ser o grande motivo para o fim de um relacionamento. “Nós precisamos levar a sério que para Deus nada é impossível”, explicou. É um relacionamento em três pessoas com Deus no centro. Aprender a lidar com a raiva e estabelecer um limite é essencial para os dois. Se a raiva for estimulada é capaz de destruir o amor. “Um relacionamento acaba quando ambos não cuidam. Quando as características do outro te afetam é necessário aprender a conviver com essa limitação. Para isso é preciso ser misericordioso”, explicou Patrícia. A dificuldade de comunicação pode ser um problema para os casais. Para isso, é preciso ter momentos de conversa com qualidade e aproveitar os momentos que estão juntos. “É importante o zelo pelo tempo a sós e ser criativo”, frisou ela. A oração deve estar presente em todas as atividades do casal para servir como base do relacionamento. O curso de espiritualidade com o tema “Transformar a dor em Amor” foi ministrado por Kátia Estevão, consagrada da comunidade de aliança. Ela falou que nós vivemos em uma sociedade que não encara o sofrimento da maneira correta. Durante o curso ela esclareceu que existe uma cultura estabelecida entre as pessoas. “Quando o sofrimento chega na nossa vida não temos a força necessária para resolver e as pessoas buscam esconder o problema com algo desnecessário”, afirmou. Durante o curso ela mostrou a importância do sofrer na vida de um cristão. “O sofrimento para nós é uma oportunidade de crescimento, amadurecimento e fortalecimento”, ressaltou. Existem dois tipos de comportamento de como as pessoas encaram a dor: algumas colocam o sofrimento debaixo do tapete e outros se fazem de vítima para os outros. Nenhum dos dois comportamentos é saudável. “É preciso dar tempo ao sofrimento”, recomenda. Ao concluir a palestra lembrou que desde a nossa infância sofremos perdas. É preciso encarar que sempre perdemos algo durante toda a nossa vida. “O sofrimento não é para ser esquecido ou negado. É necessário direcionar a nossa dor para Deus e recebermos Dele a misericórdia “, completou.  

Escola de artes Shalom Brasília abre inscrições 

Diversas modalidades são oferecidas no centro de evangelização da Asa Sul Procurando diferentes formas de pescar almas, Deusinspirou na Comunidade Shalom o Renart, um projeto que desde o ano passado oferece aulas de arte dentro do centro de evangelização não só para os participantes do ministério, como também para toda a comunidade e até o público externo, tomando hoje a proporção de um espaço cultural. O Renart engloba o ministério de artes e a Escola de Artes Shalom. Nesse espaço são desenvolvidas as aulas e a criação de peças de teatro, apresentações artísticas e coros cênicos para os eventos da comunidade como a Via Sacra, o Arraiá da Paz e o Natal. O próprio nome “Renart”, como explica sua coordenadora, Natália Nogueira, sugere renovação, ressignificar a evangelização, sempre com esse propósito, que vai além da capacitação profissional, mas visando a experiência com o amor de Deus. “O ambiente de interação entre os membros da comunidade com as pessoas de fora possibilita a evangelização individual, alcançando um número maior da população brasiliense. É de fato uma porta que Deus abre na comunidade”, explicou ela. As aulas ocorrem no Centro de Evangelização da Asa Sul (507 sul) e custam apenas 70 reais por mês, com exceção do coral infantil, que custa 20 reais por mês. As modalidades oferecidas são: dança contemporânea (terça e quinta 18h/sábado 09h), violão iniciante (segunda 18h/quarta 18 h), hip hop (segunda e quarta 18h/sábado 10:30h), baixo (sábado 10:30h), teatro (sábado 09h), canto (segunda 18h/quinta 18h/sábado 09h/sábado 12:30h) e coral infantil (sábado 10:30h). As inscrições já estão abertas! Mais informações no telefone (61) 98121-5578 e no instragram @renartshalom. Não fique de fora dessa, venha fazer arte com a gente! Por Catarina Torres

Jovens do Distrito Federal aproveitam primeiro dia do Renascer

Retiro conta com programação especial e estandes temáticos Neste domingo, dia 11 de fevereiro, centenas de jovens trocaram o carnaval por uma experiência nova: participar do Renascer, retiro promovido pela Comunidade Católica Shalom. O evento acontece de 11 a 13 de fevereiro, no Colégio Dom Bosco (702 sul), e a programação conta com pregações, cursos, renascer kids, teatro, adoração, missas e a festa das cores. Além disso, estandes temáticos como a Jornada Mundial da Juventude e o vocacional. O primeiro momento do dia começou com a adoração. Em seguida, Joyce Sueli, consagrada da comunidade de vida, fez a pregação sobre o tema central do retiro Para Deus nada é impossível. Ela contou seu testemunho e como Deus a escutou nos momentos mais difíceis. Para ela, o Pai pensa de uma forma diferente da nossa e tudo depende da vontade Dele. É preciso esperar pelo tempo favorável. Ela ressaltou que Deus pode realizar o impossível. “Ele nos conhece mais que nós mesmos, por isso pode fazer e realizar muito em nossas vidas. Mas precisamos nos abrir para a graça de conhecer o amor Dele”, explicou. A tarde foi dedicada ao seminário de vida no Espírito Santo e os cursos com os temas: como transformar dor em amor, castidade como dom e Família: um grande presente de Deus. A palestrante Kátia Estevão, consagrada da Comunidade de Aliança, apresentou o tema como transformar dor em amor. De acordo com ela, o sofrimento não é um ato de desamor de Deus em nossas vidas. Com isso, não devemos lamentar e questionar o por quê dessas ocasiões. “O sofrimento faz parte da natureza humana”, afirmou. Ela citou a passagem do terceiro capítulo de Gênesis para explicar que a desobediência de Adão e Eva causou a desordem e a consequência é o sofrimento, uma herança inevitável. A obediência é sinal de confiança, porém muitas vezes deixamos de confiar na palavra de Deus. Esse processo de sofrimento faz com que fiquemos voltados para nós mesmos e nos afastemos dos outros. “As pessoas estão cada vez mais egoístas. Esse é um processo que elas não conseguem lidar e com isso o corpo sofre”, disse ela. Os sofrimentos podem ser fontes de grandes curas em nossas vidas. A solução é sair de si mesmo para encontrar a própria cura e a do outro. Um caminho é a misericórdia para transformar a dor em amor. Rafaela Costa, estudante de psicologia, está participando do Renascer pela primeira vez e achou o evento muito diferente de tudo que já conheceu. “Deus já está me tocando muito desde quando cheguei na adoração. Gostei da primeira pregação e percebi que Deus age no simples. O curso me chamou atenção porque o sofrimento deve servir para tomar uma decisão de sair de mim mesma”, afirmou. Família: onde o amor dá a vida Silvio e Eliz Roque, consagrados da Comunidade de Aliança do Shalom, ministraram o primeiro dia do curso para as famílias. Com o tema Família: um grande presente de Deus, o casal contou o testemunho da misericórdia de Deus na vida pessoal e familiar. Com 18 anos de relacionamento, destes quatro de namoro e noivado, e 14 de casados, os Roque têm 11 filhos, dos quais dois adotados e um no Céu. Cada um dos filhos foi um dom dado por Deus, um presente que, pela generosidade do casal, mostrou a graça do verdadeiro amor – que esquece de si para se doar completamente ao outro. “O cônjuge é o passaporte para eternidade. É um presente que Deus deu para te santificar”, frisou Eliz a respeito dos desafios da vida a dois. Neste aspecto, Silvio partilhou de um aniversário de casamento em que acordou irritado com Eliz: ele não queria dar nenhum presente a ela por causa do sentimento no coração, mas rezou e percebeu que o verdadeiro amor é decisão, não sentimentos. “Tenho que agir por aquilo que é correto. No outro dia, eu acordei tão feliz, porque consegui amá-la sem estar seguindo meus sentimentos. Me rasguei, me deixei ferir para amar. Isso gerou frutos de santidade”, lembra. Viver a castidade O padre Célio Lourenço conversou com os jovens sobre Castidade como dom e a forma de vivenciá-la. Segundo ele, muitas vezes a castidade é vista como uma proibição, mas a falta dela provoca um vazio e uma busca por preenchimento. A castidade nos faz livres. Devemos buscar a castidade nos relacionamentos como a amizade e o namoro. “A castidade produz frutos como a pureza, a alegria, a liberdade interior, a sinceridade nos relacionamentos e o amor ao próximo”, afirmou o padre Célio. O primeiro terminou com a Santa Missa, presidida pelo arcebispo Dom Sergio da Rocha e a apresentação do Canto das Írias.  

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