Quando duas jovens de Brasília partem em missão

  Quando duas jovens de Brasília partem em missão O que leva uma pessoa a deixar tudo – família, amigos, estudo, trabalho – para dedicar um tempo da vida à evangelização e se ofertar para que outras pessoas experimentem o amor e a misericórdia de Deus? Somente quem escuta o chamado e sabe reconhecer a voz do Senhor, para atender a esta “loucura”. Sabendo que é o próprio Deus quem suscita no coração dos jovens o anseio de partir para evangelizar, a Comunidade Católica Shalom envia “jovens em missão”, por um determinado tempo, às casas da Comunidade de Vida espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. Nelas eles têm uma experiência transformadora. Neste domingo (14), a Missão de Brasília realizou uma Missa de Envio para Wanessa Portugal e Victoria Ribeiro, duas jovens da Obra Shalom que viverão um tempo na Escola de Evangelização de Teresina (PI). Durante a celebração, em mensagem direcionada às duas, o Frei Claudiano de Aragão as encorajou a perseverar, mesmo diante das dificuldades: “Jesus disse ‘quer beber do cálice que eu vou beber?’ É porque quando assumimos uma forma de vida na Igreja, seja no matrimônio, na vida religiosa ou na vida consagrada, e seguimos a Jesus com determinação, você diz ‘que delícia estar na comunidade, que delícia estar em missão’ (…) aos poucos isso vai se perdendo porque seguir a Jesus é beber esse cálice. Nossa Senhora não está aos pés da cruz dizendo ‘que delícia ver meu filho morrer’, Jesus não está na cruz dizendo ‘que delícia ter esses cravos nas minhas mãos’. A esperança que não decepciona deve ser de Deus, venha o que vier, aconteça o que acontecer, caia o que cair, morra quem morrer, tenha saudade ou não de um parente, não importa, o importante é seguir o Senhor. E quando estiverem seguindo o Crucificado não se desesperem, o Crucificado ressuscitará. Esta é a obra que nós acreditamos: o nosso sim a Deus”. Vida ofertada Uma das jovens enviadas, Wanessa Portugal conta que o desejo de partir se deu quando fez uma experiência vocacional na Comunidade de Vida em Palmas (TO) e se encantou por uma vida em especial. “Lá conheci uma jovem em missão de Recife, a Rayssa Siqueira, e me senti atraída pela vida que ela levava dentro da Comunidade de Vida, mas de uma forma diferente, sendo uma jovem que se decidia por este tempo de abandono naquilo que era vontade de Deus, que se abandonava na evangelização. E no Congresso de Jovens Shalom eu comecei a me sentir muito inquieta em relação a isso. Acho que ao ver todos aqueles jovens, me dava o desejo de me consumir e a partir dai eu busquei minha acompanhadora para que pudéssemos rezar com isso, para saber se era realmente vontade de Deus ou se era apenas uma inquietação minha. Nós fomos rezar e Deus ia deixando muito claro que era vontade d’Ele naquele tempo. E cada vez mais ia sendo suscitado dentro de mim o desejo de dar Deus aos homens. O papa Bento XVI diz que nós fomos criados para dar Deus ao homem e era realmente isso que ia sendo suscitado dentro de mim. Era algo que eu ia percebendo: a missão de Brasília não me saciava mais, diante do desejo de evangelizar um novo povo, cultura, estado e realidade”. Tempo de Deus Para Victoria Ribeiro, no entanto, o processo gerou um pouco mais de resistência nela, pois a jovem desejava viver a oferta de vida em meio à sua vida cotidiana – mas Deus a chamava a ir em missão, não como uma imposição. Com o tempo, foi gerando o desejo em seu coração. “Eu lembrei muito do espetáculo Perfeição, quando ele (LIêmIn, o príncipe imortal) morre e vai deixando as roupas para salvá-la, e Deus ia me fazendo entender que Ele morreu por mim; Ele podia fazer outra coisa, mas nada seria tão eficaz quanto. Aí Ele entregou a vida: era isso que Ele queria que eu fizesse. E ia me fazendo entender que era como se eu tivesse dado meus frutos nessa terra e precisasse dar minha vida, morrer, me entregar para que eu alcançasse outras pessoas. Eu fui cedendo e rezando. Deus foi muito claro comigo: Ele me falava que era esse o tempo que eu precisava dar e eu tenho essa certeza de que não posso adiar a minha ida porque essa é a prioridade da minha vida”.                                                                                                                                           Victória Arruda 

Vigília Jovem movimenta final de semana da Capital

O Papa Francisco, nos convida a não vivermos “na ilusão de uma liberdade que se deixa levar pelas modas do momento, mas que apostemos alto”. Venha experimentar do amor de Deus que nos motiva a encontrar o sentido da vida. No dia 29 de abril (sábado) às 22h, acontecerá a nossa Vigília Jovem organizada pelo Projeto Juventude para Jesus (PJJ), no Movimento Eureka de Brasília (906 Norte). Nos últimos tempos temos nos deparado com a desvalorização da vida. Na era da tecnologia, temos deixado que as relações virtuais e impessoais tomem o lugar dos nossos relacionamentos pessoais e emocionais. A sociedade nos induz a buscar a felicidade plena, nos levando a achar que só iremos encontrá-la nos bens materiais e em uma carreira bem-sucedida. Mas já nos alertava Santo Agostinho, quando nos disse: “Fizeste-nos para Ti, Senhor, e o nosso coração inquieto está enquanto não repousar em Ti”. Na busca, muitas vezes, errônea e sem direção para suprir os vazios do nosso coração, buscamos nos satisfazermos em festas, jogos, amizades que não nos preenche, o que acaba nos afastando do Amor perfeito, deixando-nos mais vazios. Te convidamos a apostar alto, buscar o simples e a felicidade que nunca passa. O jovem Gabriel Oliveira participou da última vigília do PJJ e pode sentir esta felicidade. Ele se emocionou com o testemunho do Ronaldo, missionário que faleceu há 22 anos em um acidente de carro e se dedicou a evangelização dos jovens. “A história dele me tocou bastante, Deus me alcançou através da sua história. Me senti motivado a entrar na Comunidade, fui muito bem acolhido por todos”. Venha ter um momento com o Amado, na noite do dia 29, para sentir que a nossa vida vale muito a pena com Deus! Lorena Vale   Saiba mais     Vem navegar no nosso portal! Acesse nossas redes sociais para mais fotos, vídeos e matérias.    

Quanto tempo vale a pena esperar pelo amor?

“Sim, eu conheço os desígnios que formei a vosso respeito – oráculo do Senhor -, desígnios de paz e não de desgraça, para vos dar um futuro e uma esperança’’ (Jeremias 29, 11)  No coração de Deus, existem sonhos para cada um de nós e, na vida, são justamente eles que geram a esperança e, mais que isso, a alegria na espera do bem que está por vir. Quantos são os sonhos que guardamos em nosso coração! Conhecer países, ter uma carreira de sucesso, formar-se no curso que se ama, escrever um livro, deixar um legado para o mundo, encontrar um grande amor, ter uma família…. Interessante notar que a maioria dos sonhos cultivados ao longo da nossa história dependem, em algum nível, do nosso comprometimento, esforço e dedicação para sua realização, entretanto, o sonho de encontrar um grande amor foge a essa regra. Não depende do esforço em uma busca frenética pelo parceiro ideal; tampouco ajuda comprometer-se com uma receita mágica para atrair a pessoa amada. Para que aconteça o encontro com o amor, parece óbvio, mas é necessário deixar o Amor agir. Confiança, abandono, paciência e entrega a Deus são as estratégias que dispomos para realização desse sonho. Foi em 2012, após alguns relacionamentos superficiais, que descobri o caminho para a realização do grande sonho de encontrar a pessoa certa para construir uma família. Esse caminho de confiança em Deus se tornava concreto por meio da oração. Na oração, entendi que, para enamorar-me de alguém, primeiro deveria enamorar-me de Deus, comprometer-me com Ele, experimentar de Sua ternura, de Sua fidelidade, de Seu cuidado, de Sua amizade, de Suas gentilezas e delicadezas expressas diariamente no ordinário de minha vida. E nesse ponto pode surgir uma pergunta: qual importância do enamorar-se de Deus para a realização do sonho de viver um grande amor? Bem, ninguém melhor que o Amor para nos ensinar o que é verdadeiramente amar. No relacionamento com Deus, fui aprendendo a ter os novos parâmetros, a ter critérios justos , a perceber os valores que são essenciais para mim e a viver a deliciosa contradição do amor que dá segurança, mas que deixa livre, do amor que cuida, mas que, também, envia o outro ao mundo como um dom. Nesse processo de intimidade com Deus, as mentalidades distorcidas sobre o amor como: ciúmes, apego, fechamento no casal e dependência foram sendo descontruídas porque, a cada dia, eu provava do amor verdadeiro em Cristo que sempre deixa livre e gera paz. Não é raro ouvir alguém dizer: ‘’eu tenho o ‘dedo podre’ para escolher namorado(a)”, isso porque, ao longo da vida, escolheu pessoas que lançavam sobre ele “seus lixos”, aquilo que havia de tóxico, deixando profundas feridas na auto-estima daquele que era usado como “terreno baldio”. Entretanto, quando nos abrimos a Deus, Ele escreve em nós Sua assinatura e quem nos olha passa a ver o limite: ‘’não posso fazer o que bem entendo com essa pessoa, ela é diferente’’, mesmo que não identifique o que há de diferente, ela intui, sente, percebe, ilumina-se com esta verdade: não posso violar a dignidade dessa pessoa. O reflexo do sagrado passa a ser revelado em nós. Quando nos decidimos pela vida de oração, aprendemos que o tesouro mais precioso que podemos oferecer a alguém não é o nosso corpo ou os nossos sentimentos, embora sejam valiosíssimos, mas a experiência com o Senhor: aquele detalhe de Deus que só eu terei acesso (porque seu amor é pessoal) e que, portanto, só eu posso comunicar. Este é o tesouro que pode atrair o olhar do seu amor a você. Como sei disso? No dia 28 de abril de 2016, após quatro anos de um profundo e radical enamoramento por Deus, conheci, dentro da vocação a qual Deus me chamou, o homem que percebeu a voz de Deus a me apresentar a ele, que se decidiu por mim e que hoje vive um  namoro santo ao meu lado. Experimentamos, desse modo, o cumprimento da promessa de Deus que tem nos surpreendido e não se deixa vencer em generosidade: “Os olhos não viram, os ouvidos não ouviram e o coração do homem não percebeu, tudo o que Deus preparou para os que o amam’’(1 Coríntios 2, 9). Após um caminho de amizade e oração, com a benção da Comunidade Católica Shalom, da qual fazemos parte, e de nossa família, iniciamos o namoro. O Isaak mora no Paraná e eu em Brasília, mas nem a dor da distância, nem a dor da espera ao longo desses anos se comparam à felicidade que vivemos por nos decidirmos por Deus, pela vocação e um pelo outro. Quanto tempo vale a pena esperar pelo amor? O tempo que for proporcional à importância desse sonho para você, na certeza que a alegria do encontro supera (e muito!) toda a dor da espera. Pabline Coimbra Bemfica de Sousa Postulante de segundo ano da Comunidade de Aliança, em Brasília     Vem navegar no nosso portal! Acesse nossas redes sociais para mais fotos, vídeos e matérias.    

Semana Santa: “Cristo vai até o mais profundo da morte para tirar tudo aquilo que parecia perdido”

Entre os dias 13 e 16 de abril, aconteceu o retiro de Semana Santa da Comunidade Católica Shalom, no ginásio do Colégio Dom Bosco (702 Sul). O tema deste ano foi “Eis que faço novas todas as coisas”. No Sábado Santo (15), a pregação do padre Eduardo Peters trouxe algumas reflexões para que se pudesse compreender e viver bem esse dia. Segundo ele, a Igreja fica parada junto do sepulcro do Senhor, em silêncio, contemplando e meditando a paixão e a morte de Cristo. O padre lembrou de um aspecto que deve ser claro em relação ao Sábado Santo: a reconciliação que existe entre Deus e os homens. “Contemplar o sepulcro fechado é contemplar a dívida do nosso pecado paga pelo Cristo na cruz. O dia de sábado é meditativo, porque nós contemplamos essa dívida paga no corpo de Cristo”, assegurou ele. Peters afirmou que Cristo desce à mansão dos mortos para resgatar todos aqueles que haviam morrido. “Cristo vai até aquilo que é o mais profundo da morte para tirar da morte tudo aquilo que parecia perdido, todos aqueles que estavam fora da realidade da graça”. De acordo com o padre, esse caminho já aponta para a ressurreição. “Nós vivemos a contemplação do sepulcro na certeza de que Cristo desce à mansão dos mortos, mas que Cristo também sai de lá”, lembrou ele. O padre acredita que o sábado encontra a sua melhor referência na figura de Maria. “Se na encarnação o Verbo está no ventre de Maria, na paixão o Verbo está nos braços de Maria”, afirmou. Segundo Peters, na paixão, Maria recebe a missão de se tornar a Mãe que gera a Igreja. “A mesma maternidade que tem no seu ventre o Verbo encarnado, tem no seu colo o Cristo morto que é o fundamento do corpo místico que é a Igreja”, garantiu ele. Lucyenne Araújo (38) participa do grupo de oração Iaweh Nissi e ficou impressionada com a pregação do padre Eduardo Peters, principalmente no que se refere à preciosidade de Maria para a Igreja. “Nossa Senhora repetindo o momento da encarnação, no momento da paixão é também exemplo de fé e esperança, ao aguardar a ressurreição,” afirmou ela. Por último, Peters lembrou que nesse Sábado Santo todos são convidados ao silêncio, à meditação, ao recolhimento, à contemplação da Palavra de Deus e do mistério da nossa redenção. “Vivamos esse dia, já preparando o nosso coração para alegria pascal, com essa consciência que do sacrifício de Cristo na cruz e da experiência da morte comprovada na realidade do sepulcro, nasce uma vida nova, como a semente que cai na terra e morre pra produzir frutos”.   Klauber Franco   Vem navegar no nosso portal! Acesse nossas redes sociais para mais fotos, vídeos e matérias.    

Retiro de Semana Santa: “Só Ele não passa. E o que não passa é sempre novo”

O retiro de Semana Santa da Comunidade Católica Shalom começou nesta quinta-feira, 13 de abril, no ginásio do Colégio Dom Bosco (702 Sul). O tema deste ano é “Eis que faço novas todas as coisas”. A pregação deste primeiro dia foi conduzida por Thiago Malaquias (32), missionário da Comunidade de Vida. Ele garantiu que o desejo de Deus é realizar uma Obra Nova, na qual possamos fazer a passagem do velho para o novo. “Nesses dias, vamos vivenciar e atualizar com as nossas vidas esse mistério de sairmos, pela graça de Deus, de tudo aquilo que nos escraviza, de tudo aquilo que nos esmaga, de tudo aquilo que nos oprime”, afirmou. Malaquias assegurou que o homem sempre tem a necessidade de um novo e que isso só pode ser saciado por Cristo. “Nós sempre queremos alguma coisa nova. E as coisas do mundo sempre passam. Só Ele é sempre novo, só Ele faz novas todas as coisas, porque só Cristo é eterno, só Ele não passa. E o que não passa é sempre novo”, destacou o missionário. Dessa forma, segundo Malaquias, é em Cristo que devemos depositar a nossa alegria para que ela não passe. “Se a minha alegria estiver em algo que passa, ela passará junto com esse algo. A minha vida precisa estar atrelada a algo que não passa”. E essa foi a resposta que Francinara Farias (40 anos), da paróquia Nossa Senhora das Dores (Cruzeiro Velho), estava procurando. Ela que ficou sabendo do retiro por meio de uma amiga que lhe enviou uma mensagem por meio do aplicativo WhatsApp. Ela se questionava o motivo de ser feliz. Assim que chegou ao retiro, encontrou a resposta. “A alegria não pode estar nas coisas, tem de estar em Deus. E essa resposta foi, pra mim, libertadora. É esse convívio com Deus, esse contato com Deus, essa alegria de estar com Deus que nos faz felizes. Não importa as dificuldades que a gente passa na vida. Se você realmente estiver com Deus, a alegria é sincera e é verdadeira,” concluiu. Nesta sexta-feira, 14 de abril, o retiro será iniciado às 8h30. Estão previstas uma pregação com dom José Aparecido, bispo auxiliar de Brasília, a oração do Terço da Misericórdia e a Via Sacra. O retiro vai até domingo, 16 de abril, e tem entrada de R$ 5 mais 1 kg de alimento não perecível.    Por Klauber Franco     Vem navegar no nosso portal! Acesse nossas redes sociais para mais fotos, vídeos e matérias.    

Vencendo o câncer com os olhos da fé

A jovem Luciana Oliveira se abandonou nos braços de Deus ao unir a dor da doença ao sofrimento de Cristo Aos 26 anos de idade, Luciana Oliveira sentiu a angústia que 8 milhões de pessoas no mundo passam anualmente. Ela recebeu, no fim de 2016, o diagnóstico de câncer. A doença, maligna, afetou o intestino. Desde então, o que tem sustentado Luciana nesta noite escura é a fé. “Me abandonei em Deus. Fui vendo as providencias d’Ele em minha vida. Ele permitiu isso para algo muito maior”, conta. Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), no ano passado, o Brasil identificou 600 mil casos novos da doença. Câncer de próstata, pulmão e intestino grosso são os casos mais comuns entre homens; as mulheres lideram as taxas com o câncer de mama, intestino grosso e colo do útero.  O câncer tem inúmeras causas. O principal é o tabagismo. O consumo exagerado de bebidas alcóolicas e de gordura animal unido à obesidade e vida sedentária também aumentam a chance de desencadear a doença. Fora isso, há também a carga hereditária. Luciana começou a apresentar sintomas em 2015. “Sentia que tinha algo estranho; um mal estar. Pensei até que fosse psicológico”. Dentro de uma rotina apertada e com uma alimentação desregulada, ela foi adiando a ida ao médico, apesar dos conselhos da família – pensou que deveria ser somente um problema costumeiro, como os de estômago com que sempre sofreu. Os alunos da escola em que Luciana trabalha como professora de Português e Inglês perceberam que a barriga da ‘tia’ havia crescido e perguntavam se ela estava grávida. “Colocava o jaleco para esconder, andava com livros à frente da barriga. Parecia que estava com quatro meses de gravidez”, lembra. Ela só sentiu que realmente precisava de ajuda depois de ir ao casamento da cunhada. Para conseguir entrar no vestido de madrinha precisou colocar duas cintas que seguravam a barriga. No casamento não conseguiu comer nada. Em casa, logo depois de tirar as cintas, começou a sentir dores insuportáveis. Nesta situação, ela decidiu procurar um médico que pediu uma ressonância magnética. Com o resultado do exame em mãos, a médica que atendeu Luciana não teve papas na língua ao dizer que a jovem estava com um câncer. Luciana se desesperou: ligou para a família, para o namorado, para os irmãos da Comunidade Shalom, da qual faz parte como leiga consagrada. Todos tentaram acalmá-la. Internada, à espera da cirurgia, as dores aumentavam cada vez mais ao ponto de somente a morfina provocar um alívio maior. No dia 26 de outubro dois tumores de aproximadamente 6 quilos foram retirados. O câncer já havia chegado em um dos ovários e em parte do fígado.  Fé e conversão O câncer era maligno, mas tinha tratamento e 90% de chance de cura. O organismo de Luciana teria que combater dois focos da doença, um no peritônio (membrana que reveste a parte interna da cavidade abdominal) e outro no fígado. Para isso outra cirurgia foi feita em 12 de dezembro e, logo depois, o tratamento com a quimioterapia começou. Ao voltar para casa, a ficha de Luciana caiu.  Ela passou uma semana deprimida ao pensar na perda do ovário, do cabelo que poderia cair com o tratamento. Sentia enjoo de tudo o que comia. Começou a culpar a Deus: “Você não interveio! Eu Te sigo desde os 11 anos de idade!”. Tensa, Luciana desabafou com o namorado, Rafael Soares. “Se você tá comigo só por conta da doença, pode terminar, porque a gente nunca mais foi feliz!” Mas a resposta de Rafael despertou um outro olhar de Luciana para toda a situação. “A gente foi feliz sim, só que de outra forma. Lembra de quando você saiu da cirurgia? Você sorriu pra mim. Eu esperava o seu sorriso; saber que você estava bem”. Juntos há quase dois anos, os dois começaram a pensar em noivado e casamento poucos meses antes de saberem do câncer. A primeira reação de Rafael à doença foi de questionamento a Deus: “Ela é tão jovem e o Senhor a permite viver isso tudo. Por que não eu?”. A dor de Rafael aumentou com um aneurisma que a mãe sofreu logo depois do diagnóstico de Luciana. Ele logo percebeu que a única saída naquele sofrimento era o abandono em Deus.  “Quando deixei que Deus cuidasse da situação, fui amadurecendo o amor pela minha mãe, pela Luciana e fui construindo um novo homem. A minha oração mudou, a minha vontade mudou. Mudou o desejo de estar vivo por elas”, conta. Com o novo olhar que Rafael lançou sobre a situação, Luciana começou a lembrar das noites em claro que a família e os irmãos de comunidade ficavam ao seu lado no hospital, das inúmeras vezes que intercederam por ela, dos momentos que rezaram com ela, da ajuda financeira. “Foi um cuidado, um zelo sem igual. Hoje eu consigo fazer leitura de tudo”. Ao longo do tratamento, que ainda perdura, Luciana perdeu 15 quilos. Por outro lado não perdeu a fé. “Eu fui muito relapsa. Mas hoje estou abandonada em Deus, rezando e ajudando outras pessoas que têm câncer e não estão sabendo lidar com a doença. Graças a Deus minha saúde mental está muito boa. Eu não me perco na doença”. Agora, o grande desejo de Luciana é voltar a cantar no ministério de música da comunidade. “Hoje eu canto de forma diferente, sou outra pessoa. Eu estou vivendo um grande processo de conversão. Não tenho medo. Nossa Senhora tem sido minha companheira. Não tenho pra onde ir: meu lugar é em Deus – na terra ou no céu. Deus realmente se utilizou dessa doença pra me fazer uma nova pessoa, curada, livre. Parece controverso, mas estou melhor do que antes do câncer”.   Por Arquidiocese de Brasília     Vem navegar no nosso portal! Acesse nossas redes sociais para mais fotos, vídeos e matérias.    

Comunidade Shalom encena Via Sacra em frente à Catedral de Brasília

Neste domingo de Ramos, 9 de abril, a Comunidade Católica Shalom realizou a Via Sacra com o tema “Eis que faço novas todas as coisas” na área externa da Catedral. O dia ensolarado não impediu que cerca de 100 pessoas acompanhassem a encenação que aconteceu por volta do meio-dia. A iniciativa de trazer a encenação para um local público foi da própria Comunidade que queria realizar uma apresentação artística, saindo do Centro de Evangelização. Foi a primeira vez que a Via Sacra Shalom foi realizada fora de um evento da Comunidade e isso possibilitou que pessoas que estavam passando por ali pudessem ser atraídas e refletissem um pouco sobre a Paixão de Cristo. Na encenação, participaram aproximadamente 30 pessoas – entre membros do Projeto Artes, da Comunidade e da obra. Os integrantes do ministério de teatro e de dança ficaram  com alguns personagens e as pessoas de fora representaram as feridas da humanidade e os demais personagens. O texto da Via Sacra deste ano é inédito e foi livremente inspirado nas reflexões de Catherine Doherty (fundadora da Madonna House) e nas Meditações de um Leigo Ortodoxo, do livro O Mistério da Paixão, publicado pelas Edições Shalom. Para que pudessem se preparar bem para a apresentação, além dos ensaios, os participantes, procuraram rezar com o texto. “O roteiro deste ano está muito poético, tem algumas palavras que exigem um pouco mais e nós pedimos para que eles rezassem para que pudessem aprofundar mais isso”, informou Natália Nogueira de Araújo Menezes, 28 anos, missionária da Comunidade de Vida e coordenadora do Projeto Artes. Desde 2008, o papel de Jesus na Via Sacra Shalom em Brasília é realizado por Luís Cláudio Santos de Melo, 47 anos, que está ingressando no discipulado da Comunidade de Aliança este ano. Para ele a oração é essencial para uma boa preparação. “Tem que se colocar em oração, pois sem ela, acho que a gente não consegue passar nada. É preciso se abandonar na oração e a consequência é Deus quem faz nas nossas vidas. A obra é de Deus”, garantiu ele. Para viver bem a Semana Santa, a coordenadora do Projeto Artes recomenda: “Viver essa dor e esse silêncio próprio da Semana Santa nos unindo a Ele na esperança da Ressurreição. Saber que Ele pode nos fazer ressuscitar diante de todas as situações que nós vivemos, por piores que sejam os nossos pecados. Ele vem nos mostrar que cai para nos fazer levantar, Ele se prende para nos fazer livres, Ele morre para nos dar a vida. É preciso viver com Ele cada momento, as celebrações, o retiro, as orações, deixando que Ele faça uma obra nova, é Ele quem faz, não somos nós, mas basta que a gente abra o coração”. Por Klauber Franco   Vem navegar no nosso portal! Acesse nossas redes sociais para mais fotos, vídeos e matérias.    

Via Sacra – 2017

São João Paulo II: oração, unidade e evangelização

A Comunidade Católica Shalom de Brasília promove no dia 8 de abril um curso sobre a vida de São  João Paulo II. A Comunidade nos convida a conhecer três pontos marcantes da vida deste homem: a oração, a unidade e a evangelização. O curso vai acontecer na Cúria Metropolitana de Brasília, às 9h. São João Paulo II foi “amigo de Deus e amigo dos homens”. Nele, pouco a pouco, podemos compreender os efeitos de uma vida que se submete à ação da graça de Deus: ele deixou marcas de eternidade no mundo. O amor que tinha pela humanidade ia além. E por esse amor ele se fez respeitável não só pelos católicos, mas por pessoas de diversas religiões. Em 25 anos de pontificado, João Paulo II, ficou conhecido como o Papa dos jovens. Na primeira saudação dele à juventude, na Praça São Pedro, disse aos jovens: “ (Vocês) são a esperança da Igreja e do mundo. Vocês são a minha esperança”. Dentro do Carisma da Comunidade, o temos como um pai e grande intercessor. A entrada do curso custa 15 reais. A organização fica por conta do Projeto Juventude para Jesus (PJJ), do Shalom. O PJJ tem a missão de evangelizar os jovens com ousadia e criatividade, através de eventos formativos e querigmáticos, grupos de oração e lazeres.   Mais informações    

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