A resposta é uma pessoa: Jesus Cristo

Eu me chamo Luana Cantisani e é com grande alegria que partilho com vocês um pouco da minha história. Tudo em minha vida mudou quando eu participei aos 18 anos de um retiro para jovens na minha cidade, Manaus (AM), realizado pelo Ministério Jovem da Renovação Carismática Católica (RCC). Nesse retiro pude experimentar o que somente conhecia e ouvia em palavras, o encontro pessoal com Jesus Cristo. O Seu imenso amor mudou completamente minha vida, antes estava como em preto e branco, mas depois a vida tinha ganhado cores e cores vivas! Havia encontrado o que tanto buscava, o tesouro escondido. O vazio que eu sentia, principalmente na época da adolescência, a falta de sentido de vida, agora tinha sido preenchido com o amor de Deus. Desde então, algo dentro de mim havia mudado e eu já não queria mais ser a mesma pessoa. Em 2007, fiz o meu primeiro Seminário de Vida no Espírito Santo (SVES) e Deus novamente foi renovando em mim a graça de me deixar ser amada por Ele, independente de quem eu era ou como me encontrava. Na verdade, sentia-me como um filho pródigo que retornava à casa do Pai. Assim, gradativamente fui me envolvendo, me engajando com as atividades do grupo de oração da RCC, assumindo compromissos com o Ministério Jovem. A vivência dos sacramentos (Eucaristia e Confissão) tornou-se fundamental, a busca pela Palavra de Deus, a adoração, o terço, a oração, a Igreja ganharam um novo significado. Fui percebendo a beleza de ser batizada, de ser cristã. Deus foi conduzindo meus passos, e no meio do caminho, em 2009, sentia que Ele me convidava a segui-Lo mais de perto. Nasceu um forte desejo de responder a esse apelo quando, pela TV Canção Nova, escutava a homilia de Dom Alberto Taveira por ocasião da ordenação sacerdotal de seis seminaristas. Deus me dizia: Vem e segue-me, vem, sou teu pastor. O chamado de Deus ecoou dentro de mim e a força de suas palavras fizeram arder meu coração. Depois desse episódio, segui minha vida normalmente, continuei a participar do grupo de oração, do Ministério Jovem, das missas, convivia com minha família, meus amigos, na época já estava no 4º ano do curso de Direito e fazia planos de prestar concurso público. Contudo, ainda faltava alguma coisa, o desejo, o chamado, a vocação me inquietavam e aí resolvi buscar orientação para descobrir a vontade de Deus. Nesse período, em 2012, fiz discernimento vocacional pela arquidiocese da minha cidade, mas não havia me identificado com nenhum carisma. A dúvida, os questionamentos acerca da vocação continuaram. Eu me perguntava: E agora? Nesse meio tempo – final de 2012 – um querido irmão, pregador da RCC em um dos encontros do Ministério Jovem, falava sobre a oferta de vida do Moysés, a inauguração da lanchonete e os desafios do início da Comunidade Católica Shalom. Eu não conhecia nada sobre o Moysés ou sobre a Comunidade. Depois de algum tempo, refleti sobre o que ele havia falado e acendeu uma luzinha dentro de mim, algo me dizia que esse era o caminho a seguir. Resolvi então procurar o site da Comunidade para conhecer o que despertou esse interesse dentro de mim. Busquei logo de cara a seção vocacional e a medida que eu ia lendo, identificava-me com o jeito de ser, a forma de ser da Comunidade. Chamou muito minha atenção a espiritualidade, o amor esponsal e a vida dos baluartes São Francisco e Santa Teresa. Por providência divina, participei do vocacional aberto da Obra de Manaus no dia 7 de julho de 2013. Ao longo desse ano de descoberta da vontade de Deus, sentia-me cada vez mais convencida, seduzida, atraída por esse amor. Dizia como em Jeremias 20, 7: “Seduziste-me, Senhor e eu me deixei seduzir”. O Senhor havia roubado minha alma e eu já não conseguia resistir ao que Ele me convidava a viver. Diante de tudo o que Deus foi realizando, mostrando e falando, decidi-me por enviar carta pedindo ingresso na Comunidade de Vida, e para minha surpresa, hoje, aos 27 anos, estou na Missão de Juazeiro do Norte (CE). Uma virada radical! Talvez ao ler isso você se pergunte o que me fez deixar tudo: família, amigos, cidade, futuro profissional, sonhos, projetos, tempo capacidades e ainda sem ter conhecimento do Carisma ou ter muito tempo de obra. A resposta é uma pessoa: Jesus Cristo! Apesar dos desafios – que não são poucos – da vida comunitária e apostólica, sou feliz por fazer a vontade de Deus, ofertar minha vida por Aquele que me chamou, sem mérito nenhum meu, para anunciar ao mundo Sua Paz, ser discípula e ministra do Shalom do Pai: Jesus Cristo. “Um sim eterno, uma oferta total, uma resposta de gratidão”. Secretaria da Unidade Juazeiro do Norte-CE

Nasci e entreguei minha vida para evangelizar

Há alguns meses, meu coração vinha se inquietando com a falta de evangelização de minha parte. O medo e o respeito humano me paralisavam. Perguntava-me como eu poderia ser Shalom, e não viver aquilo para o qual fui criada: evangelizar. As formações, as palavras de Moysés e Emmir pareciam rasgar meu coração, me consumiam por dentro. Cada pessoa na rua não era mais alguém por quem eu deveria apenas rezar o terço, a humanidade ganhava rosto. A inquietação tomava conta de mim e cada vez mais o medo e a vergonha se tornavam inimigos a serem vencidos. “Afinal, tô servindo para o quê? Apenas para pastorear minhas ovelhas? Ir à célula? Ir à universidade?”. Eu cantei, eu clamei, eu pedi para ofertar minha vida. Tudo isso (ok!) é ofertar a vida também, mas o principal alvo, o fim último, é só um: “levar ao homem de hoje a experiência com o Ressuscitado que passou pela cruz”. De uma forma mais simples, vivemos tudo o que vivemos, apenas para uma coisa: evangelizar. Peguei-me desviando o foco de tudo isso e me centrando no “eu ir para o céu”, mas percebi que de nada vale uma vocação que não arrasta para o céu uma multidão consigo. Participar do Ignition Party, para mim, foi isso: encontrar minha “utilidade”. Não foi simplesmente entregar panfletos, convidar para um evento ou “evangelizar” pessoas de paróquia, pois isso tudo é fácil. Foi uma experiência de ir ao encontro dos filhos que tantas vezes são rejeitados, tocar feridas da humanidade que ninguém quer tocar; foi sair de mim, rezar e conversar com uma humanidade que naquela noite ganhava não apenas rostos, mas nomes, histórias de vida, feridas e, acima de tudo, um coração que ansiava por algo para preenchê-lo. Meu papel nessa noite? Apenas ser um instrumento fraco e ineficaz, mas do qual o Senhor quis se utilizar para mostrar que não é algo, mas alguém, Ele, Jesus Cristo, quem vai preencher esse vazio. Ver jovens deixando suas bebidas, cigarros e afins, para nos permitir falar de Deus para eles, rezar com eles e por eles, fez tudo fazer sentido: cada célula, formação e grupo. A humanidade geme esperando a manifestação dos filhos de Deus e responder a esses gritos silenciosos de socorro fez tudo fazer sentido. Eu nasci e entreguei minha vida para isso, para evangelizar. Amanda Coimbra, 20 anos postulante da Comunidade de Aliança Shalom em São Luís

Deus queria preencher o vazio da sede que sentia por Ele

Venho de uma família católica, sempre fui inserida na caminhada da Igreja participando de grupo de jovens. Durante algum tempo, passei por momentos difíceis de muito sofrimento e tristeza. Foram várias as vezes em que não tinha vontade de continuar na caminhada, mas, quanto maior era o sofrimento, maior era o sentimento do chamado de Deus, pois ele estava sempre comigo. No ano de 2012, assistindo pela TV ao show do Missionário Shalom senti um forte chamado a doar minha vida ouvindo a música “Teu amor me sustentará”. Era um sentimento que eu não sabia explicar, uma alegria, e a única certeza era de que Deus queria preencher o vazio da sede que sentia por Ele. Fui rezando e buscando cada vez mais a intimidade com Deus para discernir o momento que eu estava vivendo e mesmo com as lutas diárias foi me sentindo profundamente amada e curada. Em 2013 novamente o Missionário Shalom foi fazer um show e desta vez renovada pelo Espírito Santo fui participar. Naquele show Deus confirmava que mesmo tendo passado pelo deserto no mais profundo abismo ele estava comigo. Naquela noite reacendendo em mim a chama que a tempo não sentia, Deus dizia claramente “filha você é minha escolhida e amada, não tenhas medo”. Durante a oração eu olhava a alegria daqueles jovens missionários cantando e compreendi que eu queria ser um deles, levar esta alegria de ser de Deus às pessoas. Diante de tudo fui me aproximando cada vez mais da Comunidade Shalom pesquisando na Internet artigos, formações, pregações atividades de evangelização e percebi que o chamado estava além da música, pois o que mais me chamou a atenção foi à vida de oração profunda e a espiritualidade. Hoje sou vocacionada da Comunidade Católica Shalom e estou trilhando este caminho de discernimento com muita alegria, uma experiência única de escuta da voz de Deus para cumprir sua vontade. Sei que o tempo é de Deus e para aqueles que sentem o CHAMADO é preciso ter a coragem de dizer SIM porque Ele espera nossa resposta.                                                                         Raquel         Catequista e vocacionada da Missão de Aparecida do Norte (SP)

Sou feliz! Encontrei o amor de Deus!

Devido a nossa incredulidade e limitações, por vezes esquecemos o quanto somos amados por Deus. As fraquezas de nossa humanidade nos fazem perder a essência da amizade com Deus. Mas o Senhor sempre nos surpreende, e de onde nem esperamos, de onde não podemos nem imaginar, acontece uma reviravolta, uma Virada Radical nas nossas vidas. Eu estava afastado de Deus devido a algumas dificuldades e problemas da minha vida, quando no dia 09 de Novembro de 2013, o Senhor me faz um convite, através de uma amiga, para estar no Seminário de Vida no Espírito Santo. Eu estava em casa, quando me lembro de que preciso falar com essa amiga. Quando ela atendeu a ligação escutei um barulho enorme e  perguntei onde ela estava, e ela respondeu: “Estou no Virada Radical, promovido pela Comunidade Shalom. Vem pra cá!”, e então surgiu em mim uma enorme curiosidade sobre esse evento. Assim, resolvi ir, e no momento da adoração, o Senhor fala diretamente comigo, me dando respostas que eu esperava há muito tempo. Quando terminou o Virada Radical, eu senti que eu precisava de mais. Precisava saciar essa sede. Precisava preencher meus vazios. A partir daí surgiu em mim o desejo de voltar a ter uma amizade com Deus, amizade essa que eu havia perdido. Hoje, nove meses depois, estou caminhando no Grupo de Oração Israel (o mais lindo do Shalom! rsrs) e vou tendo a graça de, através do Caminho da Paz, buscar sempre crescer na intimidade com Deus. Também o Senhor tem feito crescer em mim o desejo de fazer com que mais e mais pessoas tenham essa mesma experiência que eu tive. Através do serviço em meus ministérios, vou tendo  a oportunidade de ser um instrumento – mesmo que fraco e insuficiente – de evangelização, e nem consigo explicar a sensação de quando o Senhor, através do meu “SIM”, pode operar verdadeiras “Viradas Radicais” na vida de outras pessoas. Colho, atualmente, a semente que foi plantada em meu coração no dia do meu Virada Radical, pois os meus conflitos internos não deixaram e nunca vão deixar de existir, porém, a cada oração pessoal, a cada Estudo Bíblico, eu posso renovar minhas forças. A caminhada com Deus é difícil, é árdua, mas cada vez mais tenho a certeza de que o Senhor não vai retirar os problemas de minha vida, e sim me capacitar para vencê-los. E mesmo com todos os fardos, com todas as cruzes, com todas as dores da minha vida, eu posso gritar aos confins de toda a terra que “EU SOU FELIZ! EU ENCONTREI O AMOR DE DEUS!”. Iuri Araújo Jovem da Comunidade Shalom em Garanhuns Viva também esta experiência! Virada Radical, dias 30 e 31 de agosto de 2014, a partir das 8h, no Salão Padre Gabriel, na Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Garanhuns/PE. Inscrição: R$ 5,00. Mais informações: (87) 3762.0359 / 9962.9447

Eu sou apenas o frasco, e Ele é a essência

Por amor, fui criado para expressar ao homem o Amor que não é amado. O Senhor um dia me chamou em meio àquilo que eu mais amava: o fazer teatro. Ele foi me conquistando até que um dia eu me rendi totalmente ao Seu amor. Percebi que Ele não me tirava o que amava, mas me pedia que eu fizesse, através da arte, o homem descobrir este imenso amor. Antes, usava máscaras para interpretar personagens. Hoje não preciso delas, tenho a Ele que possui o rosto de todos os homens. É Ele quem me inspira! Estando em missão hoje, meu maior palco é a rua. O cenário é bem diverso. Os meus companheiros de cena são muitos, e  de todos os estilos. A história é sempre nova e cativante. E o protagonista é sempre Ele mesmo. Sou Shalom porque está na minha essência, faz parte de mim. Foi Ele, tudo Ele. Por isso não tem como eu negar ou renegá-la. Eu sou apenas o frasco, e Ele é a essência. Alegria maior não está em me realizar com o que o mundo me oferece, mas em renunciar a tudo, até mesmo, às vezes, aquilo que é lícito, por amor a Cristo. Vivo no mundo, mas não sou dele. Sou chamado a anunciar a paz, a Sua paz, a mesma que encontrei, e sou feliz por isso! O mundo vive a ilusão de que perder é fracassar. Mas o ‘perder’ em Deus é sempre motivo de alegria e paz. Ao renunciar a mim mesmo, sempre encontro em Deus a coragem e a disposição em ser a face do Amor. Sou feliz e para sempre serei porque descobri o meu maior tesouro, o prêmio supremo que me supera e me realiza profundamente: a minha vocação! Sou mais feliz em ser quem eu sou! Sou Shalom! Sou Comunidade de Vida! Sou Feliz! Adney Pinheiro Missionário da Comunidade Católica Shalom em Garanhuns

Sendo artista, sou a primeira a ser evangelizada

Eu me chamo Apoena Reis, tenho 23 anos e sou discípula da Comunidade Católica Shalom como Comunidade de Aliança, na Missão de Aracati (CE). Certamente, eu começaria esse breve testemunho sobre ser artista, dizendo que entrei no mundo das artes aos oito anos de idade, quando comecei a fazer parte do grupo de teatro do colégio Salesianas. Porém, depois de uma pregação da Emmir Nogueira, cofundadora do Shalom, no Congresso de Artes de 2014, digo que “sempre estive no mundo das artes”, desde que fui pensada por Deus. É dela essa frase, que foi o inicial da sua pregação no sábado de manhã: ‘’Você faz arte desde que Deus criou você para isso’’. Deus me criou para isso, elegeu-me por misericórdia e sou imensamente feliz e profundamente grata. Cresci nesse grupo de teatro, tive professores fantásticos, era apaixonada pelas técnicas e pela arte que fazíamos, mas quando conheci a Arte Shalom fiquei fascinada, porque não era uma representação em palco que eu via, era a minha vida! O primeiro espetáculo que assisti foi providencialmente “O canto das Írias”. Eu não apenas assisti como uma espectadora, porque as perguntas que o homem fazia a Jesus também eram as minhas perguntas, e Jesus as respondia, não respondia apenas a ele numa interpretação cênica, mas respondia a mim, ao anseio do meu coração, como em oração profunda. Estou no Projeto Artes desde 2010, quando começaram os primeiros trabalhos na missão. O que vivi e vivo a cada dia, nesse ministério, é uma obra intensa de conversão e abandono em Deus, de voltar ao essencial sempre. Não há uma só apresentação que fizemos que não tenhamos passado por provações e fortes tentações. É um caminho onde aprendemos a ser pobres, e todas as vezes em que paramos de lutar com nossas forças e entendimentos, que paramos de ser independentes e voltamos ao louvor e confiança Naquele que está a frente, experimentamos fortemente da providência e do cuidado de Deus. Com a turnê do “Canto das Írias” que fizemos em algumas cidades do Ceará tenho muitos testemunhos. Um deles foi quando, muito cansados de tantos ensaios, em determinado dia, pelo socorro do Espírito, fomos “arrastados” a uma Adoração, onde Deus claramente nos disse: ‘Quero os vossos corações, não quero o fazer, quero o ser’. Percebemos que não podíamos dar Deus às pessoas, porque não o tínhamos naquele momento. Descansados em Deus e com Ele à frente, seguimos os preparativos, mas se importando muito mais em rezar do que com qualquer outra coisa. No dia do espetáculo, muita coisa deu errada: palco muito pequeno, erros durante a execução da peça. Mas estávamos imensamente gratos, um pouco tristes, mas cheios de louvor. Ao final, uma senhora me procurou aos prantos, abraçou-me e disse: “Sou fascinada por teatro. Sou de São Paulo e já assisti a muitas peças com atores famosos, mas ao ver essa peça que vocês fizeram hoje percebi que nada foi tão lindo. Deus é realmente tudo isso que vi aqui hoje, e eu o pude encontrar!’ O que fica sempre forte pra mim é que nós, muitas vezes, não temos dimensão do que Deus pode realizar e até de que é Ele mesmo quem realiza e não nós. Mesmo que não saia tudo tão perfeito, se formos amigos de Deus, será belo e o nosso único objetivo de evangelizar será alcançado. Ser artista, pra mim, é evangelizar através do meu corpo, da minha expressão, é levar o coração do homem ao encontro da beleza de Deus, mas principalmente ser sustentada pelo Amor e arrastada pela misericórdia, porque sou eu a primeira a ser evangelizada, sempre.

Corresponder ao Senhor com confiança, abandono e docilidade

A Comunidade Católica Shalom terá quatro novos padres a partir desta segunda-feira, 22 de dezembro. Os missionários Cledison Reis, Célio Lourenço, Livandro Monteiro, Rômulo Castro e mais sete seminaristas serão ordenados sacerdotes pelo arcebispo de Fortaleza, dom José Antonio Tosi, às 18h30, na catedral metropolitana. Confira testemunho de Cledison Reis: “Meu nome é Cledison Reis Lima, sou natural de Salvador. Minha experiência com Deus aconteceu quando eu tinha 19 anos, em Ribeira do Pombal (BA), para onde eu tinha me mudado um ou dois anos antes. E lá nessa cidade do interior da Bahia, eu fiquei participando das atividades da Igreja. Tinha me crismado, mas ainda não havia tido aquela experiência forte com Deus. Quando morava em Salvador, já fazia parte da Igreja e de alguns grupos vocacionais, mas não tinha um conhecimento aprofundado do meu chamado. Em Ribeira do Pombal, a partir da experiência da Efusão do Espírito Santo, esse desejo de descobrir o meu chamado voltou com muita força. Deus foi me dando muitos sinais da Sua vontade. Eu me batizei quando tinha dezesseis anos, e este retorno para a Igreja aconteceu através do grupo de acólitos não-instituídos, ou seja, os coroinhas. Esse grupo me introduziu na vida eclesial, em que eu não somente recebi o sacramento do Batismo, mas tive uma experiência nova com a Igreja: conheci mais as vocações, passei a participar de grupos vocacionais. Fui despertando para isso. Mas acredito que a grande certeza acerca do chamado aconteceu na minha experiência com Deus, que fez com que tudo fluísse com muita intensidade dentro de mim. Percebi Deus me chamando a consagrar minha vida a Ele através do sacerdócio. Fui sentindo o chamado a dar toda a minha vida a Ele. Foi aí que comecei a dar passos mais decisivos. Entrei, a princípio, no Seminário Menor, em Paulo Afonso (BA). Caminhei um período, o tempo de preparação “propedêutico”, mas percebi que apesar de me sentir chamado ao sacerdócio, não era ali que Deus queria que eu desse esse passo. Eu conhecia a Comunidade Canção Nova, mas não conhecia o Shalom. Foi então que dentro do Seminário conheci, na Revista Shalom Maná, a Comunidade Católica Shalom. E meu contato foi se estabelecendo. Soube que existia uma espiritualidade que me atraía. Na Revista, havia algumas matérias sobre o “vocacional por carta”*, na época se chamava assim, e decidi enviar uma carta, com o objetivo de iniciar o discernimento vocacional com a Comunidade. Nessa época, eu já estava decidido a deixar o Seminário Menor. Voltei para a casa dos meus pais e durante um ano fiz o acompanhamento por carta, duas experiências vocacionais em Aracaju e Salvador e dois retiros. Não tinha tanto contato assim com a Comunidade, pelo fato de morar em uma cidade do interior que não ficava próxima a nenhuma Missão. No vocacional por carta, fui descobrindo minha afinidade, também através de poucos contatos, como um programa que a Comunidade gravava e repassava também na Canção Nova, o “Shalom no Ar”. Tudo o que se falava sobre a Comunidade ia me chamando atenção e, assim, o desejo de conhecê-la ia crescendo. Um ano mais tarde, fiz o retiro vocacional, em que Deus me deu muitas convicções, apesar do pouco tempo de contato. Ele me deu também palavras que iam confirmando a minha eleição e o caminho vocacional que eu trilhava. Em agosto desse mesmo ano, recebi o discernimento de que tinha entrado na Comunidade de Vida e de que iria em missão para Juazeiro do Norte (CE), onde fiz o postulantado. Na época, o postulantado era um período muito curto, de apenas seis meses. Em 2002, fiz o meu discipulado em Pacajus (CE). Depois, em 2003 e 2004, morei em Crateús. E em 2005, iniciou-se um novo ciclo na minha vida, com relação ao meu estado de vida. Eu já era celibatário, já tinha feito as primeiras promessas, mas ainda me sentia chamado ao sacerdócio. Nesse ano, fazendo o retiro dos seminaristas, iniciei o caminho para o sacerdócio dentro da Comunidade. Fiz primeiro Filosofia, depois o estágio Pastoral em Recife (PE). Retornando à Fortaleza, concluí os estudos em Teologia, em 2013. Hoje, percebo na minha vida os frutos de tudo isso, de todo este tempo vivido, da vida de oração, de como a Comunidade foi me ajudando a aprofundar e a amadurecer o meu chamado. Devo muito a Comunidade porque ela não simplesmente sustentou o meu chamado ao sacerdócio, mas aprofundou, deu-me meios para que eu pudesse dar passos mais concretos com relação ao meu estado de vida. Ajudou-me a amadurecer meu chamado a nível humano e levou-me a crescer na escuta de Deus, porque um discernimento vocacional bem feito se faz a partir da escuta da vontade de Deus. Eu me percebi diante do chamado de Deus e das minhas incapacidades de a ele corresponder. Ao mesmo tempo, Deus foi muito mais fascinante e me levou a desejar, diante de minhas limitações e fragilidades, a ofertar a minha vida. E fui contemplando, através da Comunidade, que essa voz poderia ser correspondida através de uma atitude de confiança, de abertura, de abandono e docilidade.”   *Hoje “vocacional à distância”. Contato através do e-mail vocacionaladistancia@comshalom.org. *A formação e o acompanhamento dos seminaristas são promovidos por benfeitores que contribuem financeiramente e por meio da intercessão. Envie um e-mail para seminaristas@comshalom.org ou curta a fanpage Seminaristas Shalom e saiba como ajudar.

Eu vou, eis-me aqui!

Sempre me inquietava ao ver fotos e vídeos de pessoas em missão. Isso fazia me sentir um homem chamado a ir até aqueles que eu não conhecia para, de alguma forma, ajudá-los. Deus, então, começou a se manifestar na minha oração pessoal, comunitária, e em diversos retiros que participava. Até que, não resistindo mais ao Seu chamado, pois eu tinha medo de responder, eu disse a Deus o meu sim: “Eu vou, eis-me aqui!”.   Imediatamente uma imensa paz invadiu meu ser. Foi muito bom. Até hoje me lembro desse momento, dessa graça, dessa sensação. Na Missão de Mossoró (RN), tive muita alegria, muita dor, muita graça, e uma imensa experiência com o Amor de Deus. Hoje vejo que Deus me deu um presente, deu-me um testemunho de seu amor, perseverança, misericórdia, sentido de vida, pertencimento a Ele. Hoje sei um pouco mais quem sou e quem é Deus, sou Shalom, filho de Deus, e muito feliz por tudo o que vivi.   Fábio Lombardo Evangelista Discípulo da Comunidade de Aliança Missão de Florianópolis

Vivi em três dias a melhor experiência que alguém pode viver

Meu nome é André e quero partilhar com vocês o meu testemunho, a minha experiência com Deus. O que falar do Seminário de Vida no Espírito Santo, o “Tudo Que Eu Sempre Quis”? Vivi em três dias a melhor experiência que alguém pode viver: a experiência com Deus, com Seu Santo Espírito, com a Santíssima Trindade, uma experiência que não tenho palavras para descrever. No sábado, tivemos nossa primeira pregação com a missionária da Comunidade Shalom que nos falou sobre o Amor de Deus para conosco. A segunda pregação do dia foi sobre pecado e salvação, durante a qual também nos foi reforçado sobre o amor de Deus. A última pregação foi sobre o Senhorio de Jesus e sobre falsas doutrinas. No domingo, ouvimos sobre o Espírito Santo e houve o momento da Efusão, em que pedimos a Deus que Ele nos concedesse a graça de recebermos o seu Santo Espírito. Através dessas pregações, pude realmente perceber o quanto Deus me ama de verdade, porque eu já sabia que Ele me amava, mas não daquele jeito que foi explicado na pregação e que entrou em meu coração. Percebi que Deus me chamava a ter uma convivência mais íntima com Ele e a amá-lo assim como Ele me ama. Pedi para que Deus me enchesse, pois estava vazio e distante Dele. Eu queria me aproximar e me encher por completo dessa felicidade que só Ele poderia me dar, que só Nele eu poderia encontrar. Deus, com seu amor infinito e misericordioso, encheu-me de tal maneira que repousei no Espírito. Confesso que foi uma experiência que eu nunca imaginei passar, em que fiquei mais próximo de Deus e deixei tudo o que era velho e do mundo para trás, para tentar buscar a santidade, a face de Deus, amar a Deus sobre todas as coisas. Assim como eu pude ter minha primeira e verdadeira experiência com Deus, quero que outras pessoas que pensam que não existe mais solução e que não tem salvação, saibam que existe salvação e alguém que nos ama mais que tudo: Deus. Quero que as pessoas possam ter essa experiência magnífica. “Presença forte em mim, eu posso dizer: habitas aqui, Porque escravo eu fui, e hoje eu sou mais livre aos teus pés. Sentido na vida minh’alma encontrou, tua mão poderosa veio e me levantou. Agora eu posso declarar: Hoje livre sou !”. “Declaro que Meu coração é Teu, Senhor. Nada nos separará. Nem mesmo as quedas, minha lentidão, podem nos separar. Sou todo teu, amado meu. Quem ousará nos separar? Nem a morte, a perseguição, a angústia, a desolação vão nos separar, pois sou todo Teu. Nada nos separará”. Sou um novo homem pelo Teu poder, Senhor. Eu renasci. Este sou eu: André, filho de Deus, Shalom.

Gerar filhos para Deus

Tive minha primeira experiência com Deus  aos sete anos  de idade, através de irmãs religiosas com quem tinha contato. Mesmo sem saber  direito do que se tratava, sem saber ao menos dar nome, sentia-me atraída por aquela forma de vida. Foi então que iniciei meus passos na vida cristã. O tempo passou, eu cresci e cada vez  me sentia mais atraída por Deus a consagrar minha vida a Ele. Eu não sabia o que devia fazer, foi quando conheci a Comunidade Católica Shalom no ano 2000 e logo percebi  que ali era meu lugar. Ingressei na Comunidade em 2003. Desde que tive minha experiência com Deus, senti-me atraída ao celibato. Sentia-me amada de uma forma diferente. Sabia que Deus era apaixonado por mim e isso me fazia querer ser apaixonada por Ele também. Nesse tempo de descoberta da vontade de Deus, muitos questionamentos foram surgindo dentro de mim. “Será que eu serei capaz de abraçar o celibato por toda a minha vida? Será que é isso mesmo? Eu não estou ficando louca?”  eram algumas das perguntas que eu me fazia. A resposta para todas era sempre o amor de Deus que me conquistava cada vez mais e dava-me a certeza de que confiar em Sua voz e em Sua vontade era sempre o melhor. O celibato, que sempre me atraiu, não só me atraía, mas completava a minha vida, pois dizia  respeito à minha essência. Era isso! Foi para isso que eu nasci. Não foi apenas para viver uma consagração de vida  em um carisma específico que Deus  me criou, e creio profundamente que Ele me chamou, mas também me criou para ser celibatária pelo Reino dos Céus. Fui trilhando silenciosamente um celibato formativo, um tempo orientado por minhas autoridades, e em outro momento  por determinação pessoal, pois sabia que meu coração, meus ouvidos e sentidos precisavam estar “livres” e atentos para a voz de Deus. Eu desejava e sabia que Ele falaria, pois meu coração ansiava profundamente. Nesse tempo tão rico no celibato formativo, muitas coisas foram se levantado: apaixonamentos inesperados que me deixavam confusa muitas vezes; desejava viver os sonhos de meus pais, pois em minha família só restava a mim para realizar o sonho de meus pais que era de casar uma filha.  Achava que era  minha “responsabilidade” e que devia agradá-los, mas Deus aos poucos foi purificando minhas motivações . Em contrapartida, tinha medo de assumir o celibato como  fuga, porque  por mais que me sentisse  atraída e tivesse a certeza de que Deus me chamava a essa oferta total do meu ser, lembrava que em minha família não tinha testemunhos verdadeiros e concretos de matrimônio . Eu olhava e via casamentos que não haviam dado certo, inclusive o dos meus pais e irmãos. Olhava tudo e dizia: “Não quero ser mais uma a viver um fracasso, não quero essa vida pra mim”. Entretanto, Deus mais uma vez veio em meu socorro, purificando-me. Essa purificação trilhei com a ajuda dos meus formadores em um caminho de cura, por meio do curso Tecendo o Fio de Ouro e o retiro Curados para Amar. Ambos são ministrados pela Comunidade Shalom. Fui percebendo toda condução e desígnio de Deus para minha vida através de muitas formações e de, forma muito especial, na Reciclagem de 2009 (retiro anual de 10 dias que os membros da Comunidade Shalom participam) com o tema “Belo é o Amor  Humano”, que abordava as formas de vida. Por fim, pela graça de Deus, fiz o retiro dos candidatos ao celibato em dezembro de 2013, quando tive ainda mais certeza desse chamado. Fui participar desse encontro muito tranquila e despojada das convicções que trazia dentro de mim. Ao sair, uma frase ecoava em meu coração: “Gerar  filhos para Deus. É isso!” Que este celibato seja, a cada dia, fecundo para gerar filhos espirituais, para tocar o corpo de Cristo no corpo comunitário, no meu próximo,  naqueles que o Senhor me confia, tocar a vida de meus irmãos em toda a humanidade e no seio da Igreja. É por amor a Deus a minha oferta de vida. Sei que não é  um caminho fácil, mas digo com toda convicção: é para mim o caminho mais feliz e  não há outro como este. Como membro da Comunidade de Aliança, abraço o caminho que o Senhor me chama a desbravar. Sou Rosália Maria Santos, filha de Deus, Shalom, celibatária pelo Reino dos Céus para sempre.

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