O Amor de Deus não deixa lacunas

Costumava dizer que minha vida parecia mais roteiro de novela mexicana. Depois que participei do retiro Curados para Amar percebi que, longe disso, minha vida é uma bela história do Amor e da Providência Divina.  Quando fui gerada, meus pais eram apenas namorados, chegaram a noivar, mas não se casaram. Nos primeiros 12 anos da minha vida, sequer era registrada no nome do meu pai, apenas tive poucas visitas dele ainda quando eu era criança. Quando eu tinha um ano, minha mãe se casou com meu padrasto, que foi e é um super pai para mim. Lembro que aos sete anos, quando me perguntaram se eu queria procurar meu pai de “sangue” e mudar o sobrenome, eu disse que não. Questionava que se o problema era o “sangue”, por que eu não podia tirar todo o meu sangue e colocar o do meu padrasto para termos o mesmo sangue? Criança realmente é inocente… Aos 12 anos, fiz o teste de DNA, meu pai biológico entrou na justiça para me assumir. Nossa relação dali em diante passou a ser somente sobre a pensão alimentícia, e eu achava que era assim mesmo que devia ser, afinal ele não tinha me assumido e me “devia” isso. Grande mentira que eu contava a mim mesma. “Lembro que aos sete anos, quando me perguntaram se eu queria procurar meu pai de ‘sangue’ e mudar o sobrenome, eu disse que não. Questionava que se o problema era o ‘sangue’, por que eu não podia tirar todo o meu sangue e colocar o do meu padrasto para termos o mesmo sangue?” Prestes a completar 22 anos, eu conseguia perceber que muito da minha personalidade, medos, aflições, refletiam essa falta de entendimento dessa parte da minha vida, que define quem eu sou. Durante o Curados para Amar, eu questionava mais ainda a Deus porque eu nasci assim, porque o Senhor permitiu que eu nascesse na situação de pecado dos meus pais (que não eram casados). Foi quando Ele repetiu mais de três vezes pela boca da minha acompanhadora para que eu nunca mais esquecesse: “Eu te quis, Eu te quis,  Eu te quis”. Naquele momento, o Amor de Deus me bastou, Ele me quis. Ele sonhou comigo. Ele poderia ter impedido meu nascimento naquela situação, mas Ele me quis. Ali, eu senti o Amor que envolve a minha vida. Um amor providente, que percebendo que seja pela pouca idade ou quaisquer que foram os motivos pelo qual meu pai na época não me assumiu, Deus sabia que eu precisava de um pai, sabia o quanto eu necessitava da figura paterna em minha vida e por isso providenciou a chegada do meu padrasto. A partir dessa revelação, Deus me fez enxergar com a ajuda da minha acompanhadora que o Amor Dele não deixa lacunas. Onde eu poderia estar só, Ele providenciou alguém para cuidar de mim, para me amar, e faz isso até hoje! O Amor foi curando com Amor todas as minhas feridas com relação à paternidade. Fui compreendendo meu pai e senti por Ele um forte amor. Descobri com Deus que o simples fato de ele ser meu pai já é motivo para eu amá-lo muito. Isso para mim foi surpresa, já que dizia que não podia amar alguém com quem nunca havia convivido. Nesse Dia dos Pais, Deus me chamava a fazer algo concreto, para transbordar esse Amor que Ele me deu e que eu sentia gratuitamente. Liguei para meu pai e pela primeira vez chamei meu pai biológico de pai e lhe disse que o amava. Tivemos uma das melhores conversas dos meus 21 anos e recebi, ao final da ligação, um “eu também”, em resposta ao meu “amo você”. Consegui experimentar que na paternidade eu fui curada para Amar. Obrigada, meu bom Deus!   Lydiana Caroline Rossetti Orso Vocacionada  – Missão do Shalom em Florianópolis  

Melhor vida não há!

Recebi um convite para ir ao Acamp’s e aceitei sem pensar, sem saber o que esperar. Sozinha, saí de Manaus para Fortaleza. Todos a quem eu dizia isso, faziam a mesma cara de espanto dizendo: “Se ‘tacou’ lá de Manaus só para vir pro Acamp’s? Sozinha? Corajosa hein?!” E foi então que percebi que não fiz algo comum, não por coragem, mas porque Deus havia me convidado. Ele me queria lá, como eu recusaria? Um dia antes de partir, bateu o medo, bateu a insegurança do que poderia acontecer. Eu sabia que algo ia mudar dentro de mim e tive medo dessa mudança. Um amigo me disse que eu procurasse estar atenta a escutar tudo o que Deus quisesse me dizer. A partir de então, fui levando no coração apenas a minha vontade de escutá-Lo, mesmo que a vontade Dele não fosse a mesma que a minha. Definiria esses seis dias como os melhores da minha vida. Nunca me senti tão amada, tanta paz, como se tivesse, enfim, encontrado o meu lugar, a minha casa. Acredito que experimentei um pedacinho do Céu. Deus não me chamou para pedir nada, Ele tinha muito a me dar e me encheu de amor, de coragem, de felicidade. E o medo? A saudade? O conforto? Encontrei naquele pedaço de terra simples, mas cheia de vidas ofertadas com tanto amor, tudo o que eu preciso para viver plenamente feliz. Precisava entender que tudo o que eu buscava, o que me fazia falta esteve sempre comigo, mas eu não me permitia sentir, por medo de ser cobrada, de ter que abrir mão de algo. Entendi que a vontade de Deus para minha vida não é diferente da minha, tudo que Ele quer me dar é o que eu já desejava, mas de forma desordenada. Nada eu perdi, ganhei tanto que agora tudo o que de mais precioso eu possuo, esse imenso Amor. Por esse Amor, desejo ofertar meu tempo, minha vida, minhas dores para viver a vontade de Deus, não por obrigação, mas porque sou livre para escolher e escolho ser feliz e dividir essa felicidade com tantos que não a conhecem.  Tudo o que posso dizer é “melhor vida não há!”   Dionéa Benaion, 19 anos   Obra Shalom Manaus (AM)

Hora de partir em missão

Vida de missionário é assim. Logo já é hora de partir para uma nova terra que necessita conhecer o Evangelho. Nos últimos dias do mês de julho – vésperas deste mês vocacional – o missionário da Comunidade Católica Shalom, Raylanno Lopes, 23 anos, se despediu da missão Shalom Florianópolis, onde já estava há dois anos. Raylanno partiu para a cidade de Assunção, capital do Paraguai, com mais cinco missionários da Comunidade . É a primeira Missão do Shalom fundada em terras paraguaias. “Sei que é um país bem pobre, porque sofreu muitas guerras, inclusive contra o Brasil. Olho para lá com olhar de esperança, o que eu estou indo fazer é quase nada. Mas daqui a alguns anos pode transformar a culturavida deles. Não por mim, mas pela força do Evangelho. A potência da semente”, afirma Raylanno. Até então, havia somente Obra Shalom no Paraguai, com um grupo de jovens e um grupo de casais. Na noite de sua despedida com os irmãos de Florianópolis, Raylanno demonstrava toda a ansiedade por viver este novo tempo. “Meu desejo é viver este choque cultural, da língua, de ser um com eles, de sofrer com eles, de evangelizá-los, amá-los, entendê-los, viver como eles, pra realmente introduzir o Evangelho na cultura deles e crer na potência do Evangelho e do Carisma. Lançar a semente em qualquer meio que Deus quiser”. Antes de partir em missão, ele e os demais missionários participaram de um curso em Fortaleza, em preparação para este novo tempo. “O curso vai quebrando os estereótipos. Eu fui lá achando que ia aprender tudo sobre o Paraguai, mas na verdade o propósito da pessoa que foi lá nos dar o curso era fazer com que a gente se conhecesse. Porque se eu me conheço, eu vou saber lidar com o diferente a partir de mim”, explica. O missionário afirmou que, durante o curso, chegou a se questionar o “que era verdade”, perante as diversas culturas existentes que fazem muitas coisas parecerem relativas. “Existe sim uma verdade, que é a verdade do Evangelho e o Evangelho é maior que todas as culturas”, concluiu. Da Missão de Florianópolis, Raylanno leva experiências de amadurecimento. “Olhar e ver esse tempo se concluindo dentro da minha vida interior é ver um novo tempo surgindo, que é providencialmente indo em missão para o Paraguai. Minha vida hoje é um recomeço junto com a missão. Recomeçar essa é a palavra, tudo de novo”. Lydiana Rossetti

Olhar Quem nos olha

“Olhar quem nos olha”. Acho que essa frase de Santa Teresa define bem o que é estar numa vigília de oração. Deixar que o olhar de Deus, Aquele por quem nossa alma suspira, nos encante, nos atraia, nos conforte, nos cure, nos vença. Somente através desse encontro de olhares é que nosso coração se disporá, pela graça, a trilhar o caminho da paz. Lembro-me da minha primeira vigília de oração, na casa comunitária da Comunidade de Vida juntamente com os outros vocacionados da Missão de Garanhuns; da experiência forte de acordar às 2h da madrugada e cantar diante do Santíssimo Sacramento que “só sei que é para sempre”, de, mesmo com sono e tendo aula a poucas horas daquele momento, saber que valia a pena estar perdendo aquela noite de sono, que valia a pena se cansar para estar descansado nos braços de Deus. A partir dessa primeira vigília, o Senhor me fez desejar viver outras, e fui descobrindo a graça que é escolher a Deus mesmo diante dos desafios. Sim, porque estar numa vigília é muito bom, mas também temos que driblar alguns desafios. Quando o sono chega, a situação fica tensa. Aí é hora de ser criativo e dinâmico: Ficar em pé, sair pra lavar o rosto, tomar um cafezinho, enfim. São Pedro, São Tiago e São João quando foram ficar em vigília com Jesus não escaparam de uns cochilos. O espírito está pronto, mas a carne ainda é fraca, foi o que o Senhor falou para motivá-los. Acredito que esta também deve ser a nossa motivação. Buscar sacrificar nossa carne, nosso comodismo e vontades para crescermos na graça e trilharmos este caminho da paz. Não está muito na moda falar de sacrifício, mas se quisermos ser santos não há outro caminho e, se o Senhor nos chama, é a nossa felicidade. Sim, é a nossa felicidade! Pude também, durante as vigílias, aprender a ser Igreja, a interceder pelos que amo e pelos que não conheço, mas que são amados por Deus. As vigílias de adoração fizeram com que eu me aproximasse muito de Nossa Senhora, rezando o Ofício da Imaculada Conceição, que aprendi nas vigílias do Shalom. Tantos outros irmãos também aprenderam esta devoção nas vigílias, juntamente com o Santo Terço, e no geral, o amor filial a Maria. Para mim, estas madrugadas de adoração que fiz sempre foram via de salvação. É a oportunidade de ser pequeno, de estar aos pés d’Aquele que tanto me amou, de buscar aprofundar Sua voz, o Seu chamado na minha vida. É escolher a melhor parte, aquela que não me será tirada. . Robson Paz Vocacionado Shalom da Missão Garanhuns (PE)

A graça de fazer parte da fundação do Shalom de Goiânia

Aos 17 anos, comecei a participar de um grupo de oração na paróquia em que eu frequentava. O grupo JAD – Jovens no Amor de Deus foi a forma que Deus encontrou de me atrair para a Igreja e, assim, começar um caminho de descoberta de todo um futuro que Ele sempre sonhou para minha vida. Foi o primeiro passo para eu me ‘autodescobrir’. Ele me mostrou através de encontros, retiros, e seminários que esperava mais de mim. Foi quando duas amigas perguntaram se eu conhecia a Comunidade Católica Shalom, e eu pensei “Comunidade? Shalom? O que é Shalom?”. Elas me explicaram superficialmente e falaram: “Entre no site e veja!”. Logo que entrei no portal, confesso, me apaixonei de cara! Nem sei como descrever. Encantou-me a história de como a comunidade surgiu, a entrega e oferta de cada membro da Comunidade de Vida e da Comunidade de Aliança, a espiritualidade, a vida do Moysés e da Emmir. Optei por fazer o vocacional à distância, tendo em conta que ainda não tinha Shalom em Goiânia. Em maio de 2013 recebi a resposta. Que alegria eu senti naquele instante: Eu era uma vocacionada! Um amigo me falou que seria fundada a Missão de Goiânia. Não sei descrever o que senti no meu coração naquele momento. Poder tocar no Carisma! Viver essa experiência de perto! Por essa razão, minha acompanhadora na época, Lucília, membro da Comunidade de Vida, entrou em contato comigo por telefone. Lembro-me como se fosse ontem das palavras dela: “Lorena! Fico muito feliz por essa fundação em Goiânia! Como Deus é bom! Sei que ficamos pouco tempo juntas, mas quero que saiba que tenho muito carinho por você, espero vê-la em breve. Fique com Deus e reze por mim, que sempre estarei rezando por você. Shalom!”. Na Jornada Mundial da Juventude, tentei encontrá-la, sem sucesso. Para onde eu olhava eu via “SHALOM” e isso fazia meu coração arder de felicidade. A primeira vez em que toquei o Carisma de verdade foi na JMJ, para ser mais exata, no Halleluya, na sexta-feira. Foi uma grande emoção, participar e conversar com tantos missionários da Comunidade de Vida e de Aliança. Em 29 de agosto, faz um ano a fundação da Missão de Goiânia. E fazer parte da Obra é… Uma grande graça que Deus colocou em minha vida! Uma grande alegria e benção que Ele concede não apenas para mim, mas para todos os goianos que, pouco a pouco, vão conhecendo esse Carisma. Como sou grata a Ele por tudo o que tenho vivido nesse tempo. É incrível como Deus sempre me surpreende. De alguma forma, ou de outra. Sempre olhando para mim e para os meus irmãos com misericórdia e amor dentro e fora da Obra. Vejo de fato, a cada dia, a mão de Deus e o seu cuidado sobre cada um de nós. Graças ao Shalom, estou a cada dia, descobrindo uma Lorena que até então eu mesma não conhecia. Eu posso ser eu mesma. Não que antes eu não fosse, mas hoje é tudo diferente. Essa é a palavra certa. Ser diferente é legal, é bom. E eu nunca tinha pensado nisso antes. A cada dia, aprendo a caminhar para Deus, dentro das minhas limitações, mas sempre sendo ajudada por Ele. Louvo, pela graça de fazer parte dessa história, da fundação do Shalom de Goiânia. E agradeço por Ele ter me dado nesse tempo, não amigos, mas sim, verdadeiros irmãos. Lorena Moreira   Conheça o Shalom de Goiânia aqui.

Essa é a alegria que vem de Deus

Através das redes sociais, a internauta Danielle Maria contou sua experiência com a alegria que vem de Deus, ao encontrar alguns jovens da Comunidade Shalom em João Pessoa (PB). “Eu moro em João Pessoa e a praia onde estava era Cabo Branco. Podem usar meu testemunho, sim”, escreveu, ao ser consultada pelo comshalom.org a respeito da publicação.  Confira: “Que a paz do Senhor Jesus abrace cada pessoa desta abençoada comunidade. Sou Danielle Maria e venho por esta mensagem agradecer pelo lindo momento que vivenciei no mês de julho, animado pelos jovens desta comunidade. Não sei o nome de nenhum, pois estava na praia junto a meus amigos e familiares, quando fomos abordados com músicas, oração e louvor ao Deus da Vida. Meu coração naquela noite vivia uma grande angústia e tristeza, e naquele momento se encheu de alegria e paz interior. Aqueles jovens de quem não sei os nomes iluminaram minha alma com as bençãos de Deus. Obrigada a cada um por semear a palavra de Deus nos locais mais inusitados, porque nesse dia minha tristeza foi afastada pra dar lugar à paz de Jesus. Continuem em oração comigo. Que Deus toque em corações e cative almas com mimos de paz”. Danielle Maria

Esse tesouro é mais valioso do que qualquer outro

Antes mesmo de ter entrado no vocacional, Deus já inquietava o meu coração a cerca da vontade Dele para minha vida, até que deixei eclodir essa inquietação fazendo plantão vocacional no dia de Pentecostes. Uma grande manifestação da providência de Deus foi o fato de ter feito o plantão e entrado no vocacional mesmo depois dos prazos para entrada estarem esgotados. Era como Deus a me dizer: Eu estou contigo. É esse o tempo que eu escolhi para você! No primeiro mês, fui ao encontro vocacional apenas como ouvinte, pois a resposta definitiva (se eu havia entrado ou não) ainda não tinha saído. Nesse dia, Deus ia me mostrando que esse era o meu lugar e que eu não deveria ter medo. Assim fui cada vez mais me apaixonando por minha vocação e percebendo que o amor que Deus me dava precisava ser correspondido. Depois de alguns dias recebi a resposta final e realmente estava dentro do vocacional. Essa, mais do que uma resposta da responsável local, foi uma resposta de Deus, que vinha confirmando cada vez mais a pressa Dele na minha vida. Esse amor, que já circulava em meu coração, em toda parte do meu corpo, que me fazia muito feliz, ainda me deixou uma inquietação: Como corresponder a este amor? A resposta mais sensata que achei foi me consumindo! Morrendo para mim mesmo, para meus desejos, para o que eu queria e vivendo para o que Ele quer, sabendo que o meu tesouro não está aqui, mas sim no céu. Percebi ser isso o que deveria fazer nesse vocacional, mesmo com muitas coisas se levantando contra, só assim conseguirei descobrir o chamado de Deus, fazendo a vontade Dele. Muitas barreiras já se levantaram desde que resolvi escolher a Deus, mas nada irá me separar desse amor. Mesmo com o cansaço, mesmo com tudo o que o mundo oferece, hoje eu sei que escolhi o melhor, sei que como Maria de Betânia fiquei com a melhor parte e não quero soltá-la jamais, pois esse tesouro é mais valioso do que qualquer outro oferecido pelo mundo. E você, já pensou qual é a vontade de Deus para sua vida? Não tenha medo! “Se Deus quer, é possível!” Saul Nascimento, 17 anos  vocacionado da Comunidade Católica Shalom em Juazeiro do Norte (CE)

Cristo fixou seu olhar em mim, me amou e me chamou

“Jesus fixou nele o olhar, amou-o e disse-lhe: Uma só coisa te falta; vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me.” Mc 10, 21 Sempre que ouvia a passagem do jovem rico, eu me questionava para onde teria ido este jovem. Questionava como ele tinha conseguido resistir ao olhar apaixonado de Cristo, para onde teria ido após ser fitado e amado por Jesus. Imaginava-o voltando, caindo em si e, arrastado por aquele olhar, deixando tudo o que tinha para seguí-lo. Aquele menino que tinha tudo, uma vida cômoda, feliz, obedecendo aos mandamentos, era tão apegado às suas vontades, seus planos, seu desejos, que não conseguia se deixar seduzir pelo Amor. Aquilo sempre me inquietava e eu não entendia o motivo… Eu estava tão presa em minhas riquezas que não percebia que aquele jovem rico era eu! Nasci e fui criada em família católica praticante, meus pais sempre me educaram na fé e me mostraram que a vontade de Deus era a nossa melhor escolha. Aos 15 anos, no Acamp’s de Fortaleza eu fui olhada por Cristo, em uma Adoração da manhã… Fui olhada como aquele moço rico e tive minha primeira experiência com o amor de Deus. Desde então passei a viver aquilo que eu só ouvia falar. Minha vida era feliz, eu tinha tudo, meu grupo de oração, meu ministério, família e amigos que me levavam pra Deus. Porém, mais uma vez fui fitada por aquele mesmo olhar, mas dessa vez Ele me chamava a coisas maiores, entrava no mais profundo do meu ser e me lembrava de que a humanidade esperava ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus, me lembrava da Jornada Mundial da Juventude, do Papa Francisco nos enviando em missão, para levarmos Cristo a todas as nações, e tudo aquilo ardia dentro de mim. Mas assim como aquele jovem, eu relutei, neguei, abafei a voz que gritava dentro de mim. E Ele me olhou novamente, na Vigília de Páscoa do Projeto Juventude, Cristo fixou seu olhar em mim, me amou e me chamou! Chamou-me a proclamar o Reino de Deus, com a passagem da Missão dos Doze (Lucas 9, 1-6). E nesse momento eu me questionei ‘Como resistir a esse olhar… Para onde irei longe dele?’. Tomei, então, a atitude que sempre imaginei que aquele menino rico teria tomado, voltei a Ele e O escolhi. Naquele instante aquele olhar me preencheu e eu percebi que só precisava dele para ser feliz. Escrevi minha carta pedindo para partir em Missão, e apesar de todas as dificuldades, a certeza de que ali estava a minha felicidade me bastava. Alguns meses depois, com o coração cheio de alegria e unido a minha família e amigos, recebi a resposta de que iria para Natal-RN. Desde então meu coração já está lá, na terra que Deus escolheu e guardou para mim. E a cada dia vou provando de Seu cuidado e Sua fidelidade. Vou percebendo que Nele tenho tudo, que Ele cuida das minhas coisas, dos meus pais, da minha irmã, dos meus amigos e de todos aqueles que amo… Ele cuida bem melhor que eu, para que eu cuide das coisas Dele. A cada novo dia, vejo Suas promessas se cumprindo, percebo como Ele nunca me deixou só e que a sua fidelidade não dependeu da minha. Como então não me deixar ser alcançada pelo olhar amoroso de Cristo? De nada valeriam as riquezas desse mundo, se não tivesse descoberto o meu verdadeiro tesouro, se Ele não fosse o sentido de tudo. Marina Rios

A todos que desejam a felicidade, saibam que Deus é a unica salvação

Conheci a Comunidade Shalom em 2012, porém não frequentava muito, o que mais me dava vontade de ir ao centro de evangelização era o fato de ser acolhido bem, me encantava chegar a um lugar em que muitos me acolhiam com alegria. Mas, infelizmente eu deixei o mundo falar mais alto e me afastei de Deus. Foram dois anos de pura ilusão, caí nas drogas, ouvi músicas que não faziam sentido nenhum em minha vida, me relacionei com pessoas do mesmo sexo que o meu e achava que era a pessoa mais feliz do mundo. Até que em janeiro de 2014, mês em que minha irmã participou do Acamp’s, bateu-me um desejo enorme de voltar aos braços de Deus. Então, eu resolvi voltar para o Shalom, foram muitos os amigos que ganhei e, aos poucos, fui deixando os vícios que o mundo deixou em mim. Em março de 2014, aconteceu o “Reviver”, retiro de carnaval do Shalom, não perdi tempo e corri para cancelar todos os eventos planejados, só para ficar mais próximo do Pai. No Reviver ganhei a graça de rezar em línguas, segundo o Espírito Santo. Os meses foram passando, até que eu fiquei sabendo que o Acamp’s aconteceria novamente nesse mesmo ano. Tudo aparentemente ocorria bem até eu perceber que não teria o dinheiro para fazer a inscrição. Eis que Deus me surpreende novamente e me dá um emprego onde conseguiria pagar a inscrição. Paguei um dia antes. Fui como servo, a princípio confesso que não gostei muito da ideia. Queria mesmo ter a mesma experiência que muitos tiveram como participante. Logo pensei: “Se é vontade de Deus, quem sou eu para contradizer”. Enfim, chegou o dia, fui para o Acamp’s. Quando vi os participantes chegarem, bateu um medo. Cheguei até a dizer para um dos servos que não iria servir. Nesse mesmo dia fui à capela falar com Jesus, Ele me disse que eu não precisaria ter medo pois Ele iria me dar uma graça. No dia seguinte, fui para a primeira adoração ao Santíssimo Sacramento. Naquele momento, recebi a informação de que todos os servos teriam que rezar pelos participantes. Eis que recebo o que Deus me prometeu, a graça do amor ao próximo. Doía muito em meu coração toda vez que eu conhecia a vida do jovens presentes naquela capela, chorava muito pelo sofrimento de cada um, emocionei-me ao ouvir o testemunho de alguns, falando das graças alcançadas. Ao retornar para casa, algo me incomodava. Eu sentia medo de que todos voltassem para o mundo e se afastassem de vez do amor de Deus. Então, veio a ideia de criar um grupo em um aplicativo de bate-papo e reunir todos novamente. Fiquei muito feliz em saber que nenhum desistiu e que todos permaneceram no Abraço do Pai. Sou muito grato a Deus por ter conquistado todas essas graças. A todos que desejam a felicidade, saibam que Deus é a unica salvação. Diogo Gonçalves

Mesmo estando longe do Halleluya, eu também fui alcançado pela mão do Senhor

 Meu nome é José Guilherme de Souza Santos, tenho 25 anos e sou da cidade de Aparecida (SP). Minha experiência com o Festival Halleluya foi através da web TV, onde pude acompanhar cada momento do evento. Essa foi a primeira vez que acompanhei o Halleluya e afirmo que foi maravilhoso sentir a presença de Deus em cada instante. Sentia Deus perto de mim, sentia a Sua presença e Seu amor me tocando e fortalecendo a minha fé. A cada adoração, Deus renovava em mim com Seu amor a alegria e o desejo de servi-Lo, de anunciar a Sua Palavra a todos os jovens e de mostrar a todos esta alegria e paz que vem do Senhor, e que hoje move a minha vida. Não vou me esquecer do que vi durante a transmissão do evento na web TV, desse amor que resgatava e abençoava cada jovem que ali estava. Mesmo estando longe do Halleluya, eu também fui alcançado pela mão poderosa do Senhor. Obrigado a todos da Comunidade Católica Shalom, a todos que contribuíram para que esse festival acontecesse. Obrigada, pois mesmo eu não estando em Fortaleza, pude também experimentar dessa forte experiência com Deus. E se Deus quiser, ano que vem estarei lá acompanhando tudo de perto. José Guilherme

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