Fé em Deus e pé nas quadras

O Brasil não é somente o país do futebol, mas também pode ser considerado o país do voleibol. Desde a medalha de ouro de Barcelona, em 1992, a modalidade, no Brasil, é uma força emergente. Atualmente, a seleção brasileira de voleibol masculino está em primeiro lugar no ranking oficial da FIVB (Federação Internacional de Voleibol) e muitos jogadores brasileiros são reconhecidos internacionalmente. O carioca Riad Garcia Ribeiro, de 32 anos, é um desses jogadores. O central, que é atleta profissional desde 2000 e atualmente joga pelo Sesi-SP, já coleciona uma série de conquistas no Brasil e fora do Brasil. Mas talvez uma de suas maiores conquistas não tenha chegado ao conhecimento de muitos que o acompanham e admiram à distância: a sua caminhada de fé. A vida do atleta é nutrida pela devoção à Santa Rita de Cássia a partir de um episódio que mudou a sua vida de uma vez por todas. A fé na intercessão de uma das santas italianas mais populares do mundo, não somente levou o seu time – na época o Trentino, da Itália -, a ser campeão da Champions League, em abril de 2009, mas mudou os rumos de sua trajetória. “Muitas coisas aconteceram em minha vida pela intercessão de Santa Rita. Um desses acontecimentos foi uma graça muito grande que recebi em 2009 quando tive uma lesão no joelho direito”, ressaltou o atleta. O inexplicável A graça, relatada pelo jogador acima, a qual ele atribui à intercessão de Santa Rita, foi ter disputado a semifinal e a final da Champions League sem um incômodo sequer, mesmo com um quadro de lesão que, segundo os médicos, lhe causaria dores terríveis e posteriormente o obrigaria a se afastar das quadras por cerca de um ano. “Decidi pedir a Santa Rita que intercedesse por mim junto ao Senhor para que Ele tirasse aquela minha dor durante os dois dias das finais […] E se eu conseguisse jogar sem dor e ganhássemos o campeonato, eu levaria a camisa na qual eu jogasse a final ao Santuário de Santa Rita em Cássia. Como uma forma de agradecimento pela graça alcançada. E assim aconteceu: consegui jogar as duas partidas sem dor e fomos campeões!”, explicou. E a promessa foi cumprida. A camisa usada por Riad, nesse dia que marcou sua carreira, foi depositada ao lado do corpo incorrupto de Santa Rita em Cássia, na Itália. Uma fé em crescimento Desde então, o jogador de vôlei passou a colecionar, além das vitórias conquistadas nas quadras, uma série de acontecimentos que fizeram com que ele se tornasse um católico ainda mais fervoroso. O atleta interpreta sua devoção como um meio para que Deus se torne o critério para suas escolhas no dia-a-dia. “Hoje encaro a vida com mais fé. […] Procuro rezar mais, pois Santa Rita passou por inúmeras adversidades e dificuldades em sua vida e nunca desanimou e jamais perdeu a fé em Deus! Hoje, em todas as minhas orações, ao final, digo sempre: ‘E que seja feita sempre a Tua vontade Senhor’ “, afirmou Riad. E não para por aí. Riad foi convidado para levar a cruz olímpica durante o encontro do Papa Francisco com os atletas, que aconteceu na Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro, em julho de 2013. Além disso, chegou a ampliar a reforma de sua casa para acomodar peregrinos vindos da região Nordeste do país. A experiência vivida em meio aos milhões de jovens na praia de Copacabana, também motivou o atleta a confirmar suas promessas batismais através do Sacramento do Crisma, em 15 de dezembro de 2013. “O Crisma, desde que voltei a jogar no Brasil, era um desejo muito grande. E comecei a me preparar justamente depois da JMJ […] Tudo aquilo que senti na Jornada influenciou para que eu tivesse ainda mais vontade de fazê-la. O Riad católico procura sempre estar caminhando junto com a igreja. Vai à missa aos domingos, confessa, reza e procura ler sobre a igreja”, concluiu.   Fonte: ZENIT

Não podia mesmo imaginar tudo o que Deus havia preparado para mim no CJS

Ir ao Congresso de Jovens Shalom é uma oportunidade única e incrível para todo jovem. Para aqueles que já conhecem a Comunidade Católica Shalom é uma experiência ainda mais especial e imperdível. Estar bem próximo ao nosso fundador e cofundadora, sentir o amor e cuidado deles de perto é realmente inexplicável! Eu tive a oportunidade de viver esta experiência no ano passado, junto com a missão do Shalom de Salvador, onde estava fazendo experiência vocacional na Comunidade de Vida. Não podia mesmo imaginar tudo o que Deus havia preparado para mim e o quanto maravilhoso seria estar em Fortaleza, onde a Comunidade nasceu, para um congresso especialmente pensado para os jovens, o grande alvo de nossa oferta de vida. Acredito que o melhor que o congresso nos tem a oferecer é uma experiência fortíssima com o Carisma Shalom, e na minha vida, a graça derramada por Deus foi uma graça de inteireza. Deus já havia me pedido uma resposta inteira no retiro de aprofundamento vocacional e no show do Missionário Shalom no CJS, enquanto cantávamos a música “Oferta”, um discípulo da Comunidade de Vida rezou por mim e proclamou a grande graça de uma resposta inteira que Deus me dava. Minha alegria foi imensa ao perceber que Deus não me pedia nada que Ele mesmo não me desse a graça de viver! Como não estava com a caravana da missão da minha cidade natal (Maceió), também tive uma experiência forte com a missionariedade e foi no CJS que resolvi pedir para ser enviada como jovem em missão, desejo este agradável ao coração do próprio Deus que, para a minha felicidade e salvação, me enviou para Curitiba neste ano. Além disso, experimentei uma graça particular de perceber o quanto Deus faz com o pouco que eu posso ofertar. Por várias vezes, Deus silenciava meu coração e me pedia para não se preocupar com a minha vida e as minhas decisões, mas simplesmente servir e rezar pelos outros. Mesmo querendo respostas, foi na obediência de interceder pelos meus irmãos que pude ver o poder de Deus agindo e testemunhar uma cura que Deus realizou na vida de um jovem por quem  rezei no último momento de oração do congresso. São lembranças que marcaram a minha vida! Além disso, tudo o que posso dizer é que não há tempo a perder! Faça as malas e venha viver conosco esta experiência com o amor de Cristo Ressuscitado que foi à cruz por nós. Viva esta experiência com tudo que nós jovens mais gostamos: novos amigos, música, dança, teatro e momentos fortes de pregação, oração e adoração.

Por que consagrei minha vida a Deus?

Quando eu estava perto de fazer minhas primeiras promessas no Carisma Shalom, fui questionada por meu orientador de mestrado sobre o porquê dessa escolha. Quando eu rezava, Deus me inspirou a escrever esse texto para ele: “Gostaria de explicar um pouco melhor a minha escolha para que você perceba o quanto ela é feliz. Sempre fui uma pessoa muito racional e por alguns anos estive fora da Igreja Católica. Acreditava em Deus, mas achava que não precisava de nenhuma religião para me orientar. Neste contexto, fui percebendo que cada vez mais eu caminhava para o vazio. Cada vez mais, eu me afastava de Deus. Durante esse período, passei por uma grande crise na minha vida. Era muito impressionada com o meu sucesso profissional, pois minha família, em quase tudo, dependia de mim. Meu pai casou muito cedo e quando eu nasci ele tinha apenas 17 anos, por sua imaturidade e envolvimento com drogas ele perdeu tudo o que tinha, o que nos fez quase passar fome. Tudo isso fez de mim uma pessoa que vivia exclusivamente para dar o melhor para minha mãe, para os meus irmãos e até para ele. Comecei a trabalhar aos nove anos e sempre tive no meu coração um grande desejo de ser uma pessoa boa. Aos 13, fui ser professora particular e desde então a Matemática começou a ser a minha grande meta, pois, por ser a disciplina com que eu mais me identificava, me trazia retorno nas aulas. Assim, fui estudando cada vez mais, mais e mais. Isso não era fácil, pois eu morava no interior do Piauí, vinha de escola pública e tive que aprender quase tudo sozinha, uma vez que meus alunos eram todos de escola particular. Ainda nesse caminho, quando fiz 17 anos, fui morar na capital do Piauí, Teresina, para estudar. Lá morei em várias casas, entre elas duas casas de estudantes. Conviver com as mais diversas pessoas me fez desejar ainda mais fazer algo que pudesse contribuir com a humanidade, com o bem estar do outro, mas não associava isso à religião alguma, pelo contrário, me distanciava mais, uma vez que só conseguia ver os defeitos de cada uma. Na época, ajudei a expandir, junto com uns amigos universitários, um pré-vestibular popular comunitário na UFPI e ainda uma ONG, na qual eu e outros estudantes passaríamos a percorrer o interior do Piauí ensinando o básico de educação e cidadania aos mais pobres. Ainda tinha um jornal de poesia e crônicas chamado Boca do Forno, onde eu expressava publicamente minhas opiniões e ideias a todos, em especial, na Universidade. Minha vida era bastante dinâmica, fazia tudo o que citei, sustentava a minha família, ajudava os meus amigos mais carentes da residência universitária, saía bastante, viajava muito, no entanto, eu ainda me sentia vazia. Fui ficando tão responsável que preferia morrer que errar, que decepcionar as pessoas e, principalmente, a minha família. Depois dessa época, fui me desmotivando a viver, só trabalhava, saía muito, me divertia muito, ajudava muitas pessoas, mas algo em mim era uma lacuna. Sentia-me num grande paradoxo: faço as pessoas felizes, mas não sei exatamente o que é a felicidade. Nesse período, conheci uma amiga que gostava muito de falar das coisas de Deus e apesar de viver criticando-a, eu sabia que ela tinha o que eu não tinha, ela era plenamente feliz e sua felicidade era muito simples. Ela tinha um grande desejo de depender de Deus em tudo, de ter a sua vida guiada por alguém bem maior e que era o Senhor de todas as coisas. Certa vez, essa amiga, depois de muita insistência me levou a um grupo de jovens que se reunia dentro da UFPI e ali eu percebi o que me faltava, me faltava uma experiência com Deus. Depois desse encontro de jovens, não quis mais voltar ao grupo, pois eu era muito orgulhosa e achava que se fosse, seria uma pessoa mais fraca, porque estaria deixando alguém direcionar minha vida. Em consequência dessa ida ao grupo de jovens e do que experimentei, passei os três meses seguintes lendo sobre todas as religiões, crenças e o que quer que fosse relacionado a algo mais espiritual. Tudo isso, porque eu pensava que lendo poderia entender o que aquela menina tinha e que eu não tinha. Passei, então, a ter muita sede de Deus, mas não sabia como experimentá-lo e, no fundo, me questionava se Ele existia. Nunca deixei de acreditar, mas tinha muitas crises de fé. Porém, no meu coração era um misto entre toda a minha história, meus planos e o que havia experimentado de maneira tão simples. Hoje, ao lembrar isso, me vêm à memória uma frase de uma santa que gosto muito (Santa Teresinha) que diz que Deus nos faz desejar aquilo que Ele quer realizar. Foi, então, nessa crise toda, em setembro de 2003, um mês depois de ter acontecido uma situação muito delicada na minha vida, eu soube que em Teresina aconteceria um retiro de jovens de uma comunidade chamada Shalom, do qual nunca havia ouvido falar. Fui para esse retiro e lá conheci as pessoas mais felizes da minha vida, um bando de jovens que haviam deixado suas casas e viviam para evangelizar. Quando comecei a ouvir as palestras do retiro, descobri na vida daqueles jovens tudo aquilo que para mim era um misto: o desejo de ajudar os outros, de fazer o bem, de viver virtudes e valores que a sociedade de hoje não escolhe mais, mas, principalmente, eu descobri na vida deles que o meu maior problema era estar no controle da situação. Descobri que o mundo de hoje vive o que Sören Kierkegaard dizia: ‘[A sociedade de hoje] é um navio que está nas mãos do cozinheiro de bordo; e as palavras transmitidas pelo alto-falante do comandante não dizem mais respeito à rota (que não mais interessa a ninguém), mas ao que se comerá amanhã’ e que, como dizia ainda Dostoievski, ‘Se Deus não existe, então tudo é possível!’. Percebi que

Senti-me alegre, amada e desfrutei do amor de Deus

Meu nome é Beatriz e tenho 16 anos. Conheci a Comunidade Católica Shalom quando eu tinha 12 anos, através da minha tia que já frequentava o grupo de oração e queria levar a minha prima para participar e a única forma de convencê-la era levar-me também. O que mais me chamou a atenção na Comunidade foi a simpatia e a alegria com que viam e praticavam nossa religião, que para mim era estranha porque aqui, em Portugal, as coisas são feitas de uma forma mais sisuda. Mais tarde, comecei a desvalorizar a fé devido a algumas dúvidas que me iam surgindo e comecei a ganhar certa preguiça e falta de vontade de voltar ao grupo. Assim me fui afastando até deixar de frequentar a Comunidade. Algum tempo depois, minha prima convidou-me para participar em um evento que a Comunidade estava a organizar, sem saber bem para o que ia, aceitei o convite e fui, até porque já sentia uma certa saudade daquela alegria toda. Era o Seminário de Vida no Espírito Santo, passei aquele fim de semana com uma felicidade enorme e experimentei de coisas que nunca tinha sentido, senti-me alegre, amada e desfrutei do amor de Deus com toda a força. Aquilo trouxe-me vontade de voltar novamente ao grupo de oração para poder viver o que vivi num simples fim de semana, durante todas as semanas. Devido a situações da minha vida, vi-me impedida de continuar a frequentar o grupo e afastei-me novamente da Comunidade. Mas agora, com a criação de um grupo só de jovens, num horário diferente, eu pude finalmente voltar ao grupo e desfrutar desse amor que me ajuda a ultrapassar todas as dificuldades e a saber que nunca estou sozinha, porque Deus vai sempre me acompanhar e porque “o seu amor supera tudo”! Eu quero continuar a seguir este caminho e preservá-lo no meu coração. Por isso eu convido-te a ti, que acabaste de ler este texto a participar no grupo e a trilhares este caminho conosco porque “o amor explica tudo”!

Eis que vou fazer Obra Nova

“Eis que vou fazer obra nova, a qual já surge: não a vedes? Vou abrir uma via pelo deserto, e fazer correr arroios pela estepe. Dar-me-ão glória os animais selvagens, os chacais e as avestruzes, pois terei feito jorrar água no deserto, e correr arroios na estepe, para saciar a sede do meu povo, meu eleito; o povo que formei para mim contará meus feitos” (Is 43, 19-21) Recordo-me, como se fosse hoje, daquele final de semana em que passamos em retiro com nosso irmão Cassiano Azevedo, missionário da Comunidade de Vida. Foi há oito anos, um retiro de experiência com o Carisma Shalom, aqui na cidade de Manaus, onde em 2014 está sendo fundada missão do Shalom. Bendito seja Deus por aqueles dias, onde experimentei do amor de Deus de uma forma nova, onde me senti em casa, onde, ainda que sem entender muito, já poderia dizer: Encontrei o meu lugar! Não há nada tão atual para a cidade de Manaus como essa conhecida profecia de Isaías, há verdadeiramente uma Obra Nova acontecendo, um “novo” de Deus, de onde jorrará água para saciar a sede de tantos nessa cidade. Bendito seja Deus, Bendito seja Deus, Bendito seja Deus! Meus lábios só podem proclamar um louvor de júbilo ao Senhor, que nos presenteia com a Comunidade Shalom nessa terra. Vivemos oito anos de muitas graças, como Amigos do Shalom e depois como Obra Shalom. Muito o Senhor fez por nós, muito nos formou, e muito gerou em nossos corações um grande amor por esse Carisma. Amor esse que nos levava a ir a Fortaleza, em diversas circunstâncias, para poder beber de mais perto das graças de Deus, e cada vez mais íamos nos apaixonando, querendo mais. Cada irmão da Comunidade que passava por aqui gerava em nossos corações uma alegria sem fim, e gostaria aqui de agradecer a cada um: Wilton, Marineira, Valdete, Ivanildo, Sheila, Antônio, Flávio, Leandro, Roberto e Vanuzia. Através de vocês pudemos descobrir nossa vocação. Que Deus os abençoe. Hoje, como postulante da Comunidade de Aliança Shalom, sinto que é uma felicidade imensa fazer parte da Comunidade, anseio deixar-me formar cada dia mais por Deus, através do Carisma, e ser luz para tantos filhos de Deus que ainda estão na escuridão do mundo. Desejo, verdadeiramente, “corresponder com a oferta do meu viver”, e ser cada dia mais aquilo que o Senhor quer que eu seja. Obrigada também pelo sim dos missionários que vieram para Manaus, fundar a missão. Que Deus os conduza e os sustente, sempre.   Bianca Lima Vianes Postulante da Comunidade Aliança em Manaus – missão em fundação em 2014

A vontade de Deus é irrevogável

Desde minha infância pude perceber o forte chamado de Deus em minha vida. Já aos três anos de idade dizia que ia ser padre, “celebrava” a missa para minha família e usava os biscoitos como a ‘Eucaristia’. Minha família, naquele tempo, já gerava uma expectativa. Com o passar do tempo, mesmo estando engajado na paróquia, aos poucos fui esquecendo ou tentando esquecer aquele desejo. Chegando à adolescência, o antigo plano tinha se tornado uma repulsa. Não gostava dos comentários dos familiares ao lembrar a infância. Tinha outros planos: namorar, estudar, casar e formar uma bela família, ter uma profissão e minhas seguranças. Porém, a vontade de Deus é irrevogável e Sua Palavra não volta sem causar o devido efeito. Apesar de todas as experiências que fiz no mundo, a voz de Deus nunca deixou de me incomodar. Era sempre mais forte do que tudo que eu sonhava e desejava. Com o discernimento vocacional e ingresso na Comunidade de Vida da Comunidade Católica Shalom em 2011, fui morar em Aparecida (SP). E, diante da Mãe Aparecida, pude me lembrar do antigo desejo que havia tentado esquecer. Foi então que em uma missa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no Santuário Nacional, tive uma forte experiência com o sacerdócio – com o “ser Igreja”. Foi reaberto um processo que tinha sido fechado na adolescência. A partir disso, dei um espaço mais largo para ouvir a voz de Deus. Pude escutar melhor essa voz mais concretamente no Discipulado. Estava em missão em Juazeiro do Norte (CE) até o início deste ano e lá pude fechar o discernimento para ingressar no seminário. Atualmente moro na Diaconia e curso o primeiro ano de filosofia. Hoje, posso afirmar que provo de uma profunda liberdade e felicidade em fazer a vontade de Deus. Agradeço a você que contribui e acredita que a Igreja precisa de novos sacerdotes. Conte com a minha oração. Evandro Meneses Barbosa de Jesus, 20 anos A formação e o acompanhamento dos seminaristas são promovidos por benfeitores que contribuem financeiramente e por meio da intercessão. Envie um e-mail para seminaristas@comshalom.org ou curta a fanpage Seminaristas Shalom e saiba como ajudar.

Escolhi amar a Deus com todo o meu corpo

 Aos 15 anos, tive minha primeira experiência com Deus e, de fato, experimentei um amor diferente de todos os outros amores, um amor autêntico, simples, generoso e misericordioso. Tendo sido conquistada por este Amor, aos 18 anos ingressei na Comunidade Católica Shalom, como postulante da Comunidade de Vida em Palmas (TO), um lugar onde eu nunca pensei em morar. Depois fui morar no Discipulado de Pacajus (CE), em seguida vim para Maceió, missão que estava crescendo, bem jovem, com missionários com promessas definitivas no Carisma. Maceió foi a melhor missão que Deus poderia ter me dado no meu segundo ano de discipulado (D2). Na Comunidade, o D2 é um tempo favorável para discernir o estado de vida, e eu estava muito disposta a descobrir se eu tinha sido criada por Deus para o celibato ou para o matrimônio. Iniciei esse processo de discernimento e o meu grande desejo era aderir à vontade de Deus, independente de qual fosse. Não posso negar que sempre, desde que tive a minha experiência com Deus, senti-me atraída ao celibato. Sentia-me amada de uma forma diferente, especial. Sabia que Deus era apaixonado por mim e isso me fazia querer ser apaixonada por Ele também. E eu era…e sou! Nesse tempo de descoberta da vontade de Deus, muitos questionamentos foram surgindo dentro de mim: Será que eu vou ser capaz de abraçar o celibato por toda a minha vida? Será que é isso mesmo? Eu não estava ficando louca? Dentre outros questionamentos, a resposta para todos era sempre o amor de Deus que me conquistava cada vez mais e ia me dando a certeza de que confiar na voz e na vontade de Deus era sempre o melhor. O celibato, que sempre me atraiu, agora não só me atraía, mas completava a minha vida, dizia respeito à minha essência. Era isso! Foi para isso que eu nasci! Não foi apenas para ser Comunidade de Vida que Deus criou, mas também para ser celibatária pelo Reino dos Céus. Hoje, aos 22 anos, sou uma jovem encontrada, realizada, completa e plenamente feliz por escolher o que Deus quer para mim. Reconheço que a minha vida é um grito para o mundo de hoje, especialmente para os jovens que se perdem no prazer pelo prazer. Hoje, a minha vida testemunha que é possível amar a Deus com todo o ser, com todo o corpo. Isso se dá pela graça de Deus e pela minha escolha de amá-lo a cada dia da minha vida. Ah! E como o Belíssimo Esposo me ama muito, neste ano de 2014 fui enviada para a missão de Israel, para a terra por onde Ele mesmo passou. Não seria loucura ser missionária da Comunidade de Vida, ser celibatária e ainda ir morar em Israel? É o amor de Deus; o sentido, o motivo, a razão da minha alegria, da minha loucura. “Pela Igreja, pelos jovens, pelos homens me consumirei”         Natasha Ferreira de Castro

O Tesouro que me fez deixar tudo

É uma grande alegria partilhar o mistério do chamado de Deus em minha vida. Atualmente, sou seminarista do primeiro ano de filosofia e testemunho que a iniciativa de Deus me interpelou, em meio aos afazeres profissionais, quando eu estava no Exército Brasileiro, com uma bela surpresa: o chamado ao sacerdócio. A primeira vez que ouvi a voz de Deus para o sacerdócio foi em uma viagem de peregrinação a Fátima, em Portugal, em 2007, por ocasião da comemoração dos 90 anos das aparições de Nossa Senhora naquele santuário. Vi-me desejoso de dizer ‘sim’ a Deus, mas sem saber como, pois até aquele momento, não havia descoberto o meu chamado à Comunidade de Vida, no Carisma Shalom. Hoje, contemplo os desígnios de Deus que me conduziram a vontade Dele. Compreendi que nunca era e nunca será tarde para ouvir e corresponder à voz do Senhor. Independente do que éramos capazes ou não de fazer, Deus sempre nos capacitará, diante do seu chamado. É Ele quem nos faz superar os obstáculos e nos faz felizes. Atualmente, faz quatro anos que ingressei na Comunidade de Vida Shalom, como postulante, e não me faltam motivos para louvar a Deus, mesmo com os desafios que foram surgindo na minha vida dentro do Carisma. Com a graça divina, cada obstáculo tornou-se uma oportunidade para amar mais o Senhor. Como missionário da Comunidade Católica Shalom fiz, no último mês de maio, as minhas primeiras promessas no Celibato pelo Reino dos Céus, firmando, dessa forma, mais um passo rumo ao caminho do sacerdócio. Hoje, posso afirmar que encontrei o “Tesouro do Evangelho” e, por isso, deixei tudo e ressalto que Deus é muito mais precioso do que qualquer realidade, pessoa, plano ou projeto que podemos criar ou conviver. Agradeço a Deus por todas as pessoas que me ajudaram a descobrir essa forma de vida, principalmente, as que hoje investem e acreditam no chamado do sacerdote no mundo. Rafael Moreira da Silva A formação e o acompanhamento dos seminaristas são promovidos por benfeitores que contribuem financeiramente e por meio da intercessão. Envie um e-mail para seminaristas@comshalom.org ou curta a fanpage Seminaristas Shalom e saiba como ajudar.

Deus supera todas as nossas expectativas

“Aquele, cujo poder, agindo em nós, é capaz de fazer muito além, infinitamente além de tudo o que nós podemos pedir ou conceber.” (Ef 3,20) Realmente, Deus supera todas as nossas expectativas. Eu me chamo Marcela Leitão, sou membro da Comunidade Católica Shalom, como Comunidade de Aliança. Sou natural de Recife (PE). Hoje estou em missão em Braga, Portugal. Há 1 ano e 9 meses, embarquei em uma viagem rumo a um lugar desconhecido. Saí da cidade em que nasci, da convivência com o povo que tinha a mesma cultura que eu, da minha casa, família, da minha missão. Parti para uma terra distante, sem conhecer os costumes, a cultura, as pessoas. Parti para o “novo”! O novo que me assustava, o novo que fazia com que muitas resistências se levantassem dentro de mim, um novo que me amedrontava. Mas, diante de todas essas realidades, existia dentro de mim um impulso que era mais forte que tudo isso, uma voz que gritava me dando a certeza que essa era, sem dúvida, a minha via de salvação, caminho seguro de felicidade. Hoje, depois desse tempo, eu olho para tudo que tenho vivido e contemplo o novo que vai tomando forma, que vai além de cultura, de adaptações, de formas de evangelizar: o novo que Deus vai realizando na minha alma, na minha vida. Como estou feliz por tocar nas promessas de Deus, por poder dizer com toda a certeza do meu coração que vale a pena estar nesta via. Realmente é uma via de sacrifícios, de grandes lutas e batalhas. Uma via de Kenosis, de muitas vezes precisar ceder em vista da caridade, da vivência fraterna. Uma via de alguns momentos derramar lágrimas de dor, de saudade, de cansaço… Mas com certeza, uma via de graças, da alegria de estar no lugar certo, vivendo no desejo de tudo fazer por amor a Deus, de sempre colocar o amor acima da razão, de realmente ir descobrindo a felicidade no grande mistério do “perder para ganhar”. Bendito seja Deus que nos impulsiona a dar de graça o que de graça recebemos. Marcela Leitão

Eu mal sabia a alegria que me esperava

Encontrei uma pessoa do Shalom no Bote Fé em 2013, fui convidada para conhecer a Comunidade, mas nunca havia ouvido falar sobre ela e mal sabia o que era. Havia três anos que eu fazia parte de grupos da minha paróquia, mas nunca havia sido completamente saciada. Depois de algumas semanas, fui conhecer o Centro de Evangelização, me deparei com uma realidade de juventude radical e entregue a Deus. O meu primeiro sentimento foi medo, o meu segundo, susto. Como aqueles jovens poderiam ser tão felizes abrindo mão de tantas coisas que eu vivia no mundo? E se em algum momento Deus me tirasse tudo como daqueles jovens tinha tirado? Mas eu mal sabia a alegria que me esperava. Comecei a me engajar no grupo de jovens e, logo depois, em um Ministério. Deus me queria muito e eu não entendia o desejo Dele, comecei a me despojar de apegos que mesmo dentro da igreja me tiravam de Deus e fui tocando no Cristo Ressuscitado através da vivência com os irmãos da Comunidade Shalom, os jovens e as pessoas da Obra. Ali pude entender a dimensão da felicidade, pois com minha alegria, minha juventude e minha disposição, eu tinha a certeza de que jamais seria feliz daquela forma se não tivesse a Deus. Dentro do desejo de Deus, havia também a Vocação, que de forma espontânea me levou ao Vocacional de 2013. Cheguei sem saber como ou porquê, mas Deus soube desde o início a virada de 180° que daria na minha vida. Naquele tempo vivi intensamente a vontade de Deus e a cada segundo chegava mais perto desse imenso Amor que transbordaria na Evangelização e no desejo de me lançar n’Ele. Hoje, permaneço na Obra, estou no segundo ano do Vocacional, de uma forma mais madura e certa de que a vontade de Deus me faz plantar sementes de eternidade. Vivo uma constante Obra Nova onde sou formada e desejo a cada dia mais alcançar aquilo que Ele sonhou para mim. A única certeza que posso dar é que vale a pena ofertar a juventude, pois nossa felicidade não está no mundo. Somos estrangeiros aqui! Geisiely Nery, 20 anos (Araraquara – SP)

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