Deus-Amor

Em abril de 2003, meus pais se separaram e minha adolescência, que já era difícil, ficou ainda pior. Fui morar com meu pai e vivi o período mais complicado da minha história. Meu pai encontrava-se sem sentido de vida por perder seu grande amor. Minha mãe não sabia administrar a liberdade que recebera. Em 2004, meu melhor amigo me convidou para participar da Missa com ele e eu gostei, passei a ir mais vezes e em 2006 ”escolhi” ser católico. De forma sobrenatural, a relação de meus pais foi sendo purificada, e eles voltaram a ser amigos. No dia 27 de maio de 2006, eles reataram o casamento e começaram a viver felizes como eu nunca tinha visto antes. Até então, a relação era sempre de briga, de confusão. Meu pai dizia que eu estava diferente, feliz. Minha mãe dizia que meu pai tinha mudado. E eu via um casal completamente diferente… Em 18 de julho de 2006, depois de muitos anos, meu pai me abraçou e me desejou feliz aniversário. Foi um momento que nunca esquecerei! Em 27 de julho do mesmo ano, meu pai disse que estava muito feliz, como nunca tinha sido feliz na vida. E que poderia morrer a qualquer momento que estaria ótimo. De 29 pra 30 de julho, ele e minha mãe foram a um ”show” de forró perto de casa. E depois de dançar com minha mãe, ele pediu pra tomar um ar. Quando saiu de lá, caiu e faleceu. Meu pai teve um infarto fulminante. Receber essa notícia foi um golpe muito forte. Mas durante todo o dia, meus amigos se fizeram presente e foram sinal de Deus na minha vida. Eu pude perceber ali o cuidado e o carinho de Deus por mim, por meu pai, por minha mãe, por minha família. Eu era católico havia seis meses. Descobri um Deus que me amava de forma pessoal, não em uma ideia de amor, mas de forma concreta, real. Deus permitiu que meus pais se reconciliassem, que meu pai e eu nos reconciliássemos. Acredito que meu pai também tenha se reconciliado com Deus. No dia em que celebro oito anos da páscoa do meu pai, celebro também o dia que conheci o Deus-Amor! Cleiton Ramos

Jovens! Eu me transformei…

Meu nome é Yorranne de Sales, tenho 15 anos e nasci em Belo Horizonte. Eu estava passando por problemas em casa e uma amiga me indicou o Shalom , mas até então eu nunca tinha participado do Retlazer. Quando eu cheguei lá eu estava sem ânimo e sem forças, estava mal. De manhã, nós fizemos adoração e eu já me senti outra pessoa, porque eu sentia a presença de Deus me acolhendo, tirando tudo o que me fazia mal. No último dia, eu participei da efusão do Espírito Santo de Deus e digo a vocês que o Retlazer foi a melhor coisa que me aconteceu. Se vocês forem (para o Retlazer 2015) eu tenho certeza que não vão sair da mesma forma que entraram. Jovens! Eu me transformei. Deus fez uma grande obra em mim e uma graça muito grande!

“Tenho sede de mostrar ao mundo o que Deus fez em minha vida”

Confesso que nunca poderia imaginar que hoje estaria aqui, dando o meu testemunho. Eu já conhecia a Deus, já ia as missas. Era do tipo que ouvia a palavra, recebia Cristo e não mudava o meu jeito de ser, continuava curtindo o mundo. Eu não sabia o mal que isso estava me fazendo por dentro e a vontade de mudar só ia aumentando. Faltava-me coragem e um empurrão. No veraneio de 2014, fui para Tibau como de costume, e a casa de minha avó é praticamente vizinha à lanchonete Shalom, e todo dia ia um bando de “barulhentos” me chamar para ir nessa lanchonete, e isso me incomodava muito, até que despertou uma certa curiosidade de conhecer essa bendita lanchonete. Quando cheguei lá, me deparei com um pessoal muito animado, mas muito animado mesmo, e uma jovem que estava em missão me contou um pouco de sua vida como membro da comunidade de vida. Eu não tinha noção do que era isso, mas a história dela me incentivou a conhecer a Comunidade. No dia 4 de junho – e não foi por minha vontade, foi coisa de Deus mesmo – liguei pra minha mãe e ela me disse que estava no Shalom, pois ela era membro do grupo de casais. Como não tinha onde ficar fui para lá. De repente, vieram umas pessoas alegres e me chamaram para o famoso Acamp´s, que eu já tinha ouvido falar, e já tive vontade de ir, não pela experiência com Deus, mas porque algumas amigas iam. Lembro-me como se fosse hoje, a Andrezza amiga de minha mãe, me explicando como era esse acampamento e tentando me convencer. Enquanto minha mãe me deixou só, veio mais e mais gente me chamar para o acampamento, sem nem me conhecerem. Confesso que não esperava, e fui embora naquele dia refletindo sobre tudo, sentia que esse acampamento ia mudar a minha vida, ia transformar o meu ser e quebrar as barreiras do meu coração. Não foram poucos os motivos que apareceram para que eu desistisse, até chegar o dia 19. Pedi muito a Deus para que ele me enchesse de Seu amor, e assim, os dias seguintes ficaram marcados na minha vida. Deus falou comigo, disse tudo aquilo que eu queria ouvir, disse tudo aquilo que me faltava, disse tudo aquilo que eu estava sentindo falta. Ele disse que me amava, independente do que acontecesse.  Agora eu sabia do amor que Ele tinha por mim, e nada, nem ninguém destruiria esse sentimento. Então tive a minha primeira experiência pessoal com Deus. A sensação foi única, não tem nada melhor que ser amada, e posso dizer com todas as letras que tudo em minha vida mudou quando eu encontrei a Jesus. Saí de lá com uma sensação de alma lavada, com o coração aberto para receber mais graças. Me identifiquei demais com o Shalom. Despertei a menina alegre e religiosa que tinha escondido dentro de mim, pois eu tinha religião, mais não era religiosa, e como a música diz: “Sentido na vida, minha alma encontrou, tua mão poderosa veio e me levantou, agora eu posso declarar: hoje livre sou”. Minha alma glorifica ao Senhor e eu tenho sede de mostrar ao mundo o que Deus fez em minha vida, e poder mudar a vida de outros jovens que se encontram na mesma situação que eu estava. Quero mostrar a eles que o amor de Deus é muito massa, e Ele é capaz de tudo para nos ver felizes, e gritar para todos ouvirem que vida melhor não há e eu tô nessa. Vitória Fernandes, 15 anos.

Testemunho: O que nos unia na terra ganhou mais força

Olá! Sou a Maria Auxiliadora,tenho 26 anos. Sou missionária da Comunidade Shalom, como Comunidade de Vida. Muitos me conhecem como Lia. Morava com minha familia em Santa Teresinha (PB) e conheci a Comunidade em Patos (PB). Vou partilhar com vocês algo que tem me marcado muito nesses seis anos na Comunidade: a grande diferença que faz a presença e o incentivo de minha mãe na minha vocação. Tive minha primeira experiência com Deus em 25 de agosto de 2005 e minha vida tomou um novo sentido, mudou completamente. Em 2006 conheci a RCC e fiz meu Seminário de Vida no Espírito Santo. No inicio de 2007, iniciei um processo vocacional com a Canção Nova. Durou apenas quatro meses, mas foi de grande importância para mim. Nesse mesmo ano, conheci o Shalom através de um curso de violão. Me chamou atenção aquele lugar, as pessoas, as músicas, a forma como se vivia… Era um clima diferente! Bem, com toda cautela de minha parte e toda poderosa ação da providência de Deus, fui conhecendo mais a Comunidade e meu coração se inquietou. No fundo, era exatamente aquilo que eu desejava viver. No início de 2008, recebi um convite para partir como jovem em missão. Fui rezar e Deus foi muito claro. A Palavra que Ele me mostrou foi em Gn 12,1-3. Logo no início, Deus disse: “Deixa tua terra, teus parentes e a casa de teu pai, para ir a terra que vou te mostrar.” Mais clareza que isso, impossível. Com calma, partilhei com minha mãe o convite e o que Deus já estava me dizendo.  Detalhe importante: sou filha única da minha mãe, e morávamos apenas ela, minha avó e eu. A princípio, ela não gostou muito dessa história, mas a cada vez que partilhava com ela o que Deus me falava, percebia que aos poucos ela ia tendo um novo olhar e ia também acolhendo. Nunca impus minha vontade ou briguei com ela por causa disso. Quando rezava, pedia que se fosse da vontade de Deus a minha ida em missão, que Ele a firmasse também no coração da minha mãe. Com uns dois meses, parti como Jovem em missão para Mossoró (RN), com a bênção e o apoio da minha mãe. Ali trilhei o caminho vocacional e ingressei na Comunidade, indo para São Luí (MA). Lembro que com dois meses que estava em Mossoró, minha avó faleceu e fui para o velório. Fiquei uma semana com minha mãe. Ao rezar, perguntava a Deus o que Ele queria, porque eu poderia voltar e ficar com ela, não seria errado, mas ao mesmo tempo, eu sabia que Deus havia me escolhido. Rezei, rezei, rezei e Deus não me dizia nada. Então, disse para o Senhor que conversaria com minha mãe e o que ela dissesse acolheria como Sua Vontade para mim. Meu coração estava angustiado com a ideia de  voltar e deixar a missão. No início da conversa, quis saber como ela estava e o que ela havia pensado a respeito da nossa vida a partir dali. Para minha surpresa, ela olhou fixamente para mim e perguntou: “Você está querendo saber se quero que volte para casa?” Eu disse: “É !” E ela com toda convicção respondeu: “Não! Não quero que volte para casa, porque sei que esta é a vontade de Deus para sua vida!” A paz reinou em meu coração. Ali percebi que Deus havia firmado no coração da minha mãe Sua vontade a meu respeito. Os anos foram passando e ela permaneceu muito próxima, feliz comigo e rezando sempre por mim e pela Comunidade. Nunca usou como pretexto o fato de estar sozinha em casa e por isso me pedir para voltar. Em 2013, ela foi submetida a um cateterismo e pela providência de Deus pude estar com ela. Após alguns dias em casa, precisou ser hospitalizada, pois teve complicações e chegou a um grau de infecção muito alto. No nono dia de internação, tudo já estava bem estabilizado, tudo corria bem e só esperávamos sua liberação para irmos para casa. Na madrugada, ela passou mal, teve uma embolia pulmonar e veio a falecer. Eu estava ao seu lado, e naquele momento, Deus me disse: “Sua mãe deu a vida por você, por sua vocação, para que você não volte atrás!” Aquele momento foi muito profundo. Me vi sustentada pela graça de Deus de uma maneira tão forte que apesar de toda dor que vivia pela perda da minha mãe, a paz reinava em meu coração. Hoje, tendo passado um ano da sua páscoa, testemunho a sua intercessão, o seu zelo por mim e pela Comunidade. Não me sinto só! Vejo que o que nos unia na terra ganhou mais força e hoje me arrasta para o céu. Sou grata a Deus por minha mãe, seu testemunho, seu amor, sua simplicidade e seu apoio à minha vocação. Tudo isso me impulsionou para ofertar minha vida a Deus e sempre me manteve muito segura de que não havia feito a escolha errada. Lia Gomes

Testemunho: Estar em missão como Comunidade de Aliança

Quando estamos consagrados há um bom tempo, temos a preocupação em manter os nossos compromissos assumidos. Assim nós éramos, então Deus veio e mudou tudo! Mudou o nosso planejamento de vida para nos dar vida. Foi assim que Ele nos enviou para Manaus (AM), para um “novo” que Ele queria realizar em nós e através de nós. Começou nos fazendo um com os irmãos, integrou-nos de maneira que nos identificamos particularmente e comunitariamente. Desde a nossa chegada, já percebíamos a graça do carisma permeado nos participantes do então “Amigos do Shalom”. Então, foi só ajudar a crescer e acolher os novos que vieram se unir a nós. Quando rezávamos, ao chegar, Deus falava que iria enviar líderes para nós, e isso tem sido algo constante. Na missão, nós assumimos um papel de referência e de inúmeros serviços. Nosso filho, Roberto Bruno, que nos acompanhou,  participa na coordenação de um dos grupos. Até hoje, contabilizamos inúmeras renúncias, dentre as quais a principal é estar distante de nosso filho primogênito, Roberto Felipe. Temos a certeza da condução de Deus, na qual vemos que tais renúncias se transformam em fertilidade, inclusive em nós, quando nos percebemos participantes de uma fundação onde se ouve a voz de Deus para irmos em frente, evangelizar. Roberto Cunha e Vanúzia Araújo membros com promessas na Comunidade de Aliança da Comunidade Católica Shalom, em missão em Manaus Conheça o Shalom em Manaus clicando aqui.

Ser Shalom é ter alegria de servir

Certa vez, rezando com o diário de Santa Faustina, eu questionava a Deus sobre as exigências que sentia com relação à Comunidade. E eis que Deus me deu esse trecho do diário da santa: “Para que fiques tranqüila que sou Eu o autor de todas essas exigências, conceder-te-ei uma paz profunda que, ainda que quisesse inquietar-te e ficar assustada, hoje não poderás faze-lo, mas o amor inundará a tua alma, ate o esquecimento de Ti mesma.” Naquele instante, pude contemplar o Shalom do Pai invadindo todo o meu ser, e tudo o que antes era exigência tornou-se amor. Pude, então, ver que tudo ao meu redor era Shalom. Renunciar todos os dias ao meu egoísmo, centralismo, e deixar Deus guiar a minha vida, a minha história, meus sonhos e meus planos, é ser Shalom. Ser Shalom é contemplar na beleza do meu dia a dia o Cristo Ressuscitado, que me retirou da mansão das minhas mortes quando eu não mais acreditava. Ser Shalom é ter alegria de servir, de me doar, de entregar cada canto com o ministério que Deus me deu para usar em seu louvor, cada suspiro até meu último respirar… É a alegria de dizer: Sou de Deus e assim quero viver minha vida, morrendo todos os dias para a minha vontade, para que a vontade de Deus possa se cumprir em minha vida. Morrer para meus planos e projetos pessoais, para que o sonho que Deus sonhou se concretize. Ser Shalom é a paz que brota, e enraíza no coração e, assim, frutifica. Ser Shalom é mistério, de morte e vida, cruz e ressurreição. Karen Carvalho vocacionada da missão do Shalom em Araraquara (SP)  

Sou mais a vida consagrada!

Eu me chamo Raissa Sousa, tenho 24 anos, sou natural de Teresina (PI), sou missionária da Comunidade Shalom como Comunidade de Vida e moro há 3 anos em Curitiba. Venho expressar por meio desse breve testemunho a grande alegria da vida consagrada. É bom demais viver com o Senhor! Posso dizer que fui gerada dentro da Comunidade, eu cheguei como uma criança: nela eu aprendi a dar passos, a falar, a me expressar. Na Comunidade, eu aprendi a fazer minhas escolhas, a dar sentido a minha vida, a amar, e a dar amor. Nela eu entendi para que eu nasci; aprendi a valorizar o outro, o trabalho, a família e Deus. Lembro-me do povo novo que o Moysés fala no Escrito Obra Nova: e me sinto parte desse povo, gerada nesse “novo” para acolher o Nosso Senhor. Descobri que fui criada por amor, e isso ninguém pode mudar. Descobri ser filha, mãe, irmã e esposa; encontrei a essência do meu ser: o Amor, uma vida em Deus, com Deus e para Deus. Uma vez uma pessoa me perguntou o que mais me alegrava dentro da Comunidade, e me surpreendi com minha resposta, pois vinha do mais profundo de mim. Respondi que era muito grata a Deus, pois Ele me trouxe para perto, me educou, me fez crescer, me podou… E me consagrou a Ele. Deus é o grande autor e motivo da minha vida consagrada. Esta é uma vida pautada na verdade, com decisões e escolhas fortes, que não voltam atrás. Deus, por meio da vida consagrada, me tornou livre, me fez perceber uma forma nova, uma expressão nova…Ela me faz pertencer a Deus, por isso me faz inteira, completa. O dia a dia com Deus toma novas cores, novo sentido, novas decisões; em cada dia, surpresas que renovam Sua presença e império. Sou mais feliz porque tenho a Deus, porque confio n’Ele e d’Ele vêm todas as coisas. Sou mais eu mesma, sou mais quem Ele me criou para ser, sou mais Shalom, sou mais a vida consagrada!

Fomos envolvidos pela certeza de que tudo era no tempo de Deus

Meu nome é Natália, sou postulante da Comunidade de Aliança da Comunidade Católica Shalom. Sou casada há sete anos e estou grávida de meu primeiro filho. Desde o início de meu casamento, nunca tomei contraceptivo, pois os médicos que me atenderam disseram que eu teria dificuldade para engravidar, devido à síndrome do ovário policístico. Eu não dava atenção a isso, por me achar muito nova. Por ter várias outras prioridades, a última coisa que eu queria era ser mãe. O tempo foi passando, todas as minhas amigas e parentas tornavam-se mães e eu permanecia “na mesma”. Assim, o desejo começou a brotar no meu coração e no do meu esposo, porém, por não conhecermos ainda o amor de Deus por nós, tínhamos uma vida de farra e bebedeiras e isso nos fez nos afastar um do outro. Chegamos ao ponto de dizer um para o outro que nosso casamento estava acabado. Surgiu, então, um convite do meu cunhado Evandro, irmão do meu esposo, para participarmos do Seminário de Vida no Espírito Santo para Casais, realizado pelo Projeto Família da Comunidade Shalom. Essa seria a nossa última chance. Meu esposo não queria ir, porém, aos “45 minutos do segundo tempo”, ele disse: “Eu vou, mas domingo, quando sairmos de lá, eu venho pegar minha mala em casa”. O que não esperávamos era que Deus iria nos surpreender e nos mostrar que a salvação e o caminho para o matrimônio perfeito é Ele. A partir de então, começamos a trilhar o Caminho da Paz junto a um grupo de oração no Projeto Família, o grupo Agnus Dei, que significa “Cordeiro de Deus”. Trilhamos um caminho de santidade e resolvemos fazer o discernimento vocacional em 2013, um ano muito intenso e de muitas graças. Fomos envolvidos pela certeza de que tudo era no tempo de Deus e não no nosso. Em setembro de 2013, fui ao ginecologista para uma consulta de rotina. Fiz alguns exames e falei para o médico sobre o desejo de ser mãe. Ele, em alto e bom tom, disse-me que meu útero não servia para nada e que eu não poderia ser mãe, que eu adotasse uma criança, pois talvez seria mais fácil. No mesmo instante, levantei-me da cadeira e disse-lhe: “o senhor não crê em Deus? Pois eu creio e sei que na hora certa ele me dará a graça”. O médico, com arrogância, disse-me: “Você é mais uma louca religiosa”. Então, agradeci o “elogio”, pedi licença e saí do consultório. Fiquei muito triste, mas no meu coração havia a certeza de que a graça de Deus estava por vir. Os meses se passaram até que em fevereiro deste ano, 2014, o Clizio, coordenador do meu grupo de oração, perguntou-me: “Por que você não faz a novena de Santa Gianna Beretta Molla, a padroeira do Projeto Família?”. Respondi que nunca havia pensado nisso. As palavras dele ficaram ecoando na minha mente. No mês seguinte, resolvi fazer a novena de Santa Gianna e fiquei com o coração verdadeiramente pacificado. No dia 21 de abril, um mês depois da novena, descobri que estou grávida! Hoje, estou no quarto mês de gravidez e a felicidade não cabe em nossos corações. Na mesma semana, recebemos a resposta de nosso pedido de ingresso no postulantado da Comunidade de Aliança Shalom: fomos aceitos e abraçados por Deus. Pudemos ver concretamente como Deus é coerente, dando-nos a graça da maternidade e da paternidade na mesma época em que estamos iniciando um caminho de consagração de vida para Ele. Essa é a fidelidade de Deus aos seus filhos amados e a certeza de que as promessas Dele são cumpridas SIM, mas no tempo certo. Vale muito a pena ser de Deus, vale muito mais a pena esperar em Deus. Natália Almeida

Vocacional de Belém promove noite temática “Shalom Para o Mundo”

No sábado (5), o Centro de Evangelização Shalom em Belém foi palco para as nações. Na primeira das ações celebrativas do aniversário da vocação Shalom, que em 9 de julho completa 32 anos, a Missão de Belém (PA) promoveu, por meio da Secretaria Vocacional, a noite temática “Shalom para o Mundo”. Dando início à noite, Ednalva Vitória, missionária da Comunidade de Vida, partilhou sobre sua experiência na missão da Comunidade Shalom em Madagascar. Vitória destacou sobretudo o sentido missionário da vocação Shalom, relatando o momento em que, morando em Palmas (TO), foi convocada a ir em missão para o continente africano: “Toda vez que você renova seus votos [na comunidade] você promete ir em missão onde a Igreja e a humanidade precisarem de você, então quando a responsável pela missão em que eu estava me disse ‘Vitória, estão precisando de você lá em Madagascar, você tem até hoje a noite pra me dar a sua reposta, se é sim ou não’… eu respondi ‘não precisa esperar até a noite não, é sim, eu prometi ir aonde a Igreja e a comunidade precisarem de mim, então não tem porque eu ficar até a noite pensando, então, conte comigo, eu vou”. A internacionalização do Carisma Shalom foi apresentada também através de canções. O ministério de música apresentou um show acústico interpretando versões de canções da Comunidade em espanhol, francês, italiano e inglês. Canções em malgache (língua falada em Madagascar) e em Criolo (língua falada em Guiné-Bissau, país de naturalidade de uma das missionárias postulantes do Shalom) também foram apresentadas. A noite “Shalom para as Nações” é a primeira de quatro noites temáticas a serem realizadas pelo Vocacional durante esse mês em celebração aos 32 anos de fundação da Comunidade. Confira a galeria de imagens da noite vocacional clicando aqui.  

Deus nos dá o melhor

Eu me chamo Scarlett Farias, tenho 19 anos e sou postulante da Comunidade de Vida da Comunidade Católica Shalom. Fui criada em uma família católica, minha avó desde sempre me ensinou que nunca poderia faltar à missa dominical, todos os domingos íamos eu e ela para a Igreja. Depois da morte de minha avó, quando eu tinha 10 anos, passei a ir às missas apenas quando eu não tinha nada pra fazer. Comecei a ir às festas, a ter muitos “amigos”, comecei a fazer tudo o que eles faziam, porque, afinal, eu procurava a felicidade a qualquer custo. A meu ver, todos eles eram felizes e para que eles me aceitassem no “grupo”, eu precisava fazer as mesmas coisas que faziam, minha casa era tipo um “point” de encontro. Ao passar do tempo, comecei a perceber que, mesmo saindo com meus amigos, indo pras festas, não era feliz. Quando chegava em casa, só chorava porque não era feliz, eu queria ser feliz mas não sabia como. Comecei a frequentar a Renovação Carismática. Era muito bom estar lá, mas meus “amigos” não aceitavam, me criticavam, porque a maioria deles não acreditava em Deus. Continuei indo mesmo assim até que, em março de 2011, entrou na sala de aula uma nova professora de Biologia. Ela deu aula e no final ficamos conversando. Foi então que ela me falou que era responsável pela Difusão da Obra Shalom na cidade e me convidou a conhecer. Na mesma noite eu fui. Na noite seguinte, existia algo dentro de mim que me chamava a ir novamente ao Shalom. Desde aquele dia, não deixei mais de frequentar. Ah, e os “amigos”? Todos eles se afastaram de mim, mas definitivamente eu era feliz, só o Belíssimo Esposo me bastava, Ele havia me seduzido, e eu já não conseguia mais viver um dia sem Ele. Passei no vestibular para Ciências Biológicas. Em fevereiro de 2013, tranquei a faculdade e passei em outro curso, Ciências Contábeis. No mesmo mês fiz minha experiência vocacional na Comunidade de Vida. Dentro de mim, senti que lá era o meu lugar, que era para aquela forma de vida que eu fui criada, mas eu não queria deixar tudo, não queria deixar minha faculdade, não comentei com ninguém tudo isso. Fui para o encontro aberto do vocacional e lá eu disse a Jesus: “Senhor se eu for Comunidade Vida, que você confirme agora no meu coração e se eu não for que você silencie”. Ao me calar, uma pessoa proclamou “Sim, eu te chamo para a Comunidade de Vida, estou confirmando agora no seu coração”. Meu coração quase parou, era tanta emoção, eu tinha acabado de ouvir a voz do Belíssimo, e Ele tinha falado para quê eu fui criada, qual era minha vocação. O sentimento de eternidade tomou conta de mim. Fiz o plantão vocacional e uma semana depois recebi a noticia de que eu era vocacionada. Mal podia acreditar que a vontade de Deus estava se cumprindo em minha vida. No segundo mês de vocacional, cujo tema é o Amor Esponsal, foi discernida minha caminhada para a Comunidade de Vida. A cada encontro, minha felicidade só aumentava, eu ia me encontrando, me apaixonando cada vez mais por Deus e pelo Carisma Shalom. Com o tempo, começou a brotar um medo de estar fazendo a minha vontade e não a vontade de Deus, comecei a questionar se realmente eu era Comunidade de Vida. Fui para o retiro de aprofundamento e na noite festiva, em um momento de oração, uma irmã proclamou: “Deus me faz entender que existe uma irmã que estava fazendo o vocacional fechado para a CV e, por medo, começou a duvidar se realmente ela é CV. Deus vem confirmar que você é CV e Ele ainda me dá uma visualização de Moysés colocando o sinal em você!”. Como o Belíssimo me ama! Por Ele conhecer a minha fraqueza, agiu com misericórdia confirmando minha vocação. Mandei carta para a Comunidade de Vida e às vésperas da resposta, saiu o resultado do vestibular, eu havia passado em Geografia, Bacharelado na Universidade Federal de Alagoas. Havia passado também em Gestão Ambiental no Instituto Federal de Alagoas, ganho uma bolsa de estudos para Matemática em Recife e outra para Enfermagem em Aracaju. Quando fui rezar pra saber se era pra eu me matricular, Deus me dizia que não, porque Ele queria “tudo”. Eu me abandonei em Deus, não me matriculei em nenhuma. Trabalhava na Prefeitura como professora de matemática e era tempo de renovação de contrato. Não renovei porque tinha certeza da vontade de Deus na minha vida. Desde que havia mandado carta até a resposta sair, todos os dias fazia o mesmo pedido a Deus: “Senhor, me deixa fazer meu postulantado em Fortaleza, deixa eu morar no coração do carisma”. No dia primeiro de abril, quando fui rezar, falei pra Ele: “Senhor, todos esses dias te fiz o mesmo pedido e hoje à tarde saberei a resposta. Ainda assim, te peço: me leva pra morar em Fortaleza”. Na mesma hora, Ele me deu uma palavra no livro de Ester, que dizia “seu pedido foi aceito”. Meu coração se encheu de alegria. À tarde, quando fui receber a resposta, na verdade, eu só queria saber em qual casa de Fortaleza eu iria morar. Parquelândia: essa era minha primeira terra de missão! Hoje, após dois meses morando na Parquelândia, posso afirmar que Deus só nos dá o melhor. Sou plenamente feliz e tenho certeza de que é pra sempre. Pela Igreja, pelos jovens, pelos homens! Scarlett Farias

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