Eis que venho com prazer cumprir Tua vontade, Senhor

Eu me chamo Márcia Cavalcante, sou missionária da Comunidade de Vida e estou em missão na cidade de Natal (RN). Venho partilhar um pouco da minha experiência em relação à descoberta da vontade de Deus na minha forma de vida. Sou natural de Fortaleza (CE), e tive minha experiência com Deus em agosto de 2006. Participava do Projeto Juventude para Jesus (PJJ), tinha meu grupo de oração, tinha meus empregos, meus estudos, uma banda e era noiva. Minha vida era toda esquematizada, quando, um dia, eu vim a Natal participar do Congresso Nacional de Jovens, em 2008, e ao ouvir uma pregação do Moysés, senti um chamado muito forte ao celibato pelo Reino dos Céus. Deus dava, naquele momento, o entendimento ao Moysés de que havia ali, entre nós, muitos jovens chamados a se entregar inteiramente a Deus. E só a Ele. Na mesma hora, eu me “perturbei”. Sentia algo estranho. Deus estava falando comigo, embora dentro de três meses eu fosse me casar. Já estava tudo ‘pronto’. Então, fiquei um pouco questionada e fui para oração e também para minha acompanhadora. Rezei com meu noivo, à época, e Deus nos dava a Palavra de Jesus no Getsêmani (e nos falava que iríamos sofrer muito para fazer a Vontade Dele). Daí, tivemos o entendimento de que a Vontade de Deus é mais forte do que qualquer sentimento, ou o amor humano, e que só seríamos felizes bebendo o cálice da Sua vontade. Então, terminamos o noivado. Entre outros acontecimentos, ingressei na Comunidade de Vida com aquele chamado guardado em meu coração. Vivi dois anos em silêncio (no Postulantado e no primeiro ano do Discipulado) e, ao voltar para Natal, agora em missão no meu segundo ano do Discipulado, Deus começou a inquietar-me novamente. De todas as formas possíveis e imagináveis, Deus me chamava, e me mostrava que eu era Dele. Mexia com meus sentimentos, me provava e, enfim, me seduzia. Mesmo assim, eu ainda recuava, colocando à frente outros fatores como a minha idade, como o tempo exigente no apostolado, entre outras coisas. Mas, Deus é muito insistente e muito irresistível. Numa dessas lutas no ano passado, eu disse para Deus: “Senhor, vamos esquecer tudo o que passou e começar do zero. Se eu for celibatária, vamos começar tudo de novo, e se for Tua Vontade eu me casar, então me fale!”. Assim, fui para uma manhã de oração normal e pedi uma palavra. Aí Deus me disse: “Nada temas, Jacó, a quem escolhi! Não tenhais medo então, e não tremais! Não vos tenho esclarecido desde há muito tempo? Haverá outro rochedo além de mim?” (Is 44). Pronto! Ouvi a Sua Voz e tive certeza! Deus me chama ao celibato. Não há coisa mais amável do que a Vontade de Deus. Seja ela qual for! Eu amo a Vontade de Deus! Eu amo o Senhor! Por Ele, tudo! Em 7 de junho de 2014, em Natal, fiz meus primeiros votos temporários no celibato pelo Reino dos Céus. Estou e sou muito feliz. Sou jovem, me oferto também pelos jovens! Sou Márcia, filha de Deus, Shalom, celibatária! E feliz…feliz…muito feliz! “Tu me deste um corpo. E eu disse: eis que venho com prazer cumprir Tua vontade, Senhor.” Márcia Cavalcante

Jovem em Missão: Ele me pediu tudo

É incrível como a voz de Deus é uma só e nos conduz a uma via de salvação que gera sempre mais e mais alegria. Por muito tempo em minha vida, eu senti que Deus tinha algo grande para mim, mas não costumava dar ouvidos, porque tudo mais que eu queria era viver uma vida normal, ser um jovem normal. Uma vez, quando fazia direção espiritual, o padre me falou: “Meu filho, a voz de Deus é uma só, o chamado de Deus não muda, se você o rejeita hoje, amanhã te chamará novamente, até o dia que você resolver dizer sim”. Buscar a felicidade é algo que todos fazem em seu dia-a-dia, e quando dei ouvidos ao que o padre me falou e resolvi seguir o chamado de Deus para mim, a missão que Ele me pedia, descobri como é gratificante estar na vontade de Deus, e como Ele prepara tudo para mim. Deixar tudo, família, amigos, trabalho, costumes não é fácil, mas a alegria do ‘sim’ é mil vezes maior que a dor do deixar. Para que nós plantemos sementes nos corações, precisamos primeiro deixar a nossa crescer e virar uma árvore frutífera, e este é o novo que Deus tem feito na minha vida. Quando estava de retiro, respondendo ao questionário de pedido para ir em missão, Deus me disse: ‘eis o tempo’. E quando recebi a resposta e rezava pela missão, Deus me dava a passagem de Habacuc 3,18-19: “Eu, porém, regozijar-me-ei no Senhor. Encontrarei minha alegria no Deus de minha salvação. Javé, meu Senhor, é minha força; ele torna meus pés ágeis como os da corça, e me faz andar sobre os cimos.” O Senhor, por meio dessa passagem, me fazia entender que nesta missão ele iria me dar o céu, iria ser o lugar onde eu me alegraria sempre no Senhor. Isso gerou em mim ainda mais a certeza de Sua mão cuidando de minha vida! Estar como Jovem em Missão em Macapá é simplesmente fantástico. Aos poucos, vou me encontrando cada vez mais com a vocação a qual Deus me chama a seguir, aceitar minha identidade. Ser missionário a serviço do Reino é provar concretamente do amor de Deus. Deus me faz amado por todos que estão na missão de Macapá, Comunidade de Vida, Aliança e Obra Shalom, que me acolhem com imensa alegria. Sou muito feliz por esta eleição, é no simples que Deus se revela, e eu garanto que vale a pena. Como diz Santa Teresa: “O amor de Deus por uma alma não se mede por aquilo que Ele dá, mas por aquilo que Ele pede.” Ele me pediu o tudo, e livremente dei meu sim, para receber o tudo que é o amor e o cuidado Dele. Vale a pena! Shalom, Samuel Nascimento Costa  

No ofertório fui visitada por uma simples e, por isso, profunda alegria

Entrar na dinâmica de pertença definitiva a Deus foi uma experiência que cresceu ao longo do ano de preparação para as Promessas Definitivas no Carisma Shalom. Fiz minhas primeiras promessas em 13 de abril de 2007, já em uma certeza do ‘sim’ para sempre, da pertença a Deus, todavia, Deus em pedagogia trabalhou em meu coração através de purificações, permissões, graças alcançadas, kenosis de todas as formas e muitas vezes tão íntimas, imperceptíveis aos olhos de tantos, justamente para Jesus receber o meu ‘sim’ no silêncio do meu coração. Foram muitas mortes, quantos planos inúteis Jesus desfez… como me reconstruiu, como me esperou, como formou, como cuidou. Durante esses sete anos de caminhada com promessas temporárias, também eu permiti que algumas situações de  fraquezas fossem se acomodando dentro de mim e que algumas virtudes e a compaixão viessem a adormecer, mas, ao iniciar o caminho  em 2013, para os votos perpétuos, tudo se renovou. Não foi o ano mais propício: trabalho, estudos, obrigações com a família, com a Comunidade, muitos compromissos, muito cansaço. Mas a fidelidade de Deus Pai e a presença viva de Jesus que resolveu agir em tudo, tudo provê bem de perto, desde o ônibus a pegar ao local adequado para eu fazer os retiros. Quando foi antecipado o prazo para entrega da carta, solicitando ao Conselho Geral da Comunidade as Promessas Definitivas no Carisma, lembro ter perguntado a Deus se realmente me queria naquele ano e a resposta veio prontamente: “sim, é agora, eu quero”. A preparação da Missa, desde a condução da cor da roupa, modelo, a inspiração foi toda Dele. A cor e as rosas no tecido da minha roupa foram uma homenagem secreta a Nossa Senhora, inspirada por Ele, eu havia pensado tudo de outra forma. Durante a Missa, fui tomada de um desejo de simplicidade, de nada querer, no momento do ofertório fui visitada por uma simples e, por isso, profunda alegria. Minha vida fazia sentido ali, naquele momento, tudo fazia sentido, tudo. Deus Pai pensou em mim Shalom, uma vocação específica, eu, um nada potencializada em Cristo, puro amor, pura delicadeza, pura entrega de alguém que quis pensar em mim nesse dia, nesse voto de eternidade, nesse voto de verdade, onde minha carne, pela Eucaristia, tocou o céu. Motivo pelo qual desejo que o céu toque a vida dos meus irmãos e dos meus inimigos através do meu sim eternizado no sangue e água derramado ali no altar, no dia 10 de maio de 2014. Rosângela Nunes

O Acamp’s renovou a minha fé

Meu nome é Kaike, tenho 21 anos. Participei do Acamp’s 2014 em Curitiba, que realmente foi fantástico. Deus, nesse tempo, me deu uma missão muito grande no grupo de oração da minha cidade: ser coordenador. Entretanto eu não estava seguindo-O como deveria, muito menos fazendo minha oração pessoal diariamente, o que me fez cair muito, mas Deus já sabia de tudo isso, e me levou até o Acamp’s, mesmo com muitas dificuldades. Eu quase desisti de ir, mas foi Ele que me levou através da insistência de alguns irmãos. Louvo eternamente por ter estado lá! Foi um acampamento diferente. Como já havia recebido o anúncio do Kerigma diversas vezes, eu achava que já sabia tudo e já conhecia bem a Deus. Entretanto, dessa vez fui realmente aberto ao retiro, deixei-me ser curado e tocado por Deus, não fiquei pensando nos problemas, nas minhas crises e fui sem medo. Deu certo! Deus disse tudo o que queria e tudo o que eu precisava ouvir, através de um membro da comunidade Shalom, que me acompanha, através de outros irmãos e diretamente a mim. Deus, no Acamp’s, me amou, pegou meus problemas, me curou, e disse que não importa o que aconteça e onde eu esteja, Ele estará comigo. Tudo isso em três dias! Assim, consegui pegar minha cruz com fé e felicidade. Sei que não vai ser fácil, vou passar por muitos momentos que podem fazer minha fé se abalar, entretanto, mais do que nunca sei que estou no caminho certo. No caminho de meu Pai, que me criou, me ama, me cura, me dá a fé que eu preciso para trilhar Seu caminho de santificação (que não é fácil, mas VALE A PENA). Ele é o Pai que me enche de coragem para trabalhar na sua obra, evangelizando irmãos que ainda não O conhecem. Esse Pai que ressuscitou em minha vida, nesse final de semana, e continuará ressuscitando! Enxerguei que os objetivos do mundo, onde só importa aquele que ganha mais curtidas nas redes sociais, onde só importa aquele que pega mais na balada, onde só importa quem tem o melhor celular, carro, roupa, quem tem mais dinheiro, não vão me fazer realmente feliz. Muitas pessoas não querem seguir a Deus, pois não querem sofrer, não querem renunciar a coisas, mas eu tenho certeza de que nós sofremos muito mais no mundo pois, na verdade, o sofrimento em Deus não é tristeza, algo que nunca acaba e não vale a pena, mas é um CAMINHO DE FELICIDADE, um caminho de encontro com Jesus que ressuscita em nós. Esta é a maior felicidade. E com isso, peço que Jesus me ajude a decidir a lutar pelos jovens que não conhecem a Deus, ao invés de sofrer porque não tenho aonde ir neste próximo final de semana. Que Jesus me oriente a enxergar a obra que o inimigo de Deus está fazendo através das novelas, ao invés de sofrer junto com o mocinho da novela, que está sendo injustiçado. Que Maria, mãe de Deus, me ensine a ser feliz ofertando minha vida Àquele que é a felicidade. Amém! Deus abençoe! Shalom! =D Kaike Messias Cominesi

Fora te procurei e foi dentro de mim que te encontrei

“Fora te procurei, e foi dentro de mim que te encontrei…” Sou Rhaynna, vocacionada da Comunidade Católica Shalom, tenho 18 anos. Quando eu tive a minha primeira experiência com o amor de Deus, que foi no Renascer de 2013, pude dizer com toda certeza: encontrei o meu lugar! Logo que completei 15 anos, comecei a frequentar uma igreja evangélica com minha tia e minha avó. Nesse tempo, havia começado um namoro que foi o marco da  minha vida. Nesse namoro, encontrei decepções que, no entanto, foram edificantes, mesmo sem entendê-las. Estava tudo perfeito, era quase um sonho tudo o que eu estava vivendo. Sentimentos foram brotando no meu coração pois eu “amava”  meu namorado, e me sentia “amada” também. Em uma noite, após o culto, fui rezar para dormir, mesmo sem saber fui conversando com Deus, nessas palavras: “Senhor, gosto muito do meu namorado, mas eu quero um sinal para saber se é com ele mesmo que eu devo passar o resto da minha vida”. Com o passar do tempo, para a minha surpresa, tive uma decepção. Meu namorado me traiu. Foi um choque, mas, ao mesmo tempo um sorriso, uma alegria brotavam no meu coração, porque mesmo com a dor da decepção, percebi que Deus escutava minhas orações. Eu tinha três amigos que estudavam na mesma escola onde eu estudava e que pertenciam ao Shalom. Sempre os ouvia falar com bastante euforia do Acamp’s, Halleluya, Renascer… Sempre amei teatro, e gostava de participar de peças na escola, e um dia esses meus amigos me convidaram para participar da via-sacra. Eu fui, e no dia da apresentação, eles estavam conduzindo um momento de oração. Foi quando eu senti um negócio estranho acontecendo comigo, eu não conseguia parar de chorar. Foi quando rezaram por mim, mas eu não queria aceitar, pois era protestante e aquilo, pra mim, não passava de algo confuso. Fui convidada a visitar a Comunidade e, ao chegar lá, aquele clima diferente me agradou completamente. A alegria da Obra Shalom me contagiou e fui, aos poucos, sendo evangelizada pelo próprio Espírito de Deus. Depois do Renascer, me engajei no grupo de oração. Confesso que já senti vontade de largar tudo e sair correndo, mas hoje tenho a certeza de que a Graça que me sustenta vem de Deus. Hoje posso dizer com plena certeza e sem medo de ser feliz: Sou Shalom e amo a minha vocação! Rhaynna Hevilla

Culpava a Igreja por minha frieza

“Em Sua casa há sempre um lugar pra quando eu voltar” Foi esse verso, de uma canção do padre Fábio de Melo, o gatilho necessário para retornar Àquele que sempre esteve comigo o tempo todo, mas que eu não notava e até mesmo rejeitava. Quando criança, era engajado na minha paróquia no interior de Alagoas, no município de Teotônio Vilela. Cheguei a participar e coordenar grupo de oração, mas já no início da adolescência, depois de mudarmos para o município vizinho, afastei-me drasticamente da vida com Deus. Apesar de residir ao lado da Igreja, mal ia às Missas. Iniciei o Crisma, mas desisti no meio do caminho, pois minha mente, já aspirando à vida adulta, não conseguia aceitar tamanha simplicidade nas coisas pregadas, pareciam “anedotas infantis”. Minha razão já não dava espaço para os ensinamentos de Deus. Isso perdurou por praticamente dez anos. Na vida escolar e universitária, tinha uma necessidade absurda de ser aceito, fazer parte de um grupo. Minha mentalidade ingênua precisava ser modificada, precisava seguir a corrente da maioria, precisava ir matando em mim muitas coisas que eu julgava “intocadas” para ser feliz, para ser realizado, afinal, essa é a meta de todo ser humano. A vida com Deus nesse tempo não passava de uma ilusão para mim mesmo, talvez tivesse chegado a uma mera convenção social. Intitulava-me católico, mas conforme meus julgamentos e vontades, meus conceitos e certezas. Respeitava as diversas crenças, mas não me sentia atraído por outra fé. Nesse tempo todo de ‘ausência’, não conseguia  me ver em outro lugar. Culpava a Igreja pela minha frieza e a de muitos fiéis, pela forma não atrativa de alcançar as pessoas. Entretanto, uma hora era necessário cair em mim e verificar que o problema não estava fora, mas aqui dentro. Entre junho e julho de 2012, fui tomado por sintomas estranhos: taquicardia, insônia, falta de ar. Preocupado, investiguei o que se passava, quando foi diagnosticado o início de uma depressão. Ali me senti no fundo do poço, eu tinha descido ao lugar mais baixo. Já tinha chorado diversas vezes até a culminância disso tudo, uma frustração profissional tinha tomado proporções que eu não entendia, pois me achava autossuficiente o bastante para contornar isso. Ledo engano! Queria resolver esse problema, mas sabia que medicação não era a solução. Não no meu caso. Eu tinha o pensamento de voltar a me engajar na Igreja quando me estabilizasse, tivesse tempo. Porém, diante da dor que me assolava, não podia esperar mais. Aceitei o convite de minha irmã mais nova para ir a um grupo de oração que ela freqüentava havia pouco tempo. Sabendo que me ajudaria, insistiu no convite e eu aceitei. No primeiro encontro, o verso que intitula esse testemunho me chamou a atenção e o guardei comigo. Foi maravilhoso, notava que era isso mesmo que eu precisava. Nascia o desejo de continuar a ir mais fundo. Como o grupo tinha a proposta de reflexão e meditação, parti em busca de algo que era importantíssimo para mim: a ação e a interação entre os participantes. Confessei esse desejo a dois grandes amigos. Cada um me indicou um lugar. Na mesma semana, conheci os dois. O Shalom, que eu nunca tinha ouvido falar na minha vida, conheci por último e me encantou de uma forma definitiva. Conheci a oração carismática e ao mesmo tempo em que me amedrontei, estiva radiante de alegria, pois o que estava buscando, eu sabia que tinha encontrado. A cada encontro, uma pacificação, um novo olhar sobre mim, sobre meus planos, sobre a minha vida. Deus olhava para mim e não me condenava por tamanha ausência, ao contrário, me amava cada vez mais. Mas eu precisava dar passos, via aquelas moções, proclamações e achava isso muito distante. Diziam que Deus falava aos seus corações, nas suas mentes. Minha razão mais uma vez era incapaz de acreditar. Até que passei a rezar, diariamente, e exatamente como um exercício, mas um exercício de amor. Notei, enfim, a Sua Voz. Hoje, cada encontro meu com Ele é especial. Como pude estar distante tanto tempo? Por que tão tarde? Hoje sou imensamente grato a Deus por ter me esperado e por continuar a me esperar, por deixar reservado meu lugar em Sua casa. A vida de oração trouxe respostas a muitos porquês que eu tinha sobre a Igreja, reavivando a minha fé e modificando por completo o meu olhar imaturo sobre o maior sacrifício vivido em cada Missa. Descobri a beleza da liturgia, a vida dos santos, carismas, vocação. Encontrei uma Igreja viva, dinâmica, atuante. Ela resgatou em mim aquele moleque do passado, que está reavivando vários conceitos que estavam mortos e que tem se alegrado por não se ver mais só. Uma Voz clara que me impulsiona, que fez com que eu e meus irmãos de grupo de oração crescêssemos na Fé. Experimento concretamente a misericórdia do Senhor em minha vida pois, por providência, fui ovelha de um grupo e hoje sou núcleo de outro, ambos levam a misericórdia em seus nomes (Rahamim e Hesed, respectivamente). Fui percebendo que é neste espaço da vinha que Deus me convida a estar, nessa maneira nova de anunciá-Lo, criativa, ousada, feliz, extremamente feliz. Estava em busca da solução de um problema e Deus me deu muito mais que isso, me mostrou a alegria de ser Dele. Obrigado, Senhor!                  Euclides Lira       Vocacionado da Comunidade Shalom

Deus me fez uma proposta “impossível”, porém irresistível

Sou Luciana Peres, tenho 28 anos, sou celibatária e consagrada na Comunidade de Vida da Comunidade Católica Shalom. É com muita alegria que venho testemunhar em breves palavras o caminho que Deus tem feito em minha vida e os passos que tenho dado movida por Sua Vontade que é sempre amor e sustentada por Sua Graça. Tive uma vida normal como qualquer outra jovem que faz planos e projetos pessoais. Cursava administração, tinha vontade de ser muito bem sucedida profissionalmente e dedicava-me bastante para isso. Porém, a Vontade de Deus que sempre é maior que a nossa interviu em minha vida e abracei o Seu chamado de uma vida missionária. Já não era mais o bastante para mim a fidelidade aos sacramentos, o comprometimento na Obra Shalom. Deus queria mais e eu também. Ingressei na Comunidade aos 20 anos e, na vivência da vocação, fui encontrando o grande sentido de minha vida. Porém, não era somente isso, Deus queria ainda mais, foi aí que Ele me fez uma proposta “impossível”, porém irresistível. Colocava-me na Sua presença no desejo de descobrir de que forma poderia retribuir melhor tanto amor recebido. O Senhor, então, me fez o convite mais sublime, mais grandioso, mais pleno de ser somente Dele. Ouvir do Senhor que aquela era Sua Vontade e mais ainda, era a minha identidade, o que fui criada para ser, mergulhou-me em uma experiência profunda com a Sua misericórdia que me cercou e me rendeu. Foram quatro anos rezando, discernindo, amadurecendo aquela Voz que me chamava a “segui-lo onde quer que Ele fosse” (Ap 14, 4b). Foram anos de lutas, provas, tentações, onde tantas vozes tentavam me confundir e me afastar Daquele que é o Amado de minh’alma. Porém, como o profeta pude afirmar: “Seduziste-me Senhor e eu me deixei seduzir.” Dei meu pobre sim a Deus e fiz minha primeiras promessas no Celibato pelo Reino dos Céus. Como é bom saber que tenho um dono, Alguém a quem posso dedicar minha vida, a quem posso ofertar com alegria a minha juventude, a quem posso dar o melhor de mim. Em meu coração existe este espaço que apenas o amor de Deus pode preencher, uma solidão feliz que nenhuma criatura pode violar. Celibato não é triste solidão, pelo contrário, é Presença repleta de amor. E deve ser vivido em nome do mundo inteiro, pois quanto mais pertenço ao Senhor, mais sou lançada a ofertar minha vida pela humanidade inteira, pelos jovens. Posso afirmar que experimento a cada dia que nenhuma rendição foi e é tão feliz quanto a minha. E posso afirmar com minha vida: VALE A PENA! Concluo meu testemunho com uma frase da Beata Ângela de Foligno que resume minha experiência de rendição ao Senhor: “Em tua cruz coloquei o meu leito.” Maria, Esposa do Espírito, rogai por nós. Shalom. Luciana Peres

Salvador tem nove novos membros com Promessas temporárias na Comunidade

No dia 16 de maio deste, 9 irmãos da missão de Salvador fizeram suas primeiras promessas Temporárias no Carisma Shalom, sendo 8 membros da Comunidade de Aliança e 1 da Comunidade de Vida. Presidiu a Santa Missa, nosso Assistente eclesiástico Pe. José Maria, sempre presente na vida da Comunidade de Salvador. “Tu és meu filho e Eu hoje te gerei.” (Sl 2) rezávamos na Liturgia daquela Eucaristia, que fazia meu coração transbordar de gratidão  ao reconhecer a misericórdia de Deus em ter me escolhido e me separado para uma missão. Deus me gerou para dá-lO aos homens, de modo especial aos jovens, e isso junto com a Comunidade, junto com a Igreja. Ficava claro dentro de mim o sentido de ser consagrado: viver para o outro; o Outro que é Deus e o outro que é o irmão. Assim sou feliz!” disse Tácio Leiva – neo consagrado na Comunidade de Aliança Shalom. Para Caroline Araujo,  consagrada na Comunidade de Vida shalom, “a graça da consagração, gerou  um grande louvor porque Deus nesse tempo, me fazia entender o sentido da minha oferta: os jovens!” Confira a galeria de imagens: https://comshalom.org/galleries/missa-de-consagracao-na-comunidade-de-vida-e-alianca/

PJJ: sou fruto dessa obra

Eu me chamo Caroline Araujo, sou da missão do Shalom em Salvador (BA), coordeno o Projeto Juventude para Jesus e sou missionária da Comunidade de Vida Shalom. Neste mês de maio, experimentei da graça que é ser escolhida por Deus para consagrar a minha vida por inteiro a Ele, em vista de um povo. Nos dias que antecediam a minha consagração de vida, que eram também os dias que antecediam o jubileu do PJJ, eu, de fato, ia vivendo aquilo que o nosso fundador disse há quase 32 anos: “Quero ofertar minha vida, gastar os meus dias, minha juventude, por AMOR! (…)”. À medida que eu rezava com a graça da consagração, existia um grande louvor porque Deus, nesse tempo, me fazia entender o sentido da minha oferta: os jovens. No sábado (17), enquanto rezávamos na Adoração dando graças a Deus pelos Seus inúmeros feitos na vida de tantos jovens no mundo inteiro, e em especial, pelos jovens da missão de Salvador, fui tomada de uma profunda alegria porque também fui alcançada por Deus na minha juventude. Essa alegria, hoje, também me faz dar sentido à missão que Ele me confia aqui com os jovens que já fizeram o encontro pessoal com Jesus Cristo e que trilham um caminho de santidade, de luta diária por viverem a radicalidade evangélica. Minha oferta de vida é também por todos os outros jovens que, ainda não tendo provado a verdadeira felicidade que está em ser amigo de Deus, buscam ser saciados, mas como nos diz o Papa Francisco, são “uma juventude ‘saciada’, mas fraca”. Louvo a Deus pela missão do Projeto Juventude para Jesus, porque sou fruto dessa obra e hoje posso dar de graça o que de graça recebi e de forma especial, louvo a Deus pelos jovens de Salvador. Sou muito feliz por ofertar a minha vida por vocês, com vocês e para vocês! Hoje, aos meus 21 anos, testemunho que não há vida melhor: ser uma consagrada, separada por Deus para apresentar aos jovens desse tempo que existe uma felicidade plena, não com ausência de sofrimentos, mas com o diferencial que é a santidade. Shalom!   Caroline Araujo

Parece um hit brega, mas foi exatamente assim

Sou Jussara Marques, tenho 27 anos, sou missionária da Comunidade de Vida da Comunidade Católica Shalom. Conheci o Shalom em 1998, com 11 anos de idade, quando participei de um Seminário de Vida no Espírito Santo. Foi uma experiência muito forte que marcou intensamente a minha vida interior.  Mas infelizmente, meu grupo de oração não durou mais do que um ano e meio, era um grupo fora do Centro de Evangelização. E eu passei toda a minha adolescência e início da juventude sendo alimentada por uma catequese familiar, que era muito boa, mas não o suficiente para me manter atraída à vida cristã. Eu lia a Bíblia e o Catecismo da Igreja Católica. Acho que li os dois por inteiro antes dos meus 15 anos. Entendia bem, era capaz de falar sobre qualquer assunto da Igreja com tranquilidade, claro que, respeitando o entendimento de uma adolescente, mas precisava de algo vivo! Precisava de algo que custasse a vida! Aos 17 anos, ingressei na UFRN, no curso de Filosofia, movida pelo desejo de encontrar verdades puras, pelo desejo belo, bom e verdadeiro. Mas nessa idade, a minha catequese já não tinha grande força sobre o meu comportamento. Não deixaria de fazer nada que eu quisesse fazer por aquilo ser pecado. Sentia que meu estilo de vida ia se distanciando cada vez mais da Igreja. Contudo, uma coisa não mudava: todo domingo eu estava na Missa, já que esta era uma regra bem clara dos meus pais, e eu morava “debaixo do teto deles”. A universidade é um mundo sedutor, tudo que eu gostava encontrava naquele meio: livros, conversas entusiasmantes, política, arte, cultura, amigos, romances. Não demorou muito para meu pensamento tornar-se completamente relativista. Estava no movimento estudantil e estudava Simone de Beauvoir, já não achava possível encontrar verdades puras e nem que Deus tivesse mais algo a ver comigo. Nunca neguei a existência de Deus, pensava em não perder tempo com isso (também não podia negar o que senti na adolescência), mas preferia pensar que minha vida não estava ligada a Ele. Isso relaxava a minha consciência. Foi quando no penúltimo ano da faculdade, com 21 anos, fui pagar uma cadeira complementar de Estética.  A proposta era fazer uma relação entre Nietzsche e uma obra de Dostoiévski, chamada “Memórias do Subsolo”.  A identificação com a personagem central do romance foi extremamente imediata, era um personagem  que apresentava muitos paradoxos, ele queria ser mal, mas nunca conseguia sê-lo o suficiente. Uma obra rica! Na metade do livro, surge uma outra personagem , a Lisa, e com ela toda uma moral cristã, que aos poucos foi lavando-me interiormente, expressões da minha infância como “alma esposa”  brotou das entrelinhas. Mais à frente, apareceram no romance relações claras com as cartas paulinas, mas o grande estopim foi quando o autor falou sobre a ressurreição, já não podia ler o texto longe da hermenêutica cristã, longe de uma hermenêutica esponsal, uma hermenêutica da ressurreição. Fiquei constrangida quando me dei conta de que tudo que acontecia no meu interior era obra do Espírito Santo que recebi no meu Batismo, e que Ele não me abandonou mesmo com tantas burradas de minha parte, mesmo quando já não queria ter minha vida relacionada ao Sagrado. Já não podia mais viver da mesma forma, trazia dentro de mim algo Santo! O Belo, Bom e Verdadeiro que tanto busquei, que já havia cansado de buscar.  Sem mérito algum, Deus me revelou a Sua face… a face do Ressuscitado! Não consegui permanecer em certas festas, não suportava ler qualquer coisa, e alguns filmes de arte que eu tanto gostava passaram a me dar náusea. Passei a me sentir como um sacrário, não podia me submeter a qualquer coisa. Rapidamente, deu para perceber que eu não iria muito longe só com a minha boa vontade de ter uma vida coerente com o Sagrado que habitava em mim. As quedas começaram a acontecer. Foi quando em agosto passei de ônibus na frente do Shalom de Petrópolis, em Natal, e algo dizia que eu deveria entrar naquela hora, ou jamais entraria novamente. Corri para o Shalom, fui acolhida por um irmão que estava fazendo a faxina, ainda era manhã, mas ele me levou para a capela, e me deixou só, diante do sacrário. Depois de uma longa conversa com o Senhor, num momento de oração que não me foi estranho (havia em mim uma certa intimidade com a Verdade), saí decidida a entrar na Obra Shalom. Não havia para mim outro lugar na Igreja, isso era certo, afinal foram termos que eu só havia ouvido no Shalom que me despertaram. Acho que ali já era certo todo o resto, até mesmo ser Comunidade de Vida! Parece loucura, mas foi exatamente assim, queria consagrar-me a Deus ali, mesmo sem saber o que era Carisma, quem era Moysés, e pensando que o autor do “Enchei-vos” era um homem. Queria ir ganhar o mundo, queria fazer tudo, queria resgatar a dignidade de tantos jovens que estavam como eu, perdidos em tantas mentiras sedutoras. Mas foi na vida de oração, na Palavra, que Deus foi vencendo minha razão. Ganhando-me por inteira, me fazendo promessa. Tem uma que Ele me fez enquanto fazia o estudo do “Enchei-vos”, na semana sobre “Pecado e Salvação”, que eu lembro todos os dias quando chego para as Laudes na minha casa comunitária. A profecia foi “Vou tirar você desse lugar e vou levar você para viver comigo, e não importa o que os outros vão pensar”. Ok! Parece um brega, mas foi exatamente assim. Eu moro numa casa que tem sacrário! Eu moro com o Senhor há 4 anos! Sou feliz! Todos os dias, mesmo os mais desafiantes, aqueles que coloca à prova tudo, eu lembro do lugar de onde o Senhor me tirou, lembro de Suas promessas, lembro que sou habitada! Não posso gastar minha vida de outra forma, que não seja pela Igreja, pelos jovens, pelos pobres, pelos “Tomés”, pelos homens. Com um ano e meio de Obra, ingressei na Comunidade

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