Arraiá da Paz, o arraiá dos meus sonhos

             No dia 1º de julho, a Comunidade Católica Shalom realizou o Arraiá da Paz, um dos  maiores eventos de evangelização da missão. A festa reuniu cerca de 500 pessoas, no Iate Clube Pajussara. A animação ficou por conta das atrações Fabi Mariah e Tarcy Monteiro e do trio pé de serra, Cheiro no Zóio, quadrilha improvisada e diversas comidas típicas.  Tivemos vários stands  como o P.J.J. – Projeto Juventude para Jesus, Artes, Providência – benfeitor, livraria e Convenção Shalom em Roma. As crianças também se divertiram com muitas brincadeiras, no espaço kids. E esse ano, o foco da evangelização foi o ‘atendimento’ pessoal, o  acolhimento pessoa a pessoa e de  forma inesperada, os xerifes abordavam o povo e levavam  para prender no “xilindró“, ambiente marcante do arraiá, onde aconteceu 04 seminários relâmpago até o final da festa. Segundo Marília Soares, missionária da comunidade de vida, foram alcançadas 100 pessoas, na prisão. “Foi interessante ver a eficácia de Deus agindo em minutos, alcançando o coração dos participantes, dando início a uma experiência com o amor de Deus, fazendo -os desejar  aprofundar- se nessa experiência. Foi só o começo. O Senhor tem muito para realizar na vida deles”, afirma Marília. Um dos participantes, Igor Rocha, pela primeira vez, no Arraiá da Paz disse como foi seu momento no xilindró: “Fui capturado para a prisão, me senti muito tocado, alguém rezou em mim, o que ele me falou, realmente, foi uma intercessão, eu estava triste, e saí do xilindró bastante confiante e emocionado pelo que escutei. A partir dali, passei a curtir a noite, estou adorando, arraiá muito organizado, diversificado, ótima música, só alegria, gente bonita, um evento para a família, um lugar que aconselho todo mundo ir“.   Clique aqui e veja as fotos do evento.  

Shalom 35 anos: o testemunho de um povo

Este testemunho não pertence a uma pessoa, mas a milhares. É a história de um povo miserável, que andava à sombra da morte e foi alcançado pelo choque da ressurreição de Cristo. É a história de um povo que a cada dia é banhado pelo sangue e pela água que jorra do lado aberto de Jesus. É a história de um povo que espalhados por todos os cantos do Brasil e do mundo desejam propagar a todo homem que sofre, que Cristo está vivo. É a história de um povo que encontra na Eucaristia o alimento essencial para a alma e a fonte para vencer as barreiras do mundo. É a história de um povo que descobriu que não se vive só, e que onde dois ou mais estiverem reunidos em Seu nome, Deus se faz presente. É a história de um povo que tem Maria como Porta do Céu, Rainha da Paz e Esposa do Espírito. É a história de um povo que enfrenta combates diários para dizer sim a Deus e que luta, a cada instante, para alcançar o seu maior objetivo: a santidade! É a história de um povo que encontrou em Deus o seu maior tesouro e que sabe que a amizade com Ele é a mais bela que pode existir e, por isso, busca fazê-Lo feliz. É a história de um povo que, mergulhado no mar da misericórdia de Deus, sabe que não há ferida que Deus não possa curar e não desiste de tocar as chagas da humanidade. É a história de um povo incansável que nasceu do Amor, por Amor e para o Amor. É a história de um povo que viu na cruz a fonte da vida e o sentido de toda a sua existência. Essa é a minha história. Essa é a história dos milhares de membros da Comunidade de Vida, Aliança e Obra Shalom. Essa é a sua história, que é alcançado de alguma forma pelo carisma Shalom, seja pela missa, rádio, tv, artes, redes sociais, portal, casas de promoção humana, etc. Essa é a nossa história. Essa é a história de um povo, que nasceu no coração de Deus e que ganhou expressão através da oferta de um jovem, que determinado pela evangelização e impulsionado pelo Espírito Santo, fez de um povo uma família, um só coração. Este é o testemunho de um só coração, inquieto, que há 35 anos deseja somente chegar no coração do homem e lhe anunciar: Shalom, a paz esteja convosco! Feliz 35 anos.

A alegria de experimentar o Amor

Faço uma breve partilha com vocês sobre a alegria de experimentar um amor pessoal, misericordioso, eterno, gratuito, constante e generoso: O Amor de Deus. Sou casada na igreja católica, porém separada há 15 anos. Tenho um filho com 18 anos de idade. A separação feriu bastante minha dignidade como mulher e também minha castidade, pois me envolvi em relacionamentos no intuito de me sentir amada e não me sentir só, mas nada preenchia o vazio que havia em mim, e Deus, que desde toda a eternidade me amou, ia me fazendo perceber que o relacionamento que eu vivia estava fora da vontade dEle. O desejo de Deus era que eu me aproximasse dEle, mas na minha incoerência, olhava para o meu pecado e me sentia extremamente indigna de me aproximar. Fui então me afastando cada vez mais da Igreja, dos Sacramentos, consequentemente de Deus e da Sua vontade. Mas Ele, que no seu desejo por mim, abraçou a cruz, sempre ia me atraindo. Em um momento de minha vida aquele relacionamento fazia com que eu me sentisse a pior das pecadoras, mas eu não tinha forças para romper; até que Deus interveio e o relacionamento chegou ao fim. Eu, mais ferida ainda, sentia-me cada dia mais só; minha vida não tinha um sentido próprio, faltava algo. Busquei no Santo Terço (até então a única maneira que sabia rezar), o consolo que precisava. Foi então que tive uma experiência com Jesus Cristo abandonado na cruz. Entendi que Ele sentia, sabia das minhas dores e podia curar as minhas feridas mais profundas. Mas como me relacionar com Ele? Eu não sabia… Deus me fez recordar de Paulo Lamenha, um amigo da comunidade. Pedi auxilio e ele me levou para uma oração e aconselhamento, onde Deus me falou que era preciso renascer da Água e do Espírito. Me engajei no grupo de oração, e no meu coração ardia o desejo de conhecer e me relacionar com Deus. Participei do curso de Formação Básica (FB) onde tive uma fortíssima experiência ao rezar com Gênesis 1,26, “FAÇAMOS o homem à NOSSA imagem e semelhança”. Me percebi imagem e semelhança da trindade, amada pessoalmente. A partir daí esse Amor foi me formando, curando as minhas feridas, me dando um Amor especial pela Eucaristia e já não tinha mais necessidade de nada nem de ninguém além da Pessoa de Jesus Cristo para ser feliz, para amar e ser amada. O Amor me ama! Isso me basta! Maravilhas fez em mim esse Amor! Hoje vivo a castidade, na certeza que o amor de Deus vem em auxílio de todas as minhas fraquezas e necessidades como mulher, como pessoa, como mãe. Procuro ser na minha família, no meu trabalho, sobretudo na vida do meu filho, testemunho de que é possível ser casta e fiel a Deus num mundo onde impera o prazer pelo prazer, onde o outro é visto como um objeto, onde se busca nas coisas e pessoas a felicidade que é uma Pessoa, que está dentro de nós. Hoje entendo as palavras de Jesus quando pergunta: “Que vale ao homem ganhar o mundo inteiro e perder sua vida?” E ainda: “Quem quiser ser meu discípulo renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga”. Hoje entendo porque Nossa Senhora e São José, mesmo tendo um ao outro, fizeram a livre e feliz escolha de serem todo de Deus. Luto com todas as forças para renunciar a minha carne e as minhas vontades, e desejo que o mundo conheça a verdade que me foi revelada por tamanha graça, amor e misericórdia de Deus que me amou primeiro. Segui orientação que recebi de buscar na Igreja a possibilidade da nulidade do meu matrimônio, em vista de um discernimento e reconciliação com minha história de vida, mas sempre abandonada na vontade de Deus e na certeza de que mesmo sem obtê-la, nada me separará do Seu Amor. Sou Elen, tenho 42 anos, Postulante de 1º ano da Comunidade de Aliança da Missão Maceió. Este testemunho faz parte das ações de junho em vista do curso É o tal namoro, saiba mais clicando aqui.

Entrevista com o missionário Breno André Dias, novo responsável pela missão São Paulo

  “Acredito que Deus tem grandes planos para essa missão, planos de expansão missionária, de expansão do carisma. Nós temos uma resposta para o homem de hoje, desse tempo, e quando saio pelas ruas de São Paulo, eu questiono sempre: Como evangelizar esses homens na loucura dessa cidade que não para, mas que tem sede de Deus?”   Essa entrevista com o missionário da Comunidade de Vida Breno André Dias traz essa e outras reflexões pertinentes.  O novo responsável pela missão São Paulo também conta sobre suas experiências espirituais mais marcantes, o chamado de Deus para a vocação Shalom, seus principais desafios enquanto missionário, bem como o discernimento de seu estado de vida e seu noivado. Vale a pena conferir. Até o fim.     Antes de tudo: Você era um jovem de oração? Quando ocorreu sua primeira experiência com Deus? Eu sou mineiro, de Governador Valadares, e, como boa parte do povo mineiro, fui educado numa família católica, em meio ao tradicionalismo mesmo, com toda essa questão da importância da missa dominical, da primeira eucaristia e da crisma. Só que a Igreja, para mim, era apenas essa missa de domingo. Eu não tinha outros vínculos, nada daquilo fazia brilhar meus olhos. Até que houve um tempo em que eu estava buscando mudar meus rumos, porque eu andava por caminhos que não geravam frutos. E então pedi a uma tia minha, que era da renovação carismática, que me levasse até alguém que pudesse orar por mim. Ela me levou a uma senhora que rezou por mim e começou a dizer coisas que somente eu sabia. Eu e Deus. Foi ali que tive minha primeira experiência com um Deus que é vivo e de um Deus que realmente me conhece. Eu percebi que a vida poderia ter novos horizontes. Eu tinha somente 13 anos e a partir dali comecei a ter novas perspectivas de vida.   E quando foi que você se aprofundou nessa experiência com Deus? Depois daquela primeira experiência, eu fui viver minha vida. Mudei as direções, mas ainda não era de frequentar igreja não. Eu estava com uns 17 anos quando comecei a namorar e essa namorada queria passar o carnaval em um retiro espiritual da Canção Nova. Relutei de início, mas nós fomos, e foi ali que tive minha segunda experiência com Deus, através dos sacramentos da confissão e da eucaristia. Acho muito interessante porque a confissão realmente me devolveu a mim mesmo, e na sequência, aquela eucaristia me levou a ouvir, pela primeira vez, a voz de Deus. Foi muito forte, eu realmente escutei a voz de Deus. Fiquei assustado também porque meus planos já estavam traçados, as minhas metas de vida definidas, e aquela Voz me pedia para mudar Tudo. E a única coisa que essa voz repetia era: meu filho, deixa tudo, e segue-me. Ali percebi que tudo aquilo que eu havia projetado em minha vida, tudo o que eu tinha colocado como metas na minha vida, eram para mim as minhas “riquezas” – o que mais tarde fui perceber a relação com a história do jovem rico, narrada na bíblia. Foi muito louco, né? Porque você vai a um retiro de carnaval, e daí você escuta uma voz. E essa voz começou a se repetir todas as vezes em que eu comungava. Era a mesma voz, o mesmo tom, e a mesma frase. Parecia uma loucura porque de repente aquilo que Deus pede é uma mudança radical nos planos. Era uma voz que me seduzia. Sabe uma voz que você gosta de escutar? Essa voz silenciava todas as coisas dentro de mim. Comecei a ir à missa todos os dias, para continuar ouvindo aquela voz. E por causa dessa voz, acabei com todos os meus projetos. Mesmo sem saber para qual caminho Deus iria me conduzir. Foi difícil, foi desafiante, abrir mão dos sonhos, e porque o processo de transformação foi ocorrendo com o tempo. Deixei também minha namorada e ingressei no Vocacional de uma comunidade, onde permaneci por dois anos. E de repente eu recebi a notícia de que eu não trazia traços daquele carisma. Eu me senti sem chão. Eu deixei tudo por causa de uma Voz, e nesse momento em que recebi uma negativa, eu pensei: meu Deus, e agora? Daí eu me lembro da minha avó dizer que iria rezar por mim, e a partir dali eu pensei comigo: Vou seguir minha vida. Já que não é esse o lugar, vou voltar para a faculdade, recomeçar em outra cidade, vou fazer outras coisas, e se Deus quiser, Ele me encontra pelo caminho. Ele é capaz de mudar a história do mundo, como diz São João da Cruz: Deus muda o ritmo do mundo para que a vontade dEle aconteça na nossa vida.   Agora você tem 10 anos de Comunidade Shalom. Sinal de que Deus te encontrou mesmo pelo caminho. Conta um pouco disso pra gente. Como você chegou ao Shalom? Com aquela nova mudança de rota, eu me mudei para Belo Horizonte. E um dia uma amiga me apresentou a dois irmãos da Comunidade Aliança, que, como bons shalomitas, imediatamente me convidaram para conhecer o Shalom. A minha primeira reação foi negativa. Eu não achava que seria bom recomeçar em uma nova comunidade, e também estava um pouco ferido com tudo isso. Eu não fui. Mas existia ainda uma inquietação dentro de mim: de fazer aquilo que Deus queria. Isso não silenciava dentro de mim. Perto da minha casa, tinha um Carmelo, e fui atrás de fazer um caminho de discernimento vocacional sério. Fiz uma experiência de três anos no Carmelo, sendo acompanhado por um frei, que me ajudou a ir abrindo cada vez mais meu coração a Deus. Até que um dia, eu estava no meu trabalho um tanto angustiado por não compreender o que Deus queria que eu fizesse da minha vida e recebi uma mensagem daquele irmão da Comunidade Aliança me convidando para um curso de autoconhecimento e cura interior – era o Fio

Hoje eu também quero rezar por você

Hoje quero testemunhar a minha primeira experiência com a intercessão de São José pela Providência Divina que mudou a minha vida. Eu conheci a Comunidade Católica Shalom através do “Café de São José” em 2012. Eu nem precisei participar, mas hoje eu sei que ele sabia da minha necessidade, e sua intercessão passou pela Luciana Barros, integrante da Obra da Missão Maceió, que ao me oferecer um ingresso me falou sobre a Comunidade. O que mais me chamou atenção no convite de Luciana foi o que ela me falou sobre o Shalom, que no Centro de Evangelização sempre haveria alguém para rezar por mim quando eu precisasse. Ainda hoje me emociono quando lembro de suas palavras. Na hora eu fiquei maravilhada, pois eu não sabia que existia um grupo de pessoas que rezava por outras. Sete meses depois, diante uma necessidade muito grande, eu lembrei de Luciana, da Comunidade, “da pessoa” que rezaria por mim e sedenta de Deus, como uma cristã sem muita maturidade e que não sabia rezar direito, procurei o Centro de Evangelização Shalom em Maceió. Deus tinha um tesouro para mim, e hoje posso ver concretamente as joias que já recebi desse tesouro e as que Ele ainda tem para me dar. Só na primeira visita Deus me deu o Seminário de Vida no Espírito Santo que ia acontecer já no próximo final de semana. As palavras que encheram meus olhos e que fez meu coração dizer, “Eu quero isso pra mim!”, foram: “Vida” e “Espírito Santo”. Aquilo inflou o meu peito e me fez suspirar como quem encontra um oásis, que saciaria a minha sede me dando o que eu precisava, vida nova, e realmente encontrei… o Amor. Descobri que eu tinha tido a experiência do encontro com Jesus Cristo, mas que só tinha encontrado, mas O tinha deixado, e que às vezes eu voltava e passava por Ele, acenava e ia embora de novo. Mas a experiência com o Seu Amor faz permanecer com Ele, e foi o que aconteceu comigo. Eu era de igreja, mas precisava conhecê-Lo mais e melhor para permanecer e aprender a levá-Lo aos que tinham necessidade dEle, mas não sabiam. Descobri a imensa alegria de anunciar Jesus, descobri o meu lugar, descobri que eu já tinha o carisma Shalom, mas não sabia onde estava concentrado de forma que eu pudesse desenvolver os dons que Deus me deu e me abrir aos que Ele ainda queria me dar. Aprendi a me relacionar com o Espírito Santo, descobrindo o Poder de Deus, que é o único que pode ir aonde nós não podemos, que desarruma a nossa vida para arrumar do jeito dEle, que transforma, cura, liberta, que nos ama, nos quer, luta por nós, que tem um zelo por nossas vidas e uma incrível paciência, e espera por nós sempre sem se cansar, sem desanimar. Aprendi a conversar com Ele, a ouví-Lo, a deixar que Se faça em mim. Eu sou muito feliz pela vocação que Deus me deu… Vocação Shalom. Sou muito feliz por ter descoberto a minha Igreja Católica e sua beleza. Venha fazer parte desta família, hoje eu também quero rezar por você! Meu nome é Sheyla Campos de Oliveira, tenho 42 anos, sou membro da Comunidade Católica Shalom como Discípula de segundo ano, rumo à Consagração como Comunidade de Aliança.”

Eu, o Tau e o mendigo

Em uma cidade enorme como São Paulo me chama a atenção que um simbolo tão pequeno chame tanto a atenção das pessoas que cruzam conosco por essas ruas e avenidas tão movimentadas e tão cheia de outros simbolos. Era segunda-feira, neo-discípulo, fui à missa em uma paróquia, pela primeira vez, usando meu tau. Era uma manhã fria. Voltava para casa. Eu em meu costume de prestar atenção em tudo o que me rodeia. Um mendigo caminha em minha direção e me pára. Segue-se um dos diálogos mais emblemáticos e ao mesmo tempo revelador para mim. – Me dá esse cordão com essa cruz. -Ih, negão este aqui não posso não. Mas providencio outro para ti. -Mas eu quero é esse. Esse teu. -Este não. E toca no sinal. E eu querendo evitar esse toque. Com medo de sujar, de contaminar com algo de sua falta de higiene. Passado mais de três horas do acontecido, viajando para São Luis do Maranhão, eu entendo que ele não sujou meu sinal. Ele o abençoou. Lembro neste exato momento de uma frase de Nikos Kazantzakis que em seu livro O pobre de Deus  diz que “as vezes, Jesus vem à terra disfarçado de mendigo”. Lembro de meu amigo Francisco com medo e asco do leproso. Eu, ainda, emotivo pelo ingresso no discipulado, me emociono só em pensar naquele e neste encontro. No diálogo que se estabeleceu entre aqueles homens e entre eu e esse mendigo. E me arrependo, ao relembrar da expressão de desejo que se estampou em seu rosto. Eu não o abracei. Poderia ter feito isso. Apenas pus as mãos em seus ombros e continuei: -Esta não é apenas uma cruz. É um tau. É o simbolo visível de uma vocação invisível. É de uma comunidade. -Mas eu quero. Ela é minha. Me dói seriamente não ter chamado ele para ir comigo no Shalom. -Meu irmão, quer algo para comer? -Não. Quero esse teu cordão. Escrevendo sobre isso a emoção toma conta de mim. Eu que estava com tanto medo de como me veriam usando o tau, de como seria tratado na faculdade por meus professores e colegas de turma. É para sentir vergonha, eu sei. Mas a vergonha cedeu seu lugar à alegria, porque esse mendigo veio me dizer o que nenhuma daquelas pessoas a quem eu confessara isso me disse: “esse tau é o sinal de Deus em tua vida. Ele te fará alguém melhor. Ele te levará ao encontro de Deus e de quem Ele quer que você evangelize. Ele te fará amar aqueles que ninguém ama, ele te fará perceber os invisíveis desta sociedade” É revelador para a minha vocação que na última reciclagem eu tenha  tirado como pessoas pelas eu devesse rezar justamente os moradores de rua. Que Deus é esse que vem nos lembrar do que esquecemos e é importante em nossas vidas? Quem me conhece sabe que sou teimoso. Que sou resistente. Sabe que eu tenho muito mais perguntas do que respostas. E quando penso em tantas perguntas uma certeza se faz: eu jamais terei respostas para muitas dessas perguntas, mas um dia, ao chegar diante de meu Senhor, Ele me dirá: senta-te aqui, sabe aquelas perguntas todas? Aqui estão as respostas. Mas enquanto este dia não chega, Ele com sua pedagogia fantástica vai respondendo algumas. E uma delas foi essa. Eu não dei o meu sinal a ele. Mas me decidi a ter sempre comigo algo que pudesse expressar o amor de Deus pela humanidade como Ele fez comigo. “Querido Deus, eu não sei aonde me levarás, mas ensine-me a ser teu sinal nesta cidade e aonde me enviares. Como meu santo do ano eu me abandono em ti e com a valentia de Francisco eu te suplico faze de mim o que quiseres. Estou aqui e diposto a tudo, desde que a tua vontade se faça em minha vida.” Jorge Marvão Neo-Discípulo/ Missão São Paulo    

Tau – um sinal de Deus

Era 1º de Maio de 2011, um dia como hoje: oitava de páscoa, domingo da Misericórdia. Eu estava morando no Rio de Janeiro e havia combinado com uma pessoa de ir à missa na Igreja de Nossa Senhora de Copacabana. Por um “acaso” e por meu jeito aéreo de viver a vida, peguei o metrô no sentido contrário ao de Copacabana (vivendo no automático – era esse o fluxo do trabalho todos os dias) e acabei desembarcando na estação perto do Shalom no Rio. Só me dei conta do erro quando já tinha desembarcado e fiquei pensando se era coincidência ou providência de Deus para que eu fosse à missa no Shalom naquele dia tão singular. Ainda questionando se eu não deveria voltar para meu compromisso inicial, pedi para Deus me dar um sinal que me dissesse se eu deveria mesmo ir ao Shalom e, pra não ter dúvidas quanto a esse sinal, fui bem claro pra Deus: só me convencerás se eu vir uma pessoa usando um Tau**. Parecia minha própria voz, mas se revelava ali a voz do Grande Outro, pois era o próprio Deus quem me conduzia. Havia em mim uma certeza estranha e absolutamente improvável que havia alguém ali e que tudo aquilo estava sendo observado e cuidado. Virei-me para trás e imediatamente vejo aquele Tau pendendo sobre o coração de uma das responsáveis pelo vocacional na época que, com toda sua simpatia, me saudou já me convidando para a missa. Se eu ainda tinha alguma dúvida quanto ao meu destino, já havia me convencido. Intrigado, perguntei diretamente a Deus: Por quê? O que queres nesta missa? O que há de diferente nela? A essas perguntas já em minha reflexão antes do início da missa, o Senhor claramente me falou: “Preste atenção na minha Palavra: Vou falar de tua Vocação.” Eram as mesmas leituras de hoje, 23 de Abril de 2017. Atos 2, 42 – “ Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e colocavam tudo em comum.” Sl 117 –  “ Dai Graças ao Senhor porque Ele é bom! “ IPd 1 6-9 – “ Deste modo a vossa fé será provada como sendo verdadeira- mais preciosa que o ouro perecível.” Jo 20, 19-31 – “A Paz esteja convosco (Shalom!)’ ‘Introduz aqui o teu dedo e vê minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado.’ ‘ Meu Senhor e meu Deus.’” Ali eu soube que havia algo muito grande diante de mim e que até hoje não alcancei a dimensão. Percebo que será assim para sempre: eu diante da grandeza do Esposo Ressuscitado que Passou pela Cruz, compreendendo somente a pequena parte que me é dado entender, extasiado por minha indigna eleição. Hoje, primeiro dia em que acordo com o Tau pendendo misericordiosamente sobre meu coração, sinto Deus lembrar fortemente o que sou. Sou Shalom. E cada passo meu faz balançar para frente este tau, que quando retorna toca meu coração – e meu lado- e me diz de novo: “Shalom! Paz a vós!”.   * Pedro Subtil de Paula, neo-discípulo da Comunidade Católica Shalom em São Paulo. ** Tau – ler https://comshalom.org/sob-o-simbolo-do-tau O Sinal – Ao firmar sua pertença à Comunidade, o membro da Comunidade de Vida ou de Aliança receberá como sinal visível uma cruz em forma de Tau, símbolo de sua eleição e pertença a Deus e à Comunidade. (Estatutos da Comunidade Católica Shalom, 19)  

Alegria marca missa de ingresso no Discipulado da Comunidade de Aliança

Olhos brilhantes e sorrisos fraternos estampavam os rostos dos 303 postulantes, homens, mulheres, casais, que ingressaram, ontem (17), no Discipulado da Comunidade de Aliança da Comunidade Católica Shalom. A celebração aconteceu na Catedral Metropolitana de Fortaleza e foi presidida por Padre Antônio Furtado, tendo como marco a alegria da oferta e a entrega do Tau, sinal visível da Vocação Shalom. Na homilia, o padre falou sobre o misto de medo e alegria sentido pelas mulheres que testemunharam Cristo Ressuscitado citadas no Evangelho de Mateus. “Elas sentiam medo porque era grande a responsabilidade de dizer algo tão precioso, porém elas estavam cheias da alegria que o próprio Cristo anunciava”. O sacerdote fazia menção à vida dos novos discípulos que iniciaram uma nova etapa no caminho de formação da Comunidade. Padre Silvio Scopel, responsável pela missão da Comunidade em Fortaleza, conduziu o momento de entrega da cruz em forma de Tau que com um cordão de cor cinza representa transitoriedade. Durante dois anos, no mínimo, os discípulos se prepararão para a consagrar suas vidas a  Deus no carisma Shalom. Alcançados pela Misericórdia de Deus Os membros da Comunidade de Aliança são chamados a seguir Jesus em meio à vivência familiar e em meio às atividades profissionais, assumindo o compromisso de vivê-las segundo a Vocação Shalom. O neodiscípulo da Comunidade de Aliança Leandro Tavares, 21, expressa o sentimento de gratidão. “Agradeço a Deus pela eleição dele e pela sua misericórdia de ter me colocado jovem numa vocação que tem em sua primazia a evangelização dos jovens”. Leandro falou ainda sobre sua proximidade com Maria. “Aprendo com Nossa Senhora o que é ser esse discípulo amado de Jesus, como João foi.” Francisco Brito e Patrícia Maria, casados há quase 10 anos e pais de três meninas, ingressaram juntos no discipulado. Eles partilham sobre as graças e desafios do ser Comunidade de Aliança. “Nós sentimos alegria com o sim que damos a Deus, todas as realidades como família, incluindo as dificuldades, doamos a Ele.” Tainã Maciel

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