Uma profecia em terras bolivianas

Olá irmãos. Me chamo Pryscila Araújo e sou RL da missão de Sucre na Bolívia, e neste tempo de graça, venho partilhar as maravilhas que Deus realiza nesta missão e nas nossas vidas. Antes porém, quero partilhar o quão ‘especial’ é a nossa missão. Chegamos em Sucre dia 15 de outubro de 2014 (dia de Santa Teresa de Ávila); éramos 3 irmãs da Comunidade de Aliança em uma fundação. Como íamos viver e sobreviver em uma terra estrangeira como Comunidade de Aliança era algo que em Deus, dia a dia, teríamos que descobrir… e descobrimos. A vida fraterna e comunitária, juntamente com os estudos e trabalhos, mais a vida apostólica foi o caminho que o Senhor nos deu, um novo estilo de vida, caminho de cruz e ressurreição. Por graça de Deus em pouco tempo já estávamos nos comunicando em espanhol e fazendo amizades, partilhando da nossa vida e evangelizando os jovens bolivianos. Logo em seguida Deus nos providenciou trabalho e pouco a pouco fomos vivendo a nossa missão no chamado que o Senhor nos fez como Comunidade de Aliança. A igreja nos confiou o trabalho evangelizador dos jovens universitários e aí abraçávamos a missão na Pastoral Universitária da arquidiocese. Por meio de encontros, eventos, retiros, viagens, pouco a pouco fomos buscando o caminho de chegar ao coração desses jovens….. Desde que chegamos na missão, a Igreja local já nos apresentou um lugar que nos seria cedido para que os missionários possam morar e aí também realizar as atividades apostólicas. Buscamos em oração descobrir o que Deus queria realizar; logo tivemos um projeto de reforma da casa aprovado e no primeiro semestre de 2016 começamos a reforma da casa, na expectativa também de receber os primeiros irmãos na missão para compor a nossa Casa Comunitária. E hoje, com 2 anos e 4 meses de missão, louvamos a Deus pela Sua fidelidade em nossas vidas e missão. Estamos concluindo a reforma da casa e em breve vamos nos mudar para a ‘nossa casa Shalom’. No dia 20* de fevereiro também vamos acolher nosso primeiro irmão missionário e o Carisma já alcança um povo que por meio dos nossos grupos de oração tem uma experiência com Jesus Ressuscitado. A obra de Deus está apenas começando… é um novo para essa Igreja, para as nossas vidas e para a Comunidade que por meio da profecia que vivemos nessa missão convida os irmãos da Comunidade de Aliança a ir “aos confins da Terra” levando o Shalom do Pai a todos os povos. Uma profecia de Deus; uma obra de salvação, amor e misericórdia manifestada nas nossas vidas. Alegremo-nos e Nele exultemos. Não tenha medo de se aventurar na vontade de Deus em sua vida. Partir em missão é lançar-se no Amor. Rezem por nós. Shalom *Testemunho enviado dia 14 de fevereiro

Shalom prepara fundação de sua segunda presença missionária na Polônia, em Varsóvia

  Representantes da Assistência Internacional Shalom e a responsável pela missão Shalom em Cracóvia, Michele Magalhães, estão em visita à cidade de Varsóvia, capital da Polônia, para participar de algumas reuniões em vista de preparar a próxima fundação da Comunidade Shalom no país. No último dia 2 de março, os membros do Shalom encontraram-se com o Arcebispo da cidade, Cardeal Kazimierz Nycz, em vista de definir com mais detalhes a colaboração missionária entre a Arquidiocese Varsoviense e a Comunidade.   Por ocasião da última Jornada Mundial da Juventude, em julho de 2016, cerca de 1000 jovens peregrinos da Comunidade Shalom estiveram em Varsóvia (vindos de várias partes do Brasil e de mais outros 20 países do mundo) para participar de uma Semana Missionária na cidade, período conhecido como “Pré-Jornada”. Antes de partirem para Cracóvia para viver o grande encontro internacional dos jovens com o Papa Francisco, os jovens peregrinos puderam experimentar uma semana de atividades culturais, formativas, de oração e de lazer na capital polonesa. Estes dias de atividades missionárias geraram muitos laços de amizade e de comunhão entre os peregrinos Shalom e os jovens e famílias de Varsóvia. “Um fruto muito concreto dos dias vividos durante a JMJ na Polônia foi uma grande comunhão missionária que nasceu entre os jovens Shalom e os jovens de Varsóvia. Lembro daqueles dias vividos aqui e da alegria que existia no coração dos jovens, experimentando aquele dom da Unidade a partir do Carisma Shalom, da nossa forma de rezar, de anunciar Jesus e de testemunhar Sua presença em nossas vidas”, diz Pe. Cristiano Pinheiro, assistente internacional da Comunidade Shalom, que acompanha o diálogo entre a arquidiocese de Varsóvia e a Comunidade Shalom. “Já temos 5 missionários vivendo em Cracóvia, desde 2015, o que é um fruto muito concreto da última JMJ. Agora esta nova presença em Varsóvia faz parte desta grande ação que Deus começou aqui na Polônia e que Ele quer continuar operando e multiplicando”, diz Michele Magalhães, responsável pela missão Shalom na cidade de Cracóvia. Contando com o apoio de sacerdotes, leigos e jovens de Varsóvia que já caminham à luz do Carisma da Comunidade Shalom, o Escritório Internacional da Comunidade trabalhará para a definição de uma presença missionária do Shalom na capital polonesa até o fim do primeiro semestre deste ano de 2017. Pawel, um dos jovens de Varsóvia que têm se dedicado a ajudar na chegada da Comunidade Shalom na cidade, testemunha: “Por causa do Shalom, eu descobri que caminho eu deveria seguir na minha vida, ao que eu deveria me dedicar. Eu quero viver e mostrar a mesma alegria que aqueles jovens manifestam. Eu sei que Deus quer que eu viva! Como não dar a Deus a minha vida e minha felicidade?” A Comunidade Shalom deseja, de fato, ser uma presença de Paz, uma ponte entre a Alegria do Coração de Deus e a busca de felicidade do coração dos homens. De malas prontas para Varsóvia! Shalom! Assistência Internacional

Ir aonde não há padre

As Missionárias de Jesus Verbo e Vítima têm muitas vezes que se deslocar por horas de barco para visitar um povoado isolado “Tupãsy! Tupâsy? A mãe de Jesus está chegando!” Essas foram as palavras ditas em Guarani para recepcionar as Missionárias de Jesus Verbo e Vítima. O povo das aldeias remotas do departamento de Canindeyú do Paraguai, fronteira com os estados brasileiros do Mato Grosso do Sul e Paraná, nunca tinham visto freiras usando véus antes. Quando as Missionárias de Jesus Verbo e Vítima, saídas do Peru, chegaram ali em meados do século XX, foi uma grande novidade para as comunidades rurais da paróquia da Virgem do Carmelo de Villa Ygatimy, uma aldeia localizada a cinco horas, a nordeste de Assunção, capital do Paraguai. A região paroquial tem cerca de 20 mil fiéis nas 100 capelas dispersas na Diocese de Ciudad del Este, cujo extensão é equivalente ao território da Bélgica. Os fiéis, ávidos por sacramentos “Há três sacerdotes em Curuguaty, a 45km daqui, que atendem a 92 capelas, onde só as vezes conseguem estar presentes. São eles que visitam as comunidades que não estão perto das rodovias asfaltadas, e que só podem ser acessadas em tempo seco, por conta das estradas de terra. A comunidade de Katuaté está a 160 quilômetros… e o sacerdote chega lá três ou quatro vezes por ano. Durante uma semana visita as capelas, celebra Missa e atende confissão, por vezes, durante um dia inteiro. Os fiéis esperam sua vez pacientemente, por horas, para receber os sacramentos”, explica a madre María Luján, uma religiosa argentina. Suas irmãs peruanas, responsáveis por animar a pastoral nas comunidades rurais sem sacerdote, celebram casamentos, batismos e funerais, organizam a Liturgia da Palavra e levam a Eucaristia para os doentes. Este é o carisma das Missionária de Jesus Verbo e Vítima: ir aonde não há a presença de sacerdotes por meses ou até anos. “Nossas irmãs vivem e atuam nas mais remotas áreas da América Latina. Elas cuidam das pessoas que não têm endereço postal, dos pobres e esquecidos na Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Peru”, explica a madre María Lujan. Esperando 4 anos a chegada de um padre “Para receber a hóstia consagrada, nós viajamos 45 quilômetros até a cidade brasileira de Paranhos no Mato Grosso do Sul”, continua María Luján. Nós então dirigimos até a capela de Santo Antônio, a 12 quilômetros da cidade mais próxima, na companhia do padre Ernesto Zacarías, o ecônomo da diocese. Atordoados pelos caminhos de terra cheios de ramificações, finalmente chegamos a comunidade de 34 casas, com um total de 210 fiéis. Os fiéis estão há mais de uma hora nos esperando pacientemente entre cânticos em espanhol e em guarani, no meio de um calor húmido e asfixiante de dezembro. Se reúnem numa pequena construção de alvenaria, que eles mesmos ergueram em conjunto, e ali expressam sua alegria com a chegada do padre. Ele é o primeiro clérigo que pisa nesse remoto lugar em quatro anos. “Levam até ele as pessoas enfermas e, as que não podem se deslocar, ele vai até suas casas para dar a unção dos enfermos. O ‘sequestramos’ para as confissões, que duram horas… o sacerdote termina exausto”, brinca a madre Lorena, a religiosa peruana responsável por essa comunidade de fiéis. Natural de Cajamarca, uma aldeia no planalto do norte do Peru, serve em Ygatimy faz três anos. A chegada das religiosas transformou a comunidade Os habitantes das aldeias gostam da presença das religiosas peruanas. “Dizem que estão felizes por Deus vir visitá-los e por Ele se deslocar até as pessoas simples. Eles são muito pobres, “mas tem tanta sede de espiritualidade!” Nas aldeias, onde a natureza lindamente mistura o verde das árvores com os tons vermelhos-ocre da terra, os habitantes vivem da agricultura, pecuária, produção de queijo e da colheita de frutas. Depois da missa, os fiéis falavam sobre a infeliz situação em que os jovens vão para a cidade para obter seus diplomas, e depois, tendo contato com a vida da cidade com suas modernas tecnologias e tentações, eles não querem mais voltar para as aldeias que são completamente isoladas, não querem voltar para a vida simples e cheia de dificuldades. Desde que as irmãs chegaram em 1999, diz a Madre Lorena, a região sofreu uma transformação. “Observamos uma transformação espiritual. Antes, as pessoas mal participavam da vida paroquial. A igreja estava suja, sem cuidados. Os retiros espirituais levaram a uma grande mudança. Agora, há mais solidariedade e menos abuso de álcool e drogas. Os doentes são melhor cuidados”. Continuamos nosso percurso por mais uns cinquenta quilômetros numa estrada de terra e pó e chegamos à Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Ypehu, na cordilheira de Amambay. Aqui nos recebe a madre Beatriz, superiora da pequena comunidade local das Missionárias de Jesus Verbo e Vítima. Seitas protestantes do Brasil Tenho como base o convento, as freiras peruanas realizam a pastoral em treze capelas. A mais distante está a 41 quilômetros de distância. No entanto, todas estas capelas só podem ser alcançadas por estradas muito acidentadas, que colocam em teste seu veículo all-terrain (apropriado para todo tipo terreno). Um padre do Brasil visita essas aldeias quatro vezes por ano. Durante a Semana Santa, um padre enviado pelo bispo da Ciudad del Este vem celebrar o sacramento da confirmação. Em Ypehu, as seitas protestantes do Brasil são uma grade preocupação para a madre Beatriz. Elas podem ser encontradas a pouca distância. “Algumas dessas seitas tem como alvo os pobres, distribuindo alimentos e oferecendo aulas para eles. Essa é a principal razão pela qual as pessoas vão até essa seita. Depois, o pastor os obriga a participar dos cultos. Entretanto, eles ainda participam das nossas celebrações litúrgicas nas missas. As pessoas querem batizar suas crianças na Igreja Católica por terem uma fé enraizada e serem devotos de Nossa Senhora de Caacupé”, explica a irmã peruana. “Antigamente, cinco entre dez pessoas vinham à Missa. Todavia, desde que as irmãs chegaram, a igreja está sempre cheia”, confirma um paroquiano, que encontramos

Minha Vida Missionária em Cabo Verde

Foi no dia 08 de outubro de 2008, a primeira vez que ouvi a Sua Voz a me chamar, mas só então depois de muito lutar, resistir, e tentar fugir, me rendi e atendi ao Seu chamado. Iniciou então uma grande aventura de seguir o Cristo aonde Ele for, com coragem, renúncia e disposição, anunciá- Lo ao mundo com a minha vida. E aqui estou hoje na África, neste caminho de alegria e exigências que é a vida missionária. Junto com outros quatro missionários, moro no país de Cabo Verde, na cidade de Praia, localizada na Ilha de Santiago, onde a cada dia vou conhecendo e amando mais o povo, a cultura e a língua caboverdiana. As mulheres são fortes e tudo levam na cabeça, as crianças pequenas vão nas costas, os homens sempre de prontidão, e os jovens – a alegria da minha vida – estes são muitos, tantos que não dá para contar. Um país rico em beleza natural, de um povo com o coração largo, acolhedor e de muita morabeza*, não fica difícil de se apaixonar. Apenas cinco meses de fundação da Missão de Cabo Verde, é uma alegria contemplar a força do Carisma, que muito antes de nós já havia chegado aqui. A nossa casa está sempre cheia, recebemos visitas de todas as idades, e aonde vamos até os nossos nomes as pessoas já sabem. Semanalmente temos uma Noite de Louvor, e com os jovens vamos fazendo momentos de oração, lazer, vigília, cinema… E juntos vamos aprendendo a responder ao chamado que Deus nos faz a Ser Shalom. A cada dia experimento do Amor, da Misericórdia e do Shalom do Pai a inflamar dentro de mim. Como Comunidade de Vida, vou lutando, sofrendo, vivendo a alegria de investir tudo ( planos, sonhos, família, minha vida) pela evangelização. Sou jovem, sou Shalom. Ele me chamou e eu disse, sim! Sou missionária em Cabo Verde na África. E você, sabe o que Deus te chama a ser? *Morabeza: [Cabo Verde] Qualidade de quem é amável, delicado, gentil = AFABILIDADE, AMABILIDADE, GENTILEZA Jenifer Mariane Nunes Sousa (23 anos) Consagrada da Comunidade de Vida Comunidade Católica Shalom

Ao dar para um pobre o único pão que eu tinha, tive uma surpresa

“O que vivemos e o que queremos nos é dado pelo Senhor e, sendo dado por Ele, é o que precisamos e o que nos basta” (Escrito Pobreza nº12, da Comunidade Católica Shalom) Eu me chamo Jefferson, tenho 20 anos, sou de Mossoró (RN), atualmente estou como jovem em missão em Curitiba, na Comunidade Católica Shalom. Neste tempo de missão, passei sete meses na Escola de Evangelização. Com a conclusão da escola neste mês de dezembro, eu e os outros missionários de lá passamos a servir no Centro de Evangelização da Comunidade aqui na cidade. .: Leia também: Escola de Evangelização conclui atividades em Curitiba Reconhecer a providência de Deus, para mim, parecia ser muito difícil, porque eu não a via em meu cotidiano. E nós, como missionários, somos chamados a buscar viver em tudo a pobreza, que não é a falta de responsabilidade sobre nossa própria vida, mas é o abandono nas mãos de Deus. Eu pensava que tudo o que eu tinha era simplesmente mérito meu. Recentemente pude tocar concretamente na providência divina, quando ganhamos uma doação de pães para o café da manhã do dia seguinte. Ao final da tarde de apostolado, quando retornava para casa, encontrei em frente a minha casa um morador de rua que me parou e me pediu alimento. Eu respondi: “Me aguarde enquanto irei buscar”. Ao chegar à cozinha, percebi que os pães estavam “contados”, daria um para cada irmão na casa. Fui falar então com a coordenadora da alimentação e expliquei-lhe o ocorrido. Ela me disse: “Você estará ofertando o seu pão de amanhã”. Fiquei um instante surpreso, mas como já tinha pedido para o morador de rua esperar, fui levar o pão para ele, pensando em como seria a manhã seguinte. Ao chegar ao portão, encontrei não somente o pobre, mas também uma freira. Para minha surpresa, ela trazia pães para nós. No mesmo instante, pensei: “Meu Deus, às vezes é preciso nada ter para perceber que Tu me dás tudo de que preciso”. Apesar de muitas vezes não confiar plenamente na providência divina, Deus insiste em me amar, dando-me provas concretas de Seu Amor para mim! Jefferson Ravadiérison

Ir em missão é radical

Partir em missão é uma grande aventura em Deus! Sempre fui aventureira, a radicalidade sempre me atraiu; e, na minha caminhada com Deus, fui descobrindo que viver Nele, com Ele e por Ele é a maior radicalidade que posso experimentar, desejando assim fazer a vontade Dele, que é sempre felicidade e estar disposta a viver às Suas surpresas. Ir em missão é radical! É radical pois é um esquecer-se de si, para doar-se a tantos que não conhecem a felicidade, que precisam conhecer o imenso amor de Deus para assim descobrirem que Ele é a felicidade, Ele é a vida. Ir em missão é ser o feliz terceiro, como bem nos ensina a nossa bela vocação Shalom, onde Deus é o primeiro, meu próximo é o segundo e eu o feliz terceiro. Eu, tão pequena, tão incapaz e tão fraca que sou, fico encantada com o amor de Deus, que se utiliza da pequenez humana para manifestar os seus feitos. Lembro com carinho de uma fala do Messias, da comunidade de vida (mais conhecido como “Fofinho”, o querido responsável local da Missão São Paulo), na qual ele dizia que Deus escolhe pessoas com capacidades e qualidades desproporcionalmente pequenas ao que vão realizar, porque de fato quem realiza é Deus! Nesse meu tempo de discernimento para partir em missão, contei com a ajuda de grandes santos amigos: Santa Teresinha, Santa Teresa de Ávila, São Francisco de Assis e São João Paulo II em especial, pois eu já tinha um grande carinho por ele antes de conhecer o Shalom. Lendo uma mensagem que ele passou durante a vigília da JMJ em Roma no ano 2000, as palavras deste santo me tocaram profundamente. E para não perder nada da grandeza da sua afirmação, coloco aqui o dizer dele: “Jovens de todos os continentes, não tenhais medo de ser os santos do novo milênio! Sede contemplativos e amantes da oração, coerentes com a vossa fé e generosos no serviço aos irmãos, membros vivos da Igreja e artífices de paz! (…) Na realidade, é Jesus quem buscais quando sonhais com a felicidade; é Ele quem vos espera, quando nada do que encontrais vos satisfaz; Ele é a beleza que tanto vos atrai; é Ele quem vos provoca com aquela sede de radicalidade que não vos deixa ceder a compromissos; é Ele quem vos impele a depor as máscaras que tornam a vida falsa; é Ele quem vos lê no coração as decisões mais verdadeiras que outros quereriam sufocar. É Jesus quem suscita em vós o desejo de fazer da vossa vida algo de grande, a vontade de seguir um ideal, a recusa de vos deixardes submergir pela mediocridade, a coragem de vos empenhardes, com humildade e perseverança, no aperfeiçoamento de vós próprios e da sociedade, tornando-a mais humana e fraterna”. E com um misto de dor e alegria, vivendo o mistério da cruz e ressurreição, embarco nessa aventura para a missão de Teresina, minha nova terra de missão, sonho de Deus para minha vida, na certeza de que Ele tudo fará pois Ele está no controle de tudo e cuida perfeitamente de cada detalhe. E tenho a certeza de que o sonho de Deus para minha vida me fará muito mais feliz do que eu posso imaginar! Ele sempre nos surpreende com o seu Infinito amor e misericórdia. Coragem, renúncia e disposição é Ele quem me dá a graça de viver, pois os meus passos são Dele. “Um coração inflamado por este amor tudo realiza, a tudo se dispõe.” (Escrito Amor Esponsal 11). Quero ainda com o meu coração cheio de desejo dizer: “Obrigada Senhor por me teres escolhido! Amém! **Valéria embarcou para a missão de Teresina no dia 14 de dezembro.

“Se mil vidas tivesse, mil vidas te daria”

O mundo do Futebol e cada um de nós fomos acordados na madrugada desta terça (29) ,com uma trágica notícia. O avião que levava a delegação da Chapecoense para Medellín, na Colômbia, caiu a poucos quilômetros do seu destino. Em meio ao luto coletivo que nosso país e todo o mundo estava vivendo, algumas horas depois, eu vivi uma das maiores experiências da minha vida missionária. Estava voltando de uma visita apostólica que havia feito à missão de Aparecida no voo Guarulhos/Fortaleza com escala em Juazeiro do Norte. Quando sobrevoávamos Minas Gerais, o avião teve uma pane. A turbina fez um forte barulho gerando não só um ronco estranho, que permaneceu durante toda a viagem, bem como uma fumaça asfixiante que se espalhou pelo interior da aeronave, que chegou a tender para o lado da turbina com defeito. Todos a bordo, inclusive os comissários, ficaram apavorados e pensei que seria minha última missão. Estava dando meu testemunho para a Claudiana que se encontrava ao meu lado, e no momento da pane, perguntei se poderíamos rezar o terço. Convidamos o Ítalo, que estava no outro acento, para rezar conosco. Em meio as ave-Marias, Maria foi pacificando nosso coração. No momento em que o avião tendeu para o lado, diante do desespero, pensei: “se hoje fosse o último dia da minha vida, teria válido à pena ofertar a minha vida a Deus?” Há dez anos consagrei minha vida à Deus na Comunidade Católica Shalom, pela evangelização dos jovens. Em meio àquela aflição, lembrei do rosto de cada jovem que passou por mim e que eu havia evangelizado, e percebi o quanto minha vida tem sentido. Sou um jovem realizado, apaixonado por Deus, pelo carisma Shalom e pela missão que Ele me confiou. Essa experiência me fez refletir ainda sobre a fragilidade da vida. A palavra de Deus diz que “não sabemos o dia, nem a hora”.[1] Por isso, não podemos nos perder no que é provisório, mas buscar sempre o essencial, o que não passa, vivendo cada momento como se fosse o último dia, a última chance. Deus me concedeu uma nova chance ao me poupar de algo pior. Senhor, se mil vidas tivesse, mil vidas te daria. A aeronave não tinha condições de continuar a viagem. Fizemos um pouso de emergência no aeroporto internacional de Brasília, onde permanecemos até o dia seguinte. Com essa experiência Deus me uniu de maneira bem próxima àquele evento trágico. Pude sentir algo semelhante ao que a delegação da Chapecoense possa ter sentido momentos antes do desastre. Me uno a dor e em intercessão aos parentes daqueles que perderam a vida naquele voo. Força chape! Shalom! Glaucio Rocha – Missionário da Comunidade de Vida Shalom    [1] Mt 25,13

Missão: do sertão para a floresta

Minha experiência missionária na Amazônia tem sido de grandes alegrias. Eu digo que se trata de uma dádiva muito natural na minha vida e missão de padre. Primeiro, trata-se de um desejo que me acompanhava há muito tempo. Segundo, a motivação dos 10 anos de ordenação. A Diocese de Itapipoca-Ceará, na pessoa do meu bispo Dom Antônio Cavuto, me convidou e enviou-me para cá, para a Igreja de Humaitá-Amazonas. Chegando aqui, Dom Francisco Merkel, bispo de Humaitá-Amazonas achou por bem confiar aos meus cuidados pastorais a paróquia da Catedral, paróquia Imaculada Conceição. Eu vim aberto a qualquer serviço, contanto que eu pudesse contribuir com essa Igreja, carente de vocações sacerdotais; a única “coisa” que é pouca aqui onde estou é padre. Somos poucos para uma realidade geográfica e necessidades pastorais tão gritantes. Dos poucos, todos de outras regiões, dioceses e de Congregações. O mais, tudo tem, graças a Deus e aos missionários que por aqui passaram, e aos que continuam sua missão neste chão. Precisamos urgentemente trabalhar as vocações autóctones! Eu vejo sementes vocacionais nos jovens daqui. Também eles precisam sentir essa necessidade vocacional e responderem à altura. A missão se dá no dia a dia. No contato com as pessoas, com as famílias, nas idas às comunidades ribeirinhas, quando posso, nos encontros pastorais etc. Aqui eu vejo muita semelhança com o nordeste. Por exemplo, o jeito de o povo rezar, as promessas e procissões, as devoções a Maria e aos santos. Há uma boa organização pastoral, mas que precisa abrir-se mais à perspectiva missionária. Também já se fala de “saída” missionária. Aqui é uma Igreja que já recebeu muito ao longo dos mais de 140 anos de missionariedade, desde quando recebe missionários estrangeiros e brasileiros. Há uma marca salesiana muito forte. A devoção e o carinho para com Dom Bosco e para com a Virgem Auxiliadora são muito pujantes. É preciso aproveitar esta graça e chegar ao coração dos agentes, para que eles entendam que também eles são missionários e que já a Igreja de Humaitá pode dar, também ela, de sua pobreza. Desde que cheguei aqui que não me canso em dizer que Humaitá é uma Igreja viva, bem organizada, estruturada em comunidades e pastorais que ensaiam uma pastoral de conjunto. Isso é bem presente, mas, evidente, precisa dar passos. Espero contribuir, mas também isso não significa que, como missionário aqui, eu resolva esta percepção das urgências pastorais e missionárias. O caminho continua sendo construído. O importante é caminhar. A animação bíblico-pastoral, a abertura missionária, a formação dos leigos e demais agentes, vão exigindo de nós mesmos e nos entusiasmando. O método é este: Envolver, Planejar, Ver, Julgar, Agir… Avaliar, Celebrar, Novas perspectivas… E assim vai… Olhos fixos em Jesus de Nazaré, o Cristo. Os encantos daqui são as belezas naturais, a mestiçagem do povo, gente de todo jeito e tantos lugares, os sotaques e as gírias: “coolega”, “cooleguinhaaa”, “maanoo”. A floresta, matas que atraem nossos olhares e nos fazem erguer a cabeça. Os rios, águas abundantes e reluzentes devido ao brilho de um sol escaldante. Em muitas partes, águas sombrias, pois cobertas pelas verdes matas. Também nos encantam as chuvas torrenciais e os ventos tempestivos, embora provoquem espanto. Longas estradas, caminhos certos, às vezes incertos, medidos quilômetro a quilometro, servindo de sinais para a o povo que vai e vem do 180 ao 150, ao 65, ao 90… Distâncias de 400 a 600 quilômetros… A mais… Pela terra e na superfície aquática. Ao longo dos percursos, grandes pontilhões, aldeias, povoados… As vendinhas pelo meio, aqui, acolá. Tudo saltam aos olhos, pois quem vem do sertão nordestino, acostumado com as belezas da caatinga, dos serrados e dos encantos praianos, certamente vê a diferença em ambas as belezas, nenhuma mais que a outra, simplesmente, diferentes. Cada uma com suas inspirações poéticas, suas canduras e fobias. É meu Brasil brasileiro!!! Pe. Arnoldo Sales 

Inaugurada nova casa de Missão da Comunidade Shalom em Roma

No sábado dia 15 de outubro de 2016, na  zona sul da capital italiana, nos arredores da universidade de Torvegata foi inaugurada uma nova casa de missão da Comunidade Católica Shalom. Dom Javier Martínez Fernández, arcebispo de Granada, presidiu a celebração de dedicação e inauguração da nova casa. No dia em que a Igreja celebra a vida de santa Teresa D’Avila, protagonista de tantas fundações, uma nova missão nasce aos pés de Pedro em vista de alargar a missão evangelizadora da Igreja através do Carisma Shalom. A nova missão é uma fundação destinada a promover e sustentar os estudos de filosofia e teologia de missionários da Comunidade de Vida e funciona também como sede do Escritório Internacional Da Comunidade Shalom. Na cerimônia estavam presentes os irmãos da comunidade de Vida e Aliança da Com. Shalom oriundos da casa comunitária situada no centro de Roma, além de amigos, vizinhos, autoridades eclesiais como o pároco da região da Romanina, monsignor Franco e os criadores da Fundação Accendi la Speranza, Valter e Maria Falchetti, proprietários da casa e mantenedores do projeto que sustenta os missionários desta nova missão e que fazem parte da Obra Shalom de Roma. Dom Javier chegou acompanhado da responsável pela casa da Com. Shalom em Granada, Herika Cristine e de um grande amigo da Comunidade, professor Guzman Carriquiry, secretário da Comissão Pontifícia para América Latina, o primeiro leigo a ocupar este nível de responsabilidade na Santa Sé. A capelinha da nova casa, construída e financiada pela Fundação Accendi la Speranza, ficou pequena para acolher a todos. O Santíssimo Sacramento foi entronizado numa atmosfera de profunda alegria e gratidão a Deus por mais um espaço sagrado que nasce para ser oásis de paz e de misericórdia na “Cidade Eterna”. No final da missa Dom Javier manisfestou sua gratidão por tudo que Comunidade Shalom faz na sua diocese e no mundo, testemunhando sua própria experiência com o carisma Shalom como fonte de esperança para a Igreja da Europa e concluiu: “Venham, nós precisamos de vocês. A Europa está envelhecida! é uma grande alegria para mim participar desse momento de graça”. Após a missa, um momento de fraternidade e comunhão com comidas e bebidas enquanto os convidados tiveram a oportunidade de conhecer todas as partes da casa e testemunhar a Providência de Deus que continua agindo no tempo em favor daqueles que “esperam ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus”(Rm 8,19). Valter e Maria Falchetti concluíram dizendo:  Obrigado Senhor pelo “sim” de cada um destes irmãos da Comunidade Shalom, que deixaram as suas casas, seus pais, irmãos, irmãs, amigos, estudos e trabalhos para seguirem a Ti, e os destes a nós para nos levar a Ti!!! Bendito o que vem em nome do Senhor!

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