Ir em missão é radical

Partir em missão é uma grande aventura em Deus! Sempre fui aventureira, a radicalidade sempre me atraiu; e, na minha caminhada com Deus, fui descobrindo que viver Nele, com Ele e por Ele é a maior radicalidade que posso experimentar, desejando assim fazer a vontade Dele, que é sempre felicidade e estar disposta a viver às Suas surpresas. Ir em missão é radical! É radical pois é um esquecer-se de si, para doar-se a tantos que não conhecem a felicidade, que precisam conhecer o imenso amor de Deus para assim descobrirem que Ele é a felicidade, Ele é a vida. Ir em missão é ser o feliz terceiro, como bem nos ensina a nossa bela vocação Shalom, onde Deus é o primeiro, meu próximo é o segundo e eu o feliz terceiro. Eu, tão pequena, tão incapaz e tão fraca que sou, fico encantada com o amor de Deus, que se utiliza da pequenez humana para manifestar os seus feitos. Lembro com carinho de uma fala do Messias, da comunidade de vida (mais conhecido como “Fofinho”, o querido responsável local da Missão São Paulo), na qual ele dizia que Deus escolhe pessoas com capacidades e qualidades desproporcionalmente pequenas ao que vão realizar, porque de fato quem realiza é Deus! Nesse meu tempo de discernimento para partir em missão, contei com a ajuda de grandes santos amigos: Santa Teresinha, Santa Teresa de Ávila, São Francisco de Assis e São João Paulo II em especial, pois eu já tinha um grande carinho por ele antes de conhecer o Shalom. Lendo uma mensagem que ele passou durante a vigília da JMJ em Roma no ano 2000, as palavras deste santo me tocaram profundamente. E para não perder nada da grandeza da sua afirmação, coloco aqui o dizer dele: “Jovens de todos os continentes, não tenhais medo de ser os santos do novo milênio! Sede contemplativos e amantes da oração, coerentes com a vossa fé e generosos no serviço aos irmãos, membros vivos da Igreja e artífices de paz! (…) Na realidade, é Jesus quem buscais quando sonhais com a felicidade; é Ele quem vos espera, quando nada do que encontrais vos satisfaz; Ele é a beleza que tanto vos atrai; é Ele quem vos provoca com aquela sede de radicalidade que não vos deixa ceder a compromissos; é Ele quem vos impele a depor as máscaras que tornam a vida falsa; é Ele quem vos lê no coração as decisões mais verdadeiras que outros quereriam sufocar. É Jesus quem suscita em vós o desejo de fazer da vossa vida algo de grande, a vontade de seguir um ideal, a recusa de vos deixardes submergir pela mediocridade, a coragem de vos empenhardes, com humildade e perseverança, no aperfeiçoamento de vós próprios e da sociedade, tornando-a mais humana e fraterna”. E com um misto de dor e alegria, vivendo o mistério da cruz e ressurreição, embarco nessa aventura para a missão de Teresina, minha nova terra de missão, sonho de Deus para minha vida, na certeza de que Ele tudo fará pois Ele está no controle de tudo e cuida perfeitamente de cada detalhe. E tenho a certeza de que o sonho de Deus para minha vida me fará muito mais feliz do que eu posso imaginar! Ele sempre nos surpreende com o seu Infinito amor e misericórdia. Coragem, renúncia e disposição é Ele quem me dá a graça de viver, pois os meus passos são Dele. “Um coração inflamado por este amor tudo realiza, a tudo se dispõe.” (Escrito Amor Esponsal 11). Quero ainda com o meu coração cheio de desejo dizer: “Obrigada Senhor por me teres escolhido! Amém! **Valéria embarcou para a missão de Teresina no dia 14 de dezembro.

“Se mil vidas tivesse, mil vidas te daria”

O mundo do Futebol e cada um de nós fomos acordados na madrugada desta terça (29) ,com uma trágica notícia. O avião que levava a delegação da Chapecoense para Medellín, na Colômbia, caiu a poucos quilômetros do seu destino. Em meio ao luto coletivo que nosso país e todo o mundo estava vivendo, algumas horas depois, eu vivi uma das maiores experiências da minha vida missionária. Estava voltando de uma visita apostólica que havia feito à missão de Aparecida no voo Guarulhos/Fortaleza com escala em Juazeiro do Norte. Quando sobrevoávamos Minas Gerais, o avião teve uma pane. A turbina fez um forte barulho gerando não só um ronco estranho, que permaneceu durante toda a viagem, bem como uma fumaça asfixiante que se espalhou pelo interior da aeronave, que chegou a tender para o lado da turbina com defeito. Todos a bordo, inclusive os comissários, ficaram apavorados e pensei que seria minha última missão. Estava dando meu testemunho para a Claudiana que se encontrava ao meu lado, e no momento da pane, perguntei se poderíamos rezar o terço. Convidamos o Ítalo, que estava no outro acento, para rezar conosco. Em meio as ave-Marias, Maria foi pacificando nosso coração. No momento em que o avião tendeu para o lado, diante do desespero, pensei: “se hoje fosse o último dia da minha vida, teria válido à pena ofertar a minha vida a Deus?” Há dez anos consagrei minha vida à Deus na Comunidade Católica Shalom, pela evangelização dos jovens. Em meio àquela aflição, lembrei do rosto de cada jovem que passou por mim e que eu havia evangelizado, e percebi o quanto minha vida tem sentido. Sou um jovem realizado, apaixonado por Deus, pelo carisma Shalom e pela missão que Ele me confiou. Essa experiência me fez refletir ainda sobre a fragilidade da vida. A palavra de Deus diz que “não sabemos o dia, nem a hora”.[1] Por isso, não podemos nos perder no que é provisório, mas buscar sempre o essencial, o que não passa, vivendo cada momento como se fosse o último dia, a última chance. Deus me concedeu uma nova chance ao me poupar de algo pior. Senhor, se mil vidas tivesse, mil vidas te daria. A aeronave não tinha condições de continuar a viagem. Fizemos um pouso de emergência no aeroporto internacional de Brasília, onde permanecemos até o dia seguinte. Com essa experiência Deus me uniu de maneira bem próxima àquele evento trágico. Pude sentir algo semelhante ao que a delegação da Chapecoense possa ter sentido momentos antes do desastre. Me uno a dor e em intercessão aos parentes daqueles que perderam a vida naquele voo. Força chape! Shalom! Glaucio Rocha – Missionário da Comunidade de Vida Shalom    [1] Mt 25,13

Missão: do sertão para a floresta

Minha experiência missionária na Amazônia tem sido de grandes alegrias. Eu digo que se trata de uma dádiva muito natural na minha vida e missão de padre. Primeiro, trata-se de um desejo que me acompanhava há muito tempo. Segundo, a motivação dos 10 anos de ordenação. A Diocese de Itapipoca-Ceará, na pessoa do meu bispo Dom Antônio Cavuto, me convidou e enviou-me para cá, para a Igreja de Humaitá-Amazonas. Chegando aqui, Dom Francisco Merkel, bispo de Humaitá-Amazonas achou por bem confiar aos meus cuidados pastorais a paróquia da Catedral, paróquia Imaculada Conceição. Eu vim aberto a qualquer serviço, contanto que eu pudesse contribuir com essa Igreja, carente de vocações sacerdotais; a única “coisa” que é pouca aqui onde estou é padre. Somos poucos para uma realidade geográfica e necessidades pastorais tão gritantes. Dos poucos, todos de outras regiões, dioceses e de Congregações. O mais, tudo tem, graças a Deus e aos missionários que por aqui passaram, e aos que continuam sua missão neste chão. Precisamos urgentemente trabalhar as vocações autóctones! Eu vejo sementes vocacionais nos jovens daqui. Também eles precisam sentir essa necessidade vocacional e responderem à altura. A missão se dá no dia a dia. No contato com as pessoas, com as famílias, nas idas às comunidades ribeirinhas, quando posso, nos encontros pastorais etc. Aqui eu vejo muita semelhança com o nordeste. Por exemplo, o jeito de o povo rezar, as promessas e procissões, as devoções a Maria e aos santos. Há uma boa organização pastoral, mas que precisa abrir-se mais à perspectiva missionária. Também já se fala de “saída” missionária. Aqui é uma Igreja que já recebeu muito ao longo dos mais de 140 anos de missionariedade, desde quando recebe missionários estrangeiros e brasileiros. Há uma marca salesiana muito forte. A devoção e o carinho para com Dom Bosco e para com a Virgem Auxiliadora são muito pujantes. É preciso aproveitar esta graça e chegar ao coração dos agentes, para que eles entendam que também eles são missionários e que já a Igreja de Humaitá pode dar, também ela, de sua pobreza. Desde que cheguei aqui que não me canso em dizer que Humaitá é uma Igreja viva, bem organizada, estruturada em comunidades e pastorais que ensaiam uma pastoral de conjunto. Isso é bem presente, mas, evidente, precisa dar passos. Espero contribuir, mas também isso não significa que, como missionário aqui, eu resolva esta percepção das urgências pastorais e missionárias. O caminho continua sendo construído. O importante é caminhar. A animação bíblico-pastoral, a abertura missionária, a formação dos leigos e demais agentes, vão exigindo de nós mesmos e nos entusiasmando. O método é este: Envolver, Planejar, Ver, Julgar, Agir… Avaliar, Celebrar, Novas perspectivas… E assim vai… Olhos fixos em Jesus de Nazaré, o Cristo. Os encantos daqui são as belezas naturais, a mestiçagem do povo, gente de todo jeito e tantos lugares, os sotaques e as gírias: “coolega”, “cooleguinhaaa”, “maanoo”. A floresta, matas que atraem nossos olhares e nos fazem erguer a cabeça. Os rios, águas abundantes e reluzentes devido ao brilho de um sol escaldante. Em muitas partes, águas sombrias, pois cobertas pelas verdes matas. Também nos encantam as chuvas torrenciais e os ventos tempestivos, embora provoquem espanto. Longas estradas, caminhos certos, às vezes incertos, medidos quilômetro a quilometro, servindo de sinais para a o povo que vai e vem do 180 ao 150, ao 65, ao 90… Distâncias de 400 a 600 quilômetros… A mais… Pela terra e na superfície aquática. Ao longo dos percursos, grandes pontilhões, aldeias, povoados… As vendinhas pelo meio, aqui, acolá. Tudo saltam aos olhos, pois quem vem do sertão nordestino, acostumado com as belezas da caatinga, dos serrados e dos encantos praianos, certamente vê a diferença em ambas as belezas, nenhuma mais que a outra, simplesmente, diferentes. Cada uma com suas inspirações poéticas, suas canduras e fobias. É meu Brasil brasileiro!!! Pe. Arnoldo Sales 

Inaugurada nova casa de Missão da Comunidade Shalom em Roma

No sábado dia 15 de outubro de 2016, na  zona sul da capital italiana, nos arredores da universidade de Torvegata foi inaugurada uma nova casa de missão da Comunidade Católica Shalom. Dom Javier Martínez Fernández, arcebispo de Granada, presidiu a celebração de dedicação e inauguração da nova casa. No dia em que a Igreja celebra a vida de santa Teresa D’Avila, protagonista de tantas fundações, uma nova missão nasce aos pés de Pedro em vista de alargar a missão evangelizadora da Igreja através do Carisma Shalom. A nova missão é uma fundação destinada a promover e sustentar os estudos de filosofia e teologia de missionários da Comunidade de Vida e funciona também como sede do Escritório Internacional Da Comunidade Shalom. Na cerimônia estavam presentes os irmãos da comunidade de Vida e Aliança da Com. Shalom oriundos da casa comunitária situada no centro de Roma, além de amigos, vizinhos, autoridades eclesiais como o pároco da região da Romanina, monsignor Franco e os criadores da Fundação Accendi la Speranza, Valter e Maria Falchetti, proprietários da casa e mantenedores do projeto que sustenta os missionários desta nova missão e que fazem parte da Obra Shalom de Roma. Dom Javier chegou acompanhado da responsável pela casa da Com. Shalom em Granada, Herika Cristine e de um grande amigo da Comunidade, professor Guzman Carriquiry, secretário da Comissão Pontifícia para América Latina, o primeiro leigo a ocupar este nível de responsabilidade na Santa Sé. A capelinha da nova casa, construída e financiada pela Fundação Accendi la Speranza, ficou pequena para acolher a todos. O Santíssimo Sacramento foi entronizado numa atmosfera de profunda alegria e gratidão a Deus por mais um espaço sagrado que nasce para ser oásis de paz e de misericórdia na “Cidade Eterna”. No final da missa Dom Javier manisfestou sua gratidão por tudo que Comunidade Shalom faz na sua diocese e no mundo, testemunhando sua própria experiência com o carisma Shalom como fonte de esperança para a Igreja da Europa e concluiu: “Venham, nós precisamos de vocês. A Europa está envelhecida! é uma grande alegria para mim participar desse momento de graça”. Após a missa, um momento de fraternidade e comunhão com comidas e bebidas enquanto os convidados tiveram a oportunidade de conhecer todas as partes da casa e testemunhar a Providência de Deus que continua agindo no tempo em favor daqueles que “esperam ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus”(Rm 8,19). Valter e Maria Falchetti concluíram dizendo:  Obrigado Senhor pelo “sim” de cada um destes irmãos da Comunidade Shalom, que deixaram as suas casas, seus pais, irmãos, irmãs, amigos, estudos e trabalhos para seguirem a Ti, e os destes a nós para nos levar a Ti!!! Bendito o que vem em nome do Senhor!

O que é ser missionário?

Quando se inicia a vida cristã é perceptível o encontro das dificuldades diante das renúncias e dos desafios na vida moderna. É a agitação do dia a dia que não permite um olhar evangélico sobre os anseios humanos, quando a missão cristã ultrapassa a teoria. Os primeiros cristãos nos mostram em Atos dos Apóstolos a grandeza de ser missionário de Cristo, na busca pela Palavra do Ressuscitado. É a continuidade do Reino, com a ação do Espírito Santo. “Eu não quero uma Igreja tranquila. Quero uma Igreja missionária!”. Nesta frase o Papa Francisco revela a necessidade de ir ao encontro do outro, sem medos e receios. É a prática da coragem e da renúncia com a disposição de encontrar o Cristo no próximo. Nós, Comunidade Shalom, somos prova que é possível ser missionário nos dias de hoje, mesmo diante dos desafios atuais. “Desde cedo eu me via diferente dos outros jovens e sempre soube que Deus quis algo pra mim”. Estas são palavras do discípulo da Comunidade de Aliança, Felipe Mascarenhas, de 26 anos, que conheceu a Comunidade Shalom no Halleluya de Aracaju, em 21 de novembro de 2010. De lá para cá muita coisa mudou em sua caminhada. Felipe é engenheiro de materiais e mestre na área e após acompanhamento e oração ele enviou carta para o conselho da Comunidade para sair em missão como Aliança Missionária. Aquilo que já estava em seu coração se concretizou quando foi enviado neste ano para a Cracóvia, cidade da Polônia. Quando perguntado sobre os desafios missionários Felipe enfatiza duas respostas. “Primeiro eu tenho a oportunidade de me conhecer a partir da vivência comunitária, pois a experiência em Deus com os irmãos me dá a oportunidade de me aprofundar no que sou e de conhecer as minhas fraquezas e incapacidades. Reconhecer estas limitações é difícil, mas ao mesmo tempo eu acabo experimentando a misericórdia de Deus, que me elege, mesmo com tudo isso que vou conhecendo em mim. Existe um grande desafio, mas também uma grande graça, pois a gente vai se encontrando no outro, pela vida de oração”, disse o jovem missionário. Quanto à missão Felipe registrou a sua segunda resposta levando em consideração a vida no exterior. “Estou numa missão onde o idioma se diferencia em 90% do português, além do choque cultural. Por aqui eu aprendo e vivo um chamado do próprio Deus”, disse ele que testemunha a unidade da Igreja. O jovem Felipe termina seu depoimento enfatizando a graça de ter encontrado a comunidade e de viver esta realidade de vida. “Ser missionário Shalom, pra mim, é ser um verdadeiro ministro da paz. Sou chamado a ser também um missionário da misericórdia, que encontra no outro a oportunidade de amar e ser amado”, finalizou. Por Jonatan Fernandes

Eu sou missionário – com Cristo nas estradas do mundo

  Estamos no mês de outubro, o mês das missões. E na riqueza do carisma Shalom, somos chamados a encarnar de modo ainda mais concreto o ser missionário. Atraídos pelo Amor a Cristo, é próprio de todo cristão querer estar com Ele onde Ele estiver. Por isso, o tema que nos impulsionará na vivência desse mês é: “Eu sou missionário – com Cristo nas estradas do mundo”. Nesse espírito, a Assistência Missionária lança esse mês duas Campanhas: “Expedições Missionárias” –  Grupos de aproximadamente 20 pessoas que irão em missão por 10 dias entre três cidades do Brasil        22 a 28 de maio/2017 –  Missão de Campos /RJ        19 a 28 de fevereiro/2017 – Obras de Difusão de Campo Grande (MS)        19 a 28 de fevereiro/2017 – Porto Alegre (RS) – Retorna após o Renascer Para se inscrever os irmãos da Obra e da Aliança precisam procurar o Coordenador Apostólico da sua Missão e fazer seu pré-cadastro. Campanha 5 pães e 2 peixinhos Lançada em 2014, essa Campanha facilita qualquer pessoa a dar um pouco do seu tempo para uma missão. Cada missão deverá enviar as datas dos seus eventos. Esses dados serão disponibilizados para os irmãos da Aliança e da Obra que queiram servir em Seminários de Vida, Acampamentos ou Retiros. Para participar os irmãos da Obra e da Aliança que queiram ser missionários,  entram em contato com o Coordenador Apostólico  que fará contato diretamente com o Coordenador da missão de destino.   Tabela com as ofertas de eventos para Campanha 5 pães e 2 peixinhos https://docs.google.com/spreadsheets/d/12VtKZ1WHE9fN1u85FOk7yL97v1QHc-m-Xi4gCku198g/edit?usp=sharing

CJS: Comunidade Shalom convida jovens que desejam servir à Igreja para partirem em missão

Encerrou-se neste domingo (25) o Congresso de Jovens Shalom, organizado pela Comunidade Católica Shalom. O evento contou com atrações musicais, pregações e stands que promovem as atividades da Comunidade. Miguel Amaro dos Santos Neto, postulante da Comunidade Aliança, explica como funciona o “Jovens em Missão”, um projeto destinado aos jovens que desejam se dedicar ao serviço da Igreja, na evangelização da humanidade, no período de seis meses a um ano. Ele explica que o processo para ir em missão é bastante simples. “Tudo parte da escuta da voz de Deus. O jovem que parte em missão percebe que o amor e a confiança de Deus, de fato, podem suprir qualquer necessidade dele”. O principal pré-requisito para participar do projeto é que o jovem deve ter tido uma verdadeira experiência com o amor de Deus e viver de forma que os valores do Evangelho sejam seguidos. Ele deve ter, no mínimo, 18 anos de idade e um ano de frequência em um grupo de oração da Comunidade. Além disso, é necessário que tenha concluído o ensino médio e, caso esteja na universidade, que tranque o curso. Deve também possuir condições físicas e psíquicas que possibilitem a vivência comunitária, desempenhando atividades apostólicas na Obra Shalom. Mayara Oliveira

Shalom de Cabo Verde ministra retiro para 140 crismandos

Neste último fim de semana, 09 a 11 de setembro, a Comunidade Shalom em Cabo Verde (África) ministrou um retiro para futuros crismandos da Paróquia Nossa Senhora da Luz (Milho Branco). Participaram desse evento 140 jovens que, no próximo dia 18 de setembro,  receberão o sacramento do Crisma. Com momentos de animação, louvor, oração, adoração, pregação, partilha, missa e fraternidade, esses jovens de aproximadamente 16 a 25 anos tiveram uma experiência nova com o amor de Deus e a efusão do Espírito Santo. “Ao ver os jovens chegando e entrando na igreja, a primeira a ser construída na zona de Milho Branco, achei que não fosse ter espaço para tantos jovens, porque não parava de chegar. Era uma imensa alegria! Gratidão também ao padre Alexandre que organizou com tanto zelo a preparação para estes futuros crismandos”, disse Vânia Moraes, missionária da Comunidade de Vida Shalom em Cabo Verde. Erick Wendel, missionário no país, falou da alegria de participar do encontro: “A minha maior alegria, foi ouvir de muitos deles que nunca experimentaram uma alegria daquela, uma alegria que vinha do coração, e também ver a alegria deles cantando e dançando expressando o seu amor e alegria para Deus. Uma forma nova, uma forma muito alegre, dinâmica que mexeu com muitos corações neste final de semana. Essa foi a minha experiência entre tantas outras que vivi neste retiro.” A Comunidade Católica Shalom chegou em Cabo Verde (África) dia 06 de agosto de 2016, na cidade de Praia, localizada na Ilha de Santiago, aonde trabalhará diretamente na evangelização dos jovens e na Pastoral Universitária, estando a serviço da Igreja local. Comunidade Shalom, missão Cabo Verde

Encontrar em Jesus a própria dignidade: a missão Shalom em Madagascar

Compaixão, culinária, esporte e evangelização No extremo norte da ilha de Madagascar, a cerca de 24 horas de distância da capital (de carro), localiza-se a cidade portuária de Antsiranana, com cerca de 300.000 habitantes. É ali que desde agosto de 2007 cresce silenciosamente uma missão da Comunidade Shalom. Há oito anos, os missionários buscam dar uma resposta à Igreja necessitada de operários para a sua messe, quer no ‘primeiro anúncio’ do Evangelho, quer na nova evangelização neste contexto semi-urbano. Encravada em um belíssima baía e cercada por um riquíssimo parque natural, paradoxalmente os desafios da localidade de Antsiranana não são poucos, entre os quais: prostituição, instabilidade política, má distribuição das riquezas e exploração desordenada dos bens naturais, epidemias como o HIV/AIDS, malária, abandono de crianças com algum tipo de deficiência, tráfico infantil e exploração feminina. Vanda Santos, 43 anos, originária de Salvador da Bahia, é a atual responsável da pequena comunidade de oito missionários do Shalom que vivem no bairro Scama, na periferia da cidade. Ela explica que a Comunidade instalou-se nesta localidade a convite de Dom Michel Malo, outrora arcebispo, com a tarefa de, através do seu carisma evangelizador, animar e administrar um centro voltado para crianças e jovens, especialmente portadores de deficiência física. “Em modo profético, o Senhor Arcebispo intuía que a deficiência física era somente uma das tantas deficiências que precisavam ser cuidadas ali naquele lugar onde hoje trabalhamos. Há ainda tantas ‘chagas’ e mazelas na realidade local como a dependência de drogas, o abandono infantil, o desânimo causado pela situação de miséria… situações que também precisavam da atenção e do trabalho da nossa Comunidade” – esclarece Vanda. Os oito missionários que lá vivem e trabalham atualmente são todos brasileiros. Só um dos oito já conhecia a língua francesa antes de desembarcar em Madagascar. “Naturalmente, a língua pode representar uma grande barreira, mas não nos deixamos vencer” – afirma a responsável local da Comunidade. Ela prossegue explicando que todos fazem um grande esforço para preparar-se linguisticamente, apesar do fato que isto inclui não somente empenhar-se para aprender o francês, língua do antigo país colonizador, mas sobretudo para poder comunicar-se com os mais pobres e menos escolarizados, precisa-se também da língua malgaxe. “Estou convencida de que a preparação linguística não pode ser o único elemento que define a qualidade do missionário. É preciso, antes de mais nada, ter amor ao povo e querer ir ao povo” – afirma Vanda Santos. A pequena casa comunitária, que forma um só conjunto com o Centro de Evangelização (que possui algumas salas para formação), abriga, em espaços separados, rapazes e moças. Os pontos de encontro da ‘Casa Shalom’ são o refeitório e a capela. Esta última, aberta ao público, esconde o segredo do vigor missionário. Vanda relata que as manhãs da Comunidade são “regadas pela oração, porque é Jesus que nos dá a força e que nos impele a vencermos as nossas barreiras humanas e ir em direção ao povo, para falar do amor dEle”. Ela acrescenta que as tardes, noites e os fins de semana, porém, são cheios de atividades pastorais: “o principal apostolado de nossa missão até hoje tem sido o que chamamos de ‘Projeto José do Egito’, pelo qual atendemos cerca de 45 crianças todas as tardes, em nosso Centro de Evangelização, oferecendo a estas alfabetização e formação catequética, humana e espiritual. Ao redor deste projeto, nasceram as nossas visitas missionárias diárias ‘porta-a-porta’ pelos bairros da vizinhança, atendendo especialmente a pedidos de oração pelos doentes e pelos familiares das crianças que participam de nossas atividades. Regularmente, visitamos também os enfermos nos 2 hospitais da cidade e ainda coordenamos e animamos um grupo de oração no presídio”. Tudo isso seria suficiente, mas o grupo de missionários não se dá por satisfeito. “Há alguns meses, vínhamos pensando em como chegar a mais pessoas para falar do amor de Jesus, aquelas que nem sempre vão à Igreja ou que muitas vezes se sentem até indignas de Deus” – explica Thamires Pacheco  – uma das missionárias que vieram reforçar o time nos últimos meses. Ela conclui: “Foi aí que surgiu no meio de nós uma nova inspiração de Deus para o ano de 2015: promover um curso de culinária e uma escolinha de vôlei e futebol”. Eugênia Costa, uma das integrantes da Comunidade que lá vive desde 2014, esclarece o objetivo do curso de culinária: “Aqui, devido sobretudo à pobreza, mas também à falta de instrução, a alimentação, em muitas famílias, é restrita somente ao arroz. Vimos, porém, que há outras fontes de nutrientes à disposição que são subutilizadas no preparo das refeições do dia-a-dia. Assim pensamos em reunir as ‘mamães’ da região para dar um ‘upgrade’ no pão-nosso-de-cada-dia”. Vanda Santos informa que cerca de quarenta mulheres têm participado do curso nos últimos tempos, inclusive “mamães” muçulmanas, atraídas pela novidade. “Olho para elas – constata – e sinto que têm sede de algo a mais, de uma ‘vida em abundância’. Por isso, nossa tarefa é ter a coragem de propor o Evangelho a elas e o fazemos pensando sempre em rezar com elas para agradecer a Deus por Seus dons e Seu cuidado para conosco. Praticamente, toda semana buscamos testemunhar um pouco do amor de Deus de maneira nova e atrativa” – revela entusiasta. Os missionários contam que uma participante testemunhou durante o curso: “Se o Shalom não estivesse aqui, o que seria de nós? O que estaríamos nós fazendo agora? Muito obrigada, meu Deus, por nos amar de forma única, dando-nos essa oportunidade de aprender a preparar nossos alimentos com mais dignidade e entendimento da necessidade do alimento para o corpo, pois nossas almas precisam de um corpo para viver. Obrigada ao Shalom por tão bem manifestar para nós a presença de Deus, por Seu amor que mandou para nosso país missionários tão dedicados e desejosos de nos fazer conhecer e experimentar a misericórdia de Deus”. Mas não só de cozinha vive a missão de Madagascar. Gabriel Angelo, missionário, fala da inspiração do vôlei e do futebol: “é, na verdade, algo muito

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