Não tenha medo, se Deus te chama invista tudo

O que falar desses anos nessa cidade maravilhosa se não for pra reconhecer os feitos de Deus e sua misericórdia. Cheguei em Belo Horizonte no ano de 2010 com intuito de fazer uma simples consulta oftalmológica e tudo isso foi o grande pretexto de Deus para que eu fosse amado, feliz, chorar, sofrer, alegrar-me com sua divina providência e construir amizades eternas. Posso dizer que vivi tudo muito intensamente e como é bom partir feliz depois desses 7 anos nesta cidade magnífica que em tudo aprendi e cresci. Aqui o Senhor realizou os meus sonhos, não posso deixar de falar da Banda Sinal de Paz onde eu vi pessoas serem tocadas pela ação da evangelização através do axé/pagode e por meio desse ritmo mostrar a face de Deus através da nossa oração. Anos maravilhosos onde Deus resgatou muitos colaboradores para que a missão Sinal de Paz chegasse em lugares que até mesmo duvidamos. “Em verdade vos digo: ninguém há que tenha deixado casa ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por causa de mim e por causa do Evangelho, que não receba, já neste século, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, com perseguições e no século vindouro a vida eterna. (Mc 10, 29-30) Quando deixei a minha terra natal ,Salvador/BA, em 2007 com apenas 19 anos não sabia que a força do evangelho era tão real. Hoje como eu me alegro com esses 10 anos fora do  convívio familiar, retorno para os braços da minha família feliz porque dei a minha vida pelas pessoas que precisavam de uma experiência com Deus.  Um grande presente de Deus foram os grupos de oração Shekinah e Rahamim onde  pude tocar no mistério da salvação de cada ovelha. Sabe aquele tipo de missão que você não é chamado a dar mas receber? Eu recebi de Deus curas, milagres, conversão, mudança de mentalidade, estou falando de um Deus que me conhece e conhece você também. Como diz Suely Façanha, missionária da comunidade de vida Shalom e intérprete da música Católica: “Deus não me mudou da água para o vinho mas me pôs em crescimento”. A nossa conversão é diária! Gratidão Senhor! Por tudo que amei e as coisas que eu não amei, mas você amou e me ensinou a amar. Como se diz: “Missão dada é missão cumprida”, não importa o tempo de duração o que mais importa é se você apostou tudo.  Esse sou eu, Sérgio Andrade – Feliz. Belo Horizonte minha vida, meu amor será sempre eterno. Shalom para todos. Deus quando nos confia dons e talentos Ele nos cobra a multiplicação deles. Multiplique seus dons, NÃO TENHA MEDO se vai dar certo ou não, se arrisque, invista tudo em Deus, não é incoerente quando ele diz EU ESTOU CONTIGO! Meu grande abraço, Sérgio Andrade.

Regional de São Paulo participa de Workshop de Comunicação

Assistência apostólica realiza visita nas quatro missões da Grande São Paulo   Na última sexta – feira, (21), a missão São Paulo, em Perdizes, foi sede de um Workshop de Comunicação para os membros da Comunidade Católica Shalom. O encontro trata-se de uma visita apostólica preparada pelo governo geral da Comunidade, em que busca repensar a comunicação em seis missões, sendo elas: São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Natal, Sobral e Fortaleza. São Paulo foi a primeira grande cidade a receber esta visita e contou com a participação das missões de Santo Amaro, Santo André, Guarulhos e Perdizes. Eduardo Martins, editor do portal ComShalom e Antônio Marcos designer e Social Media da Comunidade Católica Shalom foram os moderadores do evento. Durante a sexta – feira os moderadores apresentaram aos participantes, aquilo que o Governo Geral da Comunidade pensa e espera dessas missões no que diz respeito à Comunicação. “A gente não veio só para dizer aquilo que nós pensamos, mas para ouvir e construir juntos o futuro Setor de Comunicação que teremos no Governo Geral” informou Antônio Marcos. O objetivo é que as missões possam estar unidas como Grande São Paulo, informando não apenas o que ocorre em suas missões, mas também aquilo que acontece nas demais cidades da região. Entre os temas abordados durante o Workshop, discutiu- se a respeito das teorias de comunicação, comunicação interna e externa, comunicação de evangelização, criação e contribuição de cultura em São Paulo. Durante o sábado e o domingo, Antônio Marcos e Eduardo Martins, se dividiram em visitas a cada missão, para analisar como está a comunicação sob esses aspectos em cada unidade, pensar em melhorias e planejar juntos com a equipe local um evento. “Essa análise que estamos fazendo é para um acompanhamento posterior, para que daqui a três meses, possamos entrar em contato com o responsável pela Comunicação e ver quais foram os frutos gerados dessa visita e as dificuldades em atingir as novas metas.” Finalizou Antônio Marcos

Padre da Comunidade Shalom assume paróquia na Arquidiocese na Paraíba

A Arquidiocese da Paraíba confiou a Paróquia Sant’Ana e São Joaquim, localizada no Bairro dos Estados, em João Pessoa, aos cuidados da Comunidade Católica Shalom, representada pelo missionário de Comunidade de Vida Pe. Aristóteles. A missa de posse aconteceu neste domingo (23), com a presença de toda a comunidade. É algo extremamente novo, pois é primeira vez que um padre formado pelo Shalom assume uma paróquia na Arquidiocese, ou seja, o Shalom atende ao um pedido da própria Igreja, quando envia seu missionário a disposição da Arquidiocese. Padre Aristóteles, veio recentemente da Holanda em missão para João Pessoa, chegando aqui recebeu uma nova missão do Administrador Apostólico, Dom Genival, assumir uma paróquia na capital. Algo muito interessante aconteceu na escolha do Administrador Apostólico pois, ao confiar a paróquia do Bairro dos Estados, renasceu uma ligação que outrora existia entre o Shalom e a Paróquia, pois por muito tempo a Comunidade teve um Centro de Evangelização estabelecido no bairro, antes de ir para Torre, onde hoje tem endereço fixado. O Novo deve surgir na Paróquia Sant’Ana e São Joaquim, graças a forma de pastorear do missionário, que com a sua oferta de vida e pela força do carisma, devem levar o Shalom do Pai a vida dos paroquianos. O Padre acredita na providência de Deus diante de tudo isso, pois ele assume a paróquia no Dia da Misericórdia. “Vi nisso a condução de Deus para esse tempo e conto com o auxílio dos paroquianos porque é uma missão conjunta”, comentou o mesmo. Além disso, quando o Padre Virgílio entregava a Aristóteles a chave da paróquia, o mesmo comentou que essa chave seria fácil receber, mas o verdadeiro desafio dele estaria em receber as chaves dos corações do povo que Deus o confiava.

O Amor é uma decisão

Meu nome é Pablison, tenho 21 anos, sou de Santo André/SP e estou sendo enviado como postulante da Comunidade de Vida na Missão de Ponta Grossa/PR. ​T​ive a minha primeira experiência com o Carisma Shalom, durante um acampamento para jovens em Arujá/SP o “A​camps”​. ​Essa experiência gerou em mim ​a vontade de trilhar o caminho vocacional para a descoberta d​a​ vontade de Deus para a minha vida. O tempo do vocacional foi um ​período​ muito difícil, tinha certeza d​aquilo​ que era chamado, mas diante dos confrontos ​interiores​ e o medo, muitas dúvidas foram surgindo. O processo Vocacional, é um processo de auto conhecimento muito grande, e ao enfrentar este processo,​ Deus foi me dando a graça da coragem. Neste tempo pude tocar na grandiosidade do amor de Deus e em​ sua misericórdia, ​n​a minha vida​, na​ vida dos meus irmãos​ e nos​ acompanhamentos. F​oi um tempo de muitas graças! Quando fiquei sabendo o tema do vocacional “Sim! Vou te seguir, Tua voz me conquistou”, essa frase gritava ao meu coração. Realmente a voz de Deus me conquistou e me fez desejar fazer a vontade Dele, essa voz doce que ressoa em tantos corações​, nos​ fazendo​ querer entregar tudo. Durante o Vocacional ouvi uma frase que levarei comigo para sempre “O Amor é uma decisão”​. E​ ouvir essa frase foi algo​ forte para mim, pois,  sempre fui apaixonado por Deus, porém a paixão passa, e eu tinha que me decidir por Ele​ e a partir da decisão do meu coração aderir a S​ua vontade. Foi a partir dessa voz, que resolvi pedir ingresso na Comunidade de Vida. Essa carta ​foi​ um pequeno passo diante de tudo o que Deus já havia realizado em mim. Quando chegou a resposta que eu tinha ingressado e que iria para Ponta Grossa, foi um momento de muita alegria, mas de muita oferta, de realmente estar abandonado nas mãos de Deus. Hoje o meu povo, é o povo de P​onta Gr​ossa, lá é a minha casa, onde Deus escolheu para que eu pudesse gastar a minha juventude e me ofertar dia após dia; e na vontade de Deus é onde eu quero me ofertar inteiramente. ​H​oje, como postulante,​ eu possa dizer que sou plenamente feliz, no tempo de Deus e na vontade de Deus. A voz que me chamou me da ​a coragem e impulsiona o meu coração a abandonar tudo, e fazer a vontade Dele.​ H​oje eu posso falar com plena certeza​: Sim, vou te seguir, tua voz me conquistou!

Entrevista: a história de um chamado

“Estou partindo para que o Espírito Santo venha com mais força e poder sobre vocês. E vou com alegria, para dar aquilo que Deus me deu: a verdadeira felicidade”. “Sou fã desse homem”. Ou: “Lenda viva”. Parece que esses costumam ser mesmo os primeiros comentários de qualquer pessoa que tenha tido a oportunidade de conhecer Messias Melo. Um homem cuja decisão por Deus e pelo caminho de santidade continua a influenciar e inspirar centenas de pessoas. Ele, que é um marco na evangelização e no crescimento da Comunidade Católica Shalom em São Paulo, deixa a cidade depois de 16 anos e parte em missão para Lisboa, em Portugal. Messias conversou com a gente sobre sua vocação, seus 33 anos na Comunidade Shalom, sobre o tempo vivido em São Paulo, e também suas descobertas sobre Deus, seus desafios e superações. Essa entrevista é a história de um chamado. Acompanhe. – Messias, você contou outro dia que costumava subir a uma montanha para rezar, muito antes de conhecer o Shalom. A pergunta é: Você sempre foi um jovem de oração? Quando começou a sua relação com a Igreja? Sempre tive o desejo de ter uma vida diferente. Minha família é muito católica. Eu morava no Ceará, então eu saía pelas praias, pelas dunas, e ficava me questionando: meu Deus, que imensidão, que oceano tão grande, por que você criou tudo isso? Então eu acho que, já ali, seria o começo de uma vida de oração. Um questionamento meu, das belezas de Deus. Aquilo me deixava em paz. E mais tarde eu fui descobrir melhor esse caminho, esse caminho de diálogo, esse estar com Deus. Mas tudo começou concretamente mesmo quando eu fiz o Seminário de Vida no Espírito Santo, e eu tive ali uma verdadeira experiência. Foi em 1979. O sacerdote rezou por todos que estavam lá, menos por mim, até que em certo momento me olhou profundamente nos olhos e perguntou se eu queria receber uma oração, eu fiquei em silêncio e ele orou por mim. A partir daquele dia, eu fiquei dois dias inteiros chorando. Chorava mesmo. No terceiro dia, senti um desejo profundo de orar. Eu levantava cedo, às 5h da manhã, caminhava até a praia, e ali, vendo o sol nascer, eu começava a conversar com Deus. Eu não sabia o que fazer, mas as palavras saíam de dentro de mim. Então acredito que naquele dia eu recebi um dom.  Foi reavivado dentro de mim uma vida profunda de oração. Eu comparo muito a vida de oração com o sol. Tem de nascer todos os dias, para iluminar a escuridão. Eu vejo a oração como essa grande luz, que vem sobre mim, que me ilumina nos momentos mais difíceis e me dá essa graça de caminhar sempre fiel na vontade de Deus. Desde aquela data, em 1979, eu nunca mais deixei de rezar um só dia.  Todos os dias, às 5h da manhã, eu estou ali com Deus para o nosso encontro. E como você chegou à Comunidade Shalom? Eu tinha um amigo, o Magno, e ele convidou muitas pessoas para irem na inauguração de uma lanchonete em Fortaleza. Essa inauguração, era a inauguração do Shalom. Estava todo mundo reunido, a gente morava próximo à praia, e ele nos convidou também, eu e minha namorada.  Nós fomos. Interessante que de todos que foram, apenas eu fiquei. Lá, naquela noite, o bispo deu a benção pela inauguração, e nós fomos informados que, ainda naquela noite, ali, começaria um grupo de oração, e eu fui para o grupo de oração. Eu fui a primeira ovelha do Shalom. Fazendo memória da sua história, houve um momento em sua vida que você teve uma experiência mais profunda de fé? Como aconteceu? O maior passo de fé que eu já dei na minha vida foi ter permanecido naquela lanchonete. Aquela noite foi muito impactante. De ver a vida de pessoas sendo transformadas e de ver que eu poderia viver do mesmo jeito. Eu não as conhecia, eu não sabia de nada sobre aquela realidade, e algo me impulsionou a me lançar. Eu abracei. Dei um passo no escuro, sem saber como seria. Esse foi o momento que me fez fiel até os dias de hoje. Deus te mandou algum sinal? Alguma confirmação? Não tenho explicação. Foi algo dentro de mim. Até hoje eu paro e penso: Por que foi que eu fiz isso? (risos). Porque tinha, sim, paróquia do meu lado, outros grupos de oração, eu era amigo de padre, era tão jovem, e de repente eu me decidi por algo que estava dentro de mim. Foi espiritual, eu me sentia chamado. E como aconteceu o seu chamado à Comunidade de Vida? Esse momento em que você decidiu deixar tudo, abandonar tudo, para viver inteiramente a sua vocação. Você comentou há pouco que tinha uma namorada… Foi dificílimo, porque, na verdade, quando dei esse passo, eu não sabia o que seria a Comunidade de Vida. Para falar a verdade, naquele início de tudo, eu nem cheguei a ser acompanhado, não existia, como hoje, encontros vocacionais específicos. Eu sabia que algumas pessoas eram acompanhadas pelo Moysés (fundador) e no final do ano mandavam carta pedindo ingresso. Eu me engajei no Shalom e o Moysés às vezes me perguntava: Quer mandar uma carta? E eu dizia: Não, eu já sou super engajado, me sinto bem. Mas no final eu mandei a carta, sem nem saber ao certo o que estava fazendo (risos). Eu fui um dos poucos que entrou naquele ano, o que me fez pensar, também, que certamente era a vontade de Deus. Eu acho isso tão legal. Porque, se eu parar para pensar, 33 anos de Shalom, e tudo nasceu como uma decisão de coração. Eu não planejei entrar, não planejei fazer esse caminho, eu só tinha o coração, eu disse: Senhor, eu vou. Seja o que o Deus quiser. E a gente, hoje em dia, pede tantas confirmações, não é mesmo? Na sua visão, o que é vocação? Como a gente

Uma profecia em terras bolivianas

Olá irmãos. Me chamo Pryscila Araújo e sou RL da missão de Sucre na Bolívia, e neste tempo de graça, venho partilhar as maravilhas que Deus realiza nesta missão e nas nossas vidas. Antes porém, quero partilhar o quão ‘especial’ é a nossa missão. Chegamos em Sucre dia 15 de outubro de 2014 (dia de Santa Teresa de Ávila); éramos 3 irmãs da Comunidade de Aliança em uma fundação. Como íamos viver e sobreviver em uma terra estrangeira como Comunidade de Aliança era algo que em Deus, dia a dia, teríamos que descobrir… e descobrimos. A vida fraterna e comunitária, juntamente com os estudos e trabalhos, mais a vida apostólica foi o caminho que o Senhor nos deu, um novo estilo de vida, caminho de cruz e ressurreição. Por graça de Deus em pouco tempo já estávamos nos comunicando em espanhol e fazendo amizades, partilhando da nossa vida e evangelizando os jovens bolivianos. Logo em seguida Deus nos providenciou trabalho e pouco a pouco fomos vivendo a nossa missão no chamado que o Senhor nos fez como Comunidade de Aliança. A igreja nos confiou o trabalho evangelizador dos jovens universitários e aí abraçávamos a missão na Pastoral Universitária da arquidiocese. Por meio de encontros, eventos, retiros, viagens, pouco a pouco fomos buscando o caminho de chegar ao coração desses jovens….. Desde que chegamos na missão, a Igreja local já nos apresentou um lugar que nos seria cedido para que os missionários possam morar e aí também realizar as atividades apostólicas. Buscamos em oração descobrir o que Deus queria realizar; logo tivemos um projeto de reforma da casa aprovado e no primeiro semestre de 2016 começamos a reforma da casa, na expectativa também de receber os primeiros irmãos na missão para compor a nossa Casa Comunitária. E hoje, com 2 anos e 4 meses de missão, louvamos a Deus pela Sua fidelidade em nossas vidas e missão. Estamos concluindo a reforma da casa e em breve vamos nos mudar para a ‘nossa casa Shalom’. No dia 20* de fevereiro também vamos acolher nosso primeiro irmão missionário e o Carisma já alcança um povo que por meio dos nossos grupos de oração tem uma experiência com Jesus Ressuscitado. A obra de Deus está apenas começando… é um novo para essa Igreja, para as nossas vidas e para a Comunidade que por meio da profecia que vivemos nessa missão convida os irmãos da Comunidade de Aliança a ir “aos confins da Terra” levando o Shalom do Pai a todos os povos. Uma profecia de Deus; uma obra de salvação, amor e misericórdia manifestada nas nossas vidas. Alegremo-nos e Nele exultemos. Não tenha medo de se aventurar na vontade de Deus em sua vida. Partir em missão é lançar-se no Amor. Rezem por nós. Shalom *Testemunho enviado dia 14 de fevereiro

Shalom prepara fundação de sua segunda presença missionária na Polônia, em Varsóvia

  Representantes da Assistência Internacional Shalom e a responsável pela missão Shalom em Cracóvia, Michele Magalhães, estão em visita à cidade de Varsóvia, capital da Polônia, para participar de algumas reuniões em vista de preparar a próxima fundação da Comunidade Shalom no país. No último dia 2 de março, os membros do Shalom encontraram-se com o Arcebispo da cidade, Cardeal Kazimierz Nycz, em vista de definir com mais detalhes a colaboração missionária entre a Arquidiocese Varsoviense e a Comunidade.   Por ocasião da última Jornada Mundial da Juventude, em julho de 2016, cerca de 1000 jovens peregrinos da Comunidade Shalom estiveram em Varsóvia (vindos de várias partes do Brasil e de mais outros 20 países do mundo) para participar de uma Semana Missionária na cidade, período conhecido como “Pré-Jornada”. Antes de partirem para Cracóvia para viver o grande encontro internacional dos jovens com o Papa Francisco, os jovens peregrinos puderam experimentar uma semana de atividades culturais, formativas, de oração e de lazer na capital polonesa. Estes dias de atividades missionárias geraram muitos laços de amizade e de comunhão entre os peregrinos Shalom e os jovens e famílias de Varsóvia. “Um fruto muito concreto dos dias vividos durante a JMJ na Polônia foi uma grande comunhão missionária que nasceu entre os jovens Shalom e os jovens de Varsóvia. Lembro daqueles dias vividos aqui e da alegria que existia no coração dos jovens, experimentando aquele dom da Unidade a partir do Carisma Shalom, da nossa forma de rezar, de anunciar Jesus e de testemunhar Sua presença em nossas vidas”, diz Pe. Cristiano Pinheiro, assistente internacional da Comunidade Shalom, que acompanha o diálogo entre a arquidiocese de Varsóvia e a Comunidade Shalom. “Já temos 5 missionários vivendo em Cracóvia, desde 2015, o que é um fruto muito concreto da última JMJ. Agora esta nova presença em Varsóvia faz parte desta grande ação que Deus começou aqui na Polônia e que Ele quer continuar operando e multiplicando”, diz Michele Magalhães, responsável pela missão Shalom na cidade de Cracóvia. Contando com o apoio de sacerdotes, leigos e jovens de Varsóvia que já caminham à luz do Carisma da Comunidade Shalom, o Escritório Internacional da Comunidade trabalhará para a definição de uma presença missionária do Shalom na capital polonesa até o fim do primeiro semestre deste ano de 2017. Pawel, um dos jovens de Varsóvia que têm se dedicado a ajudar na chegada da Comunidade Shalom na cidade, testemunha: “Por causa do Shalom, eu descobri que caminho eu deveria seguir na minha vida, ao que eu deveria me dedicar. Eu quero viver e mostrar a mesma alegria que aqueles jovens manifestam. Eu sei que Deus quer que eu viva! Como não dar a Deus a minha vida e minha felicidade?” A Comunidade Shalom deseja, de fato, ser uma presença de Paz, uma ponte entre a Alegria do Coração de Deus e a busca de felicidade do coração dos homens. De malas prontas para Varsóvia! Shalom! Assistência Internacional

Ir aonde não há padre

As Missionárias de Jesus Verbo e Vítima têm muitas vezes que se deslocar por horas de barco para visitar um povoado isolado “Tupãsy! Tupâsy? A mãe de Jesus está chegando!” Essas foram as palavras ditas em Guarani para recepcionar as Missionárias de Jesus Verbo e Vítima. O povo das aldeias remotas do departamento de Canindeyú do Paraguai, fronteira com os estados brasileiros do Mato Grosso do Sul e Paraná, nunca tinham visto freiras usando véus antes. Quando as Missionárias de Jesus Verbo e Vítima, saídas do Peru, chegaram ali em meados do século XX, foi uma grande novidade para as comunidades rurais da paróquia da Virgem do Carmelo de Villa Ygatimy, uma aldeia localizada a cinco horas, a nordeste de Assunção, capital do Paraguai. A região paroquial tem cerca de 20 mil fiéis nas 100 capelas dispersas na Diocese de Ciudad del Este, cujo extensão é equivalente ao território da Bélgica. Os fiéis, ávidos por sacramentos “Há três sacerdotes em Curuguaty, a 45km daqui, que atendem a 92 capelas, onde só as vezes conseguem estar presentes. São eles que visitam as comunidades que não estão perto das rodovias asfaltadas, e que só podem ser acessadas em tempo seco, por conta das estradas de terra. A comunidade de Katuaté está a 160 quilômetros… e o sacerdote chega lá três ou quatro vezes por ano. Durante uma semana visita as capelas, celebra Missa e atende confissão, por vezes, durante um dia inteiro. Os fiéis esperam sua vez pacientemente, por horas, para receber os sacramentos”, explica a madre María Luján, uma religiosa argentina. Suas irmãs peruanas, responsáveis por animar a pastoral nas comunidades rurais sem sacerdote, celebram casamentos, batismos e funerais, organizam a Liturgia da Palavra e levam a Eucaristia para os doentes. Este é o carisma das Missionária de Jesus Verbo e Vítima: ir aonde não há a presença de sacerdotes por meses ou até anos. “Nossas irmãs vivem e atuam nas mais remotas áreas da América Latina. Elas cuidam das pessoas que não têm endereço postal, dos pobres e esquecidos na Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Peru”, explica a madre María Lujan. Esperando 4 anos a chegada de um padre “Para receber a hóstia consagrada, nós viajamos 45 quilômetros até a cidade brasileira de Paranhos no Mato Grosso do Sul”, continua María Luján. Nós então dirigimos até a capela de Santo Antônio, a 12 quilômetros da cidade mais próxima, na companhia do padre Ernesto Zacarías, o ecônomo da diocese. Atordoados pelos caminhos de terra cheios de ramificações, finalmente chegamos a comunidade de 34 casas, com um total de 210 fiéis. Os fiéis estão há mais de uma hora nos esperando pacientemente entre cânticos em espanhol e em guarani, no meio de um calor húmido e asfixiante de dezembro. Se reúnem numa pequena construção de alvenaria, que eles mesmos ergueram em conjunto, e ali expressam sua alegria com a chegada do padre. Ele é o primeiro clérigo que pisa nesse remoto lugar em quatro anos. “Levam até ele as pessoas enfermas e, as que não podem se deslocar, ele vai até suas casas para dar a unção dos enfermos. O ‘sequestramos’ para as confissões, que duram horas… o sacerdote termina exausto”, brinca a madre Lorena, a religiosa peruana responsável por essa comunidade de fiéis. Natural de Cajamarca, uma aldeia no planalto do norte do Peru, serve em Ygatimy faz três anos. A chegada das religiosas transformou a comunidade Os habitantes das aldeias gostam da presença das religiosas peruanas. “Dizem que estão felizes por Deus vir visitá-los e por Ele se deslocar até as pessoas simples. Eles são muito pobres, “mas tem tanta sede de espiritualidade!” Nas aldeias, onde a natureza lindamente mistura o verde das árvores com os tons vermelhos-ocre da terra, os habitantes vivem da agricultura, pecuária, produção de queijo e da colheita de frutas. Depois da missa, os fiéis falavam sobre a infeliz situação em que os jovens vão para a cidade para obter seus diplomas, e depois, tendo contato com a vida da cidade com suas modernas tecnologias e tentações, eles não querem mais voltar para as aldeias que são completamente isoladas, não querem voltar para a vida simples e cheia de dificuldades. Desde que as irmãs chegaram em 1999, diz a Madre Lorena, a região sofreu uma transformação. “Observamos uma transformação espiritual. Antes, as pessoas mal participavam da vida paroquial. A igreja estava suja, sem cuidados. Os retiros espirituais levaram a uma grande mudança. Agora, há mais solidariedade e menos abuso de álcool e drogas. Os doentes são melhor cuidados”. Continuamos nosso percurso por mais uns cinquenta quilômetros numa estrada de terra e pó e chegamos à Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Ypehu, na cordilheira de Amambay. Aqui nos recebe a madre Beatriz, superiora da pequena comunidade local das Missionárias de Jesus Verbo e Vítima. Seitas protestantes do Brasil Tenho como base o convento, as freiras peruanas realizam a pastoral em treze capelas. A mais distante está a 41 quilômetros de distância. No entanto, todas estas capelas só podem ser alcançadas por estradas muito acidentadas, que colocam em teste seu veículo all-terrain (apropriado para todo tipo terreno). Um padre do Brasil visita essas aldeias quatro vezes por ano. Durante a Semana Santa, um padre enviado pelo bispo da Ciudad del Este vem celebrar o sacramento da confirmação. Em Ypehu, as seitas protestantes do Brasil são uma grade preocupação para a madre Beatriz. Elas podem ser encontradas a pouca distância. “Algumas dessas seitas tem como alvo os pobres, distribuindo alimentos e oferecendo aulas para eles. Essa é a principal razão pela qual as pessoas vão até essa seita. Depois, o pastor os obriga a participar dos cultos. Entretanto, eles ainda participam das nossas celebrações litúrgicas nas missas. As pessoas querem batizar suas crianças na Igreja Católica por terem uma fé enraizada e serem devotos de Nossa Senhora de Caacupé”, explica a irmã peruana. “Antigamente, cinco entre dez pessoas vinham à Missa. Todavia, desde que as irmãs chegaram, a igreja está sempre cheia”, confirma um paroquiano, que encontramos

Minha Vida Missionária em Cabo Verde

Foi no dia 08 de outubro de 2008, a primeira vez que ouvi a Sua Voz a me chamar, mas só então depois de muito lutar, resistir, e tentar fugir, me rendi e atendi ao Seu chamado. Iniciou então uma grande aventura de seguir o Cristo aonde Ele for, com coragem, renúncia e disposição, anunciá- Lo ao mundo com a minha vida. E aqui estou hoje na África, neste caminho de alegria e exigências que é a vida missionária. Junto com outros quatro missionários, moro no país de Cabo Verde, na cidade de Praia, localizada na Ilha de Santiago, onde a cada dia vou conhecendo e amando mais o povo, a cultura e a língua caboverdiana. As mulheres são fortes e tudo levam na cabeça, as crianças pequenas vão nas costas, os homens sempre de prontidão, e os jovens – a alegria da minha vida – estes são muitos, tantos que não dá para contar. Um país rico em beleza natural, de um povo com o coração largo, acolhedor e de muita morabeza*, não fica difícil de se apaixonar. Apenas cinco meses de fundação da Missão de Cabo Verde, é uma alegria contemplar a força do Carisma, que muito antes de nós já havia chegado aqui. A nossa casa está sempre cheia, recebemos visitas de todas as idades, e aonde vamos até os nossos nomes as pessoas já sabem. Semanalmente temos uma Noite de Louvor, e com os jovens vamos fazendo momentos de oração, lazer, vigília, cinema… E juntos vamos aprendendo a responder ao chamado que Deus nos faz a Ser Shalom. A cada dia experimento do Amor, da Misericórdia e do Shalom do Pai a inflamar dentro de mim. Como Comunidade de Vida, vou lutando, sofrendo, vivendo a alegria de investir tudo ( planos, sonhos, família, minha vida) pela evangelização. Sou jovem, sou Shalom. Ele me chamou e eu disse, sim! Sou missionária em Cabo Verde na África. E você, sabe o que Deus te chama a ser? *Morabeza: [Cabo Verde] Qualidade de quem é amável, delicado, gentil = AFABILIDADE, AMABILIDADE, GENTILEZA Jenifer Mariane Nunes Sousa (23 anos) Consagrada da Comunidade de Vida Comunidade Católica Shalom

Ao dar para um pobre o único pão que eu tinha, tive uma surpresa

“O que vivemos e o que queremos nos é dado pelo Senhor e, sendo dado por Ele, é o que precisamos e o que nos basta” (Escrito Pobreza nº12, da Comunidade Católica Shalom) Eu me chamo Jefferson, tenho 20 anos, sou de Mossoró (RN), atualmente estou como jovem em missão em Curitiba, na Comunidade Católica Shalom. Neste tempo de missão, passei sete meses na Escola de Evangelização. Com a conclusão da escola neste mês de dezembro, eu e os outros missionários de lá passamos a servir no Centro de Evangelização da Comunidade aqui na cidade. .: Leia também: Escola de Evangelização conclui atividades em Curitiba Reconhecer a providência de Deus, para mim, parecia ser muito difícil, porque eu não a via em meu cotidiano. E nós, como missionários, somos chamados a buscar viver em tudo a pobreza, que não é a falta de responsabilidade sobre nossa própria vida, mas é o abandono nas mãos de Deus. Eu pensava que tudo o que eu tinha era simplesmente mérito meu. Recentemente pude tocar concretamente na providência divina, quando ganhamos uma doação de pães para o café da manhã do dia seguinte. Ao final da tarde de apostolado, quando retornava para casa, encontrei em frente a minha casa um morador de rua que me parou e me pediu alimento. Eu respondi: “Me aguarde enquanto irei buscar”. Ao chegar à cozinha, percebi que os pães estavam “contados”, daria um para cada irmão na casa. Fui falar então com a coordenadora da alimentação e expliquei-lhe o ocorrido. Ela me disse: “Você estará ofertando o seu pão de amanhã”. Fiquei um instante surpreso, mas como já tinha pedido para o morador de rua esperar, fui levar o pão para ele, pensando em como seria a manhã seguinte. Ao chegar ao portão, encontrei não somente o pobre, mas também uma freira. Para minha surpresa, ela trazia pães para nós. No mesmo instante, pensei: “Meu Deus, às vezes é preciso nada ter para perceber que Tu me dás tudo de que preciso”. Apesar de muitas vezes não confiar plenamente na providência divina, Deus insiste em me amar, dando-me provas concretas de Seu Amor para mim! Jefferson Ravadiérison

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