“A minha vida mudou depois do Acamp’s”

  “A minha vida mudou depois do Acamp’s porque ali passei a compreender a ‘tal felicidade que vem de Deus’. Antes disso, eu não achava que ser de Deus e ser jovem eram coisas compatíveis, não entendia como era possível viver dentro da Igreja e ser jovem. A partir do acampamento, tudo mudou! Não o exterior, não as pessoas ou coisas radicais, mas, dentro de mim, no meu coração, passei a descobrir o desejo de ser feliz plenamente. Depois do Acamp’s o que mudou na minha vida foi a felicidade, não mais passageira, mas a felicidade eterna, a felicidade DE SER DE DEUS!” – Thamilly Picanço, díscipula da Comunidade de Aliança, Comunidade Shalom.  

Ali eu conheci o verdadeiro sentido da vida

“Me perguntaram o que mudou na minha vida depois do meu Acamp’s, mas eu não tinha uma vida pra ter mudado alguma coisa.  Eu não considero que antes eu tenha tido uma vida, porque eu vivia totalmente na morte. Depois que eu fui para o Acamp’s eu nasci novamente. Ali eu conheci o verdadeiro sentido da vida. Tudo que eu vivi permitiu que eu chegasse até aqui, a ter uma intimidade com Deus, algo que pra mim era tão distante. Eu ia à Igreja, mas não entendia nada e olhava para aquelas pessoas e não entendia porque elas eram assim tão castas e porque seguiam àquele Deus, porque elas eram totalmente Dele. E depois que eu fui para o Acamp’s eu percebi e comecei a viver o que elas viviam e a sentir o que elas sentiam. Então, o que mudou pra mim depois do Acamp’s? Eu ganhei uma vida, uma vida que na época pra mim era muito distante, mas eu virei uma pessoa feliz, eu ganhei UMA NOVA VIDA.” Juliane Castelo, vocacionada na Comunidade Católica Shalom

O Acamp’s me trouxe de volta aos braços do Pai

Meu nome é Maria Cecília, tenho 15 anos. Esse já é meu terceiro Acamp’s, em Mossoró-RN. Eu queria demais participar outra vez, porque o acampamento se tornou o evento mais aguardado do ano, os melhores dias das minhas férias. Comecei a me programar vários meses antes, conversei com minha mãe, mas ela me disse que neste ano não teríamos como pagar a inscrição. Pude compreender a realidade, mas não desanimei, ao contrário, nasceu em mim uma motivação interior: com algum planejamento, ainda seria possível. Gosto muito de fazer brigadeiro e tomei a decisão de, dois meses antes, vender essa que é minha especialidade culinária para os meus amigos. Deu certo. E como eu já imaginava, valeu muito a pena. Durante o acampamento de jovens, promovido pela Comunidade Católica Shalom, missão Mossoró, vivi uma intimidade profunda com Deus, como nunca antes. Percebi algumas realidades sobre mim, como a minha dificuldade em permanecer. Eu, que experimentei o amor de Deus tão jovem, não estava sendo coerente no meu dia a dia. Percebi que não estou sendo Shalom na minha escola. Ainda não estou sendo Shalom em minha família. Isto é, uma autêntica ministra da Paz. Não tenho sido fiel à vida de oração e à busca de intimidade com Deus. Esses cinco dias de acampamento me mostraram que ser Shalom é muito mais do que ter um Tau no pescoço.  Ser Shalom, para mim, é ser missionário todos os dias, ser centro de evangelização onde eu estiver, por todos os lugares onde eu passar. E eu quero ser Shalom para o outro. Essa consciência profunda trouxe a mim autoconhecimento e me mostrou quem eu quero ser, a pessoa pela qual eu devo lutar todos os dias para me tornar, até que eu seja quem eu realmente sou. E sei que não importa quantas vezes eu cair, o Senhor sempre vai me receber, mas eu quero me esforçar em permanecer. Deus sempre vai me acolher, mas dessa vez tentarei com mais perseverança: ficar. Ficar perto do meu Pai.

A cruz quando se abraça é um leito e a dor nunca se separa da alegria

Encontrei um caminho estreito, iluminado, seguro e feliz para chegar até o céu, que é a nossa meta, uma vocação, um sinal de paz para o mundo: a Comunidade Católica Shalom. Neste caminho, muitas vezes caio, perco-me tentando procurar atalhos, prendo-me a galhos que já deveriam ter sido podados, mas Deus sempre espera e luta para que eu o retome. Descobri que neste caminho, quando me sentir cansada ou ferida, basta que me ajoelhe ou até me prostre para assim, usando da minha vontade e inteligência, fazendo memória do chamado que Deus me fez à santidade, possa com todo o meu ser, afetos e desejo recomeçar. Neste caminho, também encontro irmãos (na noite escura da nossa vida gosto de chamá-los: sinais luminosos do Sol que se esconde) que lutam comigo como um povo compacto e em movimento. Junto a eles e às provas da vida espiritual, levanto-me, e travamos uma batalha espiritual contra o mundo, aliado do homem velho que há em nós. Nosso alimento nesta batalha é a oração e, às vezes, a oferta de vida no jejum e penitência. Como disse Jesus aos discípulos depois do encontro com a samaritana, posso repetir que “meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e consumar a sua obra (Jo 4,34b)”. Neste combate espiritual, além dos irmãos, temos os santos, os arcanjos e a Virgem Maria. Juntos, também a estes, avançamos na oração, na santidade e no jejum que nos conduz à missão. Temos um segredo que nos sustenta: a esperança da vitória e uma fé, tantas vezes fraca, mas inabalável, pois é fincada na rocha. Por amor prosseguimos, fortes e fracos, valentes e covardes, juntos. Carregamos em nossos corpos, vasos de argila, o precioso tesouro que nos foi confiado e dilaceramos o nosso corpo, se preciso for, para que este perfume seja exalado à humanidade que geme e sofre esperando a nossa manifestação, como resposta de amor. Muitos são atraídos por esta unidade e chegam para se unir ao combate. Através da vida contemplativa, somos iluminados pelo Sol de justiça que vence toda noite e apaga toda treva porque nos torna tochas de amor à humanidade. Prosseguimos obedecendo ao grande Capitão que nos guia, nos enchendo de coragem, renúncia e disposição. Sabemos que não é fácil, mas se Ele quer é possível. Ao nosso Clamor, Ele sempre nos responde, nos enviando uma Força do alto que nos reveste de dons e nos faz gritar como valentes guerreiros em resposta ao Seu chamado: Sim, Pai, não é fácil, mas eu desejo, eu quero e eu vou. Nesta hora, tenho certeza que todo o Céu responde: Amém. Responde confirmando a missão. Vale a pena! Eles já fizeram este caminho e nos dão a certeza da vitória. Ainda neste caminho, há algo bastante necessário: a pobreza. Não é preciso levar muita coisa, pois quanto mais nos dispomos de nós mesmos, mais somos livres para correr, ou melhor, sermos arrastados, atraídos por este imenso amor. Quantas vezes pensamos em desistir, mas mesmo em meio ao desânimo, a fadiga, aos que desistem, Ele nos ensina algo que é de grande valia: basta lembrar de onde fomos resgatados e nossas forças se recompõem, podemos assim recomeçar e deixar que Ele realize uma obra nova.  Somos todos muito diferentes, mas falamos uma única linguagem, a das almas esposas, a gratidão. Queremos corresponder com as nossas vidas a este chamado autêntico, feliz e santo. Temos um caminho seguro atestado por Pedro, que de Jesus recebeu a missão de guardar a Igreja e a promessa de que as forças do mal nunca, nunca, nunca prevalecerão sobre nós. Temos a vitória, temos o céu, mas antes de chegarmos lá precisamos anunciá-lo, dando de graça o que de graça recebemos, e recebendo por misericórdia, desde já, a felicidade. Afinal, como diz o poeta, inspirado pelo salmista: “que mais teria eu no céu, se já não for feliz com Deus e os irmãos já aqui nesta terra?”. VALE A PENA!!! Por isso, devemos responder ao Senhor com as nossas vidas, como comunidade, mas de maneira pessoal: eis-me aqui, envia-me a mim. Avancemos na oração, avancemos na santidade, avancemos na missão. Pelo poder do Espírito, a intercessão de Maria e o sustento da Eucaristia podemos dizer sem medo: somos mais que vencedores. VALE A PENA! Feliz 35 anos de alegria e paz para o mundo!!! Enne Venancio

Shalom 35 anos: o testemunho de um povo

Este testemunho não pertence a uma pessoa, mas a milhares. É a história de um povo miserável, que andava à sombra da morte e foi alcançado pelo choque da ressurreição de Cristo. É a história de um povo que a cada dia é banhado pelo sangue e pela água que jorra do lado aberto de Jesus. É a história de um povo que espalhados por todos os cantos do Brasil e do mundo desejam propagar a todo homem que sofre, que Cristo está vivo. É a história de um povo que encontra na Eucaristia o alimento essencial para a alma e a fonte para vencer as barreiras do mundo. É a história de um povo que descobriu que não se vive só, e que onde dois ou mais estiverem reunidos em Seu nome, Deus se faz presente. É a história de um povo que tem Maria como Porta do Céu, Rainha da Paz e Esposa do Espírito. É a história de um povo que enfrenta combates diários para dizer sim a Deus e que luta, a cada instante, para alcançar o seu maior objetivo: a santidade! É a história de um povo que encontrou em Deus o seu maior tesouro e que sabe que a amizade com Ele é a mais bela que pode existir e, por isso, busca fazê-Lo feliz. É a história de um povo que, mergulhado no mar da misericórdia de Deus, sabe que não há ferida que Deus não possa curar e não desiste de tocar as chagas da humanidade. É a história de um povo incansável que nasceu do Amor, por Amor e para o Amor. É a história de um povo que viu na cruz a fonte da vida e o sentido de toda a sua existência. Essa é a minha história. Essa é a história dos milhares de membros da Comunidade de Vida, Aliança e Obra Shalom. Essa é a sua história, que é alcançado de alguma forma pelo carisma Shalom, seja pela missa, rádio, tv, artes, redes sociais, portal, casas de promoção humana, etc. Essa é a nossa história. Essa é a história de um povo, que nasceu no coração de Deus e que ganhou expressão através da oferta de um jovem, que determinado pela evangelização e impulsionado pelo Espírito Santo, fez de um povo uma família, um só coração. Este é o testemunho de um só coração, inquieto, que há 35 anos deseja somente chegar no coração do homem e lhe anunciar: Shalom, a paz esteja convosco! Feliz 35 anos.

Encontrei o que eu preciso para ser feliz!

Se me pedissem para definir em uma palavra a minha experiência no seminário “Tudo que preciso para ser feliz” a palavra escolhida seria INEXPLICÁVEL! Assim, deixo claro desde o início deste testemunho que nada que eu diga será suficiente para descrever o que vivi. Criada em uma família católica, sempre tive consciência de que Deus estava ali ao meu lado, até mesmo quando eu não estava ao lado Dele, mas nunca me achei digna o suficiente para sentir sua presença de fato. Então quando ouvia alguém dizer que havia sido tocado pelo Espírito Santo e que se sentia amado por Deus, eu pensava: “Nossa, que sorte tem essa pessoa! Pena que eu não consigo me sentir tão próxima Dele”. De qualquer forma, por ter certeza de Sua existência e acreditar no que as pessoas me contavam, eu tentava conversar com Deus colocando em Suas mãos a minha vida, com as alegrias e as dificuldades que enfrentava. Quando tomava decisões difíceis, pedia à Ele que me mostrasse qual caminho seguir, mas quando Ele me apresentava os tão esperados sinais, eu, por desacreditar da minha capacidade em ouvi-lo, colocava na minha cabeça que tudo não passava de coincidência. Por achar que não era boa o suficiente para ser íntima de Deus fui resistente aos chamados que Ele me fazia para viver essa experiência. Em um momento conturbado de minha vida comecei a receber convites Dele para conhecer o Shalom. Estes vinham das formas mais variadas: por panfleto, cartão e até nos meus sonhos. Eu tinha a impressão que quanto mais intensamente eu resistia aos convites, na mesma proporção Deus continuava a insistir, até que um dia, depois de tanta persistência, eu aceitei e me propus a participar do seminário. Durante o seminário mentalmente eu repetia “Ok Senhor, eu estou aqui, você conseguiu! Mas o que tem de tão especial para mim neste lugar ao ponto de eu precisar estar aqui hoje?”. Ao transcorrer da tarde ouvi algumas daquelas lindas histórias de como Deus havia tocado o coração daquelas pessoas, e achei que Ele queria justamente que eu, através da vivência delas, passasse a sentir o Seu amor. Entretanto, Deus guardava algo grandioso para mim, e minha resposta veio no momento de adoração. Foi espantoso quando os servos rezaram por mim e começaram a dizer às visualizações que o Espírito Santo lhes dava: elas eram as respostas do que eu pedia a Deus! Aquelas pessoas não sabiam da minha vida, nem do que eu havia passado, mas respondiam exatamente o que eu pedia a Ele. Naquele momento eu tive a certeza de que estava inteiramente aberta para Deus e finalmente senti aquilo que jamais achei que seria digna de sentir. O Espírito Santo visitou meu coração, curou feridas que eu achava que já estavam cicatrizadas e me deu o presente de viver uma vida nova. Eu sentia que Deus me pegava no colo e eu só conseguia ser grata por tamanho amor. Se antes eu estava com frio, naquele instante eu sentia um calor intenso, era o fogo do Espírito Santo agindo em mim. Depois disso eu fiquei em êxtase, simplesmente não conseguia entender tudo que havia vivido. E, sendo sincera, acho que ainda continuo assim, tenho vontade de contar para todos o que vivi, e mais ainda, de que todas as pessoas tenham a chance de viver essa experiência também. Sou grata à Deus por tamanha insistência de fazer por mim aquilo que nem eu sabia que precisava ser feito.   Carolina Emerick de Souza

Mal sabíamos que ali nasceria uma nova família

Meu nome é Fátima, sou natural de Cruzeiro do Sul-Ac, casada há 19 anos com Elimar e temos uma filha de 17 anos, Letícia. Vivemos uma imensa graça em nossas vidas, resgatados pelo amor de Deus. Venho testemunhar como família, esposa e mãe. Fomos criados em famílias católicas, íamos à Missa, mas sem nenhum conhecimento aprofundado do seu significado. Íamos por obrigação, não por amor. Eu, mesmo sendo católica não praticante, fazia minhas orações e pedia a Deus que mudasse nossa vida. Vivíamos muitas alegrias como família, mas, entre alegrias e tristezas, fomos marcados por várias decepções vindas de uma vida sem propósitos, sem expectativas para um futuro ordenado pelo amor. Vivíamos um matrimônio de brigas e confusões, pois não tínhamos muito diálogo e paciência um com o outro. Tínhamos uma vida de muitas festas e farras, uma alegria que passava depois dos momentos que, para nós, eram de plena felicidade, mas mal sabíamos o que era felicidade, pois a verdadeira felicidade estava a encontrar, quando fomos convidados a participar do retiro de carnaval RENASCER no ano de 2015. Fomos convidados por um amigo, somos gratos eternamente a ele por este convite que pela graça de Deus mudou nossas vidas. Na manhã do retiro meu esposo nos surpreendeu com a notícia que iríamos para o Renascer, pois até então não tínhamos esperança nenhuma de irmos. Eu não acreditava no que estava acontecendo e não esperava que voltassemos no outro dia, mas mal sabíamos que ali nasceria uma nova vida, uma nova família em Deus. Chegando ao local nos deparamos com uma acolhida de pessoas felizes e sem máscaras, ficamos encantados com tantos jovens, casais que pareciam ter uma felicidade que não passava. Ficamos o primeiro dia e fomos surpreendidos pelo amor de Deus, por suas graças, que nos tocou de tal forma que já não víamos a hora de voltar e vivenciar tudo o que Deus ainda queria nos falar, fomos tocados e banhados pelo Espirito Santo. No final do último dia do retiro, percebemos como estávamos vivendo uma vida sem valor, mas que a partir daquele dia tudo seria novo em nossas vidas. Desde então só graças recebemos a cada dia em nossas vidas. Começamos a frequentar as Noites de Louvor, oferecidas pela Comunidade.  Logo estávamos no grupo de oração misto, depois fomos para um Seminário de Vida de casais e, em seguida, se formou um grupo de casais Sagrada Família que hoje frequentamos . Nossa filha é núcleo de um grupo de jovens e somos muito felizes com pessoas que buscam viver um mesmo objetivo no amor de Deus. Ao sermos alcançados pelo amor de Deus, nossas vidas mudaram e muitas graças são derramadas todos os dias sobre meu matrimonio. Hoje temos a graça de rezarmos em família, termos uma vida de oração pessoal, convivemos como esposo e esposa, pai e filha, saber que sem DEUS em nossas vidas nada se concretiza.  A cada dia entregamos tudo que somos, nossas vidas, fraquezas, vontades e objetivos nas mãos daquele que nos ama, perdoa e nos fortificam todos os dias com a sua misericórdia. Durante esses dois anos, fomos crescendo num amor que já não aguentava mais dentro de nós, e hoje Deus nos chama a vivermos com mais intensidade esse amor de misericórdia, a viver o Vocacional. Somos gratos e louvamos a ele por essa nova vida, somos gratos todos os dias por esse imenso amor de Pai, que nos faz sair de si e ir à busca do outro. Gratos sempre e com um coração alargado a Ti, meu soberano Deus, pelo resgate que fizestes em minha família, queremos viver eternamente para Ti. Shalom!

Um Celibatário é alguém que Deus escolhe para dar seu Filho como Esposo

Meu nome é Mônica, sou consagrada na Comunidade de Aliança com Promessas Definitivas e, no dia 28 de maio deste ano, fiz meu voto perpétuo de Castidade no Celibato pelo Reino dos Céus, pela misericórdia divina. Mas essa história começou há quase vinte anos. Em 1999, Deus me fez participar do Halleluya em Fortaleza como integrante do backing vocal do Grupo Vox Gaudium que acompanhava a cantora Celina Borges. O Halleluya foi, então, a porta de entrada para meu encontro com o Carisma Shalom, pois na época ainda não havia missão em Belo Horizonte. Lá tudo me fazia respirar Shalom: a hospedagem na casa comunitária em Fátima − agradeço o Cassiano pela acolhida, visitas a uma célula comunitária, aula de FB, padaria, Volta Israel, oração e aconselhamento no Halleluya. Enfim, tudo me atraía fortemente, parecia muito familiar. Ao regressar, mandei carta para o vocacional. Mas, antes da resposta, iniciei uma experiência de vida comunitária que durou dois anos com alguns membros da banda. Neste tempo, chegou a missão Shalom em BH e iniciei meu processo vocacional, ainda no ano da fundação em 2001. Desde meus primeiros passos, sempre fui muito atenta ao espírito da vocação na vivência de todos os aspectos do carisma. Assim, rezava continuamente com o escrito Estado de Vida, pois percebia que havia algo realmente novo que precisava descobrir. Em 2009, 10 anos depois do meu encontro com o carisma, o Senhor me enviou novamente a Fortaleza para me revelar mais uma vez quem sou. Ao participar do Retiro de Autoridades, percebi um movimento novo dentro de mim enquanto o Moysés, fundador da comunidade, pregava sobre Castidade no Celibato pelo Reino dos Céus. Aquilo soou dentro de mim como uma grande novidade. Vi que não conhecia esse chamado e, naquele momento, fui despertando. Digo que minha vocação é realmente comunitária, pois, desde este ponto, contei com o auxílio da Jaqueline Matias, uma dos primeiros membros da Comunidade, que, dócil ao Espírito Santo, foi canal para que eu compreendesse e desse os primeiros passos. Pela Providência Divina, no fim de semana seguinte, aconteceria o Retiro de Candidatos ao Celibato. Com o apoio e incentivo da Jaqueline, participei. Enquanto ouvia os testemunhos dos irmãos, ia acolhendo com tranquilidade a graça desse chamado. Regressando, iniciei um ano de experiência no Celibato. Foi algo revolucionário. Todas as minhas relações ganharam novo sentido: “se os homens não são possibilidades de marido, quem são? Se não as crianças não são possibilidades de filhos naturais, quem são? Se não vou constituir família, para quê trabalho?” E Cristo foi ocupando, cada vez mais, o centro de todas essas relações. Assim me consagrei em fevereiro de 2011. Hoje posso contemplar quão forte é este chamado e como só há uma coisa que importa: o Esposo!!! Ele sim dá sentido a todas minhas relações e as transforma em oferta de amor e para o amor. Um Celibatário é alguém que Deus escolhe para dar seu Filho como Esposo, pois, em nosso escrito diz que “Deus mesmo mostrará a pessoa”. Sou feliz e muito grata a Deus que com grande amor me escolheu para amá-lO incondicionalmente em cada homem e mulher deste mundo. Obrigada, Senhor, por me teres escolhido!     Mônica Cristina Vital dos Santos

Hoje eu também quero rezar por você

Hoje quero testemunhar a minha primeira experiência com a intercessão de São José pela Providência Divina que mudou a minha vida. Eu conheci a Comunidade Católica Shalom através do “Café de São José” em 2012. Eu nem precisei participar, mas hoje eu sei que ele sabia da minha necessidade, e sua intercessão passou pela Luciana Barros, integrante da Obra da Missão Maceió, que ao me oferecer um ingresso me falou sobre a Comunidade. O que mais me chamou atenção no convite de Luciana foi o que ela me falou sobre o Shalom, que no Centro de Evangelização sempre haveria alguém para rezar por mim quando eu precisasse. Ainda hoje me emociono quando lembro de suas palavras. Na hora eu fiquei maravilhada, pois eu não sabia que existia um grupo de pessoas que rezava por outras. Sete meses depois, diante uma necessidade muito grande, eu lembrei de Luciana, da Comunidade, “da pessoa” que rezaria por mim e sedenta de Deus, como uma cristã sem muita maturidade e que não sabia rezar direito, procurei o Centro de Evangelização Shalom em Maceió. Deus tinha um tesouro para mim, e hoje posso ver concretamente as joias que já recebi desse tesouro e as que Ele ainda tem para me dar. Só na primeira visita Deus me deu o Seminário de Vida no Espírito Santo que ia acontecer já no próximo final de semana. As palavras que encheram meus olhos e que fez meu coração dizer, “Eu quero isso pra mim!”, foram: “Vida” e “Espírito Santo”. Aquilo inflou o meu peito e me fez suspirar como quem encontra um oásis, que saciaria a minha sede me dando o que eu precisava, vida nova, e realmente encontrei… o Amor. Descobri que eu tinha tido a experiência do encontro com Jesus Cristo, mas que só tinha encontrado, mas O tinha deixado, e que às vezes eu voltava e passava por Ele, acenava e ia embora de novo. Mas a experiência com o Seu Amor faz permanecer com Ele, e foi o que aconteceu comigo. Eu era de igreja, mas precisava conhecê-Lo mais e melhor para permanecer e aprender a levá-Lo aos que tinham necessidade dEle, mas não sabiam. Descobri a imensa alegria de anunciar Jesus, descobri o meu lugar, descobri que eu já tinha o carisma Shalom, mas não sabia onde estava concentrado de forma que eu pudesse desenvolver os dons que Deus me deu e me abrir aos que Ele ainda queria me dar. Aprendi a me relacionar com o Espírito Santo, descobrindo o Poder de Deus, que é o único que pode ir aonde nós não podemos, que desarruma a nossa vida para arrumar do jeito dEle, que transforma, cura, liberta, que nos ama, nos quer, luta por nós, que tem um zelo por nossas vidas e uma incrível paciência, e espera por nós sempre sem se cansar, sem desanimar. Aprendi a conversar com Ele, a ouví-Lo, a deixar que Se faça em mim. Eu sou muito feliz pela vocação que Deus me deu… Vocação Shalom. Sou muito feliz por ter descoberto a minha Igreja Católica e sua beleza. Venha fazer parte desta família, hoje eu também quero rezar por você! Meu nome é Sheyla Campos de Oliveira, tenho 42 anos, sou membro da Comunidade Católica Shalom como Discípula de segundo ano, rumo à Consagração como Comunidade de Aliança.”

Mãe: ponte entre os filhos e Deus

Meu nome é Thamiris, sou casada com o Selton, tenho 29 anos, sou dona de casa e mãe de quatro meninas: Beatriz (9), Rafaela (7), Emanuele (6) e Ana Clara (4). Nunca imaginei que gerar uma vida seria tão maravilhoso. Sentir um ser humano mexer dentro de você é um dom sobrenatural vindo do próprio Deus. A cada filha contemplo uma nova graça, um novo aprender, um novo descobrir, fazendo-me perceber que ser mãe é muito mais do que se pensa. Ser mãe é ser um pouco de Deus para seu filho: dando amor, tendo misericórdia e esquecendo de si. Nos momentos em que necessito me cuidar sempre existe um outro alguém precisando ser cuidado mais que eu, e isso me lança num doar-se sem medidas. Deus foi imensamente sábio em me conceder tão bela vocação. É inexplicável para mim poder participar da criação com Deus. Não me sinto uma expert em ser mãe, mas Deus me ensina diariamente a ser amor e a ser misericórdia; a dizer um “NÃO” com o coração doendo, mas sabendo que é preciso; a ensiná-las que acima de tudo é preciso sempre seguir os passos Daquele que nos ama muito mais do que podemos imaginar. Ser mãe é levar a minha família para Deus, é ser uma ponte entre meus filhos e o céu. Ser mãe é ser como Maria. Ser mãe é ser um pouco de Deus aqui neste mundo. Quando achei que minha vocação fosse só cuidar e dar amor, conheci a Comunidade Católica Shalom em abril de 2016. E, é claro, minha vida e minha percepção do ser mãe mudou. Compreendi que além do amar e cuidar é preciso mostrar um caminho a ser seguido, bem como seguir e testemunhar. Entendi que nossos filhos seguem nossos exemplos, e eu como mãe devo mostrar e buscar um caminho de santidade junto com elas, para que possam conhecer Aquele que pode dar o amor que eu não posso, um amor verdadeiro capaz de curar e dar a paz que elas buscarão um dia. Muitas pessoas dizem que criamos nossos filhos para o mundo. No Shalom aprendi através de uma formação que criamos nossos filhos para Deus, pois se foi Ele quem me deu é para ele que devo entregar. Através da Comunidade aprendi também a rezar em família com um livro que ganhamos de presente de um membro da Comunidade de Aliança. Este livro, o Beraká, impulsiona eu e meu marido a fazermos como que um grupo de oração em nossa própria casa, nos reunindo em fraternidade, louvor e oração com nossas filhas. Esta tem sido uma grande experiência de escuta da voz de Deus para nós, nos unindo como família cristã, nos formando como família Shalom.

Doar