Eu sou missionário!
Não sou por mim, mas por você. Por Deus. Por graça de Deus.
Não sou por mim, mas por você. Por Deus. Por graça de Deus.
Para quem está no Rio de Janeiro e não abre mão de passar a virada de ano à beira-mar, a Comunidade Católica Shalom oferece uma ótima opção: o Réveillon da Paz. O evento é gratuito e acontece no dia 31 de dezembro no posto 11 da Praia do Recreio. O Réveillon da Paz tem início às 22h, com a missa, seguida da Adoração ao Santíssimo Sacramento, queima de fogos e música ao vivo. Além disso, haverá espaço para confissões, oração e lanchonete. O objetivo da festa, que acontece em várias missões do Brasil, é fazer com que os participantes entrem no novo ano agradecendo e entregando nas mãos de Deus suas vidas e projetos.
Tudo começou com a minha mudança de gênero no ano de 2015, cortei meu cabelo e comecei a usar roupas masculinas. Um tempo depois comecei a sentir assédios ao meu corpo, me afastei da faculdade e tudo começou a piorar. Quebrava coisas dentro de casa, quebrei meu armário, tacava coisas na parede e chutei a TV, porque o assédio mental me incomodava muito e me fazia sentir dores. Sai da casa da minha mãe e fui para Brasília, morei na rua por duas noites até que conheci um senhor que me deu uma passagem para o Espirito Santo, para eu ir para a casa de um tio. Meu tio conversou comigo e me aconselhou a voltar para casa, mas eu não queria voltar. Decidi ir para a casa do meu pai, mas lá tive um briga horrível com uma pessoa. Depois disso, liguei para outro tio que morava aqui no Rio de Janeiro, ele me aceitou na casa dele. Comecei a usar suas roupas e deu inicio ao tratamento para mudança de gênero. Meu tio pediu que eu voltasse a morar com a minha mãe. Não aguentei. Sai de casa e fui morar na Lapa, especificamente em uma casa de transsexuais e prostitutas. Lá eu tive contato com as drogas, com o pó. Me envolvi em uma briga e fui expulsa. Sem dinheiro, sem nada, fui para a casa de uma amiga. Minha mãe me encontrou e me levou para casa. No desespero de não ter mais para onde ir ou o que fazer, tentei me matar, fui para uma passarela e antes que algo pior pudesse acontecer três mulheres conversaram comigo, me acalmaram. Voltei pra casa e todas as sensações voltaram, conversei com minha mãe e pedi para me levar para algum lugar religioso. Fui para a Comunidade Maranathá e fui encaminhada para um psicólogo e logo depois fiquei interna por um mês em uma clínica. Nesse meio tempo, minha mãe conheceu a Comunidade Shalom e, quando retornei para casa, ela me levou lá. Fui acompanhada por uma missionária que me falou do Acamp’s. Na mesma hora eu quis ir. Ela fez minha inscrição e eu fui. No primeiro dia, teve uma Adoração ao Santíssimo, eu me ajoelhei e comecei a falar com o Senhor. “Senhor, sou eu a Hevelyn! Aquela jovem que te servia assiduamente. Lembra de mim? Te vi fazer vários milagres em várias vidas. Mas, hoje sou eu eu que estou aqui e preciso de um milagre na minha vida, minha vida está por um fio, faz um novo na minha vida.” Rezaram por mim depois disso. Chorei, chorei, chorei e me levantei com um novo ar, com uma nova vida. Sai do acampamento outra pessoa! As sensações, os desejos desordenados continuaram, mas com o tempo e com a vida de oração foram passando. Hoje sou Shalom, sirvo em Santa Cruz e estarei servindo no Acamp’s de 2018. Por: Hevely Castro
Ziza Fernandes e alunos da Oficina Viva estreiam o espetáculo “Immaculée – Ela sobreviveu para contar”, no dia 20 de novembro. Trata-se da quinta edição do Show Viva, uma série de musicais realizados pela Oficina Viva a cada final de ano. O espetáculo conta a história de Immaculée Ilibagiza, ruandesa que sobreviveu à perseguição de 1994 graças a sua força e determinação. A história de como essa mulher escapou do massacre, e de como foi capaz de transformar essa experiência em uma mensagem de esperança, força e perdão está no centro da estória que a Oficina Viva contará através de um repertório que compreende clássicos da MPB, música africana e americana. A inspiração vem do livro “Sobrevivi para Contar”, de Immaculée Ilibaziga e Steve Erwin no qual ela conta em detalhes os momentos de medo, dificuldade e angústia vividos pela personagem. “Há anos esse livro faz parte das leituras de quem participa das Oficinas. Acabou sendo uma escolha natural em um momento em que revivemos outro massacre na Síria e vemos, mesmo entre nós, o ódio crescer por discordâncias políticas ou opiniões”, explica Ziza Fernandes que, pelo quinto ano, assina a criação e direção geral do musical que tem direção musical de Janaine Pavani. Esse ano, além do Rio, São Paulo e São José dos Campos receberão o musical que contará com diferentes participações especiais ao longo das apresentações. Na capital carioca, já foram confirmados nomes como Adriana Arydes e o cantor Davidson Silva. No Rio de Janeiro, haverá apresentação em duas sessões no Teatro Bangú Shopping, às 17h 30 e às 20h. Ingressos: www.oficinavivaproducoes.com/immaculee
Motivados pelo Papa Francisco a ir ao encontro dos mais necessitados, a Comunidade Católica Shalom realiza no dia 19 de novembro (domingo) um almoço em celebração ao Dia Mundial dos Pobres. O evento tem início às 10h30 com a celebração da santa missa no Abrigo Obra Sagrados Corações de Jesus e Maria – Vigário Geral. Segundo o Santo Padre, “somos chamados a estender a mão aos pobres, a encontrá-los, fixá-los nos olhos, abraçá-los, para lhes fazer sentir o calor do amor que rompe o círculo da solidão. A sua mão estendida para nós é também um convite a sairmos das nossas certezas e comodidades e a reconhecermos o valor que a pobreza encerra em si mesma”. Neste sentido, a Comunidade Shalom incentiva as pessoas a levarem um fruto da sua evangelização para participarem, juntos, da Eucaristia e do almoço do domingo. Por meio desta ação, busca-se criar um momento de encontro e amizade, de solidariedade e ajuda concreta. Serviço Almoço pelo Dia Mundial dos Pobres Data: 19 de Novembro de 2017 Local: Abrigo Obra Sagrados Corações de Jesus e Maria – Rua Fernandes da Cunha, 853, Vigário Geral. Horário: A partir das 10h30 com a Santa Missa Valor: R$15
Seu local de trabalho é um lugar sem sentido, frustrante, instrumento de corrupção? Ou é lugar de fuga dos problemas, ambiente propício para o orgulho e para o domínio das pessoas? Respondeu sim para alguma das duas perguntas? Então, é preciso mudar o rumo, encontrar uma motivação – que não está no trabalho. Qual é o segredo, então? “Põe um motivo sobrenatural da tua atividade profissional de cada dia, e terás santificado o trabalho”. São Josemaría Escrivá, Caminho n. 359 No mundo de hoje há quem viva para trabalhar e trabalhe para viver. E não são poucos. Mas esse não é o fim último da vida. Aquilo que é extraordinário e sobrenatural deve invadir o ordinário da existência. Mas como encontrar este sentido no trabalho? Encontrando a Deus. Diante da atual complexidade e diversidade de valores e mentalidades pelos quais, as pessoas, famílias, profissionais e empresas estão atravessando, é indispensável retornarmos a fonte principal do Amor. Pensando nisso, a Comunidade Católica Shalom criou o Projeto Mundo Novo (PMN) que tem como principal atividade evangelizar as pessoas com potencial de referência na sociedade. O PMN prioriza os formadores de opinião, lideranças e todas as pessoas que podem contribuir para a construção de uma nova mentalidade baseada no Evangelho e no carisma. É nesse intuito que a todas às quintas-feiras os integrantes do Mundo Novo se reúnem no setor do Catete que fica localizado na Rua Bento Lisboa, 112. Lá eles rezam em um movimento de escuta à vontade de Deus e planejam novas ações evangelizadoras na sociedade. Segundo Thaís Lugon, uma das participantes do projeto, o grupo de oração do Mundo Novo é uma oportunidade de aprofundar a espiritualidade cristã, o encontro com Cristo, além de ser um espaço de convivência, fraterna e crescimento humano. Sentiu o coração estremecer ao ler tudo isso? Vem participar com a gente na quinta-feira, às 19h.
A idolatria ao dinheiro, este bem dinâmico para economia e estático para a eternidade, torna o homem semelhante a ele: cego, surdo, mudo e paralítico.
Mais do que um evento de artes, o Festival Halleluya Rio também representou um evento de solidariedade. Nesta edição, uma das novidades foi o bazar de produtos, roupas e utensílios domésticos. Segundo a coordenadora do estande, Thaís Lugon, o objetivo do espaço foi oferecer aos participantes do festival a possibilidade de adquirir artigos por um preço acessível. “A comunidade pensou no bazar como uma forma de permitir com que pessoas, que muitas vezes não tem condições de comprar uma roupa ou calçado, pudessem obter no Halleluya”, disse. No bazar, era possível encontrar calçados, bolsas, bijuterias, brinquedos, roupas femininas, masculinas e infantis entre R$5,00 e R$40,00, bem como fazer doações de produtos. Também com uma proposta social, o estande do projeto Missão Amor que Cura arrecadou mais de 600 quilos de alimentos para o Hospital São Francisco de Assis na Providência de Deus, na Tijuca, zona norte do Rio. Além destes espaços, o Halleluya Rio 2017 contou com mais quatro estandes: livraria, Projeto Juventude para Jesus (PJJ), Vocacional e Halleluya Quero Mais. No primeiro, foram comercializados os produtos oficiais do festival (camisas, cadernos, canecas, chaveiros, squeezes etc) e outros artigos religiosos. O segundo apresentou as atividades da comunidade para os jovens e ainda podiam jogar vídeo–game ou e andar de skate ou patins. Já o estande do Vocacional foi voltado para aqueles que desejavam conhecer melhor as várias vocações da Igreja Católica. “Nosso intuito não é somente promover a vocação Shalom, mas, sobretudo falar às pessoas, de forma particular para o jovem, sobre o chamado de Deus para a vida dele”, explicou Marcos Vinícius, membro da Comunidade Católica Shalom. E no Halleluya Quero Mais, os participantes do Festival puderam ter informações sobre o reencontro pós-Halleluya que a comunidade irá promover no dia 04 de novembro, em todas as casas do Shalom no Rio de Janeiro: Recreio, Santa Cruz, Vista Alegre, Maracanã e Catete. O objetivo desse reencontro será o de oferecer um caminho de amadurecimento espiritual para aqueles que participaram do festival. Por: Thays Assunção e Nicollas Rodrigues
O encerramento da sétima edição do Halleluya Rio contou com uma surpresa que alegrou o público do Boulevard Olímpico: a presença das Irmãs Maria Mônica da Divina Misericórdia e Maria Clara da Trindade, clarissas do Mosteiro de Nossa Senhora dos Anjos, na Gávea, Rio de Janeiro. As religiosas vivem em clausura e tiveram autorização para participar do evento neste domingo (29/10). De acordo com Irmã Maria Clara da Trindade, elas já estavam rezando pelo evento mesmo sem saber que conseguiriam estar no local. “Nós estávamos presentes espiritualmente no Halleluya desde que soubemos que iria acontecer no Rio. Estávamos sempre em oração, intercedendo para que tudo ocorresse segundo a vontade de Deus. E quando fomos informadas que poderíamos participar dessa grande festa, ficamos imensamente felizes”, declarou. No decorrer do festival, as religiosas tiveram a oportunidade de apresentar aos jovens o ramo feminino da família franciscana, iniciado por Santa Clara de Assis. “Sentia muito o desejo de estar aqui para apresentar a juventude a ordem das clarissas, que ainda é pouco conhecida, principalmente, quando se fala de clausura. Ao mesmo tempo, quando cheguei ao evento, percebi que os jovens esperavam algo novo, algo que pudesse nortear suas vidas”, afirmou Irmã Maria Mônica. As religiosas não apenas participaram da Santa Missa, mas ainda assistiram aos shows e interagiram com os jovens, que quiseram tirar fotos e saber mais sobre a vida delas na clausura. Comunhão de carismas Além da presença das clarissas, o Halleluya Rio 2017 significou uma verdadeira comunhão de carismas. O evento é promovido pela Comunidade Shalom em parceria com a Arquidiocese do Rio e apoio de seus meios de comunicação: Rádio Catedral, jornal O Testemunho de Fé e WebTV Redentor, portal e redes sociais. Além disso, o festival aconteceu pela ajuda generosa em diversas atividades. O festival contou com a colaboração de mais de 600 voluntários, sobretudo das novas comunidades da Arquidiocese, que atuaram especialmente nos atendimentos de oração do Espaço da Misericórdia e demais ações de evangelização. Entre as comunidades estavam as seguintes expressões: Amigos da Cruz, Canção Nova, Pequena Nuvem, Pequeno Rebanho, Para Sempre Reviver, Maria Serva da Trindade, Basta Querer, Coração Novo, Geração Adoradores e Do Caos a Glória. Por: Thays Assunção
Além dos shows e grandes atrações do Festival Halleluya, a evangelização acontece também em momentos inesperados. O vocacionado da Comunidade Shalom, Jonas Ferreira, atuou no evento na equipe de Liturgia e um de seus intervalos da escala acabou se transformando em oportunidade de encontro e de transmitir a Palavra de Deus. Após a celebração da Missa, na tarde deste sábado (28/10), ele e outros membros da equipe de Liturgia saíram para fazer um lanche. Quando tiravam fotos na entrada do Boulevard Olímpico, estava sentado proximamente um senhor de meia idade, chamado Jailton. Ele fez um sinal com a mão chamando mas, num primeiro instante, Jonas confessou que teve a reação de ignorar. Contudo, nesta hora, ele percebeu que havia como que um “grito” de Deus em seu interior: “logo após fingir que não estava vendo o senhor me chamar, recordei de uma pregação do nosso fundador, Moysés Azevedo, quando ele dizia que a Comunidade Shalom nasceu para evangelizar os jovens e os pobres. Naquele momento, escutei nitidamente a voz do Moysés ecoando no meu ouvido e na minha memória”. A partir de então, Jonas voltou-se para um de seus colegas e lançou o convite: “vamos lá para falar com aquele senhor”. Ao se aproximarem, o homem revelou que não queria nada deles, apenas uma oração. “Fui ‘nocauteado’ por Cristo que me fez enxergar o quanto preconceituoso e fariseu eu sou”, revelou o jovem ao contar que pedia a Deus a inspiração de uma palavra que edificasse a vida de Jailton. “Senti que devia dizer àquele homem o quanto ele é amado, que sua vida está nas mãos de Deus e que jamais estaria esquecido. E rezamos para que esse senhor pudesse redescobrir sua dignidade de filho de Deus”, relatou. Terminada a oração, Jailton estava completamente em lágrimas. Um momento literalmente de salvação para ele pois estava pensando em suicídio, mas quando ao chegar à Praça Mauá presenciou o Halleluya acontecendo, resolveu participar. “Conversamos um pouco mais com ele sobre o amor de Deus e ele, de maneira muito simples, nos abraçou, nos beijou na face e foi embora sorrindo. Neste momento, pudemos sentir na carne a mesma experiência de São Francisco ao acolher os pobres que desconhecem o amor de Deus”, conta emocionado ao destacar ainda que o Halleluya é muito mais do que um festival, porque também é sinal da identidade mais profunda da vocação Shalom, que é anunciar ao homem de hoje a Paz verdadeira e completa, que é uma pessoa: Jesus Cristo. E o encontro não se esgotou num único dia. Jailton retornou ao festival neste domingo (29/10), participou da Santa Missa e permaneceu durante a tarde. Jonas e Jailton: cada um em sua realidade, mas ambos experimentaram o amor de Deus e tiveram suas vidas transformadas no Halleluya Rio 2017. Por: Gracielle Reis