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Como driblar as resistências na evangelização?

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RJ abordagem na evangelizaçãoDeparar-se com resistências durante a evangelização é muito comum e, por isso, é preciso aprender a driblá-las. Este foi o tema da tarde do segundo dia do curso de abordagem na evangelização, realizado neste fim de semana no Rio de Janeiro. Segundo a assistente apostólica da Comunidade Shalom, Gabriella Dias, a primeira barreira está no próprio evangelizador. “Para vencer a minha resistência tenho que evangelizar. Para querer evangelizar tem que evangelizar”, disse.

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De acordo com Gabriella, a segunda dificuldade está no outro que pode não querer ouvir o anúncio. Para driblar isso, é necessário a insistência de maneira delicada e gentil. “Moralismo não converte ninguém. Gente chata não converte ninguém. Se você for o chato da família peça a Deus que te converta. Para a sua família, para os colegas da faculdade, alegria, convite, acolhimento. Insistir com doçura, com bondade, com palavras de ciência”, explicou. 

Outra resistência possível é quando a pessoa quer debater ou criticar a Igreja e sua doutrina. Nestas situações, a assistente apostólica afirmou que não se deve entrar em debate. “A evangelização não é da inteligência pela inteligência, mas do coração para o coração. O importante não é vencer o debate. Tem coisas que a gente nem sabe. Tem coisas que eles apresentam para nós do que eles vivem que a gente não sabe o que falar. Mas a gente conhece o Amor de Deus e é essa experiência que devemos passar. Quando alguém quer debater a gente tem que puxar para o coração”. 

Há também a resistência fruto de uma ferida vivida dentro da Igreja. Nestes casos, o evangelizador precisa, como membro do Corpo de Cristo, pedir perdão pelos pecados dos homens e fazer o convite para o retorno à Casa de Deus. “Algumas pessoas têm feridas com a Igreja. A gente não tem que justificar a Igreja. Eu já vi homens de Deus se ajoelhando pedindo perdão em nome da Igreja. Não cabe a nós julgar. Cabe a nós sermos ministros da paz, reconciliar a pessoa com a Igreja, pedindo perdão e ajudando a perdoar, na simplicidade sem julgar”. 

De acordo com a assistente apostólica, a evangelização deve ser feita com alegria, mesmo que, em alguns casos, não se consiga enxergar os frutos. “Na nossa concepção o sucesso da evangelizar está numa mudança radical, mas precisamos entender que o sucesso da evangelização é a pessoa alcançar a vida eterna. Por isso, muitas alegrias da evangelização nós só vamos experimentar na eternidade. Precisamos ter a alegria de evangelizar mesmo que a gente só veja os frutos no céu”, finalizou. 

O curso de abordagem na evangelização foi concluído no domingo, 16 de agosto.

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